quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Eliminatórias Europeias – (Quase) tudo definido no Velho Continente!

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Por Gabriel Seixas

Nesta quarta-feira, tivemos a realização da última rodada das eliminatórias pelo velho continente. Antes da rodada, duas vagas para a Copa estavam em aberto, bem como algumas para a repescagem. No fim das contas, as duas seleções que garantiram passaporte antecipado para a África do Sul foram Suíça e Eslováquia. Na repescagem, promessa de jogos emocionantes, que serão realizados nos dias 14 e 18 de Novembro. Confira um panorama de todos os jogos da última rodada, além de como será definida a repescagem, que garantirá mais quatro seleções na Copa do Mundo.

Grupo 1

Pelo Grupo 1, a Dinamarca entrou para cumprir tabela contra a Hungria, já que se garantiu na Copa ainda na rodada anterior. Mesmo jogando em casa, perdeu por 1 a 0. O gol dos húngaros foi de Buzsaky, e mesmo sem a vaga, pode-se dizer que a Hungria fez uma campanha honrosa, contra três seleções superiores tecnicamente – no caso, a própria Dinamarca, Portugal e Suécia.

Então, sobrou a vaga da repescagem, que tinha tudo para ser de Portugal. E foi mesmo. Os lusos precisavam de uma vitória simples contra Malta, em casa – pra se ter uma ideia, Malta terminou as eliminatórias com um ponto em 10 jogos, e sem nenhum gol marcado. Foi fácil: Nani, o substituto do lesionado Cristiano Ronaldo, aos 14, e Simão, aos 45 minutos, deixaram Portugal com uma boa vantagem de 2 a 0. A tranquilidade fez com que Miguel Veloso, aos 7, e Edinho, nos acréscimos da etapa final (este que entrou no lugar do brasileiro naturalizado Liedson), apenas completassem a goleada por 4 a 0.

A Suécia, que brigava pela repescagem, também goleou, mas vai assistir a Copa em casa. Mellberg, aos 6 minutos, fez um gol que deixou a Suécia por 8 minutos na África do Sul em 2010. Mas não passou de uma ilusão. Mesmo assim, Marcus Berg, que substituiu Elmander ainda no primeiro tempo, e novamente o zagueiro Mellberg, ampliaram a vantagem. Salihi diminuiu para a Albânia, mas Svensson, a seis minutos do fim, fez o último gol da vitória por 4 a 1.

Classificação:

1º Dinamarca – 21
2º Portugal - 19
3º Suécia - 18
4º Hungria - 16
5º Albânia - 7
6º Malta - 1

Grupo 2

A indefinição das vagas para a Copa e para a repescagem chegou ao fim no Grupo 2. A Suíça precisava apenas de um empate com Israel, em casa, para garantir passaporte para África 2010. Jogando por um ponto, garantiu o empate. O jogo não saiu do zero, e os suíços jogaram boa parte do segundo tempo com um a mais em campo: Yadin foi expulso para Israel, que terminou no modesto 4º lugar.

A Grécia, que ainda sonhava com o primeiro lugar, teve de se contentar com a repescagem. Os gregos não tiveram trabalho para vencer Luxemburgo, por 2 a 1. Torosidis, aos 30, e Gekas, aos 33 do primeiro tempo, deram tranquilidade total para os gregos. Com o pé no freio, e um jogador a mais em campo – Payal foi expulso para Luxemburgo -, os visitantes ainda descontaram com Avram Papadopoulos, contra.

Quem coroou sua campanha surpreendente foi a Letônia, seleção modesta que roubou o 3º lugar de Israel. Os letões venceram a lanterna Moldávia por 3 a 2. Ovsyannikov tentou surpreender, abrindo o placar para os visitantes. Mas Rubins, com dois gols, virou para a Letônia, que aumentou com Grebis. No fim, Sofroni diminuiu para a Moldávia, mas o tempo e a desvantagem numérica em campo – Lascensov foi expulso – não permitiram uma reação.

Classificação:

1º Suíça – 21
2º Grécia - 20
3º Letônia - 17
4º Israel - 16
5º Luxemburgo - 5
6º Moldávia – 3

Grupo 3

O Grupo 3, apesar de ser um dos mais fracos quando se trata das seleções individualmente, certamente foi o mais emocionante nesta última rodada. Eslováquia e Eslovênia travaram uma disputa emocionante pelo primeiro lugar até o último minuto. Em meio a essa disputa, República Tcheca e Irlanda do Norte se enfrentaram. Ambas tinham chances remotas de classificação, mas como a Eslovênia não deu chances para San Marino, o jogo foi apenas um amistoso. Por sinal, muito fraco tecnicamente, e não saiu do zero.

Então, atenções voltadas para os jogos simultâneos Polônia x Eslováquia e San Marino x Eslovênia. A Eslováquia dependia apenas de si para garantir o primeiro lugar, precisando vencer uma concorrente já eliminada, porém forte. Mesmo assim, venceu. Com dificuldades, claro: 1 a 0, gol do polonês Gancarczyk, contra, aos três minutos do primeiro tempo. Resultado: a Eslováquia está na Copa do Mundo! E, claro, não se pode dizer que a vitória da Eslovênia sobre San Marino por 3 a 0 não valeu de nada, afinal, os eslovenos estão na repescagem. Novakovic, no primeiro tempo, abriu o placar. Stevanovic e Suler, na etapa final, completaram o passeio sobre o lanterna do grupo, que sofreu 47 gols em 10 jogos.

Classificação:

1º Eslováquia – 22
2º Eslovênia - 20
3º República Tcheca - 16
4º Irlanda do Norte – 15
5º Polônia - 11
6º San Marino – 0

Grupo 4

Com tudo definido no Grupo 4 – Alemanha na Copa e Rússia na repescagem -, a última rodada serviu apenas para cumprir tabela. Nenhuma das duas seleções souberam aproveitar seus ‘testes de luxo’. A Alemanha recebeu a Finlândia, e só empatou em 1 a 1. Com algumas novidades, dentre elas o jovem Gentner, do Wolfsburg, e o brasileiro naturalizado alemão Cacau como titulares, quem marcou primeiro foi a Finlândia, com Johansson. Nos acréscimos, Podolski empatou, fazendo com que a Alemanha termine as eliminatórias de forma invicta.

A Rússia também tropeçou. Sem chances de alcançar a liderança, empatou fora de casa com o Azerbaijão em 1 a 1. O time russo estava levemente modificado, mas saiu na frente com Arshavin, aos 13 minutos. Na etapa final, Javadov empatou. A Rússia poderia ter sacramentado a vitória aos 36 minutos, quando Ignashevich teve a chance de converter pênalti sofrido pelo jovem Dzagoev, mas parou no goleiro Aghaev.

Completando o grupo, outro ‘amistoso’, entre Liechtenstein e País de Gales. Melhor para Gales, que venceu por 2 a 0. Vaughan, no primeiro tempo, e o meia Ramsey, do Arsenal, no segundo tempo, fizeram os gols da vitória. Foram apenas 12 pontos ganhos em toda as eliminatórias, uma campanha decepcionante de País de Gales.

Classificação:

1º Alemanha – 26
2º Rússia - 22
3º Finlândia - 18
4º País de Gales – 12
5º Azerbaijão - 5
6º Liechtenstein – 2

Grupo 5

Bósnia e Espanha, que se classificaram para repescagem e Copa do Mundo, respectivamente, fizeram o duelo das melhores equipes do grupo. O que não se esperava era que seria um jogo de uma seleção só. A Espanha, com time misto, fez uma partida brilhante, e ganhou por 5 a 2 (sendo que estava ganhando por 5 a 0 até os minutos finais). No primeiro tempo, antes dos 15 minutos, a Fúria já estava vencendo por 2 a 0. Piqué e David Silva, dois dos poucos titulares que estavam em campo, fizeram os gols. Aí entrou em cena o único atacante do time, Negredo. No início do segundo tempo, ele marcou aos 5 e aos 10 minutos, aumentando para 4 a 0. O jovem Mata, do Valencia, entrou no segundo tempo para fazer o 5º gol. Então, nos acréscimos, Dzeko e Misimovic, que tiveram atuações apagadas, marcaram os gols de honra da Bósnia, que chega sem moral para a repescagem.

A decepcionante Turquia confirmou o 3º lugar, vencendo a Armênia por 2 a 0. Halil Altintop marcou o primeiro gol dos turcos, aos 16. Doze minutos depois, Cetin ampliou. E mesmo com a Turquia com 10 em campo, já que Gulselam foi expulso ainda no primeiro tempo, a Armênia não teve capacidade para reagir.

Mais frustrante que a Turquia, só a Bélgica. Mesmo desfrutando de um time jovem, com algum potencial, o time encerrou sua péssima campanha de forma lamentável, perdendo da Estônia por 2 a 0. Piiroja, no primeiro tempo, e Vassiljev, no segundo tempo, fizeram os gols. A Bélgica terminou as eliminatórias com apenas 10 pontos conquistados.

Classificação:

1º Espanha – 30
2º Bósnia - 19
3º Turquia - 15
4º Bélgica – 10
5º Estônia - 8
6º Armênia – 4

Grupo 6

É inegável que, no Grupo 6, o principal holofote é a Inglaterra. Mas hoje, até mesmo os ingleses pararam pra ver a disputa de quem ficaria com a vaga para a repescagem deste grupo, já que o English Team se garantiu em primeiro e está na Copa do Mundo. A briga era entre Ucrânia e Croácia, com vantagem para os ucranianos, que dependiam apenas de si mesmos. A adversária era Andorra, que em nove jogos, perdeu simplesmente todos. Resultado: avalanche ucraniana, por 6 a 0. O time economizou no primeiro tempo, e só marcou com Shevchenko. Mas na segunda etapa não teve jeito: Gusev, Lima (contra), Rakitskiy, Seleznyov e Yarmolenko garantiram a Ucrânia na repescagem, eliminando a forte seleção da Croácia de qualquer disputa pela Copa.

Os croatas até fizeram sua parte. E olha que foi difícil vencer o Cazaquistão, fora de casa, por 2 a 1. Vukojevic marcou o primeiro dos croatas, e poucos minutos depois da Ucrânia abrir o placar contra Andorra no outro jogo, o Cazaquistão empatou com Khizhnichenko. Desmotivados, os croatas só garantiram a vitória no último minuto, através do meia do Tottenham, Niko Kranjcar. Com 20 pontos, a Croácia viu a Ucrânia subir para 21 pontos, e deu adeus a Copa do Mundo de 2010.

Sem muito brilho, a Inglaterra não teve nenhuma dificuldade para golear a Bielo-Rússia por 3 a 0, em casa, e confirmar a campanha quase perfeita nas eliminatórias. O artilheiro Peter Crouch foi o destaque com dois gols, um em cada tempo. No intervalo deles, Shaun Wright-Phillips também fez o dele.

Classificação:

1º Inglaterra – 27
2º Ucrânia - 21
3º Croácia - 20
4º Bielo-Rússia – 13
5º Cazaquistão - 6
6º Andorra – 0

Grupo 7

A definição do Grupo, com Sérvia na Copa e França na repescagem, também fez com que os jogos da última rodada fossem meros amistosos. A Romênia, que foi eliminada com extrema facilidade, venceu Ilhas Faroe por 3 a 1. Apostol marcou no primeiro tempo, e Bucur aumentou na segunda etapa. Bo diminuiu para Ilhas Faroe, mas Mazilu, praticamente de imediato, marcou o terceiro gol, que não valeu de nada.

A Sérvia jogou, e mesmo com três atacantes contra a Lituânia, sucumbiu diante do adversário e perdeu por 2 a 1. Os lituanos marcaram com Kalonas, em cobrança de pênalti. No início do segundo tempo, Jovanovic empatou, parecendo que aquele era o início da reação sérvia. Mas, em outra cobrança de pênalti, Stankevicius restabeleceu a vantagem da Lituânia, que foi mantida até o final.

Restou a França só carimbar a vaga garantida na repescagem ainda na rodada passada. Hoje, os Bleus derrotaram a Áustria por 3 a 1. Com um time misto, a inédita dupla de ataque foi a autora dos dois primeiros gols do time. Benzema fez o primeiro, aos 18 minutos. O capitão e titular absoluto, Thierry Henry, aumentou aos 26 em cobrança de pênalti. No segundo tempo, o artilheiro Janko, pra variar, diminuiu para a Áustria. Foi quando o artilheiro Henry deu lugar ao atacante Gignac, goleador do Toulouse e agora da seleção francesa também. Ele marcou seu quarto gol com a camisa dos Bleus em cinco jogos, aos 21 minutos, o terceiro da França no jogo, fechando o placar em 3 a 1.

Classificação:

1º Sérvia – 22
2º França - 21
3º Áustria - 14
4º Lituânia – 12
5º Romênia - 12
6º Ilhas Faroe – 4

Grupo 8

Com a Itália na Copa e Irlanda na repescagem antes da última rodada, tivemos mais três amistosos de luxo na Europa. Um terminou sem gols, entre Irlanda e Montenegro.

No outro, as eliminadas Bulgária e Geórgia protagonizaram o jogo de maior quantidade de gols em todos os grupos. Simplesmente, os búlgaros golearam por 6 a 2, numa atuação irretocável de Berbatov, do Manchester United, e Petrov, do xará City. Berbatov inaugurou o placar aos 6 minutos. Antes dos 32 minutos, Petrov, novamente Berbatov e Rangelov já haviam estabelecido 4 a 0 a favor dos búlgaros. Dvalishvilli diminuiu para a Geórgia, mas dois minutos depois, Berbatov fez seu hat-trick (expressão usada para o jogador que marca três gols). Petrov, antes do intervalo, fez 6 a 1, o segundo gol dele. Kobiashvilli descontou para a Geórgia, cobrando pênalti. Mas com Khimaladze expulso, a Geórgia pode levantar as mãos pro céu por não ter sofrido mais gols, evitando um vexame ainda maior.

Outro jogo interessante foi entre Itália e Chipre, na cidade de Parma. Os torcedores italianos ficaram pasmos quando a Azzurra foi para o intervalo perdendo por 1 a 0, com gol de Okkas. E ainda mais esparramados quando Michail, que atua no APOEL, abriu 2 a 0 de vantagem para o Chipre, mesmo jogando fora de casa contra a atual campeã mundial. É bem verdade que a Itália estava com um time reserva, mas entre estes onze, estava Gilardino. Ele começou seu show aos 32 minutos, diminuindo o placar. Aos 35, ele empatou. E quando o empate parecia certeza, eis que surge Gilardino, no minuto final, para virar o jogo. Quanta emoção! E era só um amistoso de luxo...

Classificação:

1º Itália – 24
2º Irlanda - 18
3º Bulgária - 14
4º Chipre – 9
5º Montenegro - 9
6º Geórgia – 3

Repescagem

Nove seleções se classificaram para a repescagem, mas a que somasse menos pontos dentre todas elas estaria eliminada automaticamente. Contanto, antes deveriam ser descontados todos os pontos que as oito equipes, exceto a Noruega, conquistaram contra os últimos colocados de seus respectivos grupos. Mesmo assim, a Noruega continuou sendo a seleção com menos pontos, e deu adeus ao sonho da Copa do Mundo. Restaram na briga: Rússia, Ucrânia, França, Eslovênia, Grécia, Bósnia, Portugal e Irlanda. O sorteio será realizado da seguinte forma:

Cabeças-de-chave:
Rússia
França
Grécia
Portugal

Outras seleções:
Ucrânia
Irlanda
Bósnia
Eslovênia

Os cabeças-de-chave foram definidos de acordo com o Ranking da FIFA. As quatro primeiras seleções não podem se enfrentar, bem como as quatro últimas também não podem. O sorteio será realizado no dia 19 de Outubro, em Zurique, sede da FIFA.

Sub-20 está na final do mundial

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Por Leonardo Martins


A Seleção Sub-20 disputou na tarde de ontem em Cairo no Egito a semifinal do Mundial da categoria. O adversário era a surpresa da competição, a Costa Rica, mas a seleção espantou a zebra da América Central com uma vitória por 1 a 0, que garantiu a vaga na final.

É verdade que a Costa Rica, que perdeu no jogo de estreia para o Brasil por 5 a 0, entrou em campo com o intuito de se defender. Mas a seleção também não mostrava qualidade para ultrapassar a barreira de zagueiros. Faltava velocidade tanto na troca de passes quanto no deslocamento em campo. As três maiores fontes de talento do time - Alex Teixeira, Giuliano e Paulo Henrique Ganso - eram facilmente anuladas pelos adversários. Alex jogava muito afastado da área e ao se aproximar não acertava o passe.

Giuliano corria, mas pouco produzia. E Ganso, sumido, só criou um lance de perigo aos 42 minutos. Depois de belo drible em Madrigal, ele tocou para Giuliano na entrada da área. O meia ajeitou de primeira e Souza chutou com perigo à direita do gol.

A rigor, esta foi a melhor chance do Brasil no primeiro tempo. Já a Costa Rica, mesmo com menos posse de bola e chegando só em contra-ataques, quase marcou por duas vezes. Na primeira, aos 15 minutos, Guzman soltou uma bomba em cobrança de falta e Rafael fez uma defesa espetacular, voando no ângulo esquerdo para mandar para escanteio. Na segunda, aos 44, Urena e Martinez foram tabelando em velocidade e, da entrada da área, Urena bateu forte, no canto esquerdo, para outra boa defesa de Rafael

E fora algumas bolas levantadas na área, nenhuma levando perigo ao gol da Costa Rica, a seleção não fez mais nada. Um 0 a 0 insosso no primeiro tempo, bem do jeito que a Costa Rica queria.

No segundo tempo, o Brasil permaneceu com dificuldades na criação, mas mesmo assim conseguiu levar mais perigo. Aos 3 minutos, Ganso tabelou com Giuliano no bico da área e chutou forte, mas Alvarado, bem colocado, fez a defesa.

A Costa Rica respondeu aos 7, quando Varela mandou uma bomba que passou bem perto da trave direita de Rafael. No minuto seguinte, a primeira grande chance brasileira. Giuliano brigou, quase caiu, mas conseguiu passar pelo marcador. Avançou pela linha de fundo e cruzou rasteiro para o meio da área. Souza dominou já cortando o zagueiro e bateu cara a cara com Alvarado, mas o goleiro salvou o gol com a mão esquerda.

Aos 18, Giuliano fez ótima invertida de bola para Ganso. O meia carregou e serviu Alan Kardec, que na hora do chute, na meia-lua, foi travado pelo zagueiro. Finalmente aos 22, saiu o gol brasileiro. Bertucci cruzou da esquerda, a bola raspou na cabeça de Alex Teixeira, quase na pequena área, e encontrou o pé direito de Alan Kardec. No segundo pau, mesmo com pouco ângulo, ele mandou uma bomba de primeira para tirar o Brasil do sufoco: 1 a 0.

O Brasil diminuiu o ritmo e criou poucas chances. A melhor delas, uma falta de longe cobrada por Souza, aos 38, que passou perto do travessão de Alvarado. A Costa Rica, mesmo perdendo, parecia conformada, satisfeita até, pela derrota por apenas um gol e pouco se abriu. Ainda assim, chegou a alguns centímetros do empate em falta cobrada por Guzman que passou rente à trave esquerda do gol brasileiro.

A atuação bem abaixo do que o Brasil pode produzir foi o suficiente para a vitória contra a Costa Rica. E tomara que o bom futebol tenha ficado guardado para sexta-feira, na decisão contra Gana.

A Seleção de Gana chegou a final com uma vitória sobre a hungria por 3 a 2

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Náutico surpreende e atropela líder Palmeiras

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Por Gabriel Seixas

O desfalcado Palmeiras não teve chances. Jogando no caldeirão dos Aflitos, a torcida do Náutico fez festa, empurrou, o time correspondeu e atropelou o Palmeiras: 3 a 0. Logo no início do jogo, Cláudio Luiz fez o primeiro. Aí entrou em cena o artilheiro Bruno Mineiro, que fez os outros dois gols que deixa o time com chances de deixar a zona de rebaixamento na próxima rodada. O Verdão deu sorte, e com o tropeço dos adversários, manteve a diferença de 5 pontos para o vice-líder São Paulo.

Sem mais da metade do time titular, o Palmeiras entrou a campo com um time quase reserva. Os desfalques mais importantes giravam em torno de Edmilson, Armero, Diego Souza, Obina e Vagner Love. O Timbu estava quase completo, já que 4 jogadores retornaram ao time titular. Um deles foi o zagueiro Cláudio Luiz. E foi ele o autor do primeiro gol: Em cobrança de falta da direita, aos 6 minutos, Marcos afastou pro meio da área. A bola sobrou para Cláudio Luiz, que mandou pro fundo das redes, silenciando a presente torcida do Palmeiras que cantava ‘é campeão’.

E o Timbu só não aumentou cinco minutos depois porque entrou em cena o goleiro Marcos. Ele salvou um bom chute de Carlinhos Bala, da entrada da área. Aos 24, o time apareceu novamente, em cobrança de falta de Bruno Mineiro que passou perto. O Palmeiras respondeu timidamente, quando Robert arriscou chute da direita, e Gledson fez uma das poucas defesas em todo o primeiro tempo.

Mas, de tanto insistir, o Náutico finalmente marcou seu gol. Ele veio aos 42 minutos do segundo tempo, numa jogada de contra-ataque. Carlinhos Bala recebeu passe na direita, avançou pelo flanco até a área e cruzou para Bruno Mineiro, que completou pras redes de Marcos, que dessa vez não pôde fazer nada.

O Palmeiras voltou para o segundo tempo com uma proposta de tudo ou nada, para arrancar pelo menos um ponto, que aumentaria a vantagem do Verdão na liderança. Mas o time acabou mesmo foi levando o terceiro gol. Irênio cobrou falta de muito longe, da ponta esquerda. A bola passou pela zaga alviverde, e Bruno Mineiro, impedido, cabeceou pro gol. Um passeio alvirrubro nos Aflitos.

Com a goleada carimbada, o Náutico ainda poderia ter ampliado nos minutos finais, quando Mariano Torres saiu na cara de Marcos, mas o goleiro do Verdão se agigantou e saiu nos pés do meia alvirrubro.

Os poucos titulares do Palmeiras que atuaram não foram bem. Figueroa foi substituído, Cleiton Xavier novamente sumido no jogo, e a zaga também sem brilho. Quem se salvou, novamente, foi o goleiro Marcos, que evitou um vexame maior. Na próxima rodada, promessa de outro jogão: Palmeiras x Fla, no Palestra Itália.

Outros jogos:

- Nos outros três jogos da rodada, três empates. No menos importante da rodada, Santos e Vitória não saíram do zero e praticamente não tem mais chances de irem à Libertadores. Mesmo com um Engenhão lotado, o Botafogo suou para empatar com o Avaí por 2 a 2. Os catarinenses saíram na frente com Emerson e Willian, mas no segundo tempo, Victor Simões entrou e marcou os dois gols do time alvinegro. Por fim, o Goiás, que novamente tropeçou. Desta vez, empatou com o Sport em 1 a 1. Léo Lima, aos 5 do segundo tempo, parecia dar início a uma avalanche. Mas o time parou, e deu espaço para os rubro-negros, que empataram com Luciano Henrique.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

No sufoco, Cruzeiro ganha e mantém o sonho da Libertadores

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Por Leonardo Martins


No clássico mineiro da 29ª rodada do Campeonato Brasileiro, no Mineirão, Cruzeiro e Galo se enfrentaram buscando a vitória. Em uma partida em que o Galo dominou o jogo inteiro, os azuis foram mais objetivos e ganharam por 1 a 0, mantendo o sonho de voltar a Libertadores.

As dúvidas das duas equipes, Éder Luis do lado atleticano, e Gilberto, do lado cruzeirense, se recuperaram e entraram em campo. O Galo ainda contou com a ausência de Diego Tardelli, que está com a Seleção. O artilheiro fez muita falta na tarde de hoje.

Quando a partida começou, o lado azul dominou o alvinegro e pressionou o gol de Carini. Aos 6, Henrique cruzou e Thiago Ribeiro se antecipou ao camisa 1 alvinegro, mas a cabeçada foi para fora. Aos 8, Fabrício chutou para a fácil defesa do uruguaio. Mas a pressão deu certo aos 12. Thiago Ribeiro cruzou e Wellington Paulista apareceu para marcar. Festa azul no Mineirão.

A partir daí, só deu Atlético, mas o artilheiro Tardelli fez falta e Éder Luis estava fora de ritmo. Além disto, Evandro estava longe de suas melhoras atuações e atrapalhava a armação da equipe alvinegra. O jogo ficou sem emoção. O autor do gol, Wellington Paulista, se machucou e em seu lugar entrou Guerrón. O equatoriano chegou e exigiu boa defesa de Carini com os pés.
O Atlético exigiu uma única defesa de Fábio na etapa final. Aos 46, Carlos Alberto entrou pela ponta direita e chutou, a bola entraria no ângulo, mas o goleiro Fábio salvou o time azul.

No intervalo começaria o sufoco do Galo, pois Gilberto sentiu a lesão e foi substituído por Elicarlos. Com esta alteração, o time azul recuou e chamou o time atleticano para a pressão. A Pressão foi só no domínio da posse de bola, já que o time atleticano pouco atacou objetivamente. Aos 8, Correa cobrou falta e Fábio salvou novamente a equipe azul.

Quanto mais o Galo ia para o ataque, o Cruzeiro recuava mais a sua equipe. Celso Roth colocou 2 atacantes e 1 meia, Pedro Oldoni, Alessandro e Ricardinho nos lugares de Renteria, Evandro e Márcio Araújo. Enquanto isso, Adilson Batista colocou Leandro Lima no lugar de Thiago Ribeiro, recuando mais a equipe.


No desespero, o Galo foi para o ataque desorganizado e o Cruzeiro se segurava com tudo para garantir os 3 pontos e foi isto que aconteceu. O Cruzeiro volta a sonhar, agora de maneira mais incisiva, com a volta a Libertadores e o Galo perdeu a chance de assumir a segunda colocação.

O Cruzeiro volta a jogar contra o Botafogo no Mineirão e o Galo tem confronto direto contra o São Paulo na capital paulista.

Brasil perde longa invencibilidade na Bolívia

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Por Leonardo Martins


O Brasil tem um trauma de altitude. Mais uma vez, a seleção perdeu em La Paz, desta vez por 2 a 1 neste domingo. O jogo foi válido pela penúltima rodada das Eliminatórias Sul-Americanas.

O Brasil poupou 3 titulares, Kaká, Gilberto Silva e Luis Fabiano, que ficaram em Campo Grande, lugar da partida de quarta-feira contra a Venezuela. A principal novidade foi a dupla de armadores formada por Diego Souza e Daniel Alves. Nilmar e Adriano formaram o ataque na altitude boliviana.

A seleção brasileira começou o jogo em ritmo lento, enquanto a Bolívia partiu para cima. Logo aos 3 minutos, o atacante Arce, ex-Corinthians e hoje no Sport Recife, recebeu cara a cara com Julio César e obrigou o goleiro a fazer grande defesa.

Na sequência, Olivares teve sua primeira chance de cabeça, mas a bola saiu raspando a trave direita. O mesmo Olivares, entretanto, não perdeu sua segunda oportunidade, aos nove minutos. Após escanteio da esquerda, Julio César tentou sair do gol e ficou no meio do caminho. Olivares, livre no meio da área, testou para a rede.

Após o susto inicial, a seleção aos poucos se estruturou e criou chances para empatar. Nilmar, com muita movimentação, serviu como garçom nos melhores lances do Brasil. No primeiro, o camisa 11 deixou Diego Souza na cara do gol, mas o palmeirense bateu para fora.

Aos 23 minutos, Nilmar tabelou com Adriano, foi ao fundo pelo lado esquerdo e cruzou. Adriano entrou de peixinho, mas não conseguiu alcançar a bola.

Quando estava dominando as ações, a seleção brasileira sofreu o segundo gol. Aos 30, Marcelo Moreno bateu falta com muita categoria e correu para o abraço. Julio César nem sequer pulou para tentar a defesa.

A seleção brasileira não baixou a guarda e assustou novamente com Daniel Alves. O jogador do Barcelona soltou uma bomba de fora da área e carimbou a trave direita do goleiro Árias. No rebote, Adriano, da meia-lua, pegou mal na bola e perdeu a chance de diminuir a desvantagem brasileira.

O Imperador, por sinal, caiu em cima do tornozelo esquerdo após uma disputa de bola pelo alto e saiu de campo de maca, sentindo muitas dores. Adriano, que sofreu um corte no local, ainda retornou e, mancando, aguentou até o fim do primeiro tempo.

Após o intervalo, além de lançar Diego Tardelli na vaga do Imperador, o técnico Dunga mandou a campo Alex no lugar de Diego Souza, que teve atuação apagada.

O segundo tempo começou morno. Nilmar, num chute de fora da área, aos 8 minutos, foi o responsável pelo primeiro lance de algum perigo. A bola, entretanto, foi para fora.

A partida seguiu em banho-maria por algum tempo, mas o Brasil não abdicou de buscar o ataque. O esforço foi premiado aos 25 minutos, quando Maicon fez boa jogada pela direita e cruzou na medida para Nilmar testar para a rede.

O gol animou a seleção, que aumentou um pouco o ritmo em busca do empate. Mas a Bolívia soube se segurar bem e não permitiu que os brasileiros criassem grandes oportunidades para empatar

Nesta quarta-feira, o Brasil encerra sua participação nas eliminatórias contra a Venezuela, às 19h (de Brasília), em Campo Grande. Depois disso, o Brasil faz amistoso em 14 de novembro contra a Inglaterra. Haverá dois outros amistosos da seleção até o início da Copa do Mundo de 2010, ainda sem adversário definido.

domingo, 11 de outubro de 2009

Eliminatórias Africanas – Penúltima rodada e outra seleção na Copa

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Por Gabriel Seixas

A penúltima rodada das eliminatórias africanas foi marcada pela adrenalina, mas é claro, ainda vai sobrar muita para a última rodada, em Novembro. Isso porque três dos cinco grupos continuam em aberto, com seleções disputando a sonhada vaga para a Copa do Mundo. Os outros grupos já têm seus classificados definidos: Gana, que já havia conquistado a vaga na rodada anterior, ganhou a companhia de Costa do Marfim, que precisava apenas empatar com a modesta seleção de Malaui fora de casa. E foi o que fez. Confira um resumo de tudo que aconteceu nos cinco grupos, e é claro, suas respectivas classificações, que você só confere aqui no Esporte É Vida:

Grupo A

Pelo Grupo 1, dois jogos e muita indefinição. Camarões e Gabão venceram seus jogos, e continuam na luta por uma sonhada vaga a Copa do Mundo. Começando pelo vice-líder Gabão, que não deu sopa pro azar e venceu Marrocos, em casa, por 3 a 1. O time gabonês conseguiu um gol importantíssimo no último minuto da primeira etapa, através do marroquino Mahdoufi, contra. No segundo tempo, com três atacantes, o time ainda marcou com Mouloungui, do Nice-FRA, que entrou no segundo tempo, e Cousin, do Hull-ING. No último minuto, Taarabt descontou, mas já era muito tarde.

Só que Camarões não deixou pra menos, e tratou de manter a liderança com uma goleada sobre Togo, do atacante Adebayor, por 3 a 0. Geremi abriu o placar aproveitando rebote do goleiro, aos 32 minutos. No segundo tempo, em apenas 7 minutos, o time completou a goleada. Makoun e Emana marcaram os gols que deixam Camarões na ponta com 10 pontos, um a mais que Gabão. Na última rodada, Camarões visita a boa seleção do Marrocos, enquanto Gabão também joga fora de casa, contra Togo, que é uma espécie de Adebayor + 10.

Classificação:

1º Camarões - 10
2º Gabão - 9
3º Togo - 5
4º Marrocos – 3

Grupo B

O Grupo B só será decidido na última rodada. Já era esperado, afinal, Tunísia e Nigéria tinham confrontos relativamente fáceis, ambos em casa, contra Quênia e Moçambique, respectivamente. Mas as duas seleções tiveram mais dificuldades do que o previsto: a Tunísia pressionou, mas só ganhou de Quênia pelo placar mínimo. E a Nigéria venceu Moçambique com um gol aos 48 do segundo tempo! Começando pelos tunisianos, que marcaram com o meia Jemaa, que atua no futebol francês pelo Lens. Basta uma vitória na última rodada, fora de casa contra o Moçambique, para garantir o passaporte para a África do Sul, que é logo ali.

A Nigéria decepcionou, e só venceu Moçambique por 1 a 0 com um gol nos acréscimos. O técnico Shaibu Amodu inovou na escalação nigeriana, deixando jogadores importantes como o defensor Taiwo, o lendário Kanu e o artilheiro Oba Oba Martins no banco de reservas. Os que entraram em campo, pararam nas defesas de Kapango. Mas Obinna, que também entrou no segundo tempo, marcou um gol espírita aos 48 da etapa final, que mantém vivo o sonho nigeriano de chegar a Copa. Para isso, precisa vencer fora de casa a fraca seleção de Quênia, e torcer pra que a Tunísia não vença Moçambique.

Classificação:

1º Tunísia – 11
2º Nigéria - 9
3º Moçambique - 4
4º Quênia – 3

Grupo C

Bem como os outros grupos citados, este grupo C também está em aberto. A Argélia continua na liderança, mas o Egito, ainda com chances matemáticas, continua firme. No sábado, venceu Zâmbia fora de casa por 1 a 0. O gol da vitória foi de Hosny Abd Rabbou, por sinal, um gol muito bonito.

Apesar da vitória egípcia, a vaga deve mesmo ficar com a Argélia. Pra variar, os argelinos venceram mais uma e se isolaram na ponta: a vítima foi Ruanda, derrotada por 3 a 1. Olha que Ruanda começou surpreendendo, abrindo a contagem com Mutesa. Dois minutos depois, Ghezzal empatou, aproveitando cobrança de falta de Ziani. Belhadj, lateral do Portsmouth, antes do intervalo, virou o placar. No último minuto, mais precisamente aos 52 (!) da segunda etapa, Ziani cobrou pênalti e fechou a contagem. Bela vitória desse bom time argelino, que pode surpreender na Copa.

Classificação:

1º Argélia - 13
2º Egito - 10
3º Zâmbia - 4
4º Ruanda - 1

Grupo D

O Grupo D já estava definido desde a rodada passada: Gana, com sobras, se classificou para a Copa. O relaxamento permitiu até mesmo perder fora de casa para Benin por 1 a 0. O técnico da seleção ganesa deixou o badalado Muntari no banco de reservas, e mesmo com Essien e Appiah entre os titulares, não parou o atacante Aoudo, que entrou no segundo tempo, e no último minuto, fez o gol da vitória de Benin por 1 a 0.

Mesmo com a vitória, Benin não conseguiu assumir a vice-liderança do grupo, graças a Kanouté. O artilheiro do Sevilla e de Mali foi o autor do gol da vitória da sua seleção sobre Sudão, em casa, por 1 a 0. O atacante já havia desperdiçado outras oportunidades, e só conseguiu acertar o pé aos 44 do segundo tempo. O Sudão teve dois jogadores expulsos: Balla, e no finzinho do jogo, Amin Sami.

Classificação:

1º Gana - 12
2º Mali - 8
3º Benin - 7
4º Sudão - 1

Grupo E

Ao contrário dos outros grupos, este Grupo E estava indefinido, e nesta rodada, decretou mais uma seleção que irá representar o continente africano na Copa: a Costa do Marfim. Já era previsível, pois os Elefantes só precisavam empatar com Malaui fora de casa. Mas olha que os marfinenses tiveram dificuldade: Ngwira, aos 18 do segundo tempo, abriu o placar para Malaui. Então, o técnico de Costa do Marfim resolveu colocar em campo o craque Drogba, que estava sendo poupado – assim como Yaya Touré, do Barcelona, também foi. Ele precisou de três minutos para empatar e dar a vaga a boa seleção da Costa do Marfim, que dessa vez pode chegar mais longe na Copa, e superar a primeira fase, feito que não conseguiu em 2006.

Sem mais chances de classificação, a vice-líder Burkina Fasso, apesar da desmotivação, venceu Guiné fora de casa por 2 a 1. O primeiro gol foi de Dagano, cobrando pênalti. O mesmo Dagano ampliou aos 15 da segunda etapa. Faltando sete minutos pro fim, Bah descontou para Guiné, que pelo time que tem (não é lá essas coisas, obviamente), não se imaginava que fosse fazer uma campanha tão ridícula – ficando atrás até mesmo de Malaui.

Classificação:

1º Costa do Marfim - 13
2º Burkina Fasso - 9
3º Malaui - 4
4º Guiné - 3

Eliminatórias das Américas e Repescagem Ásia-Oceania

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Por Gabriel Seixas

Neste sábado de jogos envolvendo diversas seleções, tivemos várias partidas na América do Sul, e também na América Central. No continente sul-americano, apenas o Brasil não jogou hoje – enfrenta a Bolívia, amanhã, no domingo. Destaque para o Chile, que se juntou a Paraguai e Brasil, e se garantiu na Copa do ano que vem. A Argentina venceu com um gol no último minuto, e se mantém viva em busca de uma vaga, com Uruguai e Equador como concorrentes diretos. No continente vizinho, pela Concacaf, duas seleções se classificaram com antecedência para a Copa: México e Estados Unidos, como já era previsto. Pra finalizar, tivemos a disputa do primeiro jogo da repescagem entre Bahrein e Nova Zelândia. O jogo foi fraquíssimo, e terminou sem gols. Confira a rodada nos dois continentes, com o melhor de todos os jogos e a classificação de suas respectivas eliminatórias.

América do Sul


Quatro jogos movimentaram a noite de sábado pelos campos sul-americanos. Sem o Brasil, que só joga no domingo, as atenções ficaram voltadas para a Argentina, que tiveram mais dificuldades do que o previsto (será que alguém previu alguma dificuldade?) para vencer o Peru, em casa, por 2 a 1. O Chile tinha a oportunidade de garantir vaga antecipada para a próxima Copa, mas precisava vencer a competitiva seleção da Colômbia, fora de casa. E não se intimidou: fez 4 a 2 em território colombiano e garantiu vaga. Quer saber como foram os jogos? Então confira!

Como já dito, o Chile foi o grande destaque. Precisava vencer, venceu e já está na Copa do Mundo da África do Sul. Azar da Colômbia, que agora não tem mais chances de classificação. Os chilenos venceram muito bem por 4 a 2. Apesar disso, a Colômbia começou na frente, com uma ajudinha do chileno Arturo Vidal, que marcou contra. Entre 35 e 36 minutos, o Chile conseguiu virar, com Ponce e o artilheiro Suazo. Mas a Colômbia foi valente, e no segundo tempo, empatou com Moreno. Aí entrou em cena o ex-palmeirense Valdivia para deixar o Chile novamente na frente, recuperando a classificação pra Copa. Ainda deu tempo de Orellana, que coroou sua ótima partida – já havia dado duas assistências – fechar o placar.

O já classificado Paraguai visitou a Venezuela, venceu por 2 a 1 e eliminou qualquer possibilidade dos venezuelanos irem a Copa. Os gols só saíram no segundo tempo: logo aos onze, o carrasco do Brasil, Cabañas, abriu o placar para os paraguaios. Cardozo, aos 35 da etapa final, ampliou. A Venezuela até descontou com Rondon, mas não foi suficiente para uma possível reação dos venezuelanos no jogo.

Em jogo direto por uma das duas vagas restantes para a Copa – sendo que uma delas é para a repescagem -, o Uruguai venceu o Equador, de virada e no último minuto por 2 a 1. O primeiro tempo foi praticamente dos equatorianos, que dominaram as ações da partida. E o time começou melhor a segunda etapa, dessa vez conseguindo marcar o gol, aos 22 minutos com Valencia, que atua no Manchester United. Dois minutos depois, Luis Suárez, artilheiro do Campeonato Holandês atuando pelo Ajax, empatou. No último minuto, Forlán converteu pênalti e deixou os uruguaios muito próximos de uma vaga. Para isso, precisa vencer a Argentina, em Montevidéu, na última rodada.

Falando em Argentina, não poderíamos deixar de citar os hermanos, que receberam o Peru em Buenos Aires. Num jogo cheio de polêmica, até mesmo na semana de véspera – onde se especulava que o Peru entregaria o jogo devido a um boicote dos jogadores -, os argentinos tiveram de suar para vencer por 2 a 1. Maradona inovou na escalação, convocando pela primeira vez Higuaín, do Real Madrid, e já escalando-o como titular no ataque, ao lado de Messi, além dos jogadores do Benfica, Di Maria e Aimar, que também alinharam desde o início. Ainda sobrou espaço para Insúa e Enzo Pérez também debutarem. Os hermanos tiveram dificuldades no primeiro tempo, e não conseguiram furar a retranca peruana. E quando voltaram para a segunda etapa, estavam com todo gás. Logo no primeiro minuto, Aimar lançou Higuaín, que chutou cruzado para marcar o primeiro da Argentina, e o primeiro dele pela seleção. Estranhamente, os hermanos adotaram uma postura defensiva, chamando o Peru pro jogo, que por sua vez, não criava muita coisa. Quando conseguiu, empatou. Aos 45 minutos, Rengifo apareceu sozinho na defesa argentina, e cabeceou livre para igualar o marcador. A dupla de zaga argentina, Heinze e Schiavi, bateu cabeça, pra variar. Quando todos achavam que o jogo estava perdido, apareceu Palermo, que entrou no segundo tempo no lugar do volante Enzo Pérez, e completou um chute cruzado da direita, com o gol vazio. Valeu até tirar a camisa na comemoração, e valeu até mesmo um “peixinho” de Maradona para comemorar o sofrido triunfo. Os acréscimos foram tão longos que ainda deu tempo do Peru reclamar de um pênalti não marcado antes do apito final. Agora, a Argentina precisa vencer o Uruguai, em Montevidéu, se quiser vaga direta na próxima Copa. Um empate também classifica, a não ser que o Equador goleie o Chile, fora de casa.

Classificação:

1º Brasil – 33 (enfrenta a Bolívia no domingo)
2º Paraguai - 33
3º Chile - 30
4º Argentina - 25
5º Uruguai - 24
6º Equador - 23
7º Venezuela - 21
8º Colômbia - 20
9º Bolívia - 12 (enfrenta o Brasil no domingo)
10º Peru – 10

América do Norte – Concacaf

Como já foi destacado, duas seleções já preencheram quatro vagas disponíveis às seleções da Concacaf para a Copa do ano que vem: México e Estados Unidos. Começando pelos mexicanos, que venceram sem dificuldades El Salvador, em casa, por 4 a 1. O primeiro gol do México foi do salvadorenho González, contra, que tentou evitar o chute do experiente Blanco e mandou contra o próprio gol. Os mexicanos eram amplamente superiores, mas só ampliaram a vantagem aos 26 minutos da segunda etapa, agora sim com Blanco. Palencia fez 3 a 0, e Martinez, a dois minutos do fim, descontou para El Salvador, cobrando falta com violência. Mas o México queria a goleada, e o jovem atacante Carlos Vela, do Arsenal, decretou o 4 a 1 para quase 100 mil eufóricos no estádio Azteca.

Agora os Estados Unidos, que ao contrário dos mexicanos, tiveram as já previstas dificuldades para carimbar sua vaga. Os norte-americanos precisavam vencer o bom time de Honduras, fora de casa. E tiveram que correr atrás quando León, aos 2 minutos do primeiro tempo, abriu o placar para os hondurenhos, que estavam desfalcados do artilheiro David Suazo. Oito minutos depois, o atacante grandalhão Casey empatou. E o próprio Casey tratou de virar, aos 21 minutos. Com o placar a seu favor, os EUA tocavam a bola e exploravam os contra-ataques, e em um deles, o craque Donovan ampliou. Deu tempo para León marcar o segundo dele e da seleção de Honduras. E os hondurenhos só não empataram porque o atacante Pavón desperdiçou um pênalti aos 42 do segundo tempo. Com isso, os atuais vice-campeões da Copa das Confederações garantiram vaga para a Copa na África em 2010.

A maior goleada da rodada ficou por conta do jogo com menos holofotes, entre Costa Rica e Trinidad & Tobago. Os costarriquenhos foram superiores do início ao fim, e despacharam o adversário por 4 a 0. O trindadense Bakr, contra, abriu o placar para a Costa Rica. Na etapa final, Centeno ampliou. Depois, quem roubou a cena foi Saborio, que marcou os outros dois gols dos costarriquenhos, que agora estão em vantagem sobre Honduras na briga direta pela terceira vaga, que classifica sem a necessidade de disputar a repescagem.

Classificação:

1º Estados Unidos - 19
2º México - 18
3º Costa Rica - 15
4º Honduras - 13
5º El Salvador - 8
6º Trinidad & Tobago – 5

Repescagem

No primeiro jogo da repescagem entre Bahrein e Nova Zelândia, que vale vaga pra Copa, o placar não saiu do zero. Jogando em casa, o time de Bahrein teve um modesto domínio do jogo, mas não conseguiu a vitória. Os neozelandeses devem confirmar o favoritismo no jogo da volta, em casa, e beliscar uma vaga na próxima Copa do Mundo. Seria a segunda participação da Nova Zelândia em uma Copa, enquanto o Bahrein busca o feito pela primeira vez. O jogo da volta será realizado no dia 14 de Novembro, em Wellington.