segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Santos complica situação do Fluminense no Brasileirão

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Por Gabriel Seixas

A situação do Fluminense na tabela não permitia que a equipe fosse à Vila Belmiro jogar apenas por um empate contra o Santos. Mas a falta de atitude, e porque não de técnica, impediu o Flu de jogar, principalmente no primeiro tempo – até porque no segundo o tricolor teve total domínio da partida. O Santos foi mais objetivo, e mesmo sem finalizar tantas vezes, conseguiu marcar com o garoto André, que teve a dura missão de substituir Kleber Pereira – e conseguiu -, e Ganso, um dos principais articuladores dessa equipe. O Peixe mantém vivo o sonho da Libertadores, enquanto apenas um milagre tira o Fluminense da segundona. O tricolor precisa conquistar 85% dos pontos que disputar até o fim do campeonato – sendo que tem 24,2% de aproveitamento no campeonato.

Fred e Kleber Pereira? Fica pra próxima...

O confronto poderia marcar, porque não, o duelo de um dos dois melhores centroavantes do futebol brasileiro. Mas não aconteceu. Kleber Pereira, expulso no jogo anterior contra o Internacional, e Fred, entregue ao departamento médico, não puderam jogar. Aliás, no caso do time de Fred, eram dez desfalques, somando os jogadores que estão no departamento médico, e aqueles que treinam separadamente. Os times apresentaram novidades, como o zagueiro Gum atuando pelo Fluminense, e o volante Emerson, ex-seleção brasileira pelo Peixe. Mas a maior delas veio das categorias de base: Sem Kleber Pereira, Luxemburgo decidiu escalar o jovem André, de 18 anos no ataque santista. E funcionou. O garoto deu trabalho, e ainda abriu caminho pra vitória do Santos.

Prazer, meu nome é André

O jogo começou com promessa de ser muito agitado do início ao fim. Em quatro minutos, foram três chances de gol. Logo no minuto inicial, Mádson cruzou para o garoto André, que dentro da área, tocou de primeira por cima do gol de Rafael. A reação do Flu veio dois minutos depois, quando Conca cobrou falta da direita, e Luiz Alberto, sem marcação, escorou para o lado ao invés de chutar em direção ao gol. Um time que precisa sair da zona de rebaixamento a qualquer custo não poderia perder gols assim.

Aos 4 minutos, outra jogada de bola parada, dessa vez do Santos. Domingos cabeceou falta cobrada da direita e exigiu linda defesa de Rafael. Aliás, o goleiro do Flu vêm demonstrando segurança desde o afastamento de Fernando Henrique.

Mas logo os dois times comprovaram suas situações na tabela e quebraram o ritmo do jogo. Foram poucas chances criadas desde aí. Diguinho, aos 38 minutos tentou um chute de longa distância, mas pegou fraco. O troco do Santos veio com Léo, que invadiu pelo flanco esquerdo, e cortou para o pé direito, mas também chutou fraco – não é o bom dele.

Então, aos 44 minutos, um castigo para a torcida tricolor, que começava a ter um pesadelo com as faltas cobradas por George Lucas. O lateral santista cobrou falta na cabeça de André, que testou pro fundo das redes de Rafael. Detalhe: A falta foi marcada por causa de excesso de reclamação do zagueiro Luiz Alberto com o árbitro Evandro Roman, que provocou tiro livre indireto. Os tricolores ainda reclamam de um possível puxão de camisa de André em Ruy na área, que resultou no gol. Polêmicas à parte, o Santos vai para o intervalo na frente.

Tricolor esboça reação, mas vacila e entrega o jogo

Na volta para o segundo tempo, quem veio mudado foi o Santos. O volante Emerson pediu pra sair, e deu lugar ao jovem Alan, outra aposta de Luxemburgo.

O ímpeto do Fluminense foi outro, e o time passou a ter o domínio da partida. Aos 11 minutos, Conca cobrou falta da direita e Gum cabeceou, no segundo pau, em direção a Kieza. O atacante se esticou, mas não alcançou a bola.

Então, Renato Gaúcho decidiu colocar o time pra frente. Ele sacou Diogo e colocou o meia Raphael Augusto, para dar mais qualidade ofensiva ao Flu. Deu certo. Aos 19 minutos, Raphael Augusto roubou bola e tocou para Kieza, livre na área. Ele deu um drible desconcertante em Domingos e, de frente para o gol, bateu pra fora. Foi a melhor oportunidade do jogo para um possível empate.

O castigo veio aos 28 minutos. George Lucas, sempre ele, cobrou falta pela esquerda e Ganso, livre, cabeceou no canto do goleiro Rafael. A vitória parecia definida a favor do time santista.

O Fluminense não tinha capacidade técnica e nem tranqüilidade para buscar o resultado. Renato Gaúcho tentou lançar o meia Marquinho e o atacante Maicon, indo para o tudo ou nada, mas não funcionou. A vitória era alvinegra, fazendo com que o time praiano ficasse a apenas 5 pontos da zona da Libertadores. O Fluminense está a oito pontos do 16º lugar, que evitaria o rebaixamento tricolor. Em 16 rodadas, é possível reverter. Mas, na situação em que está, e pelo histórico do Campeonato em pontos corridos – que, nessa altura do campeonato, aponta o lanterna como um dos quatro rebaixados no final -, é praticamente irreversível.

domingo, 30 de agosto de 2009

Vitória arranca empate no fim

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Por Leonardo Martins


Em mais um jogo da 22ª rodada do Campeonato Brasileiro, Vitória e Cruzeiro se enfrentaram em Salvador. Em um bom jogo, os azuis abriram 3 a 1, mas cederam o empate no final aos baianos por 3 a 3.

As duas equipes iniciaram o jogo com desfalques. Os baianos não tiveram a dupla emprestada pelo Cruzeiro, Apodi e Leandro Domingues, que não pode jogar por força de contrato. Já pelo lado azul, não jogaram Kleber, Fábio, Marquinhos Paraná e Wellington Paulista. Guerrón, que iniciou contra o Botafogo, foi para o banco dando lugar a Soares. Para o lugar de Paraná no meio, colocou-se o zagueiro Gil e mudou o esquema de jogo para o 3-5-2.

O Vitória foi surpreendido logo na 1ª jogada de ataque. Aos 3, Jancarlos invadiu a área e chutou para a defesa de Viáfra que deu rebote bem aproveitado por Gilberto. 1 a 0 Cruzeiro.

Era tudo que o Cruzeiro queria, explorar a velocidade de seus atacantes, mas isto não aconteceu na 1ª etapa, pois a equipe rubro-negra imprimiu um ritmo forte dentro de campo e foi ajudado pela frouxa marcação azul. Resultado disto: pressão do Vitória e Andrey salvando.

Vamos a sequências de defesas de Andrey na 1ª etapa. Primeiro, Ramón cobrou falta e o camisa 12 mandou para escanteio. Depois, Neto Berola chutou e Andrey defendeu. Ainda teve Nino Paraibano e Roger, por duas vezes, que exigiram as 5 defesas que garantiram a vantagem do time azul na etapa inicial.

Mas o principal personagem da 1ª etapa foi a arbitragem, esta comandada pelo carioca Marcelo Lima Henrique. Em várias jogadas duvidosas, o arbitro revoltou o técnico rubro-negro que foi expulso.

No 2º tempo, o panorama continuou o mesmo, o Cruzeiro tentando, sem sucesso explorar, as jogadas velozes e o Vitória pressionando, em menor escala. Aos 15, Neto Berola tentou driblar Andrey mas chutou para fora. Aos 18, Fabrício foi empurrado por Fábio Ferreira na área e o juiz deu pênalti. Na cobrança, Gilberto bateu bem e ampliou o placar. 2 a 0 Cruzeiro.

O Vitória deu esperanças a sua torcida quando Ramón cruzou e o artilheiro Roger apareceu livre entre a zaga para mandar para o gol. 2 a 1, aos 21. O técnico Adilson resolveu colocar o lateral/zagueiro Vinicius no lugar de Jancarlos e Vagner Mancini colocou no Vitória Jackson e Leandrão para aumentar a ofensividade do time.

Aos 29, Guerrón entrou no lugar de Soares e foi dos pés dele que começou a jogada do 3º gol. O equatoriano deu ótimo passe para Fabrício que lançou Thiago Ribeiro, o atacante tocou na saída de Viáfra para ampliar o marcador. 3 a 1 Mineiros aos 31.

Mas o jogo não estava ganho e a situação começou a se complicar quando Thiago Heleno foi expulso aos 36. A marcação azul, que já era falha, se complicou demais e o empate veio em 3 minutos. Aos 40, Roger fez o pivô e tocou para Ramón fuzilar Andrey. Aos 43, Roger foi lançado e chutou por cima, marcando um belo gol de empate. O Vitória ainda teve chance de virar, mas o empate foi comemorado pela torcida como uma vitória.

O Cruzeiro, na próxima rodada, recebe o São Paulo e o Vitória vai a Porto Alegre enfrentar o Grêmio.

Logo Mais, os jogos de Santos, Inter e Botafogo com textos no Esporte é Vida, confiram.

Tudo empatado no Clássico Paulista

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Por Leonardo Martins


No duelo mais aguardado da 22ª Rodada, com vários atrativos em campo e fora também, São Paulo e Palmeiras fizeram um jogo de seis pontos no Morumbi. Mas o jogo frustrou um pouco pelo futebol apresentado pelas duas equipes e o empate sem gols foi melhor para o Palmeiras, que continua na frente.

Era a volta do técnico Muricy ao Morumbi depois da passagem vitoriosa pelo Tricolor e o técnico foi recebido com respeito pela torcida são-paulina e com muito carinho pelos ex-comandados do São Paulo. Quanto aos times, as duas equipes tiveram o que tinha de melhor em campo. Richarlyson, pelo lado são-paulino, e Cleiton Xavier, pelos palmeirenses, que eram dúvidas durante a semana, confirmaram presença.

Quando a bola rolou, o clima de clássico se instaurou em campo, muita disputa e marcação de ambas equipes. O Palmeiras assustou 1º com Armero em chute que passou perto.

Depois, a marcação tricolor falou mais alto e Dagoberto começou a desequilibrar com seus dribles curtos e bons passes. Em um deles, Washington chutou por cima. Jorge Wagner e o próprio Dagoberto exigiram boas defesas de Marcos. O Palmeiras teve que mudar antes dos 20 minutos, Maurício Ramos machucou-se e Marcão entrou em seu lugar. Com Marcão, Armero foi mais para a frente, mas o Verdão foi muito marcado pelos são-paulinos.

Dagoberto deu ótimo passe de calcanhar e Washington chutou para a defesa de Marcos. No mais, ambas equipes ficaram presas a marcação adversária, por isso, o jogo foi morno na 1ª etapa.

Para a segunda etapa, Hernanes sentiu dores no joelho e teve que dar lugar a Arouca no São Paulo. No Palmeiras, Muricy tirou Ortigoza e colocou Souza, esta alteração na teoria foi defensiva, mas na prática melhorou a situação palmeirense no jogo.

Com Diego Souza no ataque, o Verde melhorou no jogo e dominou as ações no inicio da segunda etapa. O próprio Diego e Obina assustaram a zaga mandante e o goleiro Ceni.

Aos 13, Ricardo Gomes trocou Washington por Borges e o jogo voltou a se equilibrar. Arouca arriscou de longe e Marcos foi novamente exigido aos 21. A tônica do primeiro tempo se repetiu na segunda etapa, com muita marcação e pouco futebol. Jorge Wagner ainda tentou o gol. As duas equipes também voltaram a mudar. Cleiton Xavier, cansado, deu lugar a Deyvid Sacconi, no Porco e no São Paulo, Hugo entrou no lugar de Dagoberto.

Nos últimos minutos, os goleiros voltaram a trabalhar. Danilo exigiu de Rogério Ceni de cabeça e Jorge Wagner acertou a barreira. Mas o 0 a 0 ficou de bom tamanho para os Verdes, que seguraram o Tricolor e continuam na frente.

Na próxima rodada, o São Paulo vai ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro e o Palmeiras recebe o Barueri no Palestra Itália.

Outro jogo

Atlético-MG 1x1 Sport

No Mineirão, o Galo decepcionou, mais uma vez, a torcida ao empatar com o desesperado Sport em um gol. Arce fez para o Sport no inicio da segunda etapa e Renan Oliveira salvou a equipe alvinegra de um vexame ao empatar aos 31 da segunda etapa.

Flamengo volta a jogar bem e vence Santo André

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Por Gabriel Seixas

Desta vez, os desfalques não foram empecilhos para que o Flamengo vencesse o Santo André, no Maracanã por 3 a 0, e interrompesse uma série de jogos sem vencer no Brasileirão, sem contar a eliminação na Sul-Americana. O time voltou a fazer uma partida convincente, e marcou com Denis Marques, Léo Moura de pênalti (que voltou de um longo tempo parado) e Zé Roberto, o melhor em campo – fez, sem sombra de dúvida, sua melhor partida pelo time rubro-negro. Agora o Flamengo ocupa momentaneamente o 10º lugar, podendo cair para o 12º até o complemento da rodada, mas ainda assim permanecerá na zona da Sul-Americana. O Ramalhão vive situação complicada, e pode terminar a rodada na temida zona do rebaixamento, caso o Botafogo vença o Grêmio neste domingo, no Engenhão.

Muitos problemas...e a solução? No banco de reservas

Andrade esteve desfalcado novamente da sua dupla de ataque, Emerson e Adriano. Então, deu mais uma chance a Denis Marques e Zé Roberto, que cumpriram muitíssimo bem seus papeis. Em compensação, o técnico pôde contar com as estreias de Álvaro, que começou a partida desde o início, e Maldonado, que entrou na segunda etapa, além do lateral Léo Moura, recuperado de lesão.

Do outro lado, o técnico Gallo viveu uma semana conturbada, onde cinco jogadores foram afastados do elenco principal, dentre eles o meia Elvis, carrasco do próprio Flamengo na fatídica final da Copa do Brasil de 2004. O técnico optou pelo esquema 3-6-1, aproveitando a juventude de Júnior Dutra no meio-campo, municiando o centroavante Nunes – e deixando Marcelinho Carioca e Rodrigo Fabri no banco. Não funcionou.

Massacre rubro-negro no Maraca

Os quase 15.000 torcedores que compareceram ao Maracanã viram um Flamengo com muito entusiasmo, disposto a apagar o vexame da Sul-Americana e das partidas anteriores no Brasileiro. E começaram rápido. Aos 4 minutos, Fierro recebeu na ponta direita e bateu cruzado, assustando o goleiro Neneca.

Com pouco mais de sete minutos, o Flamengo já fazia por merecer seu gol. E fez. Petkovic cobrou falta, Ronaldo Angelim escorou de cabeça e Denis Marques, sozinho, empurrou pras redes. É o seu segundo gol consecutivo com a camisa rubro-negra, mostrando que agora adquiriu, de vez, ritmo de jogo.

O segundo não saiu graças a um milagre de Neneca. Zé Roberto tocou para Léo Moura, que devolveu pra Zé. O atacante bateu forte, mas o goleiro se esticou e espalmou a bola, evitando o segundo gol logo aos 13 minutos.

O que o Flamengo não contava era que, aos 24 minutos, uma queda de energia interrompesse a partida por 11 minutos. Mas, para quem pensou que o ímpeto rubro-negro ia diminuir, se enganou. Zé Roberto estava inspirado, e deu novamente trabalho a zaga do Ramalhão. Ele chutou, mas o zagueiro travou o chute, evitando novamente o maduro gol rubro-negro.

E ele saiu antes do fim do primeiro tempo. Aos 49 minutos, Petkovic encontrou Zé Roberto livre na área. Ele saiu cara a cara com Neneca, deu um drible da vaca no goleiro, e foi derrubado. Pênalti, e apenas cartão amarelo para o goleiro paulista. Erros a parte, Léo Moura cobrou o penal com categoria e deslocou o arqueiro, marcando 2 a 0.

Flamengo só administra e amplia o placar

Gallo tentou mudar o ímpeto da equipe, e lançou Marcelinho Carioca no lugar do apagado Ricardo Goulart. Ao menos o time conseguiu levar perigo ao gol de Bruno, quando Malaquias invadiu pela esquerda e bateu cruzado, pra fora. O Ramalhão chegou a ter o domínio da partida, mas não convertia em finalizações.

Petkovic teve boa chance de marcar aos 16 minutos, quando arriscou de fora da área para boa defesa de Neneca. Aliás, o sérvio, quando está em campo, dá um ritmo muito mais empolgante e avassalador para o time do Mengo, sempre com passe precisos e chutes perigosos.

E foi dele a jogada para outra tentativa de gol, aos 29 minutos. Ele encontrou Everton na esquerda, que bateu e exigiu boa defesa de Neneca. No rebote, Zé Roberto perdeu chance incrível de ampliar.

Com as entradas de Maldonado, que fez sua estreia no Fla, e do lateral Rafael Galhardo, no lugar de Léo Moura – que fez as pazes com a torcida -, o time apenas administrou o jogo, mas conseguiu ampliar. Petkovic, dentro da área, limpou o zagueiro e acertou a trave. No rebote, Zé Roberto coroou a boa atuação e marcou o terceiro e derradeiro gol. Finalmente, o Flamengo jogou como Flamengo no Campeonato Brasileiro.


Curtinhas:

- No Estádio do Aflitos, o Náutico venceu, mas não deixou a zona de rebaixamento – apenas pelo saldo de gols, critério em que é derrotado pelo Santo André. O Timbu fez 3 a 0 no Atlético-PR, que vem subindo na tabela desde a chegada de Antônio Lopes. Carlinhos Bala, Michel (ex-Atlético) e Derley fizeram os gols da vitória que aliviam o ambiente em Recife. Na próxima rodada, os pernambucanos tem confronto direto contra o Fluminense, enquanto o Furacão recebe o embalado Flamengo.

- Quem também acalmou os ânimos foi o Coritiba, que derrotou o surpreendente Avaí por 2 a 0 e se afastou um pouco mais da zona do rebaixamento. Marcelinho Paraíba e Pereira marcaram os gols do triunfo, quebrando a invencibilidade de 11 jogos sem perder dos catarinenses, que permanecem momentaneamente em quinto. O Coxa é 15º e terminará a rodada fora do Z-4, independente de qualquer resultado.

Série B – Vasco é derrotado, mas mantém a liderança

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Por Gabriel Seixas

Ao fim da 21ª rodada, poucas surpresas na tabela da Série B. O Atlético Goianiense novamente teve a chance de assumir a ponta, mas deixou escapar a vitória contra o Bragantino. É bom lembrar que os goianos contaram com a derrota do Vasco, ainda na Sexta-Feira para o Ceará, por 2 a 0. No mais, o Duque de Caxias figura na zona do rebaixamento, enquanto o Brasiliense agora está ainda mais perto do Z-4, devido a perda de 3 pontos no tapetão.

A rodada começou na Sexta-Feira com a realização de cinco jogos. Abalado pela perda de três pontos no tribunal, o Brasiliense foi derrotado pelo Campinense, fora de casa por 1 a 0, com gol de Edmundo de pênalti. Os três pontos fizeram com que os paraibanos deixassem a lanterna, empurrando-a pro ABC, que com dois jogadores a menos, “segurou” a derrota por 1 a 0 contra o Figueirense, gol de Marcelo. Os catarinenses foram muito vaiados pela sua torcida, que não aceitavam o placar magro com o time enfrentando o lanterna do campeonato e com dois jogadores a mais em campo em boa parte do segundo tempo.

No Castelão, a Portuguesa conseguiu afastar o clima tenso que rondava o Canindé e derrotou o Fortaleza por 1 a 0, com gol de Anderson Paim. Depois da invasão de seguranças armados no vestiário do clube na rodada passada, a Lusa sofreu mudanças drásticas, dentre elas a troca de treinador – René Simões por Vagner Benazzi -, e a saída de um dos jogadores mais importantes do time, o meia-atacante Edno, que será negociado ainda esta semana, e fez sua despedida com a camisa lusitana.

O Ipatinga quebrou uma série de quatro jogos sem vencer e derrotou fora de casa o Vila Nova, por 2 a 0. Os atacantes Márcio Diogo e Diego Silva fizeram os gols, que deixaram o time na zona intermediária da tabela – em 11º, a quatro pontos da zona do rebaixamento. O Vila também segue ameaçado, em 13º com 26 pontos, e enfrenta o São Caetano fora de casa na próxima rodada.

Fechando a rodada de sexta, o Vasco decepcionou os torcedores que compareceram ao Maracanã, sendo derrotado pelo Ceará por 2 a 0. O primeiro gol do “vovô” saiu após bobeira do zagueiro Vilson, que resultou na jogada de Jorge Henrique para o gol de Wellington Amorim. O segundo foi resultado de um contra-ataque puxado por Geraldo, que terminou na conclusão fatal de Mota – este que, em sua segunda partida pelo clube cearense desde a reestreia, marcou seu segundo gol. A derrota não impediu que os cariocas permanecessem líderes, já que o Atlético/GO também tropeçou. O Ceará permanece firme no G-4, pelo menos até o fim da próxima rodada.

No sábado, a outra metade da rodada. Em Caxias do Sul, Juventude e Duque de Caxias fizeram um jogo de nível técnico baixíssimo e apenas empataram sem gols. Na parte de cima, o São Caetano teve sua série invicta interrompida pelo Bahia, na derrota por 3 a 1. Nádson foi o destaque dos baianos, marcando dois gols. Jael completou o marcador, e Bebeto, contra, fez o de honra do Azulão.

Em Natal, o América-RN se redimiu da humilhante derrota na rodada passada por 5 a 1, em casa frente ao Ceará, e neste sábado bateu o Guarani, que continua no G-4 por 3 a 1. Thoni no primeiro tempo, e Adalberto e Guaru na segunda etapa fizeram os gols do Mecão. Márcio Alemão, pouco antes do intervalo, havia marcado para o Bugre, que manteve a terceira posição, mesmo com a derrota, e até o fim da próxima rodada permanecerá no G-4 independentemente de qualquer resultado.

A Ponte Preta esteve muito próxima de espantar a má fase. Começou atrás no placar, virou o jogo para 3 a 1, mas permitiu o empate do Paraná no último minuto. Rafinha, aos 50 segundos, marcou um golaço para o Paraná, abrindo o marcador. Porém, Evando, Dezinho e Jean Carioca deixaram a Ponte em vantagem por 3 a 1 até os 34 da primeira etapa. Marcelo Toscano, no início da etapa final, e Gabriel, aos 48 do segundo tempo, evitaram a terceira derrota consecutiva dos paranistas, que permanecem, aos trancos e barrancos, fora da zona do rebaixamento. Enquanto isso a Macaca, agora sem técnico – Pintado foi demitido -, encerra cada rodada mais longe de uma vaga para a Série A em 2010.

Fechando a rodada, Bragantino e Atlético Goianiense se enfrentaram no Marcelo Stéfani, em Bragança Paulista. Paulinho, aos 23 minutos, começou surpreendendo os goianos, que logo reagiram com dois gols de Juninho, abrindo vantagem no placar e recuperando a liderança na tabela. Porém, Léo Jaime deu um balde de água fria no Atlético, empatando a partida. Na próxima rodada, o confronto mais aguardado do campeonato: Atlético/GO x Vasco, os dois líderes do campeonato, se enfrentando em Goiânia. Quem vencer fica com a ponta. O empate é dos cariocas, que permaneceriam dois pontos a frente dos goianos.

Classificação:

1º Vasco – 42
2º Atlético/GO – 40
3º Guarani – 37 (11 vitórias)
4º Ceará – 37 (10 vitórias)

5º São Caetano – 33 (10 vitórias, saldo 12)
6º Figueirense – 33 (10 vitórias, saldo 5)
7º Portuguesa – 31 (9 vitórias)
8º Ponte Preta – 31 (8 vitórias)
9º Bragantino – 30 (8 vitórias, saldo 2, 31 gols marcados)
10º Bahia – 30 (8 vitórias, saldo 2, 29 gols marcados)
11º Ipatinga – 28
12º América-RN – 26 (8 vitórias)
13º Vila Nova – 26 (7 vitórias)
14º Paraná – 25
15º Brasiliense – 24 (8 vitórias)
16º Juventude – 24 (6 vitórias)
17º Duque de Caxias – 24
18º Fortaleza – 22
19º Campinense - 20
20º ABC - 18

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Barça fatura a Supercopa

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Por Leonardo Martins


O Barcelona faturou nesta sexta-feira, em Mônaco, a Supercopa da Europa. A equipe Catalã, atual Campeã da Liga dos Campeões, venceu o Shaktar Donnetsk (UCR), Campeão da extinta Copa da UEFA, por 1 a 0 na prorrogação.

O jogo foi fraco no 1º tempo, com o Barcelona dominando as ações e o Shaktar na defesa esperando falhas da zaga espanhola. Mesmo dominando a posse de bola, o Barcelona era pouco incisivo no ataque. A única boa chance aconteceu quando Messi chutou e o goleiro Pyatov defendeu. No mais, um jogo sonolento.

Na segunda etapa, os espanhóis seguiram no domínio do jogo e melhoraram os índices de ataque. Aos 28, Messi, sempre ele, chutou e o goleiro Pyatov defendeu. Messi, aos 36, voltou a exigir trabalho de Pyatov. Os ucranianos só assustaram no fim do jogo com o trio brasileiro, William, Luiz Adriano e Ilsinho, mas a zaga catalã cortou antes de Luiz Adriano chutar. O jogo foi para a prorrogação com o empate sem gols.

O jogo melhorou muito na prorrogação. O Shaktar assustou com Agahowa que invadiu a área e chutou para a bela defesa de Valdes, mas o talento do argentino Messi decidiu o jogo a favor dos espanhóis. Aos 10 do segundo tempo, Messi deu passe sensacional para Pedrito que tocou na saída de Pyatov e deu o 5º título aos Catalães no ano de 2009 e segundo na atual temporada.

- Grupos da Liga Europa

A UEFA sorteou nesta sexta-feira, também em Mônaco os grupos da Liga Europa. Foram 12 grupos sorteados. Confira os grupos:

Grupo A
Ajax (Holanda)
Anderlecht (Bélgica)
Dinamo Zagreb (Croácia)
Timisoara (Romênia)

Grupo B
Valencia (Espanha)
Lille (França)
Slavia Praga (Rep. Tcheca)
Genoa (Itália)

Grupo C
Hamburg (Alemanha)
Celtic (Escócia)
Hapoel Tel-Aviv (Israel)
Rapid Viena (Áustria)

Grupo D
Sporting (Portugal)
Heerenveen (Holanda)
Hertha Berlim (Alemanha)
Ventspils (Letônia)

Grupo E
Roma (Itália)
Basel (Suíça)
Fulham (Inglaterra)
CSKA Sofia (Bulgária)

Grupo F
Panathinaikos (Grécia)
Galatasaray (Turquia)
Dinamo Bucareste (Romênia)
Sturm Graz (Áustria)

Grupo G
Villarreal (Espanha)
Lazio (Itália)
Levski Sofia (Bulgária)
Red Bull Salzburg (Áustria)

Grupo H
Steaua Bucareste (Romênia)
Fenerbahçe (Turquia)
Twente (Holanda)
Sheriff Tiraspol (Moldávia)

Grupo I
Benfica (Portugal)
Everton (Inglaterra)
AEK (Grécia)
BATE Borisov (Belarus)

Grupo J
Shakhtar Donetsk (Ucrânia)
Club Brugge (Bélgica)
Partizan (Sérvia)
Toulouse (França)

Grupo K
PSV (Holanda)
Kobenhavn (Dinamarca)
Sparta Praga (Rep. Tcheca)
Cluj (Romênia)

Grupo L
Werder Bremen (Alemanha)
Austria Viena (Áustria)
Athletic Bilbao (Espanha)
Nacional (Portugal)

Cruzeiro e Bota saem no prejuízo

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Por Leonardo Martins


Em jogo atrasado da 11ª rodada, Botafogo e Cruzeiro se enfrentaram no Engenhão. Em um jogo fraco, as duas equipes ficaram no empate em 1 a 1 e saíram no prejuízo pois continuaram na mesma situação.

O Cruzeiro entrou em campo sem seu ataque titular, Kleber e Wellington Paulista foram vetados no vestiário, o ataque foi formado por Guerrón e Thiago Ribeiro. Por isso, o time teve muitas dificuldades para chutar a gol. O Botafogo, por sua vez, marcava bem e não dava espaços para os mineiros atacarem.

O Botafogo chegou por 2 vezes antes de marcar o gol. Victor Simões chutou para fora e André Lima chutou em cima de Fábio. O Domínio carioca se deu no gol. Michael deu belo passe para Lúcio Flávio, que driblou Fábio e tocou para o gol. Marquinhos Paraná ainda tentou salvar, mas não deu. 1 a 0 Bota aos 32. O único chute de gol do Cruzeiro na etapa aconteceu quando Gilberto arriscou de fora da área, mas mandou longe do gol.

Na segunda etapa, o Cruzeiro tirou Guerrón e colocou Soares e teve suas coisas facilitadas quando Fahel foi expulso ao cometer falta sobre Henrique, aos 3. Mas não conseguia penetrar a área botafoguense, devido a ótima marcação. O Cruzeiro rodava a bola de um lado para o outro.

Os azuis acharam o gol. Aos 21, Gilberto cobrou escanteio e Thiago Ribeiro desviou de cabeça para empatar o jogo. O Cruzeiro aumentou a pressão, mas esbarrava na falta de chutes a gol. O Bota até tentou o gol da vitória, porém, também esbarrou na falta de qualidade de seu ataque. Nos acréscimos, Henrique exigiu ótima defesa de Castillo, mas o empate saiu ruim para os dois times.

O Cruzeiro permanece em 12º com 28 pontos e vai a Salvador enfrentar o Vitória no domingo. O Botafogo permanece na zona da degola em 17º com 22 pontos e, também no domingo, recebe o Grêmio no Engenhão.