domingo, 23 de novembro de 2008

Atlético arranca empate no Rio

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Por Leonardo Martins


Na noite de ontem, no Engenhão, o Botafogo recebeu o desesperado Atlético-PR em mais um jogo válido pela 36ª Rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo cheio de alternativas, o Furacão arrancou um bom empate por 2 a 2, mas não afastou-o da zona vermelha.

A partida pouco significava para o Botafogo. Além disso, o dia era de chuva, frio e pouco público, complementando com o estado ruim do gramado do Engenhão, danificado por uma confronto entre amadores antes de a bola rolar. O ambiente, então, não era propício para o bom futebol, e foi o que se viu nos primeiros minutos. O Atlético-PR, que vivia um momento de decisão, mostrava mais empenho, enquanto no Alvinegro era claro o desentrosamento.

O Atlético apostava na velocidade e aproveitava os muitos erros de passe do Botafogo, que perdia muitas bolas e propiciava contra-ataques ao adversário. Foi assim que surgiu o primeiro lance de perigo, aos três minutos, quando Julio César partiu em velocidade e não conseguiu driblar Renan, que deu um leve toque na bola. A defesa alvinegra se recompôs e evitou um susto maior.

Incapaz de criar jogadas, por causa da baixa qualidade técnica, restava ao Botafogo apostar nas jogadas de bola parada. E foi assim que o time da casa abriu o placar, aos 22 minutos. Lucio Flavio, que vinha tendo um mau desempenho, acertou a bola no ângulo direito de Galatto, fazendo 1 a 0.

O gol deixou o Botafogo mais aceso, mas ainda pecando muito nos passes. À beira do campo, o técnico Geninho gritava, na esperança de fazer o Atlético-PR alcançar um resultado que o faria escapar, pelo menos momentaneamente, do rebaixamento. O Furacão aproveitou um passe errado de Triguinho para encaixar um contra-ataque aos 28 minutos. Alan Bahia fez bom lançamento para Zé Antônio, que pegou de primeira e acertou uma bomba que passou perto do gol de Renan.

Mas aos poucos o Botafogo foi se acertando em campo, e começou a fazer valer o empenho dos jogadores que buscam mais oportunidades para o ano que vem. Eduardo passou a se destacar. Primeiro com um chute de fora da área que obrigou Galatto a fazer defesa difícil. Nos minutos finais do primeiro tempo, ele ainda perdeu uma ótima chance, escorando no travessão um cruzamento de Lucas Silva. A pequena torcida ainda se levantou para lamentar a nova defesa do goleiro do Atlético, que pegou no reflexo uma cabeçada de Zárate.

Muito insatisfeito com o desempenho de sua equipe, Geninho promoveu duas mudanças no intervalo. A entrada de Alberto, no lugar de Zé Antônio, e Pedro Oldoni, na vaga de Julio César, fez o Atlético-PR ganhar força. Ao mesmo tempo, o Botafogo voltou para o segundo tempo completamente disperso, propiciando claras chances de gol ao adversário.

Mas o Atlético, que está a perigo no Brasileirão, não conseguia aproveitar. Aos três e seis minutos, Pedro Oldoni desperdiçou duas oportunidades na cara do gol. A primeira aconteceu depois de uma falha incrível de Renan, que não conseguiu cortar um cruzamento. O atacante do Furacão foi seriamente repreendido por Geninho à beira do campo.

Do outro lado, Ney Franco foi obrigado a fazer sua primeira substituição depois que Leandro Guerreiro não conseguiu continuar na partida por causa de um corte no supercílio, fruto de um choque dentro da área. Mas logo depois da entrada de Rodrigo Sá, o Atlético se aproveitou da desatenção da defesa alvinegra para empatar. Alan Bahia recebeu na intermediária, avançou sem ser incomodado e acertou um chute no ângulo esquerdo de Renan, fazendo 1 a 1 aos 15 minutos.

Mas houve pouco tempo para o Furacão comemorar, pois, aos 19, o Botafogo chegou ao segundo gol. E tinha que ser em nova cobrança de falta, pois ainda não era possível levar vantagem no toque de bola. Lucio Flavio cobrou falta na área, Eduardo desviou e Zárate, sozinho, apenas tocou de cabeça para marcar.

O Botafogo teve a chance de ampliar aos 27 minutos, quando Fábio, que acabara de entrar, acertou uma cabeçada no travessão. Mas não faltou pontaria do outro lado. Um minuto depois, após cobrança de escanteio, Antônio Carlos subiu para empatar a partida para o Atlético-PR.

As duas equipes alternaram boas possibilidades de gol até o fim, mas o lance de destaque foi protagonizado por Fábio, que perdeu uma chance clara nos descontos, depois de cruzamento de Zárate.

O empate, que fez o Atlético chegar a 42 pontos, ocupando a 14ª posição, não era o que esperavam Vasco e Fluminense, que lutam diretamente com a equipe paranaense contra a degola. O Botafogo, que vinha de quatro derrotas consecutivas no Brasileirão, chegou aos 50 pontos, segurando o nono lugar. a penúltima rodada, no próximo fim de semana, o Alvinegro carioca cumpre tabela contra outro time ameaçado pela degola: o Figueirense, novamente no Engenhão. Já o Rubro-Negro paranaense pega o Náutico, um adversário direto na briga para fugir do rebaixamento, nos Aflitos, em Recife. Os horários das partidas serão confirmados na próxima segunda-feira pela CBF.

Outros jogos de ontem

Coritiba 5x1 Santos
Keirrison(4) e Ariel; Molina

Portuguesa 0x0 Goiás

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Figueira ainda respira no campeonato

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Por Leonardo Martins


Na abertura da 36ª Rodada do Campeonato Brasileiro, no Estádio Orlando Scarpelli em Florianópolis, Figueirense e Náutico realizaram jogo dos desesperados. Como era de se esperar, não faltou emoção em terras catarinenses e os donos da casa venceram por 4 a 3, respirando no campeonato.

Quem sofre de problemas no coração certamente passou por apertos nos minutos iniciais. Em apenas 15 minutos, o saldo foi de quatro gols, virada de placar e, principalmente, emoção de sobra. No primeiro lance de perigo, Ruy encontrou espaços e lançou Felipe na direita. Alex Bruno não conseguiu cortar e o atacante entrou livre para tocar na saída de Wilson: 1 a 0.

O clima desfavorável mudou de figura em instantes. Aos três, o grandalhão Tadeu subiu no meio de dois defensores e, após a saída espalhafatosa de Eduardo, igualou o marcador. Aos nove, foi a vez de Rafael Coelho, autor dos gols da vitória no jogo de ida, aparecer. O atacante fez belíssima jogada na ponta direita e rolou na medida para Cleiton Xavier, que só teve o trabalho de chutar para o gol. Em oito minutos o Figueira conseguia a virada.

Mas os Deuses do futebol resolveram aprontar novamente. O Náutico acordou e quase empatou com o volante Hamilton. Na seqüência, Gomes pôs a mão na bola infantilmente na intermediária. Sinônimo de perigo para o sistema defensivo, a bola aérea puniu o Figueira. Felipe cobrou na cabeça de Vagner, que, sozinho, empatou. O torcedor pôde, enfim, respirar.

Parecidos em tudo, Figueirense e Náutico criaram algumas chances de perigo, até que a bola parada voltou à cena aos 44. Marquinho cruzou na ponta direita e o volante Diogo sequer precisou se levantar para colocar o Alvinegro novamente na frente: 3 a 2 e fim de primeiro tempo.

O técnico Roberto Fernandes pôs o meia Valdeir no lugar do zagueiro Everaldo, que atuava na ala-esquerda. A mudança não surtiu muito efeito, já que os times voltaram precavidos e mais preocupados em não dar espaço ao adversário do que fazer gols. Chances, de fato, foram poucas. Aos 18, Tadeu aproveitou-se do escorregão de Titi, invadiu a área e chutou cruzado, assustando Eduardo. Sinal de mudança.

No Timbu, Ticão saiu para a entrada de Geraldo, enquanto Pintado não abdicou da ofensividade e colocou o atacante Wellington Amorim no lugar de Cleiton Xavier. Mas a estrela ficou com Roberto Fernandes.

Em seu primeiro lance, Geraldo recebeu na intermediária e deixou Felipe livre de marcação na grande área. Novamente, o atacante deslocou Wilson e marcou o seu 13º gol na competição.

Minutos depois, Rodrigo Fabri, que acabara de entrar, aplicou uma tesoura em Hamilton. Colado no lance, o árbitro Wallace Nascimento Valente expulsou o meio-campista. O panorama novamente estava a favor do Náutico, que preferiu se defender e esperar o apito final.

Jogo definido? Que nada. Aos 37, Marquinho cobrou escanteio na cabeça de Bruno Perone que, com a ajuda do ombro, desempatou. Foi o terceiro gol de bola parada do Figueirense e o primeiro do zagueiro no Brasileirão. No fim, ainda houve tempo para Ricardinho chutar na trave. Apito final e alívio do time da casa.

O Figueirense foi para os 38 pontos, mas continua na zona vermelha em 17º. Os pernambucanos permaneceram em 16º lugar com 40 pontos e continua em perigo. Na próxima rodada, o Figueirense vai ao Rio enfrentar o Botafogo e o Náutico recebe o Atlético-PR em Recife.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Inter goleia e é o 1º finalista brasileiro da Sul-Americana

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Por Leonardo Martins


Foi um show colorado na noite de ontem em Porto Alegre, o Inter entrou em campo com uma ótima vantagem adquirida no 1º jogo contra o Chivas do México e aumentou esta vantagem, conseguindo uma classificação histórica para o futebol brasileiro. O jogo foi válido pela 2ª partida das semifinais da Copa Sul-Americana e os brasileiros golearam por 4 a 0, se tornando o 1º time brasileiro a se classificar para a final da competição internacional.

Com Alex servindo a Seleção Brasileira, coube a D’Alessandro a tarefa de comandar o time rumo a vaga na final e o argentino não decepcionou, muito pelo contrário, deu show para a torcida colorada que lotou o Beira-Rio. O Inter dominou a partida desde o 1º minuto de jogo e jogou tranqüilo com a boa vantagem adquirida no jogo de ida. O argentino começou seu show ao ser derrubado na área por Olcampo e o juiz marcou pênalti, na Cobrança, bateu bem e abriu o placar.

Aos 35 minutos, uma obra-prima do “El Cabezon”, ele acertou uma linda cobrança de falta para marcar o 2º gol. Agora, os mexicanos precisavam fazer 4 gols para se classificar, mas já tinham perdido Medina expulso. No final da etapa, os colorados marcaram o 3º gol com Nilmar de cabeça.

Na segunda etapa, o Inter queria aumentar o placar e estava fácil para isto. A segunda etapa foi uma festa para a torcida, os gritos de “Olé” se multiplicavam no estádio. O time colorado fazia um treino de luxo e fechou o placar com Nilmar, na saída do goleiro, aos 25.
No resto do tempo, o que se viu foi um jogo sem emoções e que terminou com a vitória colorada com a vaga na final assegurada.

Os colorados esperam o vencedor do duelo argentino entre Argentinos JR e Estudiantes para conhecer seu adversário na final.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Show flamenguista ainda deixa a chama do título acesa

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Por Leonardo Martins


Foi um grande jogo, clima de decisão no Maraca, era como uma final de campeonato, muita luta e grandes jogadores em campo. Flamengo e Palmeiras decidiram ontem quem continuava na briga pelo título. Com um show flamenguista, o rubro-negro goleou os visitantes por 5 a 2 e mantém a chance do hexa viva.

Emoção foi o que não faltou desde os primeiros minutos. Logo aos 2 minutos começaria o show de assistências de Kleberson. O pentacampeão cruzou para Marcelinho Paraíba pegar um lindo chute de primeira para abrir o placar.

Mesmo com o gol, os palmeirenses não desanimaram e chegaram ao gol de empate logo em seguida. Aos 11 minutos, Jalton derrubou Kleber na área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Alex Mineiro deslocou Bruno e fez o gol.

O ritmo de jogo era eletrizante, com muitos ataques de ambas equipes e querendo o gol. Gol que veio do lado carioca, aos 20 minutos, Obina cobrou falta rápida para o zagueiro Fábio Luciano, que cruzou para Paraíba, o atacante ajeitou para a chegada de Ibson chutar e fazer o gol de desempate. Agora começaria o show do meia flamenguista.

Após o gol flamenguista, a partida caiu muito no ritmo, o calor excessivo que fazia no Rio contribuiu neste ritmo lento. Só voltamos a ter lances de perigo aos 40 minutos quando Jailton desviou escanteio e assustou Marcos.

O Flamengo voltou para o segundo tempo sem o lateral-esquerdo Juan. O técnico Caio Júnior optou pela entrada de Everton. E o time carioca voltou disposto a matar a partida. Obina teve duas chances claras de marcar, mas errou o alvo. Na primeira, com um minuto, recebeu na frente de Marcos e chutou em cima do goleiro. Na outra, aos 5, dominou dentro da área e finalizou mal. O Rubro-Negro carioca ainda perdeu mais uma chance antes de ampliar. Everton chutou da marca do pênalti e o camisa 1 do Verdão fez uma bela defesa.

Porém, aos dez minutos não teve jeito. Kleberson fez outra bela jogada e encontrou Ibson completamente livre já dentro da área pelo lado esquerdo. O meia ajeitou o corpo e acertou um lindo chute, no ângulo esquerdo de Marcos, marcando o terceiro do Fla.

Em uma bobeada da zaga do Fla, o Palmeiras diminuiu a diferença. Após um corte errado de Aírton, a bola sobrou nos pés de Leandro pelo lado esquerdo. O lateral cruzou na cabeça de Kléber, que só teve o trabalho de colocar para a rede do goleiro Bruno, aos 15. O jogo continuou eletrizante, e os cariocas fizeram o quarto, aos 19. Kleberson recebeu dentro da área e cruzou para Ibson tocar de letra. Mais um lindo gol rubro-negro.

Aos 24, o Flamengo selou a sua vitória em um belíssimo contra-ataque. Fábio Luciano tocou para Obina na esquerda. O atacante lançou para Ibson, que entrou dentro da área e cruzou. Após um bate-rebate, a bola sobrou novamente para o capitão rubro-negro, desta vez pelo lado direito. O zagueiro cruzou na cabeça de Kleberson, que fez o quinto do time rubro-negro. Muita festa e esperança dos rubro-negros nas arquibancadas do Maracanã

O Flamengo subiu para o 3º lugar com 63 pontos, a 5 do líder São Paulo, e mantém viva a chance de título, na próxima rodada, o Fla vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro em confronto direto por vaga na Libertadores. Já o Alviverde paulista saiu da zona da Libertadores com 61 pontos na 5ª colocação e na próxima rodada, enfrenta o lanterna Ipatinga no Palestra Itália.

Outros jogos da rodada

Fluminense(15º) 3x1 Portuguesa(18º)
Washington, Tartá e Romeu; Edno

Ipatinga(20º) 3x0 Sport(12º)
Ferreira(2) e Gian

São Paulo(1º) 3x1 Figueirense(19º)
Borges(2) e Hugo; Cleiton Xavier

Goiás(6º) 3x1 Botafogo(9º)
Paulo Baier(3); Lúcio Flávio

Grêmio(2º) 2x1 Coritiba(8º)
Tcheco e Ale(contra); Ariel

Atlético-PR(14º) 2x1 Vitória(11º)
Rafael Moura e Alan Bahia; Robert

Santos(13º) 1x0 Internacional(7º)
Quiñonez

domingo, 16 de novembro de 2008

Cruzeiro é goleado no Recife e dá adeus ao título

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Por Leonardo Martins


Na noite de ontem, nos Aflitos, o desesperado Náutico recebeu o Cruzeiro pela continuação da 35ª Rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo cheio de alternativas, o Timbu goleou os celestes por 5 a 2 e respira no campeonato, deixando a equipe mineira fora da disputa pelo título brasileiro.

O Náutico entrou em campo na Zona vermelha e queria uma vitória para sair dela, por isto começou o jogo partindo para cima e logo conseguiu o gol. Aos 4 minutos, Gilmar carregou a bola e, da entrada da área, chutou no canto de Fábio para explodir a torcida.

Com a desvantagem no placar, o Cruzeiro foi com tudo em busca do empate e dominou o jogo. Aos 16 minutos, Ramires chutou para o gol e tez, mas o árbitro anulou erradamente, alegando impedimento. Mas 3 minutos mais tarde, o gol de empate valeu. Henrique deu ótimo passe para Wágner chutar forte. 1 a 1.

Os pernambucanos retomaram o controle do jogo e desempataram a partida em um pênalti duvidoso. Henrique derrubou Gilmar na área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Felipe, com direito a paradinha, bateu e fez o 2º do Timbu, aos 21 minutos. O Náutico quase fez o 3º com o zagueiro Titi, mas Fábio salvou.

O jogo diminuiu o ritmo forte no fim da 1ª etapa, mas deu tempo para Guilherme assustar a torcida mandante em um chute de longe que Eduardo defendeu.

No intervalo, Adilson Batista trocou Léo Fortunato e Camilo pelos Thiagos, Martinelli e Ribeiro e deu certo parcialmente. No 1º minuto, Henrique cruzou para a defesa de Fábio. Mas 3 minutos depois, os mandantes ampliaram o marcador. Felipe aproveitou lançamento de Titi e tocou na saída de Fábio e deixou a torcida mais tranqüila.

Cruzeiro não desanimou. Aos 11, Guilherme foi lançado na meia-lua. Eduardo saiu do gol e evitou o segundo gol celeste. Era lá e cá. Seis minutos depois, Felipe mirou o ângulo esquerdo de Fábio e quase acertou. Mandou para fora. Com 20 minutos, Wagner bateu falta da direita e achou Ramires livre na pequena área. O volante, entretanto, cabeceou torto, para baixo e sem força, perdendo grande oportunidade.

Fábio evitou que o resultado se transformasse em goleada aos 27. Felipe fez inversão da jogada da esquerda para a direita e encontrou Ruy. De fora da área, o ala chutou forte, obrigando o camisa 1 celeste a desviar para escanteio.

A defesa de Fábio deixou o Cruzeiro vivo no jogo. Na jogada de perigo seguinte, Wagner bateu para o gol, e a bola bateu na mão de Hamilton dentro da área. Pênalti desta vez para os mineiros. Guilherme foi para a cobrança e marcou no canto esquerdo.

A ducha de água fria para os mineiros não demorou a vir. Aos 38, Felipe cruzou para Everaldo, que acabara de entrar, empurrar para o gol vazio após trombada de Fábio e Thiago Heleno. E aos 43, Felipe deixou Gilmar livre, e o atacante não desperdiçou, tocando no canto direito e fechando o placar.
Na próxima rodada, o Timbu (15º com 40 pontos) joga fora de casa com o Figueirense em confronto direito contra o rebaixamento. O Cruzeiro (terceiro com 61) recebe o Flamengo, no Mineirão, em jogo que pode deixar um dos dois próximos da Libertadores 2009.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Inter a um passo da final

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Por Leonardo Martins

Na noite desta quarta-feira, em Guadalajara no México, Chivas e Internacional fizeram o jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. Os brasileiros jogaram muito bem e venceram por 2 a 0, abrindo boa vantagem para a volta, no Brasil.

O bom resultado do primeiro tempo poderia ter sido ótimo para o Inter, não fosse o erro do auxiliar Nicolas Yegros. Aos 43 minutos, Alex dividiu com a zaga, e a bola sobrou para Nilmar. Em condição legal, o atacante mandou para o fundo da rede. A arbitragem, de forma equivocada, apontou impedimento.

Uma pena. Sem o gol, o time colorado teve que se contentar em sustentar uma igualdade sem gols. O placar da etapa inicial foi condizente com o jogo, bastante equilibrado. As duas equipes desperdiçaram boas oportunidades. Arellano, principal atacante do Chivas, merece agradecimentos vermelhos. Ele perdeu dois gols feitos, na cara do goleiro Lauro, um com o pé direito, outro de cabeça. No primeiro lance, foi fundamental a presença do zagueiro Álvaro, ágil feito um tigre ao voar na bola para atrapalhar a conclusão do mexicano. No segundo, Guiñazu falhou ao não acompanhar a jogada.
Carente da qualidade de D’Alessandro, o Inter começou o jogo um pouco acossado, mas logo passou a fazer frente ao time da casa. Com dez minutos, Andrezinho quase marcou. Nilmar cruzou da direita para o meia, que concluiu pressionado pela zaga. Hernández espalmou por cima. Aos 35, Alex fez bela jogada na direita e mandou o chute. O goleiro soltou nos pés de Nilmar, que não conseguiu concluir da melhor maneira. Perdeu uma chance preciosa.
O Inter começou o segundo tempo na pressão. Com cinco minutos, já tinha perdido dois gols incríveis. Magrão recebeu belo passe de Alex e chutou rasteiro, à direita do goleiro. A bola lambeu a trave. Em seguida, Nilmar dominou sozinho, driblou Hernández e perdeu a bola com a aproximação de Reynoso.

Eram ensaios para os dois gols que surgiriam depois. Aos 24, saiu o primeiro. Nilmar recebeu de Magrão, fez a finta e chutou com precisão. Começava a festa colorada no México.

Mas faltava o gol do craque. Aos 33, numa cobrança de falta, Alex mandou uma daquelas pancadas que só ele sabe dar. Foi no ângulo. Golaço.

Entre um gol e outro, Andrezinho ainda mandou uma bola no travessão, em um sinal da superioridade brasileira no Jalisco. Com a vantagem no placar, foi só controlar o jogo e esperar o duelo da volta, quando o Beira-Rio, rugindo, preparará o clima da classificação para mais uma final continental.

Com a vantagem, o Colorado pode até perder por 1 gol de diferença no jogo de volta, semana que vem em Porto Alegre, que passará a final da competição internacional.

Show alvinegro coloca o Vasco em perigo

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Por Leonardo Martins


Na noite desta quarta-feira, com um grande público no Mineirão, o Atlético recebeu o desesperado Vasco pela abertura da 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com um show alvinegro, o Galo venceu o adversário por 4 a 1 e colocou a equipe cruzmaltina novamente a perigo da zona de rebaixamento.

Empurrado pela massa que lotou as arquibancadas do Gigante da Pampulha, o Atlético foi com tudo para cima e, ajudado pela frágil marcação vascaína, dominou o jogo praticamente todo. As chances atleticanas saíam com freqüência. Castillo não dominou na área no 3º minuto de jogo, mas aos dez minutos, começou o show no Mineirão. Após bela jogada do ataque mineiro, Renan Oliveira deixou o boliviano pronto para balançar as redes vascaínas.

O Galo tinha um volume de jogo que não dava chances ao Vasco. Os garotos atleticanos davam velocidade ao ataque, velocidade que os zagueiros vascaínos não acompanhavam. Do lado vascaíno, as esperanças eram as boas jogadas de Madson, que chegou com perigo em um chute que passou longe. No chute de Madson, o goleiro Juninho sentiu uma lesão na região lombar e deu lugar a Edson.

Mas o Galo continuou dominando o jogo e os garotos dando show. Renan Oliveira fez ótima jogada e apareceu livre na cara de Rafael e tocou na saída do goleiro para marcar o 2º gol e foi um golaço. Antes do 1º tempo acabar, Wagner Diniz apareceu livre e cruzou, mas ninguém do Vasco apareceu para tocar a bola para as redes.

Os dois times mudaram no intervalo, Leandro Bonfim entrou no lugar de Eduardo Luiz do lado vascaíno. O ídolo da massa atleticana, Marques, também saiu para dar lugar ao garoto Pedro Paulo. O Vasco deu uma melhorada no inicio da segunda etapa, mas foi pouco para os vascaínos empatarem.

O Galo tinha os contra-ataques a disposição e usou bem esta jogada com a velocidade do ataque, com isto chegou a goleada. Foram 2 pênaltis, um do goleiro Rafael e outro de Jorge Luiz em Pedro Paulo. Os dois foram cobrados e convertidos pelo zagueiro Leandro Almeida. 4 a 0 Galo.

Com a goleada, o alvinegro mineiro desacelerou o ritmo e o Vasco não conseguiu aproveitar para reagir no jogo, até chegou a marcar com Madson em cobrança de falta. Mas perdeu um pênalti nos acréscimos com Leandro Amaral que chutou para fora. E o jogo terminou com a goleada atleticana por 4 a 1.

O Galo foi para o 10º lugar com 47 pontos e na próxima rodada vai ao Recife enfrentar o Sport. Já o Vasco pode voltar a zona vermelha no fim da rodada, mas continua em 15º com 37 pontos e na próxima rodada recebe o líder São Paulo em São Januário.