segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Copa e suas maluquices

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Por Leonardo Martins


Um torneio que atrai a atenção do mundo, que é o caso da Copa do Mundo, gera algumas maluquices no mundo. A edição de 2010 não acabou, mas já gera algumas maluquices que entram para a história destas curiosidades em Copas.

Não podemos deixar de abrir este texto sem falar da musa da copa 2010, a Paraguaia Larissa Riquelme. Ela não foi a África, mas virou celebridade mundial por sua beleza estonteante. Lari, como é conhecida, mostrou um corpo com formas definidas, mas o que chamou a atenção do mundo foram os decotes usados pela modelo nos jogos do Paraguai e seios fartos (obra de silicone, é claro) que, dentro deles, a musa colocava seu celular, chamando mais ainda a atenção do mundo. Riquelme prometeu posar nua caso o paraguai eliminasse a Espanha e chegasse a semifinal, o Paraguai não chegou, mas ela vai posar nua mesmo assim, motivo “premiar” o esforço dos jogadores na Copa.

Outra estrela do Mundial neste outro lado é um polvo-vidente da Alemanha. O polvo do aquário de Obernhausen, acertou todos os palpites dos jogos da equipe germânica (inclusive a derrota para a Sérvia). O método é simples, é colocada dentro do aquário duas caixas com as bandeiras das seleções e a que o polvo for primeiro é quem vai ganhar a partida. Veremos se ele acerta outros jogos.

Agora vamos falar do roqueiro Mick Jagger, o líder dos Rolling Stones, foi taxado de pé-frio pelo mundo. Tudo começou quando ele foi assistir a partida dos EUA contra Gana que Jagger declarou torcida para os norte-americanos, resultado: derrota dos Estados Unidos. No dia seguinte, Jagger compareceu ao jogo de seu país contra a Alemanha e viu uma goleada sofrida para os alemães por 4 a 1. O ápice aconteceu na sexta quando o roqueiro foi ao jogo do Brasil contra a Holanda ao lado de seu filho brasileiro, Lucas, que estava com a Camisa do Brasil, o resultado todos vocês sabem. O fato gerou muitas brincadeiras no Twitter e na internet.

Enfim, a Copa não vive só de futebol, tem suas maluquices que fazem o esporte ficar mais divertido.

domingo, 4 de julho de 2010

Wimbledon se encerra com favoritos no topo

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Por Leonardo Martins


Em meio a Copa do Mundo, o terceiro Grand-Slam da temporada do Tênis foi disputado e se encerrou nesse fim de semana. Foi o Torneio de Wimbledon disputado na grama sagrada do All England Club, em duas finais sem surpresas, os favoritos não tiveram dificuldades para conquistarem o troféu.

- Serena arrasa na final

No sábado, a final feminina durou um pouco mais de 1h. Isso aconteceu devido ao show praticado por Serena Williams que arrasou a russa Vera Zvonareva. A número 1 dominou o jogo inteiro e não deu chances a russa, estreante em finais de Grand Slam. Serena venceu pela 4ª vez em Wimbledon, a segunda seguida, por fáceis 6/3 e 6/2.

- Nadal recupera coroa de Wimbledon

Um pouco mais de dificuldades teve Rafael Nadal, mas a surpresa do torneio, o tcheco Tomas Berdych, não foi páreo para o espanhol. Nadal impôs seu jogo agressivo no 1º set e venceu por 6/3. No segundo, Berdych endureceu o jogo, mas, mostrando um tênis de primeiro nível, o número 1 conseguiu fechar por 7/5. No set decisivo, o espanhol apenas administrou a vantagem e conseguiu uma quebra para fechar em 6/4. Foi o segundo título de Nadal na grama de Wimbledon e o título fez com que ele disparasse

sábado, 3 de julho de 2010

Em jogo repleto de emoções, Espanha elimina Paraguai

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Por Gabriel Seixas

- Quatro dos oito quadrifinalistas desta Copa do Mundo eram sul-americanos, fato que nunca havia acontecido na história dos Mundiais. Foi o suficiente para a imprensa, sobretudo do nosso continente, declarar sem medo de ser feliz que se tratava de uma “Copa América”. Entretanto, esqueceram que ainda haviam três europeus na disputa: Holanda, Alemanha e Espanha, além dos africanos de Gana, que acabaram eliminados. Pra quem se deixou levar pela superioridade numérica do Mercosul, se deu mal. Nos três embates “europeus x sul-americanos”, três vitórias das seleções do velho continente.

- Após os triunfos de Holanda e Alemanha sobre Brasil e Argentina, respectivamente, foi a vez da Espanha eliminar o Paraguai, vencendo por 1 a 0. Ou seja, só não teremos uma semifinal 100% europeia porque o Uruguai eliminou Gana e mantém a América do Sul na briga. A Celeste encara a Holanda, mas o grande embate desta fase é justamente o outro, entre a atual campeã e a vice europeia: Espanha e Alemanha.

- A reedição da final da Eurocopa em 2008 agora marca o duelo das semifinais desta Copa, que será disputada na quarta-feira (com Uruguai e Holanda se enfrentando um dia antes). Caso a Holanda vença o Uruguai, independente do resultado do jogo entre espanhois e alemães, será a primeira vez que uma seleção europeia vencerá uma Copa do Mundo fora de seu continente. Nas Copas de 86 (no México) e 94 (Estados Unidos) também tivemos três semifinalistas europeus, mas todos acabaram morrendo na praia.

- Mas vamos deixar o duelo dos continentes de lado e focar no que realmente interessa. Espanha e Paraguai fizeram um duelo digno de Copa do Mundo, que reuniu equilíbrio, emoção, dois pênaltis perdidos e o gol do jogo marcado a sete minutos do fim. Aos 38 minutos, David Villa garantiu a vitória da Espanha e também a artilharia isolada do Mundial até aqui, com cinco gols. Ele se igualou a outros nomes ilustres do futebol espanhol como o maior artilheiro da seleção em Copas.

- Contudo, quem esperava uma atuação envolvente do time espanhol acabou se frustrando um pouco. Méritos para o time paraguaio, que em muitos momentos do jogo adiantou a marcação e dificultou o toque de bola do adversário, que é justamente uma de suas maiores virtudes. Com Xavi e Iniesta bem marcados, foram poucas as jogadas insinuantes construídas pela Espanha no primeiro tempo. Esse panorama acabou obrigando Vicente del Bosque a fazer variações táticas, revezando do 4-2-2-2 para o 4-2-3-1 e mudando o posicionamento dos armadores e dos atacantes.

- Ainda que tenha atacantes de renome no plantel, o Paraguai ainda não conseguiu se desfazer de suas raízes. O ponto forte do time comandado por Gerardo Martino continua sendo o sistema defensivo, o que não é nenhum demérito. Entretanto, a falta de um armador de ofício prejudica a participação dos atacantes albirrojos nas partidas, principalmente no caso do centroavante, que hoje foi Cardozo. Até por isso, Martino trocou o habitual 4-3-3 pelo 4-2-3-1, reforçando a marcação e qualificando o toque de bola.

- O jogo truncado e sem inspiração dos dois times na etapa inicial deu lugar a um segundo tempo repleto de emoções, a flor da pele. Pelo lado espanhol, Xavi e Iniesta começaram a se soltar mais em campo, Villa abria o jogo pelo lado esquerdo e Fernando Torres continuava discreto. Visivelmente fora de forma, o artilheiro do Liverpool logo foi substituído por Fabregas, formação que del Bosque já poderia optar como a inicial. Só que a figura que começou aparecer em campo foi um guatemalteco: o árbitro Carlos Batres.

- Aos 12 minutos, ele marcou pênalti de Piqué em Cardozo no típico “agarra-agarra” na área. O mesmo Oscar Cardozo, artilheiro do Benfica e caracterizado pela frieza quando executa cobranças de pênalti, foi em direção a bola com um nervosismo incomum. Não deu outra: bateu mal, no canto esquerdo de Casillas, que encaixou a bola. No contra-ataque, naquele clássico lance de compensação, Batres ao meu ver exagerou ao dar pênalti de Alcaraz em Villa.

- Xabi Alonso se apresentou para a cobrança. Ele deslocou Villar e mandou pras redes, mas o árbitro alegou invasão dos jogadores de ambas as equipes (o que foi claramente ignorado no pênalti batido por Cardozo) e mandou voltar. Na segunda cobrança, Xabi, que havia batido no canto esquerdo, optou pelo direito e acabou parando na grande defesa de Villar. E Batres só não marcou o terceiro pênalti do jogo em quatro minutos porque não viu Villar derrubando Fabregas no rebote.

- No fim das contas, quem acabou se abatendo com essa sequência foi o Paraguai, principalmente Cardozo. Martino tentou mudar o ânimo e o ímpeto do time, lançando Vera e Santa Cruz, mas nada adiantou. Quem se deu melhor nas substituições foi del Bosque, que trocou Xabi Alonso por Pedro, e de quebra, ainda viu o suplente Fabregas crescer na partida. Faltando sete minutos para o final, a Espanha carimbou a vitória.

- Iniesta fez grande jogada pelo meio e serviu Pedro, que do flanco direito, dentro da área, chutou cruzado. A bola carimbou a trave e voltou para o artilheiro David Villa, bem posicionado, finalizar com consciência no rebote. A bola novamente carimbou a trave, mas desta fez teve um novo e feliz destino: as redes. É a Copa do Mundo de David Villa, artilheiro com cinco gols. A partir daí, foi só controlar o ímpeto do Paraguai e garantir o triunfo.

- Não foi das exibições mais convincentes, mas esse time espanhol já faz história. Cotado como favorito ao título antes do torneio, leva a Espanha pela primeira vez às semifinais de uma Copa. Ao Paraguai, restaram lamentações apenas por esta derrota, pois no geral, a campanha foi positiva, classificação a seleção albirroja pela primeira vez a uma fase quartas-de-final de um Mundial. Após o apito final, chamou atenção a reação de Cardozo, que perdeu a oportunidade de colocar o Paraguai na frente do placar, cobrindo o rosto com a camisa e ignorando qualquer tipo de solidariedade de paraguaios e espanhois.

- Vai sair faísca do duelo entre Espanha e Alemanha. São as duas equipes que apresentam o melhor futebol desta inédita Copa na África, mas é bom frisar que de forma alguma trata-se de uma final antecipada. É a tradição e a juventude do time alemão frente a eficiência e ao talento individual dos espanhois, que premiará um vencedor nesta quarta-feira. Imperdível!

Alemanha despacha Argentina e se garante nas semifinais

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Por Gabriel Seixas

- 13 gols marcados (melhor ataque), 2 sofridos, quatro vitórias em cinco jogos, dois dos cinco artilheiros da competição. Estes são apenas alguns números que só ilustram a irretocável campanha da Alemanha na Copa do Mundo, que até aqui, vem se mostrando o melhor time da competição. Nunca é demais elogiar a coragem e a ousadia do técnico Joachim Löw, que apostou em um elenco jovem e vem colhendo os frutos do ótimo trabalho, a cada jogo confirmando ainda mais o status de favoritos ao título.

- Na estreia, foram quatro gols pra cima da Austrália. Nas oitavas-de-final, uma atuação irretocável que culminou numa sonora goleada por 4 a 1 sobre a Inglaterra. Hoje, frente à Argentina, um convincente 4 a 0. Foi a quebra de um tabu de 20 anos sem vencer os argentinos, apesar de que, nesse período, os resultados mais importantes deste confronto tenham favorecido a Nationalelf. Na última vitória germânica até então, na Copa de 1990, foi justamente o triunfo que decidiu aquele Mundial a seu favor.

- Em 2006, Alemanha e Argentina também se encontraram nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo. Nos 120 minutos de tempo normal e extra, empate em 1 a 1. Nos pênaltis, vitória da Alemanha, que terminaria aquele Mundial (no qual foi sede) em 3º lugar. Só que o futebol burocrático de quatro (e muitos) anos atrás deu lugar a um time jovem, ofensivo, e que a cada jogo, revoluciona a tradicional escola alemã – de forma positiva.

- A garotada alemã sobrou em relação aos comandados de Diego Maradona. Schweinsteiger foi o nome da partida, não só pelas duas assistências, mas pela ótima distribuição de jogo e qualidade na saída de bola. Simplesmente todas as jogadas trabalhadas da Nationalelf passam pelos seus pés. Enquanto os marcadores argentinos preocuparam-se com Özil (que ainda sim fez ótima exibição), Schweinsteiger teve liberdade para criar e se aventurar com muito mais frequência no ataque.

- O 4-2-3-1 germânico novamente funcionou com perfeição, mesmo porque ficou iminente a desorganização tática dos argentinos no campo de defesa. Se Jonas Gutierrez era um problemão na lateral-direita nos primeiros jogos da albiceleste, Otamendi não se mostrou um dos melhores substitutos, sofrendo com as descidas de Özil e Podolski. No meio-campo, apenas Mascherano marcava com eficiência, pois Di Maria e Maxi Rodriguez, muito abertos pelas pontas, foram improdutivos na marcação.

- Os 100% de aproveitamento dos argentinos na Copa até então mascararam de certa forma as limitações da equipe. Nem no ataque a equipe obteve êxito, com muitos chutes sem direção, e naqueles que acertaram o alvo, pouco trabalho a Neuer, que em nenhum momento foi obrigado a espalmar uma bola difícil. Higuaín ficou isolado na frente, Tevez se movimentou pouco e Messi...ah, Messi...os deuses não estavam a seu favor na África do Sul.

- Depois de quatro ótimas exibições pela Argentina neste Mundial, o craque do Barcelona foi pouquíssimo notado no jogo de hoje. Resultado: tudo o que fez em solo africano será apagado pelo fato de não ter marcado um gol em cinco jogos. O melhor jogador do mundo e grande artilheiro da última temporada europeia acaba ilustrando o fiasco da albiceleste, mas de forma alguma pode ser considerado responsável pela eliminação. Apesar dos inúmeros talentos individuais, faltou conjunto para a Argentina.

- E é justamente a mistura de talento individual e conjunto que faz da Alemanha o melhor time desta Copa (o que não significa que será campeã, obviamente). São jogadores que tem tranquilidade para trabalhar a bola, e quando percebem um companheiro em melhor posição para criar ou definir jogadas, não pensam duas vezes em servi-lo. Mais do que isso, o fato de abrir o placar no início de jogo fez a diferença. Aos 2 minutos, Müller aproveitou falta cobrada por Schweinsteiger e resvalou de cabeça, marcando seu quarto gol no Mundial.

- Por sinal, Müller foi (e vem sendo) taticamente providencial, mas recebeu o segundo cartão amarelo e será desfalque para a semifinal. Incógnita antes da Copa, hoje tem quatro gols e três assistências na conta, com apenas 19 anos. O entrosamento com Lahm – no Bayern de Munique e na seleção – impressiona, que hoje foi mais tímido, já que as melhores jogadas eram construídas pelo outro lado, nas costas do fraquíssimo Otamendi. A solidez defensiva, principalmente com a segurança que a dupla de zaga (Mertesacker e Friedrich) e principalmente de volantes (Schweinsteiger e Khedira) permitem, favorece o apoio dos laterais.

- Apesar da superioridade em campo, a Alemanha demorou para construir a goleada. Só marcou o segundo gol aos 23 minutos do segundo tempo, através de Klose, que aproveitou assistência de Podolski e tocou para o gol vazio. Pouco depois foi a vez de aparecer o homem do jogo, Schweinsteiger, que avançou pela esquerda, cortou Di Maria, Pastore e Higuaín e serviu o zagueiro Friedrich, recém-transferido para o Wolfsburg, que de carrinho, completou para o gol.

- Com a partida ganha, limitando-se a aproveitar os inúmeros erros do adversário, a Alemanha ainda encontrou o quarto gol. Em jogada de contra-ataque, Özil cruzou da esquerda para Klose, que de primeira, completou pro gol. E não foi só a Argentina que lamentou o gol marcado pelo artilheiro germânico. Ronaldo ‘Fenômeno’, maior artilheiro da história das Copas com 15 gols, agora vê Klose na sua cola com 14 gols marcados em Mundiais. Nesta que deve ser a última Copa do centroavante do Bayern de Munique, ainda lhe restam duas partidas para marcar ao menos um gol e igualar a marca. Superá-la também é um sonho absolutamente possível.

- Até maior que a capacidade de Klose de ser o maior artilheiro das Copas, só a da Alemanha de chegar a final deste Mundial. Se der a lógica, a Nationalelf reeditará o confronto da final da Eurocopa de 2008, encarando a Espanha, desta vez na fase semifinal de uma Copa. Seria precipitação dizer que é uma final antecipada, mas sem dúvida alguma, será um grande jogo. Duas equipes com estilos de jogo definidos, envolventes e encantadores. Definitivamente, essa não é a Copa das seleções sul-americanas.

Raça uruguaia volta as semi

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Por Gabriel Seixas


- Em um jogo espetacular, Uruguai e Gana se enfrentaram no Soccer City, para ver quem enfrentaria a Holanda na Semifinal da Copa 2010. O jogo foi um dos mais sensacionais da História dos Mundiais, aconteceu de tudo. Resultado não poderia ser outro, disputa de Pènaltis e vitória uruguaia, que recoloca o time entre os quatro melhores do mundo após 40 anos.


- Os candidatos a herois deste jogaço que o mundo viiu no Soccer City são muitos, mas dentre eles, quem se destaca é Luis Suarez. Ele não marcou o gol da classificação, não deu uma assistência, muito menos defendeu um pênalti. Por ironia do destino, Suarez foi expulso, e por mais contraditório que pareça, saiu como o símbolo da classificação. Mas tudo tem uma explicação: Uruguai e Gana persistiam num empate em 1 a 1 em 120 minutos, somados o tempo normal e a prorrogação.


- Eis que, nos acréscimos do tempo extra, Adiyiah acerta uma cabeçada com destino certo: as redes. O goleiro Muslera, vendido no lance, não tinha a mínima chance. Victorino, também embaixo da trave, não conseguiu alcançar a Jabulani. Por sorte, lá estava o artilheiro Suarez para...mandar a bola pra escanteio! Mais que uma defesa espetacular, o atacante se sacrificou em prol do time. Foi expulso, não jogará as semifinais, dificilmente será liberado para a final, mas permitiu aos uruguaios a chance de ainda sonharem com a classificação. Sonho que ficou ainda mais próximo com o pênalti perdido por Asamoah Gyan.


- Nas cobranças de pênaltis, surgiram os novos postulantes à herois. Muslera defendeu dois pênaltis (cobrados por Mensah e Adiyiah) e se redimiu da falha no gol de Gana no tempo normal, marcado por Muntari. O outro é ‘Loco’ Abreu, aquele mesmo, do Botafogo, que substituiu Cavani na etapa final e nada fez. A sua consagração não veio apenas com o gol da classificação, mas sim da forma que foi feito o gol. No seu melhor estilo ‘cavadinha’, que já havia surpreendido Bruno na final do Campeonato Carioca, também vendeu Kingson no jogo de hoje.


- Foram muitos os elementos que marcaram esta partida que tinha tudo pra ser a pior das quartas-de-final, e se acabou mesmo não sendo um primor de nível técnico, proporcionou uma das maiores emoções já vistas na história dos Mundiais. Uruguaios e ganenses, classificados e eliminados, respectivamente, escreveram juntos esta linda história. Infelizmente, não foi desta vez que uma equipe africana conseguiu alcançar as semifinais de uma Copa. Sem dúvida, na melhor das oportunidades (hoje), não só os ganenses, como os africanos em geral, ficaram desolados.


- A partida foi bastante alternante, com as duas equipes ‘revezando’ o domínio do jogo. No primeiro tempo, o Uruguai foi melhor, atuando no 4-1-4-1, diferente de outras partidas. Por opção tática, Oscar Tabarez sacou Álvaro Pereira e colocou o meia Álvaro Fernandez para jogar aberto pela direita, deslocando Cavani para o outro lado e fazendo de Forlán um “enganche”. Luis Suarez, sozinho na frente, pouco rendeu. Fucile, que era zagueiro pela esquerda, virou um autêntico lateral-esquerdo.

- Mesmo sofrendo pressão, quem abriu o placar foi Gana, no minuto final do primeiro tempo. Aos 45 minutos, Muntari arriscou de fora da área e a Jabulani pegou uma curva digna de uma bola sobrenatural, como Luis Fabiano a definiu antes do Mundial. Pior para Muslera, que falhou ao não defender um chute de longa distância que não desviou em ninguém, vendo a bola morrer no fundo das redes.

- Na volta para o segundo tempo, Tabarez praticamente assumiu o erro em sua escalação. Sacou o inoperante Álvaro Fernandez para a entrada do jovem Lodeiro, e o time ganhou em criatividade e objetividade. Consequência ou não, a Celeste empatou nos minutos iniciais da etapa final, em cobrança de falta de Forlán que passou por todos que procuravam um desvio na área. Kingson, goleiro ganês e um dos melhores da Copa em sua posição, dessa vez falhou.

- Gana esboçou uma reação, dando trabalho para Muslera em finalização de Gyan, mas logo o Uruguai mostrou porque é superior, levando perigo até o minuto final. Em duas oportunidades, Luis Suarez perdeu chances claras de virar o placar. Na primeira, concluindo um cruzamento de Forlán pra fora, sem goleiro, e na segunda, parando em defesa de Kingson. Em contra-ataque, Maxi Pereira também desperdiçou ótima chance.

- Na prorrogação, o presságio era de 30 minutos sonolentos que só serviriam para confirmar a decisão da vaga na disputa de pênaltis. De fato, o tempo extra não foi bom, com as equipes repetindo o reflexo do tempo regulamentar (principalmente na quantidade absurda de passes errados), mas o que faltou em emoção durante todo o jogo foi compensado nos últimos minutos da etapa final da prorrogação.

- Quando a cabeçada do ganês Adiyiah encontrava o caminho das redes, naquele que seria o gol que classificaria pela primeira vez uma seleção africana a uma semifinal de Copa do Mundo, apareceu a verdadeira ‘mano de diós’. Dessa vez não para marcar um gol, como fez Maradona em 1986, mas sim para evitar um, como fez o atacante Luis Suarez. O gol lhe rendeu uma expulsão (e deve lhe render uma suspensão até o final da Copa), mas garantiu aos uruguaios continuarem sonhando com a vaga, mesmo que por alguns minutos.

- Asamoah Gyan foi pra bola. Era o gol da classificação que colocaria Gana como a melhor seleção do continente na história. O gol que o igualaria a Roger Milla, de Camarões, como o maior artilheiro em Copas. Nada disso aconteceu. O artilheiro tomou pouca distância, e a bola balançou o travessão. Nas cobranças de pênaltis, Gyan se “redimiu” e marcou o seu, mas Mensah e Adiyiah erraram por Gana. Pelo Uruguai, os gols de Forlán, Scotti, Victorino e Abreu garantiram a classificação.

- Por sinal, que golaço de Abreu! Se Kingson acompanhasse o Campeonato Carioca, saberia o que o atacante do Botafogo faria na cobrança. Uma cavadinha com estilo e muita perfeição, que deslocou o goleiro ganês. A tranquilidade de Loco contrastou com o nervosismo do time e da nação uruguaia, que no fim das contas, terminou em festa.

- A Celeste fez por merecer. Você, que também está reverenciando o ato heroico de Luis Suarez, não deixe de reverenciar o futebol, e principalmente a Copa do Mundo, que nos proporcionam momentos tão gloriosos quanto estes.


- O Soccer City só volta a ser reaberto para a grande final, mas já viveu sua maior emoção na Copa. Os Uruguaios voltam a jogar na terça, quando enfrentam a Holanda, algoz do Brasil nesta sexta, na Cidade do Cabo. E nâo poderia deixar de terminar este texto com algo pra falar: Obrigado, futebol! Obrigado, Copa do Mundo!!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Holanda elimina Brasil da Copa do Mundo

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Por Gabriel Seixas

- O mês de Julho mal começou, é bem verdade, mas já reserva péssimas lembranças para o torcedor brasileiro. Ontem, no dia 1, a eliminação do Brasil na Copa de 2006 para a França, no fatídico gol de Henry, completava exatos quatro anos. Hoje, no dia 2, o carrasco foi o holandês Wesley Sneijder. O panorama é bem parecido com aquele de quatro anos atrás: Brasil surpreendentemente eliminado, novamente nas quartas-de-final, e novamente tropeçando nos seus próprios erros. Com méritos, a Holanda é a primeira semifinalista da Copa do Mundo 2010.

- Não havia data e hora para que isso acontecesse, mas nem precisava entender tanto de futebol para saber que era uma tragédia anunciada. O torcedor é exigente, impaciente, sobretudo inteligente, e não se deixou levar pelas conquistas de Copa América e Copa das Confederações, muito menos pela liderança nas eliminatórias. Um ciclo de três anos e meio sob o comando de Dunga, que se desenhava para ser vitorioso, agora não vai deixar saudades (e nem deixaria de um jeito ou de outro).

- A Copa do Mundo marca o ciclo de um treinador, independente do que foi ou do que deixou de ser feito. Quando precisou-se dele, Dunga foi omisso. A derrota não foi apenas para a Holanda, pois os erros já começaram na preparação para o Mundial. Os treinos secretos, os jogadores enclausurados, o desgaste com a imprensa, nada contribuiu de forma positiva.

- E o que falar da coerência que Dunga tanto pregou na convocação? Visivelmente faltava algo mais no nosso elenco. Jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso, diferenciados, porém sem oportunidades com o nosso xerife, ficaram em casa. Outros, como Julio Baptista, Kleberson e Grafite, praticamente ganharam uma passagem com tudo pago para a África do Sul para assistirem os jogos de forma privilegiada, do banco de reservas.

- Quando finalmente tivemos que jogar para vencer, Dunga ficou sem opções. Além de Nilmar, em quem poderíamos apostar? Kleberson? Grafite? Julio Baptista? Tenho outra concepção de coerência. Os desfalques evidenciaram ainda mais a falta de um jogador que desequilibrasse no nosso banco. Ramires fez ótima partida frente ao Chile, recebeu o segundo amarelo e perdeu a chance não só de ser titular, como de ter a oportunidade de mudar a história dessa tragédia.

- Elano, que sofreu uma contusão ainda no segundo jogo, contra a Costa do Marfim, foi tratado durante sua lesão como craque por parte da imprensa, que lamentava sua ausência dando a impressão de que se tratava de um jogador insubstituível. Seus dois gols marcados mascararam a Copa discretíssima que o armador do Galatasaray fez com a bola nos pés, o que não foi exclusividade sua, claro.

- Mesmo inconscientemente em alguns momentos, o fato é que o brasileiro adora achar culpados para os fracassos, principalmente no futebol. Além de Dunga, boa parte da responsabilidade foi atribuída a Felipe Melo, tal como aconteceu com Roberto Carlos em 2006. Dos quatro gols que o Brasil sofreu na Copa, em pelo menos três o volante cometeu falhas. Hoje, contra a Holanda, a sua assistência milimétrica para Robinho abrir o placar passou despercebida com o gol contra e uma expulsão absurdamente infantil, solando Robben quando a partida já estava paralisada.

- Que Felipe Melo é um jogador temperamental e poderia perder o equilíbrio com a seleção estando em desvantagem, todos já sabiam. Dunga já sabia, tanto que o substituiu na partida contra Portugal ainda aos 44 do 1º tempo porque o volante havia recebido um cartão amarelo. Atleta que não consegue manter o nível por não saber jogar com um cartão recebido não pode estar em uma Copa do Mundo. Ainda assim, foi mantido e se deu mal. Eleito o pior jogador estrangeiro na temporada do futebol italiano, sem dúvida, foi um dos piores brasileiros em solo africano. Responsabilidade maior que a dele, só de Dunga, que ignorou os fatos e o convocou.

- Especialmente no segundo tempo, os jogadores fora de série da nossa seleção (Kaká, Robinho e Luis Fabiano), simplesmente sumiram do jogo. Salvo um chute de Kaká que passou rente à trave de Stekelenburg, nenhuma jogada efetiva de ataque foi criada pelos três em toda a etapa final. Dunga apostou em Nilmar (a única boa alternativa que tinha), e sacou Luis Fabiano. Ele lembrou que estava com um jogador a menos, mas esqueceu que estava perdendo o jogo.

- Como pontos positivos da seleção canarinho, podemos destacar a dupla de zaga Lúcio e Juan, que infelizmente não mantiveram o nível na partida de hoje. Julio Cesar, que fazia uma Copa bastante segura na meta brasileira, falhou feio no primeiro gol, batendo cabeça com Felipe Melo num cruzamento despretensioso de Sneijder, que acabou encontrando as redes. O mesmo Sneijder ainda marcou o segundo gol, o da virada, num escanteio mal batido por Robben, e desviado por Kuyt antes da bola procurar a “careca” do meia da Internazionale, que escorou pro gol.

- Mais do que destacar o fiasco da nossa seleção, é hora de parabenizar a Holanda. Definitivamente, o futebol ofensivo e encantador de décadas anteriores, batizado como Carrossel em 1974, deu lugar a um sistema até certo ponto burocrático, porem eficiente e vencedor. O triunfo marca a 24ª vitória seguida da Oranje, que ganhou todas as partidas nas eliminatórias europeias e também está 100% no Mundial. Sneijder foi o nome do jogo. Robben, como era de se esperar, não fugiu da partida, mesmo tendo rendimento abaixo de seu nível pelo lado direito de ataque.

- A renovação do Brasil já deve começar pelo comando. Já que Dunga não continuará à frente da seleção, os candidatos começam a surgir. Leonardo, ex-Milan e Mano Menezes são os primeiros nomes que surgem com força. Independentemente de quem assuma, a responsabilidade para a próxima Copa é a mesma: o título, que terá um sabor ainda mais especial, já que nosso país será sede. O sonho do hexa permanece, mas só poderá ser realizado, no mínimo, daqui a quatro anos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Espanha vence duelo ibérico e enfrenta Paraguai no sábado

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Por Gabriel Seixas


- No intitulado ‘clássico ibérico’, apenas uma seleção fez por merecer a vitória. A Espanha, que ostenta o status de atual campeã da Eurocopa, sobrou em relação a Portugal. Isso envolve praticamente todos os quesitos: toque de bola, objetividade, qualidade técnica, etc. O placar de 1 a 0 foi mais do que justo, e poderia ter sido mais, não fosse o goleiro português Eduardo. É mais um arqueiro que se despede do Mundial com a sensação individual de dever cumprido, sofrendo apenas um gol (justamente o que eliminou o time) em quatro jogos.

- Portugal entrou em campo com a clara proposta de se defender, mas pecou por abdicar do ataque. Acabou dando espaço para a Espanha tocar a bola, e é justamente nesse quesito que a Fúria se sobressai. Fernando Torres, por duas vezes, deu trabalho a Eduardo. Portugal só cresceu na partida nos minutos finais, onde foi mais incisivo e deu trabalho. Tiago, aproveitando cruzamento de Fabio Coentrao, exigiu boa defesa de Casillas. O mesmo Casillas ainda defendeu uma cobrança de falta de Cristiano Ronaldo, companheiro de clube no Real Madrid, de maneira estranha.

- Com ampla superioridade na posse de bola (62%), a Espanha mais uma vez finalizou pouco na etapa inicial. Xabi Alonso não acertou um insinuante lançamento longo, Iniesta buscou pouco a partida, e Fernando Torres e David Villa eram pouco acionados. Na volta para a etapa final, Portugal continuou levando perigo nos contra-ataques. Na melhor chance, Puyol quase marca gol contra.

- Vicente del Bosque foi corajoso (e inteligente) ao sacar Fernando Torres do time ainda aos 13 minutos, dando lugar a Llorente. Visivelmente fora de forma, Torres rendeu menos do que se espera, e também desperdiçou oportunidades. Carlos Queiroz respondeu com a entrada de Danny na vaga de Hugo Almeida, o que fez com que Cristiano Ronaldo jogasse como referência, e consequentemente que seu futebol sumisse (aliás, em todo o jogo não apareceu).

- Quando finalmente se acertou no estádio Green Point, a Espanha não deu chances ao adversário. Aos 15 minutos, Eduardo fez ótima defesa em cabeçada de Llorente, e David Villa quase marca no rebote. Contudo, dois minutos depois, o artilheiro recém-contratado pelo Barcelona não perdoou. Em jogada que deve ser constante em seu novo clube, Iniesta tocou para Xavi, que de calcanhar, com muito estilo, deixou Villa na cara do gol. De frente para Eduardo, chutou cruzado, com estilo.

- O único gol que Portugal sofreu na Copa foi o 4º marcado por Villa, artilheiro da competição ao lado de Vittek, da eliminada Eslováquia, e de Higuaín, da Argentina (que pode ser adversária nas semifinais), com quatro gols. Nem as entradas de Pedro Mendes e Liedson deram nova cara aos portugueses, que continuaram sendo dominados. Em ótima jogada de Sergio Ramos pelo lado direito, Eduardo fez ótima defesa em chute cruzado aos 24 minutos.

- Aos 31, novamente Eduardo, o grande nome de Portugal em campo, defendeu espetacularmente um chute de fora da área de David Villa. Passados os sustos, Portugal não engatou um ataque que ameaçasse a tranquilidade de Casillas. Pelo contrário: teve medo do adversário, pecou pela previsibilidade e não contou com um grande dia do craque Cristiano Ronaldo, sacrificado pelo esquema tático de Carlos Queiroz.

- Como pontos positivos da seleção portuguesa, apenas Eduardo no gol, que deve garantir uma transferência para um clube grande após sua grande performance no Mundial, e a consolidação de Fabio Coentrao na lateral-esquerda. O atleta do Benfica foi regular em todas as partidas, inclusive na de hoje, caindo um pouquinho de produção no segundo tempo, é bem verdade.

- A Espanha ainda não alcançou a atuação da qual dela se espera, mas está muito próxima disso. Após a derrota na estreia para a Suíça, três vitórias e apenas um gol sofrido. O time vem se acertando aos poucos. David Villa faz até aqui uma Copa do Mundo excepcional, chamando a responsabilidade para si e marcando gols, como fazia de sobra no seu ex-clube, o Valencia. Xavi também vem sendo decisivo com suas assistências e ótima distribuição de jogo, assim como Iniesta, que aos poucos vai ganhando ritmo e recuperando a forma física. Que venha o Paraguai, no sábado.

- Quartas-de-final da Copa

Sexta – 02/07

11h – Brasil x Holanda – Porto Elizabeth
15h30 – Uruguai x Gana – Soccer City

Sábado – 03/07

11h – Argentina x Alemanha – Cidade do Cabo
15h30 – Espanha x Paraguai – Ellis Park