Por Leonardo Martins
A Décima rodada do Campeonato Mineiro teve outros quatro jogos que movimentaram as torcidas em todo o estado e que mudaram a tabela.
Villa Nova 0x2 Tupi
O Tupi garantiu a vaga as semifinais ao vencer o Villa Nova por 2 a 0 em Nova Lima. O Tupi termina a rodada em 2º lugar com 21 pontos. O Villa ainda tem chances remotas de classificação, já que está em 7º com 14 pontos. Os gols tupinenses saíram com Ademilson, de pênalti, na 1ª etapa e Eraldo na 2ª etapa.
Democrata-GV 4x2 Social
O Democrata se livrou definitivamente do risco de rebaixamento ao golear o Social por 4 a 2 em Valadares. A Pantera terminou a rodada em 8º com 12 pontos. O Social ainda corre risco de rebaixamento na 9ª posição com 10 pontos. O Democrata-GV marcou com Rômulo, Ely Thadeu (2) e Gleydson. Alexandre e Gilvan descontaram para o Social.
Guarani 1x1 Ituiutaba
Em Divinópolis, Guarani e Ituiutaba fizeram partida decisiva para a classificação as semifinais. O empate por 1 a 1 manteve as duas equipes na disputa. Melhor para o Ituiutaba que entrou no G-4 e depende somente de suas forças para ir as semifinais, está em 4º lugar com 16. O Guarani vem atrás com 15 e na 5ª posição. Os gols da partida saíram na 2ª etapa. O Guarani abriu o placar com Jajá e o Boa empatou com Weliton Felipe.
Democrata-SL 0x3 Uberaba
No duelo dos últimos colocados, o Uberaba conseguiu uma excelente vitória sobre o Democrata, fora de casa, por 3 a 0. O Uberaba ainda respira no campeonato, mas continua na zona de rebaixamento na 11ª posição com 9 pontos. O Jacaré agora é o lanterna com 6 pontos e está praticamente rebaixado. Os gols da vitória do Zebu saíram com Camanducaia, Alexandre e Walderi.
Próxima rodada e última da 1ª fase
Domingo – 06/04 – 16h
Tupi x Cruzeiro
Atlético x Guarani
Ipatinga x Villa Nova
Social x Rio Branco
Ituiutaba x Democrata-SL
Uberaba x Democrata-GV
domingo, 30 de março de 2008
Cruzeiro vence e assume a liderança
Por Leonardo Martins
Na tarde deste domingo, no Mineirão, Cruzeiro e Ipatinga fizeram mais um jogo válido pela 10ª e penúltima rodada do Campeonato Mineiro. O Cruzeiro fez uma boa partida e venceu por 2 a 0, assumindo a liderança do campeonato.
O Cruzeiro começou o jogo um pouco melhor, mas o Ipatinga também conseguia criar chances. O jogo estava equilibrado, com boa marcação e muito respeito de ambas equipes. Os mandantes criaram chances em chutes de longe, que passaram ao lado e os visitantes eram perigosos em jogadas de velocidade, mas eram combatidos pela marcação. Aos 20, Thiago Gosling acertou o travessão de Rodrigo Posso. No lance seguinte, Wagner e Guilherme tabelaram e o atacante achou Fabinho livre para abrir o placar para a Raposa. O camisa 9 fazia a sua estréia no time Azul. O gol não alterou o ritmo da partida. Jonathan saiu machucado para a entrada de Apodi, aos 30 minutos. A equipe do Vale do Aço continuava preso a marcação e não criava chances. Aos 41 minutos, o Cruzeiro ampliou o marcador. Wagner cruzou rasteiro para Marcinho colocar a bola no fundo das redes, 2 a 0 Cruzeiro e final do 1º tempo.
Na 2ª etapa, o Ipatinga cresceu e o Cruzeiro diminuiu. O Tigre começou a ficar mais com a bola e a criar chances de gols. Aos 10 minutos, William exigiu uma ótima defesa de Fábio. 2 minutos mais tarde, Thiago Gosling foi expulso e dificultou as coisas para a equipe Azul. O Cruzeiro abdicou-se do ataque ao tirar dois atacantes e colocar 2 volantes e chamou a equipe interiorana para seu campo. O Ipatinga foi ao ataque, mas o Cruzeiro se fechou em uma ótima marcação. Adeílson exigiu outra ótima defesa de Fábio, que garantiu o placar e a vitória azul.
O Cruzeiro foi a liderança do Campeonato Mineiro com 23 pontos e decide o 1º lugar contra o vice-líder Tupi em Juiz de Fora, na última rodada. Mas antes a Raposa tem jogo decisivo contra o San Lorenzo da Argentina, em Ipatinga, pela Libertadores. O Ipatinga ainda corre risco de rebaixamento, já que está em 10º lugar com 9 pontos e decide sua permanência na elite contra o Villa Nova em casa.
sábado, 29 de março de 2008
Galo dá show e está nas semifinais
Por Leonardo Martins
Na noite deste sábado, em Andradas, o Rio Branco recebeu o Atlético em jogo válido pela penúltima rodada do Campeonato Mineiro. O Galo fez a melhor partida no ano e goleou a equipe do Sul de Minas por 6 a 0, classificando para as semifinais do Mineiro.
Desde os minutos iniciais, o Atlético dominou o jogo, com muita pressão e uma ótima marcação, foi ao ataque. A goleada começou a se desenhar aos 6 minutos, após boa jogada pela direita, Danilinho chutou mal, mas o zagueiro Leandro Almeida aproveitou o rebote para abrir o placar. O gol não alterou o ritmo da partida, o Atlético continuava mandando no jogo e o Rio Branco assustado com a velocidade atleticana. As chances de gols apareciam para o time da capital, a melhor chance foi em um chute de Renan que passou ao lado do gol do Azulão. O time do interior ficava preso à marcação alvinegra e não criava chances de gol. O atacante Marinho, que estava em um jejum de gols, finalmente desencantou. Aos 31, ele acertou um lindo chute, marcando o 2º gol atleticano. A única chance de gol do Rio Branco no 1º tempo aconteceu aos 46 minutos. O atacante Bruno Mineiro chegou a marcar, mas o juiz anulou o gol, alegando falta em Marcos. O lance revoltou os jogadores do Azulão. O 1º tempo terminou com uma boa vitória atleticana.
O técnico interiorano resolveu partir para cima no 2º tempo colocando um atacante. Mas a alteração desprotegeu a zaga. O Atlético aproveitou o espaço aberto e fez o 3º gol no inicio da etapa. Aos 3 minutos, Márcio Araújo carregou a bola, mas foi desarmado pela zaga e a bola sobrou para Danilinho chutar na saída de Zandoná. O Galo diminuiu o ritmo e passou a tocar a bola, só indo ao ataque nos erros do Rio Branco. A equipe do sul de Minas estava completamente perdida em campo e oferecia o campo para a equipe alvinegra aproveitar. O Atlético aproveitou mais um contra-ataque para ampliar o placar. Aos 20 minutos, Eduardo aproveitou mais um rebote para marcar o 4º gol. A coisa estava tão fácil para o Galo que 3 minutos mais tarde, chegou ao 5º e da mesma forma que os outros. Márcio Araújo fez uma ótima jogada e chutou na saída do goleiro azul. 5 a 0 Atlético.
A equipe da capital mudou seu time, poupando os jogadores. E uma dessas alterações fez o 6º gol atleticano. Marcelo Nicácio fez de cabeça aos 38 minutos. O Rio Branco acertou a trave com Rodrigo Costa, mas o show atleticano estava consolidado. Final de jogo: 6 a 0 e a vaga nas semifinais garantida.
O Galo chegou aos 19 pontos e continua em 3º e na última rodada recebe o Guarani. O Rio Branco se complicou na classificação, já que vai sair do G-4 ao final da rodada, o Azulão decide sua sorte no campeonato contra o Social, fora de casa.
Desde os minutos iniciais, o Atlético dominou o jogo, com muita pressão e uma ótima marcação, foi ao ataque. A goleada começou a se desenhar aos 6 minutos, após boa jogada pela direita, Danilinho chutou mal, mas o zagueiro Leandro Almeida aproveitou o rebote para abrir o placar. O gol não alterou o ritmo da partida, o Atlético continuava mandando no jogo e o Rio Branco assustado com a velocidade atleticana. As chances de gols apareciam para o time da capital, a melhor chance foi em um chute de Renan que passou ao lado do gol do Azulão. O time do interior ficava preso à marcação alvinegra e não criava chances de gol. O atacante Marinho, que estava em um jejum de gols, finalmente desencantou. Aos 31, ele acertou um lindo chute, marcando o 2º gol atleticano. A única chance de gol do Rio Branco no 1º tempo aconteceu aos 46 minutos. O atacante Bruno Mineiro chegou a marcar, mas o juiz anulou o gol, alegando falta em Marcos. O lance revoltou os jogadores do Azulão. O 1º tempo terminou com uma boa vitória atleticana.
O técnico interiorano resolveu partir para cima no 2º tempo colocando um atacante. Mas a alteração desprotegeu a zaga. O Atlético aproveitou o espaço aberto e fez o 3º gol no inicio da etapa. Aos 3 minutos, Márcio Araújo carregou a bola, mas foi desarmado pela zaga e a bola sobrou para Danilinho chutar na saída de Zandoná. O Galo diminuiu o ritmo e passou a tocar a bola, só indo ao ataque nos erros do Rio Branco. A equipe do sul de Minas estava completamente perdida em campo e oferecia o campo para a equipe alvinegra aproveitar. O Atlético aproveitou mais um contra-ataque para ampliar o placar. Aos 20 minutos, Eduardo aproveitou mais um rebote para marcar o 4º gol. A coisa estava tão fácil para o Galo que 3 minutos mais tarde, chegou ao 5º e da mesma forma que os outros. Márcio Araújo fez uma ótima jogada e chutou na saída do goleiro azul. 5 a 0 Atlético.
A equipe da capital mudou seu time, poupando os jogadores. E uma dessas alterações fez o 6º gol atleticano. Marcelo Nicácio fez de cabeça aos 38 minutos. O Rio Branco acertou a trave com Rodrigo Costa, mas o show atleticano estava consolidado. Final de jogo: 6 a 0 e a vaga nas semifinais garantida.
O Galo chegou aos 19 pontos e continua em 3º e na última rodada recebe o Guarani. O Rio Branco se complicou na classificação, já que vai sair do G-4 ao final da rodada, o Azulão decide sua sorte no campeonato contra o Social, fora de casa.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Gaúchão – 2ª fase
Por Terry Stadtlober
A segunda fase do campeonato gaúcho terá início nesse final de semana com os seguintes confrontos:
Ulbra x Internacional
Juventude x Grêmio
Sapucaiense x Inter – SM
São José x Caxias
Como era de se esperar, a dupla grenal confirmou o favoritismo e sobrou nessa primeira fase do certame regional. O Grêmio terminou na liderança do grupo 1, enquanto que o Internacional acabou essa primeira fase como primeiro colocado no grupo 2, com quatro pontos atrás do arqui-rival na classificação geral. O time que terminar como o maior número de pontos até os jogos finais do campeonato terá a vantagem de jogar a segunda partida da final no
seu estádio.
Os confrontos prometem ser muito emocionantes nessa segunda fase do campeonato gaúcho, uma vez que as equipes prometem muita determinação em busca de uma classificação para as semifinais do certame.
Sapucaiense e Inter – SM prometem fazer um jogo muito disputado, uma vez que são duas boas surpresas nesse campeonato gaúcho. Enquanto que a Sapucaiense debutou na primeira divisão do campeonato, sendo uma equipe de poucos recursos, que carece até mesmo de um estádio, mas que pela bela organização da comissão técnica montou um time competitivo, o Inter – SM foi, sem dúvida alguma, a maior surpresa do certame regional, graças a um ótimo trabalho da diretoria, que contratou um técnico capacitado e jogadores qualificados e profissionais, com satisfatório comportamento extra-campo e salários em dia. Ponto pra competente diretoria de Santa Maria que é responsável direta pela excelente campanha do time.
Palpite: Inter – SM
A partida entre São José e Caxias acredito que será um confronto equilibrado, mas com vantagem para a equipe de Caxias do Sul, que mostrou ao longo do campeonato ter um time mais qualificado e regular que o “Zequinha”, além de possuir mais tradição no campeonato gaúcho. A estrela do time do São José que pode surpreender trata-se do ponteiro Fabiano, ídolo colorado nos anos 90, que inclusive marcou um golaço nessa última rodada, em que supreendentemente o São José venceu o Juventude em Caxias do Sul por 2 a 1.
Palpite: Caxias
O Internacional enfrenta a ULBRA em um confronto em que figura como amplo favorito. A equipe colorada tem uma qualidade técnica infinitamente superior ao time de Canoas e, salvo grande zebra, deve passar de fase sem grandes dificuldades. Partida esta, que deve marcar o retorno de Nilmar ao time do Internacional depois de 3 meses lesionado. A surpresa maior é que no retrospecto geral de confronto entre essas duas equipes, o time de Canoas leva vantagem sobre o colorado, sendo que inclusive ano passado venceu as duas partidas que disputou contra o Internacional. Abre o olho, colorado!
Palpite: Internacional
Sem dúvida o confronto mais badalado dessa fase do campeonato gaúcho é entre Juventude e Grêmio. O tricolor mostrou ao longo do campeonato que possui uma equipe bem superior à de Caxias e que deve mesmo passar de fase. O Juventude possui um time irregular, com altos e baixos, enquanto que o Grêmio apresenta um time organizado e bem comandado pelo técnico Celso Roth. Dos lados do Beira Rio iniciaram as provocações emanadas pelo goleiro Clemer e pelo técnico Abel Braga, que sorriram ironicamente quando indagados a respeito do confronto, eis que a grande maioria das vezes o time de Caxias perde para o tricolor gaúcho, mas complica a vida dos colorados. Será que o Juventude tem condições de eliminar o tricolor gaúcho do campeonato e provar que não é “filial” do Grêmio, como afirmam alguns torcedores do Internacional? Acredito que ainda não será dessa vez, pois time por time, o Grêmio é infinitamente superior.
Palpite: Grêmio
Ulbra x Internacional
Juventude x Grêmio
Sapucaiense x Inter – SM
São José x Caxias
Como era de se esperar, a dupla grenal confirmou o favoritismo e sobrou nessa primeira fase do certame regional. O Grêmio terminou na liderança do grupo 1, enquanto que o Internacional acabou essa primeira fase como primeiro colocado no grupo 2, com quatro pontos atrás do arqui-rival na classificação geral. O time que terminar como o maior número de pontos até os jogos finais do campeonato terá a vantagem de jogar a segunda partida da final no
Os confrontos prometem ser muito emocionantes nessa segunda fase do campeonato gaúcho, uma vez que as equipes prometem muita determinação em busca de uma classificação para as semifinais do certame.
Sapucaiense e Inter – SM prometem fazer um jogo muito disputado, uma vez que são duas boas surpresas nesse campeonato gaúcho. Enquanto que a Sapucaiense debutou na primeira divisão do campeonato, sendo uma equipe de poucos recursos, que carece até mesmo de um estádio, mas que pela bela organização da comissão técnica montou um time competitivo, o Inter – SM foi, sem dúvida alguma, a maior surpresa do certame regional, graças a um ótimo trabalho da diretoria, que contratou um técnico capacitado e jogadores qualificados e profissionais, com satisfatório comportamento extra-campo e salários em dia. Ponto pra competente diretoria de Santa Maria que é responsável direta pela excelente campanha do time.
Palpite: Inter – SM
A partida entre São José e Caxias acredito que será um confronto equilibrado, mas com vantagem para a equipe de Caxias do Sul, que mostrou ao longo do campeonato ter um time mais qualificado e regular que o “Zequinha”, além de possuir mais tradição no campeonato gaúcho. A estrela do time do São José que pode surpreender trata-se do ponteiro Fabiano, ídolo colorado nos anos 90, que inclusive marcou um golaço nessa última rodada, em que supreendentemente o São José venceu o Juventude em Caxias do Sul por 2 a 1.
Palpite: Caxias
O Internacional enfrenta a ULBRA em um confronto em que figura como amplo favorito. A equipe colorada tem uma qualidade técnica infinitamente superior ao time de Canoas e, salvo grande zebra, deve passar de fase sem grandes dificuldades. Partida esta, que deve marcar o retorno de Nilmar ao time do Internacional depois de 3 meses lesionado. A surpresa maior é que no retrospecto geral de confronto entre essas duas equipes, o time de Canoas leva vantagem sobre o colorado, sendo que inclusive ano passado venceu as duas partidas que disputou contra o Internacional. Abre o olho, colorado!
Palpite: Internacional
Sem dúvida o confronto mais badalado dessa fase do campeonato gaúcho é entre Juventude e Grêmio. O tricolor mostrou ao longo do campeonato que possui uma equipe bem superior à de Caxias e que deve mesmo passar de fase. O Juventude possui um time irregular, com altos e baixos, enquanto que o Grêmio apresenta um time organizado e bem comandado pelo técnico Celso Roth. Dos lados do Beira Rio iniciaram as provocações emanadas pelo goleiro Clemer e pelo técnico Abel Braga, que sorriram ironicamente quando indagados a respeito do confronto, eis que a grande maioria das vezes o time de Caxias perde para o tricolor gaúcho, mas complica a vida dos colorados. Será que o Juventude tem condições de eliminar o tricolor gaúcho do campeonato e provar que não é “filial” do Grêmio, como afirmam alguns torcedores do Internacional? Acredito que ainda não será dessa vez, pois time por time, o Grêmio é infinitamente superior.
Palpite: Grêmio
quinta-feira, 27 de março de 2008
Cruzeiro empata em Ituiutaba
Por Leonardo Martins
Em jogo adiado da 2ª rodada do Campeonato Mineiro, o Ituiutaba recebeu o Cruzeiro na tarde desta quinta-feira. Em um jogo fraco, as duas equipes empataram em 1 gol e a Raposa está classificada as semifinais do Mineiro.
Com Guilherme e Joabe em campo, dupla que se destacou na conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior do ano passado, o Cruzeiro fez um primeiro tempo ruim. O time da casa foi o primeiro a assustar. Primeiro, aos quatro minutos, em um perigoso chute de Fumaça da entrada da área. Depois, aos dez, quando o lateral-esquerdo Baroni mandou uma canhotaça de longe, raspando na trave de Fábio. Aos 12, o meia Ramires levou a pior em uma cabeçada com Clayton Arrabal, sofreu um pequeno corte e teve que usar uma curiosa touquinha azul. O atacante Guilherme fez um bonita jogada aos 21: depois de roubar a bola, ele deu um chapéu no adversário, mas concluiu fraquinho para o gol. Aos 35, Leo Papel fez uma jogada de raça e habilidade pela direita e tocou para Arrabal, livre na pequena área, bater de primeira para fora. Marcinho quase abriu o placar aos 37, cobrando uma falta pro cima do travessão que raspou no travessão. Logo depois, Machado fez quase igual pelo time da casa, mas desta vez a bola carimbou a trave celeste.
Na volta após o intervalo, o técnico Adilson Batista substituiu o jovem atacante Joabe pelo meia Leo Silva, na tentativa de compactar mais o time. E aos três minutos, a bola chegou a Marcinho que driblou o goleiro e bateu, mas Amarildo evitou em cima da hora. Na seqüência, após escanteio, Thiago Gosling subiu sozinho a cabeceou no canto. O goleiro Daniel chegou atrasado e só viu a bola entrar. O Boa não se entregou e continuou insistindo. Aos 15, em uma falta pela direita, Baroni bateu na altura do primeiro poste, e Dinho raspou de cabeça para o gol. Fábio chegou, mas não conseguiu evitar o empate. A Raposa correu atrás da recuperação e teve duas boas chances de voltar à frente no placar. Aos 20, em contra-ataque, Marcinho fez boa jogada e tocou para Guilherme, que ajeitou e bateu para fora. No minuto seguinte, Ramires deu uma bicicleta que assustou o goleiro Daniel. E, aos 27, Guilherme avançou sozinho, driblou um zagueiro, mas Welton Felipe roubou-lhe a bola na hora da conclusão. E nos minutos finais, o goleiro cruzeirense Fábio se redimiu da falha ao fazer ótima defesa em um chute de Dinho.
O Cruzeiro ficou na vice-liderança com 20 pontos e está matematicamente classificado. A equipe azul volta a campo no domingo, quando recebe o Ipatinga. O Boa desperdiçou uma boa chance de entrar no G-4, mas continua com chances, já que está em 5º com 15 pontos e também volta a campo no domingo quando vai a Divinópolis enfrentar o Guarani.
Com Guilherme e Joabe em campo, dupla que se destacou na conquista da Copa São Paulo de Futebol Júnior do ano passado, o Cruzeiro fez um primeiro tempo ruim. O time da casa foi o primeiro a assustar. Primeiro, aos quatro minutos, em um perigoso chute de Fumaça da entrada da área. Depois, aos dez, quando o lateral-esquerdo Baroni mandou uma canhotaça de longe, raspando na trave de Fábio. Aos 12, o meia Ramires levou a pior em uma cabeçada com Clayton Arrabal, sofreu um pequeno corte e teve que usar uma curiosa touquinha azul. O atacante Guilherme fez um bonita jogada aos 21: depois de roubar a bola, ele deu um chapéu no adversário, mas concluiu fraquinho para o gol. Aos 35, Leo Papel fez uma jogada de raça e habilidade pela direita e tocou para Arrabal, livre na pequena área, bater de primeira para fora. Marcinho quase abriu o placar aos 37, cobrando uma falta pro cima do travessão que raspou no travessão. Logo depois, Machado fez quase igual pelo time da casa, mas desta vez a bola carimbou a trave celeste.
Na volta após o intervalo, o técnico Adilson Batista substituiu o jovem atacante Joabe pelo meia Leo Silva, na tentativa de compactar mais o time. E aos três minutos, a bola chegou a Marcinho que driblou o goleiro e bateu, mas Amarildo evitou em cima da hora. Na seqüência, após escanteio, Thiago Gosling subiu sozinho a cabeceou no canto. O goleiro Daniel chegou atrasado e só viu a bola entrar. O Boa não se entregou e continuou insistindo. Aos 15, em uma falta pela direita, Baroni bateu na altura do primeiro poste, e Dinho raspou de cabeça para o gol. Fábio chegou, mas não conseguiu evitar o empate. A Raposa correu atrás da recuperação e teve duas boas chances de voltar à frente no placar. Aos 20, em contra-ataque, Marcinho fez boa jogada e tocou para Guilherme, que ajeitou e bateu para fora. No minuto seguinte, Ramires deu uma bicicleta que assustou o goleiro Daniel. E, aos 27, Guilherme avançou sozinho, driblou um zagueiro, mas Welton Felipe roubou-lhe a bola na hora da conclusão. E nos minutos finais, o goleiro cruzeirense Fábio se redimiu da falha ao fazer ótima defesa em um chute de Dinho.
O Cruzeiro ficou na vice-liderança com 20 pontos e está matematicamente classificado. A equipe azul volta a campo no domingo, quando recebe o Ipatinga. O Boa desperdiçou uma boa chance de entrar no G-4, mas continua com chances, já que está em 5º com 15 pontos e também volta a campo no domingo quando vai a Divinópolis enfrentar o Guarani.
Peñarol estraga a festa do centenário do Galo
Por Leonardo Martins
O Atlético Mineiro fez uma linda festa ontem no Mineirão, comemorando o Centenário do clube mineiro. O Galo recebeu uma grande equipe internacional, o Peñarol do Uruguai, em um amistoso, que levou 45 mil pessoas ao estádio. Mas os uruguaios foram um visitante incomodo e conseguiram um bom empate por 1 a 1.
O amistoso teve seus momentos de final de campeonato envolvendo rivais sul-americanos. Os jogadores do Peñarol abusaram de carrinhos por trás - e pelo lado, pela frente... - e contaram com a conivência do árbitro Alício Pena Júnior, que poderia ter mostrado o cartão vermelho pelo menos para Aguirregaray.
O time uruguaio, que se queixou algumas vezes da viagem ao Brasil, em momento algum demonstrou apatia. Além de distribuir pancadas, foi ao ataque desde o início da partida, criando várias oportunidades de gol. Na melhor delas, Bueno ficou cara a cara com Juninho, mas chutou para fora. O Atlético também teve vários lances de perigo na primeira etapa. Aliás, a única característica típica de amistoso foi um certo relaxamento na parte tática, o que deu espaço de sobra para os dois times. O gol saiu aos 24 minutos, logo depois da saída de Marques, que usou uma camisa de número 100 nas costas. Marcos cabeceou uma falta cobrada por Danilinho, e a bola ainda quicou antes de encobrir o goleiro Salgueiro. Marinho, que nesta temporada ainda não marcou, teve uma ótima chance de acabar com o jejum, mas, sozinho na área, chutou para fora, aos 34.
Preocupado com alguma lesão, o técnico Geninho fez cinco substituições para o segundo tempo. O Atlético esteve perto de fazer 2 a 0 por duas vezes, mas Vanderlei e Marinho cabecearam para fora. Aos 19 minutos, o Peñarol empatou: Esteyanoff cobrou escanteio, e Franco marcou de cabeça. O previsível cartão vermelho saiu aos 30 minutos, embora não tenha sido em jogada ríspida. Alcoba empurrou Marinho e evitou que o atacante entrasse sozinho na área. Souza cobrou a falta rente à trave, em um dos poucos lances de perigo no segundo tempo, quando os dois times atuaram ao todo com 15 reservas. Na última substituição do jogo, parte da torcida mostrou sua insatisfação com o goleiro reserva Edson, vaiando e chamando Geninho de burro. O titular Juninho deixou o campo pedindo aplausos para o companheiro e foi atendido. E a torcida ficou decepcionada com o resultado e vaiou o time no final de jogo.
Preocupado com alguma lesão, o técnico Geninho fez cinco substituições para o segundo tempo. O Atlético esteve perto de fazer 2 a 0 por duas vezes, mas Vanderlei e Marinho cabecearam para fora. Aos 19 minutos, o Peñarol empatou: Esteyanoff cobrou escanteio, e Franco marcou de cabeça. O previsível cartão vermelho saiu aos 30 minutos, embora não tenha sido em jogada ríspida. Alcoba empurrou Marinho e evitou que o atacante entrasse sozinho na área. Souza cobrou a falta rente à trave, em um dos poucos lances de perigo no segundo tempo, quando os dois times atuaram ao todo com 15 reservas. Na última substituição do jogo, parte da torcida mostrou sua insatisfação com o goleiro reserva Edson, vaiando e chamando Geninho de burro. O titular Juninho deixou o campo pedindo aplausos para o companheiro e foi atendido. E a torcida ficou decepcionada com o resultado e vaiou o time no final de jogo.
O Galo volta a jogar neste sábado quando enfrenta o Rio Branco em Andradas, jogo válido pela 10ª rodada do Campeonato Mineiro.
terça-feira, 25 de março de 2008
Galo: uma paixão centenária
Por Leonardo Martins
O dia 25 de março de 2008 entrará para a história do esporte brasileiro. É que hoje está sendo comemorado o centenário de um grande clube brasileiro, o Clube Atlético Mineiro, mais conhecido como Galo, seu mascote. O Atlético se torna o 1º clube de futebol de Belo Horizonte a completar 100 anos de muita paixão por parte de sua torcida.
O Atlético foi fundado no dia 25 de março de 1908 um grupo de jovens da classe média da recém-inaugurada capital mineira, que havia completado 10 anos de vida. O intuito destes jovens era criar uma equipe para o lazer deles nos fins de semana. O 1º nome do Atlético foi Athlético Mineiro Football Club, só passando para o nome atual cinco anos mais tarde, em 1913. O 1º jogo oficial aconteceu um ano após a fundação, quando o Galo ganhou por 3 a 0 do extinto Sport Club Football. Ali nascia um clube vencedor.
Em 1915, surgiu a Liga Mineira de Esportes. Esta liga organizou o que seria o 1º Campeonato Mineiro da história, que foi vencido pelo Atlético. Era o 1º dos 39 títulos estaduais que o clube ostenta. Em 1921, nascia o Palestra Itália, clube que na década de 40 viraria o Cruzeiro Esporte Clube, que na década de 60 viraria o maior rival do clube alvinegro.
O Atlético sempre foi o pioneiro em conquistas de título, caso da Copa dos Campeões de 1937. O torneio é considerado o 1º interestadual do Brasil, pois reunia os campeões carioca, mineiro, paulista e capixaba. O Atlético sobrou na competição, sendo campeão com uma rodada de antecipação.
Em 1950, o Galo projeta vôos maiores, sendo a 1ª equipe brasileira a excursionar pela Europa e obtendo um sucesso enorme. O alvinegro jogou 10 jogos em continente europeu, sempre em gramados gelados, tendo uma excelente campanha. Foram 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O que ficou gravado na história do clube como sendo “Campeão do Gelo”. Aliás, quanto a excursão a Europa como a Copa dos Campeões, são exaltadas no hino do clube, um dos patrimônios do Galo.
O Atlético Mineiro continuava tendo a hegemonia no estado e a maior torcida. Com muitos títulos e vitórias, o clube se tornou um dos grandes clubes do futebol. Porém, a ascensão do Cruzeiro na década de 60, só aumentou a rivalidade entre esses dois clubes. Mas o Galo logo retomou a hegemonia no estado.
Novamente, o Galo ganharia a 1ª edição de um campeonato, desta vez, foi o Brasileiro de 71. Este título é considerado o mais importante da história do clube. O time comandado pelo Mestre Telê Santana encantou o Brasil, com um futebol bonito e, comandado pelo artilheiro folclórico Dadá Maravilha, que marcou o gol do título, foi campeão em pleno Maracanã, no dia 19/12/71, ao derrotar o Botafogo.
O clube alvinegro também obteve façanhas históricas, como a vitória sobre a Seleção Brasileira, a mesma que, na Copa de 70, encantaria o mundo e conquistaria o Tricampeonato Mundial, por 2 a 1 no Mineirão. Também tem o hexacampeonato mineiro nas décadas de 70 e 80, o Galo conquistou a total hegemonia no estado montando um super-time, com nomes como Reinaldo (considerado o maior jogador da história do clube), Cerezo, Éder Aleixo, Paulo Isidoro, Luisinho e João Leite (o que mais vestiu o manto alvinegro, com quase 700 jogos), todos com passagens marcantes pela Seleção Brasileira.
Nesta época, o Galo conheceu 3 de suas derrotas mais dolorosas. A 1ª e talvez a mais dolorosa de todas, foi a final do Brasileirão de 77, contra o São Paulo. O Atlético sobrou na competição, tinha Reinaldo como o artilheiro e melhor jogador do campeonato, mas na final foi derrotado pela equipe do Morumbi, em pleno Mineirão, nos pênaltis. Era a chance do bi saindo das mãos atleticanas.
Chance que voltaria a ter 2 anos mais tarde. O Atlético voltou a disputar uma final de Brasileiro, desta vez, contra o Flamengo, em um Maracanã lotado Foi um jogo memorável, pois eram 2 super times. O Flamengo tinha Zico, Tita, Júnior e outros nomes. O Galo tinha Reinaldo, Paulo Isidoro e Cerezo. Esta final é considerada por muitos a melhor da história. O Flamengo ganhou por 3 a 2 e mais uma decepção atleticana.
As duas equipes voltariam a se enfrentar em outra decisão, desta vez, era pela Libertadores de 81, mas era para ver quem seguia para as semifinais. O jogo decisivo foi em Goiana e não terminou, pois o juiz José Roberto Wright expulsou 4 atleticanos após uma confusão e terminou a partida. A Confederação Sul-Americana declarou o time carioca como vencedor da partida e o Galo foi eliminado. Este fato ainda gera reclamações de muitos atleticanos, que acusam Wright de ajudar o Flamengo.
O Galo volta a ganhar uma competição no ano de sua estréia, foi a Copa Conmebol de 92, ganhando dos paraguaios do Olímpia. O Galo obteve mais uma conquista desta competição, foi em 97. O Atlético enfrentou uma verdadeira batalha campal no jogo decisivo contra o Lanús na Argentina, onde os jogadores e o técnico Emerson Leão (treinador do time na época) foram agredidos pelos argentinos, mas o bi da Conmebol veio. Estes dois títulos da Conmebol foram os mais importantes a nível internacional da equipe atleticana.
Neste tempo, o Atlético também trouxe jogadores importantes, como Taffarel, Valdir, Marques e Guilherme. Mas o Cruzeiro já tinha a hegemonia no estado e tirava novos torcedores do rival. Mas a massa nunca abandonou o clube. Em 99, o Galo voltaria a disputar uma final de Brasileiro. Depois de uma arrancada no final da 1ª fase, a equipe alvinegra, comandada pela dupla Marques e Guilherme, derrotou o arqui-rival Cruzeiro nas quartas-de-final e o Vitória nas semifinais. Mas esbarrou no esquadrão do Corinthians na final, era a chance do bicampeonato brasileiro escapando pela 3ª vez.
O novo milênio veio e com ele a crise financeira e a falta de planejamento também. O clube passou a conviver com altas contratações que deram pouco resultado em campo, salários atrasados. O Galo que era um clube que lutava por títulos, passou a lutar pelo rebaixamento no Brasileirão.
O auge desta crise foi em 2005, onde a equipe foi rebaixada a Série B. O pior de tudo foi o fato que o jogo que decretou o rebaixamento do Galo foi no Mineirão contra o Vasco. O torcedor atleticano viveu o pior dia da sua vida como torcedor
O ano de 2006 seria o mais importante da história do clube, a equipe tinha que voltar a elite do futebol brasileiro com honras de grande equipe. A diretoria apostou em valores jovens mesclado com jogadores de experiência para conseguir o acesso. A torcida, em uma demonstração de força que nunca se houve no futebol brasileiro, abraçou a causa e lotava o Mineirão em todos os jogos da Série B. Eram recordes atrás de recordes de público quebrados. O resultado desta força foi a volta triunfal a 1ª divisão com o título da Série B. Também era a quebra de um jejum de 6 anos sem títulos, jejum que incomodava o torcedor.
No ano passado, o Atlético buscava a quebra do jejum de títulos no Campeonato Mineiro, que já durava 7 anos. O objetivo foi conseguido de forma inesquecível, após uma goleada histórica sobre o rival Cruzeiro por 4 a 0.
O Galo chega ao centenário com uma fanática torcida, que é uma das mais presentes e fanáticas do Brasil, e uma boa estrutura, contando com um CT de 1º mundo, mas a torcida carece de títulos importantes. A torcida espera que o clube volte a brigar pelos grandes títulos e volte a dar alegrias.
A festa pelo centenário invadiu Belo Horizonte durante o dia todo e será completada amanhã, quando o Atlético faz amistoso comemorativo contra o Peñarol do Uruguai no Mineirão. Jogo que terá destaque especial aqui no Esporte é Vida.
O dia 25 de março de 2008 entrará para a história do esporte brasileiro. É que hoje está sendo comemorado o centenário de um grande clube brasileiro, o Clube Atlético Mineiro, mais conhecido como Galo, seu mascote. O Atlético se torna o 1º clube de futebol de Belo Horizonte a completar 100 anos de muita paixão por parte de sua torcida.
O Atlético foi fundado no dia 25 de março de 1908 um grupo de jovens da classe média da recém-inaugurada capital mineira, que havia completado 10 anos de vida. O intuito destes jovens era criar uma equipe para o lazer deles nos fins de semana. O 1º nome do Atlético foi Athlético Mineiro Football Club, só passando para o nome atual cinco anos mais tarde, em 1913. O 1º jogo oficial aconteceu um ano após a fundação, quando o Galo ganhou por 3 a 0 do extinto Sport Club Football. Ali nascia um clube vencedor.
Em 1915, surgiu a Liga Mineira de Esportes. Esta liga organizou o que seria o 1º Campeonato Mineiro da história, que foi vencido pelo Atlético. Era o 1º dos 39 títulos estaduais que o clube ostenta. Em 1921, nascia o Palestra Itália, clube que na década de 40 viraria o Cruzeiro Esporte Clube, que na década de 60 viraria o maior rival do clube alvinegro.
O Atlético sempre foi o pioneiro em conquistas de título, caso da Copa dos Campeões de 1937. O torneio é considerado o 1º interestadual do Brasil, pois reunia os campeões carioca, mineiro, paulista e capixaba. O Atlético sobrou na competição, sendo campeão com uma rodada de antecipação.
Em 1950, o Galo projeta vôos maiores, sendo a 1ª equipe brasileira a excursionar pela Europa e obtendo um sucesso enorme. O alvinegro jogou 10 jogos em continente europeu, sempre em gramados gelados, tendo uma excelente campanha. Foram 6 vitórias, 2 empates e 2 derrotas. O que ficou gravado na história do clube como sendo “Campeão do Gelo”. Aliás, quanto a excursão a Europa como a Copa dos Campeões, são exaltadas no hino do clube, um dos patrimônios do Galo.
O Atlético Mineiro continuava tendo a hegemonia no estado e a maior torcida. Com muitos títulos e vitórias, o clube se tornou um dos grandes clubes do futebol. Porém, a ascensão do Cruzeiro na década de 60, só aumentou a rivalidade entre esses dois clubes. Mas o Galo logo retomou a hegemonia no estado.
Novamente, o Galo ganharia a 1ª edição de um campeonato, desta vez, foi o Brasileiro de 71. Este título é considerado o mais importante da história do clube. O time comandado pelo Mestre Telê Santana encantou o Brasil, com um futebol bonito e, comandado pelo artilheiro folclórico Dadá Maravilha, que marcou o gol do título, foi campeão em pleno Maracanã, no dia 19/12/71, ao derrotar o Botafogo.
O clube alvinegro também obteve façanhas históricas, como a vitória sobre a Seleção Brasileira, a mesma que, na Copa de 70, encantaria o mundo e conquistaria o Tricampeonato Mundial, por 2 a 1 no Mineirão. Também tem o hexacampeonato mineiro nas décadas de 70 e 80, o Galo conquistou a total hegemonia no estado montando um super-time, com nomes como Reinaldo (considerado o maior jogador da história do clube), Cerezo, Éder Aleixo, Paulo Isidoro, Luisinho e João Leite (o que mais vestiu o manto alvinegro, com quase 700 jogos), todos com passagens marcantes pela Seleção Brasileira.
Nesta época, o Galo conheceu 3 de suas derrotas mais dolorosas. A 1ª e talvez a mais dolorosa de todas, foi a final do Brasileirão de 77, contra o São Paulo. O Atlético sobrou na competição, tinha Reinaldo como o artilheiro e melhor jogador do campeonato, mas na final foi derrotado pela equipe do Morumbi, em pleno Mineirão, nos pênaltis. Era a chance do bi saindo das mãos atleticanas.
Chance que voltaria a ter 2 anos mais tarde. O Atlético voltou a disputar uma final de Brasileiro, desta vez, contra o Flamengo, em um Maracanã lotado Foi um jogo memorável, pois eram 2 super times. O Flamengo tinha Zico, Tita, Júnior e outros nomes. O Galo tinha Reinaldo, Paulo Isidoro e Cerezo. Esta final é considerada por muitos a melhor da história. O Flamengo ganhou por 3 a 2 e mais uma decepção atleticana.
As duas equipes voltariam a se enfrentar em outra decisão, desta vez, era pela Libertadores de 81, mas era para ver quem seguia para as semifinais. O jogo decisivo foi em Goiana e não terminou, pois o juiz José Roberto Wright expulsou 4 atleticanos após uma confusão e terminou a partida. A Confederação Sul-Americana declarou o time carioca como vencedor da partida e o Galo foi eliminado. Este fato ainda gera reclamações de muitos atleticanos, que acusam Wright de ajudar o Flamengo.
O Galo volta a ganhar uma competição no ano de sua estréia, foi a Copa Conmebol de 92, ganhando dos paraguaios do Olímpia. O Galo obteve mais uma conquista desta competição, foi em 97. O Atlético enfrentou uma verdadeira batalha campal no jogo decisivo contra o Lanús na Argentina, onde os jogadores e o técnico Emerson Leão (treinador do time na época) foram agredidos pelos argentinos, mas o bi da Conmebol veio. Estes dois títulos da Conmebol foram os mais importantes a nível internacional da equipe atleticana.
Neste tempo, o Atlético também trouxe jogadores importantes, como Taffarel, Valdir, Marques e Guilherme. Mas o Cruzeiro já tinha a hegemonia no estado e tirava novos torcedores do rival. Mas a massa nunca abandonou o clube. Em 99, o Galo voltaria a disputar uma final de Brasileiro. Depois de uma arrancada no final da 1ª fase, a equipe alvinegra, comandada pela dupla Marques e Guilherme, derrotou o arqui-rival Cruzeiro nas quartas-de-final e o Vitória nas semifinais. Mas esbarrou no esquadrão do Corinthians na final, era a chance do bicampeonato brasileiro escapando pela 3ª vez.
O novo milênio veio e com ele a crise financeira e a falta de planejamento também. O clube passou a conviver com altas contratações que deram pouco resultado em campo, salários atrasados. O Galo que era um clube que lutava por títulos, passou a lutar pelo rebaixamento no Brasileirão.
O auge desta crise foi em 2005, onde a equipe foi rebaixada a Série B. O pior de tudo foi o fato que o jogo que decretou o rebaixamento do Galo foi no Mineirão contra o Vasco. O torcedor atleticano viveu o pior dia da sua vida como torcedor
O ano de 2006 seria o mais importante da história do clube, a equipe tinha que voltar a elite do futebol brasileiro com honras de grande equipe. A diretoria apostou em valores jovens mesclado com jogadores de experiência para conseguir o acesso. A torcida, em uma demonstração de força que nunca se houve no futebol brasileiro, abraçou a causa e lotava o Mineirão em todos os jogos da Série B. Eram recordes atrás de recordes de público quebrados. O resultado desta força foi a volta triunfal a 1ª divisão com o título da Série B. Também era a quebra de um jejum de 6 anos sem títulos, jejum que incomodava o torcedor.
No ano passado, o Atlético buscava a quebra do jejum de títulos no Campeonato Mineiro, que já durava 7 anos. O objetivo foi conseguido de forma inesquecível, após uma goleada histórica sobre o rival Cruzeiro por 4 a 0.
O Galo chega ao centenário com uma fanática torcida, que é uma das mais presentes e fanáticas do Brasil, e uma boa estrutura, contando com um CT de 1º mundo, mas a torcida carece de títulos importantes. A torcida espera que o clube volte a brigar pelos grandes títulos e volte a dar alegrias.
A festa pelo centenário invadiu Belo Horizonte durante o dia todo e será completada amanhã, quando o Atlético faz amistoso comemorativo contra o Peñarol do Uruguai no Mineirão. Jogo que terá destaque especial aqui no Esporte é Vida.
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