
Por Gabriel Seixas
Dizem que tudo o que é bom, dura pouco. Mas a boa fase do Flamengo durou, e muito. Foram dez jogos sem derrota, mas esta série, mais cedo ou mais tarde, teria um fim. E o encarregado de quebrar essa invencibilidade foi o modesto Barueri, sem maiores pretensões no campeonato. O time paulista jogou de forma pragmática, aproveitando os erros do adversário, teve as melhores chances e, com justiça, venceu por
O início do jogo foi bastante truncado, mas o Flamengo aproveitou-se de sua superioridade técnica e jogava melhor. Porém, o Barueri começou assustando aos 4 minutos, quando Thiago Humberto avançou pela esquerda, cortou pro meio e arriscou para o gol de Bruno, que fez a defesa. A resposta d time rubro-negro veio com Willians, que jogou mais avançado devida a ausência de Petkovic. Da intermediária, ele chutou forte, mas René espalmou.
Pouco depois, Airton marcou o primeiro gol do Flamengo, mas este foi anulado corretamente pelo auxiliar. Com o
O Fla teve boa chance aos 44, quando Fierro avançou pela direita, e mesmo tendo duas opções na área, arriscou sem ângulo e obrigou René a fazer uma defesa não tão complicada assim. Héber Roberto Lopes determinou que o jogo fosse até aos 48 minutos, e foi justamente no minuto final do primeiro tempo que o Barueri abriu o placar. Thiago Humberto, impedido, aproveitou lançamento longo da intermediária. Ele dominou, chapelou Álvaro, e de cabeça, deu assistência para Val Baiano, que de primeira, tirou as chances de defesa de Bruno. Resultado justo, mesmo porque o Flamengo não fez muita coisa para merecer a vitória, ou mesmo o empate.
Pro segundo tempo, Andrade resolveu trocar o meia Fierro, inoperante durante todo o primeiro tempo – pra variar – para colocar o atacante Denis Marques. O time conseguiu ficar pior, mas mesmo assim, levou perigo aos 4 minutos, numa cabeçada de Adriano que René evitou o gol.
A partir daí, o Barueri começou a explorar o lado direito defensivo do Flamengo, com Márcio Careca e Thiago Humberto pelo setor. Os dois ameaçaram, respectivamente, aos 16 e 21 minutos, mas o lance teve o mesmo fim: ótima defesa de Bruno.
Em busca do empate, Andrade decidiu trocar o volante Maldonado, um dos poucos que ainda sustentava a defesa, para colocar o armador Erick Flores. Então, o time desandou de vez, e dois minutos depois, tomou o segundo gol. Everton tabelou com Thiago Humberto, e cara a cara com Bruno, tocou na saída do goleiro.
Os rubro-negros pareciam sem reação. Não buscaram o resultado, e pior, deram muita sorte por não terem tomado uma goleada. Bruno interceptou por várias vezes, numa delas aos 32 minutos, num chute violento de João Vitor que o goleiro mandou pra longe. Então, o técnico Luiz Carlos Goiano decidiu fechar o time, colocando o volante Márcio Hahn na vaga de Everton. Andrade respondeu com Toró no lugar de Juan, e o lateral deixou o campo irritadíssimo com o técnico, proferindo até mesmo palavrões.
A última chance veio com o melhor jogador do Barueri, Thiago Humberto. Na sua jogada clássica, ele avançou livre pela esquerda, e chutou cruzado rente ao gol de Bruno. Pelo que fez, principalmente no segundo tempo, o time paulista conseguiu uma vitória mais do que justa. O Flamengo, por sua vez, provou ser um time comum sem Petkovic, que sem dúvida, pode ter “decidido” a partida. Mas há de destacar o mérito dos donos da casa, que foram melhores durante boa parte do jogo.
Curtinhas:
- No confronto de desesperados, o Botafogo recebeu o Náutico, e no sufoco, conseguiu uma vitória pelo placar mínimo. O gol único foi do zagueiro Juninho, cobrando pênalti contestadíssimo pelos pernambucanos. No fim das contas, o time carioca saiu do Z-4, e pulou para o 16º lugar com 35 pontos somados. O Náutico, com três pontos a menos, é o 18º e continua cavando sua vaguinha na segunda divisão do ano que vem.
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