domingo, 11 de julho de 2010

Enfim, Campeã Mundial

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Por Gabriel Seixas


- Após 12 anos, voltamos a presenciar um campeão mundial inédito. É bem verdade que alguns apontaram a Espanha como favorita antes mesmo do início da Copa, mas sempre com um pé atrás. É o tal receio de acreditar numa seleção sem que ela já tenha conquistado o Mundial em alguma oportunidade, que a partir de hoje, não existirá mais com os espanhois. Foi a coroação da maior geração futebolística da história do país, que tem sua base no atual maior time do continente europeu, o Barcelona. Contando com o recém-contratado Villa, foram sete blaugranas em campo desde o início.

- Em todos os sentidos, a Espanha fez história. Já não bastasse ganhar pela primeira vez uma Copa do Mundo, também foi a primeira seleção europeia a vencer um Mundial fora do continente. Durante toda a sua jornada na África do Sul, disputando sete partidas, foram apenas dois gols sofridos. Dentre todos os esquadrões campeões mundiais, é a segunda melhor defesa da história. Em contrapartida, com apenas oito gols marcados, a Fúria agora é a campeã que ostenta o pior ataque. Pouco importa. Esse elenco encantou o mundo, com um toque de bola mágico e uma objetividade incomum para times que se preocupam mais com as virtudes do adversário do que com as próprias.

- Tudo isso é fruto de um ótimo trabalho liberado pelo técnico Vicente del Bosque, que assumiu a Fúria após o título da Eurocopa em 2008, manteve a base e integrou vários jovens ao elenco, desde os titulares Piqué, Busquets e Pedro até o suplente Javi Martinez e Jesús Navas, por exemplo. Fazendo justiça, também se faz necessário exaltar o elenco holandês, que teve a chance de ser campeão mundial vencendo todas as suas partidas nas eliminatórias e na Copa, mas tropeçou no duelo final. A invencibilidade de 26 jogos chegou ao fim.

- Quanto ao jogo, é incoerente compará-lo a disputa pelo 3º lugar. Tudo bem que o jogo de ontem entre Alemanha e Uruguai foi tecnicamente melhor, mas muito pelo fato das duas equipes jogarem soltas, sem tanta responsabilidade pelo resultado. Espanha e Holanda se preocuparam mais em neutralizar o adversário, principalmente a segunda, que via a sua estratégia defensiva naufragar com o toque de bola envolvente dos espanhois. Na melhor chance de abrir o placar, Stekelenburg fez grande defesa em cabeçada de Sergio Ramos.

- A partir daí, a Holanda fez o que só a Suíça teve a competência de fazer frente aos espanhois neste Mundial: pressionar a saída de bola. A estratégia era excelente, mas poderia prejudicar o time na parte física em uma eventual prorrogação, por exemplo. Até o fim da etapa inicial, tudo saiu dentro dos conformes, com a Oranje até mesmo saindo para o ataque em algumas ocasiões. Com dificuldade, claro, já que Sneijder era bem marcado por Xabi Alonso e Busquets, e Robben não estava nos seus melhores dias.

- Na parte técnica, o segundo tempo ficou muito aquém das expectativas. O suficiente para que tantas pessoas viessem com a mesma conversa de ‘a pior final da história’, que sempre aparece de quatro em quatro anos desde 1994, ou creditando o baixo rendimento até mesmo a falta de tradição das duas equipes em finais. Tudo balela. Espanhois e holandeses sentiram o nervosismo, o que refletiu no alto número de faltas cometidas. No total, foram 47, com nada mais, nada menos do que 13 cartões amarelos distribuídos.

- Se não havia nenhum destaque individual em campo, sobrou para o árbitro Howard Webb roubar a cena. Logo o ‘lord’ inglês, que foi um dos melhores árbitros durante o Mundial, e merecidamente recebeu a responsabilidade de apitar a grande final, acabou fugindo de suas características. Acostumado a apresentar poucos cartões amarelos, acabou encontrando neles uma forma de conter a rispidez das equipes, principalmente dos holandeses. Resultado: amarelou ‘incontrolavelmente’ vários jogadores e poderia até ter expulsado alguns, casos de van Bommel e principalmente De Jong, após solada violenta em Busquets.

- Para dar movimentação ao time, Vicente del Bosque colocou Jesús Navas e Fabregas nas vagas de Pedro e Xabi Alonso. O holandês van Marwijk respondeu na mesma moeda, trocando o inoperante Kuyt por Elia. Nenhuma das alterações resolveu o jogo no segundo tempo, que teve como protagonistas, Robben e Casillas. Quando o holandês saiu cara a cara com o goleiro espanhol, foi Casillas quem se adiantou, mandando a Jo’bulani para escanteio com os pés. Que me desculpe Luis Suarez, mas esta foi a defesa da Copa.

- Na prorrogação, o cansaço venceu o time holandês. Marwijk tentou as entradas de van der Vaart e Braafheid, mas del Bosque também tinha sua carta na manga: Fernando Torres. Heroi do título da Eurocopa em 08 e titular no início da Copa, ele recebeu a missão de substituir David Villa, logo ele que posteriormente se consagraria como um dos artilheiros da Copa, marcando cinco dos oito gols da Fúria no continente africano.

- Pouca gente entendeu, mas Torres cumpriu bem sua missão. Aos 12 minutos do segundo tempo, Jesús Navas começou a jogada do gol do título. Ele arrancou com velocidade pela direita e passou para Iniesta, que de calcanhar, entregou para Fabregas. A partir daí, Iniesta só apareceria no complemento da jogada. Isso porque Fabregas serviu Torres, que tentou inverter o jogo da ponta esquerda para a direita, mas van der Vaart, desajeitado, fez o corte. A bola sobrou limpa na frente de Fabregas, que deu um tapa para Iniesta na direita, e em posição legal, o meia acertou um chute forte e preciso, sem a menor chance de defesa para Stekelenburg.

- Àquela altura, a Holanda já estava sem Heitinga, expulso. Mas esse é o detalhe menos importante da história. Aquele era o gol do título, o mais importante da história da seleção espanhola. Iniesta, assim como seus companheiros Casillas, Puyol e Xavi, já pode dizer que conquistou tudo em sua vida: Champions League, Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Eurocopa e Copa do Mundo. Mas ao contrário dos outros três, ele também se dá ao luxo de dizer (bem alto) que foi o autor do gol do título mundial. Justo, muito justo.

- O gol poderia ser de Xavi, que acertou quase 600 passes nesse Mundial. Poderia ser de Villa, o artilheiro isolado da Fúria no torneio. Poderia ser de Piqué ou Puyol, a dupla de zaga que mistura (com qualidade) elementos como técnica e raça, e por isso pode ser considerada a melhor do mundo. Poderia ser até de Casillas, o melhor goleiro desta Copa, e o único arqueiro a realizar uma exibição memorável na África do Sul. Poderia ser de qualquer um, mas ele teria de ser necessariamente espanhol. Parabéns, Espanha! Tanto na teoria, quanto na prática, é a melhor seleção do mundo.

- Melhores da Copa


- A FIFA acertou em cheio nas premiações individuais. Apontou Casillas como o melhor goleiro, Müller como a revelação e o uruguaio Diego Forlán como o craque da Copa do Mundo. Quem leu o texto anterior, que conta a derrota da Celeste para a Alemanha, sabe que eu concordo em gênero, número e grau com a escolha de Forlán. Quanto a chuteira de ouro, Sneijder, Villa, Forlán e Müller ficaram empatados na ponta com cinco gols marcados, mas como Müller deu três assistências, e esse era o primeiro critério de desempate, levou o prêmio.

- Minha seleção da Copa: Casillas (Espanha); Lahm (Alemanha), Piqué (Espanha), Lúcio (Brasil), Fucile (Uruguai); Schweinsteiger (Alemanha), Xavi (Espanha), Sneijder (Holanda), Müller (Alemanha); Forlán (Uruguai), Villa (Espanha). Técnico: Oscar Tabarez (Uruguai). E a sua?

- Esse é o terceiro Mundial que acompanho, e sem dúvida, no geral, foi o mais agradável. Não caiam na conversa de que esta Copa foi a pior de todos os tempos na parte técnica, e que ela será marcada apenas por personagens como Polvo (100% em seus palpites nos jogos), Larissa Riquelme (sem palavras), Vuvuzela e Jabulani. A Copa na África merece seus créditos, principalmente pelo legado que deixou. Na minha opinião, é a melhor desde 86, menos para aqueles que acham que o Mundial acaba quando o Brasil é eliminado...

- Copa do Mundo? Só daqui a quatro anos, aqui no Brasil. A crise de abstinência será inevitável. Em compensação, a CBF não deu descanso, e o Campeonato Brasileiro já estará de volta na quarta-feira. Para quem, assim como eu, ficou “mal acostumado” a ver grandes jogos com Holanda, Alemanha, Espanha e outras em campo, certamente terá dificuldades em se readaptar com a realidade do nosso futebol. Volta logo, Copa! Afinal, num momento como esse, Fernando Vanucci diria “o Brasil é logo ali”. Pensando bem, é logo aqui mesmo.

sábado, 10 de julho de 2010

Alemanha é terceiro lugar no Mundial

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Por Leonardo Martins


A Copa do Mundo 2010 teve seu penúltimo jogo disputado neste sábado em Porto Elizabeth. Foi a decisão do terceiro lugar entre Uruguai e Alemanha, 5 títulos mundiais estavam reunidos no gramado do Nelson Mandela Bay. Foi um jogo movimentado e com viradas, no final, os Germânicos repetiram a classificação de 2006 ao vencer por 3 a 2.

A Alemanha entrou em campo com muitas modificações em relação ao time que perdeu a semifinal, o principal destaque foi a entrada de Cacau no lugar de Klose, que ainda tinha a esperança de igualar Ronaldo como principal artilheiro em copas. Já do lado Uruguaio, voltou Suarez, suspenso na semifinal, para compor o trio ofensivo com Forlan e Cavani.

Quando o jogo começou, o que se viu foi um jogo sem muitas preocupações com a defesa e os alemães melhores em campo. Ozil cobrou escanteio e Friederich acertou a trave, a bola sobrou para Muller cabecear, mas a zaga cortou, aos sete. A equipe tricampeã do mundo era melhor e conseguiu o gol de abertura do placar. Aos 19, Schweinsteiger chutou, Muslera rebateu errado e Muller concluiu para o gol, foi o 5º gol do jovem no Mundial.

Com o gol, o Uruguai partiu para o ataque e equilibrou as ações, Cavani e Forlan assustavam a zaga alemã com boas jogadas. E foi dos pés do camisa 7 da celeste que veio o empate. Aos 28, Suarez achou Cavani que tocou na saída de Butt para empatar o jogo, festa uruguaia em Porto Elizabeth.

Depois, o que se viu foi um jogo aberto e com chances de ambas equipes. Suarez era vaiado pela torcida, por conta do lance que ele defendeu a bola com as mãos contra Gana e o artilheiro queria calar a boca da torcida, aos 41 ele teve boa chance, mas a bola passou fora do gol.

No segundo tempo, os sul-americanos continuaram a pressão em busca da virada e ela veio logo aos cinco minutos. Arevalo fez jogada de linha de fundo e cruzou para Forlan acertar um belo voleio sem chances para Butt, um belo gol para virar o jogo para o Uruguai. Forlan, com este gol, é mais um jogador que chega aos 5 gols e é artilheiro do mundial, pelo menos, até o jogo final.

Aí foi a vez dos alemães imporem as rédeas do jogo e o empate veio logo em seguida. Boateng fez ótimo cruzamento e Jansen, após furada de Muslera, cabecear para o gol. 2 a 2 e perspectiva de jogo mais aberto.

Enquanto o jogo rolava, Klose permanecia sentado no banco, mas não reunia condições de jogo, por conta de uma dor nas costas. Mas o jogo continuava bom e aberto, com boas chances de ambos os lados.

Mais uma virada no jogo aconteceu aos 37, Khedira aproveitou bate-rebate na área uruguaia e cabeceou para o gol. 3 a 2 Alemanha e festa no estádio em Porto Elizabeth. Nos últimos minutos, as duas equipes desperdiçaram boas chances de marcar. Kiessling errou gol feito para a Alemanha fazer o 4º. Mas a emoção veio até o último minuto, aos 48, o juiz mexicano Benito Archundia marcou falta de Friederich em Suarez na entrada da área. Na cobrança, Forlan acertou, caprichosamente, o travessão de Butt, foi o último lance da campanha uruguaia na Copa.

Campanha que recolocou a Celeste Olímpica entre os grandes do mundo do futebol e a Alemanha, dono do melhor ataque, fatura o terceiro lugar do Mundial e promete dar o mesmo trabalho no Brasil em 2014.

Amanhã, a Copa do Mundo tem seu último jogo, a grande final entre Holanda e Espanha que apontará um novo Campeão Mundial de Futebol, e acontecerá no Soccer City em Joanesburgo. E é claro, vai ter cobertura especial do Esporte é Vida.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

“O mundo vai falar brasileiro”

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Por Leonardo Martins


É com estas palavras ditas pelo Presidente da FIFA, Sepp Blatter, que o Brasil se prepara para a Copa do Mundo em 2014. Um pouco desta festa programada daqui 4 anos foi vista nesta quinta-feira em Joanesburgo, em uma solenidade que foi bastante concorrida. Também, nesta quinta foi lançada a logomarca do Mundial do Brasil.

Foi uma solenidade de exaltação ao que o país tem de melhor, com muita dança, música e várias personalidades do futebol brasileiro e da política. Na parte musical, foram a festa os grupos Barbatuques e Bossa Nova, e a cantora Vanessa da Matta, que chegaram a levantar os presentes com a musica brasileira de ótima qualidade.

Dentre as personalidades presentes a festa brasileira, falaram o Presidente da FIFA, Sepp Blatter, que ressaltou o legado que a Copa trará ao Brasil depois do Mundial. “...Futebol é importante para o futuro dos jovens. A Copa do Mundo vai desempenhar um importante papel social e econômico para o país. Chegou a hora de vivermos um outro idioma, chegou a hora de falarmos português, brasileiro... Desejo todo sucesso ao Brasil. Até breve...” disse Blatter.

O Presidente da República, Luis Inácio Lula da Silva, foi na mesma linha de Blatter e falou que a Copa no Brasil será transparente e ecologicamente correta. Falaram que eu tinha cinco minutos, mas democraticamente como presidente a gente pode extrapolar. Não serei mais presidente a partir de 1º de janeiro de 2011 (quando terminará o seu segundo mandato), mas continuarei brasileiro, amante do futebol e podem contar comigo para o que for necessário. Quero que a gente faça a melhor Copa do Mundo que um país já foi capaz de fazer. E tenho certeza que o Brasil será capaz disso.”, conclui o presidente.

Já o Presidente do Comitê Organizador da Copa de 2014 e da CBF, Ricardo Teixeira, chamou o mundo para estar no Brasil em 2014 e ressaltou a paixão do brasileiro para com o futebol. “Que o mundo se prepare para ser mais brasileiro a partir de 2014. “Brasileirar” vai ser o novo verbo proferido pelo planeta. Será inesquecível. Todos estão convidados...”, disse Teixeira.

- Logo da Copa mostra a unidade do país

A FIFA também aproveitou para mostrar a logomarca oficial da Copa do Mundo de 2014. A logo, escolhida entre 25 por um júri composto por gente famosa, como Ivete Sangalo, Hans Donner e Oscar Niemeyer, mostra um país, mesmo com suas diferenças sociais, unido para a realização da Copa 2014. O desenho mostra mãos segurando o mundo no formato da taça da Copa do Mundo.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Furia finalmente na final

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Por Leonardo Martins


Teremos um novo campeão do mundo neste domingo, ontem havia se classificado a Holanda, hoje foram os espanhóis que se classificaram a final do Mundial. Assim como na final da Euro em 2008, a Espanha venceu a Alemanha por 1 a 0 em Durban e garantiram a inédita classificação a Final de uma Copa do Mundo.

As duas equipes entraram com apenas uma alteração em suas equipes. Do lado Alemão foi forçada, Trochowski entrou no lugar de Muller, suspenso. Já do lado da Fúria, Vicente Del Bosque decidiu apostar na estrela de Pedro, que gosta de fazer gols em decisões, e barrou o inócuo (nesta Copa) Fernando Torres. No mais, promessa de jogo limpo e aberto.

E foi isto que se confirmou no jogo, claro que com a Espanha superior aos germânicos, tanto na posse de bola como na quantidade de chutes a gol. A “la Roja” fez seu melhor jogo do mundial, coincidência ou não, por causa da entrada de Pedro, que deu mais mobilidade ao sistema ofensivo. As chances apareceram para a Fúria, aos 5 Villa quase chutou e Neuer fez grande intervenção. Aos 13, foi a vez de Puyol aparecer livre de cabeça e testou por cima.

A Alemanha sentiu claramente a falta de Muller e não foi aquela equipe que encantou o mundo até as semifinais, ficou presa ao jogo espanhol e nos 45 minutos iniciais, só chegou com Trochowski em um chute defendido por Casillas e num pênalti reclamado por Ozil. Sem gols, a primeira etapa terminou com perspectiva de pressão espanhola na segunda etapa.

E esta pressão veio com uma seqüência impressionante de chutes da Fúria, mas a bola não quis entrar. Xabi Alonso, por duas vezes, e Villa tentaram, mas a Jabulani foi teimosa e não entrou. Na base do toque de bola, a equipe vermelha chegou a mais uma boa jogada, mas Villa não alcançou a bola de cabeça.

Os germânicos acordaram com Klose em chute que passou por cima, mas logo a “La Roja” respondeu com Sérgio Ramos que aproveitou cruzamento de Xabi Alonso. Nova chance germânica, Kroos, que entrou no lugar de Trochowski, apareceu na diagonal e mandou a bomba, obrigando Casillas a fazer grande defesa.

Mas eis que surgiu Puyol e sua cabeleira marcante. O capitão do Barcelona, um dos líderes da equipe espanhola, aproveitou bela cobrança de escanteio de Xavi e mandou a bola de cabeça longe do alcance de Neuer. Festa em Durban da Espanha e o sonho da inédita final mais perto.

A Espanha ainda poderia ter chegado ao segundo gol, mas Pedro preferiu enfeitar o lance em vez de fazer o passe a Torres, que acabara de substituir o artilheiro Villa. Mas não fez falta, e o resto é alegria e tristeza. Alegria de uma seleção que alcança um feito inédito. Tristeza de uma seleção que jogou bonito, que encantou o mundo, mas que, desta vez, não estará na final. Espanha ou Holanda, Holanda ou Espanha. O grupo dos campeões mundiais terá um novo integrante no domingo.
Uma coisa que temos que lembrar sobre o jogo: “E não é que o Polvo palpiteiro acertou mais um jogo da Alemanha”, o polvo do aquário de Obernhausen na Alemanha que ficou conhecido ao acertar os jogos da Alemanha. Ele tinha apostado em vitória espanhola e acertou na mosca. Ficamos no aguardo do palpite para o jogo final, será que ele acerta o grande campeão?

Os dois últimos jogos do Mundial estão definidos. No sábado, em Porto Elizabeth, jogam Uruguai e Alemanha pelo 3° lugar. A grande decisão da Copa acontece domingo no Soccer City entre Holanda e Espanha.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Laranja eficiente faz mais uma vitima e está na final

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Por Gabriel Seixas

- Quando o assunto é Holanda nesta Copa do Mundo, não há como fugir do lugar-comum. Tal como a Alemanha (cada uma à sua maneira, claro), a Oranje consagrou de vez a absorção de um novo estilo de jogo, deixando de lado o futebol-arte batizado de Carrossel em 1974 e adotando um futebol prático, objetivo e que vem dando resultados. Ilustre como quiser a ótima fase dos holandeses: são 25 jogos de invencibilidade, sendo que desde as eliminatórias o time ostenta 100% de aproveitamento. Alguém ousa a contestar o plantel holandês como finalista deste Mundial?

- Pela campanha, pelos desfalques e principalmente pelo espírito de luta, sem desistir do placar até o último minuto, o Uruguai também merece aplausos pelo que fez em solo africano. Num determinado momento em que a Celeste parecia sem forças para reagir, diminuiu a vantagem holandesa para 3 a 2, e mesmo que não tenha conseguido ir além disso, caiu de pé. Sem Lugano, Fucile, Lodeiro e Luis Suarez, mais uma vez coube a Forlán chamar a responsabilidade (dessa vez praticamente sozinho) de criar as jogadas. Ele tentou, foi um dos destaques do jogo, mas não deu.

- Na etapa inicial, a personagem do jogo foi a Jabulani. A maior inimiga dos goleiros não perdoou nenhum dos que estiveram em campo no jogo de hoje. O uruguaio Muslera, que já havia falhado no jogo passado, quando não alcançou um chute de muito longe (e defensável) do ganês Muntari, falhou no gol de van Bronckhorst, que colocou a Holanda na frente. Aliás, que golaço! Um chute da intermediária, do flanco esquerdo, que morreu no ângulo. Indefensável. Aos 35 anos, ele se tornou o holandês – e o defensor em geral – mais velho a marcar um gol em Copas.

- A partir daí, o cenário já estava pronto. Tal como aconteceu nas outras partidas em que a Holanda assumiu a vantagem no placar, todos esperavam que a Oranje oferecesse o campo para o adversário e respondesse apenas nos contra-ataques, ou tocando a bola (aparentemente) sem muita objetividade. Basicamente, foi o que aconteceu. Contudo, o Uruguai tinha Diego Forlán. Assim como Sneijder e Robben, ele também merece uma vaguinha entre os melhores do Mundial. Enquanto esteve em campo (até ser inexplicavelmente substituído nos minutos finais), gastou a bola.

- Além de também ser craque, Forlán também sabe marcar gols, até mais do que os dois holandeses supracitados. Aos 41 minutos, ele anotou outro golaço no estádio Green Point, contando ainda com a colaboração especial do goleiro Stekelenburg, que falhou no lance e praticamente abandonou o posto de melhor goleiro da Copa. Diego poderia até ter rendido mais em campo, mas sentiu a falta de uma companhia. Cavani, que ora caía pelo lado direito, ora pelo esquerdo, foi insuficiente, mas teve boa participação.

- Os desfalques de Fucile e Lugano na zaga, que até então faziam excelente Mundial, também foram sentidos. No ataque, o artilheiro Luis Suarez também deixou saudades, mas depois da grande defesa que fez em cabeçada de Adiyiah no último minuto do jogo anterior, contra Gana, há quem diga que ele também defenderia a pancada de van Bronckhorst que resultou no primeiro gol holandês.

- van Marwijk, que muitos dizem fazer apenas figuração no banco de reservas da Holanda, foi decisivo no encaminhamento do jogo. Ainda no intervalo, substituiu o volante De Zeeuw por van der Vaart e mudou o ímpeto da equipe. O 4-1-4-1, com Kuyt, Vaart, Sneijder e Robben na terceira linha permitiu que o time encontrasse mais espaços para criar as jogadas, e consequentemente por em prática seu estilo de jogo. Mas é claro que isso não foi imediato, e pra isso os holandeses precisaram de muita paciência. Mas como pra eles é o que não falta...

- Coube aos craques resolverem de vez a partida. Enquanto Muslera deu uma ajudinha extra no primeiro gol, este papel ficou a cargo do árbitro uzbeque Ravshan Irmatov no segundo. Sneijder arriscou um chute do flanco esquerdo e o goleiro Muslera acabou atrapalhado por van Persie, que em posição irregular, permitiu que a bola passasse entre suas pernas. Não há como comparar este lance ao gol anulado de Lampard e ao validado de Tevez, por exemplo, pois foi questão de milímetros. Entretanto, o resultado foi o mesmo: um prejudicado, o outro favorecido.

- Outro holandês acima da média chama-se Arjen Robben. Hoje ele foi bem mais discreto, chamando pouco a marcação pelo lado direito, mas quando apareceu em campo, foi decisivo. Cinco minutos após o gol de Sneijder, ele recebeu cruzamento de Kuyt e colocou a bola no cantinho de Muslera, que nem se mexeu. Pra quem diz que Robben é um jogador previsível, que não tem variação de jogadas (sempre cortando pro meio e batendo de perna esquerda), foi um balde de água fria. E como o jogo era na África do Sul, foi mais fria ainda.

- Aparentemente abrindo mão do jogo, Tabarez inexplicavelmente trocou Forlán por Sebastian Fernandez. Quando um craque deixa o campo por opção do treinador, é sinal de que nada está bem. E não estava: o Uruguai perdia o jogo e não criava alternativas para marcar gols. Pelo menos até o lateral Maxi Pereira, nos acréscimos, descontar o placar. Fazendo jus a tônica desta Copa, nascia ali uma nova partida, ainda mais emocionante.

- Até o apito final de Irmatov, com dois minutos de atraso, por sinal, os uruguaios lutaram até o fim pelo gol de empate. Não precisava nem ser holandês ou uruguaio (ou botafoguense, risos) para ficar à flor da pele. Infelizmente, ainda há quem diga que esta é a pior Copa do Mundo dos últimos anos. Esta partida só comprova de que trata-se justamente do contrário.

- Muitas emoções ainda estão reservadas para esta Copa, que hoje definiu a Holanda como a primeira finalista. Nada mais justo para a seleção que apresenta o futebol mais eficiente (não confunda com futebol bonito) deste Mundial, além de ser a mais regular dos últimos anos. Já que o outro finalista será Alemanha ou Espanha, já podemos dizer com antecipação que esta será a primeira Copa fora da Europa que será conquistada por uma seleção europeia. Faça suas apostas!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

A Copa e suas maluquices

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Por Leonardo Martins


Um torneio que atrai a atenção do mundo, que é o caso da Copa do Mundo, gera algumas maluquices no mundo. A edição de 2010 não acabou, mas já gera algumas maluquices que entram para a história destas curiosidades em Copas.

Não podemos deixar de abrir este texto sem falar da musa da copa 2010, a Paraguaia Larissa Riquelme. Ela não foi a África, mas virou celebridade mundial por sua beleza estonteante. Lari, como é conhecida, mostrou um corpo com formas definidas, mas o que chamou a atenção do mundo foram os decotes usados pela modelo nos jogos do Paraguai e seios fartos (obra de silicone, é claro) que, dentro deles, a musa colocava seu celular, chamando mais ainda a atenção do mundo. Riquelme prometeu posar nua caso o paraguai eliminasse a Espanha e chegasse a semifinal, o Paraguai não chegou, mas ela vai posar nua mesmo assim, motivo “premiar” o esforço dos jogadores na Copa.

Outra estrela do Mundial neste outro lado é um polvo-vidente da Alemanha. O polvo do aquário de Obernhausen, acertou todos os palpites dos jogos da equipe germânica (inclusive a derrota para a Sérvia). O método é simples, é colocada dentro do aquário duas caixas com as bandeiras das seleções e a que o polvo for primeiro é quem vai ganhar a partida. Veremos se ele acerta outros jogos.

Agora vamos falar do roqueiro Mick Jagger, o líder dos Rolling Stones, foi taxado de pé-frio pelo mundo. Tudo começou quando ele foi assistir a partida dos EUA contra Gana que Jagger declarou torcida para os norte-americanos, resultado: derrota dos Estados Unidos. No dia seguinte, Jagger compareceu ao jogo de seu país contra a Alemanha e viu uma goleada sofrida para os alemães por 4 a 1. O ápice aconteceu na sexta quando o roqueiro foi ao jogo do Brasil contra a Holanda ao lado de seu filho brasileiro, Lucas, que estava com a Camisa do Brasil, o resultado todos vocês sabem. O fato gerou muitas brincadeiras no Twitter e na internet.

Enfim, a Copa não vive só de futebol, tem suas maluquices que fazem o esporte ficar mais divertido.

domingo, 4 de julho de 2010

Wimbledon se encerra com favoritos no topo

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Por Leonardo Martins


Em meio a Copa do Mundo, o terceiro Grand-Slam da temporada do Tênis foi disputado e se encerrou nesse fim de semana. Foi o Torneio de Wimbledon disputado na grama sagrada do All England Club, em duas finais sem surpresas, os favoritos não tiveram dificuldades para conquistarem o troféu.

- Serena arrasa na final

No sábado, a final feminina durou um pouco mais de 1h. Isso aconteceu devido ao show praticado por Serena Williams que arrasou a russa Vera Zvonareva. A número 1 dominou o jogo inteiro e não deu chances a russa, estreante em finais de Grand Slam. Serena venceu pela 4ª vez em Wimbledon, a segunda seguida, por fáceis 6/3 e 6/2.

- Nadal recupera coroa de Wimbledon

Um pouco mais de dificuldades teve Rafael Nadal, mas a surpresa do torneio, o tcheco Tomas Berdych, não foi páreo para o espanhol. Nadal impôs seu jogo agressivo no 1º set e venceu por 6/3. No segundo, Berdych endureceu o jogo, mas, mostrando um tênis de primeiro nível, o número 1 conseguiu fechar por 7/5. No set decisivo, o espanhol apenas administrou a vantagem e conseguiu uma quebra para fechar em 6/4. Foi o segundo título de Nadal na grama de Wimbledon e o título fez com que ele disparasse