quinta-feira, 17 de abril de 2008

No estilo Libertadores, Santos garante a vaga

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Por Leonardo Martins


Foi com muita luta, suor e até sangue que o Santos conseguiu a vaga a próxima fase da Copa Libertadores. Na noite de ontem, o Peixe enfrentou o já classificado Cúcuta na Vila. Em uma partida emocionante, o Santos virou o jogo por 2 a 1 e está garantido na próxima fase da competição.

Como só a vitória interessava aos brasileiros, o Santos começou na pressão em cima da equipe colombiana. Apresentando um maior volume de jogo, os mandantes criaram muitas chances de marcar, todas desperdiçadas. O pesadelo da eliminação começaria aos 22 minutos, quando Henry cobrou falta com perfeição e abriu o placar para o Santos. Agora, o Santos torcia para um tropeço do Chivas contra o San José, na Bolívia, porém as coisas pioraram quando o Chivas marcou o 1º gol. A vitória era, então, a única forma de se classificar os brasileiros. Por isso, o Alvinegro aumentou o ritmo e partiu em busca da virada, mas esbarrava na ótima marcação exercida pelo Cucuta. O Santos só chegou em 2 chutes de longe, porém, Wesley e Kléber Pereira chutaram longe do gol. O 1º tempo terminou com o Santos fora da Libertadores, mas muita coisa viria no 2º tempo.

O 2º tempo chegou e o jogo não se alterou, o Santos tinha maior volume de jogo, mas insistia muito pelo meio e ficava preso a marcação colombiana. Quando resolveu abrir o jogo pelas laterais, os brasileiros chegaram ao empate. Aos 23 minutos, Wesley fez ótima jogada e cruzou para Kleber Pereira, que girou e chutou. Festa na Vila Belmiro e esperança de virada mais acesa do que nunca. Faltavam 20 minutos para se conseguir a virada e passar de fase e a virada era a única esperança, pois o Chivas já liquidara o jogo contra o San José ao fizer 3 a 0. Aos 27, Domingos e Henry foram expulsos após confusão. Leão também foi expulso por causa desta confusão. O Cucuta aproveitava os contra-ataques deixados pelo espaço que os santistas ofereceram. Aos 34, Urbano exigiu um milagre de Fábio Costa. Aos 37, Molina e Castelleros se chocaram em uma jogada de cabeça na área. Os dois jogadores precisaram de curativos na cabeça. Mas o colombiano Molina do Santos, não queria sair e não saiu. Logo depois, finalmente veio o gol da classificação santista. Aos 43, Kleber Pereira cruzou, mas a bola foi na trave atrapalhando o goleiro Castelleros e a bola sobrou para o argentino Tripodí encher a bomba e estufar as redes colombianas. Delírio total na Vila e vaga garantida na próxima fase da Libertadores. Agora as duas equipes esperam o término da 1ª fase para conhecer seus adversários, pois as duas equipes conseguiram a classificação no Grupo 6.

Cruzeiro é goleado na Bolívia

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Por Leonardo Martins


Foi uma noite para o Cruzeiro esquecer. A Raposa terminou a sua participação na fase de Grupos da Libertadores de forma vergonhosa, pois o time foi goleado pelo Real Potosí, na altitude de 4 mil metros da cidade boliviana, por 5 a 1 e perdeu a chance de ser 1º lugar no geral na Libertadores.

Os bolivianos aproveitaram a fragilidade do time cruzeirense, que entrou muito mal em campo, e logo fez o 1º gol. Aos 3 minutos, Espinoza falha na entrada da área e a bola sobrou para Loaiza mandar um lindo chute no ângulo de Fábio. O Cruzeiro estava perdido em campo, mas chegou em um bom chute de Marcelo Moreno que Suárez defendeu. O Potosi aproveitou mais uma falha da zaga azul para chegar ao 2º gol, aos 12, Gallegos achou Pintos que tocou na saída do goleiro brasileiro. 2 a 0 pros bolivianos. O Cruzeiro errava muitos passes e não tinha objetividade em seus ataques, mas quase diminuiu em um lance bizarro, o goleiro Suarez chutou em cima do zagueiro Eguino e a bola quase entrou. Os bolivianos assustavam em bons chutes de longe. Aos 29 minutos, uma esperança apareceu para a equipe celeste, quando Marcelo Moreno foi derrubado na área e o juiz marcou pênalti. O próprio Moreno bateu bem e diminuiu o marcador para a equipe cruzeirense. O Cruzeiro equilibrou a partida e teve duas chances de empatar ainda no 1º tempo, mas Marcelo Moreno desperdiçou. O 1º tempo e o ar azul acabaram e a goleada seria desenhada no 2º tempo.

No 2º tempo, o Cruzeiro colocou Jadilson no lugar de Jonathan para melhorar a equipe, mas as falhas da zaga continuaram no 2º tempo. A equipe brasileira foi facilmente envolvida pelos bolivianos, que logo chegaram ao 3º gol. Aos 6 minutos, Candia chutou para o gol e Fábio deu rebote para Pintos marcar seu 2º gol, abortando qualquer chance de reação da Raposa. O 4º gol veio aos 21 quando Candia acertou um bom chute no canto. O gol desanimou a equipe azul, que pedia para o jogo acabar. O Cruzeiro fez uma péssima partida, uma das piores na história dele na Libertadores. Os brasileiros cansaram por causa da altitude, isso é comprovado pelo 5º gol. Aos 41 minutos, Gatty Ribeiro chutou na trave e a bola voltou para ele driblar a zaga azul e chutar no canto. Fim do massacre do Potosí, 5 a 1.

No outro jogo do grupo 1, o San Lorenzo venceu o Caracas por 3 a 0 e também se classificou para a próxima fase. Agora o Cruzeiro espera o final da fase para conhecer seu adversário na próxima fase.

terça-feira, 15 de abril de 2008

O Adeus de um gênio

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Por Leonardo Martins


Na noite de ontem, no Rio de Janeiro. O atacante Romário lançou um DVD com alguns de seus 1002 gols. Mas o fato mais significativo deste lançamento foi o anúncio, por parte do baixinho, da sua aposentadoria do futebol, aos 42 anos. Romário alegou que está parado desde novembro e não tem mais condições de voltar a jogar profissionalmente. A última partida profissional de Romário foi em outubro, quando entrou em campo com a camisa do Vasco contra o Palmeiras. Desde então, Romário começou uma pequena passagem como técnico da equipe cruzmaltina, que não durou muito e está sem clube desde que seu contrato com o Vasco terminou no final do mês passado.

Com esse anúncio, o futebol mundial perde um dos seus maiores gênios. Romário, com 23 anos de carreira, conseguiu inúmeros feitos e títulos, mas também criou muita confusão. Quem não se esquece do jogo épico contra o Uruguai, nas Eliminatórias para a Copa de 94. O Brasil precisava de uma vitória para se classificar a Copa e o técnico Parreira o chamou para salvar a seleção. O Baixinho correspondeu a altura marcando os dois gols da vitória e abrindo o caminho para o Tetra nos Estados Unidos. Aliás, o título de 94 se deveu muito a genialidade do atacante que fez gols importantíssimos e comandou a nossa seleção na conquista.

Para muitos, Romário é considerado o gênio da grande área, tamanha a facilidade que tinha em fazer gols. Isso é comprovado pelo número de gols dele, foram 1002 durante a carreira toda. Sendo decisivo em muitas conquistas de clubes pelos quais o atacante atuou. O Baixinho fez história no Flamengo, no Vasco, no Barcelona e no PSV da Holanda.

O atacante ainda vai fazer um jogo de despedida futuramente, no Maracanã, aí sim será a última vez que veremos o gênio atuando e encantando todos com seu faro de gol. Obrigado Romário pelos serviços prestados ao futebol.

domingo, 13 de abril de 2008

Atlético reverte a vantagem

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Por Leonardo Martins


Na tarde de hoje, no Mineirão, Atlético e Tupi fizeram o 1º jogo das semifinais do Campeonato Mineiro. Em um ótimo jogo, o Galo conseguiu reverter a vantagem do empate ao ganhar por 3 a 2 e joga pelo empate na volta.

O jogo começou com o Atlético melhor e o juiz começou a se complicar. Aos 4 minutos, Marcelo Nicácio foi derrubado na área, mas o juiz não marcou o pênalti. No lance seguinte, o Tupi abriu o placar, Edmar cobrou falta no canto de Juninho. Aos 10 minutos, Danilinho cavou o pênalti, desta vez o juiz marcou. Na cobrança, Renan bateu forte e empatou o jogo. Depois dos gols, as duas equipes se alternaram no comando das ações da partida e a partida se tornou eletrizante. O Tupi desperdiçou boas chances com Silas por 2 vezes, ambas foram salvas por Juninho. O Galo aproveitava a velocidade de Danilinho para bagunçar a defesa interiorana. O próprio Danilinho virou o jogo aos 35 minutos, Renan cruzou na cabeça do atacante. O juiz se complicou novamente ao anular um gol contra para o Galo no finalzinho da etapa. O lance revoltou os atleticanos que partiram para cima do árbitro no final.

O ritmo do jogo não se alterou na 2ª etapa, com as duas equipes realizando um jogo aberto. Aos 14 minutos, Silas finalmente fez o seu gol, ele acertou um bom chute no canto, empatando a partida. O resultado era ótimo para a equipe da zona da mata. A torcida atleticana pedia a entrada da nova revelação, Renan Oliveira, e o técnico atendeu os pedidos e o colocou em campo. O Tupi teve chances ótimas de virar a partida, mas o atacante Allan desperdiçou ao chutar para a defesa de Juninho. A estrela de Renan apareceu aos 21 minutos. Danilinho usou a sua velocidade e cruzou para o garoto colocar os mandantes na frente. Depois do 3º gol, a partida deu uma diminuída no ritmo, mas o Galo continuou em cima para ampliar a vantagem, porém, não produziu nada e o jogo terminou com muita reclamação sobre a arbitragem, por parte das duas equipes.

O Galo conseguiu reverter a vantagem e agora joga pelo empate na partida de volta, em Juiz de Fora, para chegar a final do Campeonato. O Tupi precisa de uma vitória simples.

Ituiutaba arranca empate heróico

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Por Leonardo Martins


Na tarde deste sábado, no Mineirão, Ituiutaba e Cruzeiro fizeram o 1º jogo das semifinais do Campeonato Mineiro. Em uma partida surpreendente, o Boa que chegou a estar perdendo por 4 a 1, buscou o empate em 4 a 4. Mas a vantagem continua com a equipe celeste.

O técnico Adilson Batista surpreendeu ao entrar com o volante Henrique na zaga, improvisado. O jogo começou com os donos da casa indo ao ataque, com um maior volume de jogo e marcando muito forte. O 1º gol azul não demorou a sair, aos 7 minutos, Wagner cruzou, Henrique ajeitou de cabeça e Ramires empurrou a bola para o fundo das redes. Minutos mais tarde, o Cruzeiro chegou ao 2º gol, Jadilson fez boa jogada pela esquerda e cruzou, a bola bateu no zagueiro Amarildo que fez o gol contra. Com a ótima vantagem no placar, a Raposa passou a administrar a partida e diminuiu o ritmo, principalmente pensando na partida contra o Potosí pela Libertadores. O Ituiutaba ficou perdido em campo e não assustava o gol de Fábio, o técnico interiorano resolveu alterar já no 1º tempo, ao colocar mais um zagueiro e liberar os laterais. Só no final da 1ª etapa que a equipe da capital voltou a pressionar, Marquinhos Paraná e Charles erraram chances de ampliar o placar. O 2º tempo viria e com ele a chuva de gols e de erros azuis.

O show de erros azuis na 2ª etapa começou logo aos 2 minutos, Jadilson erra na saída de bola e entrega para Pachola fazer o 1º dos interioranos. O jogo ficou mais aberto depois do gol. 4 minutos mais tarde, Ramires foi derrubado na área e o juiz marcou pênalti. Marcelo Moreno teve que bater 3 vezes o pênalti, pois nas duas primeiras, o goleiro se adiantou e mandou voltar, mas na 3ª vez, o atacante fez o 3º gol. No lance seguinte, uma obra prima de Guilherme praticamente decretava a vitória. O atacante viu o goleiro do Ituiutaba adiantado e mandou por cobertura, marcando o mais belo gol do Campeonato Mineiro até o momento. 4 a 1 Cruzeiro e vaga praticamente garantida a final, certo?

A partida mostraria que essa vantagem enorme seria diminuída facilmente. Após o gol, o show de erros do Cruzeiro aumentaria. O técnico Adilson tirou o atacante Guilherme para colocar o lateral Apodi, que entrou completamente perdido em campo. O Cruzeiro se perdeu em campo e deu espaços para a reação do Boa. Reação que começou aos 19 minutos quando Barone cruzou para Moreno aproveitar a falha na zaga e marcar o 2º gol. Adilson se perdeu mais ainda ao colocar Elicarlos e Martinelli nos lugares dos laterais Jonathan e Jadilson. O técnico Nedo Xavier viu que o Cruzeiro estava perdido e colocou mais um atacante e o empate viria rapidamente em dois lances seguidos. No 3º gol, Welton Felipe avançou sem marcação e cruzou para Pachola marcar. No 4º gol, novamente a zaga azul só ficou olhando e Rodrigo Hote chutou cruzado e o milagre do empate da equipe do triangulo aconteceu. A torcida azul protestou e com razão ao final do jogo.

Mesmo com a frustração azul pelo empate, o Cruzeiro se mantém com a vantagem do empate no jogo de volta, semana que vem, novamente no Mineirão.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Tricolor perde no Chile

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Por Leonardo Martins


Na noite desta quinta-feira, em Santiago no Chile, o São Paulo enfrentou o Audax Italiano em jogo válido pela 5ª rodada do grupo 7 da Libertadores. Em um jogo equilibrado, os chilenos venceram pelo placar mínimo e voltam a briga pela classificação.

Com um elenco desfalcado por lesões – Juninho, Aloísio e Zé Luís – e suspensões internas – Fábio Santos e Carlos Alberto –, o técnico Muricy Ramalho armou o São Paulo com um lateral-direito (Joilson) no meio-campo, com um volante (Richarlyson) na lateral esquerda e com o único lateral-esquerdo (Júnior) no banco de reservas... A reação em campo foi um time confuso e abusando dos erros de passe. A todo o momento Muricy ia à linha lateral e tentava corrigir o posicionamento dos seus jogadores. Mas sem sucesso. No primeiro tempo, as chances de gol foram poucas para os dois lados. Aos 18 minutos, Rogério Ceni salvou uma finalização de Orellana. Dez minutos depois, numa das poucas jogadas lúcidas do Tricolor, Joilson deixou Éder Luís na cara do gol, mas, dessa vez, foi Villasanti quem fez grande defesa.

No primeiro minuto do segundo tempo, Jorge Wagner, completamente impedido, balançou a rede e o juiz anulou o lance corretamente. O gol não valeu, mas o Tricolor passou a arriscar mais. Aos 16, talvez a melhor jogada da partida: Hernanes, o melhor do time brasileiro, dominou pouco depois da linha de meio-campo, conduziu e arriscou com consciência, mas a bola passou perto. Muricy, então, decidiu trocar: tirou Éder Luís e apostou em Júnior. O time, que vinha crescendo na etapa final, melhorou. Aos 24 minutos foi Adriano quem perdeu ótima oportunidade. Lançado, o Imperador controlou a bola e fuzilou por cima do gol. O Audax, em menor quantidade, também ameaçava e assustou numa bola que Miranda tentou cortar de cabeça e quase marcou contra. A entrada de Dagoberto no lugar de Borges foi para dar mais velocidade ao ataque. Numa das suas primeiras participações, após jogada com Adriano, quase funcionou: a conclusão foi bonita, mas errou o alvo por pouco. E justamente quando o São Paulo parecia que tinha resolvido jogar bola, veio o golpe chileno. Corvetto, que tinha acabado de entrar, foi lançado na esquerda e ganhou da zaga são-paulina. André Dias, para não fazer pênalti, não deu o bote e deixou o rival cruzar. Richarlyson se atrapalhou, quase empurrou para a própria rede, mas deixou Ramos fazer o serviço: 1 a 0 Audax. O impacto do gol foi duro e o Tricolor diminuiu o ritmo. A última tentativa de Muricy, que não parava de gritar, foi chamar Hugo. Reintegrado após ter sido afastado por deficiência técnica, o meia substituiu Éder. Mas não dava mais tempo.

Com a derrota no Chile e a vitória do Nacional de Medellín sobre o Sportivo Luqueño, 3 a 1 no Paraguai, o São Paulo perdeu a liderança. Agora, o Nacional tem os mesmos oito pontos que o Tricolor, mas com um saldo de gol melhor (4 a 1). Em segundo lugar, o time brasileiro terá de vencer seu último compromisso, dia 23 de abril, no Morumbi, diante do novo líder. Se empatar, terá de torcer para o Audax não vencer o Luqueño, sendo que os paraguaios jogarão já eliminados.

Santos perde e se complica na Libertadores

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Por Leonardo Martins


Na noite de quarta-feira (9), o Santos foi a Guadalajara enfrentar o Chivas pela 5ª rodada do Grupo 6 da Libertadores. Com a presença do Rei Pelé no estádio, o Santos jogou mal e perdeu para os mexicanos por 3 a 2 e adiou a classificação para a última rodada.

Foi o primeiro tempo de um time só. O técnico do Santos, Emerson Leão, resolveu mudar a formação de sua equipe e, em vez de escalar o meia Rodrigo Tabata, preferiu colocar mais um zagueiro: Fabão. Com gente demas na defesa e escassez de criatividade no meio, o Peixe ficou encurralado, sofrendo pressão desde o início.

Sem conseguir segurar a bola na frente, o Peixe deu campo para o Chivas jogar. E os mexicanos, precisando vencer de qualquer maneira, mostraram muito mais disposição, ocupando espaços e tocando bem a bola, sob o comando do camisa 10, Medina. Logo aos quatro minutos, Domingos salvou de barriga um chute de Santana. Os mexicanos insistiram tanto que não tardaram a abrir o placar. Após cruzamento na área, Domingos e Fabão bateram cabeça, e a bola sobrou para Arellano afundar de pé direito. Só dava Chivas. A pressão era impressionante. O trio de zagueiros do Peixe não conseguia ganhar nenhum lance pelo alto. E foi em uma jogada por cima que saiu o segundo gol. Aos 34, Morales cruzou da direita e Rodríguez subiu livre para cabecear, encobrindo Fábio Costa. Após o segundo gol, Domingos, que falhou nos dois gols, acabou substituído por Evaldo.

Ao fim da primeira etapa, quando conseguiu colocar a bola no chão, o Santos levou perigo, principalmente com Kléber Pereira. O artilheiro teve chance aos 36, quando recebeu bom passe de Rodrigo Souto, entrou pela esquerda, mas em vez de chutar preferiu tentar driblar o goleiro Michel e acabou desarmado. Aos 39, acabou brilhando a estrela do atacante. Molina cobrou escanteio pela direita, o goleiro saiu mal e Kléber empurrou o zagueiro Magallón, que jogou a bola para dentro das redes. O gol foi dado para o artilheiro santista. Um gol, aliás, para dar um certo alívio aos santistas, pois os mexicanos poderiam ter goleado já na primeira etapa.

O Chivas voltou para o segundo tempo no mesmo ritmo do primeiro: tocando a bola com velocidade e encurralando o Peixe. Logo no primeiro minuto, mais uma vez a defesa santista ficou a ver navios, quando Medina passou lotado por Evaldo e cruzou para Santana completar de cabeça para o gol. Mesmo marcando o terceiro gol, os mexicanos continuavam com muito apetite e seguiam encurralando o time santista, que, atordoado, não acertava dois passes seguidos. Assim como aconteceu no primeiro tempo, o jogo mostrou que bastava o Peixe colocar a bola no chão e acertar o passe para conseguir sair de trás e criar algo. Foi assim que, aos 11, o time conseguiu uma falta na meia direita. Na cobrança, o lateral Kléber foi certeiro no tiro de canhota e acertou o canto esquerdo. O Peixe estava vivo. Não só vivo, como melhor em campo. Kléber foi para o meio-de-campo e passou a dar qualidade na saída de bola. Rodrigo Souto também cresceu no jogo. Com isso, o Peixe saiu de trás e aplacou a pressão dos mexicanos. Os passes começaram a sair com correção, e o time praiano criou chances, como aos 30, quando Kléber Pereira tabelou com Wesley, mas chutou de direita por cima. Como o Santos saía mais, o Chivas encontrou espaços para atacar, e, aos 35, Medina teve chance de matar o jogo. Ele saiu de frente para Fábio Costa, mas exagerou na força e mandou por cima do gol. O Alvinegro Praiano tentou apertar no fim, passou a cruzar a bola dentro da área dos mexicanos, mas não conseguiu o gol que lhe daria a classificação.


O Santos continua com 7 pontos e na 2ª colocação do grupo 6 da Libertadores, mas viu o Chivas se aproximar com 6 e na 3ª posição. O Peixe precisa de uma vitória na próxima semana em casa contra o Cúcuta para garantir a vaga na próxima fase.