sábado, 4 de setembro de 2010

Botafogo cede empate ao Grêmio em casa

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Por Gabriel Seixas

Passados 45 minutos de partida, a vitória do Botafogo sobre o Grêmio era uma certeza. Restava saber apenas o placar final da partida. O contraste do ímpeto dos botafoguenses com a desorganização tática e a falta de inspiração dos gremistas era iminente. Os alvinegros, que estavam invictos no Engenhão em nove partidas, mantiveram a invencibilidade. Não do jeito que desejavam. O Bota relaxou, Renato Gaúcho colocou o tricolor pra frente e arrancou um empate.

Antes de a bola rolar, o presságio não era dos melhores, pelo menos para os botafoguenses. Fahel com a camisa 10 ilustrou a desconfiança de quem esteve presente no Engenhão. Com pouco tempo de jogo, a desconfiança virou empolgação. Com Maicosuel inspirado, Antônio Carlos confirmando seu status de zagueiro-artilheiro e até Herrera marcando gol (contraditório para quem era conhecido como ‘Quase Gol’), o Bota atropelou o adversário na etapa inicial.
A cobrança de escanteio efetuada por Maicosuel para a cabeçada de Antônio Carlos no primeiro gol foi perfeita. Tão perfeita quanto a jogada do segundo gol, resultado de uma triangulação interessante de Maicosuel – Marcelo Mattos – Herrera. Mattos tocou para o argentino, que da ponta esquerda, fuzilou o gol de Victor.

Tinha tudo pra ser a pior partida de Renato Gaúcho no comando do Grêmio. A dupla de ataque Jonas e Borges, tão afinada no primeiro semestre, não encontrava o caminho do gol. Os queridinhos do técnico, Gabriel, Vilson e Gilson, colecionavam uma atuação desastrosa. Fabio Rochemback, tão eficiente na marcação em outros tempos, não só era facilmente superado por Maicosuel, como era ineficiente na frente, incluindo um chute que certamente foi parar no Rio Grande do Sul, no estádio Olimpico.

Só que estava por vir uma etapa final que inverteria os papeis dos times. Precisando do resultado, o Grêmio passou a ter o controle do jogo, já com o garoto Roberson na vaga de Gilson, mudando o 4-3-1-2 para o 4-3-3. O time ficou exposto, mas o Botafogo não aproveitou os espaços da melhor forma. Preferiu cozinhar o jogo e acabou castigado.

Numa falha inadmissível de Leandro Guerreiro, que preferiu dominar a bola ao invés de rifá-la pra frente, perdeu a bola na entrada da área para Jonas, que girou e bateu no cantinho. O ataque contra defesa era o mesmo do primeiro tempo, com a diferença que o primeiro era o time gremista, e o segundo, os alvinegros. Jonas, sempre ele, aproveitou cobrança de falta de Lúcio e empatou nos minutos finais.

Repetindo o método de outras partidas – estar em vantagem no placar e abdicar do ataque -, o Botafogo deu muitos espaços e por pouco não permitiu até mesmo a virada. Loco Abreu, que poderia prender a bola na frente, foi substituído na etapa final. Lucio Flávio, que também conhece a função, sequer entrou em campo. Caio foi um dos destaques, imprimindo muita velocidade, mas o segundo tempo não exigia isso. Nas laterais, os contrastes: Marcelo Cordeiro muito bem na esquerda, Alessandro mal na direita.

Renato Gaúcho buscou o empate até os últimos instantes e conseguiu. O Grêmio terminou o jogo com cinco atacantes – Leandro, Jonas, Roberson, André Lima e Borges. O Botafogo pecou pela falta de iniciativa e ficou com um sabor de derrota. Invicto no Engenhão, coleciona 4 vitórias e 6 empates como mandante, conquistando 18 de 30 pontos disputados.

A invencibilidade omite o retrospecto razoável, sobretudo pra quem briga por Libertadores. Mas ainda tem muita água pra rolar, mesmo porque este ainda é o fim do primeiro turno. Com o ímpeto dos outros jogos, o Botafogo pode continuar se aproximando do líder Fluminense. O Grêmio tem sonhos mais modestos, como escapar de vez do fantasma do rebaixamento. Se os cariocas jogarem como no primeiro tempo de hoje, e os gaúchos como no segundo, certamente alcançarão seus objetivos.

Nos outros jogos, o Corinthians atuou no clima de festa de centenário e atropelou o Goiás: 5 a 1. Foi um verdadeiro massacre. Iarley, ex-Goiás, marcou dois. Bruno César, o artilheiro e talvez o craque do Brasileirão, fez um e participou de outros.

Esse é o Timão, cada vez mais próximo do líder Fluminense. No Castelão, o Vasco foi melhor e venceu o Ceará por 2 a 0. Pra quem reclamava dos excessivos empates sob o comando de PC Gusmão, melhor impossível. Os cearenses, outrora comandados por PC, seguem ladeira abaixo.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Reação tímida, mas animadora

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Por Gabriel Seixas


Nem de longe é o time que adquiriu uma supremacia natural nos últimos anos, mas a reação do São Paulo na tabela do Brasileirão já merece destaque. Quem acompanha o blog sabe que meu apoio a Sergio Baresi foi irrestrito, e mesmo nas derrotas, defendia a permanência do técnico tricolor no cargo. Minha opinião continua a mesma. O time ainda apresenta problemas primários, como a falta de uma referência, mas conseguiu o mais importante: reencontrar o caminho das vitórias.


O adversário no Morumbi era o ascendente Atlético Goianiense, que por sinal, sob o comando de René Simões, pode sonhar com a permanência na primeira divisão. É um time compacto, entrosado, que sai bem pros contra-ataques e não se intimida em jogar com o resultado positivo. A boa fase também se reflete nas ótimas atuações de Elias, que hoje deu assistência pro gol de Juninho, insuficiente pra evitar a derrota dos goianos por 2 a 1.


Vale destacar que Baresi cometeu um equívoco na escalação inicial. Preferiu Marlos a Dagoberto para jogar de início e isolou o rápido Fernandinho no ataque, deixando o time sem referência. As jogadas de velocidade pelos flancos e os chutes de fora da área eram as principais armas do time. O problema é que faltava um centroavante para concluir os cruzamentos e pontaria para que os arremates ameaçassem o gol de Márcio.


Na base da insistência, o gol veio através do zagueiro Xandão, aproveitando ótimo cruzamento de Jean, um dos melhores em campo. Volante de ofício, o garoto parece ter definitivamente se firmado como lateral-direito, inclusive atuando hoje no 4-4-2. Com a chegada de Ilsinho, Jean logo deverá ser deslocado para sua função de origem. Junior César também demonstrou bastante segurança do outro lado, auxiliado por Jorge Wagner.


Baresi corrigiu o erro na escalação inicial lançando o insatisfeito Dagoberto no lugar de Cleber Santana. Entretanto, René Simões também fez alterações do outro lado, colocando Agenor e Juninho em campo. Os goianos cresceram no jogo, e o tricolor paulista evidenciou um de seus maiores traumas na temporada: gols sofridos nos primeiros minutos do segundo tempo. Juninho, que entrou no intervalo, recebeu passe de Elias, driblou Rogério Ceni e empatou o duelo.


Ao menos o São Paulo não se abateu. Nem a organização defensiva dos goianos segurou o tricolor, que visivelmente demonstrou um melhor futebol com Dagoberto em campo. A mobilidade de Jean e Marlos pela direita era o melhor caminho para o gol, e foi aproveitando um cruzamento de Marlos que Dagoberto testou pras redes, recolocando os donos da casa na frente.


Sem sofrerem grandes sustos, os comandados de Baresi sustentaram o resultado positivo até o final do jogo. Tanto na postura, quanto nos resultados, o São Paulo já é outro. Não é nada, não é nada, mas a parte de cima da tabela já é vista com alguma aproximação. Tricolor que é tricolor ainda não se acostumou em brigar contra o rebaixamento. Pra eles, superar o Fluminense é um sonho real. E pode ser mesmo. O Brasileirão pode não ser o melhor campeonato do mundo, mas sem dúvida, é o mais imprevisível.
Curtinha

- O Santos retomou o terceiro lugar do Campeonato ao derrotar o Avaí por 2 a 1 na Vila Belmiro. O craque Neymar, mais uma, vez desequilibrou e abriu o placar com menos de um minuto de jogo, no segundo tempo, Marcel ampliou para o Peixe e Válber descontou para o time catarinense.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Palmeiras empata no fim e Campeonato agradece

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Por Leonardo Martins


O líder do Campeonato, Fluminense, em três dias, recebeu outro paulista, o Palmeiras, no Maracanã. Em novo empate amargo para o Tricolor, desta vez, com gol tomado no fim, as outras equipes do Campeonato agradecem o empate em um gol.

O Flu contou com a volta do Sheik Emerson ao ataque, mas tinha o desfalque de Mariano na lateral direita, em seu lugar entrou Thiaguinho. Já do lado verde vinha embalado pela vitória sobre o Atlético-MG em Minas.

Quando a bola rolou, o que se viu foi um Fluminense querendo repor os pontos perdidos para o São Paulo e foi para cima com o talento de Deco e Conca, mas encontrou um Palmeiras recuado em seu campo e dificultando as ações tricolores, também, saindo para o contra-ataque. Como aos 13, quando Marcos Assunção achou Rivaldo que cabeceou para a defesa de Fernando Henrique.

Mas dois minutos depois, o ataque tricolor foi letal. Washington tentou, mas foi cortado pela zaga que jogou nos pés de Conca. O maestro tricolor chutou errado, mas a bola caiu nos pés de Emerson que escorou para o fundo das redes. Festa tricolor no Rio.

Valdívia, ainda fora de ritmo, tentava dar o troco, mas parava em FH. Quem brilhava no gramado era Deco, o luso-brasileiro fazia a sua melhor partida com a camisa do Flu e tentou chutar, Marcos fez importante defesa.

O Palmeiras conseguiu fazer o gol, mas o Gladiador Kleber estava em impedimento e os Cariocas quase marcaram no final do primeiro tempo. Emerson recebeu bom passe de Júlio César e chutou tirando tinta da trave. Estes gols perdidos fariam falta no final.

Veio a segunda etapa e com ela o Palmeiras melhor, mas esbarrando na individualidade de Kleber. Do outro lado, Deco era vencido facilmente pela marcação e não abastecia Washington. Se a bola rolando não resolvia, o Porco tentou nas faltas de Marcos Assunção que exigiram boas defesas do goleiro Tricolor.

Quando a bola chegou ao 9 tricolor, Washington desperdiçou boa chance em cabeçada. Felipão foi para o tudo ou nada tirando Valdívia e o zagueiro Fabrício para colocar os atacantes Ewerthon e Luan, a mesma alteração feita no jogo contra o Galo. E nos últimos minutos, a pressão verde foi total.

Mas só foi nos acréscimos que aconteceram os lances perigosos. Gum perdeu a bola e Luan só foi parado com falta de Leandro Euzébio que foi expulso. Marcos Assunção bateu a falta na barreira e Washington desperdiçou o contra-ataque, a bola acabou voltando para a área tricolor e Edinho escorou para Ewerthon, finalmente, vencer Fernando Henrique e empatar o jogo.

E o Campeonato agradece a Ewerthon, no sentido de que outros times que se aproximaram do líder Fluminense.
­Curtinhas

- O Cruzeiro continua numa crescente dentro do Campeonato Brasileiro, desta vez, a Raposa venceu o Flamengo por 1 a 0 em Uberlândia, nova casa azul. O time mineiro continua na zona da Libertadores e o Urubu se aproxima do Z-4. O gol cruzeirense saiu com Robert no primeiro tempo, mas o que impressionou foi o número de chances desperdiçadas pelo ataque cruzeirense no jogo.

- O Atlético-PR engatou uma boa seqüência de jogos sem derrotas e subiu no campeonato. O Furacão derrotou o decadente Ceará por 2 a 1 em Curitiba e chegou ao 8° lugar. Branquinho e Chico fizeram os gols do time paranaense e Magno Alves descontou para os cearenses.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Empate sem graça em Salvador

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Por Leonardo Martins


Em Salvador, o Vitória recebeu o campeão da América, o Internacional, para um jogo da 18ª rodada do Campeonato Brasileiro. O jogo não faltou emoção, mas faltou o gol e o empate sem gols foi lamentado pelos torcedores.

O Vitória entrou em campo querendo se aproveitar dos desfalques colorados, quatro no total, mas quem aproveitou foi o Inter das falhas da defesa baiana. Tinga por duas vezes e Leandro Damião assustaram o goleiro Baiano.

Já os donos da casa passavam a explorar os contra-ataques, mas faltava criação de boas jogadas. Elkeson acertou a zaga em um dos poucos chutes rubro-negros na primeira etapa. Aos 33, Eduardo entregou a bola nos pés de Leandro Damião, mas o atacante isolou a chance. Aos 37, Rafael Sóbis exigiu boa defesa de Viáfara e foi só.

O jogo melhorou na segunda etapa com a equipe baiana indo mais ao ataque e Júnior, em nove minutos, exigiu duas defesas de Renan e chutou para fora. Os treinadores fizeram alterações, no Vitória, Toninho Cecílio tirou Egídio para colocar Kleber Pereira e, no Inter, Celso Roth trocou Wilson Matias, Giuliano e Tinga por Derley, Andrezinho e Marquinhos.
Mas o nível técnico da partida piorou muito e o que se viu em campo foi um festival de chutões e pouco futebol. Aos 34, Andrezinho exigiu nova boa intervenção de Viáfara. Aos 40, Leandro Damião teve a bola do jogo nos pés, depois de receber passe de Marquinhos dentro da área, mas na hora de concluir, pegou muito mal na bola e mandou para fora. E o placar permaneceu sem gols.

O Resultado pode ser ruim para o Inter na briga pelo título e ao Vitória, restou lamentar mais um empate em casa.
Curtinhas

- O Botafogo foi a Prudente e conseguiu uma importante vitória sobre o Grêmio Prudente. A vitória por 1 a 0 fez o time botafoguense voltar para a terceira colocação e os paulistas voltarem a zona de rebaixamento. O gol da vitória foi de Maicosuel no segundo tempo.

- O Grêmio saiu da zona de rebaixamento e empurrou o Prudente ao derrotar o Guarani em casa pelo placar mínimo. O Guarani permanece na zona intermediária. O gol da vitória gremista foi marcado pelo artilheiro Jonas na primeira etapa.

- Parece que a sacudida feita por Wanderley Luxemburgo no Atlético-MG deu certo, já que o time atleticano venceu a primeira fora de casa. O Galo fez 3 a 1, de virada, no lanterna Goiás em Goiânia. O Esmeraldino estava estreando o técnico Jorginho e continua na lanterna. O ex-cruzeirense Bernardo abriu o placar para os mandantes, mas Obina, em dois pênaltis, e Diego Souza, que estava no banco, viraram o jogo para os mineiros.

Série B – 18ª Rodada

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Por Leonardo Martins

A Série B está se aproximando do final do primeiro turno e mais uma noite de rodada cheia aconteceu ontem com muitos gols e placares surpreendentes. Vamos ao resumo da rodada.

O líder Figueirense passou sufoco em casa e, depois de estar perdendo por 2 a 0, conseguiu o empate contra o Guaratinguetá. O Coritiba retomou o caminho da vitória e a vice-liderança ao derrotar bem o Icasa por 3 a 0. Outro que venceu bem foi a Ponte Preta que derrotou o Brasiliense por 2 a 0 e segue no G-4. Outra equipe que está na zona do acesso é o Bahia, que mesmo perdendo para o Santo André por 1 a 0, conseguiu continuar.

Quem saiu do G-4 foi o América-MG, que foi a Recife e perdeu para o Sport por 1 a 0. Se o Leão ganhou, o rival pernambucano, Náutico, foi a Goiânia e perdeu para o lanterna Vila Nova por 1 a 0. A Portuguesa perdeu uma boa chance de se aproximar da zona do acesso ao empatar sem gols com o Ipatinga, que agora está em penúltimo. Quem passou o Tigre foi o América-RN que venceu o ASA por 1 a 0.

O Bragantino derrotou o decadente Paraná por 1 a 0 e subiu na classificação. Outro que mantém uma crescente dentro do Campeonato é o Duque de Caxias que venceu o São Caetano por 1 a 0.

Classificação

1° Figueirense – 35
2° Coritiba – 33
3° Ponte Preta – 32
4° Bahia e América-MG – 30
6° São Caetano, Portuguesa e Náutico – 28
9° Guaratinguetá – 27
10° Icasa e Sport – 24
12° Paraná e Duque de Caxias – 23
14° ASA – 22
15° Brasiliense e Bragantino – 21
17° Santo André – 20
18° América-RN – 16
19° Ipatinga – 15
20° Vila Nova – 14

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Uma nação centenária

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Por Leonardo Martins


O clube que desperta todas as emoções na torcida do Brasil chega ao seu centenário nesta quarta. É o Sport Club Corinthians Paulista, clube da segunda maior torcida do País, o mais novo integrante do grupo de clubes centenários no futebol brasileiro. Pode ter todas as emoções possíveis, amor, ódio, indiferença, mas a contribuição deste clube ao futebol brasileiro é inegavelmente grande.

A fundação do time aconteceu depois de uma visita do Corinthian-Casuals, clube inglês, a São Paulo e a partir daí, nascia uma bela história de amor, para com sua torcida, e ódio, para as outras torcidas.

O primeiro jogo do Timão aconteceu dez dias depois da sua fundação ao enfrentar um time amador da cidade, o União da Lapa, a derrota veio, mas depois viria muitas vitórias e conquistas. O primeiro campeonato veio em 1914 com o primeiro dos 26 títulos paulistas conquistados pelo Alvinegro.

Na década de 20, o Corinthians viu o nascimento dos seus futuros rivais São Paulo e Palmeiras e alguns títulos vieram, assim como a torcida que começara a ser Fiel, apelido que a caracteriza até hoje. O Timão conquistou o tri-paulista em 1922/23/24.e mais títulos na década de 30.

Neste período, o Parque São Jorge foi adquirido e lá viraria o coração da Nação Corintiana. Em 1940, o Pacaembu é inaugurado e marca uma década ruim do Corinthians, onde o clube só conquistou um título, 1941. Os títulos vieram na primeira metade de década de 50, 3 títulos em 4 anos. Sendo um importante, o de Campeão do Quadrcentenário da Cidade de São Paulo conquistado em 1954 diante do rival Palmeiras.

Aí começaria uma das páginas mais sofridas da história do Timão, uma seqüência inimaginável de anos sem títulos. Nessa década, o torcedor corintiano viu nascer um dos seus principais carrascos, o Rei Pelé. O Corinthians teve 12 anos de sofrimento sem vitórias sobre o Santos até o gol de Flávio, em 1968, decretou o fim do tabu diante da equipe do Rei.

Se o Santos já fora batido, o jejum de títulos incomodava bastante a torcida corintiana. Neste período, o futebol brasileiro ganha um presente do time de Parque São Jorge, o nascimento de um craque, Rivellino, o Reizinho do Parque, como era chamado, tinha uma canhota sensacional. Rivellino, ainda jovem, foi um dos pilares do Tricampeonato Mundial conquistado por nossa Seleção em1970.

Na década de 70, o título era perseguido a todo custo, mas ele não vinha. Uma das principais chances de saída da fila aconteceu em 1974, onde o Time chegou a final do Campeonato Paulista, mas perdeu para o rival Palmeiras. A derrota foi tão traumática que o ídolo Rivellino saiu para jogar no Fluminense.

Fluminense, que protagonizou uma das histórias mais lindas da história centenária do Corinthians em 1976. As duas equipes disputavam a semifinal do Campeonato Brasileiro e se enfrentariam no Maracanã em jogo único, e a torcida corintiana, literalmente, dividiu o gigante com a torcida tricolor. Foram 70 mil corintianos na chamada “Invasão Corintiana” que deram o seu apoio ao time para derrotar o favorito Fluminense, de Rivellino, e garantir a passagem para uma inédita final do Brasileiro. Mas na final, o Corinthians sucumbiu-se diante do bicampeão Internacional, mas a fila de títulos estava por terminar.

E a fila terminou em 1977 com o título paulista. Era o dia 13 de outubro, uma quarta-feira, o Estádio do Morumbi estava lotado para soltar o grito de campeão, mas do outro lado estava a Ponte Preta, fortíssima equipe. O jogo foi sofrido até os 36 do segundo tempo, quando, após tentativas de Vaguinho e Wladimir, Basílio colocou a bola no fundo do gol da Macaca. Era o fim do jejum tão aguardado pela Nação.

E o gol de Basílio iniciou tempos de ouro no Corinthians. Na década de 80, o Corinthians, em tempos de Ditadura, instituiu a Democracia Corintiana, onde os jogadores tinham liberdades jamais vistas no futebol até então. Comandados por Sócrates e Casagrande, a Democracia ganhou o bicampeonato paulista em 82/83. Mas a Democracia acabou com a venda de alguns jogadores para o futebol europeu.

No inicio da década passada, o Corintiano se queixava da ausência do título nacional e ele veio em grande estilo. Um jogador de rara qualidade, principalmente nas cobranças de faltas, chegou para carregar o time até o título brasileiro, este era Neto, um craque-problemático. O Xodó da Fiel, como é conhecido, foi fundamental na conquista brasileira em 1990 diante do rival São Paulo. O gol do primeiro título brasileiro foi marcado por Tupãzinho.

A década de 90 foi marcada por altos e baixos, alternando campanhas boas e ruins no Paulista e no Brasileiro, o Corinthians já nas mãos de Alberto Dualib, conquistava títulos e dívidas. O ano de 1995 foi especial para o corintiano com os títulos paulista e da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores, mas o título sul-americano não veio diante do Grêmio.

Em 1997, um quase rebaixamento para a segunda divisão só fortaleceu o time. Em 1998, o embrião do timaço que levaria as maiores glorias da história do clube nasceu e com um representante da primeira conquista, Dinei, no time ao lado das estrelas Rincón, Vampeta e Marcelinho Carioca, o Time alvinegro derrotou o Cruzeiro e conquistou o segundo título brasileiro. No ano seguinte, o Timão repetiu a dose diante de outro mineiro, o Galo, e chegou ao bicampeonato seguido.

Estas duas conquistas credenciaram ao Corinthians a disputar o Mundial da Fifa, disputado em 2000 no Brasil. O Corinthians venceu o poderoso Real Madrid e chegou a final do torneio numa decisão caseira contra o Vasco. No pênalti perdido por Edmundo, o mundo era Alvinegro. Muitos torcedores rivais contestam este título mundial porque o Corinthians não ganhou a vaga como Campeão da Libertadores, mas o que vale é que o Corinthians é campeão mundial.

Mas a não-conquista da Libertadores ainda incomoda a torcida Fiel. As eliminações seguidas para o rival Palmeiras em 99 e 2000 ainda doem. Assim como as derrotas para River Plate em 2003 e 2006 em casa.

Na atual década, o Timão foi do céu ao inferno e voltou ao céu em apenas 4 anos. Em 2005, um grande time foi montado pela parceira MSI que trouxe craques como Roger, Carlos Alberto, Nilmar e os argentinos Mascherano e Tevez, este virou ídolo rapidamente. Em um campeonato conturbado pelas suspeitas de manipulação de resultados, o Timão conquistou seu quarto título brasileiro.

Mas a MSI que colocou tantos craques no Timão foi investigada por transações irregulares e os donos saíram do país e deixaram o clube numa situação financeira caótica. Resultado, o rebaixamento da equipe a Segunda Divisão após uma campanha pífia no Brasileirão em 2007. Foi um dos períodos mais tristes da história corintiana, mas que serviu para reerguer o gigante.

A Fiel não abandonou o time na segundona e o Timão montou uma equipe de Série A que levou com facilidade a equipe a Elite. Em 2009, o ano começou com uma contratação bombástica, a volta de Ronaldo, o Fenômeno, ao futebol brasileiro mostrou que o Corinthians voltava com tudo. Comandados por Mano Menezes, o Timão repetiu 1995 e conquistou o Campeonato Paulista, de forma invicta, e a Copa do Brasil. Consequentemente, a volta a Competição mais desejada pela Fiel, a Libertadores, no ano do Centenário.

Então chegou 2010 e veio outro pentacampeão mundial para tentar o título inédito, Roberto Carlos, mas o sonho acabou num duelo caseiro contra o Flamengo. Só restou a tentativa do quinto título brasileiro para salvar o ano do centenário e o time vem brigando com o Fluminense pela liderança.

Mas o Centenário marca o inicio de uma nova era com a construção do tão sonhado estádio que, provavelmente, será sede da abertura da Copa de 2014 no Brasil e um clube próspero com isto.

Esta foi a história e um pouco da paixão de uma grande nação por seu time. Um clube amado por muitos e odiado por outros muitos, mas que é um patrimônio do futebol brasileiro.

Parabéns CORINTHIANS PELO SEU ANIVERSÁRIO

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Brasil guerreiro perde para os EUA

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Por Leonardo Martins


O grande duelo do Grupo B do mundial de Basquete aconteceu nesta segunda entre Brasil e os Estados Unidos. Para quem achava que veria mais um show americano, se enganou, pois o time de Ruben Magnano endureceu o jogo, mas no fim, vitória americana por apenas dois pontos de diferença, 70 a 68.

O Brasil ainda não pôde contar com o ala/pivô Anderson Varejão, que estreia na quarta-feira contra a Eslovênia. Os americanos mantiveram o mesmo time das vitórias nas primeiras rodadas.

Quando a bola subiu, os brasileiros surpreenderam os norte-americanos com uma marcação forte e bom ritmo de jogo. No primeiro quarto, o Brasil começou o jogo com a mão afiada e com boas cestas, Leandrinho e Thiago Splitter comandando a equipe. Resultado, um placar bom 28 a 22 e festa da torcida brasileira em Istanbul.

Do lado americano, só Kevin Durant tentava furar a marcação e no inicio do segundo quarto, o Brasil chegou a maior vantagem no jogo, 33 a 25. Mas aí entrou os erros bobos e os EUA encostaram no placar, só não fomos para o intervalo atrás, graças as cestas de três de Marcelinho Huertas. Placar no intervalo: 46 a 43.

No terceiro quarto, o técnico Mike K deu uma chacoalhada no time americano e o time voltou ao ritmo normal, o Brasil continuava bem, dentro de suas possibilidades, mas Derrick Rose e Durant começaram a dar show e viraram o jogo para os ianques. Leandrinho não deixava o placar se dilatar. Fomos para o último quarto com 61 a 59, pró-EUA.

No 4° período, o jogo ficou truncado e equilibrado com poucas chances de marcar pontos e isto se seguiu até os últimos segundos. Faltando 10 segundos, o placar marcava 70 a 68 e Huertas teve a chance de empatar em dois lances livres, mas errou os dois arremessos. Leandrinho também errou o arremesso que levaria o jogo a prorrogação. Mas o resultado foi bem visto pelos brasileiros e dá moral para o time ir longe dentro do Campeonato Mundial.