sexta-feira, 11 de julho de 2008

Galo segura o líder Flamengo

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Por Leonardo Martins

No jogo mais aguardado da 10ª rodada, com um bom público no Mineirão, o Atlético-MG recebeu o líder Flamengo em um bom jogo. Os mandantes saíram atrás, mas buscaram o empate e até tiveram chances para virar o jogo e o empate por 1 a 1 saiu de bom tamanho para a equipe rubro-negra que continua com uma boa vantagem na liderança.

As duas equipes entraram em campo com estratégias diferentes. Enquanto o Galo, que jogava em casa, tentava acelerar o jogo, o Fla trocava passes com o objetivo de cadenciar o jogo. Apesar do maior volume, o Atlético sofria com a falta de criatividade no meio-campo. A primeira boa chance foi do Rubro-Negro, em uma bola parada. Aos 14, Bruno fingiu que ia cobrar a falta da entrada da área e deixou para Juan, que chutou com categoria e obrigou Édson a voar para fazer a defesa. O lance parece ter animado os flamenguistas, que seguiram em cima e foram recompensados. Aos 16, Obina achou Marcinho em posição legal nas costas da defesa, o atacante deixou o lateral Amaral na saudade e, de perna esquerda, chutou com categoria para fazer 1 a 0. Foi o sétimo gol do artilheiro no campeonato.

Em desvantagem, o Galo adotou uma postura ainda mais ofensiva. O técnico Gallo colocou o atacante Castillo no lugar de Amaral, e o time passou a ameaçar mais o Fla. Aos 20 minutos, Danilinho se livrou da marcação, invadiu a área pela direita e chutou cruzado. Antes que alguém pudesse empurrar para dentro, Jaílton se atirou e jogou a bola para a linha de fundo. A resposta do Fla, que passou a apostar nos contra-ataques, foi rápida. Um minuto depois, Luizinho tocou para Kleberson na direita, o volante cruzou rasteiro para Juan, que, de primeira, chutou e a bola passou perto do gol do Galo.

Com dificuldades para penetrar na defesa rubro-negra, o Atlético ameaçou o gol de Bruno através de uma bola parada, aos 25 minutos. Petkovic cobrou com força e assustou o goleiro do Fla, que se atirou e viu a bola passar perto da meta. Aos 32, a melhor chance da equipe mineira. Renan tabelou com Castillo e entrou sozinho, cara a cara com Bruno, mas, na hora da finalização, chutou torto e irritou os torcedores do Galo. Antes do intervalo, o Atlético ainda viu o Fla chegar perto do segundo. Aos 44, Fábio Luciano mandou de cabeça para o gol com Édson já batido, mas a bola passou rente à trave esquerda do goleiro. A segunda etapa começou da mesma maneira que o primeiro tempo terminou, com o Atlético com a iniciativa do ataque e o Flamengo apostando nos contra-ataques. A dificuldade do Galo para penetrar na zaga rubro-negra também continuava a mesma. A primeira boa oportunidade foi em uma bola parada, aos dez minutos. Vinícius cobrou a falta com categoria e Bruno voou para colocar a bola para escanteio. Dois minutos depois, Danilinho fez fila na entrada da área e chutou. A bola passou raspando a trave direita do goleiro Bruno.

Vendo que o time estava recuado demais, o técnico Caio Júnior colocou o jovem Erick Flores no lugar de Jônatas. E foi da grande promessa das categorias de base do Fla a primeira boa chance de ampliar. O jogador driblou dois marcadores, entrou na área e cruzou na direção de Obina, que não conseguiu desviar a bola em direção ao gol.

A persistência atleticana foi recompensada aos 32 minutos. Depois de um bate-rebate na área, Petkovic cruzou na medida para Marcos, que, bem posicionado, só empurrou para o fundo da rede: 1 a 1. A euforia deu lugar ao susto em menos de três minutos. Aos 35, Jaílton lançou Marcinho nas costas da defesa, o atacante avançou e chutou cruzado. Édson defendeu e, no rebote, Obina isolou.

A grande chance de o Galo conseguir uma vitória heróica aconteceu aos 42 minutos. Serginho mandou uma bomba de fora da área e a bola acertou a trave do goleiro Bruno.

O Flamengo chegou aos 23 pontos na liderança da competição, mas diminuiu a diferença para o 2º colocado, o Vitória, para 3 pontos. O Galo ainda se encontra em uma região perigosa, já que se encontra na 14ª posição com 12 pontos. As duas equipes, na próxima rodada, fazem os clássicos com seus maiores rivais. O Atlético contra o Cruzeiro e o Flamengo contra o Vasco.

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