quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Descontrole verde afasta título do Palmeiras

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Por Leonardo Martins


Na abertura da 36ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras foi a Porto Alegre querendo se reabilitar diante do Grêmio, melhor mandante. Mas o descontrole de seus jogadores, que foram expulsos após brigarem entre si, atrapalhou e o time acabou derrotado por 2 a 0, dando adeus ao título brasileiro.

O técnico Muricy Ramalho realizou algumas mudanças para animar a equipe palmeirense, barrou os famosos Edmilson e Vagner Love, em seus lugares entraram Pierre e Ortigoza. O Grêmio contou com alguns desfalques como Victor e Tcheco.

O jogo começou e o Grêmio queria manter a invencibilidade em casa, mas tinha pela frente um Palmeiras querendo a vitória para se reerguer na competição. Aos 11, Diego Souza fez boa jogada pela esquerda e tentou acertar o ângulo, mas a bola passou por cima.

Os gaúchos tinham mais a posse de bola, mas apresentavam poucas chances, a entrada de Pierre arrumou o setor de marcação verde, um dos principais problemas da equipe nos últimos jogos. Douglas Costa, com sua habilidade, criava boas chances, mas Maxi Lopez não as aproveitava, por duas vezes. Fábio Rochemback desperdiçou outra chance. Aos 34, Figueroa e Maylson se chocaram de cabeça e tiveram que enfaixar a cabeça.

O final do 1º tempo foi quentíssimo. Aos 45, após jogada legal de Maxi Lopez e de chute defendido parcialmente por Marcos, Rafael Marques apareceu para comple5ar e abrir o placar. 1 a 0 Gremio e os rivais agradeciam.

O lance gerou um descontrole na equipe palmeirense. Obina e Maurício discutiram fortemente e se agrediram no campo, indo para os vestiários brigando. O juiz Heber Roberto Lopes decidiu expulsar os dois brigões na volta do intervalo e deixou a situação palmirense mais complicada. Obina e Maurício foram demitidos do Palmeiras pela diretoria após o jogo

Com dois a mais, o tricolor tranqüilizou-se no jogo e a partida perdeu em emoção. O Palmeiras se limitou a se defender. Mas com dois a menos, era impossível a reação verde. Aos 26, Maxi Lopez ganhou de dois jogadores, driblou Marcos e fez o segundo dos gremistas. No mais, o Grêmio se limitou a administrar o resultado e a vitória veio.

O Palmeiras se despede da disputa do título e agora se preocupa com a vaga na Libertadores. Na próxima rodada, o Porco enfrenta o Atlético-MG em São Paulo e o Grêmio recebe o Barueri, novamente, em Porto Alegre.

Curtinha

O Fluminense está na final da Copa Sul-Americana. O Tricolor recebeu o Cerro Porteño do Paraguai no Maracanã com grande público, passou sufoco, mas conseguiu a vitória por 2 a 1. após a vitória no Paraguai, o Flu começou o jogo desligado e tomou o gol com Cáceres, o placar levava a disputa da vaga para os pênaltis. Os cariocas pressionaram o jogo inteiro e a virada veio só nos acréscimos da etapa final. Gum e Alan marcaram os gols que levaram o Fluminense a final da Sul-Americana. Depois da virada, os jogadores da equipe paraguaia iniciaram um quebra-pau que envolveu os jogadores brasileiros e a polícia carioca.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Uruguai conquista classificação sofrida à Copa sobre a Costa Rica

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Por Gabriel Seixas

Os torcedores que compareceram em massa ao estádio Centenário, em Montevidéu, puderam acompanhar o último capítulo da trajetória da última seleção a se classificar para a Copa do Mundo de 2010. E para euforia dos torcedores locais, o Uruguai conquistou a última vaga. Pra quem esperava um desenrolar fácil da classificação, a Celeste passou por muitos apuros para empatar com a Costa Rica em 1 a 1. Como os uruguaios haviam vencido o primeiro duelo, por 1 a 0 fora de casa, garantiram passaporte para a África do Sul. Sebástian Abreu fez o gol do Uruguai, e Centeno empatou para os costarriquenhos. Mesmo impondo uma pressão alucinante, provocando um fim de jogo de pura tensão, a Costa Rica não conseguiu o sonhado gol da vitória, e vai ter de se contentar em assistir a Copa do Mundo do ano que vem em casa.

Depois de falhar na classificatória para a última Copa, em 2006, os bicampeões mundiais uruguaios estão de volta ao Mundial. No caminho inverso, segue a Costa Rica, do técnico brasileiro René Simões.

O primeiro tempo foi agitado, com o Uruguai com mais posse de bola e chegando ao ataque, porém sem muito capricho na hora de finalizar. Godín, no início do jogo, e Suárez, na metade da etapa inicial, tiveram as melhores chances. Quem assustou mesmo foi a Costa Rica, que teve a melhor chance do primeiro tempo: Bolaños arriscou da intermediária e o goleiro Muslera fez grande defesa. O destaque do time costarriquenho, o atacante Bryan Ruiz, foi pouco notado durante a etapa inicial, bem como Forlán pela Celeste.

Na etapa final, o Uruguai voltou mais incisivo, e teve a melhor chance do jogo (até então) de abrir o placar quando Eguren escorou cruzamento da direita, na marca do pênalti, e mandou pra fora. As duas seleções fizeram alterações: René Simões colocou Fonseca no lugar de Nuñez, deixando a Costa Rica mais ofensiva, enquanto Oscar Tabarez colocou o atacante ‘El Loco’ Abreu na vaga de Luis Suárez, que pouco produziu enquanto esteve em campo.

Nessa, quem se deu melhor foi a seleção mandante. Scotti cruzou da direita, e o atacante Abreu, que havia perdido uma outra oportunidade no seu primeiro toque na bola, desta vez escorou de cabeça pro fundo das redes, abrindo o placar. A Costa Rica respondeu cinco minutos depois: o capitão do time, Walter Centeno, aproveitou rebote da defesa uruguaia e chutou da entrada da área para empatar a partida, colocando fogo no jogo.

Os torcedores uruguaios começaram a ficar apreensivos, tal como a seleção celeste. Animada, a Costa Rica foi pra cima, mas Saborio perdeu a melhor chance. Ainda houve espaço para uma confusão de jogadores costarriquenhos e policiais uruguaios, mas obviamente, nada que interferiu no resultado da partida. E como não passou disso, o Uruguai está classificado.

Aproveitando a definição dos 32 países que estão na Copa do Mundo, confira a lista final dos classificados:

América do Sul:
Brasil, Chile, Paraguai, Argentina e Uruguai.
América do Norte: Estados Unidos, México e Honduras.
Ásia/Oceania: Japão, Coréia do Sul, Coréia do Norte, Austrália e Nova Zelândia.
África: África do Sul (país sede), Argélia, Camarões, Costa do Marfim, Nigéria e Gana.
Europa: Dinamarca, Suíça, Eslováquia, Inglaterra, Espanha, Alemanha, Sérvia, Itália, Holanda, Portugal, Eslovênia, Grécia e França.

Argélia vence Egito e está de volta à Copa do Mundo

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Por Saimon Nouh


Depois de empatar em todos os critérios de desempate no grupo 3 das Eliminatórias da Copa, Argélia e Egito foram para um jogo-extra, realizado nesta tarde no Sudão, em campo neutro. No final, vitória dos argelinos que voltam a uma Copa do Mundo, depois de 24 anos.

O jogo

O jogo começou nervoso, e logo no primeiro minuto de jogo, o defensor Belhadj tomou cartão amarelo. Logo na seqüência uma discussão no meio do gramado. Após dividida pelo alto, Aboutrika do Egito cai no chão e o empurra-empurra começa. Aos 17 minutos, grande chance para a Argélia. Ziani levantou a bola na área, e após bate-rebate, Yahia bateu em cima do goleiro egípcio.

Aos 40 minutos a Argélia fez o gol do jogo. Após cruzamento, Yahia sem ângulo acertou um lindo chute, a bola bateu no travessão e entrou. Festa dos argelinos e desespero dos egípcios. Até o fim do primeiro tempo, a Argélia administrou e segurou o placar.

Para o segundo tempo, o Egito voltou mais ofensivo, e com Zidan no lugar de Zaki. A Argélia se retrancou e nos primeiros minutos praticamente nem passou da metade do campo. Pouco antes da metade do segundo tempo, a Argélia chegou pelo alto com Ghezzal de cabeça, mas acabou parando nas mãos do goleiro.

Sem mais nenhuma chance restou à Argélia se defender e esperar o fim do jogo. O Egito chegou várias vezes ao ataque, a maioria pelo alto mas sem sucesso conseguiu marcar o gol.

Após o apito final, a festa foi grande no Sudão. O goleiro argelino subiu na trave para comemorar, outros jogadores foram carregados por torcedores que invadiram o campo. Para o Egito restou lamentar a derrota e agora se preparar para a Copa Africana das Nações (CAN) no primeiro trimestre do ano que vem.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Brasil se despede da temporada com vitória

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Por Leonardo Martins


A Seleção Brasileira teve um amistoso nesta terça-feira. O Brasil enfrentou a desconhecida de Omã, em Muscate, capital do pequeno país do Golfo Pérsico. A Seleção enfrentou certas dificuldades, mas venceu por 2 a 0 e se despediu de um ano muito bom.

O jogo parecia fácil, já que os brasileiros abriram o placar logo aos 4 minutos. Luis Fabiano chutou em cima do goleiro e Nilmar aproveitou o rebote para marcar. Depois do gol, a Seleção começou a esbarrar no goleiro de Omã e nos erros de finalização. Nilmar, Kaká e Luis Fabiano foram parados por Al-Habsi. Omã também assustou com Al-Hosani que exigiu boa defesa de Júlio César.

Na segunda etapa, Dunga fez algumas alterações no time e o jogo caiu muito. O time do Golfo era atrevido no ataque, mas quem marcou foi o Brasil. Aos 14 minutos, Michel Bastos tentou achar Hulk na área, mas o cruzamento foi cortado por Al-Ghallani que acabou fazendo gol contra. Com a boa vantagem, o Brasil ainda fez mais algumas alterações (entraram Cris e Daniel Alves) e acabou cozinhando a partida até o seu fim, sem ser muito incomodado, e ainda quase ampliou com Hulk.

O Brasil terminou a temporada com uma ótima campanha de 14 vitórias em 17 e o título da Copa das Confederações. A temporada de 2010 começa com o último amistoso antes da convocação para a Copa do Mundo, o jogo será no dia 3 de março com um adversário indefinido.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Embalado, Fluminense bate Atlético-PR e segue vivo na luta contra o rebaixamento

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Por Gabriel Seixas

O Fluminense continua arrasador. No Maracanã lotado, o tricolor carioca derrotou o Atlético-PR por 2 a 1, e agora encara o desafio de deixar a zona do rebaixamento com muito mais confiança, afinal, o time pode realizar esse feito já na próxima rodada. No jogo de hoje, a dupla de ataque Maicon e Fred fez os gols da vitória, enquanto Marcelo descontou para o Furacão, que por sua vez, também está ameaçado de rebaixamento. O resultado só fez confirmar a ótima fase que atravessam os cariocas, que estão oito jogos invictos no Brasileirão, sendo que venceram as últimas quatro partidas.

O ditado ‘em time que está ganhando não se mexe’ se aplicou perfeitamente ao Fluminense comandado pelo técnico Cuca. O esquema 3-5-2 foi mantido, apostando na qualidade de Conca no meio-campo, e na ótima fase que vive a dupla Maicon e Fred, além da estabilidade da defesa. Já o Atlético atravessa um momento ruim, e vê a gordura que o time conseguiu abrir para a zona de rebaixamento acabar. Antônio Lopes mexeu muito no time durante as partidas, e hoje entrou com novidades, como Everton na zaga, Alex Sandro na lateral-esquerda e Wesley, tantas vezes improvisado nas duas alas, jogando na sua real posição, o ataque, fazendo companhia à Wallyson.

Mais de 50 mil tricolores foram prestigiar a equipe, e viram um início de jogo muito truncado, sem chances reais de gols de ambos os times. Mas quando o Flu se soltou, na primeira boa oportunidade, abriu o placar aos 17 minutos, na qualidade do “trio mágico”: Conca lançou Maicon na esquerda. Ele costurou a defesa atleticana pelo lado esquerdo de ataque e cruzou para Fred, que de carrinho, completou pras redes. Foi o décimo gol do artilheiro nos últimos dez jogos pelo time.

Mas o Fluminense resolveu adotar uma postura defensiva após o gol, chamando o Atlético para jogar. E os paranaenses incomodaram, dando muito trabalho ao goleiro Rafael. Primeiro numa conclusão de calcanhar do lateral Nei, que Rafael teve que defender. Pouco depois, em novo cruzamento, Wallyson completou de primeira, e Rafael fez outra grande defesa.

A única resposta do Fluminense veio aos 31 minutos. E que resposta! Conca cobrou falta, a zaga afastou mal e Maicon, dentro da área, acertou uma meia bicicleta. Galatto, meio sem querer, espalmou para escanteio. E foi só no primeiro tempo.

Na etapa final, Antônio Lopes foi para o tudo ou nada: colocou Alex Mineiro no lugar do zagueiro Everton, e deixou o time mais exposto. Porém, mais incisivo na frente. Na primeira boa chance, Wallyson escapou na área e bateu forte, mas a bola foi pra fora.

Aos 17 minutos, uma chance inacreditável perdida pelo Furacão. Alex Sandro cruzou da esquerda, e Alex Mineiro, livre na área, ajeitou, escolheu o canto e bateu pro gol. Mas conseguiu mandar ao lado da meta de Rafael.

Mas logo a agonia da torcida tricolor passou, quando veio o segundo gol. Conca, da meia-lua, deu um toque de classe por cima da zaga atleticana, que encontrou Maicon na direita. O atacante, também com categoria, tocou por cima do goleiro Galatto, aumentando a vantagem tricolor no placar.

E o jogo só não ficou 3 a 0 porque Fred desperdiçou ótima chance. Ele recebeu passe em profundidade de Diguinho, e cara a cara com Galatto, chutou em cima do goleiro. O castigo veio aos 38 minutos: Marcelo, que havia entrado no lugar do volante Renan, recebeu na área e bateu no canto de Rafael, descontando o placar.

Sem qualidade para criar uma jogada realmente efetiva, o Atlético não conseguiu levar perigo ao gol de Rafael, e consequentemente, saiu com a derrota, que deixa o time em 15º com 43 pontos. O Fluminense é o primeiro time da zona de rebaixamento, em 17º com 39, a dois do Botafogo. Se a diferença for tirada para o alvinegro, o Flu deixa a tão temida zona da degola.

domingo, 15 de novembro de 2009

Petkovic e Adriano comandam a vitória do vice-líder Flamengo

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Por Gabriel Seixas

O Flamengo confirmou o favoritismo, e fazendo proveito da ampla superioridade técnica, derrotou o Náutico por 2 a 0 e se isolou na vice-liderança do Brasileirão. Os rubro-negros se consolidaram como a principal equipe a fazer frente ao São Paulo, que no momento lidera o campeonato com dois pontos de vantagem para os cariocas. Sem se intimidar em enfrentar o caldeirão dos Aflitos, o Fla marcou seus gols com Petkovic e Adriano, ambos no primeiro tempo. Enquanto os cariocas vivem um momento empolgante, engatando três vitórias seguidas, o Timbu continua na vice-lanterna com 35 pontos, praticamente fadado ao rebaixamento.

Precisando vencer para respirar na competição, o Náutico pôde contar com o retorno do trio de zaga titular, formado por Cláudio Luiz, Asprilla e Vagner. A principal esperança dos pernambucanos era depositada na dupla de ataque, Carlinhos Bala e Bruno Mineiro, que já demonstram bastante sintonia, incomodando os adversários. Afinal, a velocidade do primeiro alheia ao poder de finalização do segundo têm sido o ponto forte do Náutico nas últimas partidas.

Do lado rubro-negro, Andrade teve de improvisar Ronaldo Angelim na lateral-esquerda, pois Juan estava suspenso. Com isso, David fez a dupla de zaga com Álvaro. No meio-campo, o substituto de Maldonado, que se juntou à seleção chilena para a disputa de um amistoso neste meio de semana, foi Toró, como previsto.

Com a bola rolando, o Náutico começou melhor. Ou pelo menos arriscava mais, principalmente pelo lado esquerdo, explorando a frágil marcação de Léo Moura. Na primeira boa jogada, aos 8 minutos, Bruno Mineiro chutou da entrada da área, de canhota, rente ao gol de Bruno.

Por sua vez, o Flamengo começou a se soltar, e mesmo não sendo tão incisivo, demonstrou mais eficiência. Aos 16 minutos, abriu o placar: Willians cruzou da direita e a bola chegou até o Adriano. O atacante, com categoria, dominou e rolou curto para Léo Moura, que de canhota, bateu pro gol. O goleiro Gledson espalmou, mas no rebote, Petkovic tocou pro fundo das redes.

Em vantagem, o Flamengo por pouco não ampliou aos 19 minutos, sempre explorando o lado direito de ataque. Zé Roberto pedalou pra cima de Asprilla, bateu pro gol e Gledson espalmou. Um minuto depois, o Timbu reagiu: Carlinhos Bala aproveitou cruzamento da direita, e de cabeça, mandou pra fora, levando perigo.

Aos 26, lance polêmico. Em jogada de ataque do Náutico, Michel chutou da intermediária, e Bruno espalmou pra frente. Cláudio Luiz, impedido, aproveitou o rebote e completou pro gol. O árbitro assistente, atento, anulou o gol, provocando a ira de time e torcida pernambucana.

Depois da paralisação do jogo em virtude da reclamação do Náutico, o Fla voltou com mais pegada, e ameaçou aos 40 minutos. Adriano fez boa jogada, tirou a marcação e bateu pro gol, mas Gledson defendeu.

O segundo gol parecia questão de tempo. E era mesmo. Aos 46 minutos, Léo Moura passou em profundidade para Zé Roberto. O camisa 26, pela direita, cruzou rasteiro, e Adriano, livre, completou pras redes. Foi o 18º gol do Imperador no campeonato, o suficiente para fazê-lo artilheiro isolado do Brasileirão.

Na volta para o segundo tempo, Geninho mudou o esquema tático do Náutico, visando uma reação na partida: entrou o meia Juliano, e saiu o zagueiro Asprilla, que não deu conta de marcar Adriano na etapa inicial. Parecia ter dado resultado, quando aos 3 minutos, Patrick avançou pela direita e Irênio completou pro gol, mas Bruno fez grande defesa.

Mas logo o Flamengo retomou o controle da partida, sempre pela direita, principalmente com Willians. Eficiente na marcação e participativo no ataque, ele foi uma das maiores figuras do jogo. Aos quatro minutos, ele arrancou pela direita e cruzou para Léo Moura. O lateral desviou de leve pro gol, mas Gledson fez ótima defesa.

Cinco minutos depois, Willians apareceu novamente. Na entrada da área, ele soltou a bomba, mas a bola passou por cima do gol. Passados mais cinco minutos, uma chance muito mais clara. Adriano recebeu lançamento em profundidade pela direita, entrou na área, e na cara de Gledson, deu um leve toque para Zé Roberto. De frente pro gol, ele bateu errado e mandou a bola por cima. Chance inacreditavelmente desperdiçada.

Curioso é que, mesmo finalizando mais, o Flamengo era teoricamente pressionado pelo Náutico, que por sua vez, não finalizava ao gol de Bruno. Talvez por isso o técnico Geninho tenha decidido lançar o time ainda mais a frente, com a entrada do atacante Anderson Lessa no lugar do volante Aílton. Minutos depois, Lenon substituiu Willians (que sentiu dores) pelo Fla.

E quando os donos da casa resolveram arriscar, levaram perigo. Aos 27 minutos, Juliano arriscou da intermediária e Bruno espalmou pra escanteio. Um minuto depois, Michel recebeu passe em profundidade na esquerda, e com o espaço aberto, bateu forte, mas Bruno espalmou novamente. A essa altura, o Timbu já estava com quatro atacantes em campo: Carlinhos Bala, Bruno Mineiro, Anderson Lessa e o experiente Tuta, que substituiu Irênio, que por sua vez era pra ser o criador do time, mas hoje não acertou nada.

Andrade mexeu pelo Flamengo aos 36 minutos: Petkovic, cansado, pediu para sair. Em seu lugar, entrou o atacante Bruno Mezenga, fazendo com que Zé Roberto fosse deslocado para o meio. A partir daí, o time só administrou a vitória, e por pouco não ampliou numa jogada de contra-ataque aos 46: Léo Moura arrancou pela direita e cruzou para Adriano, que de primeira, mandou pra fora.

Mais uma boa atuação do Flamengo, sobretudo de Willians, que saiu na etapa final, do goleiro Bruno, sempre seguro na meta rubro-negra, e principalmente de Adriano, que ao contrário do último jogo, contra o Atlético-MG, foi muito participativo e agradou a torcida. Agora, o Fla pulou para 60 pontos, dois a menos que o São Paulo, enquanto o Náutico segue com 35 pontos em penúltimo.

Curtinhas

- Na Arena Barueri, o Barueri complicou a vida do Botafogo ao vence-lo por 3 a 0. O Bota poderá ter a folga de 5 pontos diminuída para 2 pontos da zona vermelha. Já o Barueri praticamente garantiu uma vaga na Sul-Americana. O destaque da partida foi Val Baiano, autor dos 3 gols da partida.

- No aniversário da Ressacada, o Avaí presenteou a torcida com uma boa vitória sobre o Corinthians por 3 a 1. Os catarinenses entraram para a briga na Libertadores, já que está a 3 pontos do G-4. Os paulistas permanecem cumprindo tabela. William abriu o placar no inicio de jogo para o Avaí, Marquinhos fez gol contra e empatou para o alvinegro, William fez outro gol ainda no 1º tempo. Léo Gago, na segunda etapa, fechou o placar.

- No mundial Sub-17, a tristeza tomou conta da torcida nigeriana em Abuja, na final disputada neste domingo, a Suíça derrotou os nigerianos por 1 a 0 e conquistou o 1º título da competição. O Gol do título Suíço foi marcado por Seferovic.

Cruzeiro volta a decepcionar a torcida no Mineirão

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Por Leonardo Martins


Na noite deste sábado, novamente, mais de 50 mil cruzeirenses compareceram ao Gigante da Pampulha para ver o Cruzeiro entrar no G-4. Porém, assim como contra o Fluminense, a partida contra o Grêmio se tornou uma grande decepção para a torcida celeste após o empate em um gol e o time fica mais uma rodada longe do G-4.

O Cruzeiro teve enormes dificuldades para furar a boa marcação gremista. Aos 3, em uma das poucas chances de gol da 1ª etapa, Wellington Paulista escorou de peito e Gilberto chutou e passou perto. Aos 15, Wellington até marcou, mas foi marcado impedimento.

O Grêmio aos poucos foi gostando do jogo e foi aparecendo no ataque com a dupla Maxi Lopes e Douglas Costa, mas foi em uma cobrança de falta de Rochemback que os gremistas fizeram Fábio trabalhar. Nos últimos minutos, a marcação gaúcha se fez presente e dominou o ataque azul. Fábio fez outras defesas importantes.

No segundo tempo, a ótima marcação do Grêmio continuava tomando conta do jogo, mesmo perdendo uma peça importante em seu esquema, Rever saiu machucado e deu lugar a Maylson. A torcida azul pedia raça ao time e a entrada de Guerrón no time. Adilson, prontamente, atendeu ao pedido das arquibancadas e colocou o equatoriano no lugar de Jonathan, além disto, trocou Thiago Ribeiro por Soares.

A torcida estava certa, tanto que a dupla que havia entrado causou o gol azul. Aos 20, o equatoriano cruzou e Soares foi derrubado na área pelo goleiro Victor, pênalti. Na cobrança, Gilberto marcou e colocou os azuis no G-4, já que o rival Atlético tropeçava em Curitiba.

O gol acalmou a equipe azul de minas, a marcação gremista continuava, tanto que o goleiro Victor não trabalhou muito no jogo. Soares, que voltava de contusão, teve outra contusão e deixou o Cruzeiro com 10 jogadores, mas o Grêmio terminou o jogo com 9, já que Fábio Santos e Túlio foram expulsos.

Mesmo com jogador a menos, os gaúchos não desistiram do jogo e conseguiram o improvável empate. Aos 46, após confusão na área azul, Herrera apareceu livre e completou para o gol. Era mais um empate doido para a torcida azul e mais uma chance de entrar no G-4 desperdiçada.

Na próxima rodada, o Cruzeiro vai ao Paraná enfrentar o Atlético local. Já o Grêmio recebe o ex-lider Palmeiras em Porto Alegre.

Curtinha

- Quem ficou aliviado com o gol do Grêmio no final do jogo, foi o Galo, que mesmo perdendo para o Coritiba, manteve-se no G-4, pelo menos até amanh~amanhiba, manteve-se no G-4, pelo menos atendo para o Coritiba, manteve-se no G-4, pelo menos até amanhã. Com a vitória por 2 a 1, o Coxa deu um bom passo rumo a permanência na elite. O ex-cruzeirense Rômulo abriu o placar na 1ª etapa para os paranaenses. Éder Luis empatou no inicio da segunda etapa para os mineiros, mas Marcelinho Paraíba fez, de pênalti, o gol da vitória coxa-branca