quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Série B – 35ª rodada – Vasco quase campeão; ABC rebaixado

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Por Gabriel Seixas

Agora faltando três rodadas para o encerramento da Série B, a briga pelas vagas para a primeira divisão do ano que vem, e para fugir do rebaixamento estão cada vez mais eletrizantes. Exceto a partida Brasiliense x São Caetano, que foi adiada por falta de energia no estádio Serejão (a partida ficou para quarta-feira à tarde), os outros nove jogos foram disputados na terça-feira, agitando os dois extremos da tabela.

Na parte de cima, o Vasco praticamente sacramentou o título com a vitória sobre o Campinense, fora de casa, por 1 a 0. Num jogo altamente polêmico, o Vasco, que teve Allan expulso ainda no primeiro tempo, conseguiu ainda assim marcar seu gol com Élton, cobrando pênalti – se tornando, assim, um dos artilheiros do campeonato. Depois disso, as expulsões tomaram conta da partida: Marcelinho Henrique, Buick e Edmundo (este último que levou uma cabeçada de Carlos Alberto e revidou, mas foi expulso sozinho) foram pro chuveiro mais cedo pelo time paraibano. Pra piorar a situação, o Campinense depende de uma combinação improvável de resultados para fugir do rebaixamento, já que a diferença de pontos para o 16º colocado é de 9 pontos, faltando 3 jogos pro fim (ou seja, 9 pontos em disputa).

Quem se aproximou ainda mais do acesso foi o Guarani, com a vitória por 3 a 1 sobre o Ipatinga. Léo Mineiro, autor de dois gols, e Fabinho de pênalti, fizeram para o Bugre. Reina descontou para os mineiros. O Guarani abriu uma vantagem de 7 pontos para o 5º colocado, e pode garantir vaga na Série A já na próxima rodada, dependendo apenas de si. No confronto das outras duas equipes do G-4, Atlético Goianiense e Ceará, melhor para os goianos, que golearam por 4 a 1 (a terceira goleada consecutiva do time em casa). Agenor, Marcão, Juninho e Anaílson fizeram para o Dragão, enquanto Reinaldo descontou. Ceará, com 63, e Atlético, com 62, também podem subir já na próxima rodada, mas não dependem apenas de si.

As equipes próximas do G-4, Figueirense e Portuguesa, perderam e ficaram muito distantes do acesso. O Figueira perdeu por 1 a 0 para o América-RN, este que por sua vez, subiu para o 14º lugar. Geovane, faltando dois minutos pro fim, fez o gol. Já a Lusa foi derrotada pelo Juventude, também por 1 a 0, gol de Mendes. Os gaúchos também brigam contra o rebaixamento. Assim, as chances de Figueirense e Portuguesa subirem diminuíram ainda mais, porém ainda continuam vivas.

Na parte de baixo da tabela, conhecemos o primeiro rebaixado para a Série C do ano que vem: o ABC, derrotado por 2 a 1 para o Duque de Caxias. Os cariocas marcaram com Edivaldo e Pessanha, enquanto o gol de Zé Eduardo pelos potiguares não valeu de nada.

Também na zona de rebaixamento, o Fortaleza ganhou sobrevida ao derrotar a Ponte Preta por 2 a 1. Élton e Marcelo Nicácio fizeram para o tricolor, enquanto Finazzi descontou. Agora, os cearenses estão em 18º, com 37 pontos, a cinco pontos do 16º colocado que momentaneamente é o Ipatinga. Outro tricolor do Nordeste, o Bahia, também venceu: 1 a 0 sobre o Vila Nova, o suficiente para deixar a zona da degola. Jael fez o gol salvador, que deixou o time em 15º, com 42 pontos.

Completando a rodada, Bragantino e Paraná empataram em 2 a 2, mas este jogo parecia mais um amistoso, já que ambos não brigam nem pelo acesso, nem contra o rebaixamento. Diego Macedo e Lúcio fizeram para o Braga, enquanto Davi e Adriano fizeram para o time paranaense.

Classificação (após 35 rodadas):

1º Vasco – 73
2º Guarani – 65
3º Ceará – 63
4º Atlético/GO – 62

5º Figueirense – 57 (18 vitórias)
6º Portuguesa – 57 (17 vitórias)
7º Ponte Preta – 52
8º Bragantino – 50
9º Paraná – 48
10º Duque de Caxias – 47
11º São Caetano – 46 **
12º Vila Nova – 45
13º Juventude – 43
14º América-RN – 42 (12 vitórias)
15º Bahia – 42 (11 vitórias)
16º Ipatinga – 42 (10 vitórias)
17º Brasiliense – 41 **
18º Fortaleza – 37
19º Campinense – 33
20º ABC – 32


** Uma partida a menos

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Especial: Vasco da Gama – A trajetória em 2009 de um clube de primeira

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Por Gabriel Seixas

7 de Dezembro de 2008. Quem é vascaíno de coração, dificilmente esquecerá esta data. E não vai esquecer a derrota para o Vitória por 2 a 0, em pleno São Januário, que levava a equipe, pela primeira vez desde a primeira edição do Campeonato Brasileiro, em 1971, para a Segunda Divisão do futebol nacional. Fruto da má administração que mandava no time há quase 30 anos, alguém precisava recolocar o clube tetracampeão brasileiro ao lugar de onde nunca poderia ter saído, pela grandeza que construiu durante seus 111 anos de vida. A missão não era fácil.

A primeira vitória se deu em Julho de 2008, antes mesmo de o time ser rebaixado, quando o maior ídolo da história do Vasco, Roberto Dinamite, assumiu a presidência do clube. Apesar do discurso de que os esforços seriam feitos para manter o time na elite, todos sabiam que era uma missão complicada. Mas também sabiam que os culpados não estavam mais ali, e que eles teriam a missão de consertar os erros do passado.

Sacudir a poeira e dar a volta por cima

Com a consciência de que o time teria que disputar a segunda divisão após a vexatória campanha no Brasileirão de 2008, Roberto Dinamite fez uma reformulação total no clube, desde o diretor executivo até o plantel principal. Como diretor, chegou o experiente Rodrigo Caetano, que já havia passado por situação semelhante quando dirigia o Grêmio, participando do acesso do time gaúcho em 2005. Como conseqüência da falta de dinheiro para investir em jogadores mais experientes, a prioridade era trazer reforços bons e baratos para o plantel. Foram trazidos, à medida que foram contestados. Afinal, o que esperar do atacante Élton, que jogara em destaque, até então, apenas por times como São Caetano e Santo André? E Jéferson, contratado para ser o criador de jogadas do time, mas que também só ganhou reputação no Santo André? Discutível.

O início de uma temporada surpreendente

A missão de comandar a equipe rumo ao acesso estava sob responsabilidade do técnico Dorival Júnior, que estava no Coritiba até então. O time estava entregue em boas mãos, e prova disso foi o início de temporada empolgante, com a melhor campanha de seu grupo no Campeonato Carioca no 1º turno. Mas a escalação irregular do meia Jéferson não só tirou 6 pontos do time no campeonato, como impediu que o time disputasse as semifinais do torneio, já que fora ultrapassado por Fluminense e Americano em seu grupo.

A frustração no 1º turno não atrapalhou nem um pouco a campanha da equipe no 2º turno. Uma campanha impecável na fase de grupos: 8 jogos e 8 vitórias, com direito a goleada sobre o Botafogo e outra convincente vitória sobre o maior rival, Flamengo. Com status de favorito a conquista do 2º turno, o time cruzmaltino tinha a missão de enfrentar o Botafogo nas semifinais (o mesmo que havia perdido para o Vasco por 4x1 anteriormente). Porém, no mata-mata, o castigo foi doloroso: derrota por 4 a 0. O time via o jejum de títulos regionais aumentar para seis anos.

Como alento em meio a tudo isso, vale destacar que o time foi derrotado apenas duas vezes em todo o campeonato (para Americano e Botafogo), e fechou o Cariocão sendo a defesa menos vazada, o 2º melhor ataque e o time que mais venceu. Mas o fruto do bom trabalho de Dorival & cia não parou por aí.

Simultaneamente, o time também estava na disputa pela Copa do Brasil. Se nem a boa campanha no Carioca o credenciava como um dos favoritos, imagine no início da temporada. As vitórias foram surgindo aos poucos: Flamengo (do Piauí), Central, Icasa e Vitória ficaram pelo caminho, todos superados pelo cruzmaltino. O suficiente para levar a equipe as semifinais da competição, se consolidando como o melhor time do Rio de Janeiro na edição da Copa do Brasil deste ano.

O adversário era o Corinthians, que mais tarde, se consagraria campeão do torneio. O primeiro jogo, em São Januário, terminou empatado em 1 a 1. A vantagem de jogar por um empate sem gols no jogo seguinte era do Corinthians. E com o regulamento debaixo do braço, os paulistas seguraram o empate e chegaram a final. E mesmo não sendo campeões, os cariocas tiveram o melhor aproveitamento dentre todos os times no campeonato, com oito jogos disputados e nenhuma derrota. Eliminado, porém invicto. Eram 24 jogos disputados na somatória das duas competições, apenas duas derrotas sofridas. Precisava mais para credenciar o time como favorito a conquista da Série B?

O time para a disputa da segundona

Antes de mais nada, uma constatação: a escolha de Dorival Júnior para comandar o time não poderia ter sido mais acertada. O Vasco saiu do patamar de um “amontoado de jogadores” para se tornar numa equipe bem estruturada e com atletas respeitáveis. O principal deles, Carlos Alberto, conseguiu manter o ótimo nível durante toda a temporada, bem como o atacante Élton, que chegou desacreditado, mas hoje não só é o artilheiro do time na temporada, como um dos jogadores que mais marcou gols entre todos em atividade na temporada brasileira deste ano.

Outros coadjuvantes, não menos importantes, também foram essenciais. Caso do goleiro Fernando Prass, que ganhou seu espaço durante a temporada, e hoje é o símbolo da estabilidade da defesa vascaína. Outro exemplo é o lateral-esquerdo Ramon, emprestado pelo Internacional, mas que no clube carioca conseguiu desenvolver suas habilidades ofensivas, tornando-se peça chave no esquema de Dorival. Outros começaram a todo vapor, mas sofreram com as consecutivas contusões, como o meia Jéferson, que nos primeiros jogos fez por merecer a camisa 10 que lhe foi designada, mas que hoje não tem nem mesmo sua ausência notada pelos torcedores. A exemplo de Jéferson aparece o atacante Rodrigo Pimpão, que fez um 1º semestre espetacular – fazendo uma ótima dupla de ataque com Élton -, mas que depois de uma contusão grave, não foi mais o mesmo, além de ter perdido sua vaga no onze principal.

A batalha passo-a-passo

No dia 9 de Maio, enfim, começava a trajetória do Vasco na Série B. O jogo de estreia, em São Januário, foi com sabor de vitória, com o 1 a 0 sobre o Brasiliense (gol marcado por Rodrigo Pimpão). Bastaram mais duas vitórias seguidas para levar o time, pela primeira vez na competição, a liderança da Série B. Três jogos, três vitórias: um início arrasador.

O que ninguém esperava era que, dali pra frente, o time sofreria uma queda de rendimento inacreditável. Foram seis jogos sem uma única vitória, sendo cinco empates, quatro deles em 0 a 0. O time não só perdeu a liderança, como saiu do G-4. A possibilidade de não conquistar o acesso começou a surgir com mais força na imprensa, pressionando a equipe a conseguir resultados positivos o mais depressa possível.

As pazes com a vitória só foram feitas na 10ª rodada (!), com um 3 a 0 convincente sobre a Ponte Preta, inspirado na grande atuação do artilheiro Élton, autor de dois gols. O time nem de longe lembrava aquele semifinalista da Copa do Brasil, mesmo porque muitas peças foram mudadas. Jogadores como Fagner, Magno e Robinho, vez ou outra, começavam a frequentar o time titular.

O time até voltou ao G-4 na 12ª rodada, na vitória por 3 a 0 sobre o ABC, mas bastou uma derrota para o Bahia na rodada seguinte para “devolver” o time ao quinto lugar, posto no qual ficou até a 14ª rodada.

Até que, na 15ª rodada, uma vitória aparentemente normal sobre o Juventude, fora de casa por 2 a 1 (vascaíno, o adversário e o placar lhe lembram alguma coisa?), levou o time não só para o G-4, como para a vice-liderança. E a partir daí, não saiu mais do grupo dos quatro primeiros.

Pelo contrário. Aos poucos, foi encostando no líder Guarani, que depois de um início de competição arrasador, dava sinais de queda de rendimento. O objetivo de assumir a liderança só foi alcançado na última rodada do primeiro turno, na goleada por 4 a 0 sobre o Ipatinga. Aquele era um dia especial: comemorava os 111 anos do Vasco, e motivado por isso, 76.211 pagantes compareceram ao Maracanã, recorde de público até então na temporada 2009 do futebol brazuca. Ali começava a supremacia vascaína na competição. O time não deixou mais a ponta da tabela, e com a vitória deste fim de semana sobre o Juventude, completou 16 rodadas consecutivas em 1º lugar, feito que lhe deu o direito de comemorar, com quatro rodadas de antecedência, o acesso à Série A do ano que vem.

E dentro de campo, quem foi a estrela do time? Num consenso geral, foi Carlos Alberto, pensador, criador e algumas vezes finalizador de jogadas do time cruzmaltino. Além do capitão, vale destacar o atacante Élton, autor de 15 gols na competição até aqui, e mais de 30 na temporada.

Fundamentais ao Vasco? Os vascaínos

Foram citados Roberto Dinamite, Dorival Júnior, Carlos Alberto, Élton e todo o conjunto de atletas como os responsáveis pelo acesso do Vasco. Mas não poderíamos esquecer de outro elemento importantíssimo nessa conquista: a torcida, que do início ao fim, esteve presente ao lado do time. Com uma média de público de mais de 15 mil pessoas, o Vasco protagonizou dois dos três jogos com maior público do futebol brasileiro neste ano, sendo que a partida contra o Juventude está no topo do ranking (mais de 80 mil pagantes no Maracanã).

A promessa de seguir o time até o final da caminhada foi mantida. Mas isso tem uma explicação simples: porque o sentimento não pode parar. E não vai parar, porque o amor dos torcedores a este clube vai além de estar na primeira, segunda, ou em qualquer divisão. É o amor pelo Clube de Regatas Vasco da Gama, que sem dúvida, vai ganhar um novo ânimo depois deste histórico 7 de Novembro de 2009. Parabéns aos mais de 15 milhões de vascaínos espalhados por todo o Brasil, que na alegria e (principalmente) na tristeza, não abandonaram o sentimento pelo clube.

Não é necessário cair para voltar a ser grande. A palavra-chave é planejamento. Porém, times como Palmeiras, Corinthians, Atlético-MG e Grêmio tiveram que passar pelo mesmo processo do Vasco, e aprenderam a lição. E é esperado que o Vasco também tenha aprendido, para não dar mais desgosto a essa fanática torcida, que merece ver seu time voltar a brigar por títulos. São 10 anos sem uma conquista nacional, e seis se tratando de conquistas regionais. Mas até o fim da Série B deste ano, o grito de ‘É Campeão’ deve sair da garganta, ainda que seja por uma segunda divisão. A torcida agradece a segundona por ter renovado a paixão do torcedor pelo time. E deseja a ela um ‘até nunca mais’.

Internacional empata com Barueri e vê G-4 mais longe

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Por Gabriel Seixas

Precisando da vitória para se manter firme na briga pela Libertadores, o Internacional visitou o Barueri, mas esbarrou em nova atuação abaixo da média e só empatou em 1 a 1. É o terceiro jogo seguido sem vitória dos gaúchos, e pra completar, o time está agora a três pontos do 4º colocado, Atlético-MG. O Barueri está em 11º, com 45 pontos, brigando apenas pela Sul-Americana. O time do interior de São Paulo marcou com Márcio Careca, no primeiro tempo, mas na etapa final, Fabiano Eller empatou para o Colorado.

O Inter começou exercendo um ritmo de jogo muito forte, mesmo com a ausência do argentino D’Alessandro, suspenso. Em seu lugar, entrou o garoto Giuliano, que retornou a equipe após a disputa do Mundial Sub-20. E logo no primeiro minuto, o jovem colorado criou uma grande chance: ele driblou três marcadores, e na cara do goleiro Márcio, tocou para Andrezinho, que de frente pro gol, chutou pra fora.

Mas a pressão parou por aí. Os donos da casa começaram a reagir, mesmo desfalcado – o goleiro René e o artilheiro Val Baiano continuaram suspensos pela polêmica da mala branca -, e logo abriram o placar aos 16 minutos. Márcio Careca recebeu cobrança de escanteio curta na esquerda, e de lá mesmo, arriscou um chute até certo ponto despretensioso. Mas o goleiro Lauro, na hora de encaixar a bola, deixou-a passar por debaixo do braço e engoliu um frango tremendo. Placar aberto na Arena Barueri.

E os paulistas quase ampliaram aos 21: Márcio Careca cobrou escanteio da esquerda, e o zagueiro Daniel Marques, de cabeça, tirou tinta da trave de Lauro. Depois disso, a partida esfriou, e o Baruba foi para o intervalo em vantagem no marcador.

Para o segundo tempo, Mário Sérgio lançou o garoto Marquinhos na vaga de Andrezinho. E no decorrer da etapa, ainda tirou Daniel para a entrada do volante Glaydson. O time melhorou, principalmente nas tramas pela esquerda com Kleber e Marquinhos. Melhor em campo, o colorado empatou aos 20: Giuliano cobrou falta, e o zagueiro Fabiano Eller se antecipou ao goleiro Márcio para, de cabeça, empatar a partida.

Ao invés de se lançar em busca da vitória, o Barueri resolveu segurar o empate. Melhor para o Inter, que mesmo impondo um ritmo melhor em campo, não conseguiu vencer. Mas teve grandes oportunidades, principalmente com Kleber. Aos 35, ele arriscou um chute de fora da área que assustou Márcio. E seis minutos depois, o lateral cobrou falta no ângulo de Márcio, que se esticou todo para salvar o Barueri de uma derrota.

Classificação após 34 rodadas:

1° São Paulo – 59pts
2º Palmeiras – 58pts
3° Flamengo – 57pts
4° Atlético-MG – 56pts

5° Cruzeiro – 54pts
6° Internacional – 53pts
7° Avaí – 50pts
8° Corinthians – 49pts
9° Grêmio – 48pts
10° Goiás – 47pts
11° Barueri – 45pts (7 SG)
12° Santos – 45pts (-1 SG)
13° Vitória – 44pts
14° Atlético-PR – 43pts
15° Coritiba – 41pts (11V)
16° Botafogo – 41pts (9V)
17° Fluminense – 36pts
18° Santo André – 35pts (-14SG)
19° Náutico – 35pts (-19SG)
20° Sport – 30pts

domingo, 8 de novembro de 2009

Bota bate o Coxa e ameaça paranaenses

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Por Matheus Mandy - http://mundodofutebolfc.blogspot.com

Em partida realizada no Engenhão, o Botafogo venceu o Coritiba por 2 a 0 e se distanciou da zona de rebaixamento. Em contrapartida, os paranaenses começaram a ser ameaçados pelo descenso.

O Botafogo foi pra cima logo no início do jogo com Jóbson, mas o goleiro Vanderlei estava inspirado e defendeu o chute cruzado do atacante botafoguense. Logo depois foi a vez de Reinaldo fazer o goleiro coritibano trabalhar.

Só aos 15 minutos o Coritiba chegou ao gol de Jefferson, mas Ariel chutou em cima do arqueiro alvinegro. O Botafogo continua a comandar a partida e Diego saiu driblando e chutou firme assustando Vanderlei.

Aos 35 minutos, Jóbson tocou para Diego que deixou Renato livre para chutar e abrir o placar par ao Botafogo, 1 a 0. Logo depois, o Botafogo teve um gol legal anulado pela arbitragem, após cabeçada de Fahel.

No segundo tempo, Ney Franco botou Marcos Aurélio para dar velocidade ao Coritiba e conseguiu, no entanto Jefferson estava em noite inspirada e defendia os chutes paranaenses.

Dando espaços na defesa, o Coritiba proporcionava contra-ataques ao Botafogo e em um deles, Lúcio Flávio recebeu em posição irregular, cortou o marcador e fuzilou marcando um bonito gol, 2 a 0.

A partir daí, o Botafogo ficou tocando a bola e esperando o fim da partida.

Curtinha (Por Leonardo Martins)

- O Atlético-PR venceu em casa o Goiás e praticamente deu adeus a chance de rebaixamento. O placar do jogo foi 2 a 0 e os goianos, que já estiveram disputando o título, tem a pior campanha do returno. Marcinho, na etapa inicial, e Wallyson, na final, fizeram os gols da vitória paranaense.

Flu vence a 3ª seguida e vê permanência perto

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Por Leonardo Martins

Um duelo de extremos aconteceu no Maracanã onde o empolgado Fluminense recebeu o irregular Palmeiras. Em um bom jogo, o Tricolor venceu o Porco pelo placar mínimo e vê a permanência na elite mais perto. Já o Palmeiras perdeu a liderança depois de muito tempo.

O calor feito no Rio nos últimos dias atrapalhou o ritmo de jogo que foi lento nos primeiros minutos. Uma chance de cada .lado até os 22 minutos. Aos três, Fred girou e chutou, Bruno defendeu. Aos dez, Vagner Love ganhou de Digão, mas o zagueiro se recuperou e atrapalhou a definição do atacante.

Aos 22, Carlos Eugenio Simon parou o jogo para os jogadores se refrescarem. Após essa parada, o jogo ganhou em emoção. Aos 29, Figueroa cobrou escanteio e Obina cabeceou para o gol, mas o juiz anulou o gol marcando falta do atacante em Maicon, inexistente através das câmeras de tv. Simon errou feio neste lance.

Aos 36, Figueroa chutou cruzado e a bola passou perto do gol de Rafael. A resposta tricolor veio em três chances. Aos 38, Dieguinho apareceu livre na área e exigiu boa defesa de Bruno. Aos 40, após cobrança de falta de Conca, Gum escorou e Dalton cabeceou para fora. Aos 42, Dieguinho aproveitou cruzamento, mas mandou para fora.

O Flu voltou para a segunda etapa pressionando e Diguinho aproveitou cruzamento de Conca e chutou com perigo. A persistência carioca foi premiada aos 14 minutos. Conca, sempre ele, cruzou e Fred mandou de cabeça para o gol, explodindo o Maracanã. 1 a 0 Flu. Foi o 8º gol do atacante nos últimos oito jogos.

O Palmeiras estava apático em campo e não tinha forças para reagir, enquanto isso, o Tricolor era mais incisivo e aproveitava para criar chances. Aos 24, o artilheiro Fred lançou Mariano, mas o lateral desequilibrou na hora do chute. Nem com as alterações feitas por Muricy Ramalho fez com que os paulistas arrumassem o empate. O sonho de permanência na primeira divisão do tricolor está mais firme do que nunca.

O ex-líder Palmeiras volta a campo nesta quarta-feira quando enfrenta o Sport em São Paulo. o Fluminense recebe o Atlético-PR no domingo no Maracanã.


Flamengo vence Atlético-MG no Mineirão e assume o 3º lugar

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Por Gabriel Seixas

Sem se intimidar em atuar fora de casa e contra o antigo 3º colocado, o Flamengo soube aproveitar as oportunidades e derrotou o Atlético-MG por 3 a 1, roubando o terceiro lugar do time mineiro. Petkovic (olímpico), Maldonado e Adriano marcaram para o Fla, enquanto Ricardinho descontou para o Galo. O resultado não só recoloca o Flamengo no G-4, como deixa o time com mais chances na briga pelo título, agora que tem dois pontos a menos que o líder São Paulo.

Antes mesmo da bola rolar, já houve polêmica: o confronto entre as duas torcidas antes do jogo deixou o clima ainda mais tenso. Dentro de campo, Celso Roth decidiu escalar Renan como volante no Atleético, deixando Márcio Araújo e Serginho no banco de reservas. Pelo Flamengo, Andrade apenas fez uma mudança tática: variava Airton como zagueiro e volante, dependendo da posse de bola do time.

Quando a bola rolou, o Atlético demonstrou mais organização, mas não criava chances reais de gol. Mesmo sendo levemente sufocado, o Flamengo criou a primeira oportunidade clara, aos nove minutos: Zé Roberto foi lançado pela esquerda, entrou na área e chutou forte, mas Carini mandou pra escanteio.

E Petkovic na cobrança de escanteio é sinônimo de perigo. Ainda mais quando o ângulo lhe favorece uma cobrança direta pro gol. E foi o que ele fez: encobriu o goleiro Carini e abriu o placar, empolgando a maciça torcida flamenguista no Mineirão, comparável a do Atlético em número presente.

Depois do gol, o Galo foi com tudo para o ataque buscando a reação. Chances com Jonílson e Eder Luis foram criadas, mas nada muito relevante. Sempre eficiente, quem ampliou foi o Flamengo, aos 39 minutos: Zé Roberto tocou curto para Maldonado, e na entrada da área, o chileno ludibriou o zagueiro, cortou pro lado e bateu cruzado no canto de Carini.

A torcida do Flamengo cresceu no Mineirão, e começou a pressionar o adversário. Ainda assim, o Galo criou uma chance claríssima de gol aos 44 minutos: Ronaldo Angelim perdeu a bola para Eder Luis na ponta direita de ataque do Galo. O atacante avançou, entrou na área e tocou para Correa. O volante alvinegro, sem goleiro, conseguiu a proeza de chutar por cima do gol. Um gol aquela altura mudava totalmente o panorama do jogo, mas a chance não foi aproveitada.

Para o segundo tempo, Celso Roth decidiu mandar o time pra frente: colocou o meia Evandro e tirou o cabeça-de-área Renan. O time voltou com outra postura, e logo descontou no placar aos quatro minutos. Thiago Feltri cruzou da esquerda, Evandro desviou e Ricardinho, de primeira, completou pras redes.

Precisando do empate, os mineiros se lançaram ainda mais à frente, e deram espaços pro Fla contra-atacar. Aos 15 minutos, Zé Roberto fez grande jogada pela esquerda, passou por dois marcadores e, na hora da conclusão, mandou na rede pelo lado de fora. O mesmo Zé perdeu outra chance aos 22, quando parou no goleiro Carini.

Os 63.285 torcedores começaram a se agitar no Mineirão, das duas equipes. Os dois times começaram a fazer substituições: no Galo, Rentería e Serginho substituíram Eder Luis e Correa. E pelo Flamengo, Toró e Fierro substituíram Airton e Petkovic, este que sentiu uma lesão na coxa no primeiro tempo, mas continuou no jogo.

Na última grande chance do Atlético empatar, aos 29, Ricardinho dominou livre na meia-lua, e tentou acertar o ângulo de Bruno, mas mandou pra fora. As alterações não surtiram efeito, pelo menos no Galo, permitindo que o Fla crescesse na partida. Os rubro-negros perderam boa chance aos 33, quando Carini fez outra grande defesa, dessa vez em chute de Adriano.

O Imperador não estava bem em campo, mas quando resolveu aparecer, marcou o terceiro gol. Fierro fez boa jogada pela direita e cruzou na cabeça do artilheiro, que completou pras redes. O gol lhe permitiu empatar com Diego Tardelli, do Atlético-MG, na artilharia do Brasileirão com 18 gols.

Com 3-1 de desvantagem, o Atlético abdicou o jogo. Não por menos, o Flamengo também só gastou a bola nos minutos finais, ao som de “olé” no fim da partida. Vitória merecida, que coloca os cariocas, definitivamente, na briga pelo título.

Curtinha:

- No Pacaembu, o Corinthians derrotou o Santo André por 2 a 0 e complicou a situação do Ramalhão no campeonato. O Santo André está em 18º, com apenas 35 pontos, enquanto o Timão subiu para 49, mas não tem nenhuma aspiração no campeonato, já que está classificado para a Libertadores do ano que vem. Ronaldo, no primeiro tempo, e Dentinho na etapa final fizeram os gols da vitória alvinegra. Destaque para o gol do Fenômeno, de fora da área, no ângulo do goleiro.

sábado, 7 de novembro de 2009

Série B – 34ª rodada – Ceará na vice-liderança; Bahia e Fortaleza no Z-4

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Por Gabriel Seixas

Além de Vasco x Juventude, que ganhou destaque no Esporte É Vida pelo acesso antecipado dos cariocas à primeira divisão, outros nove jogos completaram a 34ª rodada da Série B. O Ceará conseguiu a façanha de roubar a vice-liderança do Guarani, e deu mais um passo rumo a Série A do ano que vem. O G-4 continua sendo completado pelo Atlético Goianiense, perseguido de perto por Figueirense e Portuguesa. Na parte de baixo da tabela, além do Fortaleza, o Bahia voltou a zona de rebaixamento, já que foi ultrapassado pelo América-RN. Campinense e ABC continuam afundados nas duas últimas colocações, e não parecem ter forças para fugirem da terceira divisão do ano que vem. Confira um resumo de todos os jogos, que deixam a competição a quatro rodadas do fim.

Ponte Preta 2x0 Brasiliense

Sem maiores pretensões na competição, a Ponte Preta venceu o Brasiliense por 2 a 0, e manteve suas remotas chances de acesso. O jogo foi complicado pra Macaca, mesmo porque enfrentava um time brigando contra o rebaixamento, e não jogou exatamente em casa, pois teve de cumprir perda de mando de campo, assim atuando no estádio Anacleto Campanella, em São Caetano do Sul. Com um jogador a mais no 2º tempo (Juninho foi expulso pelos candangos), os paulistas só fizeram o primeiro gol aos 31 do segundo tempo, com Fabiano Gadelha. Nos acréscimos, o centroavante Finazzi confirmou a boa fase e marcou o gol decisivo, mais um na sua volta à Ponte Preta.

Portuguesa 2x1 ABC

Brigando diretamente pela 4ª vaga para a Primeira Divisão do ano que vem, a Portuguesa sofreu para vencer o ABC, último colocado da Série B, por 2 a 1. Os paulistas começaram surpreendidos com um gol de Zé Eduardo pelos potiguares. Mas a Lusa jogava muito melhor, e empatou sete minutos depois com Héverton. No segundo tempo, o zagueiro Bruno Rodrigo fez o gol da virada, fazendo justiça ao que foi a partida. A Lusa segue fora do G-4, em 6º lugar com 57 pontos.

Ceará 2x0 Bragantino

O Ceará deu mais um passo rumo a primeirona com a vitória sobre o Bragantino, em casa, por 2 a 0. Os cearenses foram superiores o tempo inteiro, mas no primeiro tempo não converteram superioridade em gols. Porém, na segunda etapa, com dois jogadores a mais (Kadu e Mário foram expulsos pelo Braga), os paulistas sucumbiram. Os dois gols da vitória do “Vovô” saíram através de jogadores que entraram no segundo tempo. O primeiro foi com o meia Reinaldo, aos 27 minutos, num chute da intermediária. Dez minutos depois, o lendário atacante Sérgio Alves completou a vitória, que deixa o time isolado no 3º lugar com 62 pontos, a passos largos rumo a Série A do ano que vem. O Bragantino joga apenas para cumprir tabela até o fim do campeonato.

São Caetano 0x0 Ipatinga

Em jogo fraco tecnicamente e de muitos cartões, São Caetano e Ipatinga empataram em 0 a 0. Enquanto os paulistas não tem mais pretensões no campeonato, os mineiros ainda tentam exterminar as possibilidades de serem rebaixados. O jogo foi marcado não só pelas duas expulsões (Luna pelo Azulão e Alessandro Lopes pelo Tigre), como pelo excessivo número de cartões amarelos, onze no total. Gol que é bom, nenhum.

Figueirense 3x1 Campinense

O Figueirense conseguiu uma importante vitória sobre o Campinense por 3 a 1, que não coloca o time no G-4, mas que ainda o deixa muito próximo do Atlético-GO, 4º colocado. A vitória foi embalada pela ótima atuação do meia Fernandes, autor dos dois primeiros gols do Figueira. Em meio a esses gols, Fábio Júnior foi expulso e complicou ainda mais a vida dos visitantes, que ainda sofreram o terceiro gol, marcado por Rafael Coelho, agora artilheiro da Série B com 16 gols, aproveitando bela assistência do inspirado Fernandes. Marcelinho Henrique ainda diminuiu para os visitantes, mas era tarde. Enquanto os catarinenses continuam firmes na parte de cima da tabela, o Campinense vive o drama da zona de rebaixamento, em penúltimo com 33 pontos, seis a menos que o 16º colocado.

Bahia 2x2 Fortaleza

O confronto direto entre grandes equipes do futebol nordestino e que brigam contra o rebaixamento foi equilibrado, e acabou empatado em 2 a 2. Luiz Carlos marcou primeiro para o Fortaleza, mas Jael, ainda no primeiro tempo, empatou para o Bahia, que jogava relativamente melhor. Na etapa final, o Fortaleza reassumiu a vantagem com o artilheiro Marcelo Nicácio. Mas com Everaldo expulso, foi impossível resistir a pressão baiana. Juliano, aos 29 minutos, fez o gol de empate. E olha que Luiz Carlos ainda foi expulso pelos cearenses nos minutos finais, deixando o time com nove jogadores, mas a vitória dos donos da casa não veio, para desespero da torcida tricolor que compareceu em peso ao estádio de Pituaçu. O resultado deixou as duas equipes na zona de rebaixamento, inclusive o Bahia, ultrapassado pelo América-RN e agora figurando em 17º, com 39 pontos. O Fortaleza subiu para 18º, com 34 pontos, o que não ameniza a agonia que a equipe vive na competição.

Paraná 1x1 Duque de Caxias

No confronto de duas equipes que ocupam posições intermediárias na tabela, o Paraná empatou com o Duque de Caxias em 1 a 1, e viu suas chances de acesso serem matematicamente exterminadas. Por outro lado, o time corre pouquíssimos riscos de rebaixamento, bem como o Duque. Os visitantes marcaram na primeira etapa com o artilheiro Edivaldo, cobrando pênalti. Mas Gustavo, também no primeiro tempo, foi expulso e complicou a vida dos fluminenses, que sofreram o empate com um gol de Marcelo Toscano, aos 19 do segundo tempo. Apesar da vantagem numérica de jogadores, o gol da vitória do Paraná não veio. Por outro lado, é o 6º jogo sem derrota dos paranistas.

Atlético-GO 4x1 Guarani

Sem dó nem piedade, o Atlético atropelou o Guarani por 4 a 1, e de quebra, manteve seu posto no G-4, ameaçado fortemente por Figueirense e Portuguesa. O primeiro tempo foi uma verdadeira avalanche pintada de vermelho e preto: Elias, duas vezes, e Marcão abriram 3 a 0 a favor dos goianos ainda no primeiro tempo. Na etapa final, Juninho marcou o quarto gol logo nos primeiros minutos. Com Ricardo Xavier expulso, a vida ficou ainda mais difícil para o Bugre no jogo. Mas a acomodação do Atlético permitiu o gol de honra dos paulistas, marcado por Dairo. Mas esse gol não foi nem um pouco suficiente para o time manter a vice-liderança, perdida para o Ceará. O time bugrino permanece com 62 pontos, enquanto o Atlético pulou para 59.

América-RN 2x0 Vila Nova

Jogando com o apoio da torcida, o América derrotou o Vila Nova por 2 a 0 e conseguiu deixar a zona de rebaixamento, aproveitando o tropeço do Bahia e ultrapassando-o. O Mecão jogou melhor durante toda a partida, e fez por merecer a vitória, que quebrou uma série de três vitórias consecutivas dos goianos na Série B. Mesmo com a pressão exercida nos primeiros 45 minutos, os gols só saíram no segundo tempo, ambos oriundos de cobrança de pênalti. O primeiro convertido por Lúcio, aos cinco minutos. No segundo, o próprio Lúcio foi pra cobrança de outro pênalti, mas parou no goleiro Max. Porém, aproveitou o rebote do goleiro e marcou seu segundo gol no jogo, o 14º dele na Série B.

Classificação (após 34 rodadas):

1º Vasco – 70
2º Ceará – 63
3º Guarani – 62
4º Atlético/GO – 59

5º Figueirense – 57 (18 vitórias)
6º Portuguesa – 57 (17 vitórias)
7º Ponte Preta – 52
8º Bragantino – 49
9º Paraná – 47
10º São Caetano – 46
11º Vila Nova – 45
12º Duque de Caxias – 44
13º Ipatinga – 42
14º Brasiliense – 41
15º Juventude – 40
16º América-RN – 39 (11 vitórias)
17º Bahia – 39 (10 vitórias)
18º Fortaleza – 34
19º Campinense – 33
20º ABC – 32