domingo, 21 de outubro de 2007

Atlético-MG vence com Mineirão lotado e se distancia da zona do rebaixamento

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Por Gabriel Seixas


Empurrado por mais de 48.000 pessoas no Mineirão, o Atlético-MG recebeu o abalado Vasco e venceu pelo placar mínimo, com gol do zagueiro Marcos. Com um jogador a mais em todo o segundo tempo, o Galo manteve-se soberano do início ao fim e garantiu a vitória que lhe distancia da zona do rebaixamento. Agora, a equipe ocupa a 13ª posição com 43 pontos, enquanto o Vasco, que também soma 43, está em 12º.

Para manter o embalo na competição, o Atlético terá a dura missão de encarar o Fluminense, no Maracanã, jogo que será realizado no domingo. O Vasco também enfrenta uma equipe que está na parte de cima da tabela: O Palmeiras, no “caldeirão” de São Januário.

Visando conquistar a terceira vitória seguida na competição, o técnico Emerson Leão armou uma equipe bastante ousada para o duelo. Montou um 4-2-2-2 à lá brasileira, com Marcinho e Danilinho abertos pelas pontas, servindo o centroavante Vanderlei. Eder Luis, outro atacante da equipe, ora caía pela direita, ora pela esquerda, confundindo a zaga adversária. Outra novidade ficou por conta da improvisação de Gérson na lateral-direita, já que Coelho ainda cumpre suspensão imposta pelo STJD, após o polêmico lance da “foca”. O volante soube cumprir bem o seu papel, e quase não teve trabalhos em termos defensivos, já que Eduardo, lateral-esquerdo (também improvisado) do Vasco, pouco assustava.

Do outro lado, Celso Roth também fez várias mudanças em relação a equipe que foi derrotada pelo Flamengo, a começar pelo esquema tático: O técnico trocou o 3-4-1-2 pelo 4-3-1-2. Sem o zagueiro Júlio Santos e o atacante Marcelinho, Roth lançou Amaral no meio-campo – formando a trinca de volantes com Perdigão e Andrade – e colocou o veloz Enílton no ataque, fazendo companhia ao artilheiro Leandro Amaral. Na lateral-esquerda, Rubens Júnior, que teve péssima atuação contra o Flamengo foi barrado, e substituído por Eduardo, que é lateral-direito de origem (sendo que Celso tinha Guilherme no banco de reservas).

A partida começou em ritmo lento, e a jogada de ambas as equipes eram bastante previsíveis. Enquanto o Vasco concentrava as suas ações ofensivas pelo meio, o Atlético criava boas chances pelos flancos, usando e abusando dos “chuveirinhos”. Porém, quem acabou demonstrando superioridade foi a equipe visitante, que desperdiçou dois gols com Leandro Amaral e Eduardo, da entrada da área. Com o maior número de posse de bola e explorando os contra-ataques, o Vasco teve seu predomínio quebrado após a infantil expulsão de Eduardo, que recebeu o segundo amarelo após falta dura em Danilinho. Porém, o árbitro Wilson Souza de Mendonça não usou o mesmo critério em outros lances parecidíssimos, fazendo com que a expulsão, no fim das contas, fosse injusta.

O Atlético só veio tirar proveito da superioridade territorial na volta do intervalo, quando Leão trocou o apagado Vanderlei pelo xodó da torcida, Marinho – que teve seu nome gritado por boa parte do segundo tempo. O Vasco também voltou com uma mudança: Recompondo o setor esquerdo defensivo, Celso Roth colocou o lateral Guilherme na vaga de Darío Conca, deixando a equipe sem uma meia de criação de ofício.

O Galo abriu vantagem logo aos dois minutos da segunda etapa. Marcinho cobrou escanteio da ponta direita e Leandro Almeida cabeceou para linda defesa de Sílvio Luiz, que espalmou pra frente. Danilinho pegou a sobra e tentou o chute – que saiu fraco -, porém, Marcos pegou a sobra e, desajeitado, fez 1 a 0 Atlético.

O jogo começou a cair de produção, por parte das duas equipes. O Vasco já não era tão efetivo nos contra-ataques, enquanto o Atlético sofria com a inoperância dos seus dois armadores. Percebendo este detalhe, Leão trocou Marcinho e Danilinho pelos descansados Lúcio e Marquinhos. Do outro lado, Celso Roth corrigiu a alteração equivocada no intervalo, e lançou o meia Rafael na vaga do atacante Enílton, reforçando o meio-campo. Mesmo assim, a alteração foi tarde demais para que o Vasco se mantivesse vivo na partida, deixando o Atlético cozinhar o jogo, e conduzir a vitória até o minuto final.

sábado, 20 de outubro de 2007

Xô Crise!!! Botafogo vence após 6 jogos

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Por Leonardo Martins

O torcedor botafoguense certamente está mais aliviado, é que o Botafogo voltou a vencer no campeonato após 6 derrotas. A vítima dessa vitória foi o Sport, em jogo disputado na noite deste sábado, no Engenhão, o Fogão voltou a jogar bem e ganhou por 3 a 1

O Botafogo começou o jogo disposto a sair da crise e exerceu uma pressão terrível ao gol dos pernambucanos. Lúcio Flávio começou chutando de longe, na primeira chance, o goleiro Magrão defendeu, mas na segunda ele acertou um lindo chute no ângulo e marcou o gol de abertura do placar, aos 5 minutos de jogo. O gol botafoguense acabou com a estratégia do Sport, jogando com um atacante, Carlinhos Bala, o Sport entrou em campo para explorar os contra-ataques. Após o gol, o Botafogo continuou na pressão, mas criou menos chances, a melhor delas foi um chute de Dodô que Magrão fez um milagre evitando o gol botafoguense. O Sport, com a falta de ofensividade, mal criava as chances de gols e ficava preso a ótima marcação botafoguense, só chegava em chutes de longe, mas nenhum levou perigo ao gol de Júlio César.

O Sport saiu do esquema 3-6-1 e passou a jogar no 4-4-2 com a saída do zagueiro Igor e a entrada do atacante Reginaldo, no intervalo. Assim como no primeiro tempo, a estratégia do Sport foi derrubada por um gol botafoguense. Aos 6 minutos, Juninho cobrou falta com violência e Magrão rebateu para Luciano Almeida fazer o segundo gol. O autor do gol foi protagonista de um dos lances mais impressionantes do campeonato, minutos depois do gol, em uma dividida com um jogador pernambucano, Luciano ficou com o pé preso no gramado e torceu o tornozelo, o lance foi tão impressionante que o pé do botafoguense ficou virado para fora, o lateral foi direto para a ambulância onde foi levado ao hospital. Luciano não deve voltar a atuar em 2007 e será submetido a uma cirurgia.

Luciano saiu para a entrada de Alex e o Botafogo conseguiu o terceiro gol logo depois e foi mais um belo gol. Aos 12, Lúcio Flávio cruzou da esquerda e o artilheiro Dodô pegou um lindo chute de primeira, sem chances para Magrão. O gol tranqüilizou a partida, o Sport continuava preso a marcação e sem forças para reagir na partida. O Botafogo passou a administrar o resultado com calma e sem ser ameaçado pelos pernambucanos. Os pernambucanos ainda descontaram com Reginaldo, aos 41 minutos, mas o resultado terminou 3 a 1 para os cariocas.

O Botafogo subiu para o 7º lugar com 45 pontos e deu um basta na crise que rondava o clube, na próxima rodada, o Botafogo enfrenta o Juventude em Caxias do Sul. Já o Sport pode ver a zona vermelha se aproximar já que está com 43 pontos e na 10ª posição e na próxima rodada enfrenta o líder São Paulo em casa, jogo que poderá ser o do título para o clube paulista.

Palmeiras vence e pode terminar a rodada em 2°

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Por Saimon Nouh

Com o maior público no estádio do Palestra Itália neste Campeonato Brasileiro, o Palmeiras venceu o Paraná por 3x0 e agora assumiu a segunda colocação provisoriamente. O time do Palmeiras também venceu um time do estado paranaense pela primeira vez no Campeonato. Anteriormente foram duas derrotar para o Atlético Paranaense e uma derrota para o próprio Paraná. Empurrado por 23.739 pagantes, marca superior ao recorde de 23.550 pessoas registrado na vitória sobre o Flamengo por 2x1, no dia 19 de agosto, o Palmeiras não encontrou dificuldades para pular para a segunda colocação da tabela, agora com 54 pontos. Mas o clube paulista pode ser ultrapassado e voltar a deixar o G-4. No complemento da rodada Cruzeiro (53), Santos (52) e Grêmio (51) precisam vencer os seus jogos no domingo. Caso um deixe de vencer o Palmeiras segue entre os quatro. Já o Paraná, que foi a campo desfalcado de sete jogadores perdeu pela décima vez consecutiva como visitante. O time do Paraná está no 18º lugar e muito ameaçado de voltar à Série B. Para evitar o descenso, a comissão técnica do clube calcula que precisa vencer cinco dos seis jogos restantes para não depender de outros resultados. O técnico Saulo de Freitas tem um pepino para resolver.

Em busca da quarta vitória consecutiva em seus domínios, o Palmeiras iniciou bem o confronto, porém não conseguiu apresentar o mesmo forte ritmo que impôs nas últimas partidas. As melhores oportunidades da equipe alviverde no primeiro tempo foram armadas por Valdivia e Caio. Mas o primeiro gol do confronto saiu apenas aos 42min, quando Luiz Henrique chutou forte e o goleiro Gabriel espalmou. Na seqüência, Rodrigão completou de cabeça para as redes. Foi o segundo gol do atacante com a camisa do Palmeiras. Antes do gol palmeirense, o Paraná havia conseguido os lances mais perigosos da etapa. Na primeira boa descida, o volante Jumar foi lançado, partiu com velocidade e chutou da entrada da área, carimbando a trave de Diego Cavalieri. Depois foi a vez do camisa 12 salvar os donos da casa, quando defendeu dois chutes à queima-roupa de Josiel e Jumar respectivamente.

Muito mais solto na etapa complementar, o Palmeiras tomou conta da partida e ampliou a vantagem aos 20min do segundo tempo. Após um chutão para frente, a defesa do Paraná falhou, Valdivia ganhou a dividida com Márcio Careca e encheu o pé para fazer. O terceiro ocorreu logo em seguida. Depois de boa jogada de Leandro pela esquerda, o lateral deixou Rodrigão na cara do gol para fazer o seu segundo gol na partida. Com a vitória garantida o Palmeiras só tocou a bola até o fim do jogo.

Na próxima rodada do Brasileirão, o Palmeiras encara o Vasco fora de casa, em São Januário. Já o Paraná recebe o Internacional, em Curitiba. Os dois duelos acontecem no dia 28, próximo domingo.

PALMEIRAS
Diego Cavalieri; Paulo Sérgio, Gustavo, Dininho e Valmir (Leandro); Wendel, Makelele, Valdivia e Caio; Luiz Henrique (Deyvid) e Rodrigão (Luís)
Técnico: Caio Júnior

PARANÁ CLUBE
Gabriel, Leo Matos, Daniel Marques, Neguette e Marcio Careca; Goiano (Lima), Jumar, Batista e Robson (Renan); Jefferson (Giuliano) e Josiel
Técnico: Saulo de Freitas

Paulo Baier marca três vezes e ajuda o Goiás a respirar na tabela

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Por Gabriel Seixas


Contando com uma atuação destacada de Paulo Baier, o Goiás derrotou o Fluminense por 5 a 3, e momentaneamente, se distancia da zona de rebaixamento. O camisa 10 esmeraldino, que completou sua 150º partida pelo clube, marcou três dos cinco gols. André Leone e Júnior César (contra) completaram a goleada, enquanto o excelente zagueiro Thiago Silva, por duas vezes – ambos gols de pênalti – e o apoiador Cícero, descontaram para o Flu.

Classificação e próximos jogos

Com a vitória, o Goiás subiu três posições e agora é 13º, com 41 pontos. Já o Fluminense mantém temporariamente a 6ª colocação com 48, podendo ser ultrapassado pelo Flamengo, que soma 46 e joga amanhã, contra o Grêmio. Na próxima rodada, os esmeraldinos visitam o Santos, na Vila Belmiro, enquanto os tricolores recebem o Atlético-MG no Maraca.

Duelo tático

O técnico Márcio Araújo, que vem fazendo um trabalho pra lá de irregular no Goiás, montou um 3-4-1-2 para surpreender a zaga tricolor. Além de improvisar Fábio Bahia na lateral-esquerda, o técnico também lançou dois atacantes – o criticado Cristiano e o artilheiro Rinaldo -, e efetivou Paulo Baier como o único meia armador da equipe. Além de Rinaldo, o zagueiro Ernando e o volante Cléber Goiano também voltaram a equipe.

Já o Fluminense vinha para o duelo desfalcado de seu melhor jogador na temporada: Thiago Neves. O meia, que estava suspenso pelo terceiro cartão amarelo, foi substituído pelo apoiador Cícero. Quem também desfalcou o Flu foi o atacante Somália, que ficará de molho por pelo menos seis meses, devido a uma entorse no joelho na partida anterior, contra o São Paulo. Adriano Magrão entrou em seu lugar. Sem maiores pretensões no campeonato, o Fluminense entrou relaxado em campo, porém buscando atrapalhar ainda mais a caminhada de um dos seus rivais, o Flamengo, até a Libertadores da América.

Primeiro tempo morno, e virada no fim

As duas equipes iniciaram a partida em ritmo lento, principalmente o Flu. A primeira chance de perigo aconteceu aos 17 minutos, quando Paulo Baier levantou na área e o ex-palmeirense Cristiano desviou, de cabeça, na trave. O Fluminense só respondeu aos 29 minutos, quando Fabinho puxou contra-ataque e serviu Alex Dias, que ajeitou para Arouca chutar cruzado, pra fora.

Dez minutos depois, a torcida do Fluminense soltou o grito de gol da garganta. Adriano Magrão cruzou para Alex Dias na área, que de cabeça, ajeitou para Cícero completar para o gol, abrindo o placar para o Flu. Só que a festa durou pouco, já que Paulo Baier pegou rebote da zaga do Flu e chutou cruzado. Fernando Henrique fez a defesa, mas a bola tocou em Thiago Silva e morreu no fundo das redes: 1 a 1.

A virada esmeraldina ocorreu ainda no primeiro tempo. André Leone roubou a bola, puxou um contra-ataque rápido e lançou Cristiano. O atacante cruzou rasteiro, e o mesmo Leone dividiu a bola com Rinaldo, mandando para o gol. O árbitro Leonardo Gaciba, no intervalo da partida, confirmou que o gol foi mesmo dado para o zagueiro.

São Paulo Baier!

O segundo tempo foi ainda mais eletrizante. Logo aos dois minutos, Fabinho lançou Alex Dias na área, que chutou forte e Harlei defendeu a bola com os pés. O Goiás respondeu três minutos depois, quando Cristiano ameaçou um cruzamento e acabou encobrindo Fernando Henrique, que com a ponta dos dedos, espalmou para escanteio.

A partir daí, uma sucessão de pênaltis ocorreu em apenas dez minutos. Tudo começou quando, aos seis da segunda etapa, Arouca cruzou rasteiro e André Leone impediu a trajetória da bola, esticando o braço direito: pênalti. Thiago Silva cobrou com estilo no canto esquerdo, e empatou novamente a partida.

Porém, quatro minutos depois, Adriano Magrão agarrou André Leone na bola, e Gaciba não hesitou ao marcar novo penal. Paulo Baier cobrou com força no canto direito, deslocando Fernando Henrique: 3 a 2 Goiás.

O Goiás deixou escapar mais uma vez a chance de ter o controle da partida, quando aos 17, Paulo Henrique derrubou Luiz Alberto na área. Thiago Silva, no terceiro pênalti da partida, cobrou no canto direito e Harlei não alcançou, empatando novamente a “peleja”.

Após a sucessão de pênaltis, vieram um caminhão de alterações por ambas as partes. Márcio Araújo, pelo lado esmeraldino, lançou três atacantes (Wendell, Felipe e Fabiano Oliveira) nos lugares de Cristiano, Cléber Goiano e Rinaldo. Do outro lado, Renato Gaúcho não deixou por menos: Colocou o volante David e os atacantes Rodrigo Tiuí e Soares, nas vagas de Arouca, Adriano Magrão e Fabinho, respectivamente.

A insatisfação de ambos os técnicos fez com que as equipes se lançassem para o ataque. E nessa, quem acabou levando a melhor foi o Goiás: Wendell fez cruzamento na medida para Paulo Baier completar para o gol e desempatar a partida. No fim, ainda deu tempo para que Fábio Bahia puxasse contra-ataque e fizesse cruzamento da área. Júnior César desviou contra a própria meta e acabou fazendo contra, decretando 5 a 3 para os esmeraldinos, que respiram aliviados na competição.

Destaques da partida

No fim das contas, os donos da partida foram mesmo Paulo Baier, pelo Goiás, e Thiago Silva, pelo Fluminense. O primeiro, que além dos três gols, participava de todas as ações ofensivas da equipe. Aliás, caso o Goiás evite o rebaixamento, muito se deve a este ótimo meio-campo que, infelizmente, veio despontar um pouco tarde para o futebol. Já o segundo comprovou mesmo que é um dos melhores jogadores em atividade no Brasil. Sempre seguro na defesa e, de quebra, marcando dois gols – ainda que feitos através de cobranças de pênaltis.

Brasileirão pega fogo na reta final

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Por Leonardo Martins

O Brasileirão entra em sua reta final, faltando 7 rodadas para o final do campeonato, os times buscam o seu objetivo. Neste final de semana será disputada a 32ª rodada do Campeonato, vários bons jogos aguardam as torcidas em todo o Brasil.

20/10 – 18h10 – Palmeiras x Paraná

Jogo de extremos no Palestra. O Palmeiras está em 5º lugar mas pode, com uma combinação de resultados, terminar a rodada na vice-liderança, para isso precisa da vitória sobre o desesperado Paraná em casa. Já os paranistas, que vem de derrota para o Flamengo em casa, precisam da vitória, mesmo jogando fora, já que estão na zona de rebaixamento e precisam se recuperar. Palmeiras é favoritíssimo e deve confirmar com uma boa vitória.

20/10 – 18h10 – Goiás x Fluminense

O Goiás entra neste jogo necessitando e muito da vitória. O time goiano pode entrar na zona vermelha se tropeçar e o Corinthians ganhar do Náutico em Recife, para que isso não ocorra, o time precisa voltar a apresentar um bom futebol. Já o Fluminense continua sem pretensão nenhuma, já classificado para a Libertadores e sem chances de titulo, mas, mesmo assim, pretende terminar o campeonato em uma boa posição. O Fluminense é favorito por apresentar uma equipe melhor.

20/10 – 18h10 – Botafogo x Sport

O Botafogo e sua eterna crise entram mais uma vez em campo, agora contra os pernambucanos do Sport. O Botafogo é um time que está vivendo um inferno astral, são 6 derrotas seguidas e a ameaça do rebaixamento cada dia mais presente, portanto, uma vitória é de fundamental importância. O Sport também espera se distanciar da zona vermelha. O Sport é favorito por causa do inferno astral que vive o Botafogo.

21/10 – 16h – São Paulo x Cruzeiro

Sem dúvidas, o melhor jogo da rodada. Seria mais empolgante se a diferença entre as duas equipes fosse menor, mas é uma final antecipada do Campeonato. Se o tricolor vencer, já coloca a faixa de campeão e se os mineiros vencerem, alimenta mais a esperança remota de título. As duas equipes vem de uma caída significativa no campeonato, pior para o Cruzeiro, que viu os concorrentes diretos a vaga na Libertadores se aproximarem. Jogo sem favoritos no Morumbi.

21/10 – 16h – Náutico x Corinthians

Jogo muito interessante em Recife envolvendo equipes da parte debaixo da tabela. O desesperado Corinthians, na zona de rebaixamento, tem o confronto direto contra os pernambucanos para tentar sair da zona vermelha. O Náutico joga sem sua principal estrela, Acosta que foi expulso na última partida, mas vem em uma crescente no campeonato e espera se distanciar da zona vermelha. O Náutico é favorito mesmo sem Acosta por jogar em casa.

21/10 – 16h – Atlético-MG x Vasco

Mais um jogo interessante na rodada acontece em Belo Horizonte. O Galo deu uma boa melhorada, vencendo os últimos dois jogos, mas a sua situação ainda está perigosa, já que está a 2 pontos da zona vermelha e conta com a empolgação da torcida, que comparecerá em grande número, para se distanciar da zona de rebaixamento. O Vasco, que vem de derrota para o arqui-rival Flamengo, precisa de um bom resultado para, também, se distanciar da zona vermelha. Galo é favorito por vir em um momento melhor que o do Vasco e joga em casa.

21/10 – 17h – Atlético-PR x América

O Furacão parece estar com uma situação até tranqüila visto o jogo desta rodada, enfrenta o rebaixado América em casa, mas não pode tropeçar pois está a 4 pontos da zona de rebaixamento. O América já rebaixado matematicamente, espera honrar sua camisa nestes últimos jogos. Total favoritismo para o Furacão.

21/10 – 18h10 – Flamengo x Grêmio

Grande clássico brasileiro no Maracanã. O Flamengo precisa de uma vitória para alimentar o remoto sonho de ir para a Libertadores e enfrenta os Gaúchos, que estão na briga por ela e precisa continuar no G4. Sem dúvida teremos um ótimo jogo e com um pouco de favoritismo para o Flamengo.

21/10 – 18h10 – Figueirense x Santos

Outro bom jogo da rodada em Floripa. O Santos que tem o melhor aproveitamento no returno e vem em 3º na tabela do campeonato, espera continuar essa ascensão no campeonato e na zona da Libertadores com uma vitória. O Figueira espera se distanciar da zona vermelha com uma vitória. Santos é favorito neste jogo.

21/10 – 18h10 – Internacional x Juventude

Clássico gaúcho para fechar a rodada. O Inter precisa da vitória para se distanciar de uma vez por todas do fantasma do rebaixamento. O Juventude, se quiser continuar na Série A, é melhor começar a vencer, já que é o penúltimo colocado. Favoritismo para os colorados.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Flamengo vence clássico e almeja o G-4 da competição

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Por Gabriel Seixas


O que antes era um sonho, agora já é realidade. Nesta Quinta-Feira, o Flamengo disputou o seu último jogo a menos que tinha com as demais equipes: O clássico contra o Vasco. A equipe rubro-negra sofreu, ficou boa parte do primeiro tempo com 1 a menos, mas venceu o clássico por 2 a 1, com gols de Ibson e Toró – os destaques da partida. Andrade, de falta, descontou para os cruzmaltinos.

Com a vitória, o Flamengo ultrapassa o Vasco e agora é sétimo, com 46 pontos. O Vasco está a uma posição abaixo, com 43. O próximo desafio do rubro-negro para manter o embalo é contra o Grêmio, domingo, no Maracanã. Já o Vasco terá a dura de missão de encarar o Atlético-MG, no Mineirão.

O destaque inicial ficou por conta do esquema tático de ambas as equipes: Enquanto o Flamengo atuaav no 3-2-4-1, já que Léo Moura e Juan são muito mais meias do que laterais, o Vasco atuava no 3-4-2-1, que variava para 3-4-1-2 dependendo da posição do versátil Marcelinho.

O primeiro tempo foi pra lá de eletrizante, e bastante discutido. Começando pelo nevoeiro no gramado, que atrapalhava a visão de repórteres e telespectadores, causados pelos sinalizadores atirados pela arquibancada. Passado o susto, o Flamengo ganhou mais um: O volante Rômulo, aos 3 minutos, sentiu uma lesão no joelho e teve de ser substituído pelo argentino Hugo Colace (após o jogo, a lesão de Rômulo foi confirmada e o jogador está fora do restante do Brasileiro). Porém, o Mengão não se abateu, e logo aos sete minutos, Toró roubou a bola de Perdigão, avançou pela esquerda, e chutou de longe. O quique da bola enganou Sílvio Luiz, que deixou a bola passar e engoliu um peru logo no início da partida: 1 a 0 Flamengo.

No lance seguinte, o Flamengo teve boa chance de ampliar o marcador, mas Ibson chutou longe do gol de Sílvio. E o protagonista do primeiro gol, acabou sendo também um dos personagens no segundo: Só que do lado contrário. Toró cometeu falta em Marcelinho na entrada da área: Andrade cobrou forte, no canto de Bruno, que não alcançou: 1 a 1.

Além do gol, o Flamengo teve que lidar com outro problema: Colace, que havia entrado no lugar do lesionado Rômulo, entrou duro em Marcelinho e levou o vermelho. A situação poderia ter piorado, caso Leandro Amaral não tivesse perdido duas chances inacreditáveis, no mesmo lance. Na primeira, o atacante chutou em cima de Bruno; Na sobra, inacreditavelmente, Leandro mandou pra fora, perdendo a chance da virada.

Quem disse que o primeiro tempo terminou aí? Joel Santana, irritado com a postura rubro-negra em campo, colocou Renato Augusto na vaga de Maxi Biancucchi. A postura dos jogadores mudou em campo, e o Flamengo teve o controle da partida, quanto Leonardo Moura invadiu a área, e no momento do chute, teve sua perna tocada por Rubens Júnior: Pênalti. Na cobrança, Ibson bateu forte, no ângulo, recolocando o Flamengo em vantagem.

A partir daí, quem roubou a cena foi o atacante Marcelinho, do Vasco. No primeiro lance, o atacante chutou ao gol depois da marcação de impedimento, e como já tinha amarelo, acabou não recebendo o segundo. Porém, no lance seguinte, o mesmo Marcelinho acertou Toró em cheio e foi expulso, deixando o jogo em 10 a 10, se tratando de jogadores em campo.

Por incrível que pareça, este foi apenas o primeiro tempo. Na volta para o intervalo, Celso Roth mexeu pela primeira vez: Lançou o meia Rafael, contratado junto ao Olaria, na vaga do zagueiro Vilson, passando a equipe para o 4-2-2-2. A alteração foi ousada, e inteligente, já que Darío Conca, sentindo o desgaste físico, não conseguia dar conta de criar as jogadas ofensivas sozinho.

O jogo começou a ficar marcado pelas seguidas faltas, que resultaram em cartões para Andrade e Conca do Vasco, e Juan do Flamengo – que, agora, está de fora do confronto contra o Grêmio, no domingo. O jogo só mudou de cara quando Joel Santana queimou a sua última substituição. O folclórico Obina, que teve sua pena reduzida de 120 dias para 5 jogos – já cumpridos -, entrou no lugar de Toró, que fez uma partida taticamente perfeita.

Aos 32 minutos, Rafael levantou bola na área e Leandro Amaral cabeceou com força, exigindo ótima defesa de Bruno. No contra-ataque, Leonardo Moura arrancou e chutou cruzado, da entrada da área. Sílvio Luiz defendeu parcialmente, e Obina, meio desajeitado, mandou pra fora no rebote. O mesmo Obina, nos minutos finais do jogo, ainda acertou uma cabeçada na trave, mas o jogo ficou nisso: Flamengo 2 a 1 Vasco. Menções honrosas para Toró e Ibson, pelo lado do rubro-negro, e o meia Rafael, até então desconhecido, pela equipe cruzmaltina. Candidatos a “medalha de lata” na partida não faltam: Destaques para Colace, do Flamengo, Rubens Júnior, Marcelinho e Sílvio Luiz pelo Vasco.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Brasil retorna ao Maracanã e goleia o Equador

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Por Gabriel Seixas


Até que ponto o embalo dos torcedores na arquibancada pode contagiar ou favorecer uma determinada equipe dentro de campo? De fato, é uma sensação indescritível, ainda mais quando uma equipe não atua em um de seus palcos preferidos há sete anos. O reencontro entre seleção brasileira e Maracanã não poderia ter sido melhor: O Brasil goleou o Equador por 5 a 0, num placar construído no segundo tempo. Após um ensaio de vaias dos torcedores, irritados com a atuação da equipe quando o placar ainda estava em 1 a 0, os jogadores canarinhos trataram de “acordarem” em campo e fizeram quatro gols, contando com show do trio Kaká – Ronaldinho – Robinho.

Dunga decidiu manter a equipe que conquistou um empate insosso contra a Colômbia, em 0 a 0. Dessa vez, a idéia era explorar um pouco mais o atacante Vágner Love, que fez uma péssima partida contra os colombianos, e estava engasgado na garganta dos torcedores. Os alas também despontaram como uma boa alternativa para chegar ao gol equatoriano, principalmente pelo lado direito, com Maicon.

Do outro lado, Luis Suárez apostava num ferrolho montado no meio-campo para neutralizar as ações ofensivas da seleção. Urrutia e Segundo Castillo pareciam se entender bem na cabeça-de-área, que também contava com o auxílio de David Quiroz. Sem o destaque Luis Valencia, que atua no Wigan, Walter Ayoví foi o encarregado de auxiliar Edison Méndez na armação de jogadas – que por sinal, foram pouquíssimas até o término do jogo. Benítez foi o único centroavante da equipe, desbancando até mesmo o badalado Carlos Tenório.

O Brasil voltava a repetir os mesmos erros da partida contra a Colômbia. Vários passes errados, buracos deixados pelos lados do campo, e a inoperância dos craques Kaká e Ronaldinho. O Equador, por sua vez, pouco chegava a meta defendida por Júlio César. Nesse vai-e-vem, Robinho teve a primeira oportunidade clara de gol, quando chutou forte rente a trave de Viteri. O goleiro voltou a levar um susto, quando se chocou com Espinoza e acabou deixando a bola livre para Vágner Love, que acertou a trave. E, quando a torcida brasileira já ensaiava uma vaia a equipe, eis que o gol é marcado. E que gol! Robinho lançou Maicon, que arrancou pela ponta direita, deu um “drible da vaca” em Espinoza e cruzou para o desajeitado Vágner Love desencantar, fazendo 1 a 0 Brasil.

Porém, o que chamou a atenção na partida foi a conduta do uruguaio Jorge Larrionda: Kaká foi segurado na área por Hurtado, teve sua camisa puxada pelo equatoriano, mas o juiz nada marcou. Alguns minutos depois, Gilberto tocou com a mão na bola no seu campo de defesa, e o árbitro, novamente, mandou seguir. E o primeiro tempo terminou assim, com reclamação de ambas as partes.

Na volta para o intervalo, Luis Suárez foi ousado: Colocou o atacante Carlos Tenório na vaga do inócuo David Quiroz. O Equador melhorou na partida, e Espinoza cobrou uma falta perigosíssima, que passou rente ao gol de Júlio César. Insatisfeita com a exibição da seleção “canarinho”, a torcida ensaiou nova vaia a seleção. O estopim foi o novo gol perdido por Vágner Love, que fez os torcedores ensaiarem o coro de “Obina, Obina, Obina!”. A seleção logo respondeu, e com estilo: Kaká arriscou o chute de fora da área, mas a bola saiu fraca, sem direção. Porém, Ronaldinho desviou a bola com o pé de direito, e a trajetória da bola enganou Viteri: 2 a 0. Quatro minutos depois, Kaká recebeu na entrada da área e mandou no ângulo do goleiro equatoriano, marcando um golaço.

Com a vitória praticamente decretada, o coro dos torcedores no estádio virou festa, assim como a partida. O lance mais bonito do jogo ocorreu no quarto gol: Ronaldinho virou o jogo da ponta direita para a ponta esquerda. Após um leve desvio de Juan, a bola chegou até Robinho. O ex-santista dominou a bola, pedalou pra cima de De La Cruz e arrancou com a bola dominada. Ainda pelo flanco esquerdo, ele entortou o lateral equatoriano com um belo drible de letra, e uma puxeta desconcertante. O drible apelidado de “vai pra lá que eu vou pra cá” (batizado pelo próprio Robinho) encontrou os pés de Elano, que girou o corpo e bateu forte de pé esquerdo, fazendo 4 a 0. Ainda deu tempo para que Kaká, novamente de fora da área, arriscasse um chute despretensioso. A bola, que veio de mansinho para Viteri, acabou sendo traiçoeira e enganou o goleiro, que de quebra, levou um “peru” homérico pra casa. 5 a 0 e fim de baile!