domingo, 1 de novembro de 2009

Bruno garante vitória do Flamengo sobre o Santos; Cariocas alcançam G-4

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Por Gabriel Seixas

Jogando no Maracanã lotado, e contando com a volta do sérvio Petkovic ao time titular, o Flamengo não jogou da forma que a torcida esperava. Mas, graças a Adriano e ao goleiro Bruno, o triunfo veio, mesmo jogando mal. O primeiro porque marcou o gol único do jogo, enquanto o segundo defendeu nada mais, nada menos que dois pênaltis, ambos cobrados pelo santista Paulo Henrique Ganso. Com os três pontos, o Fla alcançou provisoriamente o G-4, mas até o fim da rodada pode voltar a sua posição de origem (6º lugar), enquanto o Santos, em 13º, só vai tentar manter-se na zona de classificação para a Copa Sul-Americana.

Andrade tinha a disposição praticamente todos os jogadores. Com isso, o time retomou ao sistema de três volantes, com Petkovic e Zé Roberto criando as jogadas para o artilheiro Adriano. Do outro lado, o goleador do Santos, Kleber Pereira, era desfalque certo para o técnico Luxemburgo. O atacante Jean, ex-Flamengo, jogou ao lado do jovem André no ataque. No meio-campo, três volantes: Rodrigo Mancha substituiu o armador Madson.

O Flamengo começou com mais disposição, e abriu o placar logo aos seis minutos, na primeira boa chance de abrir o placar. Léo Moura fez ótima jogada pela direita e cruzou na medida para Adriano cabecear pras redes. Foi o 17º gol do artilheiro no campeonato.

Mesmo com os cariocas tendo amplo domínio do jogo, foi o Santos quem teve a melhor chance de marcar outro gol, quando aos 20 minutos, Airton agarrou Paulo Henrique Ganso na área, e o árbitro marcou pênalti. Apesar de ter chegado pouco ao ataque, esta era, sem dúvida, uma grande chance de marcar. Sem o cobrador oficial, Kleber Pereira, quem chamou a responsabilidade foi Ganso. Ele cobrou no canto esquerdo de Bruno, que foi lá pra buscar a bola e encaixar, para delírio dos 80 mil torcedores presentes no Maraca.

Na etapa final, Luxemburgo voltou com duas alterações no time santista: Triguinho e Rodrigo Mancha deram lugares a Léo e Felipe Azevedo. Aliás, o segundo teve boa chance de empatar, quando chutou da intermediária rente ao gol de Bruno. Em seguida, numa das poucas jogadas que o atacante Jean criou, ele driblou o marcador e mandou pra fora.

Depois disso, uma avalanche de gols perdidos por Adriano, do Flamengo. Aos 17 minutos, ele recebeu passe de Airton, entrou na área, mas Felipe pegou o chute. Dois minutos depois, Felipe parou novamente Adriano, quando esteve tentava o gol dentro da área.

Em outro lance capital da partida, André tentava escorar o cruzamento, mas foi supostamente empurrado por Álvaro. O juiz não hesitou ao marcar o 2º pênalti para o Santos no jogo. Então, Paulo Henrique Ganso, que havia batido o primeiro penal, foi novamente pra bola. Mas era mesmo o dia de Bruno: o santista tentou chutar forte, no meio, mas com o pé, o goleiro evitou o gol e garantiu a vitória.

Graças a Bruno e Adriano, o Flamengo alcançou momentaneamente o G-4, e segue firme na briga pela Libertadores. O Santos teve chances de conquistar até mesmo a vitória, principalmente no segundo tempo, mas errou demais. Pode-se dizer que o Fla não teve uma boa exibição, mesmo porque os pensadores do time, Petkovic e Zé Roberto, estiveram apagados da partida. Mas como o que vale são os três pontos, o objetivo foi alcançado.

sábado, 31 de outubro de 2009

São Paulo vence e dorme na liderança

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Por Leonardo Martins


Na abertura da 33ª rodada do Campeonato Brasileiro, com grande público no Morumbi, o São Paulo recebeu o Barueri de olho na liderança provisória do Campeonato, assim como na quarta-feira. O mesmo futebol pragmático e o mesmo resultado da última rodada aconteceram, vitória do tricolor por 1 a 0 e liderança até amanhã.


Sem Richarlyson, machucado, Jean foi para o meio campo no São Paulo e Jorge Wagner formou a dupla de volantes. Adrian González perdeu a posição para Zé Luis. Já do lado do Baruba, os envolvidos na polêmica da “Mala-Branca”, René e Val Baiano, foram afastados, em seus lugares entraram, respectivamente, Márcio e William José.


Querendo estragar mais uma vez a festa de um dos líderes, o time da Grande SP começou indo ao ataque. Aos três, André Luis exigiu um milagre de Rogério Ceni. Mas a resposta do Anfitrião foi fatal. Aos quatro, Hernanes cobrou falta e bateu na zaga, a bola acabou sobrando limpa para Jorge Wagner completar. 1 a 0 e festa no Morumbi.


Era tudo que o São Paulo queria, um gol no inicio que lhe daria a tranqüilidade e ela veio. O Tricolor colocou a bola no chão e criou algumas boas chances. Aos 11, Washington desceu pela direita e cruzou, mas a bola foi bem interceptada por Márcio. Aos 21, o mesmo Washington recebeu de Hernanes e chutou em cima do goleiro do Barueri, perdendo boa chance de ampliar.


O Barueri foi gostando aos poucos do jogo e se aproveitou da extrema tranqüilidade são-paulina no jogo para atacar. Aos 31, João Vitor surpreendeu a meta tricolor com um chute de longe, mas Rogério Ceni voltou a trabalhar e salvou o gol de empate. Aos 36, Ceni voltou a ser exigido em um chute de longe de Márcio Careca. No fim do 1º tempo, William José cabeceou por cima e Dagoberto parou em Márcio.


No segundo tempo, o Barueri voltou com uma alteração ofensiva. Otacílio Neto entrou no lugar de Bruno Ribeiro. Mas quem voltou melhor foi o Tricolor. Aos dois, Adrian Gonzalez cruzou, mas Márcio salvou antes que a bola chegasse em Washington. Em seguida, Dagoberto fez fila e chutou na trave, seria um belo gol.


No Baruba, a força para empatar era tão grande que Otacílio Neto chutou a bola no rosto de Renato Silva, que nocauteou o zagueiro parcialmente. Dois minutos antes, os dois haviam disputado lance polemico em que o zagueiro derrubou o atacante na área, o juiz não marcou a penalidade.


A partida perdeu em emoção, as marcações ganhavam dos ataques, o Barueri tentava o empate e o São Paulo ampliar o marcador. Hernanes saiu cansado e deu lugar a Arouca, mas pouco acrescentou. Emoção mesmo só aos 43, quando Borges, que havia entrado no lugar de Washington, recebeu de Dagoberto e chutou para a ótima defesa de Màrcio. A esta altura, o São Paulo já comemorava a volta à liderança, mesmo que de maneira provisória.


Para que a liderança vire permanente, o São Paulo tem que torcer para uma vitória do Corinthians no clássico contra o Palmeiras em Presidente Prudente, neste domingo. O tricolor volta a campo na quarta-feira quando enfrenta o Grêmio no sul. O Barueri recebe a outra equipe gaúcha, o Inter, no outro fim de semana.


- Curtinha


Em Florianópolis, o Avaí derrotou o Atlético-PR por 2 a 0 e deu um bom passo rumo a Sul-Americana. No primeiro tempo, Rogelio fez aproveitando cruzamento da esquerda. Mas a pintura do jogo foi o segundo dos catarinenses, na etapa final. Luis Ricardo cruzou e William emendou uma linda bicicleta, um golaço pra fechar o jogo na Ressacada.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Xô inhaca!! Palmeiras reencontra com a vitória em grande estilo

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Por Leonardo Martins


O jogo entre Palmeiras e Goiás no Palestra representava muito para as duas equipes. Elas vinham de péssimas seqüências de derrotas e queriam se recuperar com uma vitória. O jogo foi um show palmeirense que voltou a reencontrar a vitória para reassumir a liderança com uma goleada por 4 a 0.


Os problemas palmeirenses não terminavam, Cleiton Xavier se machucou e o técnico Muricy Ramalho teve que mudar o esquema para esta partida, Marcão formou o trio de zaga com Maurício e Danilo. Outro desfalque foi de Vagner Love e Obina entrou e decidiu o jogo, mas isto vamos ver mais adiante. Primeiro vamos ao 1º tempo.


O jogo começou com o Goiás surpreendendo o Palmeiras. Aos cinco, Iarley pegou uma meia-bicicleta e Marcos fez grande defesa. A resposta palmeirense veio com Diego Souza que passou por dois e chutou na rede pelo lado de fora. Iarley voltou a assustar Marcos aos 20, mas o atacante chutou por cima.

Este foi o último lance de equilíbrio na partida, pois depois, só deu Palmeiras e o show de Obina começou. Aos 25, o atacante cabeceou para a defesa de Harlei. Logo depois, Figueroa cobrou falta perto do gol. O que seria um problema a mais, virou uma solução. Edmilson, que vinha mal, saiu machucado para a entrada de Sandro Silva e cresceu o time em campo. O gol quase veio em outra cobrança de falta, desta vez com Diego Souza que acertou o travessão.


O gol do alivio só veio na segunda etapa. Aos cinco minutos, Souza acertou lindo passe para Obina que tocou na saída de Harlei. 1 a 0 e a liderança, perdida na noite interior, voltava a equipe palmeirense.


O gol tranqüilizou os palmeirenses que passaram a tocar a bola e os esmeraldinos desanimaram completamente após o gol. Até tentaram alguma coisa, mas esbarravam na ótima marcação palmeirense. Do outro lado, os gols começaram a aparecer com enorme facilidade e Obina continuava dando seu show. Aos 30, Rafael Toloi derrubou Ortigoza na área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Obina marcou o segundo dele e do Palmeiras.


O jovem Deyvid Sacconi entrou no lugar de Ortigoza e marcou o terceiro. Aos 38. ele recebeu maravilhoso passe de Obina e fez. Um pouco antes, Toloi havia sido expulso de campo após receber o segundo amarelo. A goleada foi encerrada com mais um de Obina, aos 42. Fim de jogo no Palestra e volta de sorrisos a torcida palmeirense após jejum de 4 jogos e a manutenção da liderança.


O Porco tem no próximo domingo o clássico contra o Corinthians, em que espera voltar de vez aos trilhos e seguir rumo ao penta brasileiro. Já o Goiás recebe outra equipe do G-4, o Atlético-MG.


Classificação após 32 rodadas


1° Palmeiras – 57pts

2° São Paulo – 55pts

3° Atlético-MG – 53pts

4° Internacional – 52pts

5° Cruzeiro – 51pts (15V)

6° Flamengo – 51pts (14V)

7° Grêmio – 47pts (20SG)

8° Goiás – 47pts (-2SG)

9° Corinthians – 45pts

10° Vitória – 44pts (12V)

11° Barueri – 44pts (11V e 8SG)

12° Avaí – 44pts (11V e 5SG)

13° Santos – 42pts

14° Atlético-PR – 40pts

15° Coritiba – 38pts

16° Botafogo – 35pts

17° Santo André – 32pts (-14SG)

18° Náutico – 32pts (-18SG)

19° Sport – 30pts (7V)

20° Fluminense


Próximos jogos


31/10 – 18h30

Avaí x Atlético-PR

Flamengo x Santos

São Paulo x Barueri


01/11 – 16h

Goiás x Atlético-MG

Palmeiras x Corinthians

Internacional x Botafogo

Coritiba x Vitória


18h30

Náutico x Sport

Cruzeiro x Fluminense

Santo André x Grêmio

Fluminense supera as dificuldades e vence o Atlético-MG

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Por Gabriel Seixas

Mesmo com objetivos tão diferentes, Fluminense e Atlético-MG tinham um propósito em comum no jogo de hoje: a vitória. O Fluminense, para se aproximar dos times que estão fora da zona de rebaixamento. O Atlético-MG para não só permanecer no G-4, como para continuar firme e forte na briga pelo título. A chuva dificultou um pouco, mas a partida enriqueceu em emoção, e no fim das contas, quem se deu melhor foi o Flu. A superação dos cariocas valeu a pena no final, com uma vitória por 2 a 1. Fred, de pênalti, e Conca marcaram para o tricolor. Diego Tardelli, artilheiro isolado da Série A, descontou. Mesmo vencendo, o Fluminense segue na última posição com 30 pontos, a cinco do Botafogo, o primeiro time fora da zona de rebaixamento. O Galo caiu pro 3º lugar com 53 pontos, e a desvantagem para o líder Palmeiras aumentou para 4 pontos, mas ainda assim, o objetivo de estar no G-4 vem sendo alcançado até o momento.

O técnico Cuca decidiu mudar o esquema tático para o confronto contra o Atlético: saiu o zagueiro Digão, e entrou o argentino Ezequiel González, que marcou um gol no jogo anterior, contra o Goiás. O ex-capitão Luiz Alberto continuou fora da equipe titular. Do outro lado, Eder Luís e Correa foram as novidades, voltando ao time. Em compensação, Carlos Alberto teve de atuar improvisado na lateral-direita.

O início do jogo foi razoavelmente favorável ao Fluminense, que tinha maior posse de bola, mas não criava oportunidades claras, assim como o adversário. A primeira surgiu aos 21, quando Diguinho arriscou da intermediária, mas mandou pra fora. No minuto seguinte, Maicon fez boa jogada, tentou o chute, mas Jonílson, cão-de-guarda do time interceptou e mandou pra escanteio.

Aos 31 minutos, o lance do primeiro gol: Maicon cruzou da esquerda, a bola desviou na mão de Jorge Luiz e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, o artilheiro Fred, com direito a paradinha (no lance específico foi paradona), abriu o placar. O resultado foi justo, mas nenhuma das duas equipes apresentou um futebol convincente. A torcida fazia festa, e não era pra menos: o quinto jogo sem derrota estava muito próximo.

Ao contrário da primeira etapa, o segundo tempo foi eletrizante. Tanto que, no primeiro minuto, o Fluminense ampliou em um gol relâmpago: Ezequiel González aproveitou bobeira da zaga atleticana e rolou para Conca, que bateu cruzado para ampliar a vantagem.

Sem alternativas, o Atlético se lançou pra frente. Aos cinco minutos, Ricardinho cobrou falta com maestria, mas Rafael voou para defender. Porém, dois minutos depois, o goleiro acabou com a sua cota positiva, e “permitiu” o primeiro gol dos visitantes. Na cobrança de escanteio do Galo, Rafael não conseguiu afastar a bola com um soco, e Diego Tardelli, livre, diminuiu o placar. Foi o 17º gol do artilheiro isolado da Série A.

A partir daí, o jogo ficou aberto. O Galo teve boa chance de empatar com Eder Luís, que tirou tinta da trave de Rafael num bom chute da intermediária. Pouco depois, o Flu respondeu à altura: Fred rolou para Mariano na direita, e o lateral soltou uma bomba, mas pra fora.

Com Tartá no lugar de Equi González, que não manteve uma regularidade na partida, o Flu teve ótima chance de ampliar aos 28 minutos, em nova trama de Mariano e Fred. O primeiro cruzou na cabeça do segundo, que só não marcou porque Carini fez excelente defesa. E o goleiro uruguaio interceptou novamente aos 33, quando Fred aproveitou cobrança de escanteio e soltou a bomba, e por pouco não fez o terceiro.

Celso Roth estava nervoso, e teve mais motivos para se preocupar: o zagueiro Jorge Luiz foi expulso aos 36 minutos, quando foi no corpo de Roni, que havia substituído Maicon. Para recompor a defesa, Benítez substituiu o artilheiro Diego Tardelli. Sem seu principal jogador, a melhor chance veio aos 43 minutos. E que chance! Eder Luís recebeu cruzamento, e de frente pro gol, chutou torto. Isso custou caro ao Atlético, que perdeu a vice-liderança para o São Paulo. A vitória foi justa, pela demonstração de força de vontade e superação do Fluminense.

Curtinha:

- Outro time que vive situação semelhante a do Fluminense é o Sport. Mesmo jogando em casa contra o Coritiba, os pernambucanos só empataram em 1 a 1. Fabiano, que não marcava pelo Sport há várias rodadas, quebrou o jejum abrindo o placar aos 37 minutos. Ainda no primeiro tempo, o argentino Ariel empatou para o Coxa. O gol foi fundamental para o Coritiba abrir uma diferença de seis pontos para o Santo André, primeiro time da zona de rebaixamento. O Sport divide a lanterna com o Fluminense, somando os mesmos 30 pontos, e levando vantagem no número de vitórias.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tricolor assume a liderança com vitória sobre rival

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Por Leonardo Martina


O mais esperado duelo da rodada aconteceu no Morumbi. O São Paulo recebeu o Inter em confronto direto que valia a liderança provisória ou permanente (dependendo dos resultados de hoje). O jogo foi bom e a maior sorte dos mandantes foi o fator preponderante no resultado da partida, vitória são-paulina por 1 a 0 e pela 1ª vez liderando o Campeonato.

O clássico começou com muita marcação e jogo truncado no meio-campo, o Inter surpreendeu os paulistas com a marcação avançada e dominou as ações. Aos 8, Fabiano Eller cruzou direto e obrigou Bosco (substituto de Rogério Ceni) a espalmar. Aos 18, o goleiro voltou a salvar o São Paulo ao defender cobrança de falta de D’Alessandro.

O Tricolor tinha dificuldades de furar o bloqueio colorado, que era eficiente. O Colorado tinha na velocidade a melhor alternativa de chegar ao gol. Aos 34, um torcedor do time paulista invadiu o gramado pedindo uma chance nas categorias de base do clube. O torcedor foi detido pelos seguranças, mas o clube poderá perder mando de campo por conta deste ato.

Voltando ao jogo. Bosco se transformava no grande herói da partida. Aos 36, o argentino do Inter invadiu a área e chutou para mais uma grande defesa do goleiro. O volante são-paulino Richarlyson saiu com uma contusão no púbis e deu lugar a Jùnior César. Jorge Wagner voltou para o meio para a entrada do lateral.

Se os gaúchos dominaram e não fizeram, os Paulistas foram eficientes na tentativa que tiveram e marcaram o gol. Aos 47, Hernanes cobrou escanteio, André Dias desviou para a área e o artilheiro Washington completou para o gol. Era o gol que colocava o Tricolor do Morumbi na liderança.

No segundo tempo, o São Paulo equilibrou o jogo. Aos três, Dagoberto fez fila, mas tropeçou em Lauro antes de finalizar. O Inter foi para frente, tirou Fabiano Eller e Taison para colocar dois atacantes, Alan Kardec e Marquinhos e a dupla já entrou dando trabalho. Aos 13, Miranda e Bosco atrapalharam-se com a bola e ela foi para o gol, mas antes de entrar, o zagueiro salvou o gol de empate. Aos 16, Índio perdeu ótima chance de marcar, mas o cabeceio foi para longe.

O São Paulo tentava segurar o ímpeto dos colorados e para isto, colocou Zé Luis, mas D’Alessandro continuava infernizando a zaga paulista e levava perigo ao gol. Do outro lado, Washington chutou em cima da zaga gaúcha.

Se a liderança são-paulina está garantida, a torcida tem que agradecer ao goleiro Bosco. Aos 36, o camisa 22 fez milagre. Alan Kardec chutou forte, Bosco defendeu para o lado, a bola sobrou para Giuliano que voltou a chutar e exigiu outro milagre do goleiro. Uma chance sensacional salva por Bosco. Após a defesa, a torcida voltou a cantar que o campeão voltou. Mas isto só saberemos no fim do campeonato.

A permanência tricolor na liderança depende dos jogos de hoje de Palmeiras e Atlético-MG. Na próxima rodada, o Tricolor volta ao Morumbi para enfrentar o Barueri e o Inter espera uma recuperação contra o Botafogo no Beira-Rio.

Cruzeiro vence no final e aproxima-se do G-4

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Por Leonardo Martins

Na reta final do Brasileirão, um jogo da 32ª rodada mexeu com as duas partes da tabela, o Cruzeiro, 6º colocado, recebeu o Santo André, 16º, no Mineirão. Com objetivos distintos, as duas equipes realizaram uma partida boa. Com um gol nos acréscimos, o time azul venceu por 3 a 2 e encostou no G-4. Já o Ramalhão voltou a zona vermelha.

O primeiro tempo foi só de um time, o Cruzeiro. A equipe mineira sufocou a equipe paulista em seu campo e criou inúmeras chances. Vamos a elas. Aos oito, Diego Renan cruzou, mas ninguém apareceu para completar. Aos 18, Gilberto recebeu na área e mandou no travessão.

Aos 26, a melhor chance da etapa. Guerrón recebeu livre de marcação e tentou colocar, mas a bola passou ao lado. O equatoriano perdeu outra chance ao cabecear fraco e para fora. Aos 34, foi a vez de Diego Renan assustar o gol de Neneca em chute de longe.

O Santo André só assustou no primeiro tempo aos 43. Marcelinho Carioca cruzou para Nunes, mas cabeceou para fora. A Raposa explorava a cabeça de seus atacantes, mesmo sem ter um centro-avante fixo na área, e Thiago Ribeiro cabeceou novamente para fora. Se o 1° tempo faltou gols, eles sobraram no segundo tempo.

A equipe do ABC começou assustando a etapa. Pablo Escobar apareceu livre e chutou pela rede do lado de fora. Mas os gols perdidos dos azuis continuavam. Gilberto acertou, novamente, a trave de Neneca.

Depois de muitos erros, a torcida celeste ficou aliviada. Aos 13, Jonathan deu ótimo passe para Guerrón e o equatoriano tocou por baixo de Neneca, fazendo o gol de abertura do placar. 1 a 0.

Porém, o Santo André aproveitou dois vacilos da zaga azul e chegou a virada. Aos 17, Nunes driblou Caçapa e soltou a bomba para empatar o jogo. Aos 26, Ávine desceu livre e cruzou para Júnior Dutra completar para o gol. 2 a 1 Ramalhão.

Adilson Batista colocou o time para frente. Tirou Guerrón e Caçapa para a entrada do garoto Eliandro e Leandro Lima. A pressão azul aumentou e o garoto que fazia a sua estréia no profissional fez por merecer a entrada. Aos 36, Gilberto cruzou com perfeição para Eliandro empatar novamente a partida. Eram 10 minutos para se conseguir a virada e o sonho da Libertadores continuar.

O maestro Gilberto, o melhor em campo, saiu cansado para a entrada de Bernardo. E novamente, a alteração deu certo. Pois o meia que começou a jogada que passou por Jonathan e terminou na cabeçada de Thiago Ribeiro para virar o marcador, nos acréscimos da partida. Era o gol do alívio azul e o Mineirão explodiu em alegria. O gol foi contestado pelo time paulista, mas os três pontos eram do Cruzeiro.

O Resultado deixou a Raposa a um ponto da zona da Libertadores e poderá entrar nela no próximo domingo quando enfrenta o Fluminense, novamente, no Mineirão. Já o Ramalhão voltou a Zona de Rebaixamento e espera sair no domingo quando enfrenta o Grêmio no ABC.

Barueri quebra a invencibilidade do Flamengo com autoridade

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Por Gabriel Seixas

Dizem que tudo o que é bom, dura pouco. Mas a boa fase do Flamengo durou, e muito. Foram dez jogos sem derrota, mas esta série, mais cedo ou mais tarde, teria um fim. E o encarregado de quebrar essa invencibilidade foi o modesto Barueri, sem maiores pretensões no campeonato. O time paulista jogou de forma pragmática, aproveitando os erros do adversário, teve as melhores chances e, com justiça, venceu por 2 a 0. Por outro lado, o Flamengo sentiu muito a ausência de Petkovic, o principal jogador da equipe. Sem sua maior referência, o time ficou perdido em boa parte do jogo, e sucumbiu diante dos paulistas. E, com a derrota, o time não só continua fora do G-4, como cai para o 6º lugar na tabela, já que o Cruzeiro venceu e ultrapassou o rubro-negro. O Barueri soma 44 pontos e está em 11º, dentro da meta do time para o ano, que é se classificar para a Copa Sul-Americana. Os gols da vitória foram do artilheiro Val Baiano, que mandou pra longe a má fase e marcou seu 12º gol no torneio, e o meio-campo Everton.

O início do jogo foi bastante truncado, mas o Flamengo aproveitou-se de sua superioridade técnica e jogava melhor. Porém, o Barueri começou assustando aos 4 minutos, quando Thiago Humberto avançou pela esquerda, cortou pro meio e arriscou para o gol de Bruno, que fez a defesa. A resposta d time rubro-negro veio com Willians, que jogou mais avançado devida a ausência de Petkovic. Da intermediária, ele chutou forte, mas René espalmou.

Pouco depois, Airton marcou o primeiro gol do Flamengo, mas este foi anulado corretamente pelo auxiliar. Com o 0 a 0 novamente no marcador, a partida ficou muito fraca, com muitas faltas e jogadas concentradas pelo meio. A melhor chance só veio aos 35 minutos, e foi novamente de Thiago Humberto, do Barueri. De muito longe, ele obrigou Bruno a fazer uma linda defesa. Aliás, os chutes de fora da área foram muito explorados pelo time paulista, que tem o 4º melhor ataque do campeonato.

O Fla teve boa chance aos 44, quando Fierro avançou pela direita, e mesmo tendo duas opções na área, arriscou sem ângulo e obrigou René a fazer uma defesa não tão complicada assim. Héber Roberto Lopes determinou que o jogo fosse até aos 48 minutos, e foi justamente no minuto final do primeiro tempo que o Barueri abriu o placar. Thiago Humberto, impedido, aproveitou lançamento longo da intermediária. Ele dominou, chapelou Álvaro, e de cabeça, deu assistência para Val Baiano, que de primeira, tirou as chances de defesa de Bruno. Resultado justo, mesmo porque o Flamengo não fez muita coisa para merecer a vitória, ou mesmo o empate.

Pro segundo tempo, Andrade resolveu trocar o meia Fierro, inoperante durante todo o primeiro tempo – pra variar – para colocar o atacante Denis Marques. O time conseguiu ficar pior, mas mesmo assim, levou perigo aos 4 minutos, numa cabeçada de Adriano que René evitou o gol.

A partir daí, o Barueri começou a explorar o lado direito defensivo do Flamengo, com Márcio Careca e Thiago Humberto pelo setor. Os dois ameaçaram, respectivamente, aos 16 e 21 minutos, mas o lance teve o mesmo fim: ótima defesa de Bruno.

Em busca do empate, Andrade decidiu trocar o volante Maldonado, um dos poucos que ainda sustentava a defesa, para colocar o armador Erick Flores. Então, o time desandou de vez, e dois minutos depois, tomou o segundo gol. Everton tabelou com Thiago Humberto, e cara a cara com Bruno, tocou na saída do goleiro.

Os rubro-negros pareciam sem reação. Não buscaram o resultado, e pior, deram muita sorte por não terem tomado uma goleada. Bruno interceptou por várias vezes, numa delas aos 32 minutos, num chute violento de João Vitor que o goleiro mandou pra longe. Então, o técnico Luiz Carlos Goiano decidiu fechar o time, colocando o volante Márcio Hahn na vaga de Everton. Andrade respondeu com Toró no lugar de Juan, e o lateral deixou o campo irritadíssimo com o técnico, proferindo até mesmo palavrões.

A última chance veio com o melhor jogador do Barueri, Thiago Humberto. Na sua jogada clássica, ele avançou livre pela esquerda, e chutou cruzado rente ao gol de Bruno. Pelo que fez, principalmente no segundo tempo, o time paulista conseguiu uma vitória mais do que justa. O Flamengo, por sua vez, provou ser um time comum sem Petkovic, que sem dúvida, pode ter “decidido” a partida. Mas há de destacar o mérito dos donos da casa, que foram melhores durante boa parte do jogo.

Curtinhas:

- No confronto de desesperados, o Botafogo recebeu o Náutico, e no sufoco, conseguiu uma vitória pelo placar mínimo. O gol único foi do zagueiro Juninho, cobrando pênalti contestadíssimo pelos pernambucanos. No fim das contas, o time carioca saiu do Z-4, e pulou para o 16º lugar com 35 pontos somados. O Náutico, com três pontos a menos, é o 18º e continua cavando sua vaguinha na segunda divisão do ano que vem.

- Atlético-PR e Santos protagonizaram um jogo de dois times que não tem pretensão alguma no campeonato. Então, nada mais justo que um empate, em 1 a 1. Kleber Pereira marcou primeiro para os santistas, convertendo outro pênalti, que também foi duvidoso. Três minutos depois, o Furacão respondeu com o zagueiro Bruno Costa, e ficou nisso.

- Quem continua sonhando com a Libertadores é o Grêmio, que confirmou a campanha irretocável em casa com um 3 a 1 sobre o Avaí. Mesmo jogando com um a menos em boa parte do jogo, os gremistas marcaram com Tcheco, cobrando pênalti, Maxi López e Souza. Emerson diminuiu para os catarinenses, mas a diferença de gols e o tempo de jogo não permitiam uma reação. Os gremistas pularam para 7º, com 47 pontos, cinco a menos que o Internacional, 4º colocado.

- Por fim, o Vitória deu adeus a briga pela Libertadores com a derrota em casa para o Corinthians, por 1 a 0. Os paulistas, que já estão na maior competição continental, marcaram seu gol com o argentino Defederico, que fez seu primeiro gol com a camisa alvinegra. O time agora ocupa o 9º lugar, uma posição a frente do Vitória.