terça-feira, 8 de julho de 2008

Chamada para Pequim

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Por Leonardo Martins


Ontem a noite, o técnico da Seleção Brasileira, Dunga, chamou os 18 jogadores que disputarão as Olimpíadas de Pequim, no mês que vem. Esse grupo tentará trazer a inédita medalha de ouro, único título que falta ao nosso futebol.

A regra olímpica estabelece que cada equipe pode levar apenas 3 jogadores com mais de 23 anos. Diante da dificuldade da liberação do zagueiro Juan por parte da Roma, a primeira vaga para os maiores de 23 anos ficou com o zagueiro Thiago Silva, destaque do Fluminense no vice-campeonato da Libertadores, conquistado pelo clube carioca. Os outros dois jogadores maiores de 23 são velhos conhecidos da torcida brasileira. O meia-atacante Ronaldinho Gaúcho, que está mal das pernas no Barcelona e tem a grande chance de se reencontrar com o futebol que o consagrou, em Pequim. E o atacante Robinho, jogador criticado pelas atuações dele na Seleção Principal.

A grande surpresa desta lista é o atacante Jô, o jogador revelado pelo Coritnthians e que acabou de ser vendido para o Manchester City, da Inglaterra, nunca havia sido convocado para a Seleção Olímpica, agora figura na lista que vai a Pequim. A esperança de gols nas Olimpíadas está nos pés de Alexandre Pato, o menino que surgiu como um fenômeno no Inter, agora é um dos destaques destaque deste grupo.

Confira a lista:

Goleiros
Diego Alves (Almería-ESP)
Renan (Internacional)

Laterais
Rafinha (Schalke 04-ALE)
Ilsinho (Shaktar Donnetsk-UCR)
Marcelo (Real Madrid-ESP)

Zagueiros
Thiago Silva (Fluminense)
Breno (Bayern de Munique-ALE)
Alex Silva (São Paulo)

Volantes
Hernanes (São Paulo)
Anderson (Manchester United-ING)
Lucas (Liverpool-ING)

Meias

Diego (Werder Bremen-ALE)
Ronaldinho (Barcelona-ESP)
Thiago Neves (Fluminense)

Atacantes
Robinho (Real Madrid-ESP)
Alexandre Pato (Milan-ITA)
Jô (Manchester City-ING)
Rafael Sóbis (Bétis-ESP)

Reencontro Triunfal

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Por Maurício Fernando

Felipe volta a atuar e Corinthians volta a vencer ma Série B. A vítima foi o São Caetano do ex-Corintiano Finazzi.

Aparentemente era mais uma partida da caminhada árdua do Corinthians na série B 2008, mas não era. Um clima todo foi criado durante a semana que antecedeu a partida, o técnico Pintado se queixou de um possível tratamento diferenciado da equipe da capital, o atacante Finazzi trocou farpas com o técnico corintiano Mano Menezes, dando declarações sobre o final da passagem dele pelo Timão, o Corinthians pressionado após duas rodadas sem vencer na competição, a sensação de incomodo pelo momento difícil da equipe, e a volta do goleiro Felipe, considerado um dos culpados da derrota corintiana na Copa do Brasil, que havia sido afastado. E para piorar o adversário era o São Caetano, considerado até pouco tempo a “asa negra” corintiana, mais uma vez, Fabinho esteve fora da equipe, dessa vez com conjutivite.

O Corinthians começou a partida tomando a iniciativa, Aos 3 minutos, Eduardo Ramos recebeu passe de Herrera, e ficou cara a cara com o goleiro Julio César, mas chutou fraquinho, facilitando para o arqueiro da equipe do Abc paulista. O clube do Parque São Jorge seguia insistindo, André Santos e Douglas tiveram boas chances mas também desperdiçaram. Chicão batendo falta quase abriu o placar, obrigando o goleiro Julio César a praticar uma bela defesa. O ataque do azulão pouco ameaçou no primeiro tempo, Finazzi parecia isolado na frente, já que o companheiro Vandinho saia constantemente da área. A equipe corintiana ainda teve mais uma chance no final do André Santos, mas a bola passou raspando a trave, mas o primeira etapa passou em branco.

Mano Menezes optou por não mexer nas peças da equipe para a segunda etapa, mas a postura mudou, e deu certo. Aos 10 minutos, após boa troca de passes, Dentinho recebe de Herrera em boas condições, passa pelo goleiro e toca com o gol vazio, deixando o Timão em vantagem. Com a saída do lateral Julio César, que incomodava pelo lado direito, o Corinthians teve ainda mais liberdade para atacar, mas desperdiçou as oportunidades que teve, com Herrera, que chutou para fora, e Acosta (que substituiu Dentinho) que foi parado por mais uma bela defesa de Julio César. O São Caetano só passou a levar perigo depois da metade do segundo tempo, com a entrada de Luan, mas as chances não foram aproveitadas, e o Corinthians apenas administrava o resultado. No final, ainda deu tempo para Luan ser expulso, após confusão com André Santos. E Felipe, que voltava, salvou a equipe no ultimo minuto após chute cruzado.

Com a vitória por 1 a 0, o Corinthians segue com folga na liderança da Série B de forma invicta, com 23 pontos, cinco a mais que o vice líder Juventude, enquanto que o São Caetano está na sexta posição, com 15 pontos, a apenas um ponto da zona de acesso. As duas equipes voltam a atuar nesta terça feira, a equipe da capital enfrenta o Marília no Pacaembu, e o azulão enfrenta o Barueri no Anacleto Campanella, em briga direta por posição.

Outras partidas da 9ª rodada da Série B

Ter, 01/07/2008
Criciúma 0x3 Paraná
Brasiliense 2x0 Ponte Preta
Santo André 3x1 CRB

Sex, 04/07/2008
Fortaleza 1x2 Vila Nova
Juventude 1x0 América-RN
Bahia 2x1 Avaí

Sáb, 05/07/2008
ABC 3x3 Ceará
Corinthians 1x0 São Caetano
Barueri 2x1 Bragantino
Marília 2x2 Gama

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Atlético desperdiça boa chance de vencer

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Por Leonardo Martins


Na tarde deste domingo, no Mineirão com um bom público, o Atlético-MG enfrentou o Palmeiras pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo bastante movimentado, o Galo apenas empatou com o Porco por 1 a 1 e se complica na classificação.

O Palmeiras entrou em campo com uma defesa praticamente nova, devido aos muitos desfalques que a equipe paulista tinha. O Galo entrou com muitas surpresas, a estréia do lateral Mariano e um esquema novo, 3 volantes e 3 atacantes.

Com a defesa visivelmente desentrosada em campo nos primeiros momentos da partida, o Palmeiras foi engolido pelos donos da casa, que partiram com tudo para cima da equipe paulista no inicio da partida. O goleiro pentacampeão mundial, Marcos, confirmou o apelido de santo dado pela torcida palmeirense ao fazer milagres e evitar uma goleada atleticana. O primeiro foi em um cabeçada de Marcos, aos 4 minutos. Aos 10, o goleiro contou com a sorte em um chute de Eduardo que bateu no travessão. Mas no minuto seguinte, não teve a mesma sorte e o próprio Eduardo, de cabeça, abriu o placar para o delírio da massa atleticana.

Passada essa blitz atleticana, o alviverde passou a cadenciar mais o jogo, mas sentiu a falta de um armador na equipe, já que não contou com o chileno Valdívia, portanto, faltou criatividade e objetividade a equipe palmeirense na 1ª etapa. Enquanto isto, o Atlético continuava dominando o jogo, mas parando nas defesas do camisa 1 verde. Aos 25, Alex Mineiro acertou uma cotovelada em Vinicius, em uma disputa de bola. O zagueiro atleticano levou a pior e teve que sair de campo e entrou em seu lugar Welton Felipe. Aos 31, o Galo teve um pênalti a favor, o palmeirense Jéferson deu uma voadora na cara de Eduardo. Na cobrança, o volante Renan cobrou mal e Marcos salvou mais uma vez a equipe alviverde de São Paulo com uma defesa. O Palmeiras só deu trabalho ao goleiro atleticano, Edson, aos 43 minutos, quando Diego Souza cobrou falta e o camisa 20 defendeu. Ainda sobrou tempo para Marcos trabalhar na primeira etapa. Danilinho fez boa jogada e tocou para Castillo, o boliviano chutou para a defesa do goleiro com as pontas dos dedos. Final do massacre alvinegro na 1ª etapa.

O jogo não se alterou muito no inicio da etapa final. O Galo continuava em cima e o Palmeiras com falhas de marcação. Só que aos poucos, o ritmo atleticano diminuía e os paulistas cresciam no jogo em busca do empate. Mas o camisa 1 palmeirense continuava salvando. Aos 10 minutos, novamente o goleiro fez importante defesa em um chute de Eduardo. A partida caiu de ritmo, o técnico paulista fez algumas alterações que atreveram o Palmeiras, Denílson e Jorge Preá entraram para buscar o gol de empate. Aos 35, César Prates deixa o Atlético com 1 a menos ao ser expulso e no minuto seguinte veio o tão esperado empate palmeirense. Diego Souza acertou uma linda falta no ângulo. Empate no Mineirão. O Porco partiu para virada, mas Denílson, por excesso de preciosismo em algumas jogadas, não aproveitou e o Galo saiu como derrotado moral, diante das circunstancias da partida.

O Galo viu a zona de rebaixamento se aproximar, já que está a 2 pontos na frente dela com 11 pontos e na 15ª posição. O Galo volta a fazer um clássico nacional quando enfrentará o Flamengo nesta 4ª feira também no Mineirão. Já os paulistas desperdiçaram boas chances de assumir a 2ª posição e caíram para o 5º lugar. Na próxima rodada, o Palmeiras recebe o Figueirense.

Outros jogos de ontem

Internacional(11°) 3x0 Coritiba(16º)
Alex (3)

Figueirense(10º) 2x1 Vasco(12º)
Cleiton Xavier (2); Rodrigo Antônio

Portuguesa(9º) 1x2 Vitória(4º)
Vaguinho; Dinei e Ramón

Goiás(17º) 1x0 Fluminense(20º)
Iarley

São Paulo(7º) 1x1 Ipatinga(19º)
Borges; Luciano Mandi

Botafogo(13º) 2x0 Grêmio(3º)
Túlio e Zé Carlos

Próxima Rodada

09/07 - 19h30 – Internacional x Goiás
09/07 – 19h30 – Coritiba x Portuguesa
09/07 – 20h30 – Fluminense x Atlético-PR
09/07 – 20h30 – Vitória x Botafogo
09/07 – 21h45 – Atlético-MG x Flamengo
09/07 – 21h45 – Náutico x São Paulo
09/07 – 21h45 – Santos x Grêmio
10/07 – 20h30 – Vasco x Sport
10/07 – 20h30 – Palmeiras x Figueirense
10/07 – 20h30 – Ipatinga x Cruzeiro

Série C 2008 – 1ª rodada da fase 1

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Por Leonardo Martins

63 equipes de todos os estados brasileiros (exceto Rondônia), começaram neste domingo a disputa da terceira divisão do Brasil. Algumas equipes famosas no cenário brasileiro disputam a Série C, como o América-MG, o Santa Cruz-PE e o Guarani de Campinas, este último até Campeão do Brasil. Foram 31 jogos por 16 grupos que abriram a competição, confiram os resultados:

Grupo 1
Fast Clube-AM 1 x 4 Rio Branco-AC

Grupo 2
Cristal-AP 1 x 1 Remo-PA
Progresso-RR 0 x 2 Holanda-AM (Jogo interrompido no segundo tempo por falta de ambulância no estádio)

Grupo 3
Paysandu-PA 0 x 0 Bacabal-MA
Águia-PA 4 x 2 Palmas-TO

Grupo 4
Sampaio Corrêa-MA 0 x 0 Barras-PI
Picos-PI 1 x 0 Horizonte-CE

Grupo 5
Campinense-PB 2 x 1 Santa Cruz-PE
Central-PE 0 x 0 Potiguar de Mossoró-RN

Grupo 6
Santa Cruz-RN 0 x 1 Icasa-CE
Salgueiro-PE 1 x 0 Treze-PB

Grupo 7
Atlético-BA 2 x 1 Confiança-SE
ASA-AL 1 x 0 Petrolina-PE

Grupo 8
Itabuna-BA 2 x 1 CSA-AL
Sergipe-SE 2 x 2 Vitória da Conquista-BA

Grupo 9
Atlético-GO 2 x 0 Águia Negra-MS
Operário-MS 0 x 0 Mixto-MT

Grupo 10
Legião-DF 1 x 1 Itumbiara-GO
Anápolis-GO 2 x 2 Dom Pedro-DF

Grupo 11
Duque de Caxias-RJ 2 x 1 Paulista-SP
Serra-ES 1 x 0 América-MG

Grupo 12
Linhares-ES 0 x 4 Boavista-RJ
Macaé-RJ 0 x 0 Guaratinguetá-SP

Grupo 13
Ituiutaba-MG 2 x 1 Mirassol-SP
Noroeste-SP 2 x 0 Tupi-MG

Grupo 14
Linense-SP 0 x 0 Ituano-SP
Guarani-SP 0 x 0 Madureira-RJ

Grupo 15
Marcílio Dias-SC 1 x 1 Toledo-PR
Engenheiro Beltrão-PR 1 x 0 Inter de Santa Maria-RS

Grupo 16
J.Malucelli-PR 1 x 1 Caxias-RS
Brasil de Pelotas-RS 1 x 1 Metropolitano-SC

A Segunda rodada da Série C será disputada neste meio de semana.

domingo, 6 de julho de 2008

Transferências diárias – 05/07/08

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Por Matheus Mandy

Bangu
Juninho Acerola(M-Cabofriense)
Baiano(LE-Cabofriense)

Figueirense
Leandro Carvalho(V-Itumbiara)

Acadêmica-POR
Nunes(Z-Juventude)

Portuguesa
Ediglê(Z-Internacional)

Atlético-BA
Thomas(Z-São Paulo B)
Cristiano(V-São Paulo B)
Índio(M-São Paulo B)
Juninho(A-São Paulo B)
Raylon(A-São Paulo B)

Atlético Mineiro
Mariano(LD-Ipatinga)

Madureira
William Amendoim(M-Flamengo)

Rio Branco-RJ
Bráz(G-São João da Barra-RJ)
Leandro Balde(A-Americano)

Juventude
Abedi(M-Botafogo)

Gaziantespor-TUR
Rodrigo Tabada(M-Santos)

Sendas-RJ
Fábio Augusto(V-América-RJ)

Grêmio
Souza(M-PSG-FRA)

Braga-POR
Márcio Mossoró(M-Internacional)

Botafogo
Lenadro Zárate(A-Santa Fé-ARG)

Nova Iguaçu
Adriano(G-Friburguense)
Sérgio Gomes(LD-Friburguense)

Boavista-RJ
Têti(M-Cabofriense)

Botafogo
Vítor Castro(A-Orebro-SUE) (Volta de Empréstimo)

Ipatinga
Marinho(A-Atlético Mineiro)
Léo Silva(V-Cruzeiro)
Sandro(V-Cruzeiro)

Atlético Madrid-ESP
Paulo Assunção(V-Porto-POR)

Poli Timisoara-ROM
Éder(Z-Leiria-POR) (Jogou em 2005 pelo Vasco)

Liverpool-ING
Diego Cavalieri(G-Palmeiras)

Rio Claro
Thiago Chulapa(V-Barueri)

Nacional-POR
Rafael Bastos(M-Braga-POR)

Westerlo-BEL
Adalberto(V-Ipatinga)

Portimonense-POR
Philco(Z-Braga-POR)

Internacional
Ediglê(Z-Marítimo-POR)

Boavista-RJ
Victor(G-Vitória)
Róbson(V-Ceará)
Éverton(V-Fut.Árabe)

Fortaleza
Taílson(A-Voltou uma semana após ser dispensado)

América-MG
Rogério Josué(A-União São João)

Santos
Nélson Cuevas(A-Libertad-PAR)
Celsinho(M-SPorting-POR)

Metalurh Donetsk
Jajá(A-Westerlo-BEL) (Jogou em 2006 no Flamengo)

Ceará
Paulo(Z-Toledo-PR)

Linhares
Anderson(LE-Cruzeiro)

São Bento-SP
André Zuba(G-Palmeiras B)

Angra dos Reis
Viola(A-Duque de Caxias)

Criciúma
Luiz Mário(A-Paysandu)

Dispensados
Cláudio Pitbull(A-Porto-POR)
Adriano Louzada(A-Porto-POR)
Giovanni(A-Manchester City-ING)

Sport volta a vencer no Brasileirão

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Por Leonardo Martins


Na noite deste sábado, na Ilha do Retiro, o Sport recebeu o Cruzeiro pela abertura da 9ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os pernambucanos conseguiram vencer após 3 jogos de jejum por 1 a 0, em um jogo disputado.

O jogo começou com os mineiros melhores em campo, mais objetivo no ataque, o Cruzeiro foi a equipe que mais criou chances na etapa inicial, mas só chegava em chutes de longe, aproveitando o espaço deixado pelo meio campo pernambucano. Charles e Guilherme exigiram ótimas defesas de Magrão. O goleiro pernambucano só não conseguiu segurar o chute de Wágner, mas a sorte ajudou o camisa 1 rubro-negro, já que a bola bateu no travessão. Quando tinha a posse de bola, o Cruzeiro tinha paciência e trocava passes, até encontrar uma brecha na defesa que permitisse ao menos o chute de longe. Já o Sport, ao contrário, ficava pouco com a bola no meio-campo e apelava para chutões dos zagueiros. Carlinhos Bala e Enilton, com dificuldade de receber a bola, tinham de recuar. Quando tentavam se deslocar no ataque, ficavam em impedimento. O time pernambucano chegou a balançar a rede, mas numa cobrança de falta que deveria ser em dois lances. O estreante Fumagalli cobrou direto, longe do alcance de Fábio, e saiu comemorando, antes de ver o árbitro anulando o gol. Quase todas as jogadas de perigo do Sport saíram pela direita. Na melhor delas, aos 31 minutos, Luciano Henrique recebeu passe e entrou livre pelo bico da área, mas chutou mal, para fora.

Para o segundo tempo, cada técnico fez uma substituição. Nelsinho Baptista trocou Enilton por Fábio Gomes, e Adílson Batista tirou Jadílson e pôs Jonathan. O do Sport levou a melhor no duelo. Com a mudança no seu time, Luciano Henrique passou a jogar mais avançado. E foi com ele que o Sport conseguiu as melhores oportunidades. A então segura defesa do Cruzeiro começou a dar brechas, geralmente pelo seu lado direito, onde estava Thiago Heleno. Aos 14 minutos, Luciano Henrique chutou forte, e Fábio fez difícil defesa. Dois minutos depois, ele teve outra chance, dessa vez pelo alto, mas cabeceou para fora. O problema do Sport era a ausência de um armador no meio-campo. Fumagalli, que deveria ficar com a função, mostrou falta de ritmo e mal apareceu na partida - até cobrar a falta que resultou no gol rubro-negro. Aos 27 minutos, ele levantou a bola na área, e Marquinhos Paraná desviou para trás, enganando o goleiro Fábio e marcando contra. Depois do gol do Sport, a força ofensiva do Cruzeiro - que já não era muita - diminuiu. O time tocava a bola no meio-campo, mas não conseguia chegar ao ataque. Os rubro-negros também não levaram perigo ao gol de Fábio, deixando a partida sem emoção até o apito final.

Com o resultado o Sport subiu para o 11º lugar com 11 pontos e o Cruzeiro permaneceu em 3º com 17 pontos. Na próxima rodada, os pernambucanos visitam o Vasco e a Raposa faz o confronto mineiro contra o Ipatinga, no Vale do Aço.

Outros jogos de ontem

Atlético-PR(8º) 1x0 Santos(18º)
Alan Bahia

Flamengo(1º) 3x0 Náutico(6º)
Léo Moura, Marcinho e Kléberson

sábado, 5 de julho de 2008

Maracanazzo Equatoriano

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Por Leonardo Martins

Era um sonho se tornando pesadelo para a torcida tricolor. Pela 1ª vez, o “Maior do Mundo” recebia a taça da Libertadores e o Fluminense e a LDU que teriam o prazer de erguê-la pela 1ª vez. O Maracanã foi invadido por um mar tricolor, foram 90 mil pessoas que acreditavam numa virada após o mal 1º jogo no Equador. Esta virada até veio, mas não foi suficiente para que o Flu conquistasse a América pela 1ª vez. Após conseguir reverter a vantagem obtida no Equador pela LDU ao vencer por 3 a 1 e levar o jogo para a prorrogação, os brasileiros consagraram o goleiro equatoriano Cevallos, ao desperdiçar 3 cobranças na disputa de pênaltis e o futebol equatoriano conseguiu seu 1º título na Libertadores.

A festa estava linda, o Maraca vivia uma noite de gala, tudo estava preparado para uma virada tricolor. Para isto, o Fluminense tinha que ganhar o jogo por 3 gols de diferença ou 2 para levar a prorrogação e entrou com a mesma equipe que havia entrado na partida do Equador. A LDU também entrou com a mesma equipe que foi bem na partida de ida, usando a velocidade de Guerrón e Bolaños para contra-atacar e tendo os dois gols de vantagem.

A bola rolou no Maraca e se viu um Fluminense aguerrido, porém um pouco nervoso, dando espaços para os equatorianos atacarem. Aos 8 minutos, a vantagem da Liga aumentou. Guerrón avançou livre pela direita, driblou Ygor e cruzou para a área, Bolaños apareceu sem marcação e chutou no canto. 1 a 0 LDU, agora a missão tricolor ficara mais difícil, pois precisava de 3 gols para levar a prorrogação. No minuto seguinte, Washington recebeu livre na área e chutou para fora. 2 minutos mais tarde, foi a vez dos equatorianos atacarem, Bolaños cruzou e Bieler completou para fora. Por incrível que pareça, esse foi o último lance de perigo da equipe branca no tempo normal.

Novamente a sorte parecia estar ao lado dos tricolores, pois achou um gol logo em seguida que tomou. Aos 12, começou o show de Thiago Neves no tempo normal. Após um rebote da zaga, o camisa 10 driblou um marcador e chutou no canto, empatando a partida. Voltamos a estaca zero, novamente o Flu precisava de 2 gols para levar o jogo à prorrogação. Os brasileiros continuaram a ir com tudo para cima da Liga, só que a ansiedade os atrapalhavam, portanto, o jogo caiu muito, sem muitas chances para ambas equipes. Mas aos 28, os cariocas chegaram a virada. Júnior César cobrou lateral longo para Cícero, o atacante, livre de marcação, cruzou para a entrada de Thiago Neves, que só teve que completar para o gol. Faltavam 2 gols para o título. Os pontas equatorianos estavam tímidos e a equipe equatoriano fazia muita cera para ganhar tempo. A arbitragem prejudicou a equipe tricolor em 2 lances seguidos. Primeiro ao não dar pênalti claro em cima de Washington e depois em dar um impedimento errado em Cícero. O primeiro tempo terminou, mas muita emoção ainda estava por vir.

No intervalo, o Tricolor tirou Ygor para colocar o reserva de luxo, Dodô. Começou a etapa final com uma pressão tímida do Flu, que continuava nervoso em campo. E foi do artilheiro a primeira chance. Após receber na área, Dodô deixou o marcador no chão e chutou. A bola foi por cima do travessão. Dodô estava mordido realmente com a reserva. Aos sete minutos, o atacante dominou na área e chutou. A bola desviou em Calle e bateu na trave antes de sair para escanteio.

Aos 11 minutos, Thiago Neves sofreu falta na entrada da área. Ele mesmo cobrou. Com perfeição, no canto esquerdo de Cevallos, que pulou atrasado. Era o terceiro gol do Fluminense. O Maracanã tremeu tamanha a festa da torcida. Vale lembrar que na véspera da partida, no último treino nas Laranjeiras, o meia teve um aproveitamento espetacular nas cobranças de falta. Das sete que tentou, fez cinco gols e acertou uma vez o travessão. O jogo ficou nervoso. Com o resultado, a partida iria para a prorrogação. A LDU resolveu sair mais. Urrutia arriscou de fora da área, e Fernando Henrique espalmou para escanteio. Logo depois, Bieler chutou da entrada da área e a bola bateu na trave direita do goleiro tricolor. O Fluminense diminuiu um pouco o ritmo. E deixou de explorar a insegurança do goleiro equatoriano Cevallos. Ele quase entregou em um chute de Conca no meio do gol. A defesa, toda atrapalhada, aconteceu com uma das mãos. Aos 36 minutos, falta perigosa a favor do Tricolor. Conca cruzou para a área, e Washington cabeceou por cima do travessão. Os torcedores voltaram a apoiar o time com os gritos de "Nense". Mas o Fluminense preferiu não se arriscar. E a partida foi para a prorrogação. Mais 30 minutos de emoção pela frente.

O tempo extra foi nervoso. A LDU tentava ganhar tempo nas bolas paradas, mas também atacava. Principalmente com Guerrón. O Fluminense tinha as melhores chances nos chutes de longe. Primeiro com Thiago Neves, depois com Thiago Silva. Ambos para fora. Junior Cesar também tentava aparecer pela esquerda, mas os cruzamentos paravam nas cabeças dos equatorianos. Em uma sobra, Dodô chutou com força por cima do travessão. O tempo parecia passar mais rápido. E terminou o primeiro tempo. Maurício entrou no lugar de Gabriel, bastante cansado. Mas o segundo tempo começou em ritmo lento. Aos 11 minutos, um lance polêmico. Cruzamento longo para a área, e Bieler fez o gol de cabeça. De forma errada, o bandeira Ricardo Casas marcou impedimento, e o árbitro Hector Baldassi anulou, prejudicando o time equatoriano. O jogo voltou a ficar emocionante. Thiago Neves recebeu na área e chutou cruzado. Cevallos fez difícil defesa e evitou o gol. Aos 14 minutos, contra-ataque rápido da LDU e Luiz Alberto é obrigado a derrubar Guerrón na entrada da área. O zagueiro, que já tinha cartão amarelo, foi expulso. Era o último lance da partida. Mas Ambrossi cobrou na barreira. E o título seria decidido nos pênaltis.

Nas cobranças. Urritia abriu a disputa. Um chute forte no meio do gol. Fernando Henrique caiu para o lado direito. LDU 1 a 0. Conca seria o primeiro cobrador tricolor. E o argentino perdeu. Chute forte, mas no meio. Cevallos defendeu. Campos bateu o segundo pênalti para a LDU. E Fernando Henrique defendeu. Festa no Maracanã. A torcida gritou o nome do goleiro tricolor. Thiago Neves tinha a missão de deixar tudo igual. Mas decepcionou. Chute rasteiro no lado direito de Cevallos, que defendeu com os pés. E Salas não perdoou. Fez o segundo gol da LDU. Cícero foi o terceiro cobrador tricolor. E finalmente fez o primeiro do Fluminense. Mas a vantagem ainda era equatoriana. Guerrón abriu a quarta série. E deixou o Fluminense em situação complicada: 3 a 1. Washington foi cobrar sob pressão. Se perdesse, a série acabava. O chute foi no canto direito. E Cevallos defendeu. A LDU era campeã da Libertadores. Silêncio e choro no Maracanã. Os torcedores, sem acreditar, não saíam da arquibancada. Mas a festa era equatoriana.

Foi o 1º título da Libertadores para o futebol equatoriano e a LDU garantiu a vaga ao mundial de Clubes, disputado no fim do ano no fim do ano.