domingo, 30 de novembro de 2008

Duelo de Tricolores termina empatado, adiando a decisão do Brasileirão para a última rodada

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Por Fernando Murilo


Em um jogo de extrema velocidade, os mais de 70 mil torcedores presentes no Morumbi seguraram na garganta o grito de campeão brasileiro, já que esqueceram de avisar ao Fluminense que era pra perder a partida.

Como é de praxe em meus comentários, antes dos lances de jogo, analisemos as propostas de cada treinador em suas escalações. O São Paulo do técnico e aniversariante do dia Muricy Ramalho armou seu já conhecido e badalado esquema 3-5-2, com a zaga mais técnica e consistente do campeonato, formada por André Dias, Miranda e Rodrigo, um meio-campo com dois alas extremamente ofensivos (Jorge Wagner e Joílson), além do já badalado Hernanes e da jovem revelação Jean para compor a parte de marcação neste setor. Como meia de ligação, temos Hugo, que subiu bastante de produção na reta final da competição. No ataque, Dagoberto e o artilheiro do São Paulo no campeonato Borges. Este esquema é o que de melhor o técnico são-paulino considera em seu elenco: uma equipe bastante criativa, que arrisca muitos chutes de fora da área e que aproveita bastante a velocidade e o jogo de corpo do seu jogador de referência na área. Já pelo lado do tricolor das Laranjeiras, a proposta do técnico “filósofo” Renê Simões foi, ao contrário do que muitos poderiam esperar, ofensiva, com o aproveitamento dos seus laterais (em especial o Júnior César, pela esquerda), e com um meia de bastante criatividade pelo meio, Darío Conca, além é claro do artilheiro do coração Washington.

Feitas as análises táticas das equipes, vamos ao que interessa. Quem esperava que o Fluminense viria com uma proposta de simplesmente conter o São Paulo para conquistar um empate suado e espantar de vez o fantasma do rebaixamento estava enganado. Tanto que, logo no primeiro minuto de jogo, o volante Arouca, um grande jogador deste time, arrancou pela direita e chutou cruzado, levando perigo ao goleiro Rogério Ceni. Porém, o que se viu foi uma resposta imediata do atacante Borges, que numa enfiada de Hernanes girou o corpo encima do zagueiro e chutou da meia-lua da grande área, causando perigo a meta defendida pelo goleiro Fernando Henrique. Nessa partida, nada diferente do que vem acontecendo ao longo da temporada, o tricolor paulista tem que contar com os lampejos de criatividade do seu esforçado meia de criação Hugo que, convenhamos, não tem lá tanta produtividade ofensiva, ainda por cima marcado por um grande jogador como o Fabinho, ficando a cargo da criação da grande maioria das jogadas ofensivas por Hernanes e pelo Jorge Wagner. Joílson foi muito bem anulado, tendo em vista que o lado esquerdo do Fluminense, com o lateral Júnior César além de um inspiradíssimo Conca, deu trabalho na marcação. Porém, seu ataque pouco produzia em termos ofensivos, já que Maicon e Washington não estavam se entendendo em campo. Mesmo assim, o ritmo do jogo era acelerado, com ataque atrás de ataque, cabendo aos jogadores mais habilidosos quebrarem este ritmo com lançamentos, além é claro das faltas, que levavam a bolas paradas perigosíssimas. Um retrato dessa velocidade e dessa troca de “gentilezas ofensivas” das equipes é bem refletido numa bola em que Borges recebeu dentro da área, e mesmo de costas pra marcação, conseguiu girar e meter um chute indefensável para muitos goleiros, mas não para o jovem Fernando Henrique, grande defesa! E logo no contra-golpe uma falta batida por Conca, o zagueiro Luiz Alberto meteu na trave a bola na meta do já vencido Rogério Ceni, que confiou no golpe de vista.

O segundo tempo chegou e Renê Simões tratou logo de por ordem na casa: tirou o jovem Maicon que estava rendendo pouquíssimo e pôs o jovem Tarta. E como corre esse Tarta! Caia de um lado, do outro, causando, quem diria, confusão no badalado sistema defensivo são-paulino. E numa dessas confusões, Washington recebeu na entrada da área, o Rogério saiu pra defender mas deu rebote, e quem estava lá pra conclusão? Tarta não perdoou! Fluminense inaugurando o placar e calando a boca dos torcedores são paulinos que já entoavam cânticos alusivos ao título.

Mas o tricolor paulista não estava vencido não, e tentou no abafa, logo depois do gol do Flusão, empatar imediatamente, mas o time estava muito “afobado” e sentiu o gol, principalmente o seu esquema defensivo, com Jean e Miranda batendo cabeça. Aí a hora da experiência apareceu. Rogério Ceni, que gritou pra todos e começou a esbanjar categoria com seus lançamentos longos, viu Joílson escapar pela direita. O lateral são-paulino recebeu a bola com açúcar e cruzou na medida, mas a zaga tricolor cortou direitinho, só que aí o Borges estava lá para o rebote. Pegou meio esquisito, na orelha da bola, mas enganou o Fernando Henrique, que nem pulou nela achando que ela ia pra fora. Gol do São Paulo!

O jogo cresceu em ritmo, com o tricolor mandante esbanjando categoria em lançamentos do Hugo para o Dagoberto e nos chutes de fora da área do Hernanes, e o tricolor visitante buscando as bolas com o rápido Tarta pela direita ou com o Júnior César pela esquerda. A essas alturas, o Dagoberto já não rendia o esperado e Muricy resolveu sacá-lo da equipe, mudando o seu estilo de jogo para dois homens de área, deixando claro que iria explorar as bolas alçadas na área. Pelo lado do Fluminense, Renê Simões tirou o já cansado Fabinho e pôs o Ygor, além do Maurício no lugar do Arouca. Era o reflexo do “abafa” que o São Paulo tentava impor, já que ambos volantes do Flusão saíram exauridos de campo. Um Conca Esbanjando categoria, bonito de ver esse argentino jogar, pôs muitas bolas pro Júnior César correr. O Joílson sofreu tanto com essas bolas que até saiu contundido, entrando Richarlysson para o seu lugar. Com a entrada do lateral na equipe, o tricolor paulista adequou-se ao 4-4-2, com Rodrigo fazendo as vezes de lateral-direito. Talvez pela perda de ofensividade pelo lado direito tenha feito o treinador Muricy optar pela última alteração, tirando o meia Hugo e pondo o Éder Luís para cair pela ponta e aproveitar o André Lima e o Borges, que convenhamos, após essa alteração, pouco foram acionados.

E assim seguiu-se a partida, com o tricolor mandante tentando com pouca inspiração o resultado que garantia o título, e comum tricolor visitante se preocupando mais com a defesa, até os 48 do segundo tempo, quando Éber Roberto Lopes decretou o final da partida. Desde 2004 o campeonato não havia tanta expectativa de definição na última rodada quanto este. É esperar pra ver!

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Copa da UEFA 08/09 – terceira rodada da fase de grupos

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Por Leonardo Martins


Nesta quinta-feira aconteceu a 3ª rodada da fase de grupos da Copa da UEFA, foram 16 jogos por toda a Europa. Vamos aos resultados:

Grupo A
Schalke 04-ALE 0x2 Manchester City-ING
PSG-FRA 2x2 Racing Santander-ESP

Grupo B
Galatasaray-TUR 0x1 Metalist-UCR
Olympiacos-GRE 5x1 Benfica-POR

Grupo C
Sampdória-ITA 1x1 Stuttgart-ALE
Partizan-SER 0x1 Standart Liege-BEL

Grupo D
NEC-HOL 0x1 Tottenham-ING
Dínamo,Zagre-CRO 0x1 Spartak Moscou-RUS

Grupo E
Porthsmouth-ING 2x2 Milan-ITA
Braga-POR 2x3 Wolfsburg-ALE

Grupo F
Zillina-TCH 0x0 Slavia Praga-TCH
Hamburgo-ALE 0x1 Ajax-HOL

Grupo G
Club Brugge-BEL 1x1 Saint-Ettiene-FRA
Rosenborg-NOR 0x4 Valência-ESP

Grupo H
CSKA Moscou-RUS 2x1 Lech-POL
Deportivo La Coruña-ESP 3x0 Feyenoord-HOL

A próxima rodada acontece nos dias 3 e 4 de dezembro.

Indicados os concorrentes ao Prêmio Craque Brasileirão

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Por Leonardo Martins


Na tarde desta quinta-feira, em solenidade acontecida no Museu do Futebol, o técnico da Seleção, Dunga, e o auxiliar dele, Jorginho, anunciaram os indicados ao 4º Prêmio Craque Brasileirão, que premia os melhores do Campeonato Brasileiro.

Os lideres da competição, São Paulo, Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e Flamengo, dominaram as indicações. Para o craque do campeonato estão na disputa, o são-paulino Hernanes, o santista e atual artilheiro do campeonato Kleber Pereira e o colorado Alex. Vamos aos indicados ao premio por cada posição, lembrando que são 3 indicados por categoria.

Goleiro
Marcos (Palmeiras)
Rogério Ceni (São Paulo)
Victor (Grêmio)

Lateral direito
Élder Granja (Palmeiras)
Leonardo Moura (Flamengo)
Vitor (Goiás)

Zagueiro central
André Dias (São Paulo)
Fábio Luciano (Flamengo)
Thiago Silva (Fluminense)

Quarto zagueiro
Miranda (São Paulo)
Réver (Grêmio)
Ronaldo Angelim (Flamengo)

Lateral esquerdo
Juan (Flamengo)
Kléber (Santos)
Leandro (Palmeiras)

Volante direito
Hernanes (São Paulo)
Pierre (Palmeiras)
Rafael Carioca (Grêmio)

Volante esquerdo
Diguinho (Botafogo)
Guiñazu (Internacional)
Ramires (Cruzeiro)

Primeiro meia
Diego Souza (Palmeiras)
Ibson (Flamengo)
Tcheco (Grêmio)

Segundo meia
Alex (Internacional)
Lúcio Flávio (Botafogo)
Wagner (Cruzeiro)

Primeiro atacante
Guilherme (Cruzeiro)
Keirrison (Coritiba)
Kléber Pereira (Santos)

Segundo atacante
Alex Mineiro e Kléber (ambos do Palmeiras)
Nilmar (Internacional)

Treinador
Celso Roth (Grêmio)
Muricy Ramalho (São Paulo)
Vanderlei Luxemburgo (Palmeiras)

Craque
Alex (Internacional)
Hernanes (São Paulo)
Kléber Pereira (Santos)

Revelação
Jean (São Paulo)
Keirrison (Coritiba)
Marquinhos (Vitória)

Árbitro
Carlos Eugênio Simon, Leandro Pedro Vuaden e Leonardo Gaciba da Silva (todos do Rio Grande do Sul)


Craque da Galera

Hernanes (São Paulo)
Juan (Flamengo)
Thiago Silva (Fluminense)

Os ganhadores serão conhecidos no dia 8 de dezembro em festa realizada no Aterro do Flamengo no Rio de Janeiro. Na mesma festa será prestada uma homenagem aos campeões mundiais de 1958, dentre eles, o Rei Pelé.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Liga dos Campeões – 5ª rodada da fase de grupos

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Por Leonardo Martins


Neste meio de semana aconteceu a 5ª rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões. 5 grupos conheceram seus classificados para a próxima fase da competição européia. Vamos aos resultados:

Grupo A

Bordeaux-FRA 1x1 Chelsea-ING
Diarra; Anelka

Cluj-ROM 1x3 Roma-ITA
Koné; Totti e Brighi(2)

Grupo B

Internazionale-ITA 0x1 Panathinaikos-GRE
Sarriegi

Anorthosis-CHP 2x2 Werder Bremen-ALE
Sávio e Nikolaou; Diego e Hugo Almeida

Classificado: Internazionale-ITA

Grupo C

Sporting-POR 2x5 Barcelona-ESP
Miguel Veloso e Liédson; Henry, Pique, Messi, Caneira(Contra) e Bojan

Shaktar-UCR 5x0 Basel-SUI
Jádson(3), William e Seleznov

Classificados: Barcelona-ESP e Sporting-POR

Grupo D

Atlético de Madrid-ESP 2x1 PSV-HOL
Simão e Maxi Rodriguez; Koevermans

Liverpool-ING 1x0 Olympique Marseille-FRA
Gerrard

Classificados: Atlético de Madrid-ESP e Liverpool-ING

Grupo E

Villareal-ESP 0x0 Manchester United-ING

Aalborg-DIN 2x1 Celtic-ESC

Cacá e Caldwell(contra); Robson

Classificados: Manchester United-ING e Villareal-ESP

Grupo F

Fiorentina-ITA 1x2 Lyon-FRA
Gilardino; Makoun e Benzema

Bayern de Munique-ALE 3x0 Steaua Bucareste-ROM
Klose(2) e Toni

Classificados: Bayern de Munique-ALE e Lyon-FRA

Grupo G

Arsenal-ING 1x0 Dinamo de Kiev-UCR
Bendtner

Fenerbahçe-TUR 1x2 Porto-POR
Kazim Kazim; Lisandro López(2)

Classificados: Arsenal-ING e Porto-POR

Grupo H

Zenit-RUS 0x0 Juventus-ITA

Bate Borisov-BLR 0x1 Real Madrid-ESP
Raúl

Classificados: Juventus-ITA e Real Madrid-ESP

A última rodada acontece nos dias 9 e 10 de dezembro.

Inter heróico põe a mão na taça

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Por Leonardo Martins


Na noite de ontem, em La Plata na Argentina, o Internacional começou a decidir a Copa Sul-Americana contra o Estudiantes LP. Atuando por 65 minutos com um a menos, o colorado conseguiu uma vitória heróica por 1 a 0 e colocou a mão na taça da competição internacional.

Atuando em casa, os argentinos começaram em cima dos brasileiros, o craque Verón comandava a equipe Laplatense com uma visão de jogo sensacional, mas logo a defesa brasileira começou a se destacar tirando tudo lá trás. O Estudiantes só chegava em bolas paradas, Verón cobrou falta e Lauro mandou para escanteio.

O Inter conseguiu equilibrar o jogo, D’Alessandro, atuando em seu país, era o destaque colorado, 8mas a equipe brasileira não conseguiu criar chances de gols. Aos 24, o outro argentino do Inter, Guiñazu fez falta em Verón e foi expulso após tomar o 2º amarelo (o primeiro tinha sido aos 5 minutos).

Com um jogador a menos, os colorados incorporaram o espírito de luta dos gaúchos e jogaram com muita raça. O que parecia ser uma partida complicada, virou uma vitória heróica. Aos 31, D’Alessandro lançou Nilmar e o atacante foi derrubado na área por Desabato e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Alex bateu bem e abriu o placar.

A equipe brasileira quase marcou o segundo seis minutos depois, D’Alessandro bateu falta e Andujar tocou na bola antes dela ir na trave, salvando o Estudiantes. Os argentinos tinham poucos recursos para se livrar da marcação colorada e o jogo ficou bom para os colorados.

Na segunda etapa, o Estudiantes foi para o ataque com tudo, mas o desespero e o nervosismo eram muito grandes e o jogo ficou tranqüilo para o goleiro colorado, que praticamente não trabalhou.

A defesa e o meio campo, esses sim trabalharam bastante, eram chutões para cima e cabeçadas para fora a todo momento para tirar a bola da área colorada. Os gaúchos tiveram o contra-ataque a disposição, mas não encaixavam, o único que criou perigo, o goleiro argentino chegou antes de Nilmar e tirou a bola.

O próprio Nilmar quase marcou o 2º gol após cochilo de Angelleri que o goleiro Andujar salvou. O goleiro argentino, por incrível que pareça, trabalhou mais que o goleiro colorado. Lauro só tinha trabalho para abafar o bombardeio aéreo argentino, bombardeio que não deu em nada. A última chance do jogo foi de Magrão, mas Andujar salvou mais uma vez o gol colorado. E a vitória foi consumada com muita raça e o Inter está a 90 minutos do 1º título brasileiro para o futebol brasileiro na Sul-Americana.

Título que vem com apenas um empate na partida de volta, na próxima quarta-feira em Porto Alegre. Vitória argentina por um gol leva a partida para a prorrogação.

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cruzeiro vence e fica perto da Libertadores

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Por Leonardo Martins

Na tarde de ontem, com um grande público no Mineirão, Cruzeiro e Flamengo fizeram confronto direto pela vaga a Copa Libertadores, válido pela 36ª rodada do Brasileirão. Em um jogaço, os mineiros venceram os cariocas por 3 a 2 e ficaram perto da vaga a competição sul-americana.

Talvez de olho em um início arrasador como na partida contra o Grêmio, na qual abriu o placar aos 15 segundos, o Cruzeiro acelerou o ritmo no início e foi correspondido pelo Flamengo. Nos primeiros dez minutos, três boas jogadas para cada lado.

Aos 30 segundos, Jajá recebeu na entrada da área, girou e chutou fraquinho para fora. Na seqüência, Kleberson puxou contra-ataque e serviu Obina. O camisa 9 chutou prensado e a bola sobrou para Leo Moura, que se enrolou com Ibson e desperdiçou boa chance. Um minuto depois, desatenção de Bruno: Kleberson recuou e o goleiro pegou com as mãos. Tiro indireto marcado por Carlos Eugênio Simon e desperdiçado por Marquinhos Paraná.

O jogo tinha apenas cinco minutos e Fernandinho criou a terceira boa chance para os mineiros. O lateral-esquerdo aproveitou uma bobeada da zaga do Fla e emendou forte da entrada da área. Bruno bateu roupa e Angelim afastou o perigo. O troco rubro-negro veio aos oito e aos dez minutos. Primeiro, Marcelinho Paraíba cobrou escanteio no primeiro pau, Jaílton desviou e Ibson não alcançou a bola na pequena área. Depois, o próprio volante serviu Leo Moura pela direita, mas o lateral errou o cruzamento para Obina.

As duas equipes diminuíram a velocidade até os 19 minutos, quando Gerson Magrão recebeu pela esquerda e tocou para trás. Jajá, sem goleiro, errou a conclusão e perdeu gol feito. Três minutos depois, porém, o atacante cruzeirense acertou em cheio. Ele roubou a bola de Angelim e bateu colocado no ângulo direito de Bruno. O travessão salvou os cariocas.

Passivo, o Flamengo parecia confiar nos contra-ataques e observava o Cruzeiro trabalhar a bola no campo de ataque. A estratégia foi castigada aos 33 minutos. Ramires recebeu com muita liberdade pela esquerda, aguardou a entrada de Fernandinho pelo meio da zaga e rolou entre as pernas de Kleberson. Frente a frente com Bruno e observado por Leo Moura, o lateral-esquerdo só escorou e levantou o mar azul que tomava conta do Mineirão.

O gol acordou o Flamengo, que se mandou para o ataque sem muita eficiência. Aos 36, Paraíba cruzou no segundo pau, Angelim escorou para o meio e Fábio afastou de soco. Dono do jogo, o Cruzeiro administrou a vantagem e só foi incomodado aos 45, quando Juan deixou Jonathan caído e cruzou nas mãos do goleiro mineiro.

Com o sonho do hexa sendo adiado e o risco de perder até a vaga no G-4, Caio Júnior liberou o Flamengo para o ataque no início da segunda etapa. Tímido no primeiro tempo, Ibson foi liberado para atacar e deu maior dinamismo ao time carioca. Tal exposição, porém, resultou em susto aos três minutos. Jajá deixou Ramires na cara do gol. O volante dominou, escolheu o canto, deslocou Bruno e... jogou para fora.

Aos oito, uma bomba de fabricação caseira explodiu na geral e ligou o time do Flamengo. No minuto seguinte, Marcelinho Paraíba arriscou do bico da grande área pela direita e obrigou Fábio a espalmar para escanteio. Na cobrança, do próprio Paraíba, Ibson escorou de cabeça no bico da pequena área e decretou o empate.

Era a vez do Cruzeiro se mandar para inverter o placar que não lhe interessava. Aos 15 e aos 18, Bruno até que salvou o Flamengo em chutes fortes de Jajá e Fabrício da entrada da área, mas, aos 19, não teve perdão. Fernandinho descolou um lindo passe para Thiago Ribeiro aproveitar a linha de impedimento mal feita pela zaga rubro-negra e tocar no ângulo esquerdo do goleiro do Fla: 2 a 1.

Com os papéis novamente invertidos, o Flamengo novamente foi atrás de sua manutenção no G-4 e empatou com Obina, aos 25. O atacante recebeu cruzamento rasteiro de Juan, dominou de costas para o gol, girou em cima de Leo Fortunato e tocou para o fundo das redes. E o empate não se transformou em virada aos 28 por questão de centímetros. Leo Moura fez boa jogada pela direita e cruzou no segundo pau. A bola passou por Fábio, e Juan, com o gol aberto, acerta na rede pelo lado de fora.

Lá e cá, o jogo terminou como começou: eletrizante. Com a vitória do São Paulo em São Januário, só um resultado positivo poderia manter o Flamengo na briga pelo hexa, e a equipe se expôs. Aos 31, Ramires se chocou com Toró na área, a torcida pediu pênalti e Simon mandou o lance seguir. Um minuto depois, o mesmo Toró brecou o volante celeste, que já preparava o arremate após passe de Wanderley. Só que aos 39 não teve jeito. Aberto após contra-ataque mal sucedido, o Fla deu espaços para Ramires, que recebeu de Fabrício e, da marca do pênalti, tocou no canto esquerdo de Bruno.

No fim, um milagre e muita polêmica protagonizados por Diego Tardelli. Aos 42, o atacante entortou Thiago Heleno e tocou colocado no canto direito de Fábio, que fez uma defesa espetacular. Três minutos depois, muita confusão. Tardelli avançou pela esquerda, invadiu a área, cortou para dentro e recebeu uma rasteira de Leo Fortunato. Pênalti não marcado por Simon, que expulsou o atacante rubro-negro durante o jogo e o capitão Fábio Luciano, ambos por reclamação, após o apito final.

O Cruzeiro passou o rival de ontem e foi para o 3º lugar com 64 pontos. O Fla saiu do G-4 com a vitória do Palmeiras, foi para 5º com 63 pontos. Na próxima rodada, o Flamengo recebe o Goiás e o Cruzeiro vai a Porto Alegre enfrentar o Inter.

Outros jogos de ontem

Vasco 1x2 São Paulo – O São Paulo pode ser Campeão na próxima rodada, ajudado pela derrota do Grêmio em Salvador para o Vitória, quando enfrenta o Fluminense em São Paulo. O Tricolor garantiu esta condição ao vencer o desesperado Vasco em São Januário e disparou na liderança com 71 pontos. O Vasco pode ser rebaixado na próxima rodada quando vai a Curitiba enfrentar o Coxa. Os gols da vitória saíram com Jorge Wagner e Hugo, Mádson descontou para os vascaínos.

Vitória(10º) 4x2 Grêmio(2º)
Marcelo Cordeiro, Leandro Domingues, Jackson e Willians; Anderson Martins(contra) e Souza

Sport(11º) 3x0 Atlético-MG(12º)
Ciro(2) e Durval

Palmeiras(4º) 2x0 Ipatinga(20º)
Kléber e Pierre

Internacional(8º) 0x2 Fluminense(13º)
Romeu e Washington

domingo, 23 de novembro de 2008

Atlético arranca empate no Rio

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Por Leonardo Martins


Na noite de ontem, no Engenhão, o Botafogo recebeu o desesperado Atlético-PR em mais um jogo válido pela 36ª Rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo cheio de alternativas, o Furacão arrancou um bom empate por 2 a 2, mas não afastou-o da zona vermelha.

A partida pouco significava para o Botafogo. Além disso, o dia era de chuva, frio e pouco público, complementando com o estado ruim do gramado do Engenhão, danificado por uma confronto entre amadores antes de a bola rolar. O ambiente, então, não era propício para o bom futebol, e foi o que se viu nos primeiros minutos. O Atlético-PR, que vivia um momento de decisão, mostrava mais empenho, enquanto no Alvinegro era claro o desentrosamento.

O Atlético apostava na velocidade e aproveitava os muitos erros de passe do Botafogo, que perdia muitas bolas e propiciava contra-ataques ao adversário. Foi assim que surgiu o primeiro lance de perigo, aos três minutos, quando Julio César partiu em velocidade e não conseguiu driblar Renan, que deu um leve toque na bola. A defesa alvinegra se recompôs e evitou um susto maior.

Incapaz de criar jogadas, por causa da baixa qualidade técnica, restava ao Botafogo apostar nas jogadas de bola parada. E foi assim que o time da casa abriu o placar, aos 22 minutos. Lucio Flavio, que vinha tendo um mau desempenho, acertou a bola no ângulo direito de Galatto, fazendo 1 a 0.

O gol deixou o Botafogo mais aceso, mas ainda pecando muito nos passes. À beira do campo, o técnico Geninho gritava, na esperança de fazer o Atlético-PR alcançar um resultado que o faria escapar, pelo menos momentaneamente, do rebaixamento. O Furacão aproveitou um passe errado de Triguinho para encaixar um contra-ataque aos 28 minutos. Alan Bahia fez bom lançamento para Zé Antônio, que pegou de primeira e acertou uma bomba que passou perto do gol de Renan.

Mas aos poucos o Botafogo foi se acertando em campo, e começou a fazer valer o empenho dos jogadores que buscam mais oportunidades para o ano que vem. Eduardo passou a se destacar. Primeiro com um chute de fora da área que obrigou Galatto a fazer defesa difícil. Nos minutos finais do primeiro tempo, ele ainda perdeu uma ótima chance, escorando no travessão um cruzamento de Lucas Silva. A pequena torcida ainda se levantou para lamentar a nova defesa do goleiro do Atlético, que pegou no reflexo uma cabeçada de Zárate.

Muito insatisfeito com o desempenho de sua equipe, Geninho promoveu duas mudanças no intervalo. A entrada de Alberto, no lugar de Zé Antônio, e Pedro Oldoni, na vaga de Julio César, fez o Atlético-PR ganhar força. Ao mesmo tempo, o Botafogo voltou para o segundo tempo completamente disperso, propiciando claras chances de gol ao adversário.

Mas o Atlético, que está a perigo no Brasileirão, não conseguia aproveitar. Aos três e seis minutos, Pedro Oldoni desperdiçou duas oportunidades na cara do gol. A primeira aconteceu depois de uma falha incrível de Renan, que não conseguiu cortar um cruzamento. O atacante do Furacão foi seriamente repreendido por Geninho à beira do campo.

Do outro lado, Ney Franco foi obrigado a fazer sua primeira substituição depois que Leandro Guerreiro não conseguiu continuar na partida por causa de um corte no supercílio, fruto de um choque dentro da área. Mas logo depois da entrada de Rodrigo Sá, o Atlético se aproveitou da desatenção da defesa alvinegra para empatar. Alan Bahia recebeu na intermediária, avançou sem ser incomodado e acertou um chute no ângulo esquerdo de Renan, fazendo 1 a 1 aos 15 minutos.

Mas houve pouco tempo para o Furacão comemorar, pois, aos 19, o Botafogo chegou ao segundo gol. E tinha que ser em nova cobrança de falta, pois ainda não era possível levar vantagem no toque de bola. Lucio Flavio cobrou falta na área, Eduardo desviou e Zárate, sozinho, apenas tocou de cabeça para marcar.

O Botafogo teve a chance de ampliar aos 27 minutos, quando Fábio, que acabara de entrar, acertou uma cabeçada no travessão. Mas não faltou pontaria do outro lado. Um minuto depois, após cobrança de escanteio, Antônio Carlos subiu para empatar a partida para o Atlético-PR.

As duas equipes alternaram boas possibilidades de gol até o fim, mas o lance de destaque foi protagonizado por Fábio, que perdeu uma chance clara nos descontos, depois de cruzamento de Zárate.

O empate, que fez o Atlético chegar a 42 pontos, ocupando a 14ª posição, não era o que esperavam Vasco e Fluminense, que lutam diretamente com a equipe paranaense contra a degola. O Botafogo, que vinha de quatro derrotas consecutivas no Brasileirão, chegou aos 50 pontos, segurando o nono lugar. a penúltima rodada, no próximo fim de semana, o Alvinegro carioca cumpre tabela contra outro time ameaçado pela degola: o Figueirense, novamente no Engenhão. Já o Rubro-Negro paranaense pega o Náutico, um adversário direto na briga para fugir do rebaixamento, nos Aflitos, em Recife. Os horários das partidas serão confirmados na próxima segunda-feira pela CBF.

Outros jogos de ontem

Coritiba 5x1 Santos
Keirrison(4) e Ariel; Molina

Portuguesa 0x0 Goiás