segunda-feira, 10 de maio de 2010

Ceará vence Fluminense em seu retorno à Série A

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Por Gabriel Seixas

- Para completar o péssimo início dos cariocas no Campeonato Brasileiro, o Fluminense foi até o estádio Castelão visitar o Ceará e seu mal: perdeu por 1 a 0, gol do ídolo do Vozão, Geraldo, cobrando pênalti.

- Muricy Ramalho, que ainda não venceu no comando do Fluminense, apostou mais uma vez em uma escalação diferente. As novidades da vez foram Cássio na zaga, Júnior César de volta à lateral-esquerda e Willians no ataque, no lugar de Wellington Silva. Com dois meias ofensivos e dois atacantes, o Flu não só conseguiu ter um péssimo desempenho ofensivo, como deu muitos espaços na defesa.

- Com um time mais incorporado, com apenas Misael na frente – municiado por Geraldo e Erick Flores – o Ceará não demorou para tomar o controle do jogo. Aos 21 minutos, criou uma ótima chance, quando Misael completou um cruzamento de Geraldo pra fora.

- O Fluminense tentou equilibrar o jogo, e até conseguiu, através da qualidade de Conca, o jogador que faz a diferença no time. Aos 22, ele tentou encobrir o goleiro Diego e mandou por cima, e três minutos depois, serviu André Lima, que tentou o chute, mas perdeu.

- Empurrado pela torcida, que festejava a volta do Ceará à primeira divisão depois de 17 anos, o Ceará logo se reencontrou no jogo, passando a dar prioridade aos contra-ataques. O 4-2-3-1 dos donos da casa envolveu bastante os cariocas, e o gol naturalmente saiu aos 33 minutos. Geraldo recebeu na área e foi derrubado por Cássio, que levou cartão vermelho. Na cobrança, o próprio Geraldo foi pra bola, mas o goleiro Rafael defendeu. Só que o bandeirinha Edimilson Corona alegou que o goleiro do Flu se adiantou na cobrança, e mandou voltar.

- Dessa vez, Geraldo não perdoou. Marcou seu 8º gol na temporada, e pelo tempo que chegou ao clube, tem uma ótima média de gols. Enquanto o Ceará comemorava, o Fluminense tinha mais problemas para resolver: Gum, contundido, deu lugar a Leandro Euzébio na zaga.

- Na etapa final, Muricy mexeu mais uma vez, colocando o volante Everton na vaga de Willians, mudando o esquema para 3-3-2-1. O tricolor carioca até melhorou no jogo, mas não conseguiu criar chances claras de empatar o jogo, pelo menos até o volante Heleno, do Ceará, ser expulso.

- Já com Wellington Silva no lugar de Júnior César, o Fluminense poderia ter empatado nos acréscimos, mas André Lima (pior em campo), de frente para o goleiro Diego, perdeu o gol. Vitória justa do Ceará, que inicia com estilo seu retorno à Série A. Valeu o desempenho da equipe que é mais entrosada e demonstrou mais vontade de vencer.

Flamengo e São Paulo empatam no Maracanã com times mistos

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Por Gabriel Seixas

- Rogério Lourenço e Ricardo Gomes, treinadores de Flamengo e São Paulo, respectivamente, deixaram muito bem suas pretensões para o início do Campeonato Brasileiro: um plano secundário temporário, até que as equipes deixem a disputa da Copa Libertadores. Isso ficou evidenciado com os times mistos que foram a campo, mas apesar das ausências de alguns bons jogadores por parte das equipes, o jogo foi animado e terminou empatado em 1 a 1.

- Pelo Flamengo, Rogério Lourenço poupou cinco titulares, todos importantíssimos: Léo Moura, Willians, Maldonado, Vagner Love e Adriano. Dentre as ‘caras novas’, destaque para os retornos de Fernando e Kleberson (que sonha com a Copa do Mundo), ambos brigando para recuperar uma vaga no time titular, as presenças dos criticados Everton Silva e Denis Marques, e claro, o sérvio Petkovic como titular, o que não acontecia há muito tempo.

- Do lado paulista, o número de titulares em campo foi ainda menor: apenas Rogério Ceni, Miranda, Jean e Richalyson presentes. Mas não há como subestimar um time quase todo reserva com jogadores do nível de Leo Lima, Cleber Santana, Marcelinho Paraíba e Washington.

- O jogo foi disputado no primeiro tempo, com boas chances de gol para ambos os times. Jogando fora de posição, Petkovic rendeu pouco pelo Fla, mas acertou uma cobrança de falta perigosa aos 20 minutos. Também em cobrança de falta, o São Paulo respondeu nove minutos depois com ainda mais perigo: Rogério Ceni mandou no pé da trave do goleiro Bruno.

- Sem inspiração na frente, o Flamengo chegava apenas em jogadas esporádicas, e mesmo assim tinha mais ímpeto ofensivo que o São Paulo. Os rubro-negros perderam duas boas chances de abrir o placar: uma com Denis Marques, que dentro da pequena área, cabeceou por cima do gol, e outra com Kleberson, que recebeu passe de Juan, dominou e bateu de perna esquerda, mas a bola foi pra fora.

- Se o Fla perdeu grandes chances de sair na frente, o São Paulo não teve perdão do adversário aos 45 minutos. Marcelinho Paraíba cruzou rasteiro da esquerda, e Washington, de carrinho, sem goleiro, completou pro gol. Foi o 118º gol dele em Campeonatos Brasileiros.

- Na etapa final, com Michael no lugar de Fernando, o Flamengo voltou mais ligado. A entrada de Michael surtiu efeito direto logo aos seis minutos, quando o meia fez um lançamento de longa distância para Denis Marques, que invadiu pelo lado direito, e dentro da área, teve calma para deslocar Rogério Ceni e empatar o jogo.

- A pressão rubro-negra continuou. Petkovic quase marcou um gol olímpico aos 18 minutos, mas mandou a bola no travessão. Três minutos depois, foi o São Paulo que perdeu boa chance, com Washington, dentro da área, sozinho, que chutou pra fora.

- Kleberson perdeu chance parecida aos 30, quando também estava sem marcação. Aos 44 minutos, na última oportunidade do Fla no jogo, Everton Silva escorou cobrança de falta de Juan pra fora, sozinho. Mas não foi a última oportunidade clara de gol do jogo. Nos minutos finais, Washington cruzou da direita e Marlos completou pro gol. Quando a bola ia entrando, para explodir a torcida do São Paulo, o zagueiro rubro-negro David tirou a bola em cima da linha, confortando o pequeno público no Maracanã.

- O fato é que o resultado de hoje não tem influência alguma para a disputa da Libertadores, nesta quarta-feira. O Flamengo recebe a Universidad do Chile, no Maracanã, enquanto o São Paulo também joga em casa, mas contra o Cruzeiro.

domingo, 9 de maio de 2010

Bugre volta a elite com vitória

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Por Leonardo Martins


O Guarani retornou a Elite após 6 anos de ausência jogando em casa contra o Goiás. Jogando muito bem, o Guarani estreou com uma vitória por um a zero e deixando a desconfiança da torcida longe.

O jogo começou bom, com as duas equipes passando um bom futebol para campo e o Guarani melhor. Renan chutou por cima e Calaça conseguiu interceptar cruzamento de Preto. Mas logo, as marcações de ambas as equipes se sobressaíram e o jogo se tornou chato, faltava criatividade as duas equipes. O Goiás chegou a marcar, mas Rafael Moura foi pego em impedimento. Aos 42, nova chance bugrina. Preto, sempre ele, cruzou para Aílton cabecear e Calaça realizar ótima defesa.

No segundo tempo, o panorama do jogo não se alterou e as duas equipes se arrastavam em campo. Isso foi até o atacante Mazola aparecer no jogo, o camisa 11 campineiro fez ótimas jogadas e quase marcou em um cruzamento desviado pelo goleiro do time goiano, a bola ainda foi a trave antes de voltar para o goleiro.

Aos 25, passe de cinema de Preto que encontrou Mazola livre, o atacante dominou e fuzilou o gol goiano. Festa da torcida em Campinas e um a zero no placar.

Nos últimos minutos, o time de Goiás buscou o empate, mas o que se viu foi uma equipe desorganizada em campo e que não conseguiu o seu objetivo. O jogo foi um aviso para os críticos, que o Guarani está aí e não vai ser fácil a vida de quem enfrentar o Bugre.

Na próxima rodada, o Bugre vai a Curitiba enfrentar o Atlético-PR e o Goiás enfrenta o mistão do Inter em Goiânia.

Curtinha

- Quem começou ótimo o Campeonato Brasileiro foi o Avaí, o Azurra fez 6 a 1 no Grêmio Prudente na Ressacada. O destaque da goleada Avaiana foi o zagueiro Emerson, autor de três gols e já é artilheiro isolado. Caio, 2 gols, e Roberto completaram a goleada. Wiliam José fez o de honra do time do interior de SP.

Cruzeiro vence com mistão

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Por Leonardo Martins


Classificados para as quartas-de-final da Libertadores, Cruzeiro e Inter se enfrentaram pelo Campeonato Brasileiro em Porto Alegre com equipes mistas. No fim das contas, a equipe visitante se saiu melhor e os azuis de Minas venceram por 2 a 1, estreando em ótimo estilo no Brasileirão.

O início de jogo foi eletrizante com as duas equipes buscando o gol e aproveitando falhas para isto. Aos quatro minutos, bola na área colorada e Rona ldo Alves saiu jogando com o peito, mas o juiz viu um toque de mão e marcou o pênalti. Na cobrança, o Gladiador Kleber fez o gol. Mas a felicidade mineira durou apenas dois minutos. Kleber, do Inter, cruzou e Taison subiu sozinho para cabecear para o gol. 1 a 1 com apenas seis minutos de jogo.

O lance iniciou um show de falhas da zaga do Cruzeiro. Gil quase marcou um gol contra incrível, o zagueiro foi recuar para o goleiro Fábio, mas o goleiro estava adiantado e a bola passou perto. Um pouco depois foi a vez do outro zagueiro celeste, Thiago Heleno, quase marcar um gol contra, mas desta vez, Fábio evitou o gol. O Camisa 1 salvou o time em muitas chances coloradas, na principal delas, Taison apareceu na cara de Fábio, mas o goleiro fez um milagre e a bola ainda foi a trave.

Mas era dia de Cruzeiro e, principalmente, de Kleber. Aos 38, Fabrício, um dos melhores em campo, deu ótimo lançamento para o camisa 30 que tocou na saída de Lauro. Cruzeiro na frente, 2 a 1.

No segundo tempo, o jogo caiu de produção e as chances diminuíram. O Cruzeiro na defesa e o Inter no ataque de maneira desordenada. Mas o goleiro Fábio continuou salvando, ele teve que abandonar a área no lance de Everton que fez fila na defesa, mas não conseguiu fintar o goleiro azul.

Um pouco depois, os gaúchos marcaram um gol, mas foi anulado porque Leandro Damião estava impedido. O dia era mesmo dos cruzeirenses que, mesmo jogando mal, conseguiu a estreia com vitória.

No meio de semana, as duas equipes vão jogar em casa a partida de ida das quartas-de-final da Libertadores. O Cruzeiro recebe o São Paulo e o Inter enfrenta o Estudiantes.

Curtinhas

- O Atlético-MG estreou com o pé-direito no Campeonato ao derrotar o Vasco por 2 a 1 no Mineirão. O Galo fez dois gols em dois passes de Diego Tardelli, Muriqui e Ricardinho fizeram no primeiro tempo. O Vasco tentou uma reação com o gol de Élton, mas não conseguiu o empate.

- No Pacaembu, o Corinthians conseguiu se recuperar da eliminação na Libertadores com vitória sobre o Atlético-PR por 2 a 1 de virada. O Furacão saiu na frente com Wagner Diniz, mas o Timão virou com os atacantes Souza e Ronaldo.

Série B – 1ª rodada

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Por Leonardo Martins


O Campeonato Brasileiro da Série B também começou neste fim de semana com 10 jogos e muitos gols. Vamos a um resumo da rodada.

Abrindo o Campeonato na sexta, a Portuguesa conseguiu uma ótima vitória de goleada sobre o Vila Nova por 4 a 1. O Bahia venceu em casa o América-RN por 1 a 0. O América-MG apenas empatou em casa com o Bragantino, sem gols na volta para a Série B. O ASA estreou também em casa e, também, com empate por 1 a 1 contra a Ponte Preta.

No sábado, o Paraná estreou bem contra o Ipatinga em casa e venceu por 3 a 0. A outra equipe paranaense estreou nos Aflitos e perdeu para o Náutico por 3 a 1. O rival do Timbu, o Sport, ainda na ressaca pelo Pentacampeonato Estadual, perdeu para o Brasiliense por 2 a 1. O vice-campeão paulista, o Santo André estreou com vitória sobre o Icasa por 2 a 1. Outro visitante que venceu foi o Figueirense que venceu o São Caetano por 1 a 0. Estreante na Série B, o Guaratinguetá venceu o Duque de Caxias por 3 a 1.

sábado, 8 de maio de 2010

Botafogo e Santos empatam na abertura do Brasileirão-10

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Por Gabriel Seixas

- Na abertura do Brasileirão 2010, Botafogo e Santos fizeram um jogo muito movimentado, e no fim das contas, empataram em 3 a 3. Antônio Carlos (duas vezes) e Herrera marcaram para o Botafogo, enquanto Neymar, André e Zé Eduardo fizeram para o Santos.

- Antes mesmo de a bola rolar, já era esperado que o duelo dos campeões carioca e paulista seria o mais vistoso do sábado. E isso não seria atrapalhado pelo fato de Dorival Junior escalar um Santos “misto”, poupando cinco titulares, incluindo Robinho e Paulo Henrique Ganso. Mesmo porque que boa parte da meninada entrou em campo, como Wesley, André e Neymar, e estes fizeram a diferença pela equipe da Vila.

- O Botafogo de Joel Santana foi a campo sem muitas surpresas, e pra não perder o costume, explorou exaustivamente a bola aérea, compensando a limitação técnica do time. E logo aos seis minutos, o zagueiro Antônio Carlos aproveitou confusão na área e tocou de cabeça, no contrapé de Felipe, abrindo o placar para o Bota. Foi o primeiro gol do Brasileirão-10.

- Ao contrário dos cariocas, o Santos preferia cozinhar o jogo, tocando a bola sem muita pressa, aproveitando a qualidade técnica de seus jogadores. E na primeira jogada trabalhada que o Peixe engatou na partida, conseguiu o empate. Marquinhos recebeu de Alex Sandro (que substituiu muito bem o titular Leo), e da esquerda, cruzou para o artilheiro Neymar, que só teve o trabalho de empurrar para o gol. Foi o 22º gol dele na temporada, com status suficiente para ser convocado para a Copa do Mundo (não só pelos gols, obviamente). Mas existe um Dunga no meio do caminho...

- Melhor em campo, o Santos só demorou dois minutos para virar o jogo. Com muita facilidade, Marquinhos arrancou pelo meio e tentou um lançamento para Neymar na direita. Somália, de carrinho, mudou a direção da bola, que parou nos pés de André. E bola no pé de artilheiro, dentro da área, sozinho, é caixa: 2 a 1 Santos.

- A facilidade com que o Santos tocava a bola e chegava à frente impressionava. O Peixe teve algumas chances de matar o jogo, mas não aproveitou nenhuma. Na melhor delas, Wesley arriscou um chute perigoso de fora da área, que só não estufou as redes porque os olhares dos torcedores do Engenhão não deixaram. É a mítica do torcedor botafoguense.

- Só que a defesa do Santos não deixou a do Botafogo pra menos. Se a titular dos paulistas já é limitada, a que entrou em campo, praticamente inteira reserva, deu uma aula de desentrosamento. Então, o Botafogo, mesmo sem trabalhar a bola, conseguiu o empate. Renato Cajá, até então inoperante no jogo, deu um lançamento primoroso para Antônio Carlos, que apareceu nas costas da zaga, e em posição legal, tocou pras redes. O zagueiro-artilheiro impediu o Bota de ir para o intervalo em desvantagem.

- Com um jogo tão movimentado na etapa inicial, era esperado que o ritmo da partida caísse. Só que Joel Santana tratou de colocar novo gás no Botafogo ainda no intervalo, com as entradas de Caio e Edno nos lugares de Túlio Souza e Renato Cajá. O Bota subiu de produção, e teve algumas chances para marcar. ‘Loco’ Abreu, pouco acionado em campo, cabeceou pra fora. Minutos depois, Herrera acertou um chute rente a trave do goleiro Felipe.

- Dorival Junior lançou Zé Eduardo no lugar de Neymar, e a partir dessa alteração, o Santos passou a chegar ao ataque apenas em lances esporádicos. Por sorte, a zaga do Botafogo permitia-os, e o Peixe retomou a vantagem no placar aos 35 minutos, com Zé Eduardo. Ele recebeu cruzamento de Wesley, e de cabeça, completou pro gol.

- O jogo parecia perdido, mas o Botafogo arrancou um empate aos 43 minutos. Adivinha como? Na bola parada, claro. Marcelo Cordeiro cobrou falta, e aproveitando péssima saída de gol de Felipe, o argentino Herrera se antecipou ao goleiro e tocou de cabeça pro gol. Dos sete gols marcados até aqui no Campeonato Brasileiro, seis saíram no Engenhão.

Curtinhas:

- Nos outros jogos do sábado, um gol em dois jogos. Lincoln garantiu a vitória do Palmeiras sobre o Vitória por 1 a 0, no Palestra Itália. Poderia ser menos sofrido, se o atacante Robert não tivesse perdido um gol feito, ou pelo menos convertesse um pênalti – defendido por Viáfara. O Verdão é a única equipe que venceu no Brasileirão até aqui.

- No outro jogo, Atlético Goianiense e Grêmio empataram em 0 a 0 no Serra Dourada. Com time misto, o goleiro Victor, do Grêmio, foi o grande responsável pelo zero no placar.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Guia do Brasileirão

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Por Leonardo Martins e Gabriel Seixas


Mais uma edição de Brasileirão se inicia neste fim de semana e promete fortes emoções por todo o Brasil até dezembro. E, tradicionalmente, o Esporte é Vida traz o Guia do Brasileirão com todas as informações das equipes que disputarão o torneio deste ano. Aí está o Guia do Brasileirão 2010.

Palmeiras

O time Alviverde vem para a disputa do Brasileirão com certa desconfiança da torcida. O time, que era líder disparado em 2009, caiu num inferno astral ainda no Brasileirão do ano passado, perdeu o título e a vaga na Libertadores. Já esse ano, a crise continuou e o 11º lugar no Paulistão gerou esta desconfiança, mas, aos poucos, a confiança está voltando. Assim como em 2009, o Porco é dependente das assistências de Cleiton Xavier e das boas jogadas de Diego Souza, mas o Palmeiras deve ocupar uma posição intermediária, brigando por vaga na Sul-Americana.

Time-base: Marcos; Vitor (Márcio Araújo), Léo, Danilo e Armero; Pierre, Edinho (Marcos Assunção), Lincoln e Cleiton Xavier; Diego Souza e Robert. T: Antônio Carlos Zago.

Corinthians

O Corinthians montou um elenco estrelado para o ano do centenário, com direito a dois pentacampeões mundiais em 2002, Ronaldo, já remanescente do ano passado, e, o recém-chegado, Roberto Carlos. Mas o futebol apresentado na temporada está muito aquém do investimento feito. A equipe alvinegra ainda não engrenou na atual temporada, mas se engrenar, torna-se séria candidata ao título brasileiro, pois possuí uma ótima base, remanescente do ano passado e um treinador de confiança.

Time-base: Felipe; Alessandro, Chicão, William e Roberto Carlos; Jucilei, Elias, Tcheco e Danilo; Dentinho e Ronaldo. T: Mano Menezes.

São Paulo

Assim como o rival da Marginal Tietê, o São Paulo investiu muito para a temporada, mas não vem apresentando um bom futebol e, para piorar, perdeu todos os clássicos disputados no Paulista e vem aos “trancos e barrancos” na Libertadores. Falta ao São Paulo, um meia que saiba distribuir o jogo para os atacantes e um maior conjunto, já que o Técnico Ricardo Gomes muda o time em demasia. Mas como se trata de um hexa-campeão nunca podemos desprezar a equipe do Morumbi em um Brasleiro.

Time-base: Rogério Ceni; Cicinho (Jean), Alex Silva, Miranda e Júnior César; Rodrigo Souto, Richarlyson, Hernanes e Marlos; Washington (Fernandinho) e Dagoberto. T: Ricardo Gomes.

Santos

É o time da moda no Brasil, o time que vem dando show de futebol na temporada é um dos favoritos para o Brasileiro. É o time mais ofensivo, já fez mais de 100 gols em 4 meses de futebol nesta temporada, fazendo algumas goleadas incríveis. O destaque da equipe é os jovens Paulo Henrique Ganso e Neymar, que ofuscaram a volta de Robinho ao Peixe e são pedidos na Seleção. Mas Dorival precisa ajeitar a zaga que é ainda insegura e toma muitos gols.

Time-base: Felipe; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Wesley, Marquinhos (André) e Paulo Henrique Ganso; Robinho e Neymar. T: Dorival JR.

Flamengo

Marcado muito mais pelos noticiários extra-campo nesse início de temporada, o Flamengo tem mais um obstáculo para a disputa pelo bicampeonato seguido do Brasileirão: a disputa paralela pela Libertadores. Bem, mas disso a torcida rubro-negra está longe de reclamar. Existem outros problemas de verdade que assolam o ambiente rubro-negro, como por exemplo, a falta de um técnico. Rogério Lourenço deve ser mantido interinamente nos primeiros jogos. Dentro de campo, a esperança fica por conta do Império do Amor, Adriano e Vagner Love, este último artilheiro do Campeonato Carioca. Apesar dos pesares, deve brigar pelo título, mesmo porque o Fla nunca pode ser subestimado numa competição nacional.

Time-base: Bruno; Álvaro, Rômulo, Ronaldo Angelim; Leonardo Moura, Maldonado, Willians, Michael, Juan; Vagner Love, Adriano. T: Rogério Lourenço.

Vasco

O clima de marasmo no Vasco impressiona para o início do Brasileirão. Sem o título estadual e eliminado na Copa do Brasil, a única esperança do time cruzmaltino na temporada é o Campeonato Brasileiro. O que pesa contra a equipe é a falta de confiança que cerca a Colina, tanto em relação ao elenco, quanto ao treinador. Gaúcho pode ser demitido a qualquer momento, e não parece ser o nome ideal para conduzir o Vasco a uma campanha satisfatória. Os únicos alentos da equipe estão dentro de campo, especificamente, os armadores Philippe Coutinho e Carlos Alberto. As expectativas não são as melhores possíveis em São Januário.

Time-base: Fernando Prass; Fagner, Titi, Thiago Martinelli, Ramon; Nilton, Rafael Carioca, Leo Gago (Souza), Philippe Coutinho; Carlos Alberto, Elton (Dodô). T: Gaúcho

Fluminense

Sempre intitulado como um dos melhores times cariocas, a campanha do Flu no Campeonato Estadual não inspirou confiança nos torcedores. A esperança fica por conta do novo técnico, Muricy Ramalho, que já começa a incorporar um novo time. Dentro de campo, Conca e Fred continuam sendo os grandes jogadores do time, agora sem Maicon ‘Bolt’, vendido no início do ano. O Flu é uma das grandes incógnitas do Brasileirão: apesar do elenco qualificado, ainda não se encontrou na temporada. Com Muricy, tudo pode melhorar nas Laranjeiras.

Time-base: Rafael; Mariano, Digão, Gum, Julio César (Marquinho); Diguinho, Everton, Conca, Wellington Silva (Leandro Euzébio); André Lima, Fred. T: Muricy Ramalho

Botafogo

Apesar do título estadual, o Botafogo precisa abrir o olho se não quiser passar o mesmo sufoco de 2009 no Brasileirão. O título do Cariocão não pode esconder as visíveis limitações técnicas dos jogadores, com algumas exceções (Herrera, ‘Loco’ Abreu e Caio, por exemplo). Joel Santana, acostumado a fazer boas campanhas em Brasileirões, tem a ingrata missão de fazer o time jogar o que jogou durante as fases finais do estadual por boa parte do ano. Com o elenco que tem nas mãos, certamente será difícil.

Time-base: Jefferson; Fahel, Antônio Carlos, Fabio Ferreira; Alessandro, Leandro Guerreiro, Túlio Souza, Lucio Flávio, Somália; Herrera, Abreu. T: Joel Santana.

Cruzeiro

O time azul de Minas vem para mais uma edição do Brasileirão com a desconfiança da torcida no elenco, gerada pela surpreendente derrota para o Ipatinga nas semifinais do Campeonato Mineiro. O revés causou mudanças no elenco: nove jogadores foram afastados e novos jogadores foram contratados. Como o conjunto bem entrosado (o grupo é praticamente o mesmo do ano passado) e o ataque com Thiago Ribeiro e o gladiador Kleber, que vem muito bem na temporada e são artilheiros da Libertadores. Porém, a campanha no Brasileirão está a atrelada ao desempenho na Libertadores, como no ano passado. Mas, mesmo, com um elenco não muito confiante, dá para a raposa ir bem no Brasileirão

Time-base: Fábio; Jonathan, Leonardo Silva, Gil (Thiago Heleno) e Diego Renan; Fabrício (Fabinho), Marquinhos Paraná, Henrique e Gilberto (Roger); Thiago Ribeiro e Kleber. T: Adilson Batista.

Arlético-MG

Embalado pelo título mineiro, o Atlético chega com força total para a disputa do Brasileirão. Apesar da eliminação na Copa do Brasil para o Santos, nesta quarta-feira, o Galo tem um elenco qualificado, e tem tudo para não sentir o baque. Luxemburgo aposta suas fichas no atacante Diego Tardelli, que recuperou a ótima forma de 2009, marcando vários gols. Fabiano, coincidentemente genro de Luxa, é outra peça fundamental, e também já marcou vários tentos. E porque não destacar Muriqui, que não faz tantos gols, porém é o líder de assistências, e taticamente é essencial. O Atlético vem forte, e ao contrário do ano passado, tem tudo para brigar até o fim por, no mínimo, uma vaga na Libertadores.

Time-base: Aranha; Carlos Alberto, Jairo Campos, Werley, Júnior; Zé Luis, Correa, Fabiano, Renan Oliveira (Ricardinho); Muriqui, Diego Tardelli. T: Wanderley Luxemburgo

Internacional

O Colorado gaúcho vem para mais um Brasileirão com a mesma base do time que foi vice-campeão Brasileiro no ano passado. A equipe conta com a habilidade de Giuliano e D’Alessandro no meio e o oportunismo de Alecsandro no ataque, mas, assim como outras equipes que estão na Libertadores, o Inter está devendo um bom futebol para a torcida e perdeu o título Gaúcho para o rival Grêmio. Mas os colorados tem um bom elenco que pode ir bem no Brasileiro.

Time-base: Abbondanzieri; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Sandro, Guiñazu, Giuliano (Andrezinho) e D’Alessandro; Walter e Alecsandro.

Grêmio

Cercado de desconfianças no início da temporada, hoje o Grêmio está mais do que consolidado como um dos melhores times do Brasil em 2010. O criticado técnico Silas hoje é motivo de orgulho da torcida, que em menos de uma semana, comemorou o título gaúcho e uma vaga nas semifinais da Copa do Brasil. Dentro de campo, o Grêmio vem se mostrado um time muito disciplinado, e sobretudo, eficiente. Que o diga os artilheiros Jonas e Borges no ataque, ambos em grande fase. Na meiuca, Douglas também vem sendo providencial nos últimos jogos. Apesar dos destaques individuais, é no conjunto que o tricolor aposta para vencer o Brasileirão. E tem potencial pra isso.

Time-base: Victor; Edilson, Mario Fernandes, Rodrigo, Fabio Santos; Adílson, Willian Magrão, Maylson (Leandro) e Douglas; Jonas e Borges. T: Silas

Guarani

O Bugre, único campeão brasileiro do interior, está de volta a Série A após 6 anos longe. Mas a vida do time de Campinas não será nada fácil, o time vem de uma campanha pífia na segunda divisão do Campeonato Paulista, onde quase caiu para a terceirona. O Bugre tem como destaque o zagueiro Fabão, ex-Santos e São Paulo.. Com isso tudo, o Bugre é favorito ao rebaixamento nesse ano.

Time-base: Douglas; Rodrigo Heffner, Fabão, Alison e Moreno; Renan, Baiano, Paulo Roberto e Preto; Roger e Mazola. T: Vagner Mancini.

Grêmio Prudente

O Prudente inovou radicalmente para a temporada 2010. Mudou de elenco, de técnico, e até de nome e cidade. O antigo Grêmio Barueri passou a ser Grêmio Prudente, com sede em Presidente Prudente, devido a divergências com a prefeitura de Barueri. O curioso é que, a partir do momento em que se passou a chamar Prudente, o time só foi derrotado uma vez. Mesmo com um elenco modesto, chegou às semifinais do Paulistão, e é nisso que o clube aposta para não decepcionar na Série A. Ainda neste ano, disputará a Copa Sul-Americana, inédita na história do clube. 2010 têm tudo para ficar marcado positivamente na história do Prudente, e o Brasileirão terá influência direta nisso, positivamente ou negativamente.

Time-base: Márcio; Paulo César, Diego, Paulão, Everton; Anderson, Marcelo Oliveira, David (Róbson), Wesley; Tadeu, Flavinho. T: Toninho Cecílio.

Ceará

Outro que volta a Série A após um bom tempo é o Ceará. O Vovô vem empolgado por essa volta a elite brasileira, mas o time cearense não conseguiu evitar o Tetra Estadual do Fortaleza este ano e isto abateu um pouco o elenco, mas nada melhor que uma competição a altura para reanimar. Claro que o objetivo do alvinegro é a permanência na Série A, mas com nomes como Geraldo, ex-Náutico, e Erick Flores, ex-promessa do Flamengo, o Vovô pode alçar vôos altos na primeirona.

Time-base: Diego; Diogo, Fabrício, Anderson e Preto; Michel, Tyago Fernandes, João Marcos e Geraldo; Erick Flores e Misael. T: PC Gusmão.

Vitória

Tetracampeão baiano, o Vitória visa repetir a campanha estável de 2009 na primeira divisão. O time é relativamente novo, mas ganhou corpo no Baianão e promete para a disputa do Brasileirão. A boa campanha na Copa do Brasil, onde o Leão está na semifinal, também serve de estímulo. A esperança dos torcedores agora está nos pés do atacante Junior, artilheiro isolado do Vitória na temporada. É claro que não trata-se de um time de ponta, mas é bom ficar de olho: encarar o Vitória será parada dura, principalmente no Baianão.

Time-base: Viafara; Nino, Wallace, Anderson Marques, Egídio; Vanderson, Uelliton, Bida, Ramon, Renato (Neto Berola); Júnior. T: Ricardo Silva.

Atlético-PR

Único representante do futebol paranaense na Série A deste ano, o Atlético tenta honrar as tradições do estado no futebol com um bom time, mas que foi vice-campeão estadual. O destaque do time é o veterano Paulo Baier, ótimo nas bolas paradas e arma de ataque do Furacão. E ainda tem o oportunismo de Bruno Mineiro, artilheiro da Série C com o América-MG em 2009. Com estes jogadores, o Furacão espera ir melhor que o ano passado, onde o time brigou para não cair.

Neto; Chico, Rhodolfo e Manoel; Wagner Diniz, Valencia, Alan Bahia, Paulo Baier e Marcio Azevedo; Bruno Mineiro e Javier Toledo. T: Leandro Niehues.

Avaí

Sensação do Campeonato Brasileiro de 2009, no qual chegou a brigar pela Libertadores, o Avaí deste ano é totalmente diferente comparado ao ano passado. Não há como negar que o elenco é inferior, porém a conquista do Campeonato Catarinense pode servir como um alento aos avaianos. A perda de jogadores importantes do elenco, e principalmente do técnico Silas, demoraram a ser supridas, mas agora parecem 100% superadas. A única semelhança deste time com o do ano passado é justamente a desconfiança que cerca a Ressacada antes do campeonato começar.

Time-base: Zé Carlos; Emerson Nunes, Rafael, Emerson; Patric, Roberto, Batista, Rodrigo Thiesen, Uendel; Sávio, Vandinho. T: Péricles Chamusca.

Atlético-GO

O Dragão coroa o seu ressurgimento ao voltar a Série A após um bom tempo e promete não fazer feio na volta a Elite brasileira. Com um time bastante equilibrado e com bons nomes, o Atlético chegou ao título Goiano e a inédita semifinal da Copa do Brasil. Os destaques da equipe são o meia Ramalho, ex-Goias, e Rodrigo Tiuí, ex-Santos. O Dragão tem tudo para ir longe no Brasileirão.

Time-base: Márcio; Márcio Gabriel, Welton Felipe, Jairo e Thiago Feltri; Agenor, Pituca, Ramalho e Robston; Rodrigo Tiuí e Juninho. T: Geninho.

Goiás

Nos últimos anos, o Goiás está acostumado a disputar um Campeonato Brasileiro e fazer boas campanhas, sempre surpreendendo a todos. Só que esse ano as expectativas não são tão boas assim. O time vive turbulências dentro e fora de campo, e nem mesmo a campanha no estadual foi satisfatória. Eliminado também na Copa do Brasil, o Goiás busca agora forças para almejar mais do que uma simples fuga do rebaixamento nesta Série A. Com a possibilidade iminente de Fernandão deixar o clube, o outro atacante, Felipe, deve assumir a responsabilidade de ser o destaque do time. No banco, o trunfo agora é o treinador Emerson Leão, que substituiu Jorginho há poucos dias. Assim como nos últimos anos, é bom não subestimar o Goiás.

Time-base: Harlei; Wendel, Rafael Toloi, Ernando e Jadilson; Wellington Monteiro, Tulio, Deyvid Sacconi e Everton Santos; Felipe e Rafael Moura. T: Leão.