domingo, 14 de junho de 2009

Ramalhão segura o Tricolor no Morumbi

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Por Leonardo Martins


Em mais um jogo válido pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro, São Paulo e Santo André realizaram um bom jogo no Morumbi. O Ramalhão saiu na frente e o mandante conseguiu o empate no fim.

Mesmo tendo a decisão da vaga a semifinal da Libertadores, na quinta contra o Cruzeiro, o Tricolor do Morumbi entrou com o que tinha disponível de melhor neste jogo, claro que com muitos desfalques. Jean foi deslocado de volante para jogar na lateral direita.

O jogo começou e no seu inicio houve um massacre territorial do São Paulo, aos 13 minutos, tinha 71% da posse de bola até o momento. Porém, o Tricolor não soube traduzir este domínio em gols, pois o time não criava boas chances e estava nervoso.

Aos poucos, o Santo André começava a gostar do jogo e teve a primeira boa chance da partida. Aos 16, Cicinho cruzou da direita e Antônio Flávio pegou de primeira, mas Denis fez ótima defesa e salvou o 1º. O São Paulo respondeu com Borges que exigiu reflexo de Neneca aos 19.

Aos 27, a equipe do ABC marcou o gol. Antonio Flávio cruzou e Marcelinho Carioca pegou um lindo chute no ângulo de Neneca. Um a zero Ramalhão.

Marcelinho quase ampliou quatro minutos mais tarde, cobrou falta que desviou em André Dias e bateu na trave. O São Paulo, nesta altura do jogo, apresentava-se perdido em campo e dava espaços a equipe visitante. Borges era quem tinha as melhores chances de empate. Aos 41, Hernanes cruzou e o atacante aproveitou falha de Neneca e chutou, mas a bola foi na trave. E o 1º tempo terminou com a vitória do Santo André.

O São Paulo voltou melhor para o segundo tempo. Muricy tirou Jorge Wagner, que não funcionava e dava muitos espaços, e apostou em Junior Cesar. Com a entrada do ala, o Tricolor ganhou um refresco, já que Cicinho, com Junior caindo às suas costas, deixou de subir.

A marcação melhorou muito e o time passou a segurar mais a bola no ataque. Assim, deixou de ser tão ameaçado e apertou o Santo André. Aos 19, Washington, que tinha atuação muito apagada, acordou e completou de cabeça cobrança de escanteio pela direita. A bola explodiu no travessão.

Muricy ainda mandou a campo Dagoberto no lugar do volante Jean. O Tricolor passou a jogar com três atacantes, teve muito mais volume de jogo, mas faltava capricho nos passes. Washington voltou a dormir e ficou parado na frente, vendo a bola passar de um lado para o outro. Quando ela ia na sua direção, ele não conseguia dominar.

Mas o Tricolor tem Borges. Aos 39, quando Washington não conseguiu dominar um lançamento de Dagoberto, a bola sobrou para ele bater rasteiro, no meio do gol, salvando o São Paulo da derrota.

Na próxima quinta-feira, os são-paulinos não podem nem pensar em novo tropeço. Para avançar às semifinais da Taça Libertadores da América será preciso vencer o Cruzeiro no Morumbi. Pelo Brasileirão, os times voltam a campo no fim de semana: sábado tem Santo André x Sport no ABC e domingo tem o clássico Corinthians x São Paulo no Pacaembu.

Outro jogo de ontem

Sport 0x1 Atlético-PR

O Furacão conseguiu a 1ª vitória no Campeonato, a equipe derrotou o Sport em Recife por 1 a 0 e deixou, provisoriamente, a lanterna nas mãos do rival Coritiba. Rafael Moura marcou o gol da vitória paranaense na estréia do técnico Waldemar Lemos.

sábado, 13 de junho de 2009

Equipe argentina Petroleros é campeã do Sulamericano de hóquei

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Especial por Estevam Faria



Foi realizado neste sábado (13) na quadra do Clube Português do Recife as finais do Sulamericano de hóquei sobre patins. O torneio contou com as presenças dos brasileiros Clube Português, Sport e Náutico, que figuraram entre as últimas posições. A final foi realizada entre dois argentinos de regiões rivais no hóquei: Petroleros da província de Mendoza e Concepción de San Juan. Os “mendozinos” levaram a melhor e sagraram-se campeões do torneio, derrubando os atuais campeões sulamericanos.

A primeira partida da tarde valia a 5ª posição. Num jogo que parecia fácil, a equipe do Sport subestimou a força do Clube Português e permitiu a virada na prorrogação. O Sport iniciou o jogo arrasador, chegando a impor o placar de 3 a 0, mas permitiu a reação do português, que encostou no placar, diminuindo para 3 a 2. Faltando 4 minutos para acabar a partida, o Sport já tinha a vantagem de 4 a 2, quando foi surpreendido com o empate do Português, incendiando a torcida presente. Os gols do Sport foram marcados por Bruno e Jackson, duas vezes cada. Já para o Português, Bananinha, Graco duas vezes e Mauricinho marcaram. Na prorrogação, com o gol de ouro, Guiga colocou o Clube Português na 5ª colocação do torneio.
Na 2ª partida do dia, esta valendo o 3º lugar, os chilenos da Universidad del Chile entraram em quadra para enfrentar os argentinos do Andes Talleres. Das 3 partidas, foi a menos emocionante, com vitória fácil dos Andes Talleres por 3 a 1.

Na tão esperada final, duelo de argentinos. A equipe Concepción, da província de San Juan, esperava repetir o feito do último Sulamericano, quando sagrou-se campeã. Pela frente, os Petroleros de Mendoza. A primeira etapa da partida terminou em 0 a 0, com os dois times cautelosos em quadra. Logo no início do segundo tempo, Fabian Fuentes abriu o placar para o Concepción. Em desvantagem, os Petroleros foram para o ataque e o empate só aconteceu quando faltavam 8 minutos para o fim do jogo. Lucas Martínez marcou o gol e trouxe mais emoção para o jogo. Desta forma, os “mendozinos” passaram a gostar da partida e logo viraram o placar com um gol de Matias Baielli. Faltando 1 minuto para o fim, Luis Forto marcou o terceiro dos Petroleros e decretou a vitória e o título do Sulamericano, inédito para a equipe, que comemorou bastante.
Para os brasileiros, resta pegar os bons exemplos que os nossos “hermanos” deixaram em vários aspectos, como estrutura e organização, por exemplo. O treinador Maurício Duque, 5º lugar com o Clube Português, acredita na mudança. “Precisamos de uma ‘reengenharia’, ou seja, colher os bons frutos e apagar as coisas ruins. Em comparação com os argentinos, falta mais estrutura, mais jogos”, destacou.

Bota vence o Santos e conquista primeira vitória

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Por Matheus Mandy

Em jogo realizado no Engenhão, o Botafogo conquistou a primeira vitória no Brasileirão com autoridade, ao derrotar o Santos por 2 a 0, com gols de Batista e Laio. Com o resultado, o time carioca está momentaneamente fora da zona de rebaixamento.

A partida começou com o Botafogo indo para cima desde o início encurralando o Santos no campo defensivo. A primeira boa oportunidade veio com Victor Simões, que recebeu da entrada da área e chutou com força a bola, que passou perto do gol de Fábio Costa. O Botafogo continuou indo para cima e Tony quase abriu o placar, após cruzamento de Batista, mas o jogador botafoguense chegou atrasado e não tocou na bola.

O primeiro tempo era todo do Botafogo, tanto que a primeira chance santista foi aos 40 do segundo tempo, após Roberto Brum chutar e a bola desviar na defesa indo para escanteio. O Botafogo poderia ter chegado ao gol na primeira etapa, Fahel tocou por cobertura e Fabiano Eller tirou a bola em cima da linha.


O segundo tempo começou diferente do primeiro, com o Santos comandando as ações, após cruzamento de Mádson, o atacante Kléber Pereira cabeceou e Renan defendeu sem problemas. A partir daí, só deu Botafogo no jogo, mas o time carioca sempre pecava na hora da conclusão. Antes do primeiro gol do jogo, Lúcio Flávio bateu a Fábio Costa mandou para fora, na cobrança do lateral o Botafogo ficou tocando a bola, de Laio para Thiaguinho e de Thiaguinho para Batista chutar e contar com um desvio na zaga para inaugurar o marcador para o Botafogo. O jovem Laio que entrou no lugar de Tony também fez o seu gol, após lançamento de Emerson, a revelação botafoguense driblou Fábio Costa e tocou para as redes definindo o placar.



O Botafogo volta a campo no próximo domingo contra o Vitória, em Salvador, já o Santos recebe o Atlético-MG.

Em jogo fraco, Bugre e Vasco ficam no zero

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Por Matheus Mandy


Em jogo realizado nesse sábado, Guarani e Vasco empataram em 0 a 0, no estádio Brinco de Ouro da Princesa. Com o resultado, o time campineiro perdeu os 100% de aproveitamento, e o Vasco continuou na quarta posição.

A partida ficou marcada pelo excessivo número de passes errados de ambas as equipes, no entanto, o lance de maior importância do primeiro tempo, Nilton chutou de longe, a bola quicou e obrigou Douglas a fazer uma grande defesa e mandar a bola para escanteio. Ainda no primeiro tempo, Ricardo Xavier chutou da entrada da área e mandou a bola para fora. Antes do final da etapa inicial, o meia Carlos Alberto já tinha cartão amarelo e simulou uma agressão, na queda derrubou Cléber Goiano e o juiz marcou falta e expulsou o vascaíno que interrompeu o contra-ataque. Antes da expulsão, Edgar conseguiu perder duas chances de gol por não conseguir dominar a bola.

Na segunda etapa, o Vasco se preocupou só em se defender e fazia de tudo, já o Guarani esbarrava na defesa vascaína e na muralha Fernando Prass. Em outra oportunidade, Nei Paraíba tocou de cabeça e quase abriu o placar. Com o desenrolar do segundo tempo, o Vasco começou a criar oportunidades, em uma delas, Jéferson saiu na cara de Douglas e tentou tocar por cobertura e perdeu a chance de fazer o gol. No fim, Nilton chutou de fora de área e graças a Douglas, o empate continuou até o fim. Vasco e Guarani voltam a campo em clássicos: O Vasco enfrenta o Duque de Caxias e o Bugre fará o clássico campineiro contra a Ponte Preta.
Outros jogos

Ipatinga 0x3 Portuguesa
Fellype Gabriel(2) e Kempes

Brasiliense 3x0 Bahia
Fábio Júnior, Iranildo e Didão

Paraná 3x3 Ceará
Alex Afonso, Adoniram e Wellington Silva; Wellington Amorim(2) e Preto

Fortaleza 3x2 Juventude
Marcelo Nicácio, Luis Carlos e Cleisson; Jandson(2)

São Caetano 0x2 Ponte Preta
Márcio Mixirica e Danilo Neco

Atlético-GO 3x2 Figueirense
Pituca, Juninho e Anailson; Schwenk e Roger

Duque de Caxias 4x1 América-RN
Edivaldo(4); Fábio Neves

ABC 1x0 Vila Nova
Fábio Saci

Bragantino 3x2 Campinense
Léo Jaime e Bill(2); Henrique e Giuliano

Classificação após 6 rodadas

1° Guarani – 16pts
2º Brasiliense – 12pts
3° Ponte Preta – 11pts (6SG)
4º Vasco – 11pts (4SG)
5° Portuguesa – 11pts (2SG)
6° Duque de Caxias e Ipatinga – 10pts (3SG e 12GM)
8° Bahia – 10pts (3SG e 8GM)
9° Bragantino – 10pts (2SG)
10° Atlético-GO – 10pts (0SG)
11° Vila Nova – 10pts (-2SG)
12° América-RN – 9pts
13° Paraná – 8pts
14° Figueirense – 7pts
15° ABC – 6pts
16° Fortaleza – 4pts (-4SG e 10GM)
17° Juventude – 4pts (-4SG e 8GM)
18° São Caetano – 4pts (-5SG)
19° Campinense – 3pts (1V)
20° Ceará – 3pts (0V)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Falta 1 ano para a África abrir as portas

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Por Leonardo Martins


Daqui a um ano acontecerá a abertura da Copa do Mundo de 2010. Será uma copa inédita, já que a África receberá o mundo do futebol pela primeira vez na África do Sul. Os preparativos no país seguem a todo vapor.

A África do Sul está vivendo uma grande recessão econômica, são 22% de desempregados, um número grande entre as nações emergentes. Servindo como parâmetro, o Brasil tem 9% de desempregados. Por isto, os sul-africanos vêem a realização do mundial como uma oportunidade de sair desta crise, pois devem ser criados vários postos de emprego.

Alguns empregos já foram criados em virtude da Copa das Confederações que será disputado a partir deste domingo no país, um evento teste para a Copa. Alguns estádios estão prontos para a disputa do torneio e os torcedores animados para sentir o gostinho de Copa. Mas outros estádios estão em fase final de construção/reforma, dentre eles o Soccer City, em Johanesburgo, o maior da Copa e que será o palco da abertura e da final do mundial.

A Copa da África do Sul promete ser uma das mais alegres da história, pois o povo Africano faz uma festa linda no quesito jogo de futebol. Enfim, o mundo do futebol estará ligado em mais uma Copa do Mundo.

Copa das Confederações

Como disse anteriormente, a Copa das Confederações começa neste domingo com 8 seleções dos 6 continentes, cada um representando o seu continente, mais a anfitriã do torneio e a atual campeã mundial, no caso, África do Sul e Itália, respectivamente.

As grandes atrações da competição são o trio, Itália, campeã mundial na Alemanha em 2006, Brasil, campeão da América em 2007, e Espanha, campeã da Europa em 2008. Estas três seleções devem brigar pelo título da Competição.

Quanto a Seleção Brasileira, o técnico Dunga, agora com mais tranqüilidade para trabalhar sem as pressões de antes, espera fazer um papel bonito na competição e ter a oportunidade de conhecer mais de perto o grupo que provavelmente voltará a África no ano que vem para a disputa da Copa.

A Copa das Confederações terá cobertura completa do Esporte é Vida e os grupos da competição são:

Grupo A
África do Sul – país-sede
Espanha – Campeã da Eurocopa em 2008
Iraque – Campeão da Copa da Ásia em 2008
Nova Zelândia – Campeã da Copa da Oceania em 2008

Grupo B
Brasil – Campeão da Copa América em 2007
Itália – Campeã Mundial em 2006
Estados Unidos – Campeão da Copa Ouro 2007
Egito – Campeão da Copa da África 2008

Primeira rodada (Horário de Brasília)

Grupo A – 14/06
11h – África do Sul x Iraque
15h30 – Espanha x Nova Zelândia

Grupo B – 15/06
11h – Brasil x Egito
15h30 – Itália x Estados Unidos

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Brasil vira encima do Paraguai e se distancia na liderança das Eliminatórias

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Por Fernando Murilo


Aviso desde já para todos que acompanharem este texto que serei totalmente parcial, frio e calculista em relação a todas as características do jogo que envolveu a equipe brasileira, o propalado escrete canarinho, com a seleção do Paraguai. Isso porque, como torcedor fanático e apaixonado pelo futebol, estive entre os poucos mais de 57 mil torcedores presentes ao estádio do Arruda, o Colosso para prestigiar esta partida.

A torcida vibrou do começo ao fim, foi mesmo sob a ameaça de chuvas que ora cercaram todo um dia semi-nublado como foi o 10 de Junho de 2009. Espetáculo maravilhoso feito pela torcida, que no começo usou de divergências entre equipes locais para se unir ao grito da seleção. Quando as equipes foram ao aquecimento nos gramados, a torcida aplaudiu incessantemente, por 3 minutos, exprimindo toda a saudade que o torcedor pernambucano sentia de um jogo da seleção brasileira.

Com a propalada escalação, ficava claro que o esquema utilizado na vitória contra o Uruguai seria mantido: com 3 volantes, Felipe Melo, Gilberto Silva e Elano, a seleção comandada pelo técnico Dunga mantinha o forte esquema de marcação e liberava os 3 membros da frente (Kaká, Robinho e Nilmar).

Mas nem tudo era festa, e o time paraguaio não era bobo. Possui jogadores de grande qualidade futebolística, liderados por um marrentinho chamado Cabañas.

Quando a seleção entrou, um frenesi tomou conta do estádio, e os aplausos, que em outros momentos eram direcionados para cânticos e para os profissionais da polícia local, voltaram sua atenção para o iluminado escrete. Era muita estrela adentrando o tapete que se encontrava o Arruda. Nem com as pancadas de chuva foram formados as chamadas poças d’água. Além das palmas, um incessante jogo de fogos de artifício que durou 10 minutos também encobriu o céu da nublada noite, anunciando que ali aconteceria um espetáculo deste esporte chamado futebol. E que espetáculo!

O hino foi um capítulo a parte. Nunca um torcedor como eu cantei um hino com tanta alegria e esperança, e fui acompanhado por cerca de 56 mil vozes que entoavam seu orgulho por viver numa terra garrida, e que por ela valeria adorar até a morte (até me emociono de lembrar).

Quando a bola rolou, o Brasil mostrava muita vontade, como que para retribuir todo o carinho e atenção do público, porém com ressalvas de falhas. Robinho, muito aplaudido e festejado, recebeu duas bolas em condições de finalizar, mas se levantasse a cabeça veria Nilmar, que substituira o Luís Fabiano suspenso no jogo anterior, entrou livre, podendo receber o passe que não aconteceu. O afobamento era visível, não que seja um aspecto negativo: era mais a característica de um time que queria decidir, mas que tentava mais na vontade que na técnica.

A cada simples toque do time paraguaio, o time sofria uma chuva de vaias, e a partir disso se via a grande característica que esse jogo seria: as roubadas de bola pelo meio-campo. A equipe paraguaia congestionou o meio, marcando de forma intensiva Kaká e Elano, além de impedir bem as investidas dos laterais Kleber e Daniel Alves. Este último era o que mais tentava investidas, com toques rápidos pelo meio procurando Nilmar, Kaká e Robinho, mas sem muita produtividade pelo forte esquema imposto pelo time paraguaio. Do outro lado, Felipe Melo e Gilberto Silva, em especial o primeiro, estavam muito bem nos desarmes, deixando este pobre torcedor abobalhado pela qualidade de marcação que o meio-campo brasileiro demonstrava. Realmente ponto para Dunga, que trouxe este rodado jogador e que hoje é um dos mais regulares da seleção.

Aos poucos o time paraguaio começava a passar mais tempo com a bola, e numa falta boba feita por Gilberto Silva, Cabañas bateu com um torpedo. Elano tentou desviar para evitar que a bola fosse para o gol, e tirou Júlio César totalmente de tempo: 1 a 0 Paraguai.

O time do técnico Dunga não merecia, e os torcedores foram essenciais para este momento. Começamos, em uníssono, a aplaudir e gritar o orgulho de ser deste maravilhoso país, buscando transmitir força ao invés de incertezas e preocupações, que infelizmente passavam por nossa cabeça naquele momento. “Nós não podíamos perder”, penso eu “pois estou usando o meu tênis da sorte”, completava em minha cabeça.

A seleção absorveu bem o impacto do gol, mantendo o ritmo ofensivo que estava impondo, porém mais nervosa e com menos aplicação tática, deixando brechas para os lançamentos nas costas dos zagueiros. Em uma dessas oportunidades, o Juan bateu cabeça com Lúcio, e o zagueirão que atua no futebol alemão teve que dar um carrinho para fora. O time precisava de um impulso de reação para acordar e ir com mais objetividade, arriscar mais a jogadas ofensivas que aconteciam, mas sem algum drible ou jogada mais plástica. E o lance veio com uma arrancada do capitão Lúcio. Que vigor de garoto o sério zagueiro apresentou, arrancando da defesa com a bola e tentando a tabelinha com Nilmar. A devolução não foi a contento, mas foi aí que o time acordou. Começou a tocar com mais objetividade, chamar mais o jogo para os meias e centro-avantes. Elano, infelizmente apagado em campo, não rendia o esperado, deixando a marcação inteira encima do Kaká, que pouco podia produzir, já que sua característica de jogo necessita de mais espaço para suas arrancadas espetaculares. Mas foi numa jogada de passes curtos que a seleção, enfim, iguala o marcador.

Em uma troca de passes entre Kaká, Elano e Daniel Alves, o último recebeu e meteu uma bola milimétrica na entrada da pequena área do lado oposto para Robinho, e este recebeu e chutou quase que sem ângulo para igualar o marcador: 1 a 1 Brasil!

Neste momento os gritos de apoio surgiram de forma mais veemente, e a seleção, que só havia perdido no Arruda uma vez em 1934 para o Santa Cruz em partida amistosa, ganhava mais confiança em seu jogo. Em um lance, porém, o frio voltou a barriga dos torcedores brasileiros. Felipe Melo errou a distribuição da jogada, e a bola sobrou livre para Cabañas, que tocou para trás e partiu em velocidade para receber na frente, porém não recebeu e sim o segundo atacante paraguaio rematou direto ao gol uma bola perigosa. “Pense num baixinho pançudo pra jogar bola!”, disse um transeunte espectador que assistia o jogo a meu lado. Eu apenas balançava a cabeça afirmativamente e vaiava a finalização. E assim esse foi o último registro válido do primeiro tempo.

Com o início da segunda etapa, os técnicos mantiveram suas equipes com a mesma postura que terminaram a primeira parte da partida. E talvez esse tenha sido o erro da equipe paraguaia. A seleção, no mesmo ritmo que vinha pressionando, voltou abafando todas as jogadas, e dominando as roubadas de bola do meio. Com a inocuidade de apoio do lateral Kleber, mas com regularidade na marcação, a bola sobrava sempre para Daniel Alves tentar suas investidas pelo outro lado. Percebendo isso, Dunga pôs Kaká para atuar naquele setor, já que Elano estava bem apagado. Kaká por sinal voltou bem melhor no segundo tempo, jogando com mais espaço. E enfim, aconteceu a sonhada virada. Em uma bola bem trabalhada pelo meio, Felipe Melo fez um lançamento por cima da defesa para Nilmar, que tentou de peito para Robinho. A bola bateu na defesa paraguaia q voltou para Nilmar, que dominou e com o biquinho da chuteira, já quase caindo e sofrendo carga do goleiro e de um dos zagueiros, finalizou com a bola entrando devagarzinho no gol Paraguai: 2 a 1 Brasil!!!

A partir daí, a festa tomou conta das arquibancadas. Nunca um gol surtiu um efeito tão positivo para um jogo. A seleção começou a ter mais espaço, e com espaço surgem as arrancadas do maestro Kaká. Em duas oportunidades, o fôlego do novo contratado pelo Real Madrid foi posto à prova, e ele correspondeu nas duas oportunidades. Em uma delas, foi espetacular ver ele correndo quase que o campo todo, saindo da grande área brasileira até ser cargueado faltosamente pelo zagueiro paraguaio, que merecia ser expulso, já que passando por ele o jogador brasileiro estaria cara a cara com o goleiro. Uma aula no meio-campo brasileiro: isso era o que se via na distribuição das jogadas, organizadas por Gilberto Silva e Felipe Melo. Em várias oportunidades o time brasileiro passava incontáveis minutos com a bola no pé buscando a melhor oportunidade de arriscar. Porém o time paraguaio possuía fortes investidas pelo lado direito, onde Elano não rendia o suficiente. E em uma destas, o meia que acabara de entrar chutou cruzado, e Cabañas teria marcado se fosse 20 centímetros mais alto.

Elano saiu apagadíssimo, dando lugar a um Ramires cheio de vigor, que logo deu uma entrada perigosa no meia paraguaio, recebendo cartão amarelo logo de cara. A cada arrancada de Kaká, o furor tomava conta das torcedoras apaixonadas, com gritos alucinantes que beiravam o desespero aos ouvidos deste pobre colunista. Em uma delas, Robinho desperdiçou uma chance de ouro, com uma finalização tosca por cima do gol. Além de perder o gol, sofreu várias reclamações de Kaká, que passou livre e não recebeu.

Próximo aos 30 minutos, outro grito das auspiciosas torcedoras. Sai Nilmar e entra Alexandre Pato, para o delírio do estádio. O jovem jogador, porém perdeu duas chances de ouro. Uma na arrancada do espetacular Lúcio, na qual ele driblou o zagueiro e cruzou na medida para o jovem centro-avante rossoneri cabecear para fora.

Em outra oportunidade, em mais uma arrancada espetacular de Kaká, Pato recebeu só, ajeito para a perna direita e arrematou para fora. “Ah, se o Luís Fabiano estivesse em campo!”, disse mais uma vez o transeunte torcedor.

E assim o jogo seguiu até o seu final, com o Brasil arriscando nas arrancadas de Kaká e o Paraguai tentando o empate no abafa, mas sem qualidade alguma. A torcida recebeu o carinho dos jogadores em uma noite que ficamos de alma lavada. O técnico Dunga, muito criticado pelos torcedores, sai para a Copa das Confederações com apenas uma derrota nas Eliminatórias, o melhor ataque e a melhor defesa, dando uma clara impressão que a equipe parte para mais um título. É aguardar para ver.

Quanto a mim, voltei a pé, e nos 40 minutos que passaram para a chegada da minha casa andava imaginando que o espetáculo que havia presenciado havia, mais uma vez, ficado para a história nos anais do futebol.

Outros jogos

Equador 2x0 Argentina
Ayoví e Palácios

Colômbia 1x0 Peru
Falcão Garcia

Chile 4x0 Bolívia
Beausejour, Estrada e Sanchez(2)

Venezuela 2x2 Uruguai
Maldonado e Rey; Suarez e Forlán

Classificação após 14 rodadas

1º Brasil – 27pts
2º Chile – 26pts
3º Paraguai – 24pts
4º Argentina – 22pts
5º Equador – 20pts
6º Uruguai – 18pts
7º Colômbia – 17pts (-4SG)
8º Venezuela – 17pts (-7SG)
9º Bolívia – 12pts
10º Peru – 7pts

Próxima rodada – 5 e 6/09

Argentina x Brasil
Chile x Venezuela
Peru x Uruguai
Paraguai x Bolívia
Colômbia x Equador

Convocação da Sub-20

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Por Matheus Mandy

A seleção brasileira sub-20 foi convocada para um torneio amistoso em Cuiabá, na próxima semana. O torneio servirá de preparação para o Mundial Sub-20 disputado no Egito, em julho.

Goleiros
Rafael(Cruzeiro)
Saulo(Sport)

Zagueiros
Tolói(Goiás)
Renato(Corinthians)
Mário Fernandes(Grêmio)

Laterais
Raul(Atlético/PR)
Fágner(Vasco)
Diogo(São Paulo)
Bertucci(Corinthians)

Volantes
Boquita(Corinthians)
Wellington(São Paulo)
Wellington Junior(Botafogo)

Meias
Erick Flores(Flamengo)
Alex Teixeira(Vasco)
Tinga(Ponte Preta)

Atacantes
Ciro(Sport)
Allan Kardec(Vasco)
Eric(São Paulo)


Alguns jogadores que devem estar no mundial acabaram ficando de fora como os goleiros Renan e Renan Santos de Atlético-MG e Botafogo, o meia Filipe do Benfica e os santistas Neymar e Ganso