domingo, 26 de janeiro de 2014

Campeonato Mineiro – 1ª Rodada

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O ano começou e com ele retorno a escrever sobre as rodadas do Campeonato Mineiro, jogos importantes e outras curiosidades do nosso estadual. A primeira rodada vai ser completada na quarta-feira no jogo entre Minas e Atlético em Sete Lagoas e o jogo entre Nacional e Tombense foi adiado para fevereiro devido a falta de condições do estádio em Muriaé.

Cruzeiro 1x0 URT

O Campeão Brasileiro estreou em casa diante do retornado à elite, URT, e apresentou um bom futebol, mas o jogo foi difícil e a vitória, suada, veio pelo placar mínimo. A Raposa, que manteve a base campeã, não apresentou problemas de entrosamento e fez um bom jogo, mantendo aquele futebol vistoso do título do ano passado. O gol da equipe da capital saiu aos 43 do primeiro tempo com um dos artilheiros do título, Ricardo Goulart, de cabeça. No segundo tempo, o destaque do jogo foi o goleiro Juliano da equipe do interior, que parou o ímpeto cruzeirense com boas defesas.

Boa Esporte 2x1 Villa Nova

Em Varginha, tivemos um jogo interessante entre Boa Esporte e Villa Nova. A equipe da casa estreou com uma importante virada por 2 a 1 sobre o Leão do Bonfim. O veterano Mancini (ex-Galo, Roma e Seleção Brasileira) fez o primeiro gol do Campeonato Mineiro em uma belíssima jogada para o time de Nova Lima. Mas o Boa virou no segundo tempo com gols de Malaquias e Bruno Aquino.

Guarani 0x0 Caldense

Em jogo sem graça, Guarani e Caldense não abriram o placar em Divinópolis na estreia de ambos no Estadual 2014. As duas equipes até que tentaram fazer alguma coisa, mas as defesas se sobressaíram sobre os ataques e o placar ficou no 0 a 0.

América 1x1 Tupi

Entra ano sai ano e o América não consegue ganhar em casa. Assim foi a estreia do Coelho no estadual. Um jogo bom contra o Tupi, as duas equipes tiveram a chance de ganhar, mas o empate foi justo por 1 a 1. Miguel abriu o placar no primeiro tempo para o Galo Carijó,  o estreante Obina desperdiçou um pênalti no fim do primeiro tempo, mas fez o gol de empate do time da capital no segundo tempo.

Próximos jogos

29/01 – 19h30 – Minas x Atlético
01/02 – 17h – Tupí x Minas
                       Tombene x América
             19h30 – Caldense x Cruzeiro
02/02 – 17h – Atlético x Nacional
                       Villa Nova x Guarani
                        URT x Boa Esporte


segunda-feira, 18 de novembro de 2013

T de Time Tricampeão

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Passada a euforia e alguns dias que o Cruzeiro conquistou o Tricampeonato Brasileiro, quebrando uma seca de títulos importantes nacionalmente de 10 anos. Venho a este blog, como fiz em julho diante do título do Galo na Libertadores, escrever um texto, meio como torcedor meio como jornalista, já que não escondo de ninguém que sou cruzeirense.

No ano que o Brasil disse que o “gigante acordou”, um “gigante acordou” no futebol brasileiro. Este gigante chama-se Cruzeiro Esporte Clube, o gigante andava adormecido pelas fracas campanhas nas últimas temporadas, especialmente, 2011, onde uma goleada sobre o rival Atlético por 6 a 1 o salvou de uma página que mancharia sua história, o Rebaixamento para a Série B e, certamente, não escreveria este texto hoje.

O primeiro pilar desta conquista foi o presidente Gilvan de Pinho Tavares que bancou a contratação do treinador Marcelo Oliveira no fim do ano passado, mesmo com a rejeição que o treinador possuía junto a torcida pelo simples fato de ser ligado ao Galo. Gilvan bancou e não cedeu a pressão da torcida e hoje colhe os frutos desta sua atitude. Recebeu um Cruzeiro sem dinheiro e, rapidamente, o tornou campeão.

Falei no treinador antes rejeitado hoje idolatrado, Marcelo Oliveira, este também se superou neste ano. Vindo de um trabalho ótimo no Coritiba, faltava a ele um grande time para convencer o Brasil como técnico e continuou com a mesma linha de trabalho na Raposa, uma linha ofensiva e alegre, coisa que estava morrendo em nosso futebol. Esta linha agradou em cheio ao torcedor azul que sempre se acostumou com times ofensivos e que enchem os olhos.

O terceiro pilar foram as contratações. O time foi reformulado para este ano, contratou em quantidade e qualidade, dando chances de volta por cima para vários jogadores como Nilton e Dagoberto. Mas a principal contratação chegou sem muito alarde e conquistou a China Azul com seus golaços.

Estou falando de Everton Ribeiro (ou simplesmente Evershow). O camisa 17 é sem dúvidas o craque do Campeonato Brasileiro, merece uma chance na Seleção Brasileira, um showman do futebol brasileiro. Sua perna esquerda protagonizou lances de pura arte e genialidade, fazendo a torcida esquecer facilmente o argentino Montillo. O gol contra o Flamengo pela Copa do Brasil enlouqueceu a torcida e encantou o Brasil. Mas Everton Ribeiro não foi o único a brilhar.

Este título não teve um dono máximo como foi em 2003 com Alex, o atual Cruzeiro se destaca pelo coletivo, muitos brilharam igualmente. Ricardo Goulart com seu jeito desengonçado, o guerreiro Nilton, o Mito Dedé, o jovem Lucas Silva, o bigodudo Willian. Todos estes viraram ídolos do time.

Deixo para o final desta crônica, o maior merecedor do Tricampeonato azul. O goleiro Fábio, o capitão do Tri. O Camisa 1 viveu todos os momentos ruins que o clube passou por esta década, campanhas inócuas no Brasileirão, a quase-queda em 2011, o Vice da Libertadores em 2009, a vexatória goleada para o Galo na final do Mineiro onde levou um gol virado com as costas para o gramado. O goleiro salvou o time em muitas ocasiões e estava almejando um título de expressão para entrar de vez na galeria dos grandes campeões do Cruzeiro.

Resumo, o Cruzeiro sobrou no Campeonato Brasileiro deste ano e o título com 4 rodadas de antecedência mostra isso. Um futebol para frente, alegre e gostoso de se ver como a muitos não se via de um Campeão Brasileiro. Mostrando que a ofensividade pode ganhar títulos ainda.



quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Trocar a pátria é anti-patriotismo?

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Um tema recorrente nesses últimos dias foi levantado por ocasião da escolha do atacante Diego Costa para jogar a Copa do Mundo não pelo Brasil e sim pela Espanha. Será que trocar a pátria é algo que conota em anti-patriotismo, como estão pregando a CBF e o técnico Felipão?

O jogador nunca jogou profissionalmente aqui no Brasil, foi com 17 anos para a Europa e lá seguiu carreira até fazer sucesso pelo Atlético de Madri, onde tem feito muitos gols e despertou o interesse da Fúria em ter o seu “passe”. Diego Costa até já havia sido chamado para um amistoso do Brasil contra Itália e Rússia, mas não tem o menor vínculo com o torcedor brasileiro e dele com a Seleção.

É um absurdo o que a CBF e o técnico Felipão tão querendo fazer com o jogador no âmbito fora do futebol. Querer tirar a cidadania brasileira de Diego só porque escolheu defender outra seleção é o cúmulo da vergonha. Mesmo jogando por outra seleção, a pessoa Diego Costa não deixará de ser brasileira e isso nenhum órgão impedirá que isso ocorra, pois Diego Costa nasceu em Sergipe, nordeste brasileiro.

Tem um agravante nessa história. O próprio Felipão já participou diretamente de naturalizações de jogadores quando treinava a seleção portuguesa, foi ele o responsável pelas convocações do zagueiro Pepe e do meia Deco. Jogadores que eram pouco conhecidos em nosso território assim como Diego Costa.

Qual a sua opinião?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

A América é alvinegra

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O dia 25 de julho de 2013 será lembrado por todos os atleticanos. O dia que a torcida alvinegra se libertou de vários estigmas que agarravam o time mineiro. A conquista da América quebrou vários jejuns, o principal deles foi o fato de ter 42 anos que não conquistavam um título de relevância e este título veio em uma campanha épica e coroou uma justiça incomparável no mundo do futebol.

Apesar de vários sustos, muitos deles comparados a milagres, o Galo conseguiu ser o melhor durante a Libertadores toda. Atropelou o São Paulo nas oitavas de final, atropelou o Arsenal da Argentina nos dois jogos, ao todo o campeão da América fez 10 gols no time argentino.

Chegou a hora da decisão e, como diz o seu torcedor, sem emoção não é Galo. Por três vezes parecia que o jejum continuaria, mas a fé do atleticano conseguiu tirar o estigma de azarento que perseguia o time há anos. O que dizer do pé santo de Victor que defendeu o pênalti de Riascos, do Tijuana, aos 48 do segundo tempo? O que dizer do gol de Guilherme aos 38 da segunda etapa no jogo contra o Newell’s Old Boys? O que dizer da escorregada de Ferreyra do Olimpia no jogo desta quarta, após driblar Victor? São 3 momentos que jamais o atleticano vai esquecer e que são considerados milagres.

Falei no goleiro Victor, ele sai com status de herói pelas suas defesas de pênalti nos três últimos mata-mata, contra Tijuana, Newell’s e Olimpia. O título também se deve a Ronaldinho Gaúcho, que foi um “monstro” na primeira fase, porém caiu de rendimento nas fases finais, mas sua presença era muito importante como estrela mundial.

O R10 comandou um quarteto que será inesquecível no futebol brasileiro junto com Bernard, Jô e Tardelli. Os quatro enchiam os olhos dos torcedores com belos gols e jogadas inesquecíveis como os gols contra o São Paulo. O centroavante Jô coroou a campanha atleticana com a artilharia da Competição com sete gols.

Termino este texto falando do comandante deste timaço. Cuca, o que era considerado azarado, teve um papel importantíssimo na conquista atleticana ao apostar em jogadores que estavam renegados para o futebol, casos de Jô e Ronaldinho. Cuca nos mostrou que futebol bonito pode ganhar títulos de relevância.

Parabéns Atlético!!!

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Os 15 dias que mudaram o país

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Neste tempo de Copa das Confederações, muitos sentiram a ausência dos meus textos sobre as manifestações que mudaram o país. Passado o fim da competição-teste para a Copa do Mundo de 2014, venho ao blog fazer uma analogia entre o que aconteceu dentro e fora dos estádios e as conquistas que o povo brasileiro conseguiu nestes 15 dias.

A Seleção assim como a brasilidade estavam perdidos no tempo e precisavam ser ressuscitados. A Seleção não atraía olhares carinhosos da torcida desde a Copa de 2002 e o Povo parecia acomodado nos últimos vinte anos, desde o movimento dos “cara-pintadas”, que culminou na saída do Presidente Fernando Collor. O Brasil parecia ter perdido a sua identidade como brasileiro e atuante nos momentos importantes do país, nos últimos anos tivemos vários escândalos como o do Mensalão e não fizemos nada mais significantes.

A Seleção Brasileira também seguiu esse esquecimento por vários anos, jogos amistosos mais no exterior e jogadores pouco identificados com o torcedor brasileiro. Assistir jogo da Seleção não era mais um prazer, somado a isto fracas gerações que “pipocaram” nas últimas copas, 2006 e 2010, era uma coisa ruim.

O “Gigante Acordou” pela proximidade de um grande evento, a Copa das Confederações. Aquilo que começou por uma reinvindicação de redução de preço das passagens, se tornou um evento jamais presenciado por nossa geração, muito nova nos anos 90, um evento que tomou proporções sensacionais. Virou um grito de liberdade e de revolta da população contra as injustiças vistas no Brasil desde o Império, aquele sentimento de brasilidade que estava esquecido e parecia ter sumido, voltou com tudo nas manifestações e mobilizado pelas novas tecnologias, redes sociais.

A Seleção foi no mesmo caminho nas partidas da Copa das Confederações, começou simples e desacreditada e, jogo após jogo, vitória após vitória, conquistava a torcida com sua simplicidade e sua garra em campo, comandado pelo maestro Neymar, o ídolo maior de uma nova geração de jovens.

E foi caminhando juntamente, Seleção e manifestações, um aproveitando do outro, um fortalecendo o outro. Apesar de um ser objeto das manifestações, este sentimento de pátria voltou tanto dentro dos estádios como fora deles. Dentro dos estádios, o que foi visto foi um show, torcida cantando o hino nacional a todo pulmão. Fora deles, foi visto milhões de pessoas querendo um Brasil melhor e manifestando contra diversas coisas que estão erradas no país.

O resultado final foi um sucesso. O Show da seleção nos 3 a 0 contra a Espanha resgatou o orgulho da torcida com nosso time, a interação campo-arquibancada foi tão grande no Maracanã que eu me arrisco a dizer que jamais foi vista na história da Seleção Brasileira. Já as manifestações, além de unir o país, mostrou que o povo exerce um grande poder sobre os governantes, pois, a Presidente Dilma está trabalhando para cumprir as principais reinvindicações vindas das ruas e tornar o país um lugar melhor para se viver.

PARABÉNS BRASIL!!!!