segunda-feira, 28 de junho de 2010

Holanda vence com tranqüilidade e espera sul-americano

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Por Leonardo Martins


Uma das favoritas a Copa do Mundo, a Holanda, fez seu papel bem feito nas oitavas-de-final ao vencer com tranqüilidade a surpresa Eslováquia por 2 a 1 em Durban. Agora, a laranja mecânica faz duelo contra brasileiros ou chilenos, que se enfrentam ainda hoje, nas quartas.

A Laranja começou o jogo com Robben, um dos seus principais jogadores, começando como titular, no restante, era a mesma equipe que começou a Copa. Já a surpresa Eslováquia queria surpreender novamente, assim como fez contra a Itália na primeira fase quando eliminou os Campeões Mundiais.

E o Camisa 11 começou o jogo mostrando que é um dos principais jogadores do mundo, querendo jogo e armando a equipe junto com Sneijder e jogando pela direita. Aos 18, o atacante fez sua jogada característica e mandou no canto de Mucha. 1 a 0.

O gol fez com que os holandeses diminuíssem o ritmo, talvez já poupando para um eventual confronto com o Brasil nas quartas de final. O jogo era morno e os eslovacos não conseguiam vencer a marcação holandesa, por isso, arriscavam de longe, mas os chutes eram longe do gol.

Já a Holanda quando queria, levava perigo para o gol de Mucha, na melhor chance, van Persie achou Sneijder livre, mas o meia campeão europeu chutou fraco e em cima de Mucha. E foi só.

No segundo tempo, o jogo foi mais animado e Robben, de novo, fez aquela jogadinha manjada, mas chutou raspando a trave de Mucha, o goleiro eslovaco trabalhou também no chute de van Persie. A Eslováquia queria reagir no jogo e exigiu duas ótimas defesas de Stekelenburg na seguida. Aos 21, Stoch apareceu livre e chutou para a defesa do goleiro holandês, na seqüência, foi a vez do artilheiro Vittek exigir milagre do Camisa 1 holandês.

Para poupar Robben para o próximo jogo, o técnico holandês tirou o camisa 11 para colocar o jovem Elia e o jogo ficou sem emoções e ficou nesse ritmo até os 39. Kuyt fez boa jogada e cruzou para Sneijder completar para o gol. 2 a 0 e jogo definido para os holandeses.

Mas a partida ainda aguardava um gol no último minuto de jogo. Aos 47, Jakubko foi derrubado por Stekelenburg na área e o juiz marcou pênalti. Na cobrança, Vittek marcou seu quarto gol na Copa, igualando ao argentino Higuain na artilharia da Copa do Mundo.

Agora, os holandeses aguardam de camarote o jogo entre Brasil e Chile para saber seu adversário nas quartas de final do Mundial da África do Sul.

Argentina derrota México e enfrenta Alemanha no sábado

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Por Gabriel Seixas

- Há de se deixar claro que a vitória da Argentina por 3 a 1 sobre o México refletiu muito bem o que foi o jogo. A albiceleste teve mais posse de bola, foi mais objetiva e contou com um dia iluminado de Carlos Tevez, que marcou dois gols. Entretanto, a inquestionável superioridade argentina, tanto no papel, quanto no jogo, acabou manchada pelo gol que abriu o placar, marcado por Tevez. Foi o lance que fechou com ‘chave de lata’ a péssima exibição da arbitragem nos jogos deste sábado na Copa.

- O árbitro italiano Roberto Rossetti e seus assistentes simplesmente ignoraram o impedimento claríssimo do atacante, inclusive com o replay do lance sendo passado no telão instalado no Soccer City, em Joanesburgo. Mesmo com a imagem congelada não deixando dúvidas quanto a posição (irregular) do atacante, o tento foi validado, abrindo caminho para a vitória dos hermanos no momento em que o México era melhor na partida.

- Sim, a proposta dos comandados de Javier Aguirre no início de jogo surpreendeu a todos. Quem esperava um México retraído, deixando o tempo passar, se enganou completamente. Aguirre fez mudanças importantes no time, mantendo o criticado Osorio na lateral-direita, escalando finalmente os habilidosos Guardado e Giovani dos Santos juntos desde o início, e substituindo o experiente Blanco pelo centroavante Bautista.

- As mudanças surtiram efeito, com duas chances claras de abrir o placar entre 9 e 11 minutos. Na primeira, o lateral-esquerdo Salcido arriscou um chute do meio da rua, a bola pegou força e efeito e carimbou o travessão de Sergio Romero. Dois minutos depois, foi a vez de Guardado receber passe curto de Giovani, e da entrada da área, chutar de trivela, pra fora.

- Também modificada, a Argentina criava pouco perigo ao gol de Perez. O lateral-direito Jonas Gutierrez, criticadíssimo pela sua inconsistência defensiva, deu lugar ao zagueiro Burdisso, deslocando Otamendi para a lateral. Por opção tática, Verón deu lugar a Maxi Rodriguez, dando mais mobilidade ao time. Mesmo irregular, a albiceleste abriu o placar aos 26 minutos, justamente no lance polêmico do jogo.

- Messi tentou passar em profundidade para Tevez, mas o goleiro Perez se antecipou bem e afastou pra frente. Pra azar do goleiro, a bola voltou para Messi, que emendou de esquerda. Com dois mexicanos protegendo o gol, Tevez se viu obrigado a resvalar de cabeça, e fazendo proveito de sua posição irregular, mandou pras redes. O replay instantâneo do Soccer City revoltou os mexicanos, que pressionaram o trio de arbitragem, mas não impediram a validação do gol.

- Assim como aconteceu com a Inglaterra no jogo da manhã, os mexicanos se abateram completamente com o grave erro da arbitragem. Melhor para a Argentina, que os 32 minutos, ampliou o placar. Na saída de bola, Osorio tentou um passe curto para Rodriguez, ao seu lado, mas pegou mal na bola e ela saiu fraca. Esperto, Higuaín se antecipou, invadiu a área, driblou o goleiro Perez e tocou para o gol vazio. Foi o 4º gol dele no Mundial, artilheiro isolado do torneio até aqui.

- Barrera entrou no lugar do inócuo Bautista e deu uma movimentação interessante ao time pelo lado esquerdo, mas os argentinos tinham Carlos Tevez em grande dia. Aos seis minutos, ele dominou na entrada da área, limpou Osorio e Torrado e bateu muito forte, no ângulo de Perez, que não tinha chance alguma de chegar na bola. Golaço!

- Em partida discreta de Lionel Messi, e na qual Higuaín (apesar do gol) e Di Maria também foram figuras pouco presentes, foi Tevez quem chamou a responsabilidade, consagrando-se como o melhor em campo. Só que o México ainda não havia desistido do jogo, e a entrada de Guille Franco na vaga de Guardado deu novo ânimo ao time. Aos 25, Barrera aproveitou cruzamento de Salcido e cabeceou para o gol, mas Heinze cortou a bola em cima da linha.

- Melhor em campo, o México finalmente conseguiu seu gol aos 26. Hernandez recebeu bom passe, girou com facilidade pra cima de Demichelis e soltou a bomba, de perna esquerda, sem chances para Romero. Foi o segundo gol de ‘Chicarito’, recém-contratado pelo Manchester United, no Mundial – artilheiro do time na campanha.

- A cada rodada que passa, o filme de 2006 começa a se desenhar com mais intensidade. Novamente a Argentina elimina o México na fase oitavas-de-final, o que também aconteceu na Copa passada, e como naquela ocasião, a albiceleste terá pela frente a Alemanha nas quartas. Se depender dos argentinos, as coincidências param por aí, já que a Nationalelf os eliminou naquele Mundial.

- É uma pena ter a certeza de que Argentina ou Alemanha se despedirão tão precocemente da África do Sul. Mas como é bom saber que esta partida é garantia de futebol de alto nível e muita, muita emoção. Desta vez esperamos que seja sem polêmica, para não deixar dúvidas quanto a qualidade das equipes. Alemães e argentinos, beneficiados pela arbitragem nos seus respectivos jogos de hoje, são francos favoritos a conquista do Mundial.

domingo, 27 de junho de 2010

Chocolate alemão em Bloemfontein

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Por Leonardo Martins


Quando se soube que Alemanha e Inglaterra se enfrentariam em uma das oitavas de final, a expectativa criada para este jogo foi enorme. A bola rolou em Bloemfontein e confirmou-se a expectativa e tivemos um jogaço entre alemães e ingleses, só não se esperava o massacre imposto pela equipe do país da cerveja, que venceu o duelo por humilhantes 4 a 1 e passou as quartas de final.

Antes de tudo, é preciso salientar que as duas torcidas, famosas por arrumar confusões, não deram problema nenhum no Free State e deram um show na torcida por suas seleções. O mesmo show foi visto em campo por parte dos alemães.

Os alemães repetiram a mesma escalação que venceu Gana, a exceção foi a volta de Klose, que cumpriu suspensão. Já do lado inglês, Fabio Cappelo, que não encontrou um companheiro para Rooney no ataque, colocou Defoe.

O show de futebol começou nos primeiros minutos, em que os alemães imprimiram um ritmo forte, tanto na marcação como no ataque, não deixaram a Inglaterra jogar e tocava muito bem a bola com Podolski, Schweinsteiger, Ozil e Muller. E foram dos pés do jovem meia que nasceu a primeira jogada de perigo e James salvou o chute de Ozil


A Inglaterra não jogava e Rooney era, mais uma vez, a decepção do time, assim como Lampard, que ainda tentou em uma cobrança de falta, mas acertou a barreira. Aos 20, a goleada começou a se desenhar com um feito de Klose. O goleiro Neuer deu um chutão para o ataque e o camisa 11 disputou e ganhou de Upson, livre, o atacante deu um leve toque na bola e venceu James. Foi o 12° gol de Klose em copas, igualando ao Rei Pelé e ficando a três de Ronaldo, maior artilheiro em copas com 15.

Quase Klose fez o segundo gol, Muller deu lindo passe para o artilheiro, mas James salvou de novo. Os ingleses tinham falhas gritantes na marcação e os germânicos aproveitaram para ampliar o marcador. Aos 32, após bela troca de passes dos meias e atacantes, Muller achou Podolski na esquerda e o camisa 10 tocou por baixo de James e fez 2 a 0.

O segundo gol fez a equipe da terra da Rainha acordasse para o jogo e equilibrou as ações. Aos 37, o gol inglês fez o jogo ganhar em emoção. Gerrard cruzou e Upson escorou para o gol e o jogo pegou fogo. O English Team foi para cima em busca do empate e conseguiu, mas o juiz não viu.

O lance foi aos 40 minutos, Lampard, de fora da área encobriu Neuer e a bola bateu duas vezes no travessão e dentro do gol (foram 33cm além da linha), mas o lance não foi visto pelo arbitro uruguaio Jorge Larrionda que seguiu o jogo para desespero de todos os ingleses. O lance foi semelhante ao gol polemico do título inglês em 66 contra a própria Alemanha na final, mas, naquela ocasião, a bola não bateu dentro do gol e o juiz deu o gol. Digamos que a Inglaterra “provou do próprio veneno”. O primeiro tempo terminou com muita reclamação inglesa.

No segundo tempo, sem alterações para a volta do intervalo e com a Inglaterra partindo para cima em busca do empate e os tricampeões mundiais esperando o contra-ataque surgir para matar o jogo. As melhores chances do empate saíam dos pés dos meias Gerrard e Lampard, já que o ataque continuava improdutivo, principalmente, Defoe que era mais um dentro de campo. Aos 6, o meia do Chelsea cobrou falta que explodiu no travessão. A pressão era controlada pelos alemães, que saíam para o contra-ataque.

E foi assim que a classificação Germânica foi consolidada em dois contra-ataques terminados por Muller. No primeiro, Podolski acionou o camisa 13 na entrada da área e mandar a bomba, aos 22. Três minutos depois, foi a vez de Ozil sair em velocidade pela esquerda e cruzar para o atacante do Bayern fazer o quarto gol alemão. Chocolate em Bloemfontein: 4 a 1

Nos últimos minutos, restou a Inglaterra ir para a frente pela dignidade, já que 3 gols em 20 minutos era impossível de acontecer. Rooney finalmente apareceu no jogo, mas parou na defesa de Neuer. Foi um triste fim para uma seleção que chegou com um status de favorito, mas que esse favoritismo passou longe dos comandados de Fabio Cappelo, foram 4 jogos e pouco futebol.

Já a Alemanha, com um time jovem, mostra que a camisa cresce nesses momentos decisivos e promete outro grande duelo contra a Argentina, se esta passar pelo México daqui a pouco, nas quartas de final.

sábado, 26 de junho de 2010

Gana vence Estados Unidos e encara Uruguai nas quartas

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Por Gabriel Seixas

- Mais que um jogo de futebol, a vitória de Gana sobre Estados Unidos foi digna de um verdadeiro roteiro hollywoodiano da melhor qualidade (o que soa como redundância). O persistente empate no tempo regulamentar, o gol decisivo de Asamoah Gyan no início do primeiro tempo da prorrogação, o choro dos americanos após o apito final e a volta olímpica dos ganeses para festejar com a torcida (que era maioria em Rustenburg, e nem poderia ser diferente) foram alguns dos ingredientes que tornaram a partida ainda mais “cinematográfica”.

- A vitória por 2 a 1 faz com que Gana se consolide ainda mais como a melhor equipe africana na atualidade. Não só por ser a única que ainda sobrevive na disputa pelo título, mas pelo conjunto da obra nos últimos anos. Em 2006, classificação para sua primeira Copa e um honroso 13º lugar, sendo eliminada nas oitavas-de-final pelo Brasil. Ainda neste ano, na Copa Africana de Nações, chegou a final, mas foi derrotada pelo Egito – que curiosamente, sequer conseguiu vaga para o Mundial.

- Entretanto, é na primeira Copa do Mundo realizada no continente africano que Gana vem conseguindo seu maior feito no meio futebolístico. Uma inédita classificação para as quartas-de-final, que apenas outras duas seleções africanas conseguiram na história: Camarões, em 1990, e Senegal, em 2002. Se passar pelo Uruguai, em partida que será disputada na sexta-feira, os Estrelas Negras se tornarão a primeira seleção do continente a alcançar a fase semifinal em Mundiais.

- Vale destacar o ótimo trabalho do técnico Milovan Rajevac, de 56 anos, que no início sofreu rejeição por não ser nascido no continente, mas que desde sua chegada, em 2008, só vem conquistando resultados positivos. O que torna o trabalho do treinador ainda mais surpreendente é o fato do principal jogador do time, Michael Essien, do Chelsea, estar fora da disputa por uma lesão no joelho. Rajevac também teve personalidade ao deixar no banco jogadores experientes como Muntari e Appiah, rejuvenescendo o time, sobretudo apostando naqueles que venceram o Mundial Sub-20 em 2009.

- Atuais vice-campeões da Copa das Confederações, os norte-americanos se despedem da África do Sul de cabeça erguida. Lideraram um grupo que tinha tudo para ser protagonizado pela Inglaterra e apresentaram um futebol consistente, objetivo. A cada ano que passa, o Soccer tem tudo para ficar ainda mais popular no país, e vem caminhando pra isso: a torcida (e principalmente a aceitação) já é muito maior.

- E como todo o filme precisa de um protagonista, o de hoje foi Asamoah Gyan. O artilheiro do Rennes foi o autor do gol da classificação, aos 3 minutos da etapa inicial da prorrogação, após lançamento longo de Mensah. De quebra, Gyan ainda se igualou a outros cinco jogadores na artilharia do Mundial, com três gols. A título de curiosidade, também foi o primeiro marcado por ele (e pela seleção inteira) sem ser em cobrança de pênalti. Gana marcou apenas dois gols na primeira fase, ambos de Gyan convertendo penalidades máximas.

- O gol de Gyan ainda lhe rendeu a consagração de ser o segundo maior artilheiro do continente africano na história das Copas, com quatro gols. Ele está a um tento de alcançar o mítico atacante camaronês Roger Milla, que fez história na década de 90. Mas voltando a partida, o outro gol ganês foi marcado por Boateng, ainda aos cinco minutos. O meia do Portsmouth se tornou o primeiro jogador da história do clube a marcar gol em Mundiais.

- Olho em Kevin-Prince Boateng. Muitos ainda insistem em estereotipá-lo por aquele lance isolado com Ballack, no qual acertou uma entrada maldosa no alemão e acabou acidentalmente o tirando da Copa. Mas ao contrário do que parece, Boateng não é um jogador violento. Tem técnica, velocidade e muita força física, assim como os outros jogadores do time. Hoje ele foi um dos componentes da linha de 3 ofensiva dos africanos, ao lado dos habilidosos Ayew e Kwadwo Asamoah.

- Uma pausa na festa dos ganeses para registrar o gol dos Estados Unidos, marcado pelo ótimo Landon Donovan, cobrando pênalti. Foi o 45º gol dele pelos Yankees, disparado o maior artilheiro da seleção. Nos três chutes a gol que o meia arriscou em todo o Mundial, converteu os três – em cada um dos últimos três jogos disputados. Há quem diga que o resultado do jogo foi injusto, pois foram os norte-americanos que tiveram mais posse de bola e buscaram mais o jogo, mas parando nas boas defesas de Kingson. Já diria Donovan que ‘o futebol pode ser um jogo cruel’.

- Ao se dar conta da importância do resultado não só para os Estrelas Negras, mas para todo o continente africano, não há como lamentar o resultado. Com méritos, Gana está nas quartas-de-final, a um jogo de se tornar a primeira equipe africana a alcançar a fase semifinal de uma Copa. Apesar de ser um time que não encanta com a bola nos pés (dependente de valores individuais, como Gyan e Asamoah), vem colhendo os frutos de um trabalho sério e vitorioso. Gana já fez história. Daqui pra frente, o que vier é lucro. Um lucro até maior do que os gerados pelos filmes de Hollywood.

Celeste olimpica está nas quartas

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Por Leonardo Martins


O futebol uruguaio, tão forte até a década de 80, está renascendo na África do Sul. A Celeste Olímpica chegou as quartas-de-final pela primeira vez em 40 anos, a vitória uruguaia por 2 a 1 sobre a Coréia do Sul, em Porto Elizabeth, abriu a segunda fase da Copa do Mundo.

O técnico uruguaio, Oscar Tabarez, prometeu o mesmo ritmo da primeira fase, com o ótimo trio formado por Forlan, Suarez e Cavani comandando os ataques e com Godin voltando a zaga. Já os sul-coreanos estavam dependendo de Park, jogador do Manchester United, para construir as jogadas.

E logo aos 3 minutos, a Coréia chegou com perigo, Chun-Young cobrou falta e acertou a trave de Muslera. Mas a resposta sul-americana foi fatal. Aos 8, Forlan cruzou e a zaga coreana e o goleiro Sung-Ryong vacilaram, quem não vacilou foi Suarez, que apareceu para abrir o placar.

Depois do gol, os sul-coreanos pareciam abalados com o gol e pouco atacaram, sendo engolidos pela ótima marcação uruguaia, que usava os contra-ataques para chegarem a frente. Em um deles, Suarez tinha aparecido na frente do goleiro coreano, mas o bandeirinha anulou o lance, marcando impedimento, que não existiu, do artilheiro do Ájax.

Aos 31, o jogo teve outra chance, de novo com Chun-Young, mas desta vez a bola passou fora do gol. Aos 43, Maxi Pereira chutou e a bola bateu no braço de Sung-Yueng, o lance gerou reclamações uruguaias, mas que foram em vão, pois o juiz Wolfgang Stark não marcou a penalidade.

No segundo tempo, problema para o Uruguai, Godin voltou a sentir problemas no estomago e deu lugar a Victorino. Como única alternativa para o empate, a Coréia criou chances com Chu-Young, que chutou por cima, e Park, em cabeçada que Muslera defendeu. Mas aos 23, a insistência asiática deu certo, após bola rebatida pela zaga, Chung-Young aproveitou de cabeça e venceu o goleiro Uruguaio, foi o primeiro gol sofrido pelos uruguaios no mundial.

O gol coreano acordou os celestes que novamente dominaram a partida e partiram para o ataque. Aos 27, Suarez chutou e Sung-Ryong se esticou para mandar a bola para escanteio, o artilheiro do Ájax era o destaque do jogo com jogadas perigosas. E foi dos pés dele que a classificação uruguaia veio. Aos 35, o camisa 9 da celeste se livrou de um marcador e mandou um belo chute sem chances de defesa para o coreano. 2 a 1.

Suarez que logo depois foi substituído por Fernandez, foi para onde tava concentrada a torcida uruguaia no chuvoso Nelson Mandela Bay e comemorou. Nos últimos minutos, a Coréia do Sul chegou, mas não criou chances de marcar o gol de empate e o juiz apitou o fim do jogo.

Um grande que estava adormecido voltou a despontar no cenário mundial com a vaga entre as oito melhores seleções do mundo. O adversário uruguaio nas quartas-de-final sai do confronto entre Estados Unidos e Gana que acontece ainda neste sábado.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Espanha vence Chile e avança em 1º; chilenos encaram Brasil

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Por Gabriel Seixas


- Era pra ser um dos grandes jogos da 3ª rodada, mas de certa forma, frustrou boa parte das expectativas. A partir do momento em que a bola começou a rolar (não necessariamente, vamos esperar a partir do primeiro gol da Espanha, aos 25 minutos), Chile e Espanha tiveram poucos motivos para se preocupar com uma possível perda de suas respectivas vagas para as oitavas-de-final. Os espanhois venceram por 2 a 1, numa partida que pegou fogo nos 45 minutos iniciais, mas foi “cozinhada” de maneira sonolenta no segundo tempo.

- Marcelo Bielsa parecia pouco preocupado em enfrentar a atual campeã europeia. Como previsto, não abdicou do costumeiro futebol ofensivo e envolvente, escalando a equipe no 3-3-1-3. Matias Fernandez, suspenso, foi substituído por Valdivia, que funcionou como uma espécie de “enganche”, o armador central do time. No ataque, Mark Gonzalez e Sanchez foram muito discretos pelos flancos, isolando Beausejour na frente. A atuação abaixo da crítica da Roja só não lhe custou a vaga porque a Suíça não passou de um 0 a 0 com Honduras.

- Já a Espanha cumpriu seu objetivo, que era vencer e consequentemente carimbar a liderança do grupo. A Fúria se prepara para um confronto inédito frente a Portugal na história das Copas (o clássico da Península Ibérica), enquanto o Chile cruza o caminho do Brasil já nas oitavas – o único confronto sul-americano desta fase. Vicente del Bosque promoveu apenas a volta de Iniesta como novidade, na vaga de Jesus Navas. Capdevila, que tinha seu posto ameaçado na lateral-esquerda, foi mantido.

- Nem parecia a Espanha nos primeiros minutos iniciais. Muitos passes errados, pouca criatividade e susto nos contra-ataques, o que não é característica da Fúria, sempre acostumada a pressionar os adversários. Mas o Chile estava longe de ser um primor de futebol, pelo contrário: em 20 minutos, já havia recebido três cartões amarelos. Inclusive dois dos amarelados, os zagueiros Ponce e Medel, estão suspensos, impedidos de enfrentar o Brasil.

- Num lance isolado, a Espanha abriu o placar aos 25 minutos. Fernando Torres recebeu lançamento longo, e fora da área, o goleiro chileno Bravo chegou atabalhoado para afastar o perigo, de carrinho. Pra azar do arqueiro, a bola sobrou limpa para o artilheiro David Villa, que não se intimidou com a distância de 45 metros para o gol e bateu de primeira, com a perna canhota, encobrindo quem estava a sua frente. Golaço! É o 3º de Villa no Mundial, alcançando o argentino Higuaín e o eslovaco Vittek na artilharia da Copa.

- Aos 37 minutos, o Chile se rendeu de vez. Em jogada de contra-ataque, Torres serviu Villa na esquerda, que dominou a bola e tocou curto para Iniesta. De chapa, o meia do Barcelona mandou no cantinho de Bravo, sem chances para o goleiro. A título de curiosidade, o gol de Iniesta foi o centésimo desta edição da Copa do Mundo.

- Pra piorar as coisas para o Chile, quando Torres passou a bola para Villa, ainda no lance do gol, ele foi tocado por Estrada na entrada da área. O juiz deu vantagem, mas não esqueceu do lance. Apresentou o cartão amarelo para Estrada, e como o volante chileno já estava “amarelado”, foi expulso. Não pareceu a melhor decisão, já que a impressão que fica é a de que Torres sequer foi tocado pelo defensor chileno.

- Àquela altura, um gol da Suíça no outro jogo eliminaria o Chile do Mundial. Bielsa foi forçado a mexer no intervalo, trocando o apagado Mark Gonzalez por Paredes, e substituindo Valdivia pelo volante Millar, recompondo o meio-campo. Se Millar entrou em campo apenas para evitar uma tragédia, acabou fazendo algo muito melhor. Aos dois minutos, ele recebeu passe curto de Sanchez, e da entrada da área, bateu colocado. A bola desviou em Piqué e morreu no ângulo de Casillas.

- A partir daí, muito toque de bola de ambas as equipes e nenhuma oportunidade clara de gol. Ambos pareciam satisfeitas com o resultado, mesmo porque a Suíça não fazia sua parte contra Honduras. Fabregas e Javi Martinez, que entraram durante o jogo pela Fúria, pouco fizeram para mudar a história da partida.

- Com a eliminação da Suíça, a Espanha consagrou-se como a sexta e última equipe europeia classificada para as oitavas-de-final, o pior desempenho do continente na história das Copas em uma primeira fase. Foram sete europeus eliminados (França, Grécia, Eslovênia, Sérvia, Dinamarca, Itália e Suíça), e os que ainda restaram vão duelar entre si: Holanda x Eslováquia, Alemanha x Inglaterra e Espanha x Portugal.

- Já o Brasil certamente ficou de olho neste confronto. Não foi das melhores atuações do Chile, mas os comandados de Bielsa já se mostraram um time ofensivo, com jogadores individualmente muito capacitados, porém com uma defesa fácil de ser penetrada. Com a suspensão dos zagueiros Ponce e Medel, a fragilidade defensiva pode ficar ainda mais evidenciada. Encontro marcado para o jogo sul-americano: segunda-feira, 15h30, horário de Brasília. A Copa do Mundo chega aos 75% de seus jogos disputados. Alguém aí já está com saudades?

Oitavas de Final

26/06 – Sábado

11h – Uruguai x Coréia do Sul – Porto Elizabeth
15h30 – Estados Unidos x Gana – Rustemburgo

27/06 – Domingo

11h – Alemanha x Inglaterra – Bloemfontein
15h30 – Argentina x México – Soccer City

28/06 – Segunda

11h – Holanda x Eslováquia – Durban
15h30 – Brasil x Chile – Ellis Park

29/06 – Terça

11h – Paraguai x Japão – Pretória
15h30 – Espanha x Portugal – Cidade do Cabo

Brasil e Portugal empatam e seguem adiante

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Por Leonardo Martins


Na última rodada do Grupo G, em Durban, Brasil e Portugal realizaram o esperado jogo. Em um jogo sem muitas emoções, as duas equipes conseguiram um empate sem gols e seguem adiante no Mundial. O empate no Moses Mabhinda fez com que a vitória da Costa do Marfim sobre a Coréia do Norte por 3 a 0 ficasse como um amistoso de luxo.

O Brasil entrou em campo com três alterações, Nilmar, Júlio Baptista e Daniel Alves entraram nos lugares de Robinho (poupado), Kaká (suspenso) e Elano (machucado). Já os Lusos, entraram precavidos com o astro Cristiano Ronaldo como centroavante e isolado na frente.

Bom o jogo foi fraco, no primeiro tempo, os brasileiros esbarraram na marcação lusa e tinha um problema claro, a falta de velocidade e de armação, Júlio Baptista não entrou em campo praticamente e dava lentidão as jogadas, enquanto isso, o único que tentava era Maicon que dava arrancadas pela direita, mas não eram muito objetivas.

Lances de emoção, só na boa jogada de Luis Fabiano que cruzou e Nilmar apareceu em velocidade para completar, a bola bateu no goleiro Eduardo e na trave. Vale ressaltar que o juiz Benito Archundia teve trabalho na primeira etapa com as entradas duras, principalmente no duelo particular entre Pepe e Felipe Melo, os dois levaram cartão amarelo. Temendo que o volante ser expulso, Dunga tirou o camisa 5 para colocar Josué.

O segundo tempo, o panorama alterou um pouco, com Portugal dominando o jogo, mas esbarrando na marcação brasileira. No ataque, os mesmos problemas do primeiro tempo continuavam, as chances eram escassas assim como o futebol da seleção. Os lusos queriam ir para o jogo tanto que colocaram Simão no lugar do lateral Duda.

Cristiano Ronaldo tentou fazer jogadas pela direita e uma quase deu certo. O jogador do Real Madrid cruzou e Raul Meirelles aproveitou falha da zaga para aparecer livre na área, Júlio César fez bela defesa e mandou para escanteio. Enquanto isso, Dunga mostrava irritação com a marcação brasileira.

Mas o técnico brasileiro demorou a mexer no time. Enquanto isso, o amarelado Pepe saiu para a entrada Pedro Mendes, mas os lusos começaram a tocar a bola querendo o fim do jogo. Ramires entrou no lugar do inócuo Júlio Baptista e o meia que joga no país adversário quase fez no chute que desviou em Bruno Alves e Eduardo fez boa defesa. O primeiro lugar foi garantido, mas a atuação brasileira deixou o sinal de alerta ligado para as oitavas de final.

O jogo das oitavas acontece na segunda-feira contra o segundo colocado do Grupo H, que define sua situação daqui a pouco.

No outro jogo do Grupo G, a Costa do Marfim venceu tranquilamente a Coréia do Norte por 3 a 0, mas ficou na primeira fase. Yaya Toure, Romaric e Kalou fizeram os gols marfinenses na despedida dos elefantes no mundial.