
Por Gabriel Seixas
- 13 gols marcados (melhor ataque), 2 sofridos, quatro vitórias em cinco jogos, dois dos cinco artilheiros da competição. Estes são apenas alguns números que só ilustram a irretocável campanha da Alemanha na Copa do Mundo, que até aqui, vem se mostrando o melhor time da competição. Nunca é demais elogiar a coragem e a ousadia do técnico Joachim Löw, que apostou em um elenco jovem e vem colhendo os frutos do ótimo trabalho, a cada jogo confirmando ainda mais o status de favoritos ao título.
- Na estreia, foram quatro gols pra cima da Austrália. Nas oitavas-de-final, uma atuação irretocável que culminou numa sonora goleada por
- Em 2006, Alemanha e Argentina também se encontraram nas quartas-de-final de uma Copa do Mundo. Nos 120 minutos de tempo normal e extra, empate em
- A garotada alemã sobrou em relação aos comandados de Diego Maradona. Schweinsteiger foi o nome da partida, não só pelas duas assistências, mas pela ótima distribuição de jogo e qualidade na saída de bola. Simplesmente todas as jogadas trabalhadas da Nationalelf passam pelos seus pés. Enquanto os marcadores argentinos preocuparam-se com Özil (que ainda sim fez ótima exibição), Schweinsteiger teve liberdade para criar e se aventurar com muito mais frequência no ataque.
- O 4-2-3-1 germânico novamente funcionou com perfeição, mesmo porque ficou iminente a desorganização tática dos argentinos no campo de defesa. Se Jonas Gutierrez era um problemão na lateral-direita nos primeiros jogos da albiceleste, Otamendi não se mostrou um dos melhores substitutos, sofrendo com as descidas de Özil e Podolski. No meio-campo, apenas Mascherano marcava com eficiência, pois Di Maria e Maxi Rodriguez, muito abertos pelas pontas, foram improdutivos na marcação.
- Os 100% de aproveitamento dos argentinos na Copa até então mascararam de certa forma as limitações da equipe. Nem no ataque a equipe obteve êxito, com muitos chutes sem direção, e naqueles que acertaram o alvo, pouco trabalho a Neuer, que em nenhum momento foi obrigado a espalmar uma bola difícil. Higuaín ficou isolado na frente, Tevez se movimentou pouco e Messi...ah, Messi...os deuses não estavam a seu favor na África do Sul.
- Depois de quatro ótimas exibições pela Argentina neste Mundial, o craque do Barcelona foi pouquíssimo notado no jogo de hoje. Resultado: tudo o que fez em solo africano será apagado pelo fato de não ter marcado um gol em cinco jogos. O melhor jogador do mundo e grande artilheiro da última temporada europeia acaba ilustrando o fiasco da albiceleste, mas de forma alguma pode ser considerado responsável pela eliminação. Apesar dos inúmeros talentos individuais, faltou conjunto para a Argentina.
- E é justamente a mistura de talento individual e conjunto que faz da Alemanha o melhor time desta Copa (o que não significa que será campeã, obviamente). São jogadores que tem tranquilidade para trabalhar a bola, e quando percebem um companheiro em melhor posição para criar ou definir jogadas, não pensam duas vezes
- Por sinal, Müller foi (e vem sendo) taticamente providencial, mas recebeu o segundo cartão amarelo e será desfalque para a semifinal. Incógnita antes da Copa, hoje tem quatro gols e três assistências na conta, com apenas 19 anos. O entrosamento com Lahm – no Bayern de Munique e na seleção – impressiona, que hoje foi mais tímido, já que as melhores jogadas eram construídas pelo outro lado, nas costas do fraquíssimo Otamendi. A solidez defensiva, principalmente com a segurança que a dupla de zaga (Mertesacker e Friedrich) e principalmente de volantes (Schweinsteiger e Khedira) permitem, favorece o apoio dos laterais.
- Apesar da superioridade em campo, a Alemanha demorou para construir a goleada. Só marcou o segundo gol aos 23 minutos do segundo tempo, através de Klose, que aproveitou assistência de Podolski e tocou para o gol vazio. Pouco depois foi a vez de aparecer o homem do jogo, Schweinsteiger, que avançou pela esquerda, cortou Di Maria, Pastore e Higuaín e serviu o zagueiro Friedrich, recém-transferido para o Wolfsburg, que de carrinho, completou para o gol.
- Com a partida ganha, limitando-se a aproveitar os inúmeros erros do adversário, a Alemanha ainda encontrou o quarto gol. Em jogada de contra-ataque, Özil cruzou da esquerda para Klose, que de primeira, completou pro gol. E não foi só a Argentina que lamentou o gol marcado pelo artilheiro germânico. Ronaldo ‘Fenômeno’, maior artilheiro da história das Copas com 15 gols, agora vê Klose na sua cola com 14 gols marcados
- Até maior que a capacidade de Klose de ser o maior artilheiro das Copas, só a da Alemanha de chegar a final deste Mundial. Se der a lógica, a Nationalelf reeditará o confronto da final da Eurocopa de 2008, encarando a Espanha, desta vez na fase semifinal de uma Copa. Seria precipitação dizer que é uma final antecipada, mas sem dúvida alguma, será um grande jogo. Duas equipes com estilos de jogo definidos, envolventes e encantadores. Definitivamente, essa não é a Copa das seleções sul-americanas.
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