domingo, 1 de agosto de 2010

Palmeiras e Corinthians empatam

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Por Leonardo Martins


A rodada de clássicos neste domingo foi aberta com o clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians no Pacaembu. Em um jogo polemico, o empate em um gol foi muito lamentado por ambas equipes.

O Corinthians tinha a estréia de Adilson Batista no lugar de Mano Menezes e como nos tempos de Cruzeiro, armou o time com 3 volantes. Iarley e Leandro Castan entraram nos lugares dos suspensos Roberto Carlos e Dentinho. Já no Palmeiras, Felipão armou o time em função de Kleber e contou com a volta de Danilo a zaga.

Querendo reassumir a liderança do Campeonato, perdida ontem para o Fluminense, o Timão iniciou o jogo na pressão. Aos 4, o novo batedor de faltas, Bruno César, exigiu boa defesa de Deola. Um pouco depois, começou a polemica, Armero colocou a mão na bola, mas o juiz não marcou o pênalti.

O Palmeiras, por sua vez, apostava nos contra-ataques e foi assim que o time criou a primeira chance. Kleber achou Ewerthon que passou para Lincoln completar para o gol, mas foi anulado ao marcar impedimento do atacante no primeiro passe.

Novo erro capital da arbitragem aconteceu aos 21. Iarley puxou contra-ataque e passou para Bruno César que cruzou para Jorge Henrique completar de letra, um golaço, mas irregular, já que o camisa 11 estava a frente da zaga no cruzamento. 1 a 0.

Com o gol, o Porco equilibrou o jogo e passou a atacar mais o gol de Júlio César e mais um erro da arbitragem. Jucilei empurrou Ewerthon na área e o juiz novamente não viu e deixou seguir o lance. Mas logo em seguida, gol dos mandantes. Danilo cruzou, Kleber cabeceou para a defesa de Júlio César e Edinho aproveitou o rebote para estufar as redes. 1 a 1 aos 33. O primeiro tempo terminou sem emoções.

No segundo tempo, o jogo continuou equilibrado e os impedimentos sendo marcados como o de Ewerthon aos três minutos. Bruno César se sucumbiu diante da marcação de Pierre e deu lugar a Defederico. Por outro lado, Lincoln deu lugar a Tinga, mas o jogo caiu em rendimento.

Mais um gol de Ewerthon foi anulado para desespero do ex-corintiano, aos 33. Ewerthon deu lugar a Patrik, mas o jovem pouco alterou o rumo do jogo, assim como os corintianos Paulinho e Souza. O Palmeiras foi melhor na etapa, mas não conseguiu achar o seu gol. E o alvinegro terminou o jogo sem a liderança.

No próximo fim de semana, os dois times voltam a campo no domingo. O Alvinegro recebe o Flamengo, às 16h (de Brasília), também no Pacaembu, enquanto os palmeirenses vão ao Serra Dourada enfrentar o Goiás no mesmo horário.

Curtinhas

- No clássico Grenal no Beira-Rio, o time reserva do Internacional segurou o empate sem gols com o rival Grêmio e subiu para o terceiro lugar na classificação do Brasileiro. Já o Grêmio continua no Z-4.

- Outra equipe que atuou com equipe reserva foi o Vitória. O Rubro-Negro recebeu o Botafogo no Barradão e saiu derrotado por 3 a 1. Os gols saíram no final do jogo. Edno e Jobson, por duas vezes, marcaram para o Fogão e Júnior descontou para o time baiano.

- O Avaí pelo segundo ano seguido vem realizando ótima campanha e isto foi reafirmado com a goleada sobre o Goiás por 4 a 1 em casa. O destaque da partida foi o meia Davi, autor de dois gols para o Azurra, Emerson e Robinho completaram a goleada catarinense. Já Bernardo fez o de honra para o Goiás.

No Clássico dos Milhões, Flamengo e Vasco não saem do zero

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Por Gabriel Seixas

Em tese, foram 90 minutos de clássico no Maracanã, mas pode-se dizer tranquilamente que apenas os dez últimos (com muita generosidade) valeram o ingresso. Cobrar uma partida de alvo nível técnico soa como inocência, mas é fato que esperava-se mais emoção no duelo, até pelo histórico dos confrontos entre Flamengo e Vasco.

Maioria nas arquibancadas, o que foi uma das poucas novidades no jogo, a torcida vascaína abraçou o time no seu principal trunfo: a motivação, que pode contradizer com a colocação que o cruzmaltino ocupa na tabela, mas coincide com as vitórias e consequentemente com a boa fase vivida desde a chegada do técnico PC Gusmão.

Como de costume, o Flamengo esbarrou nas suas próprias limitações técnicas, “premiando” a torcida apenas no quesito força de vontade. Quem ficou em casa, não perdeu nada. Entretanto, mesmo jogando mal, foram os rubro-negros que chegaram mais perto da vitória, porém existia um Fernando Prass no meio do caminho. Numa sequência de três defesas sensacionais em finalizações de Vinicius Pacheco, Borja e Juan (que você pode assistir clicando aqui) somada a outra defesa espetacular no último lance do jogo, em falta cobrada por Petkovic, o goleiro vascaíno foi o grande destaque do Clássico dos Milhões.

O jogo foi ruim, mas quem ficou surpreso? Esperava-se que o Vasco controlasse as ações do jogo pela empolgação vivida na temporada, a cada rodada ganhando posições no Brasileirão, mas de forma alguma esse fato poderia configurar um favoritismo, principalmente se tratando de um clássico. A etapa inicial foi equilibrada, mas infelizmente nivelada por baixo. Os vascaínos tinham nos estreantes Felipe e Zé Roberto as grandes válvulas de escape, e nem a falta de ritmo de jogo os impediu de atuarem muito bem, principalmente o segundo.

Desorganizado taticamente, o Flamengo errou praticamente tudo o que tentou. No meio-campo, Correa e Willians foram verdadeiros leões na contensão, mas quando a bola chegava mais na frente – ou simplesmente caía no pé do segundo -, nada mais acontecia. Borja e Val Baiano equivaleram a dois cones no ataque, sobretudo o segundo, que foi substituído nos primeiros minutos da etapa final como se nem tivesse entrado em campo. Kleberson mais uma vez foi uma negação na armação, talvez assim justificando sua presença na lista de Dunga para a Copa do Mundo.

Bem marcado e sem inspiração, Petkovic foi outro que não rendeu. Quando se trata do sérvio, esse discurso vale desde o encerramento do Brasileirão em 2009. PC Gusmão organizou o Vasco com três volantes e cedeu poucos espaços. Rafael Carioca foi o destaque na proteção à defesa, sempre muito seguro nos desarmes e efetivo na saída de bola, seguido de perto pelo garoto Rômulo, que não se intimidou com a titularidade em um clássico de tanta importância.

A partida, que já era ruim, ficou ainda mais sonolenta na etapa final. Como bem destacou o comentarista Álvaro Oliveira Filho, da Rádio CBN, o placar só permaneceu 0 a 0 porque não há como ser menos que isso. Faltou ousadia nas primeiras alterações de ambos os técnicos. Pelo Flamengo, Rogério Lourenço apostou no volante Fernando na vaga de Kleberson, enquanto o vascaíno PC Gusmão respondeu com Carlos Alberto no lugar de...Nunes, o único centroavante do time. O contra-ataque ficou mais incisivo, porém faltava uma referência na frente.

O jogo era tão igual, mas tão igual, que os técnicos decidiram corrigir os equívocos praticamente na mesma hora. Enquanto Lourenço trocou o inócuo Val Baiano por Vinicius Pacheco, que auxiliaria Juan no apoio às costas do lateral Irrazabal – muito mal defensivamente -, PC Gusmão trocou Felipe, cansado, pelo atacante Eder Luis, reorganizando o sistema tático do início da partida. A princípio, nada mudou. Mas quando o “leão” rubro-negro Willians sentiu uma pancada e pediu pra sair, inclusive provocando gritos de “burro” da torcida, o Vasco cresceu.

Fagner não conseguiu finalizar a gol porque o goleiro Marcelo Lomba se antecipou com eficiência, e no lance seguinte, Eder Luis aproveitou bobeira de Leo Moura e finalizou, mas Lomba foi novamente providencial. Foram os últimos suspiros do time vascaíno, vencido pelo cansaço. A partir dos 41 minutos, “nascia” o grande heroi da nação cruzmaltina: Fernando Prass.

No terceiro parágrafo você encontra o link para assistir a sequência inacreditável de defesas de Prass, que começou num chute cruzado de Vinicius Pacheco. O goleiro deu rebote, e na sobra, Borja teve calma para cortar o defensor, mas displicência na hora de finalizar de perna esquerda. Entretanto, o mérito foi unicamente do arqueiro, que no rebote, ainda evitou um gol de Juan numa tentativa de peixinho. Seria Rodolfo Rodrigues o responsável por abençoar Fernando Prass neste “bombardeio”?

A seção de milagres acabou apenas no último lance do jogo, numa falta cobrada por Petkovic com perfeição, que o goleiro do Vasco se esticou todo para mandar pra escanteio. Como não havia tempo pra mais nada, o árbitro Péricles Bassols apitou o fim da partida. Os minutos finais não só valeram o ingresso, como tranquilamente poderiam ter culminado na vitória do Fla. Pela mistura de incompetência nas finalizações e a noite inspiradíssima de Prass, o objetivo não foi cumprido. De qualquer forma, o zero no placar retratou com perfeição o que foi a partida.

Como bem disse Roberto Dinamite após o jogo, os reforços vascaínos agradaram no primeiro teste, e à medida que ganharem entrosamento com o elenco, serão fundamentais na manutenção da boa fase da equipe. No Fla, o sinal de alerta amarelo já deu lugar ao vermelho. O oitavo lugar não pode esconder as limitações do elenco, os sucessivos equívocos do treinador e a turbulência vivida na direção do clube.

O clássico, que era pra ser um divisor de águas, acabou não interferindo em nada na mudança de ambiente. Pelo contrário. O buraco continua cada vez mais fundo, mas ainda assim, o atual campeão brasileiro e dono da maior torcida do Brasil não merece ser subestimado. Este campeonato é tão equilibrado que nem a crise faz o Flamengo deixar de figurar na parte de cima da tabela. Por enquanto. É bom que se aproveite esse momento para criar mecanismos de forma que isso se mantenha até o fim da competição, o que a cada rodada, parece muito improvável.
Curtinha
- O Santos foi a Presidente Prudente com o time reserva e conseguiu uma importante vitória sobre o Prudente por 2 a 1. Todos os gols saíram na segunda etapa. Danilo e Rodriguinho fizeram para o Peixe e Robson descontou para os interioranos, que ainda tiveram a chance de empatar, mas perderam dois pênaltis, um com Paulo César e outro com Robson.

Série B 2010 – 11ª rodada

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Por Leonardo Martins


Pela Série B do Brasileirão, a semana foi de 11ª rodada disputada e muitas mudanças de posição nos 10 jogos, inclusive na liderança. Vamos a um resumo da rodada.

A liderança mudou de mãos e passou para o Coritiba. O Coxa foi a Goiânia e venceu o lanterna Vila Nova por 1 a 0. A equipe coxa-branca contou com a ajuda do rival Paraná, que goleou o, então líder, Náutico por 4 a 0 em casa e encostou no G-4. O terceiro colocado Figueirense conseguiu um bom empate em Salvador por dois gols diante do Bahia. Troca também no 4º lugar, a Portuguesa entrou no G-4 ao vencer o São Caetano por 3 a 1 no Canindé com direito a gol do veterano Dodô, que fizera sua estreia na equipe lusitana. Quem saiu do G-4 foi o América-MG, o Coelho foi derrotado em Alagoas pelo ASA por 2 a 1, de virada.

Na parte debaixo da tabela, o Sport vive uma crise e perdeu em casa para o Duque de Caxias por 2 a 1, Toninho Cerezo balança no cargo de técnico do Leão e os cariocas saíram do Z-4. Empate ruim para as duas equipes entre Santo André e América-RN por 2 a 2 no ABC. Quem entrou na zona vermelha foi o Bragantino, que foi derrotado pela Ponte Preta por 2 a 0 em casa, a Ponte subiu na tabela. O Ipatinga conseguiu a segunda vitória ao derrotar o Brasiliense por 2 a 0 no Ipatingão e deu uma esperança de recuperação. O único 0 a 0 da rodada foi entre Icasa e Guaratinguetá em Juazeiro do Norte.

Classificação

1º Coritiba – 24
2° Náutico – 23
3° Figueirense – 21
4° Portuguesa – 20
5° Paraná – 19
6° América-MG, São Caetano, e Guaratinguetá – 18
9° Bahia – 17
10° ASA – 16
11° Icasa, Ponte Preta e Brasiliense – 14
14° Duque de Caxias e Santo André – 12
16° Sport – 11
17° Bragantino – 10
18° Ipatinga e América-RN – 8
20° Vila Nova – 4

Fluminense bate Atlético-PR e assume provisoriamente a liderança

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Por Gabriel Seixas

Tudo nas Laranjeiras beira a perfeição. Para muitos, o Fluminense reúne elementos como o melhor elenco, o melhor técnico e o futebol mais eficiente do Brasil. Entretanto, para incrementar ainda mais a satisfação do torcedor tricolor no Brasileirão, faltava a liderança. Ela ainda é momentânea, mas é merecida. Nenhum time brasileiro tem jogado tanto quanto o Flu na volta da intertemporada. O time burocrático do primeiro semestre, que recorria frequentemente ao “Muricybol”, agora ganhou entrosamento e reforços de qualidade, como Emerson e Washington, que pelo menos no quesito gols, resolveram a partida de hoje. 3 a 1 sobre o Atlético-PR ficou de ótimo tamanho.

Grandes exibições individuais marcaram a partida, como a de Darío Conca, que não marcou gols, mas foi determinante para o triunfo. A jogada individual do argentino no terceiro gol, marcado por Washington, valeu o ingresso dos mais de 40 mil que compareceram ao Maracanã. Falando em Washington, o Coração Valente foi outro que roubou a cena, justo na sua reestreia, e justo contra um clube pelo qual fez história, consagrando-se como o maior artilheiro de uma edição de Campeonato Brasileiro. Washingol não perdoou: marcou dois e comemorou ambos, o que não é característico quando enfrenta um clube pelo qual tem tanto carinho quanto o Atlético-PR.

O seu companheiro de ataque, Emerson, é outro que só prolonga a lua-de-mel com a massa tricolor. Em seu segundo jogo pelo Flu, marcou seu segundo gol. No primeiro tempo a sintonia entre os atacantes não foi das melhores, mas na etapa final, ambos jogaram como se o artilheiro Fred, contundido, não fizesse a mínima falta. O elenco é tão qualificado que nomes como o jovem Alan e Rodriguinho, vice-campeão paulista com o Santo André, também brigam por um lugar no ataque.

Muricy não tem do que reclamar. Sua dor de cabeça é das boas – apesar de parecer contraditório -, e caso a qualidade do elenco não provoque estrelismo, o time tem tudo para confirmar o favoritismo e seguir na ponta até o final. Deco é cotado para ser apresentado nos próximos dias, mas vai brigar por espaço. Pelo que se conhece de Muricy Ramalho, todo cuidado é pouco em escalá-lo ao lado de Conca na armação para municiar dois atacantes.

Certamente, o novo esquema tático sobrecarregaria e tanto os volantes Diogo e Diguinho. Por sinal, o último foi vetado de última hora pro jogo de hoje e acabou dando lugar ao zagueiro Cássio, contrariando a teoria de que o 3-4-1-2 seria substituído pelo 4-2-2-2. No fim das contas, o defensor não teve uma boa exibição, pra variar, porém felizmente não comprometeu a vitória.

Há de se convir que o Atlético Paranaense fez uma partida bastante digna, principalmente no primeiro tempo, organizando-se bem taticamente e sofrendo um gol originado de um descuido de Bruno Costa, que perdeu bola dominada pra Conca. O meia cruzou com maestria para Washington, que de primeira, completou pras redes. Bruno vinha sido bastante elogiado durante a semana, por sua capacidade em fazer as variações de zagueiro e lateral-esquerdo com muita competência.

Expectativa mesmo ficava por conta da estreia de Guerrón, carrasco do Flu na final da Libertadores de 2008, quando defendia a LDU. No tempo em que ficou em campo, nada fez. Quando foi substituído, ganhou de presente uma sonora vaia para guardar novas recordações do Maracanã. Outros jogadores, como Paulo Baier e Bruno Mineiro, acabaram sacrificados taticamente e pouco renderam. Ao menos o último, também pra variar, deixou sua marca, com uma cabeçada certeira.

Pena que o tricolor já havia liquidado a fatura com gols de Emerson e Washington, ambos na etapa final. O objetivo inicial já foi alcançado: chegar ao topo. Tudo pode ir temporariamente por água abaixo caso o Corinthians vença o Palmeiras, mas enquanto a partida não acontece, a hora é de se concentrar em superar alguns traumas: o de Muricy, a eterna sombra da seleção brasileira; o do Fluminense, de brigar por um título brasileiro, o qual só ostenta um em toda a história. Apesar da enorme qualidade técnica individual, o segredo do plantel tricolor é o conjunto. Alguém se habilita a parar o Flu?

sábado, 31 de julho de 2010

São Paulo finalmente ganha no Brasileirão

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Por Leonardo Martins


Depois de um longo jejum sem vitórias no Campeonato Brasileiro, o São Paulo finalmente reencontrou com a vitória na noite deste sábado. Jogando no Morumbi, o Tricolor venceu o Ceará, que está no G-4, por 2 a 1 e deu esperanças para o jogo da quinta na Libertadores.

Surpreendentemente, o técnico Ricardo Gomes só poupou Dagoberto e Fernandão que ficaram no banco, o resto do time estava em campo incluindo Ricardo Oliveira. Já o Ceará queria manter a ótima defesa que só havia levado 4 gols em 11 jogos.

Mas o primeiro tempo foi pobre e sem grandes emoções, o São Paulo era melhor, mas esbarrava na ótima marcação cearense. Já o alvinegro, pouco atacava e só preocupava em segurar o empate.

As chances só vieram aos 6, quando Fernandinho cruzou e Ricardo Oliveira chutou por cima, aos 17, Alex Silva cabeceou e Diego fez grande defesa, e aos 24, quando o atacante dividiu com a zaga e o chute foi para longe. O Ceará só chegou aos 43, mas a zaga cortou o cruzamento de Misael. Vaias para a atuação são-paulina na descida para o intervalo.

Na volta do intervalo, Xandão deixou o campo para a entrada de Fernandão, o que deixou os paulistas mais ofensivos e buscaram o gol. A alteração melhorou o jogo e as chances apareceram. Aos 9, Hernanes chutou e obrigou Diego a fazer grande defesa. Aos 11, foi a vez de Fernandinho exigir boa defesa do 1 alvinegro. Aos 15, Ceni trabalhou no chute de Ernandes.

Mas a pressão são-paulina resultaria em dois gols rápidos por volta dos vinte minutos. Aos 20, Hernanes cobrou escanteio e Fernandão usou sua boa estatura para testar para o gol e vencer Diego. 1 a 0. Dois minutos depois, Dagoberto, que havia entrado no lugar de Fernandinho, lançou Ricardo Oliveira que avançou sozinho e tocou por cima de Diego, um belo gol no segundo. Foi o primeiro gol do atacante na volta ao Morumbi.

Com a vantagem São-paulina, o time tricolor diminuiu o ritmo e Ricardo Oliveira saiu cansado para a entrada de Casimiro. Mas o Ceará foi em busca de reação e conseguiu apenas um gol. Aos 39, Erick Flores fez boa jogada e chutou no canto de Rogério Ceni, mas foi só. Os mandantes quase marcaram o terceiro com Marlos, mas o meia chutou para fora após boa jogada.

O resultado dá um pouco de esperança na virada contra o Inter pelas semifinais da Libertadores, onde o time precisa vencer o Colorado por dois gols de diferença. Já o Ceará volta a campo contra o Atlético-GO em casa.

Curtinha:

- Por falar no Atlético, o Dragão entrou em campo neste sábado para enfrentar o Guarani em Goiânia, mas não passou de um empate em 1 a 1 e o time continua em último lugar. Rodrigo Tiuí abriu o placar para os goianos e Mazola empatou para os bugrinos, os dois gols ainda na primeira etapa.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Santos larga na frente do Vitória na final da Copa do Brasil

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Por Gabriel Seixas

Durante a semana, o que mais se ouviu foi que o Santos tinha a obrigação de criar uma boa vantagem no primeiro jogo da final da Copa do Brasil frente ao Vitória, na Vila Belmiro, para encarar com mais tranquilidade a partida da volta, no Barradão, na próxima semana. Se os baianos tem seu caldeirão como carta na manga, os santistas não deixaram pra menos: em 90 minutos, foram amplamente superiores, sem dar ao menos uma chance para o adversário finalizar com perigo. Rafael, goleiro do Peixe, foi um mero espectador da partida. O resto do time teve de trabalhar e muito. Só faltou capricho na finalização. Resultado: muitas chances claras de um gol, e um 2 a 0 que não satisfez inteiramente o time paulista. A disputa pelo título continua aberta.

De alguma forma, a convocação do quarteto Ganso, Neymar, Robinho e André para a seleção brasileira parece ter dado uma motivação extra ao time. Todos eles estavam em baixa na temporada, inclusive os dois primeiros, que geraram um grande apelo popular por suas presenças na lista de Dunga para a Copa do Mundo. Contra o Vitória, os santistas fizeram um jogo de ataque contra defesa. No primeiro tempo, quando Ganso já havia acertado uma cobrança de falta na trave, Neymar abriu o placar aos 14 minutos, à lá Renato Gaúcho. Meio de barriga, meio de peito.

O Vitória sentiu os desfalques. Sentiu a distância de casa. Sentiu a pressão da torcida na Vila Belmiro, e a do time mandante dentro de campo. Robinho pegou de chapa aos 17 minutos, mas errou o alvo. Nos minutos finais, quem perdeu o gol foi André, que desde quando teve sua negociação para o Dinamo Kiev concretizada, nunca mais foi o mesmo. Assim como possivelmente Robinho, este foi seu último jogo na Vila Belmiro. Não marcou gol, e pelo que vem jogando, não fará falta. Bem, pelo menos quando Keirrison já estiver à disposição, pois seu outro substituto é o limitado Marcel.

Ao contrário de Robinho e André, Neymar continua firme e forte na Vila Belmiro. 11 gols na Copa do Brasil, 29 na temporada. Artilheiro da competição, artilheiro do time no ano. Seus números impressionam, mas o futebol apresentado hoje, por exemplo, não. Logo aos cinco minutos, ele apareceu livre pela esquerda, mas errou o chute. No minuto seguinte, Lee fez grande defesa em chute de Robinho, e na sobra, Ganso perdeu um gol com a meta escancarada.

Pausa para Neymar. Hora de falar de Lee. Muito se dizia que o jovem goleiro rubro-negro, de nome um tanto incomum (LEE WINSTON) sentiria a pressão de um jogo tão importante, mas o que se viu foi justamente o contrário. Sem nenhum exagero, pode-se afirmar que o garoto de 22 anos ofuscou os Meninos da Vila e foi o melhor em campo. Pena que foi uma estrela solitária. O resto do time colaborou pouco. Ramon estava sem inspiração até nas bolas paradas, Elkeson não conseguiu dar movimentação ao time, e Schwenck foi peça nula na frente.

Voltamos para o Neymar, mas sem pausa para falar de Lee. Não entendeu? Eu explico: aos 27 minutos, Neymar gingou pra cima de Wallace e foi derrubado dentro da área. Pênalti incontestável. Ele sofreu o pênalti, tem a seu favor a artilharia da Copa do Brasil, do time em 2010 e uma convocação para a seleção brasileira. Credenciais não faltavam para bater o penal. Faltou simplificar. Mas é daqueles lances que não se pode crucificar o batedor: ele tentou uma cavadinha à lá Loco Abreu, mas Lee fez o que o ganês Kingson deveria ter feito, ou seja, ficar parado no meio do gol para defender com tranquilidade. Tão raro, tão inusitado. Méritos para Lee, o dono da noite.

Nem a derrota parecia apagar a noite feliz de Lee. Só com essa partida ele já pode gravar um DVD, incluindo duas defesas sensacionais em finalizações de Zé Eduardo, que substituiu Robinho. Entretanto, antes disso, o pior havia acontecido. Outro suplente, Marquinhos, que surpreendentemente substituiu Ganso, cobrou falta com perfeição. A bola morreu no cantinho, onde nem cinco ou seis “Lee's” alcançariam a bola. Golaço. Não foi o do título. Ou sim.

Não se iludam: o Vitória tem todas as condições de reverter essa vantagem. Nos jogos que fez em casa nesta Copa do Brasil, marcou DEZENOVE gols em cinco partidas e não sofreu NENHUM gol. O Barradão vai ferver. Não há dúvidas de que é o jogo mais importante do futebol baiano nos últimos anos. A empolgação e o apoio da torcida podem sim fazer a diferença, como fez em favor do Sport em 2008, quando os pernambucanos reverteram uma vantagem construída pelo Corinthians no jogo de ida daquela final de Copa do Brasil.

Aos que dizem que o time do Vitória é fraco, um aviso: o time é bom, inclusive esse mesmo que entrou em campo hoje, desfalcado de cinco titulares. No jogo da volta, o palco será diferente, o espírito será diferente e a postura será diferente. O jogo de hoje não serve como parâmetro para o que vai acontecer na próxima semana. O histórico sim: o Vitória é forte em casa e tem totais condições de vencer por dois ou mais gols de diferença. Zebra? Nem tanto. O Santos é mais forte tecnicamente, mas terá de demonstrar maturidade. Mais importante do que lidar com a pressão, será lidar com a vantagem.

Internacional sai na frente

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Por Leonardo Martins

No primeiro duelo brasileiro válido pela semifinal da Taça Libertadores entre Internacional e São Paulo no Beira-Rio lotado. O jogo foi bom, mas o Inter foi premiado pela insistência e venceu por 1 a 0, abrindo vantagem rumo a Final.

O Inter entrou em campo com o time que chegou a semifinal, exceto Renan no lugar de Pato Abbondanzieri. Já o Tricolor entrou em campo com a mesma equipe que eliminou o Cruzeiro a 70 dias atrás, com o ex-ídolo Colorado, Fernandão, no comando de ataque.

A tonica do jogo foi Inter atacando e São Paulo se defendendo e armando uma retranca. O jogo era de um time só, mas as chances eram poucas e quando tinham sucesso, os jogadores colorados esbarravam em Rogério Ceni.

O Colorado esbarrava na ótima retranca armada pelo Tricolor paulista, D’Alessandro e Taison com seus dribles rápidos, tentavam vencer a marcação. O argentino cruzou e Alecsandro chutou e exigiu boa defesa de Ceni. Aos 28, bela tabela entre Guiñazu e Taison e o atacante concluiu para outra defesa de Ceni. Aos 41, o camisa 10 chutou para longe. E o São Paulo? Sò se defendeu e não criou uma única chance.

Aliás, o primeiro chute são-paulino no gol de Renan só ocorreu aos 12 da segunda etapa quando Dagoberto chutou e a bola passou ao lado. Mas antes, mais pressão colorada, Andrezinho chutou e lá estava Rogério Ceni para salvar o time paulista, logo no primeiro minuto de jogo. Um pouco depois, o capitão tricolor apareceu de novo para salvar na conclusão de Taison.

Mas aí apareceu a estrela de Giuliano, que havia feito o gol da classificação na Argentina contra o Estudiantes. O Meia entrou no lugar de Andrezinho e aos 22, foi decisivo novamente, Alecsandro tentou entrar na área e a bola sobrou para o camisa 11 girar e chutar no canto de Ceni. Festa e alívio colorado com o gol.

Mesmo com o gol, o panorama do jogo não mudou e o Inter continuou pressionando e o time paulista se defendendo, até tentou atacar com novos jogadores e a reestréia de Ricardo Oliveira aconteceu, mas visivelmente fora de ritmo pouco ajudou. Já o Inter tentou com Kleber, Alecsandro e Taison, mas não conseguiu ampliar a vantagem. Ah, e ainda teve Rafael Sóbis, carrasco tricolor na final de 2006 entre ambos, entrando no jogo. Mas a vitória colorada veio e a decisão só se encerrará no Morumbi, na quinta-feira dia 5.

O Internacional joga por um empate ou até uma derrota por um gol de diferença, desde que faça um gol para chegar a decisão. Ao Tricolor, resta uma vitória por dois ou mais gols de diferença.

Curtinha

- Na outra semifinal da Libertadores, Chivas e Universidad do Chile se enfrentaram no Estádio Azteca na Cidade do México. Em um bom jogo, o empate em um gol foi bom para os chilenos que podem empatar sem gols em Santiago que garantem a vaga na final da Libertadores. Olarra abriu o placar para LA U e Arellano empatou para os mandantes.