domingo, 27 de junho de 2010

Chocolate alemão em Bloemfontein

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Por Leonardo Martins


Quando se soube que Alemanha e Inglaterra se enfrentariam em uma das oitavas de final, a expectativa criada para este jogo foi enorme. A bola rolou em Bloemfontein e confirmou-se a expectativa e tivemos um jogaço entre alemães e ingleses, só não se esperava o massacre imposto pela equipe do país da cerveja, que venceu o duelo por humilhantes 4 a 1 e passou as quartas de final.

Antes de tudo, é preciso salientar que as duas torcidas, famosas por arrumar confusões, não deram problema nenhum no Free State e deram um show na torcida por suas seleções. O mesmo show foi visto em campo por parte dos alemães.

Os alemães repetiram a mesma escalação que venceu Gana, a exceção foi a volta de Klose, que cumpriu suspensão. Já do lado inglês, Fabio Cappelo, que não encontrou um companheiro para Rooney no ataque, colocou Defoe.

O show de futebol começou nos primeiros minutos, em que os alemães imprimiram um ritmo forte, tanto na marcação como no ataque, não deixaram a Inglaterra jogar e tocava muito bem a bola com Podolski, Schweinsteiger, Ozil e Muller. E foram dos pés do jovem meia que nasceu a primeira jogada de perigo e James salvou o chute de Ozil


A Inglaterra não jogava e Rooney era, mais uma vez, a decepção do time, assim como Lampard, que ainda tentou em uma cobrança de falta, mas acertou a barreira. Aos 20, a goleada começou a se desenhar com um feito de Klose. O goleiro Neuer deu um chutão para o ataque e o camisa 11 disputou e ganhou de Upson, livre, o atacante deu um leve toque na bola e venceu James. Foi o 12° gol de Klose em copas, igualando ao Rei Pelé e ficando a três de Ronaldo, maior artilheiro em copas com 15.

Quase Klose fez o segundo gol, Muller deu lindo passe para o artilheiro, mas James salvou de novo. Os ingleses tinham falhas gritantes na marcação e os germânicos aproveitaram para ampliar o marcador. Aos 32, após bela troca de passes dos meias e atacantes, Muller achou Podolski na esquerda e o camisa 10 tocou por baixo de James e fez 2 a 0.

O segundo gol fez a equipe da terra da Rainha acordasse para o jogo e equilibrou as ações. Aos 37, o gol inglês fez o jogo ganhar em emoção. Gerrard cruzou e Upson escorou para o gol e o jogo pegou fogo. O English Team foi para cima em busca do empate e conseguiu, mas o juiz não viu.

O lance foi aos 40 minutos, Lampard, de fora da área encobriu Neuer e a bola bateu duas vezes no travessão e dentro do gol (foram 33cm além da linha), mas o lance não foi visto pelo arbitro uruguaio Jorge Larrionda que seguiu o jogo para desespero de todos os ingleses. O lance foi semelhante ao gol polemico do título inglês em 66 contra a própria Alemanha na final, mas, naquela ocasião, a bola não bateu dentro do gol e o juiz deu o gol. Digamos que a Inglaterra “provou do próprio veneno”. O primeiro tempo terminou com muita reclamação inglesa.

No segundo tempo, sem alterações para a volta do intervalo e com a Inglaterra partindo para cima em busca do empate e os tricampeões mundiais esperando o contra-ataque surgir para matar o jogo. As melhores chances do empate saíam dos pés dos meias Gerrard e Lampard, já que o ataque continuava improdutivo, principalmente, Defoe que era mais um dentro de campo. Aos 6, o meia do Chelsea cobrou falta que explodiu no travessão. A pressão era controlada pelos alemães, que saíam para o contra-ataque.

E foi assim que a classificação Germânica foi consolidada em dois contra-ataques terminados por Muller. No primeiro, Podolski acionou o camisa 13 na entrada da área e mandar a bomba, aos 22. Três minutos depois, foi a vez de Ozil sair em velocidade pela esquerda e cruzar para o atacante do Bayern fazer o quarto gol alemão. Chocolate em Bloemfontein: 4 a 1

Nos últimos minutos, restou a Inglaterra ir para a frente pela dignidade, já que 3 gols em 20 minutos era impossível de acontecer. Rooney finalmente apareceu no jogo, mas parou na defesa de Neuer. Foi um triste fim para uma seleção que chegou com um status de favorito, mas que esse favoritismo passou longe dos comandados de Fabio Cappelo, foram 4 jogos e pouco futebol.

Já a Alemanha, com um time jovem, mostra que a camisa cresce nesses momentos decisivos e promete outro grande duelo contra a Argentina, se esta passar pelo México daqui a pouco, nas quartas de final.

sábado, 26 de junho de 2010

Gana vence Estados Unidos e encara Uruguai nas quartas

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Por Gabriel Seixas

- Mais que um jogo de futebol, a vitória de Gana sobre Estados Unidos foi digna de um verdadeiro roteiro hollywoodiano da melhor qualidade (o que soa como redundância). O persistente empate no tempo regulamentar, o gol decisivo de Asamoah Gyan no início do primeiro tempo da prorrogação, o choro dos americanos após o apito final e a volta olímpica dos ganeses para festejar com a torcida (que era maioria em Rustenburg, e nem poderia ser diferente) foram alguns dos ingredientes que tornaram a partida ainda mais “cinematográfica”.

- A vitória por 2 a 1 faz com que Gana se consolide ainda mais como a melhor equipe africana na atualidade. Não só por ser a única que ainda sobrevive na disputa pelo título, mas pelo conjunto da obra nos últimos anos. Em 2006, classificação para sua primeira Copa e um honroso 13º lugar, sendo eliminada nas oitavas-de-final pelo Brasil. Ainda neste ano, na Copa Africana de Nações, chegou a final, mas foi derrotada pelo Egito – que curiosamente, sequer conseguiu vaga para o Mundial.

- Entretanto, é na primeira Copa do Mundo realizada no continente africano que Gana vem conseguindo seu maior feito no meio futebolístico. Uma inédita classificação para as quartas-de-final, que apenas outras duas seleções africanas conseguiram na história: Camarões, em 1990, e Senegal, em 2002. Se passar pelo Uruguai, em partida que será disputada na sexta-feira, os Estrelas Negras se tornarão a primeira seleção do continente a alcançar a fase semifinal em Mundiais.

- Vale destacar o ótimo trabalho do técnico Milovan Rajevac, de 56 anos, que no início sofreu rejeição por não ser nascido no continente, mas que desde sua chegada, em 2008, só vem conquistando resultados positivos. O que torna o trabalho do treinador ainda mais surpreendente é o fato do principal jogador do time, Michael Essien, do Chelsea, estar fora da disputa por uma lesão no joelho. Rajevac também teve personalidade ao deixar no banco jogadores experientes como Muntari e Appiah, rejuvenescendo o time, sobretudo apostando naqueles que venceram o Mundial Sub-20 em 2009.

- Atuais vice-campeões da Copa das Confederações, os norte-americanos se despedem da África do Sul de cabeça erguida. Lideraram um grupo que tinha tudo para ser protagonizado pela Inglaterra e apresentaram um futebol consistente, objetivo. A cada ano que passa, o Soccer tem tudo para ficar ainda mais popular no país, e vem caminhando pra isso: a torcida (e principalmente a aceitação) já é muito maior.

- E como todo o filme precisa de um protagonista, o de hoje foi Asamoah Gyan. O artilheiro do Rennes foi o autor do gol da classificação, aos 3 minutos da etapa inicial da prorrogação, após lançamento longo de Mensah. De quebra, Gyan ainda se igualou a outros cinco jogadores na artilharia do Mundial, com três gols. A título de curiosidade, também foi o primeiro marcado por ele (e pela seleção inteira) sem ser em cobrança de pênalti. Gana marcou apenas dois gols na primeira fase, ambos de Gyan convertendo penalidades máximas.

- O gol de Gyan ainda lhe rendeu a consagração de ser o segundo maior artilheiro do continente africano na história das Copas, com quatro gols. Ele está a um tento de alcançar o mítico atacante camaronês Roger Milla, que fez história na década de 90. Mas voltando a partida, o outro gol ganês foi marcado por Boateng, ainda aos cinco minutos. O meia do Portsmouth se tornou o primeiro jogador da história do clube a marcar gol em Mundiais.

- Olho em Kevin-Prince Boateng. Muitos ainda insistem em estereotipá-lo por aquele lance isolado com Ballack, no qual acertou uma entrada maldosa no alemão e acabou acidentalmente o tirando da Copa. Mas ao contrário do que parece, Boateng não é um jogador violento. Tem técnica, velocidade e muita força física, assim como os outros jogadores do time. Hoje ele foi um dos componentes da linha de 3 ofensiva dos africanos, ao lado dos habilidosos Ayew e Kwadwo Asamoah.

- Uma pausa na festa dos ganeses para registrar o gol dos Estados Unidos, marcado pelo ótimo Landon Donovan, cobrando pênalti. Foi o 45º gol dele pelos Yankees, disparado o maior artilheiro da seleção. Nos três chutes a gol que o meia arriscou em todo o Mundial, converteu os três – em cada um dos últimos três jogos disputados. Há quem diga que o resultado do jogo foi injusto, pois foram os norte-americanos que tiveram mais posse de bola e buscaram mais o jogo, mas parando nas boas defesas de Kingson. Já diria Donovan que ‘o futebol pode ser um jogo cruel’.

- Ao se dar conta da importância do resultado não só para os Estrelas Negras, mas para todo o continente africano, não há como lamentar o resultado. Com méritos, Gana está nas quartas-de-final, a um jogo de se tornar a primeira equipe africana a alcançar a fase semifinal de uma Copa. Apesar de ser um time que não encanta com a bola nos pés (dependente de valores individuais, como Gyan e Asamoah), vem colhendo os frutos de um trabalho sério e vitorioso. Gana já fez história. Daqui pra frente, o que vier é lucro. Um lucro até maior do que os gerados pelos filmes de Hollywood.

Celeste olimpica está nas quartas

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Por Leonardo Martins


O futebol uruguaio, tão forte até a década de 80, está renascendo na África do Sul. A Celeste Olímpica chegou as quartas-de-final pela primeira vez em 40 anos, a vitória uruguaia por 2 a 1 sobre a Coréia do Sul, em Porto Elizabeth, abriu a segunda fase da Copa do Mundo.

O técnico uruguaio, Oscar Tabarez, prometeu o mesmo ritmo da primeira fase, com o ótimo trio formado por Forlan, Suarez e Cavani comandando os ataques e com Godin voltando a zaga. Já os sul-coreanos estavam dependendo de Park, jogador do Manchester United, para construir as jogadas.

E logo aos 3 minutos, a Coréia chegou com perigo, Chun-Young cobrou falta e acertou a trave de Muslera. Mas a resposta sul-americana foi fatal. Aos 8, Forlan cruzou e a zaga coreana e o goleiro Sung-Ryong vacilaram, quem não vacilou foi Suarez, que apareceu para abrir o placar.

Depois do gol, os sul-coreanos pareciam abalados com o gol e pouco atacaram, sendo engolidos pela ótima marcação uruguaia, que usava os contra-ataques para chegarem a frente. Em um deles, Suarez tinha aparecido na frente do goleiro coreano, mas o bandeirinha anulou o lance, marcando impedimento, que não existiu, do artilheiro do Ájax.

Aos 31, o jogo teve outra chance, de novo com Chun-Young, mas desta vez a bola passou fora do gol. Aos 43, Maxi Pereira chutou e a bola bateu no braço de Sung-Yueng, o lance gerou reclamações uruguaias, mas que foram em vão, pois o juiz Wolfgang Stark não marcou a penalidade.

No segundo tempo, problema para o Uruguai, Godin voltou a sentir problemas no estomago e deu lugar a Victorino. Como única alternativa para o empate, a Coréia criou chances com Chu-Young, que chutou por cima, e Park, em cabeçada que Muslera defendeu. Mas aos 23, a insistência asiática deu certo, após bola rebatida pela zaga, Chung-Young aproveitou de cabeça e venceu o goleiro Uruguaio, foi o primeiro gol sofrido pelos uruguaios no mundial.

O gol coreano acordou os celestes que novamente dominaram a partida e partiram para o ataque. Aos 27, Suarez chutou e Sung-Ryong se esticou para mandar a bola para escanteio, o artilheiro do Ájax era o destaque do jogo com jogadas perigosas. E foi dos pés dele que a classificação uruguaia veio. Aos 35, o camisa 9 da celeste se livrou de um marcador e mandou um belo chute sem chances de defesa para o coreano. 2 a 1.

Suarez que logo depois foi substituído por Fernandez, foi para onde tava concentrada a torcida uruguaia no chuvoso Nelson Mandela Bay e comemorou. Nos últimos minutos, a Coréia do Sul chegou, mas não criou chances de marcar o gol de empate e o juiz apitou o fim do jogo.

Um grande que estava adormecido voltou a despontar no cenário mundial com a vaga entre as oito melhores seleções do mundo. O adversário uruguaio nas quartas-de-final sai do confronto entre Estados Unidos e Gana que acontece ainda neste sábado.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Espanha vence Chile e avança em 1º; chilenos encaram Brasil

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Por Gabriel Seixas


- Era pra ser um dos grandes jogos da 3ª rodada, mas de certa forma, frustrou boa parte das expectativas. A partir do momento em que a bola começou a rolar (não necessariamente, vamos esperar a partir do primeiro gol da Espanha, aos 25 minutos), Chile e Espanha tiveram poucos motivos para se preocupar com uma possível perda de suas respectivas vagas para as oitavas-de-final. Os espanhois venceram por 2 a 1, numa partida que pegou fogo nos 45 minutos iniciais, mas foi “cozinhada” de maneira sonolenta no segundo tempo.

- Marcelo Bielsa parecia pouco preocupado em enfrentar a atual campeã europeia. Como previsto, não abdicou do costumeiro futebol ofensivo e envolvente, escalando a equipe no 3-3-1-3. Matias Fernandez, suspenso, foi substituído por Valdivia, que funcionou como uma espécie de “enganche”, o armador central do time. No ataque, Mark Gonzalez e Sanchez foram muito discretos pelos flancos, isolando Beausejour na frente. A atuação abaixo da crítica da Roja só não lhe custou a vaga porque a Suíça não passou de um 0 a 0 com Honduras.

- Já a Espanha cumpriu seu objetivo, que era vencer e consequentemente carimbar a liderança do grupo. A Fúria se prepara para um confronto inédito frente a Portugal na história das Copas (o clássico da Península Ibérica), enquanto o Chile cruza o caminho do Brasil já nas oitavas – o único confronto sul-americano desta fase. Vicente del Bosque promoveu apenas a volta de Iniesta como novidade, na vaga de Jesus Navas. Capdevila, que tinha seu posto ameaçado na lateral-esquerda, foi mantido.

- Nem parecia a Espanha nos primeiros minutos iniciais. Muitos passes errados, pouca criatividade e susto nos contra-ataques, o que não é característica da Fúria, sempre acostumada a pressionar os adversários. Mas o Chile estava longe de ser um primor de futebol, pelo contrário: em 20 minutos, já havia recebido três cartões amarelos. Inclusive dois dos amarelados, os zagueiros Ponce e Medel, estão suspensos, impedidos de enfrentar o Brasil.

- Num lance isolado, a Espanha abriu o placar aos 25 minutos. Fernando Torres recebeu lançamento longo, e fora da área, o goleiro chileno Bravo chegou atabalhoado para afastar o perigo, de carrinho. Pra azar do arqueiro, a bola sobrou limpa para o artilheiro David Villa, que não se intimidou com a distância de 45 metros para o gol e bateu de primeira, com a perna canhota, encobrindo quem estava a sua frente. Golaço! É o 3º de Villa no Mundial, alcançando o argentino Higuaín e o eslovaco Vittek na artilharia da Copa.

- Aos 37 minutos, o Chile se rendeu de vez. Em jogada de contra-ataque, Torres serviu Villa na esquerda, que dominou a bola e tocou curto para Iniesta. De chapa, o meia do Barcelona mandou no cantinho de Bravo, sem chances para o goleiro. A título de curiosidade, o gol de Iniesta foi o centésimo desta edição da Copa do Mundo.

- Pra piorar as coisas para o Chile, quando Torres passou a bola para Villa, ainda no lance do gol, ele foi tocado por Estrada na entrada da área. O juiz deu vantagem, mas não esqueceu do lance. Apresentou o cartão amarelo para Estrada, e como o volante chileno já estava “amarelado”, foi expulso. Não pareceu a melhor decisão, já que a impressão que fica é a de que Torres sequer foi tocado pelo defensor chileno.

- Àquela altura, um gol da Suíça no outro jogo eliminaria o Chile do Mundial. Bielsa foi forçado a mexer no intervalo, trocando o apagado Mark Gonzalez por Paredes, e substituindo Valdivia pelo volante Millar, recompondo o meio-campo. Se Millar entrou em campo apenas para evitar uma tragédia, acabou fazendo algo muito melhor. Aos dois minutos, ele recebeu passe curto de Sanchez, e da entrada da área, bateu colocado. A bola desviou em Piqué e morreu no ângulo de Casillas.

- A partir daí, muito toque de bola de ambas as equipes e nenhuma oportunidade clara de gol. Ambos pareciam satisfeitas com o resultado, mesmo porque a Suíça não fazia sua parte contra Honduras. Fabregas e Javi Martinez, que entraram durante o jogo pela Fúria, pouco fizeram para mudar a história da partida.

- Com a eliminação da Suíça, a Espanha consagrou-se como a sexta e última equipe europeia classificada para as oitavas-de-final, o pior desempenho do continente na história das Copas em uma primeira fase. Foram sete europeus eliminados (França, Grécia, Eslovênia, Sérvia, Dinamarca, Itália e Suíça), e os que ainda restaram vão duelar entre si: Holanda x Eslováquia, Alemanha x Inglaterra e Espanha x Portugal.

- Já o Brasil certamente ficou de olho neste confronto. Não foi das melhores atuações do Chile, mas os comandados de Bielsa já se mostraram um time ofensivo, com jogadores individualmente muito capacitados, porém com uma defesa fácil de ser penetrada. Com a suspensão dos zagueiros Ponce e Medel, a fragilidade defensiva pode ficar ainda mais evidenciada. Encontro marcado para o jogo sul-americano: segunda-feira, 15h30, horário de Brasília. A Copa do Mundo chega aos 75% de seus jogos disputados. Alguém aí já está com saudades?

Oitavas de Final

26/06 – Sábado

11h – Uruguai x Coréia do Sul – Porto Elizabeth
15h30 – Estados Unidos x Gana – Rustemburgo

27/06 – Domingo

11h – Alemanha x Inglaterra – Bloemfontein
15h30 – Argentina x México – Soccer City

28/06 – Segunda

11h – Holanda x Eslováquia – Durban
15h30 – Brasil x Chile – Ellis Park

29/06 – Terça

11h – Paraguai x Japão – Pretória
15h30 – Espanha x Portugal – Cidade do Cabo

Brasil e Portugal empatam e seguem adiante

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Por Leonardo Martins


Na última rodada do Grupo G, em Durban, Brasil e Portugal realizaram o esperado jogo. Em um jogo sem muitas emoções, as duas equipes conseguiram um empate sem gols e seguem adiante no Mundial. O empate no Moses Mabhinda fez com que a vitória da Costa do Marfim sobre a Coréia do Norte por 3 a 0 ficasse como um amistoso de luxo.

O Brasil entrou em campo com três alterações, Nilmar, Júlio Baptista e Daniel Alves entraram nos lugares de Robinho (poupado), Kaká (suspenso) e Elano (machucado). Já os Lusos, entraram precavidos com o astro Cristiano Ronaldo como centroavante e isolado na frente.

Bom o jogo foi fraco, no primeiro tempo, os brasileiros esbarraram na marcação lusa e tinha um problema claro, a falta de velocidade e de armação, Júlio Baptista não entrou em campo praticamente e dava lentidão as jogadas, enquanto isso, o único que tentava era Maicon que dava arrancadas pela direita, mas não eram muito objetivas.

Lances de emoção, só na boa jogada de Luis Fabiano que cruzou e Nilmar apareceu em velocidade para completar, a bola bateu no goleiro Eduardo e na trave. Vale ressaltar que o juiz Benito Archundia teve trabalho na primeira etapa com as entradas duras, principalmente no duelo particular entre Pepe e Felipe Melo, os dois levaram cartão amarelo. Temendo que o volante ser expulso, Dunga tirou o camisa 5 para colocar Josué.

O segundo tempo, o panorama alterou um pouco, com Portugal dominando o jogo, mas esbarrando na marcação brasileira. No ataque, os mesmos problemas do primeiro tempo continuavam, as chances eram escassas assim como o futebol da seleção. Os lusos queriam ir para o jogo tanto que colocaram Simão no lugar do lateral Duda.

Cristiano Ronaldo tentou fazer jogadas pela direita e uma quase deu certo. O jogador do Real Madrid cruzou e Raul Meirelles aproveitou falha da zaga para aparecer livre na área, Júlio César fez bela defesa e mandou para escanteio. Enquanto isso, Dunga mostrava irritação com a marcação brasileira.

Mas o técnico brasileiro demorou a mexer no time. Enquanto isso, o amarelado Pepe saiu para a entrada Pedro Mendes, mas os lusos começaram a tocar a bola querendo o fim do jogo. Ramires entrou no lugar do inócuo Júlio Baptista e o meia que joga no país adversário quase fez no chute que desviou em Bruno Alves e Eduardo fez boa defesa. O primeiro lugar foi garantido, mas a atuação brasileira deixou o sinal de alerta ligado para as oitavas de final.

O jogo das oitavas acontece na segunda-feira contra o segundo colocado do Grupo H, que define sua situação daqui a pouco.

No outro jogo do Grupo G, a Costa do Marfim venceu tranquilamente a Coréia do Norte por 3 a 0, mas ficou na primeira fase. Yaya Toure, Romaric e Kalou fizeram os gols marfinenses na despedida dos elefantes no mundial.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Japão vence Dinamarca e avança para as oitavas-de-final

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Por Gabriel Seixas


- Antes do início do Mundial, muita gente não hesitou ao falar que o Japão era apenas a quarta força do Grupo E. Na teoria, a favorita Holanda e até os intermediários Dinamarca e Camarões inspiravam mais confiança que os nipônicos. Contudo, nesta fase de grupos, os comandados de Takeshi Okada podem até não ter se mostrado um time tecnicamente notável, mas inegavelmente possuem uma defesa sólida e muita disciplina, que permite a equipe não só competir contra as fortes seleções, como se impor contra as do mesmo nível.

- A cada ano que passa, o Japão vem quebrando barreiras no futebol. Não só por ser uma seleção com jogadores reconhecidos mundialmente, mas por deixar de ser apenas uma potência em seu continente. Não, o Japão ainda não é uma potência futebolística mundial (e dificilmente caminhará pra isso), mas já impõe algum respeito. Pela segunda vez em sua história, os japoneses conseguem uma classificação para as oitavas-de-final de uma Copa do Mundo. A conquista veio com a ótima vitória sobre a Dinamarca por 3 a 1, que deixou uma ótima impressão em relação aos samurais.

- Oito anos depois, os asiáticos Japão e Coreia do Sul voltam a disputar juntos a fase oitavas-de-final de um Mundial. Os japoneses encaram o Paraguai, enquanto os sul-coreanos têm pela frente o Uruguai. A Dinamarca, que nas eliminatórias europeias liderou um grupo que tinha Portugal, Suécia e Hungria, volta pra casa como uma grande decepção. Vários jogadores atuaram dentro de seu limite físico, e porque não técnico, já que o envelhecido time dinamarquês pouco impressionou com a bola no pé.

- A partida foi animada desde o início, com o Japão claramente com a proposta de jogar pelo empate (que o classificava para a próxima fase), e a Dinamarca detendo as ações ofensivas. Logo no início, o zagueiro Kroldrup (que substituía o jovem Kjaer) aproveitou cobrança de escanteio e mandou pra fora. O Japão respondeu com o meia Hasebe, que arrancou pela direita e bateu forte. A bola passou muito perto da meta de Sorensen.

- A partir dos 17 minutos, os japoneses passaram a conhecer o caminho para furar a defesa nórdica: as bolas paradas. Honda executou uma cobrança de falta da intermediária, a bola passou por todos os jogadores na pequena área e traiu o goleiro Sorensen, que ainda tentou dar um tapa na Jabulani, mas não evitou o gol japonês. Doze minutos depois foi a vez de Endo, em cobrança de falta frontal, mandar no ângulo do goleiro dinamarquês. Golaço!

- Há 40 anos uma seleção não fazia dois gols de falta no mesmo jogo, desde a Bulgária em 1970. Por sinal, nesta Copa, foram feitos apenas quatro gols de falta, sendo três de asiáticos: além dos dois japoneses, o sul-coreano Park Chu-Young também marcou. Antes do fim da etapa inicial, o lateral-direito Komano ainda obrigou Sorensen a fazer boa defesa. Antes disso, o técnico dinamarquês Morten Olsen já havia substituído o inoperante Jorgensen por Jakob Poulsen (o terceiro Poulsen no time, fazendo companhia a Simon e Christian).

- Nada adiantou. O Japão não desistiu da partida, e principalmente nas bolas paradas, continuou assustando. Na tentativa de mandar a bola pra área, Endo quase encobriu Sorensen em cobrança de falta, que meio sem jeito, espalmou pro lado. Honda, na tentativa de emendar um chute de primeira, isolou. Minutos depois, foi a vez de Poulsen (o Jakob, pra não criar dúvidas) obrigou Kawashima a fazer ótima defesa.

- Olsen fez o que pôde para a Dinamarca buscar os três gols que lhe classificariam: trocou o zagueiro Kroldrup pelo atacante Larsen. Aos 29 minutos, o atacante recebeu lançamento longo, matou no peito e chutou muito forte, mas a bola carimbou a trave. Gol mesmo só aos 35 minutos. Em bola levantada na área, Hasebe cometeu pênalti infantil em Agger. O artilheiro Tomasson parou no goleiro Kawashima, mas no rebote, mandou pras redes.

- Ao contrário do companheiro de ataque Bendtner, Tomasson buscou jogo e acabou recompensado com seu 52º gol pela seleção, sagrando-se o maior artilheiro dos Vikings na história. O gol também marcou a 200ª penalidade máxima na história dos Mundiais, que acabou sendo desperdiçada, porém convertida no rebote.

- Faltavam dois gols a serem marcados em pouco mais de dez minutos restantes. Okada lançou o meia-atacante Okazaki na vaga de Matsui, cansado, e o time melhorou. As principais jogadas continuavam saindo dos pés de Keisuke Honda, que coroou sua grande atuação aos 43 minutos. Em jogada individual, ele costurou a defesa pela esquerda, deu um corte seco em Rommedahl e rolou com açúcar para Okazaki, que só teve o trabalho de empurrar pro gol.

- Aos poucos, o Japão vai se firmando como uma seleção respeitável também no cenário internacional. Os samurais avançaram de fase em segundo lugar, atrás da Holanda, que com a vitória por 2 a 1 sobre Camarões, conquistou sua terceira vitória em três jogos. Van Persie e Huntelaar marcaram para a Laranja, enquanto Eto’o, cobrando pênalti, descontou para os africanos, os únicos que se despedem da Copa sem ao menos somar um ponto (Honduras pode igualar o “feito” amanhã, caso perca da Suíça).

- Enquanto a Holanda encara a Eslováquia, no que pode ser o jogo que teoricamente define o adversário do Brasil nas quartas-de-final (caso nossa seleção avance em primeiro no Grupo G e supere seu adversário nas oitavas), o Japão mede forças com o Paraguai. Mas uma vez, os japoneses não trazem consigo o favoritismo, mas esse fator já vem se mostrando o menor dos problemas.

Classificação

1° Holanda – 9pts
2° Japão – 6pts
3° Dinamarca – 3pts
4° Camarões – 0pt

- Agenda de amanhã

Nesta sexta-feira termina a primeira fase com o Brasil em campo. As 11h, a nossa seleção enfrenta Portugal de olho no primeiro lugar do Grupo G. No outro jogo do grupo, a Costa do Marfim tem que fazer um milagre para seguir na Copa e enfrenta a já eliminada Coréia do Norte. As 15h30, tem outro grande jogo entre Espanha e Chile que vale vaga para ambas equipes, na outra partida do grupo, se enfrentam Suíça e Honduras.

Adeus de campeã mundial é dramático

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Por Leonardo Martins


Quem, no inicio da Copa, poderia imaginar que os finalistas da última Copa do Mundo cairiam na primeira fase do mundial, pois isto aconteceu. A França já havia caído fora na terça-feira, nesta quinta foi a vez dos atuais campeões mundiais, a Itália. Em um jogo emocionante no Ellis Park, a Eslováquia surpreendeu os italianos ao vencer por 3 a 2. No outro jogo do grupo F, um empate sem gols classificou o Paraguai diante da Nova Zelândia.

Os Italianos começaram o jogo com Gattuso no meio-campo e sem Gilardino no ataque, em seu lugar entrou Di Natale, mas essas alterações pouco ajustavam o time italiano, que apresentava o mesmo futebol burocrático das duas primeiras rodadas. Já os eslovacos tinham maior força de marcação e engoliam os jogadores italianos.

As chances eram quase diminutas, porque as duas equipes pouco produziam em campo. No jogo do Paraguai, a situação era parecida com os paraguaios poupando o time e os neo-zelandeses tinham pouca técnica para assustar o gol de Villar Aos 16, Caniza chutou por cima do gol.

Em Joanesburgo, a Itália pouco conseguia criar, reflexo da falta de armador de jogadas e ainda viu a Eslováquia marcar. Aos 23, De Rossi errou passe bizonhamente e Kucka aproveitou para acionar Vittek, que chutou no canto de Marchetti. Era o prenuncio da tragédia italiana, mas o empate dava a vaga aos atuais campeões mundiais.

O anuncio do gol eslovaco fez com que os paraguaios diminuíssem o ritmo, já que a Nova Zelândia não oferecia perigo a sua meta. Já no Ellis Park, pouco se tinha de futebol por parte dos comandados de Marcelo Lippi, tanto que a melhor oportunidade dos italianos foi no quase gol contra de Skrtel que passou perto. A Eslováquia chegava com muito perigo e Kucka assustou em chute que foi pela rede do lado de fora. O primeiro tempo foi embora e faltava 45 minutos para se evitar o vexame italiano.

O desespero tomou conta da Itália no segundo tempo, Lippi já fez duas alterações logo no intervalo, Maggio e Quagliarella entraram nos lugares de Criscito e Gattuso, formando um incomum 4-2-4, mas pouco alterou o rumo do jogo, pois a pobreza de jogadas ofensivas continuaram.

Já em Polokwane, a Nova Zelândia buscava o gol que classificaria para a próxima fase, mas Elliot chutou em cima do gol. O Paraguai respondeu primeiro na falta cobrada por Cardozo e depois na chance dupla que Riveros e Caniza desperdiçaram.

Aos 17, a Itália finalmente chegou com Quagliarella, mas Mucha salvou o gol. Pirlo, mesmo sem estar inteiro, foi a campo para tentar solucionar os problemas de armação italianos. Aos 22, um lance polemico, Pepe cruzou para Quagliarella completar para o gol, mas Skrtel salvou em cima da linha, uns acharam que a bola entrou, outros não, mas o gol não foi dado.

O lance tornou o jogo emocionante. Aos 24, Stoch quase marcou o segundo da equipe branca em rápido contra-ataque. Mas aos 28, um banho de água fria nos italianos, Hamsik cruzou para Vittek completar e fazer o segundo do time eslovaco. O lance parecia esfriar o jogo, mas só parecia.

Porque os atuais campeões foram para cima na base da raça e do coração e chegaram ao primeiro gol. Aos 36, Di Natale aproveitou rebote de Mucha no chute de Quagliarella e fez. Agora, mais um gol colocava a Itália na próxima fase e até chegou a marcar este gol, mas o juiz acabou anulando por impedimento do atacante do Napoli.

Com os contra-ataques a disposição, os eslovacos praticamente mataram o jogo. Aos 44, Kopunek recebeu passe de lateral e encobriu Marchetti, marcando um belo gol. 3 a 1. Mas os italianos não desistiram e diminuíram a diferença aos 47 em um belo chute de Quaglarella. Aos 50, a Itália teve a chance de fazer o gol da classificação, mas Pepe chutou longe e, para a surpresa de todos, a Itália deu adeus a chance de defender o título de 2006.

Para fechar o outro jogo do grupo, os guaranis tiveram três chances de abrir o placar, mas não aproveitaram e os all-blacks não tiveram capacidade técnica para seguir em diante no mundial, mas conseguiram um feito, sair da Copa invicto e na frente da Itália. Paraguai e Eslováquia seguem em diante no Mundial e esperam a definição do Grupo E logo mais, para saber seus adversários nas oitavas de final.

Classificação final

1º Paraguai – 5pts
2º Eslováquia – 4pts
3º Nova Zelândia – 3pts
4º Itália – 2pts