segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Show flamenguista ainda deixa a chama do título acesa

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Por Leonardo Martins


Foi um grande jogo, clima de decisão no Maraca, era como uma final de campeonato, muita luta e grandes jogadores em campo. Flamengo e Palmeiras decidiram ontem quem continuava na briga pelo título. Com um show flamenguista, o rubro-negro goleou os visitantes por 5 a 2 e mantém a chance do hexa viva.

Emoção foi o que não faltou desde os primeiros minutos. Logo aos 2 minutos começaria o show de assistências de Kleberson. O pentacampeão cruzou para Marcelinho Paraíba pegar um lindo chute de primeira para abrir o placar.

Mesmo com o gol, os palmeirenses não desanimaram e chegaram ao gol de empate logo em seguida. Aos 11 minutos, Jalton derrubou Kleber na área e o árbitro marcou pênalti. Na cobrança, Alex Mineiro deslocou Bruno e fez o gol.

O ritmo de jogo era eletrizante, com muitos ataques de ambas equipes e querendo o gol. Gol que veio do lado carioca, aos 20 minutos, Obina cobrou falta rápida para o zagueiro Fábio Luciano, que cruzou para Paraíba, o atacante ajeitou para a chegada de Ibson chutar e fazer o gol de desempate. Agora começaria o show do meia flamenguista.

Após o gol flamenguista, a partida caiu muito no ritmo, o calor excessivo que fazia no Rio contribuiu neste ritmo lento. Só voltamos a ter lances de perigo aos 40 minutos quando Jailton desviou escanteio e assustou Marcos.

O Flamengo voltou para o segundo tempo sem o lateral-esquerdo Juan. O técnico Caio Júnior optou pela entrada de Everton. E o time carioca voltou disposto a matar a partida. Obina teve duas chances claras de marcar, mas errou o alvo. Na primeira, com um minuto, recebeu na frente de Marcos e chutou em cima do goleiro. Na outra, aos 5, dominou dentro da área e finalizou mal. O Rubro-Negro carioca ainda perdeu mais uma chance antes de ampliar. Everton chutou da marca do pênalti e o camisa 1 do Verdão fez uma bela defesa.

Porém, aos dez minutos não teve jeito. Kleberson fez outra bela jogada e encontrou Ibson completamente livre já dentro da área pelo lado esquerdo. O meia ajeitou o corpo e acertou um lindo chute, no ângulo esquerdo de Marcos, marcando o terceiro do Fla.

Em uma bobeada da zaga do Fla, o Palmeiras diminuiu a diferença. Após um corte errado de Aírton, a bola sobrou nos pés de Leandro pelo lado esquerdo. O lateral cruzou na cabeça de Kléber, que só teve o trabalho de colocar para a rede do goleiro Bruno, aos 15. O jogo continuou eletrizante, e os cariocas fizeram o quarto, aos 19. Kleberson recebeu dentro da área e cruzou para Ibson tocar de letra. Mais um lindo gol rubro-negro.

Aos 24, o Flamengo selou a sua vitória em um belíssimo contra-ataque. Fábio Luciano tocou para Obina na esquerda. O atacante lançou para Ibson, que entrou dentro da área e cruzou. Após um bate-rebate, a bola sobrou novamente para o capitão rubro-negro, desta vez pelo lado direito. O zagueiro cruzou na cabeça de Kleberson, que fez o quinto do time rubro-negro. Muita festa e esperança dos rubro-negros nas arquibancadas do Maracanã

O Flamengo subiu para o 3º lugar com 63 pontos, a 5 do líder São Paulo, e mantém viva a chance de título, na próxima rodada, o Fla vai a Belo Horizonte enfrentar o Cruzeiro em confronto direto por vaga na Libertadores. Já o Alviverde paulista saiu da zona da Libertadores com 61 pontos na 5ª colocação e na próxima rodada, enfrenta o lanterna Ipatinga no Palestra Itália.

Outros jogos da rodada

Fluminense(15º) 3x1 Portuguesa(18º)
Washington, Tartá e Romeu; Edno

Ipatinga(20º) 3x0 Sport(12º)
Ferreira(2) e Gian

São Paulo(1º) 3x1 Figueirense(19º)
Borges(2) e Hugo; Cleiton Xavier

Goiás(6º) 3x1 Botafogo(9º)
Paulo Baier(3); Lúcio Flávio

Grêmio(2º) 2x1 Coritiba(8º)
Tcheco e Ale(contra); Ariel

Atlético-PR(14º) 2x1 Vitória(11º)
Rafael Moura e Alan Bahia; Robert

Santos(13º) 1x0 Internacional(7º)
Quiñonez

domingo, 16 de novembro de 2008

Cruzeiro é goleado no Recife e dá adeus ao título

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Por Leonardo Martins


Na noite de ontem, nos Aflitos, o desesperado Náutico recebeu o Cruzeiro pela continuação da 35ª Rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo cheio de alternativas, o Timbu goleou os celestes por 5 a 2 e respira no campeonato, deixando a equipe mineira fora da disputa pelo título brasileiro.

O Náutico entrou em campo na Zona vermelha e queria uma vitória para sair dela, por isto começou o jogo partindo para cima e logo conseguiu o gol. Aos 4 minutos, Gilmar carregou a bola e, da entrada da área, chutou no canto de Fábio para explodir a torcida.

Com a desvantagem no placar, o Cruzeiro foi com tudo em busca do empate e dominou o jogo. Aos 16 minutos, Ramires chutou para o gol e tez, mas o árbitro anulou erradamente, alegando impedimento. Mas 3 minutos mais tarde, o gol de empate valeu. Henrique deu ótimo passe para Wágner chutar forte. 1 a 1.

Os pernambucanos retomaram o controle do jogo e desempataram a partida em um pênalti duvidoso. Henrique derrubou Gilmar na área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Felipe, com direito a paradinha, bateu e fez o 2º do Timbu, aos 21 minutos. O Náutico quase fez o 3º com o zagueiro Titi, mas Fábio salvou.

O jogo diminuiu o ritmo forte no fim da 1ª etapa, mas deu tempo para Guilherme assustar a torcida mandante em um chute de longe que Eduardo defendeu.

No intervalo, Adilson Batista trocou Léo Fortunato e Camilo pelos Thiagos, Martinelli e Ribeiro e deu certo parcialmente. No 1º minuto, Henrique cruzou para a defesa de Fábio. Mas 3 minutos depois, os mandantes ampliaram o marcador. Felipe aproveitou lançamento de Titi e tocou na saída de Fábio e deixou a torcida mais tranqüila.

Cruzeiro não desanimou. Aos 11, Guilherme foi lançado na meia-lua. Eduardo saiu do gol e evitou o segundo gol celeste. Era lá e cá. Seis minutos depois, Felipe mirou o ângulo esquerdo de Fábio e quase acertou. Mandou para fora. Com 20 minutos, Wagner bateu falta da direita e achou Ramires livre na pequena área. O volante, entretanto, cabeceou torto, para baixo e sem força, perdendo grande oportunidade.

Fábio evitou que o resultado se transformasse em goleada aos 27. Felipe fez inversão da jogada da esquerda para a direita e encontrou Ruy. De fora da área, o ala chutou forte, obrigando o camisa 1 celeste a desviar para escanteio.

A defesa de Fábio deixou o Cruzeiro vivo no jogo. Na jogada de perigo seguinte, Wagner bateu para o gol, e a bola bateu na mão de Hamilton dentro da área. Pênalti desta vez para os mineiros. Guilherme foi para a cobrança e marcou no canto esquerdo.

A ducha de água fria para os mineiros não demorou a vir. Aos 38, Felipe cruzou para Everaldo, que acabara de entrar, empurrar para o gol vazio após trombada de Fábio e Thiago Heleno. E aos 43, Felipe deixou Gilmar livre, e o atacante não desperdiçou, tocando no canto direito e fechando o placar.
Na próxima rodada, o Timbu (15º com 40 pontos) joga fora de casa com o Figueirense em confronto direito contra o rebaixamento. O Cruzeiro (terceiro com 61) recebe o Flamengo, no Mineirão, em jogo que pode deixar um dos dois próximos da Libertadores 2009.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Inter a um passo da final

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Por Leonardo Martins

Na noite desta quarta-feira, em Guadalajara no México, Chivas e Internacional fizeram o jogo de ida da semifinal da Copa Sul-Americana. Os brasileiros jogaram muito bem e venceram por 2 a 0, abrindo boa vantagem para a volta, no Brasil.

O bom resultado do primeiro tempo poderia ter sido ótimo para o Inter, não fosse o erro do auxiliar Nicolas Yegros. Aos 43 minutos, Alex dividiu com a zaga, e a bola sobrou para Nilmar. Em condição legal, o atacante mandou para o fundo da rede. A arbitragem, de forma equivocada, apontou impedimento.

Uma pena. Sem o gol, o time colorado teve que se contentar em sustentar uma igualdade sem gols. O placar da etapa inicial foi condizente com o jogo, bastante equilibrado. As duas equipes desperdiçaram boas oportunidades. Arellano, principal atacante do Chivas, merece agradecimentos vermelhos. Ele perdeu dois gols feitos, na cara do goleiro Lauro, um com o pé direito, outro de cabeça. No primeiro lance, foi fundamental a presença do zagueiro Álvaro, ágil feito um tigre ao voar na bola para atrapalhar a conclusão do mexicano. No segundo, Guiñazu falhou ao não acompanhar a jogada.
Carente da qualidade de D’Alessandro, o Inter começou o jogo um pouco acossado, mas logo passou a fazer frente ao time da casa. Com dez minutos, Andrezinho quase marcou. Nilmar cruzou da direita para o meia, que concluiu pressionado pela zaga. Hernández espalmou por cima. Aos 35, Alex fez bela jogada na direita e mandou o chute. O goleiro soltou nos pés de Nilmar, que não conseguiu concluir da melhor maneira. Perdeu uma chance preciosa.
O Inter começou o segundo tempo na pressão. Com cinco minutos, já tinha perdido dois gols incríveis. Magrão recebeu belo passe de Alex e chutou rasteiro, à direita do goleiro. A bola lambeu a trave. Em seguida, Nilmar dominou sozinho, driblou Hernández e perdeu a bola com a aproximação de Reynoso.

Eram ensaios para os dois gols que surgiriam depois. Aos 24, saiu o primeiro. Nilmar recebeu de Magrão, fez a finta e chutou com precisão. Começava a festa colorada no México.

Mas faltava o gol do craque. Aos 33, numa cobrança de falta, Alex mandou uma daquelas pancadas que só ele sabe dar. Foi no ângulo. Golaço.

Entre um gol e outro, Andrezinho ainda mandou uma bola no travessão, em um sinal da superioridade brasileira no Jalisco. Com a vantagem no placar, foi só controlar o jogo e esperar o duelo da volta, quando o Beira-Rio, rugindo, preparará o clima da classificação para mais uma final continental.

Com a vantagem, o Colorado pode até perder por 1 gol de diferença no jogo de volta, semana que vem em Porto Alegre, que passará a final da competição internacional.

Show alvinegro coloca o Vasco em perigo

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Por Leonardo Martins


Na noite desta quarta-feira, com um grande público no Mineirão, o Atlético recebeu o desesperado Vasco pela abertura da 35ª rodada do Campeonato Brasileiro. Com um show alvinegro, o Galo venceu o adversário por 4 a 1 e colocou a equipe cruzmaltina novamente a perigo da zona de rebaixamento.

Empurrado pela massa que lotou as arquibancadas do Gigante da Pampulha, o Atlético foi com tudo para cima e, ajudado pela frágil marcação vascaína, dominou o jogo praticamente todo. As chances atleticanas saíam com freqüência. Castillo não dominou na área no 3º minuto de jogo, mas aos dez minutos, começou o show no Mineirão. Após bela jogada do ataque mineiro, Renan Oliveira deixou o boliviano pronto para balançar as redes vascaínas.

O Galo tinha um volume de jogo que não dava chances ao Vasco. Os garotos atleticanos davam velocidade ao ataque, velocidade que os zagueiros vascaínos não acompanhavam. Do lado vascaíno, as esperanças eram as boas jogadas de Madson, que chegou com perigo em um chute que passou longe. No chute de Madson, o goleiro Juninho sentiu uma lesão na região lombar e deu lugar a Edson.

Mas o Galo continuou dominando o jogo e os garotos dando show. Renan Oliveira fez ótima jogada e apareceu livre na cara de Rafael e tocou na saída do goleiro para marcar o 2º gol e foi um golaço. Antes do 1º tempo acabar, Wagner Diniz apareceu livre e cruzou, mas ninguém do Vasco apareceu para tocar a bola para as redes.

Os dois times mudaram no intervalo, Leandro Bonfim entrou no lugar de Eduardo Luiz do lado vascaíno. O ídolo da massa atleticana, Marques, também saiu para dar lugar ao garoto Pedro Paulo. O Vasco deu uma melhorada no inicio da segunda etapa, mas foi pouco para os vascaínos empatarem.

O Galo tinha os contra-ataques a disposição e usou bem esta jogada com a velocidade do ataque, com isto chegou a goleada. Foram 2 pênaltis, um do goleiro Rafael e outro de Jorge Luiz em Pedro Paulo. Os dois foram cobrados e convertidos pelo zagueiro Leandro Almeida. 4 a 0 Galo.

Com a goleada, o alvinegro mineiro desacelerou o ritmo e o Vasco não conseguiu aproveitar para reagir no jogo, até chegou a marcar com Madson em cobrança de falta. Mas perdeu um pênalti nos acréscimos com Leandro Amaral que chutou para fora. E o jogo terminou com a goleada atleticana por 4 a 1.

O Galo foi para o 10º lugar com 47 pontos e na próxima rodada vai ao Recife enfrentar o Sport. Já o Vasco pode voltar a zona vermelha no fim da rodada, mas continua em 15º com 37 pontos e na próxima rodada recebe o líder São Paulo em São Januário.

domingo, 9 de novembro de 2008

Mengão bate Bota e ainda sonha com a América

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O Flamengo manteve vivo o sonho de conquistar uma vaga na Taça Libertadores da América, ao bater o Botafogo no Maracanã por 1 a 0. Com um gol marcado por Kléberson em cobrança de pênalti, o clube da Gávea agora voltou a encostar no G-4.

O jogo começou quente, logo aos 20 segundos de jogo, o atacante Jorge Henrique foi derrubado na área por Bruno, mas o árbitro Marcelo de Lima Henrique mandou seguir.

A primeira boa chance foi do Flamengo, após chute de Marcelinho Paraíba que passou por cima do gol de Renan. O lance animou o Botafogo que foi para cima e quase abriu o placar com Triguinho, Bruno fez grande defesa. No final do primeiro tempo, o Botafogo ainda perdeu grande chance com o atacante Fábio, que entrara no lugar de Thiaguinho que ficará 6 meses fora.

O segundo tempo teve o mesmo retrato da etapa inicial. Com jogadas esporádicas no ataque, os times batiam cabeça no meio-campo. Em uma das raras chances, Juan cruzou para Íbson e Josiel furarem na frente do gol.

Aos 38 da etapa final, Ibson foi derrubado na área por Renan. Kléberson que tinha acabado de entrar bateu e fez o único gol da partida. Após o lance, o Botafogo teve duas boas oportunidades com Carlos Alberto e Fábio, essa última após uma arrancada sensacional do centro-avante botafoguense. No fim, Eduardo deu um pontapé em Sambueza e foi expulso.
O Botafogo volta a jogar pelo Brasileirão contra o Goiás fora de casa no domingo, no mesmo dia o Flamengo recebe o Palmeiras. O Flamengo está na 5ª posição com 60 pontos e o Bota na 8ª posição com 48.

Outros jogos

Sport(11º) 2x1 Goiás(9º)
César e Roger; Fahel


Coritiba(7º) 0x0 Náutico(17º)

Vitória(10º) 0x1 Atlético-MG(12º)
Pedro Paulo

Internacional(6º) 4x0 Ipatinga(20º)
Sandro, Andrezinho, Taison e Guto

Cruzeiro vence e segue na briga

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Por Leonardo Martins


Na tarde deste domingo, no Mineirão, o Cruzeiro recebeu o Fluminense de olho na briga pelo título brasileiro. Os mineiros dominaram o jogo e conseguiram uma importante vitória por 1 a 0, continuando na briga pelo título.

O jogo começou com equilíbrio e as duas equipes atacando perigosamente. Do lado azul, a primeira chance veio com Guilherme que recebeu ótimo passe de Jajá, driblou o marcador e chutou para a ótima defesa de Fernando Henrique que deu rebote para Wágner chutar e Fabinho salvar o gol quase certo. Já do lado Tricolor, foi a vez de Washington perder ótima chance defendida por Fábio.

Depois disto, só o Cruzeiro atacou, mas todas sem sucesso, a mais perigosa foi um chute de Guilherme que chegou a entrar, mas o juiz alegou impedimento de Jajá que desviou o chute. O Fluminense se limitou a defender e tocar a bola na sua defesa para garantir o resultado de empate.

No segundo tempo, o panorama do jogo não se alterou, com o Flu satisfeito com o empate tocando a bola e gastando o tempo. O Cruzeiro continuava dominando o jogo, mas faltava conclusão, mesmo com a entrada de Wanderley no lugar de Jajá, este problema não estava solucionando. Mas a insistência azul deu resultado aos 20 minutos, Guilherme cruzou na medida para Ramires mandar de cabeça para abrir o placar no Mineirão.

Com a desvantagem no placar, os cariocas saíram da defesa e foram buscar o empate, mas quem quase marcou foram os cruzeirenses. Aos 29, Guilherme ganhou na corrida de Thiago Silva e tocou para Wágner, o meia chutou no contrapé do goleiro tricolor, mas a bola caprichosamente bateu na trave. O Fluminense, nos minutos finais, até que tentou buscar o gol de empate, mas esbarrou na falta de pontaria de seu ataque. E a vitória ficou com o time azul mesmo.

O Cruzeiro permanece a 4 pontos do líder São Paulo e subiu para o 3º lugar com 61 pontos, na próxima rodada, os celestes vão a Recife enfrentar o Náutico. Já o Tricolor continua fora, porém, próximo a zona de rebaixamento na 16ª posição com 37 pontos.

Tricolor Gaúcho Bate Palmeiras e segue vivo na briga pelo título do Brasileirão

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Por Fernando Murilo


Em partida de pouca inspiração e muita transpiração, realizada em um Parque Antártica lotado, o time do Grêmio derrotou o Palmeiras, calando os mais de 20 mil fanáticos torcedores palmeirenses.

Antes de analisarmos o jogo, já se viam as evidentes propostas nas quais as equipes estavam dispostas a demonstrar ao longo da partida: a equipe comandada por Celso Roth, com 8 desfalques, montou um esquema tático bastante defensivo (como já é de praxe ao longo do campeonato), se preocupando em defender e saindo na boa pra tentar matar a partida, com Tcheco e Rafael Carioca comandando as ações ofensivas do meia cancha tricolor. Já o treinador Vanderlei Luxemburgo, que não poderia escalar os jogadores Kleber e o Diego Souza (o primeiro por suspensão pelo terceiro amarelo e o segundo por cumprir uma partida de gancho imposta pelo STJD), pôs um time cauteloso, já que colocou o ponta Denílson no ataque, deixando o centro-avante Lenny no banco, enquanto entrou com Evandro para a vaga de Diego Souza.

Com a bola rolando, o que se via era um Palmeiras sem inspiração ante uma muralha gremista. Com todos os seus jogadores marcando incessantemente, além de um Tcheco mostrando toda a força e raça do time do sul, o Grêmio conseguia segurar o time alviverde e sempre saía com perigo nos contra-ataques. A equipe comandada pelo Vanderlei Luxemburgo sentia falta da inspiração do Diego Souza, que mesmo em queda de produção era essencial para uma partida como esta, alem de ter um Alex Mineiro isolado, sentindo falta de um companheiro para jogar mais próximo e que segurasse mais a bola.
Diante disto, o avante palmeirense voltou buscando jogadas no meio-campo durante a primeira etapa, e o que se via era uma tremenda inversão de papéis nas jogadas da equipe alviverde: um Alex Mineiro cruzando e um Evandro disputando as bolas de cabeça com as torres gremistas.

Para registrar lances importantes da primeira etapa, só alguns desses cruzamentos surtiram algum efeito, além de algumas arrancadas do bem marcado Denílson. Já pelo lado gremista, o atacante Marcel perdeu o chamado “gol de cego”, quando sozinho com o goleiro Marcos após excelente passe do atacante Reinaldo, mandou a bola com uma finalização até bem feita, mas que saiu ao lado esquerdo do goleiro palmeirense e indo para fora. O Rafael Carioca, jogando uma barbaridade neste jogo, fez grandes arrancadas e numa delas pôs o Reinaldo cara a cara com Marcão, que fez uma excelente defesa, pondo a bola pra escanteio. Para registro ainda na primeira etapa, um chute “bambo” do Denílson, que passou ao lado da meta defendida pelo goleiro Vítor refletiu como foi o Palmeiras na primeira etapa: um centro-avante artilheiro disputando a artilharia do campeonato brasileiro que não finalizou no gol adversário.

Após as roncas do vestiário, o Palmeiras voltou com postura diferente no segundo tempo. Buscando mais o seu atacante-referência, as bolas foram mais perigosas, surtindo inclusive alguns lances perigosos. Em uma tabelinha entre Denílson e o camisa nove palmeirense, o jogador conhecido como “firuleiro” entrou na área, mas foi muito bem barrado pela defesa gremista. Entretanto, as jogadas pela ponta-esquerda desse jogador estão suprimindo uma jogada que sempre foi mortal ao longo deste campeonato para a equipe alviverde: as subidas do bom lateral Leandro, que nem sempre estão sendo aproveitadas. Percebendo isto, além do visível cansaço físico do Denílson, Vanderlei Luxemburgo sacou o ponta, colocando o jovem Jorge Preá em campo. Com sangue novo no ataque, a equipe palmeirense ainda esboçou uns lampejos da equipe que brilhou no campeonato Paulista no primeiro semestre. O Grêmio, acuado em campo, tentava lançar as bolas pros seus atacantes sem sucesso, e ainda mandou um chute perigoso com o William Magrão, arriscando de muito longe. Entretanto, uma alteração fita pelo Luxemburgo foi crucial e evidente para o resultado da partida: a saída do volante Jumar para a entrada do também volante Maicossuel, que vinha sendo o destaque em roubadas de bola e levando o time palmeirense ao ataque durante todo o tempo que esteve em campo, foi determinante para o Grêmio retomar as ações dentro de campo. Com um espaço maior nesse setor, o time gremista voltou a tocar bem a bola entre seus jogadores mais talentosos (Tcheco e Rafael Carioca), dominando assim o time palmeirense até o momento do gol. E este gol saiu de maneira estranha, mas sempre na característica gremista: bola na área lançada pelo Tcheco. O tipo da bola mortal para qualquer goleiro, já que Marcos ficou esperando o desvio pelos jogadores presentes na área. Pois é, ninguém desviou e a bola entrou direto, no fundo do barbante, inaugurando o placar em pleno Palestra Itália.

O que se viu depois disso foi a clara demonstração de um time atordoado pelo gol sofrido. O reflexo maior disso foi Marcos, símbolo maior da equipe alviverde, indo pra área adversária em plenos 28 minutos do segundo tempo para disputar bolas aéreas. O time se desajustou em campo, e a falta de tranqüilidade de um capitão e símbolo era refletido para todos, que tentavam, sem nenhuma inspiração, algum lance de perigo. A muralha gremista, completamente intacta e marcando de maneira “inteligente”, fazendo faltas no meio-campo para evitar expulsões, conseguia impedir o ímpeto palmeirense. Nem a entrada do atacante Lenny em lugar do contundido Pierre viria a ser um aspecto positivo para a equipe alviverde, já que o mesmo perdeu várias bolas de graça para os defensores gremistas. O isolado Alex Mineiro ficou sem receber uma bola durante todo este tempo de tentativa de reverter esta situação, mostrando como a equipe palmeirense estava descontrolada.

Em um dado momento, na tentativa de um contra-ataque, o time palmeirense foi parado com uma agressão do zagueiro Jean, da equipe gremista, e este acabou sendo muito bem expulso pela arbitragem. Mas não adiantava: o que se via era um Palmeiras confuso dentro de campo, com um ícone para a torcida desrespeitando a orientação do técnico e indo para o ataque desenfreadamente. E assim o jogo se procedeu, até o seu final, com uma torcida de gaúchos em festa num Parque Antártica triste e amargurado.