segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Flamengo faz nova vítima no Maracanã: o Coritiba

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Por Gabriel Seixas

A esperança de uma boa campanha de um time carioca na primeira divisão está depositada em um único time: o Flamengo. O rubro-negro conseguiu uma ascensão sensacional no segundo turno, e já engatou o quarto jogo sem derrota, e a segunda vitória consecutiva. A vítima foi o Coritiba, com o placar de 3 a 0. Petkovic, cobrando falta, o artilheiro Adriano e Willians marcaram os gols – por sinal, todos golaços. Para quem gosta de números, foi o terceiro jogo consecutivo do time sem sofrer gols, e a terceira vitória consecutiva em casa pelo mesmo placar. O time já havia vencido por 3 a 0 o Santo André, e na rodada passada o Sport. O Coritiba apostava num bom resultado para se distanciar da zona do rebaixamento. Pelo que jogou hoje, merecia uma sorte melhor. Mas nada que tirasse o mérito da vitória do Fla na partida.

Manter a base para vencer

O técnico Andrade, acostumado a viver problemas para escalar o Flamengo, dessa vez se deu ao luxo a escolher entre jogadores de bom nível técnico para iniciar a partida. Willians, que voltava de suspensão, acabou ficando como opção no banco de reservas – apesar de ser o maior ladrão de bolas no campeonato, ficou pra trás com a boa fase de Maldonado e de Airton. Fierro foi o escolhido para ser o titular, deixando o time mais ofensivo. De resto, foi o mesmo time que venceu o Sport.

Já o Coxa não contava com o zagueiro Cleiton, suspenso. Mas acabou nem fazendo falta, já que outros defensores voltavam ao time. Apesar de jogar fora de casa, Ney Franco apostou num esquema bastante ofensivo, com dois armadores – Carlinhos Paraíba e Pedro Ken – e dois atacantes – Ariel e Marcelinho Paraíba, este que enfrentou pela primeira vez seu ex-clube.

Coritiba dificultou, mas saiu derrotado pro intervalo

Quem apostou num Coritiba fechado, dependendo apenas dos erros do adversário, se equivocou. Os paranaenses estavam determinados a conquistarem a vitória, e deram as caras logo aos três minutos. Pedro Ken, de fora da área, acertou um chute forte, que Bruno rebateu. Ariel pegou a sobra e carimbou a trave.

O Flamengo tinha dificuldades para sair pro jogo, e não conseguia chutar ao gol de Edson Bastos. Quando teve a oportunidade de arriscar, não conseguiu. Adriano cruzou na medida para Denis Marques, que ao invés de chutar, tentou tocar pro lado. Ninguém apareceu para concluir.

Enquanto o Fla não conseguia encontrar seu esquema de jogo, o Coritiba aproveitava para assustar Bruno. Carlinhos Paraíba, um dos jogadores mais perigosos do Coxa, arriscou de longe, tirando tinta do gol de Bruno.

A partir dos 26 minutos, o jogo ficou totalmente aberto. O Flamengo finalmente conseguiu acertar o pé, quando Petkovic recebeu de Fierro e chutou de primeira. Edson Bastos fez ótima defesa. No minuto seguinte, o Coxa respondeu com Marcelinho Paraíba. Ele bateu no cantinho de Bruno, que desviou para escanteio. Por sinal, Marcelinho foi vaiado durante toda a partida pela torcida flamenguista, que não o perdoou pela passagem do atacante pelo time, na qual ele deixou o clube em março reclamando de salários atrasados e do banco de reservas.

Com um jogo tão equilibrado, faltava um lance para as equipes desequilibrarem e abrirem o placar. O Flamengo foi mais rápido, quando aos 33 minutos, Everton sofreu falta na meia lua. Com maestria, Petkovic tocou por cima da barreira e fez um golaço, acertando a trave antes de ver a bola morrer no fundo das redes.

Quando o ponteiro marcava 38 minutos, as duas equipes tiveram chances de marcar gol. O Coritiba assustou primeiro, quando Rodrigo Heffner chutou cruzado e exigiu ótima defesa de Bruno, que deu rebote. De frente pro gol, Marcelinho Paraíba bateu pra fora. Dessa vez, ele ganhou aplausos da torcida...flamenguista.

O Flamengo respondeu com velocidade. Adriano, na pequena área, chutou cruzado e também carimbou a trave. Assim como Marcelinho Paraíba, quem perdeu gol feito dessa vez foi Denis Marques. O primeiro tempo estava chegando ao fim. Ao contrário de muitos jogos, este chamou a atenção de quem o assistiu. Movimentado do início ao fim, ambos os times buscaram o gol, do jeito que todos os times deveriam jogar.

Mais dois golaços, e vitória do Fla

Sem alterações, as equipes voltaram determinadas para a etapa final. Mas no quesito eficiência, quem se deu bem foi mesmo o Flamengo. Aos onze minutos, um verdadeiro gol de placa. Petkovic acertou um passe em profundidade primoroso para Adriano, que com classe, encobriu Edson Bastos. O gol foi importante para o camisa 10, que se manteve como um dos artilheiros da competição, ao lado de Jonas, do Grêmio. E é claro, para o Flamengo, que precisava de uma boa vantagem para administrar o placar com mais tranquilidade.

Ney Franco colocou o Coritiba pra frente, com a entrada de dois atacantes: Marcos Aurélio substituiu o volante Jaílton, e Rômulo foi acionado para estrear pelo clube, substituindo o argentino Ariel. Andrade respondeu, colocando Willians no lugar de Fierro, deixando o Fla com mais pegada na marcação no meio-campo.

Os paranaenses assustaram pouco, e na melhor chance de descontar o placar, Marcos Aurélio cruzou e Petkovic só não marcou um gol contra porque Bruno salvou no cantinho.

Andrade deu nova prioridade ao sistema defensivo, colocando o zagueiro David no lugar de Denis Marques, que devido a má atuação, saiu num misto de vaias e aplausos da torcida rubro-negra. No minuto seguinte, quem ganhou muitos aplausos foi Willians. Petkovic tocou curto pra Adriano, que foi desarmado por Dirceu. Na sobra, Willians acertou um belo chute, com violência, no ângulo de Edson Bastos. As poucas esperanças do Coxa de conseguir o empate foram por água abaixo.

Festa dos mais de 50 mil torcedores que foram ao Maracanã. A torcida rubro-negra fez um duelo particular contra a torcida vascaína, que também encheu o estádio contra o Guarani, na tarde de sábado, pela Série B. Praticamente todos os que compareceram ao estádio, no fim do jogo, aplaudiram Petkovic, substituído por Erick Flores no último minuto. Vitória sem nenhuma contestação, que faz o Fla continuar sonhando com a Libertadores.

O Coritiba permanece ameaçado na parte de baixo da tabela, mas tem a oportunidade de, nos próximos dois jogos seguidos em casa, contra Náutico e Internacional, marcar seis pontos que seriam importantíssimos para as pretensões da equipe. O Fla tem compromisso difícil contra o Inter, fora de casa. Depois, joga o Fla-Flu no Maraca.

Flu não resiste a avalanche gremista no Olímpico

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Por Gabriel Seixas

O Grêmio confirmou a ampla superioridade técnica e goleou o Fluminense, em casa, por 5 a 1. Defendendo uma invencibilidade de mais de um ano sem perder jogando no seu estádio, o tricolor gaúcho não teve dificuldades para superar os cariocas. Souza foi o destaque do jogo, marcando dois gols. Tcheco de pênalti, Cássio contra e um dos artilheiros do campeonato com 13 gols, Jonas, completaram o festival. Kieza diminuiu para o Flu, em uma das raras oportunidades de gol do time na partida. A esperança de disputar a Libertadores do ano que vem foi reascendida pelo time gremista, enquanto o tricolor carioca permanece afundado na última colocação. Já são dez jogos sem conquistar uma vitória, contando os dois duelos da Sul-Americana contra o Flamengo.

Objetivos diferentes em xeque

Paulo Autuori teve uma semana nada tranquila para escalar o Grêmio. De última hora, ganhou dois desfalques, ambos nas laterais. Pela direita, Mário Fernandes, e pela esquerda, Lúcio, foram vetados pelo departamento médico. Maxi López, expulso contra o Náutico, também ficou de fora. Com isso, o argentino Herrera voltou ao time titular no ataque, enquanto o zagueiro Thiego teve de ser improvisado na lateral-direita. O jovem Bruno Collaço iniciou na ala esquerda. Já o trio Souza, Tcheco e Jonas era presença certa. Azar do Fluminense.

Do lado carioca, Diguinho era o principal desfalque, suspenso. Fábio Santos, que seria o substituto, foi vetado minutos antes da partida. Com isso, a ameaça de Cuca de escalar o time num 3-6-1 foi por água abaixo. Adeílson e Kieza fizeram uma nova dupla de ataque, enquanto o equatoriano Urrutia fazia sua estreia pelo time. Aliás, ele era apenas um dos três estrangeiros no meio-campo tricolor, que contou ainda com os argentinos Equi González e Conca.

23 minutos para decidir o jogo

A partida começou muito equilibrada, ligeiramente a favor do time gremista. Coincidência ou não, foi do time mandante a primeira chance real de gol da partida: aos 6 minutos, Souza cobrou falta, e aproveitando confusão na área, Rever bateu pro gol, mas Rafael espalmou pro meio da área. Herrera, esperto, dominou sozinho e também arriscou, mas Rafael estava lá e fez outra grande defesa.

À sua maneira, o Fluminense também tentava ameaçar o gol de Victor. Após saída de bola errada de Rochemback, Ruy roubou bola e tocou curto pra Conca. O argentino avançou, entrou na área e chutou no cantinho de Victor, que desviou com a ponta dos dedos. Depois disso, se viu um bombardeio do Grêmio durante todo o primeiro tempo.

Os gremistas acharam um gol aos 11 minutos, que já faziam por merecer. Souza cobrou falta do lado direito do campo, do lado da pequena área, e Adeílson desviou contra o próprio gol. Apesar do gol contra clássico, o juiz anotou o tento para o meia gremista. O mais importante era que o Grêmio abria o placar naquele momento. Foi o suficiente para que o time confirmasse a superioridade técnica gritante, que interferiu diretamente no resultado do jogo.

Dois minutos depois, o time teve a chance de marcar o segundo, quando Jonas invadiu a área, mas teve seu chute travado por Luiz Alberto, e Rafael encaixou a bola. Porém, aos 15 minutos, um lance infantil resultou no segundo gol. Herrera se antecipou a Gum para cabecear para o gol, mas teve sua camisa puxada e caiu na área. Pênalti claro. Jonas, que buscava a artilharia isolada da competição, pediu para bater. Se houve consenso ou não, o fato é que o camisa 9 bateu fraco e permitiu a defesa de Rafael. Mas o assistente viu que o goleiro se adiantou na cobrança, e mandou voltar. O lance gerou confusão, mas foi bem marcado.

Então o cobrador de pênaltis oficial, Tcheco, chamou a responsabilidade. Com direito a paradinha, ele chutou rasteiro no canto de Rafael, que foi na bola, mas não alcançou.

Com 2 a 0 a favor, o jogo ficou ainda mais fácil. O Fluminense não conseguia neutralizar as jogadas pelo lado direito do ataque gremista, comandado por Tcheco e Souza. E foram eles que construíram a jogada do terceiro gol: Tcheco cruzou da ponta direita, e Souza, como um autêntico centroavante, desviou pro gol mesmo estando entre dois zagueiros.

Os cariocas não esboçaram nenhuma reação. A defesa estava perdida, sobretudo com Paulo César na ala esquerda. Os armadores não tinham nenhum lampejo, e quando um deles, no caso Conca, finalmente criou uma boa jogada, faltou a presença de um centroavante. O argentino girou para cima de Adílson, dentro da área, e cruzou pro meio. Nem Kieza, nem Adeílson e nem ninguém apareceu para concluir. Foi o retrato do ataque do Flu na primeira etapa.

Artilheiro marca e Grêmio consolida a goleada

Cuca ainda tinha esperanças de ver seu time reagir, então, promoveu duas alterações: O zagueiro Cássio entrou na vaga de Paulo César, enquanto Marquinho substituiu o apagado González. Com as alterações, o time passou a jogar com três zagueiros, passando Marquinho para a ala esquerda. Pelo menos a marcação por aquele lado melhorou, mas a essa altura, o Grêmio já explorava a deficiência do lado direito de marcação do Flu.

O nome do segundo tempo, sem dúvida, foi Jonas. Ele apareceu no primeiro ataque gremista do segundo tempo, quando cruzou para Herrera, que ao tentar driblar Rafael, perdeu a bola para o goleiro.

Ligeiramente, o Flu passou a equilibrar as ações, principalmente explorando o lado esquerdo com Marquinho. Sem qualidade no sistema ofensivo, a saída para encontrar o caminho do gol era a bola parada. E foi assim que o time descontou o placar: Conca cobrou falta na cabeça de Kieza, que desviou no canto esquerdo de Victor, que nem se mexeu.

Mas a reação foi passageira. Bastou um minuto para o Grêmio retomar o controle do jogo novamente. Depois de um cruzamento da esquerda, Jonas ajeitou de peito para Herrera, que na pequena área, cruzou pro meio. Na tentativa de abafar o perigo, Cássio mandou de cabeça contra o próprio gol. Quando a fase é ruim...

Desestabilizado emocionalmente, o Flu abriu mão de uma possível reação. Cuca colocou Fábio Neves em campo, que pelo que fez nos treinamentos, merecia uma oportunidade no time titular. Mas ele manteve o nível do time, ou seja, não apareceu em campo. O tricolor gaúcho aproveitou para buscar o quinto gol, e Jonas, na meia-lua, driblou Luiz Alberto e chutou no canto, mas Rafael fez linda defesa.

A partir daí, o Grêmio passou a forçar menos o jogo, afinal, o 4 a 1 já lhe satisfazia perfeitamente. Os cariocas não aproveitaram para reagir, e ameaçaram apenas com Urrutia, que aos 33 minutos, chutou no ângulo do goleiro Victor. Mas o arqueiro fez uma defesa digna de quem defende a seleção brasileira, que é o seu caso.

Já com Léo e Túlio em campo, nas vagas de Souza (que saiu ovacionado) e de Adílson, o Grêmio nem forçou muito para marcar o quinto e derradeiro gol. Cássio falhou novamente, e entregou bola de bandeja para Jonas, que entrou na área, driblou Rafael e (finalmente) marcou seu gol. Foi um prêmio para quem, a todo custo, buscava manter a artilharia do Brasileirão. E como Adriano, do Flamengo também marcou nessa rodada, o gremista não se isolou na artilharia.

O Fluminense teve chances de diminuir o placar, mas àquela altura, não faria muita diferença. O Grêmio ampliou ainda mais sua invencibilidade no Olímpico, que já ultrapassa a marca de um ano. São 32 jogos sem derrota em casa. Já o Fluminense precisa de um milagre para escapar da segunda divisão do ano que vem. E como milagres acontecem, as esperanças ainda não morreram.

domingo, 20 de setembro de 2009

Santo André: o carrasco tricolor

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Por Leonardo Martins

Mais uma vez, o Santo André aprontou com o São Paulo. Neste domingo, as duas equipes se enfrentaram em Ribeirão Preto, o Ramalhão levou o jogo para o interior paulista para ganhar dinheiro com a torcida tricolor da região. Em um jogo fraco, a equipe do ABC atrapalhou o objetivo são-paulino de chegar a liderança ao empatar em um gol.

O jogo começou com um lance polemico, o volante Fernando foi derrubado na área por Miranda e o juiz nada marcou. Quem esperava um Santo André encolhido, se enganou, pois a equipe branca marcava a saída de jogo do São Paulo. Mas na primeira chance, o São Paulo marcou. Aos 7, Júnior César cruzou e Jean pegou um chute de primeira, abrindo o placar no Santa Cruz.

O gol deu mais tranqüilidade aos tricolores, tranqüilidade até demais, pois a equipe pouco atacou depois. O Ramalhão tinha em Marcelinho Carioca a chance de reagir no jogo através de suas eficientes cobranças de falta como aos 17. A equipe tricolor também dependia das bolas paradas, mas não assustou.

Só assustou quando Jorge Wagner cruzou, Neneca cortou de soco e Dagoberto pegou o rebote e mandou para longe. Aos 45, o camisa 25 chutou para a defesa de Neneca. O intervalo chegou e a liderança estava a caminho do tricolor.

O jogo piorou na segunda etapa, o Tricolor continuava administrando e Junior César e Jorge Wagner tentaram ampliar o placar, mas sem sucesso. Fernando assustou Rogério Ceni ao acertar a rede pelo lado de fora. O Santo André perdeu seu principal jogador quando Marcelinho sentiu dores na coxa, em seu lugar entrou Pablo Escobar.

Com o boliviano no campo, a equipe do ABC se animou em campo. Ricardo Gomes tirou Richarlyson e Borges para colocar Zé Luis e Washington. O Camisa 9 até teve uma chance, mas não dominou a bola. O castigo para a moleza são-paulina aconteceu aos 26. Nunes cabeceou mal a bola, mas ela sobrou livre para Pablo Escobar tocar por baixo de Rogério Ceni. 1 a 1 em Ribeirão Preto.

O gol de empate não era esperado pelo São Paulo, que iniciou uma pressão tímida, mas não teve jeito e não foi hoje que o Tricolor venceu o Ramalhão.

O São Paulo faz o clássico contra o Corinthians e o Santo André enfrenta o Sport fora de casa.

Outro jogo

Avaí 4x0 Barueri

Após 3 derrotas seguidas, o Avaí reencontrou com a vitória e em grande estilo. A equipe catarinense goleou o Barueri por 4 a 0 e subiu na classificação. Muriqui, Eltinho, William e Léo Gago fizeram os gols da vitória da equipe de Guga,

Vitória atrapalha mais um candidato ao título, o Internacional

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Por Gabriel Seixas

O Internacional deixou escapar mais uma oportunidade de assumir a liderança, mesmo que provisória, da Série A. O “intruso” foi novamente o Vitória, que já havia derrotado o líder Palmeiras na rodada passada, também no Barradão. Hoje, os baianos venceram o Inter por 2 a 0, com dois gols no segundo tempo. Uelliton e o artilheiro Roger, de pênalti, fizeram os gols. O Vitória assumiu momentaneamente a oitava posição, com 36 pontos, sendo que 30 deles foram conquistados em casa – o único time a derrotar o Leão no Barradão foi o São Paulo. O Inter permanece na vice-liderança, mas caso o São Paulo marque algum ponto amanhã, terminará a rodada em terceiro.

Dúvidas de um lado, certezas do outro

Vagner Mancini teve uma semana tranquila para montar o time que enfrentaria o Colorado. Com todos os jogadores a disposição, o técnico repetiu o time que venceu o Palmeiras no último domingo. O único mistério surgiu em torno da escalação do volante Magal no lugar de um dos armadores, Leandro Domingues e Ramon. Mas, no fim, ficou tudo como estava.

Já o técnico Tite teve problemas para montar o Inter pro jogo. Na defesa, Bolívar desfalcou o time por suspensão. E o técnico ainda se deu ao luxo de optar por dois zagueiros de qualidade, Indio ou Sorondo para começar o jogo ao lado de Fabiano Eller. O primeiro foi o escolhido. No meio-campo, Magrão desfalcava o time também por suspensão – e não deve mais voltar ao time, afinal, está sendo negociado com o futebol do Oriente Médio. Andrezinho voltou ao time titular, mas não jogou bem. Giuliano, servindo a seleção Sub-20, também ficou de fora.

Inter joga melhor, mas esbarra em Viáfara

Os gaúchos começaram a partida sufocando os baianos. Alecsandro escorregou na área e desperdiçou boa chance de abrir o placar, ainda aos dois minutos. Foi o que bastou para os baianos equilibrarem as ações, e Leandro Domingues assustar Lauro com um chute rente ao gol do goleiro colorado.

O jogo continuou equilibrado, e as duas equipes tiveram novas chances de marcarem o primeiro gol. Andrezinho, aos 25 minutos, exigiu boa defesa de Viáfara em chute no cantinho do goleiro. O meia Ramon, do Vitória respondeu em lance parecido, mas o goleiro Lauro “tirou” a bola do gol com os olhos.

Porém, no fim do primeiro tempo, quem assustou de verdade foi o Internacional, em pelo menos três momentos claríssimos de abrir o marcador. O primeiro foi aos 37, quando Taison acertou um ótimo chute de fora da área, que Viáfara pegou. Cinco minutos depois, Taison deu passe açucarado para Alecsandro, que chutou forte, mas parou novamente na muralha colombiana. Taison bem que tentou mais uma vez, no último minuto da primeira etapa, mas novamente parou em Viáfara. O dia era mesmo dos baianos.

Carrasco dos líderes entra em ação

Certamente, o time do Vitória recebeu um bom puxão de orelha do técnico Mancini, e voltou mais atento para o jogo. Aos seis minutos, o atacante Roger conseguiu acertar um chute que ultrapassasse Lauro. Mas Indio, em cima da linha, evitou o gol do rubro-negro.

Roger assustou novamente o goleiro Lauro, quando aos 10 minutos, recebeu na área e acertou um bom chute rasteiro, mas pra fora. Porém, quatro minutos depois, o gol finalmente saiu: Ramon cobrou escanteio e o volante Uelliton, que vem aparecendo nos últimos jogos como elemento surpresa na bola aérea, marcou o primeiro gol do jogo.

Depois do gol, o Inter teve apenas mais uma chance de igualar o marcador. E foi no minuto seguinte: Taison, de frente para o gol, cabeceou mal e errou o alvo. Tite tentou mudar o time, sacando o apagado D’Alessandro para a entrada de Wagner Libano, mas nada mudou. Vagner Mancini fechou o time com a entrada do volante Magal no lugar de Leandro Domingues. Com três volantes, os alas ganharam mais liberdade, sobretudo Apodi, que ganhou praticamente todas nas costas de Kleber.

O Vitória nem precisou forçar tanto para marcar o segundo gol. Aos 31 minutos, Indio cometeu pênalti em Roger. O atacante converteu o pênalti sofrido por ele mesmo, e igualou Adriano, do Flamengo e Jonas, do Grêmio, na artilharia do torneio com doze gols.

Edu e Marquinhos entraram para mudar o ímpeto do Inter no jogo, mas já era tarde demais. Os baianos já haviam se consolidado como carrasco dos líderes. E é bom ficar de olho: quem jogar contra o Vitória, sobretudo no Barradão, vai ter trabalho, independente de sua colocação na tabela. O Colorado conta com uma dose de sorte para continuar na cola do líder Palmeiras, torcendo para tropeço do mesmo neste domingo.

Série B: Vasco é mais líder do que nunca; Briga pelo G-4 esquenta

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Por Gabriel Seixas

A 25ª rodada da Série B consagrou os cariocas como os protagonistas da rodada. O Duque de Caxias conseguiu sair da zona de rebaixamento, empurrando o América-RN, time que os cariocas venceram nesta rodada, para a degola. Já o Vasco venceu o vice-líder Guarani no confronto dos gigantes, se isolou na liderança e está muito próximo de uma vaga para a Série A. São Caetano e Ceará duelam pelo G-4, e terão confronto direto na próxima rodada. Os cearenses perderam em casa para o Paraná, com a ajuda de “la mano de Wellington”. Confira um resumo da rodada que agitou a segundona na sexta e no sábado:

Ponte Preta 1x3 São Caetano

A Ponte pagou caro pelos seus erros defensivos, sobretudo no primeiro tempo, e foi derrotada em casa pelo São Caetano por 3 a 1. O primeiro gol do Azulão foi do zagueiro Marcelo Batatais, que aproveitou cobrança de falta de Eduardo Ramos. Depois, foi a vez de Washington fazer. Batatais fez mais um, após cobrança de escanteio, onde novamente encontrou espaço para tocar pra rede. 3 a 0 construído só no primeiro tempo. Na etapa final, a Ponte entrou com alterações e conseguiu descontar, com Lins – um dos que entraram no intervalo. A Macaca está a cada rodada mais longe da Série A, ao contrário do Azulão, que é um dos poucos times que ainda faz sombra ao G-4. Aliás, os paulistas tem um confronto direto contra o Ceará na próxima rodada, e se vencerem, assumem o 4º lugar na competição.

Figueirense 2x1 Atlético-GO

De virada, o Figueira bateu o Atlético Goianiense por 2 a 1, graças a Schwenck. Mas antes dele aparecer, os goianos marcaram aos sete minutos, com o zagueiro Antônio Carlos. Contudo, ainda no primeiro tempo, Schwenck bateu falta e empatou o jogo. Então, na segunda etapa o Figueira tomou o controle da partida, com boas exibições de Egídio, Rafael Coelho e dele, Schwenck. Aos 38 minutos, ele cobrou nova falta, que dessa vez desviou na barreira, mas novamente morreu no fundo das redes. Os catarinenses continuam sonhando com a primeirona, enquanto os goianos estão a oito pontos da liderança e já precisam se preocupar com a sua permanência no G-4.

Bahia 1x2 Brasiliense

A crise do Bahia parece não ter fim. Mesmo jogando em casa contra outro time em má fase, o Brasiliense, os baianos foram derrotados em casa por 2 a 1, acumulando a quarta derrota consecutiva na Série B. Os candangos terminaram a primeira etapa na frente, com gol de Abuda. No segundo tempo, explorando os contra-ataques, ainda marcaram o segundo com Júlio César. Jael respondeu rapidamente, cobrando falta. Então, os baianos tiveram chances de pelo menos empatar o jogo, mas acabaram saindo, pra variar, sem nenhum ponto conquistado.

Campinense 2x0 Bragantino

Um dos melhores times do returno, o Campinense venceu o Bragantino, em casa, por 2 a 0. Aliás, o time paraibano também vem demonstrado superioridade aos adversários quando joga em casa. Nos primeiros 14 minutos, o time matou o jogo. Aos seis, o artilheiro Edmundo fez o primeiro, marcando seu nono gol na Série B – sem contar os outros 18 que já havia feito na temporada. Marcelinho Henrique completou o placar, tocando no canto do goleiro Gilvan. Os paraibanos permanecem na zona da degola, em 18º com 26 pontos. O Braga faz campanha irregular, mas permanece com uma razoável diferença para a zona de rebaixamento.

Vasco 1x0 Guarani

O Vasco está muito próximo de uma vaga para a primeira divisão. Em um dos confrontos mais aguardados do campeonato, o cruzmaltino venceu o Guarani por 1 a 0, com gol de Élton. Depois de um primeiro tempo morno, o Vasco voltou ligado em busca da vitória, e marcou logo aos nove minutos da segunda etapa. Carlos Alberto, um dos melhores jogadores da partida e porque não do campeonato, rolou para Élton, favoritíssimo a ser artilheiro do torneio, que completou de primeira. O Guarani foi valente e buscou a reação, mesmo com um jogador a menos, já que Márcio Alemão foi expulso. A falta de pontaria e a boa exibição de Fernando Prass impediram o Bugre de sair com pontos de São Januário. Na próxima rodada, o Guarani tem o dérbi contra a Ponte, enquanto o Vasco também joga seu “clássico” na segundona, contra o Duque de Caxias.

Juventude 2x0 Fortaleza

O Juventude parece ter achado seu rumo na Série B. É bem verdade que o time continua próximo da zona de rebaixamento, mas conseguiu respirar na tabela, com sua segunda vitória consecutiva. A vítima foi o Fortaleza, o novo lanterninha do campeonato. O experiente Marcos Denner e o garoto Zezinho, uma das gratas revelações da segundona, foram os autores dos gols. O placar poderia ser muito mais elástico, até porque os cearenses não esboçaram nenhum tipo de reação.

América-RN 0x1 Duque de Caxias

Duque de Caxias e América-RN precisavam do resultado positivo para não terminar a rodada na zona do rebaixamento. Os cariocas foram mais eficientes, e empurraram os potiguares para a degola com um gol de Tony, cobrando pênalti, no lance em que o zagueiro Marcelo Ramos, do América, foi expulso. O Mecão parece não ter achado rumo após a saída do craque do time, Fábio Neves. E com o artilheiro Lúcio no banco, as coisas ficaram ainda mais difíceis.

Ceará 0x1 Paraná

O Paraná contou com uma “mãozinha” para vencer o Ceará fora de casa por 1 a 0, e se afastar ainda mais da zona do rebaixamento. O atacante Wellington Silva, ao melhor estilo Maradona, aproveitou cobrança de escanteio e completou de mão para o gol. A auxiliar alertou o árbitro em relação ao lance, mas ele ignorou e validou o tento. A decisão gerou muita confusão e polêmica do time cearense em cima da arbitragem. Apesar de jogar melhor, o Ceará teve de se contentar com a derrota. Agora, o time precisa segurar o São Caetano fora de casa na próxima rodada, se quiser permanecer no G-4.

Vila Nova 1x0 ABC

Vila Nova e ABC protagonizaram o pior jogo da rodada, onde mesmo com a vitória do seu time, os torcedores goianos deixaram o estádio cabisbaixos. Willian, aproveitando cobrança de escanteio fez o gol da vitória, contando com um desvio da defesa. Os goianos estão em 12º com 32 pontos, sem chances de entrar na zona pelo menos até a próxima rodada. O ABC continua em situação desesperadora, em penúltimo com 25 pontos em 25 jogos.

Portuguesa 0x1 Ipatinga

No jogo que fechou a rodada, a Portuguesa decepcionou e foi derrotada para o Ipatinga, jogando na Arena Barueri – já que o time perdeu mando de campo após os incidentes no jogo contra o Vila Nova. Os lusitanos tiveram todas as chances de abrir o placar: foram duas bolas na trave e um pênalti perdido só no primeiro tempo. Kempes parou no goleiro Fred, um dos destaques da partida. O Ipatinga, que pouco ameaçou em todo o jogo, foi eficiente e marcou com Léo Oliveira, a nove minutos do final.

Classificação (após 25 rodadas):

1º Vasco – 52
2º Guarani – 46
3º Atlético/GO – 44
4º Ceará – 43
5º São Caetano – 40
6º Figueirense – 39
7º Portuguesa – 38
8º Ponte Preta – 36
9º Ipatinga – 35
10º Brasiliense – 34
11º Bragantino – 33
12º Paraná – 32 (9 vitórias, saldo -7)
13º Vila Nova – 32 (9 vitórias, saldo -13)
14º Juventude – 31
15º Bahia – 30 (8 vitórias, saldo -6)
16º Duque de Caxias – 30 (8 vitórias, saldo -10)
17º América-RN – 28
18º Campinense – 26
19º ABC - 25
20º Fortaleza – 23

sábado, 19 de setembro de 2009

Náutico e Galo empatam nos Aflitos

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Por Leonardo Martins

Na abertura da 25ª Rodada da Série A, Náutico e Atlético-MG se enfrentaram no Estádio dos Aflitos. Em um péssimo jogo, o empate sem gols foi um resultado justo para o que foi o jogo, mas atrapalhou as duas equipes em seus objetivos dentro da competição.

O Galo contou com a estréia do goleiro uruguaio Carini e a volta do volante Márcio Araújo. O Náutico teve problemas para escalar sua equipe, já que 8 jogadores não estavam a disposição de Geninho.

O jogo começou e era nítida a falta de entrosamento da defesa atleticana com o novo goleiro. Os pernambucanos tentaram se aproveitar disto para marcar, quase conseguiu com Derlei que aproveitou indecisão de Carini com Jorge Luiz, mas a bola passou ao lado.

O Galo, por sua vez, tentava explorar a velocidade de Diego Tardelli, mas o gramado ruim dos Aflitos atrapalhava. Se a velocidade não dava, que tal a bola parada, e foi isso que os mineiros fizeram aos 14. Evandro cobrou falta e Gledson voou para fazer a defesa.

O Náutico tinha maior posse de bola, mas os excessivos erros de passe atrapalhavam a construções das jogadas, por isso o jogo foi péssimo. Destaque para a trombada de Carlos Alberto e Jorge Luiz, que o zagueiro atleticano levou a pior, mas nada de grave.

Na segunda etapa, o panorama do jogo se manteve igualmente os erros de passes do Náutico. Aos 12, Sidny recebeu bom passe de Carlinhos Bala, mas errou feio. Um pouco depois, começou as substituições defensivistas de Celso Roth, tirou Renteria para colocar Renan Oliveira, tentando congestionar o meio campo. Geninho, por sua vez, colocou o timbu para atacar. Tirou Asprilla e colocou o veterano Kuki.

O baixinho entrou e quase marcou. Aos 21, ele driblou Carini, mas Werley salvou o gol do Náutico. O jogo deu uma melhorada e Renan Oliveira, por pouco não abriu o placar. Roth voltou a errar em uma substituição, satisfeito com o empate, o treinador atleticano tirou Tardelli e colocou Éder Luis. Éder Luis entrou e pouco acrescentou no jogo, só teve uma fraca cabeçada que passou sem sustos como conclusões de gol.

Foi do alvirrubro a última chance da partida. Aos 42, Carlinhos Bala cruzou para o jovem Emanuel, que entrara minutos antes, cabecear para a defesa tranqüila do uruguaio. Fim de um empate sem graça.

Na próxima rodada, domingo, dia 27, o Galo recebe o Santos no Mineirão. O Náutico vai a Curitiba enfrentar o Coxa, no Couto Pereira.

Outro jogo

Atlético-PR 1x0 Sport

O Furacão não teve dificuldades para superar o Sport na Arena da Baixada e fugir, definitivamente, da briga pelo rebaixamento. O Sport continua seu calvário na zona vermelha e vê sua situação complicar-se a cada dia. Marcinho fez o gol da vitória para o Atlético no inicio de jogo.

Logo mais, detalhes sobre o jogo entre Vitória x Internacional e a rodada da Série B, aqui no Esporte é Vida.

América é campeão da C

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Por Leonardo Martins

O América-MG, após 12 anos volta a ser Campeão Nacional, em 1997, o clube conquistou a Série B e hoje conseguiu o caneco da Série C diante do Asa de Arapiraca com outra vitória, por 1 a 0 e com um Independência lotado.

A vantagem adquirida no 1º jogo ajudou muito o Coelho, pois entrou com mais tranqüilidade no jogo. Mesmo sem Evanilson e Luciano, titulares na campanha do acesso, o América soube neutralizar as ações da equipe alagoana, que foi em cima dos 3x0 que lhe dava o título.

O ASA chegava com certa violência nas jogadas, o que deu trabalho ao Árbitro de Goiás, Luiz Alberto Bits, que deu vários amarelos aos alagoanos.

Na primeira etapa, o América teve as melhores chances, como aos 14 minutos que Fábio Bala desperdiçou, mas no mais, marcações se prevalecendo sobre os ataques. Bruno Mineiro, Irenio e Fábio Bala não encontravam espaços para concluir as jogadas.

Na segunda etapa, o ASA veio com tudo para cima, tentando os sonhados 3 gols que lhe dariam o título, mas dava campo ao Coelho investir em rápidos contra-ataques. O título estava a caminho do América e as coisas foram facilitadas quando o zagueiro Henrique puxou Fábio Bala e foi expulso.

Com um a mais, o América colocou, mais para uma homenagem, o ídolo Euller, que voltava de uma longa contusão e pediu para jogar. A equipe alvinegra do Nordeste não desistia da partida e queria, pelo menos, colocar o carimbo na faixa e tirar a invencibilidade americana no Estádio Independência dentro da Série C, mas não conseguia furar a excelente defesa.

Para completar a festa do Coelho no Horto, faltava só o gol e ele veio. Aos 43, em rápido contra-ataque, Euller, o filho do vento, lançou o artilheiro Bruno Mineiro, que só teve o trabalho de completar para o gol. 1 a 0 e os 11 mil americanos começaram uma linda festa. Foi o último gol de Bruno Mineiro pelo América, já que segunda-feira, ele e o meia Irênio se apresentam ao Náutico.

O Apito final coroou uma bela campanha dos mineiros na 3ª divisão do Brasileiro. A equipe foi imbatível no Estádio Independência, 7 jogos e 7 vitórias. O ASA, junto com o próprio América, o Guaratinguetá-SP e o Icasa-CE, disputarão a Série B em 2010.