segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O Show do Brasileirão – 01/12/14

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Série A

Houve muitas definições na penúltima rodada. Falemos, primeiramente, do rebaixamento. O grande que caiu esse ano é o Botafogo, o time da estrela solitária volta a Série B após 12 anos ao perder para o Santos por 2 a 0, com dois gols de Leandro Damião. O Criciúma, já rebaixado, despediu-se da torcida ao empatar em dois gols com o Sport.

As duas últimas vagas para o rebaixamento serão definidas na última rodada. O Bahia ganhou uma sobrevida ao ganhar do Grêmio por 1 a 0, mas continua no Z-4. No sábado, o rival Vitória foi goleado pelo Flamengo por 4 a 0, mas continua com chances de sair do rebaixamento. O resultado do duelo dos rubro-negros ajudou a Chapecoense que entrou em campo contra o campeão Cruzeiro já livre de qualquer chance de rebaixamento, mesmo assim, o time verde conseguiu um bom empate em um gol. O outro campeão nacional, o Atlético-MG, viu o Coritiba o derrotar por 2 a 1 e sair da briga contra o rebaixamento, mas os atleticanos fizeram festa mesmo com a derrota na despedida do Horto este ano, foi a quarta derrota em casa nos últimos dois anos e meio que o Independência foi reaberto. Outro que está na briga é o Palmeiras, o Porco perdeu a 5ª partida seguida ao ser derrotado pelo Internacional por 3 a 1, o Colorado está na Libertadores. Palmeiras, Vitória e Bahia disputam duas vagas a Série B.

Os colorados se juntaram ao Corinthians, que, mesmo sendo goleado para o Fluminense por 5 a 2, garantiram a vaga a Libertadores 2015 graças a derrota do, já citado, Grêmio. Inter e Corinthians disputam, na última rodada, uma vaga direta para a fase de grupos da competição internacional. Quem garantiu esta vaga e o vice-campeonato foi o São Paulo, o tricolor apenas empatou em casa com o Figueirense em um gol. Em confronto entre duas equipes que não tem mais aspirações no campeonato, o Atlético-PR venceu o Goiás por 1 a 0.

Classificação após 37 rodadas

1º Cruzeiro – 77pts (Campeão e na fase de grupos)
2º São Paulo – 70pts (Vice-Campeão e na fase de grupos)
3º Internacional e Corinthians – 66pts (já garantidos na Libertadores)
5º Fluminense – 61pts
6º Atlético-MG – 61pts (Campeão da Copa do Brasil e na fase de Grupos)
7º Grêmio – 60pts
8º Atlético-PR – 53pts
9º Flamengo – 51pts
10º Santos – 50pts
11º Sport – 49pts
12º Figueirense – 47pts
13º Goiás e Coritiba – 44pts
15º Chapecoense – 43pts
16º Palmeiras – 39pts
17º Vitória – 38pts
18º Bahia – 37pts
19º Botafogo – 33pts (Rebaixado)
20º Criciúma – 32pts (Rebaixado)

Série B

A Série B teve seu fim no campo no último sábado. O Campeão foi o Joinville que, mesmo perdendo para o Oeste por 1 a 0, foi beneficiado pelo empate da Ponte Preta em um gol com o Náutico. O Oeste se safou da terceira divisão. O último acesso foi conquistado pelo Avaí que derrotou o, também promovido, Vasco por 1 a 0 e fora beneficiado pelas derrotas do Boa Esporte, 3 a 2 para o rebaixado Icasa, e do Atlético-GO, 3 a 2 para o Santa Cruz. O América-MG quase conseguiu o acesso ao golear o Sampaio Correia por 4 a 0.  Outro que tinha chances de acesso era o Ceará, mas o Vovô perdeu para o Luverdense por 1 a 0 e permanece na segundona.

No rebaixamento, além do já citado Oeste, também se livrou da terceirona o Bragantino. O massa bruta venceu o ABC em Natal por 2 a 0 e jogou o rival dos Abecedistas, o América, para a Série C. O América foi goleado em Curitiba por 4 a 1 e volta a terceirona. No jogo da melancolia, o vice-lanterna Vila Nova derrotou a lanterna Portuguesa por 3 a 2.

Porém, esta 4ª vaga pode ser alterada nos tribunais, pois ainda está pendente o julgamento do Icasa que pode ter seus resultados invalidados ou perder todos os jogos por WO. Se caso isso acontecer, o América-MG que fica com a quarta vaga na elite. O julgamento acontece nesta terça-feira no STJD.

Classificação final da Série B

1º Joinville – 70pts (Campeão e Promovido)
2º Ponte Preta – 69pts (Promovido)
3º Vasco – 63pts (Promovido)
4º Avaí – 62pts (Promovido)
5º América-MG – 61pts (perdeu 6 pontos no tribunal)
6º Boa Esporte e Atlético-GO – 59pts
8º Ceará – 57pts
9º Santa Cruz – 55pts
10º Sampaio Correia – 53pts
11º Paraná – 51pts
12º Luverdense e Náutico – 50pts
14º ABC e Oeste – 48pts
16º Bragantino – 46pts
17º América-RN e Icasa – 43pts (rebaixados)
19º Vila Nova – 32pts (Rebaixado)
20º Portuguesa – 25pts (Rebaixado)


sexta-feira, 28 de novembro de 2014

A reinvenção do Galo

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O título inédito do Atlético-MG na Copa do Brasil, conquistado ao estilo atleticano, com muito sofrimento, mostra que um clube pode se reinventar durante a temporada. A reinvenção do Galo foi a principal virtude da equipe na competição nacional, depois da chegada de Levir Culpi, o clube alvinegro conseguiu voltar ao bom futebol.

A contratação errada de Paulo Autuori no inicio do ano deixou marcas profundas que levou a equipe ao fracasso na Libertadores e no Campeonato Mineiro, além disso, o time parecia acomodado e com uma base tática mal treinada. Alexandre Kalil se arrependeu e demitiu o treinador, para seu lugar, o presidente convidou um velho conhecido dos atleticanos, Levir Culpi, que treinou a equipe na Série B 2006. Levir voltara do Japão após 7 anos e precisava da confiança de Kalil e do time para se readaptar ao futebol brasileiro.

Esta confiança foi dada, o Presidente deu carta branca para que o treinador arrumasse a casa alvinegra. O título da Recopa foi o inicio desta reinvenção atleticana, o garoto Jemerson, um zagueiro da base, entrou no lugar de Ottamendi e foi muito bem, desde então, o zagueiro é titular e caiu nas graças da massa. A Recopa também determinou o adeus de R10 e muitos se perguntaram, como o Galo ia se lidar sem uma estrela como R10?

Depois de um inicio irregular no Brasileiro, veio a Copa do Brasil e Levir já começara a dar uma nova cara ao time. Depois de uma passagem tranqüila sobre o Palmeiras nas oitavas, o treinador, diante de tantos desfalques, resolve fazer uma mudança ousada que foi o principal motor tático desse time na conquista. O esquema com apenas um volante e 5 na frente começou justamente num clássico contra o Cruzeiro pelo Brasileirão, era loucura, mas que deu certo.

Veio, então, as quartas contra o Corinthians, depois de uma ida ruim, o time pede para jogar no Mineirão, coisa que Kalil não gostava muito, o resultado foi uma virada épica por 4 a 1 e a volta as semi. Nas semi, um rival que estava engasgado desde a década de 80, o Flamengo, o mesmo roteiro, ida ruim com derrota e vitória histórica com requintes de épico no Mineirão.  Todas as vitórias com o time apresentando uma gana de vencer que poucos times já apresentaram e, na onda do “Eu Acredito”, chegaram a uma final inédita.

Era o que faltava para tornar essa equipe campeã, mas faltava uma barreira. A final era histórica, pela primeira vez, Cruzeiro e Atlético decidiriam o título de uma competição nacional. Para garantir o título, Kalil abre mão do fator financeiro e leva o jogo para o caldeirão do Horto, onde a Raposa não se sente confortável, e deu tudo certo. Vitória e vantagem confortável para garantir o caneco no Mineirão.

Além de Levir, um time aplicado taticamente e com jogadores que incorporam a raça alvinegra, casos de Diego Tardelli, Luan e Dátolo, os três principais nomes atleticanos na conquista. A reinvenção do Galo na temporada serve de exemplo para outros times que perdem seus principais jogadores e caem de produção.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Galo conquista a Copa do Brasil

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O torcedor atleticano tem todos os motivos para comemorar nesta quinta. Na noite de ontem, o Atlético conquistou mais um título inédito, o da Copa do Brasil, no Mineirão. O título teve um sabor especial pois foi conquistado em cima do rival Cruzeiro e ganhando os dois jogos, o desta quarta-feira por 1 a 0. E com final feliz para o lado alvinegro que terminou a histórica final mineira da Copa do Brasil.

O Cruzeiro tentando buscar o resultado que lhe dava o pentacampeonato da competição apostou no jogo aéreo de Nilton, mas foi em vão. O Atlético, mais descansado, colocou o que tinha de melhor em campo.

Quando a bola rolou, o melhor jogo atleticano que já tinha sido visto no Horto, continuou, com tranqüilidade, o alvinegro dominou o jogo no primeiro tempo. Criou mais chances. Marcos Rocha, em rápido contra-ataque, exigiu boa intervenção de Fábio, Tardelli e Dátolo erraram gols feitos na cara da meta defendida pelos azuis.

Os celestes tentavam algo, mas os constantes erros de passes de seu meio-campo o atrapalhavam. Ricardo Goulart teve a melhor chance azul na primeira etapa ao chutar para fora na entrada da área. Porém, o desgaste da temporada e dos jogos decisivos pesou e a Raposa foi dominada, sem criar grandes chances.

Se o Galo terminasse o primeiro tempo sem fazer gols era uma injustiça. E o ídolo da massa, Diego Tardelli, tratou de colocar, praticamente, um ponto final na competição. Aos 45, o camisa 9 apareceu livre e aproveitou cruzamento de Dátolo para cabecear e fazer o gol do título. Festa da pequena torcida atleticana presente ao gigante da Pampulha.

A partir daí, o Cruzeiro precisava fazer quatro gols para ficar com a taça, mas era visível que o time não conseguiria fazer no segundo tempo, pois o cansaço não permitiria. A própria substituição promovida por Marcelo Oliveira no intervalo mostrou isso ao trocar Henrique por Willian Farias.

Veio o segundo tempo e o jogo deu uma esfriada, com o Cruzeiro querendo fazer algum gol e o Galo tentando os contra-ataques. O que esquentava era a briga de canto das torcidas, a do Galo comemorando o título que estava por vir e gritando olé, e a do Cruzeiro comemorando o Tetracampeonato brasileiro.

Voltando ao jogo, no segundo tempo, o preparo físico atleticano era melhor e novas chances apareceram. Dátolo cobrou falta no travessão e Maicosuel errou embaixo do gol. O camisa 70 havia entrado no primeiro tempo por conta da contusão de Luan.

A partir dos 30 minutos, os times pouco apresentaram no jogo e só foi aguardar o apito final do juiz para os atleticanos comemorarem o título inédito da Copa do Brasil. O que significou o fim de um jejum de títulos nacionais do Atlético que já durava 43 anos. Mas nada que diminua a temporada do Cruzeiro, que foi tetracampeão brasileiro com uma excelente campanha.

Os dois jogos da final mostraram que o título atleticano foi merecido e mostra porque Minas tem os dois melhores times do Brasil. Ano que vem, a dupla mineira volta a Libertadores com favoritismo.

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

A Decisão mineira é hoje

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O dia 26 de novembro de 2014 entrará para a história do futebol brasileiro. Hoje termina uma final épica, a final mineira da Copa do Brasil. Cruzeiro e Atlético entram em campo num Mineirão lotado para o segundo capítulo desta final de proporções inigualáveis na rivalidade entre os dois gigantes de Minas. O primeiro jogo, a duas semanas atrás, terminou com vitória atleticana por 2 a 0 no Estádio Independência.

Com este placar no Horto, o Galo pode perder por um gol de diferença ou até por dois, desde que marque no jogo de hoje, para conquistar o título inédito da Copa do Brasil. Já o Cruzeiro precisa fazer três gols de diferença para levantar o quinto título da competição. Vitória azul por 2 a 0 leva a decisão para os pênaltis.

Reverter um placar de 2 a 0 na ida é impossível? O próprio Atlético mostrou nesta Copa do Brasil que não, contra Flamengo e Corinthians, o time conseguiu viradas épicas sob estas circunstancias. Agora cabe ao Cruzeiro tentar fazer o mesmo diante do maior rival no maior jogo entre ambos e é nisto que o cruzeirense se agarra.

Do lado azul tem várias coisas em jogo, além do título sobre o maior rival, o time, já Campeão Brasileiro, pode sair do Gigante da Pampulha na noite de hoje como o maior ganhador da Copa do Brasil isolado com cinco títulos e pode garantir a sua segunda tríplice coroa, fato, até hoje, inédito no futebol nacional.

Já o alvinegro pode acabar a noite com um jejum de títulos nacionais que já dura 43 anos, o único, até hoje, fora o Campeonato Brasileiro de 71. Para conter o ímpeto azul. Levir Culpi promete um time ofensivo com a trinca de meias formada por Carlos, Dátolo e Luan, mais a movimentação constante de Diego Tardelli, que ainda não fez gol nesta Copa do Brasil, mas tem bom retrospecto contra o Cruzeiro.

Para se conseguir a virada histórica diante da torcida, maioria hoje na Pampulha, o Cruzeiro vem empolgado com o tetracampeonato brasileiro, conquistado no último domingo, mas está mais desgastado por não ter priorizado uma competição. As apostas estão no fator campo e no time mais técnico, porém, com a chuva que tem castigado o gramado do estádio  nos últimos dias, este jogo do time azul pode ficar prejudicado.

Mas com chuva ou sem chuva, a noite promete fortes emoções no Gigante da Pampulha para o maior confronto da história entre Cruzeiro e Atlético, uma decisão mineira para o Brasil todo ver. O Esporte é Vida terá um texto especial amanhã contando como foi esta decisão histórica.

Final da Copa do Brasil – Segundo jogo

Mineirão – 22h (horário de verão)
TV: Globo (menos SP), Sportv,.ESPN Brasil e Fox Sports
Árbitro: Luis Flávio de Oliveira (SP)

Cruzeiro: Fábio; Mayke (Willian Farias), Leo, Bruno Rodrigo, Egídio; Henrique, Lucas Silva (Nilton), Everton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian; Marcelo Moreno. T: Marcelo Oliveira.

Atlético: Victor; Marcos Rocha, Leonardo Silva, Jemerson, Douglas Santos; Rafael Carioca, Leandro Donizete, Dátolo, Luan, Carlos; Diego Tardelli. T: Levir Culpi.

terça-feira, 25 de novembro de 2014

O tetra incontestável

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Como é de praxe, nas últimas conquistas importantes dos times de Minas, eu tenho feito textos exaltando a campanha deles nas conquistas. Fiz isto no título do Galo na Libertadores e no título brasileiro do Cruzeiro do ano passado. Como a Raposa renovou o seu título na Série A, volto a fazer este ano. O Tetracampeonato azul do Brasileirão mostra a sua força nos pontos corridos e, também, um planejamento que está dando certo.

O Cruzeiro tem, praticamente, o mesmo time do tricampeonato do ano passado e o mesmo elenco, com poucas variações. No time titular, troca-se apenas o centroavante Marcelo Moreno, que voltou ao clube e mostrou porque é ídolo da China Azul. O boliviano com alma cruzeirense se sente em casa na capital mineira e, com seus 14 gols, foi peça fundamental no título azul, tanto na artilharia como abrindo espaços para os meias marcarem.

O maestro, mais uma vez, foi Everton Ribeiro, com menos brilhantismo que no titulo do ano passado, mas o camisa 17 ainda é considerado por muitos (e por mim, também) o melhor jogador do Brasil, muito dividindo com o atleticano Diego Tardelli. Suas assistências e seus dribles curtos e rápidos foram determinantes para o tetra brasileiro. O destaque desse time é Ricardo Goulart, o desengonçado meia é o motor dessa equipe, e continua mostrando seu faro de artilheiro, na ponta da artilharia da competição com 15 gols, tornando o time azul, o melhor ataque do campeonato com 64 gols. Não é atoa que o técnico Dunga chamou os dois destaques deste time para a Seleção Brasileira.

O Capitão Fábio é outra figura de destaque com suas defesas e a segurança que ele passa a defesa foram importantes para a conquista do título pelo segundo ano. O menino com futebol de gente grande, Lucas Silva, titular pelo segundo ano seguido, dita o ritmo do meio campo e jogou muito, despertando o interesse do gigante mundial, Real Madrid. Titulares ano passado, Nilton e Bruno Rodrigo, foram para a reserva, mais por questões físicas, mas quando entram dão conta do recado, sendo bem substituídos por Leo e Henrique.

O Técnico também tem méritos nesse título, Marcelo Oliveira, se coloca no hall dos grandes técnicos do país, e soube administrar o grupo com a tranqüilidade que lhe é característica. Um dos maiores méritos do treinador foi saber colocar os jogadores certos nas horas certas, o famoso rodar o grupo, principalmente, nestes últimos jogos em que o time se mostrou cansado por disputar duas competições e ir bem nas duas.

Se vai ganhar a Copa do Brasil e conquistar a segunda tríplice coroa, só amanhã que saberemos, mas este tetracampeonato, o segundo título seguido, já coloca este time na história do futebol brasileiro. Próximo passo deste elenco: a conquista do tricampeonato da América na Libertadores 2015.