quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Os resultados no Rio

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As Paralimpíadas completaram uma semana nesta quarta-feira e muitas emoções rolaram nestes 7 dias. Este que vos escreve tem acompanhado as competições no Rio e traz um balanço destes dias paralímpicos na cidade maravilhosa.

A campanha brasileira tem empolgado a torcida que tem comparecido em grande numero as arenas das competições. A         te o fechamento deste texto, o país tinha conquistado 53 medalhas 10 de ouro, 25 de prata e 18 de bronze um recorde de medalhas em Paralimpíadas na 7ª colocação, e está perto da meta estabelecida pelo Comitê Paralímpico Brasileiro, que é de terminar entre as 5 primeiras colocadas no quadro de medalhas.

Medalhas estão surgindo em vários esportes, principalmente, no atletismo e na natação.. O que chama a atenção na campanha brasileira no Rio é a quantidade elevada de medalhas de prata, o que mostra que o país é uma potencia paralímpica  Alguns nomes, claro, tem se destacado, como esperado, o nadador Daniel Dias tem dado show no Estádio Aquático. Daniel vem puxando a natação com 5 medalhas, sendo duas de ouro,, e se isolando como o maior atleta paralímpico do país com 20 medalhas. Outro destaque foi o velocista, Peetrúcio da Silva, da categoria T47, para pessoas com paralisia cerebral, Petrúcio venceu os 100m rasos com recorde mundial e faturou uma prata no revezamento. Outros nomes vem decepcionando, caso de Alan Fonteles, que veio para a Páralímpiada visivelmente fora de forma e faturou apenas uma prata, no revezamento já citado acima.

Daqui para frente, se espera muito dos esportes coletivos que estão bem. O vôlei sentado, o futebol de 5 para deficientes visuais,, o futebol de 7 para pessoas com paralisia cerebral,  e o goalball.  Todas estas modalidades tem chance de chegar as medalhas na Paralimpíada do Rio.

Mas o grande sucesso e o grande legado das competições paralímpicas é a torcida O sucesso fica para o fato de que as arenas estão sempre lotadas, muitas vezes, superando público das Olimpíadas. O Parque Olímpico chegou a receber mais público num único dia nas Paralimpiadas que na competição Olímpica e isto tem ajudado os atletas brasileiros nas competições.

Já o legado está no fato de que estas Paralimpíadas pode representar uma maior inclusão de deficientes na sociedade através do esporte. O público tem entendido e respeitado as competições e idolatrado os esportistas, que são pessoas comuns,, como outros atletas, só tem deficiências, mas podem ser campeões no esporte e serem respeitados na sociedade assim como os deficientes em geral.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O esporte em superação

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O Esporte Paralímpico é um esporte com sinônimo de superação. Superação de dificuldades e do esporte em si, tão comum nos esportes. E uma competição reúne todos os nomes deste movimento paraolímpico de 4 em 4 anos  Os Jogos Paralímpicos do Rio começam nesta quarta-feira e, assim como nas Olimpíadas, terão cobertura do Esporte é Vida com textos periódicos sobre as competições no Rio.

As Paralímpiadas irão do dia 7 ao dia 18 e usarão muito das instalações que foram usadas nos Jogos Olímpicos, principalmente, o Parque Olímpico da Barra e o de Deodoro. Serão mais de 4 mil atletas de 178 países. Por se tratar de uma competição dividida entre as deficiências, físicas, visuais, intelectuais e outras, as Paralímpiadas distribuem mais medalhas que os Jogos Olímpicos, num total de mais de 2000 medalhas com 23 modalidades- Nas Paralimpíadas, muitos esportes são adaptados, casos do rugby em cadeira de rodas, vôlei sentado. Outros são exclusivos da competição como a bocha e o goalball, uma variação do handebol.

O Brasil, ao contrário das Olimpíadas, é uma potência Paralímpica e pretende, em casa, chegar ao top-5 no quadro de medalhas, superando o sétimo lugar de Londres, a quatro anos. Alguns nomes são certeza de medalhas, como o nadador Daniel Dias, chamado de “Phelps Paralímpico” dado a quantidade de medalhas paraolímpicas que possui, 15 no total. A Seleção de futebol de 5 para cegos e deficientes visuais, tetracampeã paralímpica. Antonio Tenório do Judô para deficientes visuais, Alan Fonteles, um velocista sensacional que corre com pernas de fibra de carbono, e a mineira Terezinha Guilhermina, multicampeã paralímpica, no atletismo para deficientes visuais.  Todas essas são as estrelas das Paralimpíadas no Rio de Janeiro.

As Paralímpiadas, mesmo antes de começar, já são um sucesso devido a procura incessante de ingressos para as competições em terras cariocas. Cerca  de  dois milhões de ingressos já havia sido comercializados, um recorde comparado com outros Jogos. A cerimônia de abertura acontece nesta quarta-feira as 20h no Estádio do Maracanã e promete muitas emoções, tendo cobertura do Esporte é Vida.


quarta-feira, 31 de agosto de 2016

O que esperar de Tite na Seleção?

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Passada as Olimpíadas, o futebol volta a dominar o noticiário. Nesta quinta, o Brasil volta as Eliminatórias para a Copa da Rússia com uma novidade, a estreia de Tite no comando da equipe e a retomada da esperança de dias melhores para a equipe canarinho. A estreia do multicampeão será contra o Equador, um adversário complicado, na altitude de Quito.

Depois de muito tempo, a Seleção volta a ter esperança de melhora com a troca de comando técnico. Saiu o pragmático e fraco Dunga após o fiasco na Copa América Centenário, e entrou o atual campeão brasileiro, Tite, um treinador que foi quase unanimidade. Tite montou um time moderno no Corinthians, é um treinador atualizado com o que tem de melhor no mundo, mas sem perder as características do futebol brasileiro.

O treinador bebe  na fonte de técnicos internacionais como Pep Guardiola, tem um novo conceito de futebol, está mais aberto ao diálogo. Coisa que faltava a Seleção nas épocas de Dunga e Felipão. Tite tem procurado viajar pelo mundo para saber a situação dos jogadores, tanto dentro como fora de campo, aproximar da torcida que está com falta de boa seleção.

O título olímpico, apesar de não ter sido com Tite, no Rio com um bom futebol parece ter acordado a torcida e renova a esperança de que a Seleção possa voltar a ser considerada gigante no cenário mundial. O que os últimos fiascos diminuíram a reputação do futebol pentacampeão. Uma prova que o título nas Olimpíadas é importante para a retomada foi o fato que a base da convocação do início de Tite é a Seleção Olímpica, incluindo, o trio de ataque Neymar, Gabigol e Gabriel Jesus.

Quando a bola rolar no Olímpico Atahualpa na capital equatoriana, pode estar começando uma nova fase para o time canarinho. Se dará certo, só os resultados dirão, mas a Seleção precisava desta mudança de mentalidade no comando técnico.

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Uma Olimpíada a Brasileira

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Depois de 17 dias de muitas emoções no Rio de Janeiro, a primeira Olimpíada na América do Sul termina e deixa muitas saudades em quem curtiu ela tanto pela TV como pessoalmente. Aqui faço, uma breve análise de tudo que aconteceu nestes dias nas pistas, piscinas, arenas cariocas, até fora delas.
 
O grande destaque desta Olimpíada foi a presença e a alegria do povo brasileiro, a torcida, baseada na cultura futebolística, apoiou os atletas brasileiros com força, até gerando algumas confusões por conta da ausência de conhecimento em alguns esportes. O caso emblemático neste sentido aconteceu com o francês Renaud Lavillevine, rival de Thiago Braz na prova do salto com vara, que reclamou da torcida que o vaiou nos saltos na prova que deu o ouro ao brasileiro. O fato com o francês criou uma rivalidade entre torcida e atletas franceses. Fora isto, foi uma Olimpíada A Brasileira, com muita alegria e festa pelas medalhas.

No campo esportivo, os Jogos Rio 2016, teve como destaque, mais uma vez, o Jamaicano Usain Bolt. Bolt confirmou suas pretensões e repetiu as exibições de Pequim e Londres, mais três ouros e um fato inédito, o primeiro tricampeão olímpico em três provas diferentes no atletismo, 100m, 200m e revezamento 4x100m. Fora das pistas, Bolt deu show de carisma ao comemorar intensamente as vitórias com a torcida.

No Estádio Aquático, a dupla americana, Michael Phelps e Katie Ledecky, foram os destaques com várias conquistas. Phelps se consolidou como o maior atleta olímpico ao ganhar mais 5 medalhas e chegar as incríveis 28 medalhas, sendo 23 de ouro. Já Ledecky foi o destaque da natação feminina com 5 medalhas, 4 douradas. O lado triste da Olimpíada também veio da natação com a história do falso assalto contada por nadadores americanos, incluindo, o medalhista Ryan Lochte.

Na Arena Carioca 1, palco do basquete, os Estados Unidos confirmaram o favoritismo e levaram os dois ouros. Com alguns sustos no Masculino e sobrando entre as mulheres. Já a Arena Olímpica, casa da Ginástica, viu o surgimento de uma nova estrela olímpica, Simone Biles, a americana, em sua primeira Olimpíada, conquistou 4 ouros e um bronze e encantou o mundo com as exibições.

Obviamente, deixo a análise do Brasil para o fim. O Nosso país apresentou uma boa campanha na Rio 2016. O futebol masculino enfim ganhou a medalha de ouro num Maracanã lotado. O judô também nos deu medalhas, incluindo o ouro emocionante de Rafaela Silva. O Vôlei de Praia chegou a duas finais e com um ouro sensacional de Alisson e Bruno Schmidt. O Maracanãzinho viu o tricampeonato olímpico do vôlei masculino e um adeus dourado ao líbero Serginho, dono de 4 medalhas olímpicas, um recorde em atletas de esportes coletivos.

Porém, as meninas do vôlei, que buscavam um tricampeonato seguido, decepcionaram e entristeceram a torcida ao cair nas quartas. O basquete, tanto feminino como masculino, fizeram campanhas pífias e caíram na primeira fase. A natação foi a principal decepção do Brasil em casa com nenhum resultado expressivo nas águas cariocas, além do mico da água com cor esverdeada que apareceu no Maria Lenk.

Os dois destaques brasileiros nos Jogos foram Isaquias Queiroz e Thiago Braz. Isaquias fez história ao ser o primeiro brasileiro com 3 medalhas em uma única edição de Olimpíada, duas pratas e um bronze na canoagem. E Thiago não era cogitado como medalhista, mas fez um verdadeiro show no Engenhão e faturou uma improvável medalha de ouro no Salto com vara com direito a recorde olímpico.

Ah! E não teve o temido zica vírus, não teve atos terroristas. Então, a Olimpíada Rio 2016 foi um sucesso, foi uma Olimpíada com a cara do povo brasileiro

Em minha terceira olimpíada cobrindo para o Esporte É Vida, gostaria de agradecer as visualizações, os comentários. E quero dizer que em 2020 terá mais, agora os Jogos Olímpicos vão para Tóquio, mas até lá, continuem prestigiando o Esporte é Vida com novo fôlego.