sexta-feira, 2 de julho de 2010

Holanda elimina Brasil da Copa do Mundo

Share |

Por Gabriel Seixas

- O mês de Julho mal começou, é bem verdade, mas já reserva péssimas lembranças para o torcedor brasileiro. Ontem, no dia 1, a eliminação do Brasil na Copa de 2006 para a França, no fatídico gol de Henry, completava exatos quatro anos. Hoje, no dia 2, o carrasco foi o holandês Wesley Sneijder. O panorama é bem parecido com aquele de quatro anos atrás: Brasil surpreendentemente eliminado, novamente nas quartas-de-final, e novamente tropeçando nos seus próprios erros. Com méritos, a Holanda é a primeira semifinalista da Copa do Mundo 2010.

- Não havia data e hora para que isso acontecesse, mas nem precisava entender tanto de futebol para saber que era uma tragédia anunciada. O torcedor é exigente, impaciente, sobretudo inteligente, e não se deixou levar pelas conquistas de Copa América e Copa das Confederações, muito menos pela liderança nas eliminatórias. Um ciclo de três anos e meio sob o comando de Dunga, que se desenhava para ser vitorioso, agora não vai deixar saudades (e nem deixaria de um jeito ou de outro).

- A Copa do Mundo marca o ciclo de um treinador, independente do que foi ou do que deixou de ser feito. Quando precisou-se dele, Dunga foi omisso. A derrota não foi apenas para a Holanda, pois os erros já começaram na preparação para o Mundial. Os treinos secretos, os jogadores enclausurados, o desgaste com a imprensa, nada contribuiu de forma positiva.

- E o que falar da coerência que Dunga tanto pregou na convocação? Visivelmente faltava algo mais no nosso elenco. Jogadores como Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso, diferenciados, porém sem oportunidades com o nosso xerife, ficaram em casa. Outros, como Julio Baptista, Kleberson e Grafite, praticamente ganharam uma passagem com tudo pago para a África do Sul para assistirem os jogos de forma privilegiada, do banco de reservas.

- Quando finalmente tivemos que jogar para vencer, Dunga ficou sem opções. Além de Nilmar, em quem poderíamos apostar? Kleberson? Grafite? Julio Baptista? Tenho outra concepção de coerência. Os desfalques evidenciaram ainda mais a falta de um jogador que desequilibrasse no nosso banco. Ramires fez ótima partida frente ao Chile, recebeu o segundo amarelo e perdeu a chance não só de ser titular, como de ter a oportunidade de mudar a história dessa tragédia.

- Elano, que sofreu uma contusão ainda no segundo jogo, contra a Costa do Marfim, foi tratado durante sua lesão como craque por parte da imprensa, que lamentava sua ausência dando a impressão de que se tratava de um jogador insubstituível. Seus dois gols marcados mascararam a Copa discretíssima que o armador do Galatasaray fez com a bola nos pés, o que não foi exclusividade sua, claro.

- Mesmo inconscientemente em alguns momentos, o fato é que o brasileiro adora achar culpados para os fracassos, principalmente no futebol. Além de Dunga, boa parte da responsabilidade foi atribuída a Felipe Melo, tal como aconteceu com Roberto Carlos em 2006. Dos quatro gols que o Brasil sofreu na Copa, em pelo menos três o volante cometeu falhas. Hoje, contra a Holanda, a sua assistência milimétrica para Robinho abrir o placar passou despercebida com o gol contra e uma expulsão absurdamente infantil, solando Robben quando a partida já estava paralisada.

- Que Felipe Melo é um jogador temperamental e poderia perder o equilíbrio com a seleção estando em desvantagem, todos já sabiam. Dunga já sabia, tanto que o substituiu na partida contra Portugal ainda aos 44 do 1º tempo porque o volante havia recebido um cartão amarelo. Atleta que não consegue manter o nível por não saber jogar com um cartão recebido não pode estar em uma Copa do Mundo. Ainda assim, foi mantido e se deu mal. Eleito o pior jogador estrangeiro na temporada do futebol italiano, sem dúvida, foi um dos piores brasileiros em solo africano. Responsabilidade maior que a dele, só de Dunga, que ignorou os fatos e o convocou.

- Especialmente no segundo tempo, os jogadores fora de série da nossa seleção (Kaká, Robinho e Luis Fabiano), simplesmente sumiram do jogo. Salvo um chute de Kaká que passou rente à trave de Stekelenburg, nenhuma jogada efetiva de ataque foi criada pelos três em toda a etapa final. Dunga apostou em Nilmar (a única boa alternativa que tinha), e sacou Luis Fabiano. Ele lembrou que estava com um jogador a menos, mas esqueceu que estava perdendo o jogo.

- Como pontos positivos da seleção canarinho, podemos destacar a dupla de zaga Lúcio e Juan, que infelizmente não mantiveram o nível na partida de hoje. Julio Cesar, que fazia uma Copa bastante segura na meta brasileira, falhou feio no primeiro gol, batendo cabeça com Felipe Melo num cruzamento despretensioso de Sneijder, que acabou encontrando as redes. O mesmo Sneijder ainda marcou o segundo gol, o da virada, num escanteio mal batido por Robben, e desviado por Kuyt antes da bola procurar a “careca” do meia da Internazionale, que escorou pro gol.

- Mais do que destacar o fiasco da nossa seleção, é hora de parabenizar a Holanda. Definitivamente, o futebol ofensivo e encantador de décadas anteriores, batizado como Carrossel em 1974, deu lugar a um sistema até certo ponto burocrático, porem eficiente e vencedor. O triunfo marca a 24ª vitória seguida da Oranje, que ganhou todas as partidas nas eliminatórias europeias e também está 100% no Mundial. Sneijder foi o nome do jogo. Robben, como era de se esperar, não fugiu da partida, mesmo tendo rendimento abaixo de seu nível pelo lado direito de ataque.

- A renovação do Brasil já deve começar pelo comando. Já que Dunga não continuará à frente da seleção, os candidatos começam a surgir. Leonardo, ex-Milan e Mano Menezes são os primeiros nomes que surgem com força. Independentemente de quem assuma, a responsabilidade para a próxima Copa é a mesma: o título, que terá um sabor ainda mais especial, já que nosso país será sede. O sonho do hexa permanece, mas só poderá ser realizado, no mínimo, daqui a quatro anos.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Espanha vence duelo ibérico e enfrenta Paraguai no sábado

Share |

Por Gabriel Seixas


- No intitulado ‘clássico ibérico’, apenas uma seleção fez por merecer a vitória. A Espanha, que ostenta o status de atual campeã da Eurocopa, sobrou em relação a Portugal. Isso envolve praticamente todos os quesitos: toque de bola, objetividade, qualidade técnica, etc. O placar de 1 a 0 foi mais do que justo, e poderia ter sido mais, não fosse o goleiro português Eduardo. É mais um arqueiro que se despede do Mundial com a sensação individual de dever cumprido, sofrendo apenas um gol (justamente o que eliminou o time) em quatro jogos.

- Portugal entrou em campo com a clara proposta de se defender, mas pecou por abdicar do ataque. Acabou dando espaço para a Espanha tocar a bola, e é justamente nesse quesito que a Fúria se sobressai. Fernando Torres, por duas vezes, deu trabalho a Eduardo. Portugal só cresceu na partida nos minutos finais, onde foi mais incisivo e deu trabalho. Tiago, aproveitando cruzamento de Fabio Coentrao, exigiu boa defesa de Casillas. O mesmo Casillas ainda defendeu uma cobrança de falta de Cristiano Ronaldo, companheiro de clube no Real Madrid, de maneira estranha.

- Com ampla superioridade na posse de bola (62%), a Espanha mais uma vez finalizou pouco na etapa inicial. Xabi Alonso não acertou um insinuante lançamento longo, Iniesta buscou pouco a partida, e Fernando Torres e David Villa eram pouco acionados. Na volta para a etapa final, Portugal continuou levando perigo nos contra-ataques. Na melhor chance, Puyol quase marca gol contra.

- Vicente del Bosque foi corajoso (e inteligente) ao sacar Fernando Torres do time ainda aos 13 minutos, dando lugar a Llorente. Visivelmente fora de forma, Torres rendeu menos do que se espera, e também desperdiçou oportunidades. Carlos Queiroz respondeu com a entrada de Danny na vaga de Hugo Almeida, o que fez com que Cristiano Ronaldo jogasse como referência, e consequentemente que seu futebol sumisse (aliás, em todo o jogo não apareceu).

- Quando finalmente se acertou no estádio Green Point, a Espanha não deu chances ao adversário. Aos 15 minutos, Eduardo fez ótima defesa em cabeçada de Llorente, e David Villa quase marca no rebote. Contudo, dois minutos depois, o artilheiro recém-contratado pelo Barcelona não perdoou. Em jogada que deve ser constante em seu novo clube, Iniesta tocou para Xavi, que de calcanhar, com muito estilo, deixou Villa na cara do gol. De frente para Eduardo, chutou cruzado, com estilo.

- O único gol que Portugal sofreu na Copa foi o 4º marcado por Villa, artilheiro da competição ao lado de Vittek, da eliminada Eslováquia, e de Higuaín, da Argentina (que pode ser adversária nas semifinais), com quatro gols. Nem as entradas de Pedro Mendes e Liedson deram nova cara aos portugueses, que continuaram sendo dominados. Em ótima jogada de Sergio Ramos pelo lado direito, Eduardo fez ótima defesa em chute cruzado aos 24 minutos.

- Aos 31, novamente Eduardo, o grande nome de Portugal em campo, defendeu espetacularmente um chute de fora da área de David Villa. Passados os sustos, Portugal não engatou um ataque que ameaçasse a tranquilidade de Casillas. Pelo contrário: teve medo do adversário, pecou pela previsibilidade e não contou com um grande dia do craque Cristiano Ronaldo, sacrificado pelo esquema tático de Carlos Queiroz.

- Como pontos positivos da seleção portuguesa, apenas Eduardo no gol, que deve garantir uma transferência para um clube grande após sua grande performance no Mundial, e a consolidação de Fabio Coentrao na lateral-esquerda. O atleta do Benfica foi regular em todas as partidas, inclusive na de hoje, caindo um pouquinho de produção no segundo tempo, é bem verdade.

- A Espanha ainda não alcançou a atuação da qual dela se espera, mas está muito próxima disso. Após a derrota na estreia para a Suíça, três vitórias e apenas um gol sofrido. O time vem se acertando aos poucos. David Villa faz até aqui uma Copa do Mundo excepcional, chamando a responsabilidade para si e marcando gols, como fazia de sobra no seu ex-clube, o Valencia. Xavi também vem sendo decisivo com suas assistências e ótima distribuição de jogo, assim como Iniesta, que aos poucos vai ganhando ritmo e recuperando a forma física. Que venha o Paraguai, no sábado.

- Quartas-de-final da Copa

Sexta – 02/07

11h – Brasil x Holanda – Porto Elizabeth
15h30 – Uruguai x Gana – Soccer City

Sábado – 03/07

11h – Argentina x Alemanha – Cidade do Cabo
15h30 – Espanha x Paraguai – Ellis Park

terça-feira, 29 de junho de 2010

Paraguai vence nos Pênaltis

Share |

Por Leonardo Martins


Mostrando que essa é a Copa dos Sul-Americanos, o Paraguai é a quarta equipe do continente a estar nas quartas-de-final. Os paraguaios suaram, mas conseguiram eliminar os japoneses em Pretória nos penais após o empate sem gols no tempo normal e na prorrogação.

Com as duas equipes buscando entrar para a história de seus países, a partida começou com os dois times evitando dar muito espaço ao adversário. Com isto, nos primeiros minutos, os japoneses foram os únicos que tentaram algo diferente, com algumas batidas de Okubo e Komano. A única chance dos sul-americanos nos primeiros minutos veio com um cruzamento de Morel Rodríguez, que mandou a bola nas mãos de Kawashima.

A primeira grande jogada do primeiro tempo foi aos 19 minutos, quando os três atacantes paraguaios funcionaram pela primeira vez. Lucas Barrios conseguiu tabelar pela esquerda e invadir a área. Ao ficar cara a cara com o arqueiro, porém, seu chute saiu fraco e Kawashima evitou o primeiro gol do jogo.

Menos de um minuto depois, o Japão respondeu com Matsui. O meio campista recebeu na intermediária, viu Villar adiantado e arriscou a batida, com muito efeito. A bola chegou a encobrir o goleiro, mas carimbou, caprichosamente, o travessão, antes de sair pela linha de fundo.

Os cruzamentos eram a principal arma paraguaia. Tanto que, aos 27 minutos, Roque Santa Cruz também teve boa chance. Depois de um levantamento de Morel, a bola ficou viva nos pés do centroavante, que arriscou o chute de canhota, mas errou o alvo. Dez minutos depois, em uma bola alçada por Endo na área, Roque Santa Cruz salvou na hora exata, pouco antes da chegada de Marcus Tulio Tanaka.

Honda teve a grande chance de levar o Japão vencendo para o vestiário aos 39. Ele recebeu de Matsui no contra-ataque, sozinho, na entrada da área. Ao invés de tentar um passe para Okubo, que estava em melhor posição, ele decidiu bater de primeira e acabou mandando para fora, por pouco

As duas equipes passaram a atacar mais na segunda etapa. A jogada de maior perigo dos primeiros minutos veio com Ortigoza, que conseguiu, trocando passes e driblando, invadir a área nipônica. Na hora da batida, porém, ele resolveu fintar mais um zagueiro e acabou perdendo a bola.

Nagamoto também teve uma chance boa aos nove minutos da primeira etapa, mas teve seu chute desviado por Bonet. Em seguida, Benítez teve chance parecida, em contra-ataque, mas um zagueiro conseguiu o corte na hora exata. Por sinal, os contra-golpes paraguaios eram cada vez mais perigosos.

Aos 13, Kawashima fez uma boa defesa, salvando os japoneses. Depois de um arremesso lateral, Morel Rodríguez conseguiu cruzamento na área e Riveros desviou para o gol. O arqueiro estava bem colocado e segurou firme. Pouco depois, após cobrança de escanteio, Tanaka quase abriu o placar para os nipônicos, mas a bola foi desviada pela linha de fundo.

Aos 28, lançamento de Morel e pane geral na zaga japonesa, a bola passou por todos, menos por Da Silva, que conseguiu tocar para o meio da área. Pouco antes de Barrios, Komano chegou e afastou o perigo. O Paraguai era mais perigoso, principalmente nos levantamentos na área e nos contra-golpes. O último passe, porém, não encaixava.

Aos 37, Villar salvou o Paraguai ao sair bem do gol após uma jogada de Nagatomo, que cruzou na medida para Honda, mas o arqueiro chegou antes e conseguiu desviar. Nos minutos finais, o Japão ameaçou uma pressão, mandando bolas na área, sempre com muito perigo.

Os paraguaios, porém, também chegavam com perigo, principalmente pelo lado esquerdo com Morel Rodríguez, que lançava todas para dentro da grande área.

Aos 46, Endo levantou para Nakamura, que tentou passar para Tulio Tanaka, que se esticou, mas não alcançou a Jabulani, que ficou nas mãos de Villar. O último lance do tempo regulamentar foi do Paraguai, com um levantamento de Morel, que ficou na zaga, obrigando a partida a ir para a prorrogação.

O tempo extra começou a todo vapor. Com menos de um minuto, Nakamura arrancou em contra-ataque e tentou cruzamento forte, mas Bonet conseguiu cortar para escanteio. Aos dois minutos, os sul-americanos chegaram em velocidade e Barrios cruzou, a bola foi desviada, mas quase sobrou para Barreto. Em seguida, Rodríguez levou pela esquerda e cruzou para Lucas Barrios, que cabeceou firme, mas no centro do gol, para fácil defesa de Kawashima.

Entre os seis e sete minutos, o Paraguai teve grandes chances para marcar. Na primeira, Morel Rodríguez deixou Valdez cara a cara com o goleiro, que saiu bem e impediu o gol. Em seguida, a bola sobrou uma vez para Cardozo e uma para Lucas, mas ambos foram bloqueados pela zaga.

No lance seguinte, Honda cobrou falta da esquerda com perigo. A bola foi rasteira e com veneno, mas Villar conseguiu afastar o perigo. Aos dez, outro cruzamento para o Paraguai e a bola ficou na cabeça de Barreto, que mandou sobre a meta.O segundo tempo da prorrogação começou mais devagar que o primeiro, mas mantendo as características dos cruzamentos. Em um destes, Valdez desviou para o gol, mas Kawashima defendeu. Logo depois, Da Silva também perdeu oportunidade de marcar de cabeça.

Marcus Tulio Tanaka também teve boa chance aos 7, quando Endo cruzou e ele cabeceou, livre, pela linha de fundo. O Japão fez grande jogada aos 10, com Tamada, que deu para Okazaki, que cruzou por cima do goleiro, mas com muita força, deixando Nakamura sem condições de alcançar a bola e marcar o gol da partida, que foi para os pênaltis.

Nas penalidades, Barreto e Endo abriram as cobranças convertendo. Lucas Barrios também fez seu gol, assim como Hasebe. O terceiro pênalti paraguaio foi acertado por Riveros, enquanto Komano acertou o travessão. Valdez acertou o quarto do Paraguai, assim como Honda, que deixou o Japão vivo. A última cobrança foi de Cardozo, que bateu com categoria e selou a vitória paraguaia.

O Paraguai entra para a história do futebol no dia que a América do Sul, pela primeira vez, coloca 4 times nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo.

Brasil passa tranquilo pelo Chile

Share |

Por Leonardo Martins

O Brasil mantém sua fama de carrasco chileno, ontem, mais uma ótima vitória sobre os comandados de El Loco Bielsa. Assim como no jogo de Santiago pelas Eliminatórias, os brasileiros venceram por 3 a 0 e agora enfrentam a Holanda valendo vaga nas semifinais da Copa.

O jogo foi o mais tranqüilo da Seleção até agora no Mundial. Elano e Felipe Melo não voltaram, Daniel Alves permaneceu e Ramires entrou. Foi um verdadeiro show de marcação e de objetividade dos brasileiros.

O Brasil dominou as ações desde o inicio e não deu chance aos chilenos, Dunga impôs uma marcação forte e na área chilena, resultado disto, até Gilberto Silva chutou de longe para a defesa de Bravo, Ramires foi outro que chutou para a defesa do goleiro chileno. Mas o Chile também fechou a área para os brasileiros atacarem.

E o jogo foi nesse ritmo até os 34 minutos, quando a principal jogada brasileira na campanha das Eliminatórias finalmente apareceu. Maicon cobrou escanteio e Juan testou firme para o gol, fazendo a festa no Ellis Park.

Com o gol, os chilenos foram para cima e apareceu outra jogada forte da Seleção, o contra-ataque e o segundo gol veio logo em seguida. Robinho puxou contra-ataque e tocou para Kaká, o Camisa 10 acionou Luis Fabiano e o Fabuloso driblou Bravo e tocou para o fundo das redes. Vantagem consolidada.

Neste primeiro tempo, temos que destacar a exibição segura de Ramires e da zaga brasileira, que só vacilou uma vez e Suazo, principal atacante, pegou mal na bola e ficou tranqüilo para o arqueiro Brasileiro.

No segundo tempo, Marcelo Bielsa colocou o ex-palmeirense Valdivia, mas o show brasileiro continuou, marcação eficiente e boa objetividade no campo. O terceiro gol veio aos 13 minutos, Ramires fez bela jogada e tocou para Robinho, que colocou no canto de Bravo. 3 a 0.

Com o jogo definido, Dunga preservou os pendurados e tirou o trio de frente, Kaká, Luis Fabiano e Robinho, Gilberto, Nilmar e Kleberson entraram. Mas a baixa foi Ramires que entrou muito bem, mas tomou o segundo cartão amarelo e não jogará diante da Laranja.

Do lado chileno, alguns chutes, só Suazo que exigiu boa defesa de Júlio César. Do resto, atuação fraca do Chile e atuação que deu esperança aos brasileiros de chegarem longe.. E que venha a Holanda!! O jogo contra os holandeses acontece na sexta-feira em Porto Elizabeth.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Holanda vence com tranqüilidade e espera sul-americano

Share |

Por Leonardo Martins


Uma das favoritas a Copa do Mundo, a Holanda, fez seu papel bem feito nas oitavas-de-final ao vencer com tranqüilidade a surpresa Eslováquia por 2 a 1 em Durban. Agora, a laranja mecânica faz duelo contra brasileiros ou chilenos, que se enfrentam ainda hoje, nas quartas.

A Laranja começou o jogo com Robben, um dos seus principais jogadores, começando como titular, no restante, era a mesma equipe que começou a Copa. Já a surpresa Eslováquia queria surpreender novamente, assim como fez contra a Itália na primeira fase quando eliminou os Campeões Mundiais.

E o Camisa 11 começou o jogo mostrando que é um dos principais jogadores do mundo, querendo jogo e armando a equipe junto com Sneijder e jogando pela direita. Aos 18, o atacante fez sua jogada característica e mandou no canto de Mucha. 1 a 0.

O gol fez com que os holandeses diminuíssem o ritmo, talvez já poupando para um eventual confronto com o Brasil nas quartas de final. O jogo era morno e os eslovacos não conseguiam vencer a marcação holandesa, por isso, arriscavam de longe, mas os chutes eram longe do gol.

Já a Holanda quando queria, levava perigo para o gol de Mucha, na melhor chance, van Persie achou Sneijder livre, mas o meia campeão europeu chutou fraco e em cima de Mucha. E foi só.

No segundo tempo, o jogo foi mais animado e Robben, de novo, fez aquela jogadinha manjada, mas chutou raspando a trave de Mucha, o goleiro eslovaco trabalhou também no chute de van Persie. A Eslováquia queria reagir no jogo e exigiu duas ótimas defesas de Stekelenburg na seguida. Aos 21, Stoch apareceu livre e chutou para a defesa do goleiro holandês, na seqüência, foi a vez do artilheiro Vittek exigir milagre do Camisa 1 holandês.

Para poupar Robben para o próximo jogo, o técnico holandês tirou o camisa 11 para colocar o jovem Elia e o jogo ficou sem emoções e ficou nesse ritmo até os 39. Kuyt fez boa jogada e cruzou para Sneijder completar para o gol. 2 a 0 e jogo definido para os holandeses.

Mas a partida ainda aguardava um gol no último minuto de jogo. Aos 47, Jakubko foi derrubado por Stekelenburg na área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Vittek marcou seu quarto gol na Copa, igualando ao argentino Higuain na artilharia da Copa do Mundo.

Agora, os holandeses aguardam de camarote o jogo entre Brasil e Chile para saber seu adversário nas quartas de final do Mundial da África do Sul.

Argentina derrota México e enfrenta Alemanha no sábado

Share |

Por Gabriel Seixas

- Há de se deixar claro que a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre o México refletiu muito bem o que foi o jogo. A albiceleste teve mais posse de bola, foi mais objetiva e contou com um dia iluminado de Carlos Tevez, que marcou dois gols. Entretanto, a inquestionável superioridade argentina, tanto no papel, quanto no jogo, acabou manchada pelo gol que abriu o placar, marcado por Tevez. Foi o lance que fechou com ‘chave de lata’ a péssima exibição da arbitragem nos jogos deste sábado na Copa.

- O árbitro italiano Roberto Rossetti e seus assistentes simplesmente ignoraram o impedimento claríssimo do atacante, inclusive com o replay do lance sendo passado no telão instalado no Soccer City, em Joanesburgo. Mesmo com a imagem congelada não deixando dúvidas quanto a posição (irregular) do atacante, o tento foi validado, abrindo caminho para a vitória dos hermanos no momento em que o México era melhor na partida.

- Sim, a proposta dos comandados de Javier Aguirre no início de jogo surpreendeu a todos. Quem esperava um México retraído, deixando o tempo passar, se enganou completamente. Aguirre fez mudanças importantes no time, mantendo o criticado Osorio na lateral-direita, escalando finalmente os habilidosos Guardado e Giovani dos Santos juntos desde o início, e substituindo o experiente Blanco pelo centroavante Bautista.

- As mudanças surtiram efeito, com duas chances claras de abrir o placar entre 9 e 11 minutos. Na primeira, o lateral-esquerdo Salcido arriscou um chute do meio da rua, a bola pegou força e efeito e carimbou o travessão de Sergio Romero. Dois minutos depois, foi a vez de Guardado receber passe curto de Giovani, e da entrada da área, chutar de trivela, pra fora.

- Também modificada, a Argentina criava pouco perigo ao gol de Perez. O lateral-direito Jonas Gutierrez, criticadíssimo pela sua inconsistência defensiva, deu lugar ao zagueiro Burdisso, deslocando Otamendi para a lateral. Por opção tática, Verón deu lugar a Maxi Rodriguez, dando mais mobilidade ao time. Mesmo irregular, a albiceleste abriu o placar aos 26 minutos, justamente no lance polêmico do jogo.

- Messi tentou passar em profundidade para Tevez, mas o goleiro Perez se antecipou bem e afastou pra frente. Pra azar do goleiro, a bola voltou para Messi, que emendou de esquerda. Com dois mexicanos protegendo o gol, Tevez se viu obrigado a resvalar de cabeça, e fazendo proveito de sua posição irregular, mandou pras redes. O replay instantâneo do Soccer City revoltou os mexicanos, que pressionaram o trio de arbitragem, mas não impediram a validação do gol.

- Assim como aconteceu com a Inglaterra no jogo da manhã, os mexicanos se abateram completamente com o grave erro da arbitragem. Melhor para a Argentina, que os 32 minutos, ampliou o placar. Na saída de bola, Osorio tentou um passe curto para Rodriguez, ao seu lado, mas pegou mal na bola e ela saiu fraca. Esperto, Higuaín se antecipou, invadiu a área, driblou o goleiro Perez e tocou para o gol vazio. Foi o 4º gol dele no Mundial, artilheiro isolado do torneio até aqui.

- Barrera entrou no lugar do inócuo Bautista e deu uma movimentação interessante ao time pelo lado esquerdo, mas os argentinos tinham Carlos Tevez em grande dia. Aos seis minutos, ele dominou na entrada da área, limpou Osorio e Torrado e bateu muito forte, no ângulo de Perez, que não tinha chance alguma de chegar na bola. Golaço!

- Em partida discreta de Lionel Messi, e na qual Higuaín (apesar do gol) e Di Maria também foram figuras pouco presentes, foi Tevez quem chamou a responsabilidade, consagrando-se como o melhor em campo. Só que o México ainda não havia desistido do jogo, e a entrada de Guille Franco na vaga de Guardado deu novo ânimo ao time. Aos 25, Barrera aproveitou cruzamento de Salcido e cabeceou para o gol, mas Heinze cortou a bola em cima da linha.

- Melhor em campo, o México finalmente conseguiu seu gol aos 26. Hernandez recebeu bom passe, girou com facilidade pra cima de Demichelis e soltou a bomba, de perna esquerda, sem chances para Romero. Foi o segundo gol de ‘Chicarito’, recém-contratado pelo Manchester United, no Mundial – artilheiro do time na campanha.

- A cada rodada que passa, o filme de 2006 começa a se desenhar com mais intensidade. Novamente a Argentina elimina o México na fase oitavas-de-final, o que também aconteceu na Copa passada, e como naquela ocasião, a albiceleste terá pela frente a Alemanha nas quartas. Se depender dos argentinos, as coincidências param por aí, já que a Nationalelf os eliminou naquele Mundial.

- É uma pena ter a certeza de que Argentina ou Alemanha se despedirão tão precocemente da África do Sul. Mas como é bom saber que esta partida é garantia de futebol de alto nível e muita, muita emoção. Desta vez esperamos que seja sem polêmica, para não deixar dúvidas quanto a qualidade das equipes. Alemães e argentinos, beneficiados pela arbitragem nos seus respectivos jogos de hoje, são francos favoritos a conquista do Mundial.

domingo, 27 de junho de 2010

Chocolate alemão em Bloemfontein

Share |

Por Leonardo Martins


Quando se soube que Alemanha e Inglaterra se enfrentariam em uma das oitavas de final, a expectativa criada para este jogo foi enorme. A bola rolou em Bloemfontein e confirmou-se a expectativa e tivemos um jogaço entre alemães e ingleses, só não se esperava o massacre imposto pela equipe do país da cerveja, que venceu o duelo por humilhantes 4 a 1 e passou as quartas de final.

Antes de tudo, é preciso salientar que as duas torcidas, famosas por arrumar confusões, não deram problema nenhum no Free State e deram um show na torcida por suas seleções. O mesmo show foi visto em campo por parte dos alemães.

Os alemães repetiram a mesma escalação que venceu Gana, a exceção foi a volta de Klose, que cumpriu suspensão. Já do lado inglês, Fabio Cappelo, que não encontrou um companheiro para Rooney no ataque, colocou Defoe.

O show de futebol começou nos primeiros minutos, em que os alemães imprimiram um ritmo forte, tanto na marcação como no ataque, não deixaram a Inglaterra jogar e tocava muito bem a bola com Podolski, Schweinsteiger, Ozil e Muller. E foram dos pés do jovem meia que nasceu a primeira jogada de perigo e James salvou o chute de Ozil


A Inglaterra não jogava e Rooney era, mais uma vez, a decepção do time, assim como Lampard, que ainda tentou em uma cobrança de falta, mas acertou a barreira. Aos 20, a goleada começou a se desenhar com um feito de Klose. O goleiro Neuer deu um chutão para o ataque e o camisa 11 disputou e ganhou de Upson, livre, o atacante deu um leve toque na bola e venceu James. Foi o 12° gol de Klose em copas, igualando ao Rei Pelé e ficando a três de Ronaldo, maior artilheiro em copas com 15.

Quase Klose fez o segundo gol, Muller deu lindo passe para o artilheiro, mas James salvou de novo. Os ingleses tinham falhas gritantes na marcação e os germânicos aproveitaram para ampliar o marcador. Aos 32, após bela troca de passes dos meias e atacantes, Muller achou Podolski na esquerda e o camisa 10 tocou por baixo de James e fez 2 a 0.

O segundo gol fez a equipe da terra da Rainha acordasse para o jogo e equilibrou as ações. Aos 37, o gol inglês fez o jogo ganhar em emoção. Gerrard cruzou e Upson escorou para o gol e o jogo pegou fogo. O English Team foi para cima em busca do empate e conseguiu, mas o juiz não viu.

O lance foi aos 40 minutos, Lampard, de fora da área encobriu Neuer e a bola bateu duas vezes no travessão e dentro do gol (foram 33cm além da linha), mas o lance não foi visto pelo arbitro uruguaio Jorge Larrionda que seguiu o jogo para desespero de todos os ingleses. O lance foi semelhante ao gol polemico do título inglês em 66 contra a própria Alemanha na final, mas, naquela ocasião, a bola não bateu dentro do gol e o juiz deu o gol. Digamos que a Inglaterra “provou do próprio veneno”. O primeiro tempo terminou com muita reclamação inglesa.

No segundo tempo, sem alterações para a volta do intervalo e com a Inglaterra partindo para cima em busca do empate e os tricampeões mundiais esperando o contra-ataque surgir para matar o jogo. As melhores chances do empate saíam dos pés dos meias Gerrard e Lampard, já que o ataque continuava improdutivo, principalmente, Defoe que era mais um dentro de campo. Aos 6, o meia do Chelsea cobrou falta que explodiu no travessão. A pressão era controlada pelos alemães, que saíam para o contra-ataque.

E foi assim que a classificação Germânica foi consolidada em dois contra-ataques terminados por Muller. No primeiro, Podolski acionou o camisa 13 na entrada da área e mandar a bomba, aos 22. Três minutos depois, foi a vez de Ozil sair em velocidade pela esquerda e cruzar para o atacante do Bayern fazer o quarto gol alemão. Chocolate em Bloemfontein: 4 a 1

Nos últimos minutos, restou a Inglaterra ir para a frente pela dignidade, já que 3 gols em 20 minutos era impossível de acontecer. Rooney finalmente apareceu no jogo, mas parou na defesa de Neuer. Foi um triste fim para uma seleção que chegou com um status de favorito, mas que esse favoritismo passou longe dos comandados de Fabio Cappelo, foram 4 jogos e pouco futebol.

Já a Alemanha, com um time jovem, mostra que a camisa cresce nesses momentos decisivos e promete outro grande duelo contra a Argentina, se esta passar pelo México daqui a pouco, nas quartas de final.