quinta-feira, 8 de maio de 2008

São Paulo vence e segue na Libertadores

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Por Leonardo Martins


Na noite desta quarta-feira, no Morumbi, São Paulo e Nacional do Uruguai realizaram a partida de volta das oitavas-de-final da Libertadores. O tricolor paulista fez o que precisava para seguir adiante na competição, venceu por 2 a 0.

Sem Jorge Wagner, machucado, o São Paulo sofreu durante o primeiro tempo com a falta de criatividade no meio-campo. O Tricolor começou o jogo disposto a sair com a vitória, e procurou o gol desde o início, já que o empate sem gols levaria a partida para a disputa de pênaltis. O problema é que o time estava sentindo dificuldade na armação de jogadas. Ainda assim, na marca dos 17 minutos, a torcida soltou um grito de gol. Éder Luís bateu cruzado da grande área e Miranda deu um carrinho para empurrar a bola para a rede. Mas o juiz viu impedimento no lance e anulou a jogada. O primeiro lance realmente perigoso aconteceu somente aos 33 minutos, com uma cabeçada de Adriano. O goleiro Vieira foi obrigado a se esticar todinho para garantir a defesa. Aos 37, o Imperador acertou a pontaria. Éder Luís lançou a bola na área e Adriano, oportunista, aproveitou a falha na zaga rival e, da pequena área, chutou de perna esquerda para abrir o placar no Morumbi. Aos 40, Rogério Ceni quase ampliou a vantagem após cobrança de falta.

Logo no início do segundo tempo, o lateral Caballero fez outra falta dura e, como tinha amarelo, foi expulso. A torcida tricolor ficou na expectativa de ver o time melhorar em campo. Apesar de ainda ter dificuldades na criação, a vantagem de ter um homem a mais fez com que o São Paulo chegasse mais à área adversária. O Nacional apostava nos contra-ataques e assustou Rogério Ceni aos 11 minutos, em um chute cruzado de Bertolo. Aos 13, a resposta tricolor: Richarlyson arrisca pela esquerda e obriga o goleiro Viera a fazer grande defesa.Na tentativa de aproveitar os espaços e o fato de o adversário tem apenas dez homens em campo, o técnico Muricy Ramalho tirou Éder Luis e colocou Dagoberto para formar um trio de frente com Borges e Adriano. O camisa 11 passou a ser o encarregado de criar as chances para os dois atacantes de área. Adriano ainda ajudava, saindo mais da área para buscar a bola do que costuma fazer. Aos 23 minutos, Hugo perdeu um gol incrível. Sozinho, de cara para o gol, o meia jogou a bola para fora, à esquerda do gol de Vieira Vendo que o São Paulo tinha dificuldades de marcar o segundo, e sabendo que um gol do Nacional dava a vaga aos uruguaios, Muricy fechou a equipe ao tirar Borges e colocar Fábio Santos. Só não esperava que Dagoberto fizesse um golaço. O atacante invadiu a área pela direita, com velocidade, e chutou cruzado, sem chances para Viera. Foi o primeiro dele na temporada. Emocionado, ele comemorou com os companheiros.

O São Paulo fará o clássico brasileiro pelas quartas-de-final contra o Fluminense. O primeiro jogo será no mesmo Morumbi, na próxima semana.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cruzeiro luta, mas é eliminado da Libertadores

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Por Leonardo Martins


Foi um show da torcida azul no Mineirão, foram 61 mil presentes agora a noite para o jogo de volta das oitavas-de-final da Libertadores entre Cruzeiro e Boca Juniors da Argentina. Porém, os argentinos não sentiram a pressão e ganharam novamente por 2 a 1, classificando para as quartas-de-final da competição.

Precisando da vitória, a equipe celeste partiu para cima dos argentinos, principalmente pela esquerda com o trio Marquinhos Paraná, Ramires e Wagner, mas a marcação do Boca era mais eficiente e não deixaram os brasileiros criarem chances. O Cruzeiro só chegou aos 20 minutos na cabeçada de Marcelo Moreno que Caranta defendeu. Os mineiros insistiam em cruzamentos para a área, em dois deles, assustou o goleiro argentino. Thiago Heleno e Guilherme desperdiçaram as chances. O Boca só chegou ao gol de Fábio aos 34 minutos, Rodrigo Palácio ganhou na corrida de Jonathan e chutou longe do gol. mas aos 37 minutos, o atacante, do mesmo jeito que o lance anterior, driblou Espinoza e chutou no ângulo de Fábio, abrindo o placar no Mineirão. Restava a Raposa virar o jogo para levar a decisão aos pênaltis, mas a equipe brasileira sentiu o gol e o Boca logo aproveitou para praticamente garantir a classificação ao fazer o segundo gol. Aos 44 minutos, após boa troca de passes entre Riquelme e Monzon, o lateral cruzou para o artilheiro Palermo fazer, de cabeça, o segundo gol argentino. Agora, os mandantes tinham que fazer 4 gols para se classificar, ou seja, a missão era praticamente impossível.

Mas empurrado pela torcida, o Cruzeiro achou que era possível a virada e começou o 2º tempo imprimindo um bom ritmo no campo de jogo, criando chances de marcar, mas a cada momento que passava, a equipe azul ficava mais nervosa. Uma pontinha de esperança pintou quando Wagner fez um golaço, pegando de voleio um rebote da defesa Argentina, aos 11 minutos.

Faltava 3 gols em 34 minutos para a classificação improvável vir e o Cruzeiro na base da luta continuou tentando os gols, mas o dia era mesmo da equipe de Buenos Aires. Os brasileiros tiveram ótimas chances para marcar o gol, mas os atacantes falharam. Na melhor oportunidade azul, Marcelo Moreno acertou a trave de Caranta, era a última chance para virada. O Boca só administrou a vantagem e ainda contou com a expulsão de Ramires para garantir a vaga à próxima fase da Libertadores. Ao final do jogo, a enorme torcida azul que compareceu ao estádio aplaudiu o time reconhecendo a luta da equipe em campo.

Agora o Boca pega o Atlas do México na próxima fase da Libertadores. já o Cruzeiro, agora só pensa no Brasileirão, onde tem estréia para este sábado, enfrentando o Vitória em Salvador.

Tricolor vence e é o 1º classificado na Libertadores

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Por Leonardo Martins


Na noite desta terça, no Maracanã, o Fluminense abriu os jogos de volta das oitavas-de-final da Libertadores ao enfrentar o Atlético Nacional da Colômbia. O tricolor só administrou o resultado obtido em terras colombianas e ganhou por 1 a 0, avançando pela primeira vez em sua história as quartas-de-final da competição.

O Flu entrou em campo com a volta de Dodô no time titular após 2 meses parado por contusão no rosto e administrando a vantagem conseguida no 1º jogo, com muita calma e não atacando muito. Os colombianos tinham vontade, mas faltava pontaria e não assustava o gol de Fernando Henrique.

O tricolor mesmo não atacando muito, criou chances. Dodô aos 7 e Washington aos 20, criaram as primeiras chances de gol da partida, mas os atacantes erraram. A lentidão do time brasileiro no gramado deixava a torcida irritada, surgindo as primeiras vaias. Enquanto isso, os colombianos começaram a se animar e a ir a frente. Aos 35 minutos, a 1ª grande chance colombiana. Arzue chutou em cima de Luiz Alberto e a bola sobrou para Muñoz chutar e Fernando Henrique fazer ótima defesa. O camisa 1 tricolor voltou a trabalhar quando o mesmo Muñoz fez fila e tocou na saída do goleiro que salvou com os pés. Cícero ainda teve chance de marcar mas o jogador não alcançou o cruzamento de Thiago Neves. O primeiro tempo terminou com muita vaia da torcida.

O 2º tempo começou e com ele a mesma lentidão apresentada pelo tricolor carioca. Mas contou com o iluminado Roger – que fazia seu 100º jogo com a camisa do Flu - para abrir o placar. Aos 7 minutos, ele escorou, livre de marcação, o cruzamento de Thiago Neves para abrir o placar, diminuindo por alguns minutos a vaia da torcida. Ao Atlético Nacional restava virar o jogo para levar a decisão por pênaltis, mas a pontaria e a falta de talento o atrapalharam.

As vaias voltaram quando Thiago Neves foi substituído por Maurício, o fato irritou o técnico da equipe carioca que fez gestos reclamando com a torcida. Outro que foi vaiado, desta vez em menos intensidade, foi Washington que deu lugar a Tartá. Os colombianos quase empataram novamente com Muñoz, mas Fernando Henrique estava atento e fez a defesa. O Fluminense respondeu logo em seguida e quase ampliou. Conca chutou e o goleiro colombiano, por pouco, não aceita o gol, a bola saiu ao lado. O Tricolor não fez uma boa partida, mas a vaga as quartas veio.

O clube espera o vencedor do duelo entre São Paulo e Nacional do Uruguai, que se enfrentam hoje (detalhes no Esporte é Vida amanhã), para conhecer seu adversário na próxima fase da Libertadores.

Outras partidas de ontem pela Libertadores

Estudiantes-ARG 2x1 LDU-EQU – LDU classificada

Atlas-MEX 2x2 – Lanús-ARG – Atlas classificado

Cuca Hermana Legal

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Por Matheus Mandy


Com dois gols de cabeça do argentino Herrera, Corinthians derrota Azulão

Jogando no estádio do Morumbi, pela abertura das quartas de final da Copa do Brasil, o Corithians recebeu o São Caetano com o apoio de mais de quarenta mil torcedores. Com dois gols de cabeça marcados pelo argentino Herrera, o time da capital derrotou o São Caetano por dois a um, o gol azulino foi marcado por Luan.

O jogo começou quente e com muitas faltas violantas, principalmente por parte do São Caetano. A primeira boa chance de gol foi do Corinthians. Após bola alçada na área a zaga falhou e Chicão por pouco não abriu o placar. O São Caetano, tentava surpreende nos contra-ataques e em um deles, a bola foi lançada para Rafinha. O jogador dominou e chutou a bola para fora, passando perto do gol de Felipe.

O Corinthians era ameaçada sempre pela direita, mas o time foi beneficiado com a expulsão de Wilton Goiano, lateral direito do adversário ainda no primeiro tempo. A partir daí, a equipe se comportou melhor na parte ofensiva e Herrera lançou para Dentinho chutar em cima de Luiz. Herrera ainda perdeu boa chance ao cabecear torto no final do primeiro tempo.

No início do segundo tempo, o Corinthians voltou com alterações. Uma delas foi a entrada de Acosta. Em seu primeiro lance, o uruguaio aproveitou cruzamento da direita e tocou de cabeça, Luiz defendeu e a bola ainda tocou na trave. Na nova cobrança, Lulinha escorou, mas a bola saiu pela direita.

De tanto tentar jogadas aéreas, o Corinthians conseguiu o seu gol. Lulinha cruzou bola de direita e o argentino Herrera aproveitou falha de Luiz, para de cabeça abrir o placar para o alvinegro.

O Corinthians ainda desperdiçava grandes chances de ampliar. Em uma delas, Chicão, William e Lulinha chutaram em confusão na área, nos chutes de Chicão e Lulinha, o goleiro Luiz fez duas defesas milagrosas, já William sem goleiro, isolou a bola.

Aos trinta e oito do minutos do segundo tempo, após chutão de Neto Gaúcho, Luan ganhou na corrida de William e chutou cruzado sem chances para Felipe, um a um no placar.

Quando todos esperavam o empate, novamente apareceu a bola aérea. Dentinho cruzou da esquerda, o goleiro Luiz ameaçou sair e ficou parado, Herrera penetrou-se na zaga e testou com firmeza para as redes do São Caetano, dois a um para o Corinthians.

A partir daí, o Timão ficou se segurando e garantiu a vitória. No entanto o gol marcado fora de casa animou os jogadores do São Caetano.


Os times voltam a se enfrentar na próxima terça-feira pelo jogo de volta da Copa do Brasil, em Ribeirão Preto, mas, antes o Corinthians receberá o CRB e o São Caetano a Ponte Preta pela abertura da Série B.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cruzeiro ganha o caneco em Minas

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Por Leonardo Martins


Muitos encaravam o 2º jogo da Final do Campeonato Mineiro como uma festa azul, devido ao placar feito pelo Cruzeiro no 1º jogo. A festa só ficou por conta da torcida cruzeirense, que foi ao Mineirão em quase sua totalidade. Aos poucos atleticanos que compareceram ao estádio na tarde deste domingo, restavam um pouco de esperança na improvável vitória por 6 gols de diferença sobre o rival, que lhe daria o bicampeonato. Mas o Cruzeiro ganhou mais uma vez do rival, desta vez por 1 a 0, e levantou a taça de Campeão Estadual pela 34ª vez.

O Cruzeiro, sabendo da ótima vantagem conquistada no 1º jogo, entrou com um time misto, poupando para a partida de 4ª feira contra o Boca pela Libertadores. Enquanto o Atlético se lançava ao ataque, acreditando no que era quase impossível, fazer 6 gols no rival. Por isso tivemos um jogo franco e cheio de oportunidades no 1º tempo. O Galo chegou logo no primeiro minuto de jogo com Gérson. 4 minutos mais tarde, Marcelo Moreno respondeu para a raposa em um chute por cima do gol. As duas equipes alternaram chances de gols. O Galo chegou com Danilinho e Eduardo, que assustaram o gol de Fábio. A Raposa chegou em uma chance incrível. O goleiro Juninho falhou em um cruzamento de Wagner, mas o atacante Marcinho chegou atrasado na bola e ela passou.

O título estava longe dos atleticanos, mas o Galo queria terminar o campeonato de forma honrosa. Por isto, o Galo voltou querendo a vitória na 2ª etapa. O Lateral Coelho tentou 2 vezes, sem sucesso. O próprio Coelho saiu minutos mais tarde por contusão, assim como Jadilson, da Raposa. A vitória atleticana começaria a se complicar quando Renan, que havia entrado na 2ª etapa, se desentendeu com o árbitro e foi expulso. A partir daí, quem ficou mais próximo da vitória foram os azuis. Tanto que o técnico celeste tirou o volante Fabrício para a entrada de Guilherme e logo deu resultado. Aos 30 minutos, Wagner cruzou da esquerda para a entrada do artilheiro Marcelo Moreno fazer o gol que explodiu o Mineirão.

Cenas lamentáveis ocorreram a partir daí, aos 38. Danilinho revidou uma provocação de Charles com um tapa na cara e foi expulso. O fato gerou um princípio de confusão generalizada, foram 5 minutos com o jogo parado. Depois da confusão, o volante cruzeirense também foi expulso. Porém, este fato não diminuiu a festa azul no Mineirão e após o jogo, o Cruzeiro comemorou e muito este título.

Passado o Campeonato Estadual, os dois finalistas voltam a campo neste meio de semana e no Mineirão. Os celestes enfrentam o Boca da Argentina, precisando vencer para continuar na Copa Libertadores. E os alvinegros fazem o jogo de ida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Botafogo.

sábado, 3 de maio de 2008

Santos abre ótima vantagem no 1º jogo das oitavas

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Por Leonardo Martins


No jogo que fechou os jogos de ida das oitavas-de-final da Libertadores, o Santos voltou a receber os colombianos do Cucuta. Assim como na fase anterior, os brasileiros venceram os colombianos, desta vez, por 2 a 0 e abriu ótima vantagem rumo as quartas de final.

Ao contrário do que aconteceu no último jogo contra o Cúcuta, o Santos buscou o jogo pelas laterais, tentando abrir o bloqueio colombiano. O time estrangeiro joga com duas linhas de quatro jogadores marcando implacavelmente pelo meio. O jeito então era abrir o jogo. Por incrível que pareça, quem fez as melhores jogadas pela ala foi o zagueiro Betão, jogando improvisado na direita. Kléber, que costuma acertar cruzamentos perfeitos pela esquerda, preferiu jogar pelo meio, armando jogadas. No início, o Peixe conseguiu abrir espaços e a cruzar bolas na área. Mas a zaga do Cúcuta limpava a área. A pressão alvinegra, porém, era tão intensa que os colombianos não resistiram. Aos 18 minutos, Betão cruzou da direita. Kléber Pereira não alcançou, mas Lima estava bem posicionado e empurrou para a rede. O estreante prometeu mostrar seu cartão de visitas e cumpriu. Após abrir o placar, o time santista continuou em cima, dominando a posse de bola e tentando criar jogadas. No entanto, a partir dos 25 minutos diminuiu o ritmo. A não ser por um chute de Lima, de direita, que passou perto da trave esquerda, o Peixe não criou nenhuma outra chance. O Cúcuta, por sua vez, chegou pouco. Sempre em jogadas armadas pelo habilidoso Torres. No entanto, a zaga santista esteve atenta, sobretudo na marcação do argentino Urbano, que foi bem vigiado por Marcelo.

O Santos começou o segundo tempo dominando, mas aos oito minutos um grupo de torcedores santistas abusou da fumaça provocada por sinalizadores e parou o jogo por cinco minutos. A fumaça era tanta que ficou impossível enxergar o campo. A paralisação esfriou o time santista, que passou a ser ameaçado. Aos 18, Amarilla avançou pelo meio e deu um toque para tentar encobrir Fábio Costa. O goleiro se esticou todo para fazer uma grande defesa.Quando os colombianos apertavam, veio a canhota certeira de Molina dar um pouco mais de tranqüilidade ao Peixe. O meia cobrou falta pela direita direto para o gol. Mas essa tranqüilidade durou pouco tempo. Aos 29, Wesley chutou a bola em cima de um adversário, com a jogada parada, e acabou levando um vermelho infantil. Com um a menos, o Santos passou a ser ainda mais pressionado. O Cúcuta dominava a posse de bola, tentava ora pelo meio, ora pela esquerda, em investidas de Pajoy. Acuado, o Peixe tentava achar espaço para um contra-ataque, mas faltava acertar o passe. O time colombiano, por sua vez, dava à partida um ritmo mais forte, virava a bola, mas encontrava alguma dificuldade para passar pelos defensores santistas. À medida que o tempo foi passando, o Cúcuta partia para o desespero e errava passes, deixando a zaga alvinegra mais sossegada.

O resultado deixou os santistas perto das quartas-de-final da competição. O Peixe poderá até perder por um gol de diferença na partida de volta em terras colombianas.

Outros resultados da Libertadores

Lanús-ARG 0x1 Atlas-MEX
LDU-EQU 2x0 Estudiantes-ARG
San Lorenzo-ARG 2x1 River Plate-ARG
Atlético Nacional-COL 1x2 Fluminense-BRA
Nacional-URU 0x0 São Paulo-BRA

As partidas de Volta acontecerão na próxima semana e todos os detalhes dos jogos dos brasileiros estarão aqui no Esporte é Vida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Fla vence no México e praticamente garante a vaga

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Por Leonardo Martins


Na seqüência das oitavas de final da Libertadores, o Flamengo foi ao Estádio Azteca, na Cidade do México, enfrentar o América. Os brasileiros fizeram uma ótima partida e ganharam por 4 a 2, praticamente garantindo a vaga as quartas-de-final da competição.

Com duas alterações em relação ao time que iniciou o jogo contra o Botafogo no último domingo - Luizinho no lugar de Leo Moura, e Jaílton na vaga de Toró -, o Flamengo não se intimidou por estar na casa do adversário e buscou o ataque. Logo aos dois minutos, a equipe carioca teve excelente chance de abrir o placar. Após escanteio cobrado por Luizinho, Marcinho cabeceou da risca da pequena área e mandou a bola por cima do gol. Mesmo sem Leo Moura, poupado, o Fla manteve a força pelas laterais. Luizinho avançou bastante ao ataque na primeira metade da etapa inicial, assim como Juan pela esquerda. Aos 20 minutos, a equipe perdeu nova chance. Luizinho cobrou escanteio da esquerda, Souza desviou de cabeça, e a bola sobrou para Kléberson, sem marcação. O meia chutou forte, e a bola explodiu em Cervantes, que salvou.

O goleiro do Flamengo somente foi exigido aos 21. Com o time mexicano com dificuldades para superar o bloqueio rubro-negro na entrada da área, Villa arriscou um chute de longe, e Bruno defendeu com firmeza. Após dar um susto na torcida ao ser atendido em campo reclamando de dores na coxa direita, o goleiro Bruno voltou a ser exigido aos 36, em novo chute de fora da área, desta vez de Cervantes.Se perdeu uma chance com dois minutos de jogo, Marcinho não desperdiçou outra a dois do encerramento do tempo regulamentar. Aos 43, Bruno fez um lançamento longo, Rodriguez não conseguiu cortar, e o atacante rubro-negro dominou, driblou Sebá Dominguez e chutou. Um pouco adiantado, Ochoa não conseguiu defender. Mas a festa rubro-negra no Azteca durou apenas dois minutos. Após cobrança de escanteio, Mosqueda aplicou um belo drible em Luizinho e cruzou. Cervantes se antecipou a Fábio Luciano e desviou de cabeça, colocando a bola no canto esquerdo, longe do alcance de Bruno.

Para a segunda etapa, Joel fez duas alterações na equipe rubro-negra, colocando Leo Moura no lugar de Juan (Luizinho passou a jogar deslocado pela esquerda) e Obina na vaga de Souza. Consciente de que o empate em casa era um resultado que não interessava, o América iniciou a etapa final com mais disposição e assustou Bruno nos dois primeiros minutos com chutes de fora da área. Mas o Fla respondeu no terceiro minuto. Obina recebeu na entrada da área, e a bola sobrou para Ibson, que chutou para Ochoa espalmar para córner.Mesmo improvisado, Luizinho não deixou de avançar e criou excelente chance pela esquerda, aos 12. O lateral superou a marcação e cruzou. Obina completou forte e, Ochoa defendeu com dificuldade. Dois minutos depois, do outro lado, Bruno falhou ao sair do gol depois de escanteio. Cervantes cabeceou para baixo, e Leo Moura salvou em cima da linha. O jogo ficou aberto, com as duas equipes procurando o gol de desempate. Se teve sorte de estar no lugar certo para evitar o segundo gol mexicano, Leo Moura deu azar aos 18. O lateral arrancou pelo meio driblando e ficou cara a cara com o goleiro. O rubro-negro teve tempo de olhar e colocar. Venceu o arqueiro, mas parou na trave esquerda. As chances rubro-negras se sucederam. Aos 19, Leo Moura cruzou forte, Obina se esticou, mas não alcançou. No minuto posterior, o atacante recebeu um presente de Cervantes na entrada da área, mas chutou mal. O que estava desenhado se concretizou aos 24. Kléberson acionou Obina pela direita, que lançou Marcinho. O atacante chutou cruzado e desempatou. Mas para a tristeza dos rubro-negros, o que ocorreu na primeira etapa se repetiu no período final: o América empatou dois minutos depois. Cabañas recuperou uma bola quase perdida na linha de fundo e cruzou. A zaga do Fla ficou indecisa, e Mosqueda completou na pequena área, empatando.

Diante da facilidade encontrada pelos brasileiros em superar a defesa do time mexicano, Joel decidiu trocar o volante Cristian pelo atacante Diego Tardelli aos 35. A estrela do treinador mais uma vez brilhou, como ocorreu no domingo. Aos 42, Obina chutou da entrada da área e acertou a trave esquerda. A bola sobrou para Leo Moura, que cruzou para Diego Tardelli completar para o gol vazio. Um dos destaques da partida, o lateral teve o privilégio de fechar o marcador ao 46. Com muito fôlego, Leo Moura avançou pela direita, tabelou com Ibson e encobriu o goleiro. 4 a 2. Para alívio de Joel Santana, que respirou fundo no banco de reservas após o último gol do time em seu penúltimo jogo no comando do time carioca. Alívio por saber que deixou a classificação para as quartas bem encaminhada para o seu sucessor. Isso se não conseguir convencer os sul-africanos e ficar no Fla até o fim da Libertadores.

Com essa goleada, o Flamengo poderá até perder por 2 a 0 ou 3 a 1 na partida de volta no Rio, quarta-feira que vem, que passará as quartas-de-final da Libertadores.