sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Xô inhaca!! Palmeiras reencontra com a vitória em grande estilo

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Por Leonardo Martins


O jogo entre Palmeiras e Goiás no Palestra representava muito para as duas equipes. Elas vinham de péssimas seqüências de derrotas e queriam se recuperar com uma vitória. O jogo foi um show palmeirense que voltou a reencontrar a vitória para reassumir a liderança com uma goleada por 4 a 0.


Os problemas palmeirenses não terminavam, Cleiton Xavier se machucou e o técnico Muricy Ramalho teve que mudar o esquema para esta partida, Marcão formou o trio de zaga com Maurício e Danilo. Outro desfalque foi de Vagner Love e Obina entrou e decidiu o jogo, mas isto vamos ver mais adiante. Primeiro vamos ao 1º tempo.


O jogo começou com o Goiás surpreendendo o Palmeiras. Aos cinco, Iarley pegou uma meia-bicicleta e Marcos fez grande defesa. A resposta palmeirense veio com Diego Souza que passou por dois e chutou na rede pelo lado de fora. Iarley voltou a assustar Marcos aos 20, mas o atacante chutou por cima.

Este foi o último lance de equilíbrio na partida, pois depois, só deu Palmeiras e o show de Obina começou. Aos 25, o atacante cabeceou para a defesa de Harlei. Logo depois, Figueroa cobrou falta perto do gol. O que seria um problema a mais, virou uma solução. Edmilson, que vinha mal, saiu machucado para a entrada de Sandro Silva e cresceu o time em campo. O gol quase veio em outra cobrança de falta, desta vez com Diego Souza que acertou o travessão.


O gol do alivio só veio na segunda etapa. Aos cinco minutos, Souza acertou lindo passe para Obina que tocou na saída de Harlei. 1 a 0 e a liderança, perdida na noite interior, voltava a equipe palmeirense.


O gol tranqüilizou os palmeirenses que passaram a tocar a bola e os esmeraldinos desanimaram completamente após o gol. Até tentaram alguma coisa, mas esbarravam na ótima marcação palmeirense. Do outro lado, os gols começaram a aparecer com enorme facilidade e Obina continuava dando seu show. Aos 30, Rafael Toloi derrubou Ortigoza na área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Obina marcou o segundo dele e do Palmeiras.


O jovem Deyvid Sacconi entrou no lugar de Ortigoza e marcou o terceiro. Aos 38. ele recebeu maravilhoso passe de Obina e fez. Um pouco antes, Toloi havia sido expulso de campo após receber o segundo amarelo. A goleada foi encerrada com mais um de Obina, aos 42. Fim de jogo no Palestra e volta de sorrisos a torcida palmeirense após jejum de 4 jogos e a manutenção da liderança.


O Porco tem no próximo domingo o clássico contra o Corinthians, em que espera voltar de vez aos trilhos e seguir rumo ao penta brasileiro. Já o Goiás recebe outra equipe do G-4, o Atlético-MG.


Classificação após 32 rodadas


1° Palmeiras – 57pts

2° São Paulo – 55pts

3° Atlético-MG – 53pts

4° Internacional – 52pts

5° Cruzeiro – 51pts (15V)

6° Flamengo – 51pts (14V)

7° Grêmio – 47pts (20SG)

8° Goiás – 47pts (-2SG)

9° Corinthians – 45pts

10° Vitória – 44pts (12V)

11° Barueri – 44pts (11V e 8SG)

12° Avaí – 44pts (11V e 5SG)

13° Santos – 42pts

14° Atlético-PR – 40pts

15° Coritiba – 38pts

16° Botafogo – 35pts

17° Santo André – 32pts (-14SG)

18° Náutico – 32pts (-18SG)

19° Sport – 30pts (7V)

20° Fluminense


Próximos jogos


31/10 – 18h30

Avaí x Atlético-PR

Flamengo x Santos

São Paulo x Barueri


01/11 – 16h

Goiás x Atlético-MG

Palmeiras x Corinthians

Internacional x Botafogo

Coritiba x Vitória


18h30

Náutico x Sport

Cruzeiro x Fluminense

Santo André x Grêmio

Fluminense supera as dificuldades e vence o Atlético-MG

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Por Gabriel Seixas

Mesmo com objetivos tão diferentes, Fluminense e Atlético-MG tinham um propósito em comum no jogo de hoje: a vitória. O Fluminense, para se aproximar dos times que estão fora da zona de rebaixamento. O Atlético-MG para não só permanecer no G-4, como para continuar firme e forte na briga pelo título. A chuva dificultou um pouco, mas a partida enriqueceu em emoção, e no fim das contas, quem se deu melhor foi o Flu. A superação dos cariocas valeu a pena no final, com uma vitória por 2 a 1. Fred, de pênalti, e Conca marcaram para o tricolor. Diego Tardelli, artilheiro isolado da Série A, descontou. Mesmo vencendo, o Fluminense segue na última posição com 30 pontos, a cinco do Botafogo, o primeiro time fora da zona de rebaixamento. O Galo caiu pro 3º lugar com 53 pontos, e a desvantagem para o líder Palmeiras aumentou para 4 pontos, mas ainda assim, o objetivo de estar no G-4 vem sendo alcançado até o momento.

O técnico Cuca decidiu mudar o esquema tático para o confronto contra o Atlético: saiu o zagueiro Digão, e entrou o argentino Ezequiel González, que marcou um gol no jogo anterior, contra o Goiás. O ex-capitão Luiz Alberto continuou fora da equipe titular. Do outro lado, Eder Luís e Correa foram as novidades, voltando ao time. Em compensação, Carlos Alberto teve de atuar improvisado na lateral-direita.

O início do jogo foi razoavelmente favorável ao Fluminense, que tinha maior posse de bola, mas não criava oportunidades claras, assim como o adversário. A primeira surgiu aos 21, quando Diguinho arriscou da intermediária, mas mandou pra fora. No minuto seguinte, Maicon fez boa jogada, tentou o chute, mas Jonílson, cão-de-guarda do time interceptou e mandou pra escanteio.

Aos 31 minutos, o lance do primeiro gol: Maicon cruzou da esquerda, a bola desviou na mão de Jorge Luiz e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, o artilheiro Fred, com direito a paradinha (no lance específico foi paradona), abriu o placar. O resultado foi justo, mas nenhuma das duas equipes apresentou um futebol convincente. A torcida fazia festa, e não era pra menos: o quinto jogo sem derrota estava muito próximo.

Ao contrário da primeira etapa, o segundo tempo foi eletrizante. Tanto que, no primeiro minuto, o Fluminense ampliou em um gol relâmpago: Ezequiel González aproveitou bobeira da zaga atleticana e rolou para Conca, que bateu cruzado para ampliar a vantagem.

Sem alternativas, o Atlético se lançou pra frente. Aos cinco minutos, Ricardinho cobrou falta com maestria, mas Rafael voou para defender. Porém, dois minutos depois, o goleiro acabou com a sua cota positiva, e “permitiu” o primeiro gol dos visitantes. Na cobrança de escanteio do Galo, Rafael não conseguiu afastar a bola com um soco, e Diego Tardelli, livre, diminuiu o placar. Foi o 17º gol do artilheiro isolado da Série A.

A partir daí, o jogo ficou aberto. O Galo teve boa chance de empatar com Eder Luís, que tirou tinta da trave de Rafael num bom chute da intermediária. Pouco depois, o Flu respondeu à altura: Fred rolou para Mariano na direita, e o lateral soltou uma bomba, mas pra fora.

Com Tartá no lugar de Equi González, que não manteve uma regularidade na partida, o Flu teve ótima chance de ampliar aos 28 minutos, em nova trama de Mariano e Fred. O primeiro cruzou na cabeça do segundo, que só não marcou porque Carini fez excelente defesa. E o goleiro uruguaio interceptou novamente aos 33, quando Fred aproveitou cobrança de escanteio e soltou a bomba, e por pouco não fez o terceiro.

Celso Roth estava nervoso, e teve mais motivos para se preocupar: o zagueiro Jorge Luiz foi expulso aos 36 minutos, quando foi no corpo de Roni, que havia substituído Maicon. Para recompor a defesa, Benítez substituiu o artilheiro Diego Tardelli. Sem seu principal jogador, a melhor chance veio aos 43 minutos. E que chance! Eder Luís recebeu cruzamento, e de frente pro gol, chutou torto. Isso custou caro ao Atlético, que perdeu a vice-liderança para o São Paulo. A vitória foi justa, pela demonstração de força de vontade e superação do Fluminense.

Curtinha:

- Outro time que vive situação semelhante a do Fluminense é o Sport. Mesmo jogando em casa contra o Coritiba, os pernambucanos só empataram em 1 a 1. Fabiano, que não marcava pelo Sport há várias rodadas, quebrou o jejum abrindo o placar aos 37 minutos. Ainda no primeiro tempo, o argentino Ariel empatou para o Coxa. O gol foi fundamental para o Coritiba abrir uma diferença de seis pontos para o Santo André, primeiro time da zona de rebaixamento. O Sport divide a lanterna com o Fluminense, somando os mesmos 30 pontos, e levando vantagem no número de vitórias.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Tricolor assume a liderança com vitória sobre rival

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Por Leonardo Martina


O mais esperado duelo da rodada aconteceu no Morumbi. O São Paulo recebeu o Inter em confronto direto que valia a liderança provisória ou permanente (dependendo dos resultados de hoje). O jogo foi bom e a maior sorte dos mandantes foi o fator preponderante no resultado da partida, vitória são-paulina por 1 a 0 e pela 1ª vez liderando o Campeonato.

O clássico começou com muita marcação e jogo truncado no meio-campo, o Inter surpreendeu os paulistas com a marcação avançada e dominou as ações. Aos 8, Fabiano Eller cruzou direto e obrigou Bosco (substituto de Rogério Ceni) a espalmar. Aos 18, o goleiro voltou a salvar o São Paulo ao defender cobrança de falta de D’Alessandro.

O Tricolor tinha dificuldades de furar o bloqueio colorado, que era eficiente. O Colorado tinha na velocidade a melhor alternativa de chegar ao gol. Aos 34, um torcedor do time paulista invadiu o gramado pedindo uma chance nas categorias de base do clube. O torcedor foi detido pelos seguranças, mas o clube poderá perder mando de campo por conta deste ato.

Voltando ao jogo. Bosco se transformava no grande herói da partida. Aos 36, o argentino do Inter invadiu a área e chutou para mais uma grande defesa do goleiro. O volante são-paulino Richarlyson saiu com uma contusão no púbis e deu lugar a Jùnior César. Jorge Wagner voltou para o meio para a entrada do lateral.

Se os gaúchos dominaram e não fizeram, os Paulistas foram eficientes na tentativa que tiveram e marcaram o gol. Aos 47, Hernanes cobrou escanteio, André Dias desviou para a área e o artilheiro Washington completou para o gol. Era o gol que colocava o Tricolor do Morumbi na liderança.

No segundo tempo, o São Paulo equilibrou o jogo. Aos três, Dagoberto fez fila, mas tropeçou em Lauro antes de finalizar. O Inter foi para frente, tirou Fabiano Eller e Taison para colocar dois atacantes, Alan Kardec e Marquinhos e a dupla já entrou dando trabalho. Aos 13, Miranda e Bosco atrapalharam-se com a bola e ela foi para o gol, mas antes de entrar, o zagueiro salvou o gol de empate. Aos 16, Índio perdeu ótima chance de marcar, mas o cabeceio foi para longe.

O São Paulo tentava segurar o ímpeto dos colorados e para isto, colocou Zé Luis, mas D’Alessandro continuava infernizando a zaga paulista e levava perigo ao gol. Do outro lado, Washington chutou em cima da zaga gaúcha.

Se a liderança são-paulina está garantida, a torcida tem que agradecer ao goleiro Bosco. Aos 36, o camisa 22 fez milagre. Alan Kardec chutou forte, Bosco defendeu para o lado, a bola sobrou para Giuliano que voltou a chutar e exigiu outro milagre do goleiro. Uma chance sensacional salva por Bosco. Após a defesa, a torcida voltou a cantar que o campeão voltou. Mas isto só saberemos no fim do campeonato.

A permanência tricolor na liderança depende dos jogos de hoje de Palmeiras e Atlético-MG. Na próxima rodada, o Tricolor volta ao Morumbi para enfrentar o Barueri e o Inter espera uma recuperação contra o Botafogo no Beira-Rio.

Cruzeiro vence no final e aproxima-se do G-4

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Por Leonardo Martins

Na reta final do Brasileirão, um jogo da 32ª rodada mexeu com as duas partes da tabela, o Cruzeiro, 6º colocado, recebeu o Santo André, 16º, no Mineirão. Com objetivos distintos, as duas equipes realizaram uma partida boa. Com um gol nos acréscimos, o time azul venceu por 3 a 2 e encostou no G-4. Já o Ramalhão voltou a zona vermelha.

O primeiro tempo foi só de um time, o Cruzeiro. A equipe mineira sufocou a equipe paulista em seu campo e criou inúmeras chances. Vamos a elas. Aos oito, Diego Renan cruzou, mas ninguém apareceu para completar. Aos 18, Gilberto recebeu na área e mandou no travessão.

Aos 26, a melhor chance da etapa. Guerrón recebeu livre de marcação e tentou colocar, mas a bola passou ao lado. O equatoriano perdeu outra chance ao cabecear fraco e para fora. Aos 34, foi a vez de Diego Renan assustar o gol de Neneca em chute de longe.

O Santo André só assustou no primeiro tempo aos 43. Marcelinho Carioca cruzou para Nunes, mas cabeceou para fora. A Raposa explorava a cabeça de seus atacantes, mesmo sem ter um centro-avante fixo na área, e Thiago Ribeiro cabeceou novamente para fora. Se o 1° tempo faltou gols, eles sobraram no segundo tempo.

A equipe do ABC começou assustando a etapa. Pablo Escobar apareceu livre e chutou pela rede do lado de fora. Mas os gols perdidos dos azuis continuavam. Gilberto acertou, novamente, a trave de Neneca.

Depois de muitos erros, a torcida celeste ficou aliviada. Aos 13, Jonathan deu ótimo passe para Guerrón e o equatoriano tocou por baixo de Neneca, fazendo o gol de abertura do placar. 1 a 0.

Porém, o Santo André aproveitou dois vacilos da zaga azul e chegou a virada. Aos 17, Nunes driblou Caçapa e soltou a bomba para empatar o jogo. Aos 26, Ávine desceu livre e cruzou para Júnior Dutra completar para o gol. 2 a 1 Ramalhão.

Adilson Batista colocou o time para frente. Tirou Guerrón e Caçapa para a entrada do garoto Eliandro e Leandro Lima. A pressão azul aumentou e o garoto que fazia a sua estréia no profissional fez por merecer a entrada. Aos 36, Gilberto cruzou com perfeição para Eliandro empatar novamente a partida. Eram 10 minutos para se conseguir a virada e o sonho da Libertadores continuar.

O maestro Gilberto, o melhor em campo, saiu cansado para a entrada de Bernardo. E novamente, a alteração deu certo. Pois o meia que começou a jogada que passou por Jonathan e terminou na cabeçada de Thiago Ribeiro para virar o marcador, nos acréscimos da partida. Era o gol do alívio azul e o Mineirão explodiu em alegria. O gol foi contestado pelo time paulista, mas os três pontos eram do Cruzeiro.

O Resultado deixou a Raposa a um ponto da zona da Libertadores e poderá entrar nela no próximo domingo quando enfrenta o Fluminense, novamente, no Mineirão. Já o Ramalhão voltou a Zona de Rebaixamento e espera sair no domingo quando enfrenta o Grêmio no ABC.

Barueri quebra a invencibilidade do Flamengo com autoridade

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Por Gabriel Seixas

Dizem que tudo o que é bom, dura pouco. Mas a boa fase do Flamengo durou, e muito. Foram dez jogos sem derrota, mas esta série, mais cedo ou mais tarde, teria um fim. E o encarregado de quebrar essa invencibilidade foi o modesto Barueri, sem maiores pretensões no campeonato. O time paulista jogou de forma pragmática, aproveitando os erros do adversário, teve as melhores chances e, com justiça, venceu por 2 a 0. Por outro lado, o Flamengo sentiu muito a ausência de Petkovic, o principal jogador da equipe. Sem sua maior referência, o time ficou perdido em boa parte do jogo, e sucumbiu diante dos paulistas. E, com a derrota, o time não só continua fora do G-4, como cai para o 6º lugar na tabela, já que o Cruzeiro venceu e ultrapassou o rubro-negro. O Barueri soma 44 pontos e está em 11º, dentro da meta do time para o ano, que é se classificar para a Copa Sul-Americana. Os gols da vitória foram do artilheiro Val Baiano, que mandou pra longe a má fase e marcou seu 12º gol no torneio, e o meio-campo Everton.

O início do jogo foi bastante truncado, mas o Flamengo aproveitou-se de sua superioridade técnica e jogava melhor. Porém, o Barueri começou assustando aos 4 minutos, quando Thiago Humberto avançou pela esquerda, cortou pro meio e arriscou para o gol de Bruno, que fez a defesa. A resposta d time rubro-negro veio com Willians, que jogou mais avançado devida a ausência de Petkovic. Da intermediária, ele chutou forte, mas René espalmou.

Pouco depois, Airton marcou o primeiro gol do Flamengo, mas este foi anulado corretamente pelo auxiliar. Com o 0 a 0 novamente no marcador, a partida ficou muito fraca, com muitas faltas e jogadas concentradas pelo meio. A melhor chance só veio aos 35 minutos, e foi novamente de Thiago Humberto, do Barueri. De muito longe, ele obrigou Bruno a fazer uma linda defesa. Aliás, os chutes de fora da área foram muito explorados pelo time paulista, que tem o 4º melhor ataque do campeonato.

O Fla teve boa chance aos 44, quando Fierro avançou pela direita, e mesmo tendo duas opções na área, arriscou sem ângulo e obrigou René a fazer uma defesa não tão complicada assim. Héber Roberto Lopes determinou que o jogo fosse até aos 48 minutos, e foi justamente no minuto final do primeiro tempo que o Barueri abriu o placar. Thiago Humberto, impedido, aproveitou lançamento longo da intermediária. Ele dominou, chapelou Álvaro, e de cabeça, deu assistência para Val Baiano, que de primeira, tirou as chances de defesa de Bruno. Resultado justo, mesmo porque o Flamengo não fez muita coisa para merecer a vitória, ou mesmo o empate.

Pro segundo tempo, Andrade resolveu trocar o meia Fierro, inoperante durante todo o primeiro tempo – pra variar – para colocar o atacante Denis Marques. O time conseguiu ficar pior, mas mesmo assim, levou perigo aos 4 minutos, numa cabeçada de Adriano que René evitou o gol.

A partir daí, o Barueri começou a explorar o lado direito defensivo do Flamengo, com Márcio Careca e Thiago Humberto pelo setor. Os dois ameaçaram, respectivamente, aos 16 e 21 minutos, mas o lance teve o mesmo fim: ótima defesa de Bruno.

Em busca do empate, Andrade decidiu trocar o volante Maldonado, um dos poucos que ainda sustentava a defesa, para colocar o armador Erick Flores. Então, o time desandou de vez, e dois minutos depois, tomou o segundo gol. Everton tabelou com Thiago Humberto, e cara a cara com Bruno, tocou na saída do goleiro.

Os rubro-negros pareciam sem reação. Não buscaram o resultado, e pior, deram muita sorte por não terem tomado uma goleada. Bruno interceptou por várias vezes, numa delas aos 32 minutos, num chute violento de João Vitor que o goleiro mandou pra longe. Então, o técnico Luiz Carlos Goiano decidiu fechar o time, colocando o volante Márcio Hahn na vaga de Everton. Andrade respondeu com Toró no lugar de Juan, e o lateral deixou o campo irritadíssimo com o técnico, proferindo até mesmo palavrões.

A última chance veio com o melhor jogador do Barueri, Thiago Humberto. Na sua jogada clássica, ele avançou livre pela esquerda, e chutou cruzado rente ao gol de Bruno. Pelo que fez, principalmente no segundo tempo, o time paulista conseguiu uma vitória mais do que justa. O Flamengo, por sua vez, provou ser um time comum sem Petkovic, que sem dúvida, pode ter “decidido” a partida. Mas há de destacar o mérito dos donos da casa, que foram melhores durante boa parte do jogo.

Curtinhas:

- No confronto de desesperados, o Botafogo recebeu o Náutico, e no sufoco, conseguiu uma vitória pelo placar mínimo. O gol único foi do zagueiro Juninho, cobrando pênalti contestadíssimo pelos pernambucanos. No fim das contas, o time carioca saiu do Z-4, e pulou para o 16º lugar com 35 pontos somados. O Náutico, com três pontos a menos, é o 18º e continua cavando sua vaguinha na segunda divisão do ano que vem.

- Atlético-PR e Santos protagonizaram um jogo de dois times que não tem pretensão alguma no campeonato. Então, nada mais justo que um empate, em 1 a 1. Kleber Pereira marcou primeiro para os santistas, convertendo outro pênalti, que também foi duvidoso. Três minutos depois, o Furacão respondeu com o zagueiro Bruno Costa, e ficou nisso.

- Quem continua sonhando com a Libertadores é o Grêmio, que confirmou a campanha irretocável em casa com um 3 a 1 sobre o Avaí. Mesmo jogando com um a menos em boa parte do jogo, os gremistas marcaram com Tcheco, cobrando pênalti, Maxi López e Souza. Emerson diminuiu para os catarinenses, mas a diferença de gols e o tempo de jogo não permitiam uma reação. Os gremistas pularam para 7º, com 47 pontos, cinco a menos que o Internacional, 4º colocado.

- Por fim, o Vitória deu adeus a briga pela Libertadores com a derrota em casa para o Corinthians, por 1 a 0. Os paulistas, que já estão na maior competição continental, marcaram seu gol com o argentino Defederico, que fez seu primeiro gol com a camisa alvinegra. O time agora ocupa o 9º lugar, uma posição a frente do Vitória.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Cruzeiro vence e continua na briga

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Por Leonardo Martins


No fechamento da 31ª Rodada do Brasileirão, o Cruzeiro enfrentou o desmotivado Corinthians em São Paulo. A Raposa manteve o bom futebol ao vencer pelo placar mínimo e continua na briga pelo g-4.


O Cruzeiro contava com a volta de seu camisa 10, Gilberto, que estava suspenso. O Corinthians contava com a volta de Ronaldo ao comando de ataque.


Sem um meia de origem, o Corinthians apostou na movimentação de seus jogadores para passar pela barreira mineira formada pelos volantes Fabrício, Henrique e Marquinhos Paraná. Ronaldo, de volta após duas semanas de treinamentos, mostrou mais disposição e quase fez um golaço. Logo aos dois minutos, ele entortou Gil na área, driblou Cláudio Caçapa, mas foi travado no chute, e a bola saiu para escanteio. Aos oito, o Fenômeno marcou ao receber cruzamento de Edu pela esquerda, mas em impedimento, bem marcado pela arbitragem.


Preocupado mais com a defesa, o Cruzeiro deu pouco trabalho a Felipe. A primeira tentativa surgiu apenas aos 15 minutos, em chute de longa distância de Guerrón, que o goleiro alvinegro segurou. O equatoriano, aliás, teve pouco espaço para trabalhar, já que atuou centralizado na área, sempre acompanhado por Chicão ou William. Thiago Ribeiro e Gilberto eram as opções para os contra-ataques, porém, sempre com um número elevado de passes errados.


O marasmo só foi quebrado a partir dos 34 minutos. Diego Renan, uma das revelações da equipe mineira, fez boa jogada pelo lado esquerdo, avançou para o meio e chutou. Felipe pegou bem. O Corinthians respondeu pouco depois, aos 36, com uma grande oportunidade para Jorge Henrique. Dentinho cruzou da direita, a bola atravessou toda a área e sobrou para o atacante. Ele tentou pegar de primeira, mas a bola tocou no gramado antes e subiu muito, por cima da meta.


Quando conseguiu encaixar uma boa troca de passes, o Cruzeiro chegou ao gol, aos 40. Pelo lado esquerdo, Thiago Ribeiro passou para Marquinhos Paraná, que deu excelente passe para Fabrício. O volante cruzou para a área e Gilberto, atrás da linha da bola, apenas desviou para o gol. Os corintianos reclamaram impedimento, mas o gol foi legal.


No segundo tempo, o Corinthians reapareceu mais disposto, quase marcando nos primeiros minutos. Aos dois, Ronaldo recebeu de Alessandro e serviu Edu, que bateu à direita. Logo em seguida, aos quatro, Jucilei subiu de cabeça após cobrança de falta pela esquerda e assustou Fábio.


Com Fernandinho no lugar de Guerrón, o técnico Adilson Batista tentou dar mais velocidade ao Cruzeiro nos contra-ataques. Apesar do bom espaço dado pela defesa paulista, os mineiros não conseguiram encaixar uma saída rápida. Melhor para o Corinthians. Na chance mais perigosa, Ronaldo, aos dez, recebeu lançamento na área e desviou de cabeça para Jorge Henrique. De frente para Fábio, o baixinho cabeceou, mas o goleiro defendeu espetacularmente.


Mano Menezes também optou por trocar sua equipe em busca do empate. Dentinho, machucado, deu lugar ao argentino Defederico, enquanto Boquita substituiu Edu. As trocas, porém, não tiveram muito resultado. O Cruzeiro continuou dominando o meio de campo e dificultando a produção alvinegra no setor.


Mas, aos 28, o Cruzeiro ficou com um jogador a menos. Marquinhos Paraná e Fernandinho reclamaram de uma falta de Elias, e o clima esquentou. Vários jogadores trocaram empurrões, mas apenas Fernandinho, que já tinha cartão amarelo, recebeu o vermelho.


A vantagem fez o Corinthians se animar. Boquita, aos 37, recebeu passe de Jorge Henrique e chutou da entrada da área, quase acertando o ângulo esquerdo de Fábio. Mano Menezes tratou de reforçar o ataque, com Edno no lugar do volante Jucilei. Mesmo assim, o Corinthians teve problemas para criar. Ronaldo ainda lutou, mas já era tarde para buscar o empate. E O Time azul entra na briga pelo título brasileiro.

O Corinthians volta a campo na quarta-feira quando enfrenta o Vitória em Salvador. Já a Raposa recebe o perigado Santo André no Mineirão.


Curtinha


- O Avaí deu adeus a qualquer chance de Libertadores ao empatar em casa com o desesperado Sport por 2 a 2. Os pernambucanos continuam em situação perigosa na penúltima posição. O Leão poderia ter saído da ressacada com um excelente resultado, já que fez dois gols com Wilson e Luciano Henrique, no inicio de jogo. Ainda no primeiro tempo, Marquinhos diminuiu o placar. Na segunda etapa, Luis Ricardo empatou a partida para os mandantes.


Classificação

1° Palmeiras – 54pts

2° Atlético-MG – 53pts

3° Internacional – 52pts (15V)

4° São Paulo – 52pts (14V)

5° Flamengo – 51pts

6° Cruzeiro – 48pts

7° Goiás – 47pts

8° Grêmio – 44pts (12V e 18SG)

9° Vitória – 44pts (12V e 2SG)

10° Avaí – 44pts (11V)

11° Corinthians – 42pts

12° Barueri – 41pts (6SG)

13° Santos – 41pts (-2SG)

14° Atlético-PR – 39pts

15° Coritiba – 37pts

16° Santo André – 32pts (8V e -13SG)

17° Náutico – 32pts (8V e -17SG)

18° Botafogo – 32pts (6V)

19° Sport – 29pts

20° Fluminense – 27pts

domingo, 25 de outubro de 2009

Flamengo vence Botafogo, mas continua fora do G-4; Alvinegros amargam a “ZR”

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Por Gabriel Seixas

O clássico carioca que vem causando mais polêmica nos últimos anos teve capítulos importantes no estádio Engenhão, neste domingo. Botafogo e Flamengo se enfrentaram com objetivos distintos: o Bota precisava vencer para fugir da zona de rebaixamento, e vinha pressionado com as vitórias de seus concorrentes, Náutico e Santo André. Enquanto isso, o Flamengo entrava em campo sabendo que não tinha possibilidades de entrar na zona da Libertadores, mas uma vitória significava uma aproximação importante para o grupo dos quatro melhores. O momento distinto dos times ficou evidenciado: mesmo jogando “fora de casa”, o Flamengo venceu por 1 a 0. O gol do jogo foi do artilheiro do campeonato, Adriano. Com o resultado, os rubro-negros somam 51 pontos, em 5º lugar, e só dependem de si na próxima rodada para alcançar o G-4. Já o Botafogo despencou de 16º para 18º, e precisa não só vencer, como torcer por tropeços de adversários, se quiser deixar a zona.

Pelo lado alvinegro, Estevam Soares fez mistério, e parece que surpreendeu a todos. Ameaçou escalar apenas dois atacantes, mas foi com Jóbson, Reinaldo e André Lima para o confronto. Do lado rubro-negro, Andrade não tinha a disposição sua dupla de zaga titular, Ronaldo Angelim, suspenso, e Álvaro, contundido. Airton jogou mais uma vez no setor, e teve a companhia de Fabrício, que voltou da seleção sub-20. Na dúvida entre Lenon e Fierro no meio campo, melhor para o chileno.

O jogo foi tenso desde os bastidores. A escolha do estádio Engenhão para receber o clássico causou polêmica – foi a primeira vez que o estádio protagonizou este confronto -, sem contar o confronto da torcida do Flamengo com a Polícia do lado de fora, além do número do público presente ter sido menor do que o número de ingressos vendidos.

Aproveitando a superioridade técnica, o Flamengo se lançou à frente no início do jogo. Criou uma boa chance aos cinco minutos, quando Juan invadiu pela esquerda e cruzou para Fierro, que de primeira, mandou pra fora. Por sinal, os dois jogadores foram muito contestados pela torcida durante o jogo. Voltando ao jogo, no lance seguinte, Zé Roberto acertou um bom chute rente a trave de Jefferson, quando aproveitou rebote da defesa.

O jogo estava quente. Não demorou muito para Reinaldo dar o troco, em bom chute de longe que o goleiro Bruno mandou pra escanteio. O Fogão passou a se lançar mais ao ataque, e ameaçou num chute de Batista, que não levou tanto perigo. Em uma boa trama de Fierro – uma das poucas que o chileno acertou no jogo -, aos 24 minutos, ele lançou Zé Roberto, que cabeceou muito mal, por cima do gol.

Melhor em campo, o Flamengo se aproveitou de um erro defensivo botafoguense para abrir o marcador. Adriano aproveitou vacilo de Wellington, e no corpo, ganhou de Juninho e do próprio Wellington, para dominar e chutar sem chances para Jefferson. O público flamenguista, que esteve em pequeno número comparado a outros jogos, vibrou bastante com o artilheiro do campeonato, que tem 16 gols, e divide a artilharia com Diego Tardelli, do Atlético-MG.

E o Fla só não ampliou ainda no primeiro tempo porque Fierro perdeu outra grande oportunidade. Ele recebeu lançamento magistral de Petkovic, tabelou com Zé Roberto, e cara-a-cara com Jefferson, perdeu uma chance impressionante.

O Botafogo aproveitou o intervalo para modificar sua postura, e voltou melhor no segundo tempo. A primeira grande chance veio aos 6 minutos, num chute de André Lima que Bruno espalmou. Estevam Soares aproveitou para colocar o 4º atacante do Bota em campo, Victor Simões, no lugar do volante Batista. E ele teve boa chance aos 19 minutos, quando chutou forte para outra boa defesa de Bruno.

Até o momento, o Flamengo estava sabendo administrar com tranquilidade o jogo. Mas no momento em que Gil substituiu Petkovic, o time desandou. Ficou sem criatividade no meio-campo e deu espaço para o adversário jogar. Pior: ainda perdeu Pet para o próximo jogo, contra o Barueri, já que ele recebeu o terceiro cartão amarelo.

Aos 22 minutos, polêmica. O árbitro Antônio Silva Santos viu pênalti de Airton em André Lima, que não aconteceu. Polêmicas à parte, Lúcio Flávio foi para a cobrança, mas Bruno, em noite inspirada, evitou o gol. Fez-se justiça no Engenhão.

O desespero alvinegro ficou evidente, e o time parou de criar oportunidades. Jônatas e Renato entraram para mudar a postura do time, e conseguiram dar um novo gás. O Fla se fechava como podia, com Lenon e Wellinton nas vagas de Fierro e Juan. Apesar da retranca, o rubro-negro criou uma grande oportunidade em um contra-ataque, nos acréscimos. Zé Roberto desceu pelo flanco, chutou cruzado, mas Jefferson fez grande defesa. No rebote, Gil, sem goleiro, conseguiu a proeza de mandar pra fora. Por sorte, seu time ainda assim saiu com a vitória.