domingo, 15 de agosto de 2010

Tricolor e Cruzeiro empatam no Morumbi

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Por Leonardo Martins


Em um grande clássico do futebol brasileiro, São Paulo e Cruzeiro realizaram um ótimo confronto no Morumbi. O jogo foi cheio de alternativas e o empate em dois gols condiz com o equilíbrio da partida.

Estréias nas duas equipes marcaram o jogo, do lado paulista, o novo técnico Sérgio Baresi apostou em jogadores jovens como Casemiro e Samuel e ainda promoveu o retorno de Carlinhos Paraíba ao time. Do lado cruzeirense, a estreia de Montillo era a principal esperança de novos frutos ao time mineiro.

Com estas atrações, só poderia esperar jogo bom e tivemos um jogo movimentado. O inicio de jogo foi de muito equilíbrio e estudo de ambas equipes. Montillo mostrava porque foi contratado a peso de ouro e deu uma cara nova ao meio celeste, com boas jogadas e ótimos lançamentos.

Mas aos poucos, o Tricolor foi dominando as ações e criando chances. Aos 23, Ricardo Oliveira desperdiçou uma ótima chance. Mas antes, pelo menos, por quatro vezes, o São Paulo chegou com perigo ao gol de Fábio.

O Cruzeiro se mostrava nervoso em campo, principalmente a marcação e o gol são-paulino era questão de tempo. Mas antes do gol, várias chances de ambas equipes. Montillo e Everton arriscaram para a defesa de Rogério Ceni. Já Fernandão obrigou Fábio a fazer grande defesa.

Mas o gol tricolor saiu aos 41 minutos. Jean cruzou e Casemiro apareceu de surpresa para encobrir Fábio e abrir o placar. O Tricolor ainda fez o segundo com Carlinhos Paraíba, mas foi anulado pelo juiz.

Vendo que o setor de marcação não rendia, Cuca mexeu no intervalo ao colocar Caçapa no lugar de Diego Renan, 3 zagueiros e o time ficou equilibrado em campo com boas opções ofensivas. O jogo melhorou na segunda etapa e o Cruzeiro saiu em busca do empate.

Montillo dava um ar especial ao time azul e quase que ele marcou, mas Ceni salvou o gol de empate. Depois o camisa 10 deu lançamento para Everton, mas chutou em cima do 1 tricolor. Everton que deu lugar a Roger e o time foi para frente para valer. O empate veio aos 22, Thiago Ribeiro tentou chutar e Ceni fez grande defesa, a bola voltou para o próprio Thiago que cruzou para o artilheiro Wellington Paulista completar para o gol. 1 a 1.

Mesmo com o gol de empate, o Time azul permaneceu no ataque e o jogo ficou aberto porque o time da casa também buscou a vitória. O São Paulo tentou a vitória de maneira desorganizada e só chegou com perigo uma única vez com Ricardo Oliveira, mas o atacante chegou atrasado.

Quem chegou ao gol de desempate foi o time visitante. Montillo, sempre ele, fez lindo lançamento para Thiago Ribeiro driblar Rogério Ceni e chutar no gol vazio. Festa azul e entrada no G-4 a vista, aos 38.

Mas o jogo ainda guardava mais emoções no final. Fernandinho, que havia entrado no lugar de Marlos, passou a infernizar a defesa com cruzeirense e foram dos pés dele que saiu o gol de empate. Nos descontos, ele fez ótima jogada pela direita e cruzou para Ricardo Oliveira completar e salvar o São Paulo de mais uma derrota no Morumbi neste Campeonato.

O Cruzeiro volta a campo no próximo domingo quando enfrenta o Vitória no Ipatingão e o Tricolor tem o clássico contra o Corinthians no Pacaembu, também no Domingo.

Curtinhas

- Por falar no próximo adversário do Tricolor, o Corinthians foi a Florianópolis e perdeu a segunda no Campeonato, 3 a 2 para o Avaí e se desgarrou do líder Fluminense. O Avaí entrou no G-4 com o resultado. Davi, Chicão (contra) e Rafael fizeram os gols do azurra, já Bruno César fez os dois do Timão e se isolou na artilharia do Brasileiro com 8 gols.

- O Vasco mantém o bom nível apresentado após a parada para a Copa e conseguiu uma ótima vitória em Presidente Prudente sobre o Prudente por 2 a 1 e subiu na tabela de classificação. Éder Luis e Nilton fizeram para o time cruz-maltino e João Vitor descontou para os paulistas.

Flamengo bate o Ceará e quebra jejum de vitórias

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Por Gabriel Seixas

Flamengo e Ceará fizeram o típico jogo que certamente poderia (e até merecia) terminar sem gols. Duas equipes bem postadas defensivamente, mas que erravam muitos passes, não tinham criatividade no meio-campo e finalizavam pouco. Numa partida tão igual, o que acabou decidindo foi a individualidade. Interprete como quiser: isso vale tanto para o flamenguista Willians, que invadiu a área adversária com velocidade e sofreu pênalti, quanto para o cearense Anderson, que infantilmente teve pressa em paralisar a jogada e acabou entregando a vitória de bandeja ao adversário.

Coube a Petkovic converter a penalidade que decidiu a partida. Talvez tenha sido o único grande momento de expectativa do jogo. Se o Flamengo mais uma vez ainda não conseguiu se acertar, ao menos conquistou os três pontos e quebrou o incômodo jejum de quatro jogos sem vitória. Com o resultado, o Fla igualou a pontuação do quinto colocado, Internacional (20 pontos). O Ceará, mesmo sem vencer depois da saída de PC Gusmão (Mário Sérgio fez sua estreia no comando, em substituição a Estevam Soares), mantém a duras penas o quarto posto.

Se quiser sonhar com algo mais do que o momentâneo sétimo lugar, antes de tudo, o Flamengo precisa se ajustar taticamente. Digo e repito que Rogério Lourenço não é o nome ideal para reconduzir o time ao caminho das vitórias, ainda que seja prejudicado por não ter um bom elenco em mãos. No jogo de hoje, fez uso do sistema tático mais retrógrado da atualidade: o 4-4-2 em losango. Pelas características e condição física dos jogadores de frente, obviamente o esquema não deu certo.

A dupla de ataque, Leandro Amaral e Val Baiano, somou a grande quantia de um chute a gol em toda a partida. O primeiro ainda pode ser isento de críticas pela falta de ritmo de jogo, assim como Renato Abreu, escalado na meia-esquerda com a missão de fechar os espaços pelo setor e melhorar a saída de bola. A falta de ousadia do adversário permitiu que Renato não comprometesse na defesa, mas na distribuição de jogo, sentiu a falta de ritmo.

Petkovic é outro caso à parte. Parece coincidência o fato do sérvio não render o que pode com Lourenço no comando, mas não é. O fato de existirem dois atacantes isolados na frente sem responsabilidades defensivas obriga Pet a recompor o jogo, mas a idade e consequentemente o vigor físico não lhe permitem tal função. Resultado: outros jogadores acabam excessivamente sobrecarregados, sobretudo a dupla de volantes Correa e Willians, outra vez colecionando ótima atuação.

Já não é novidade nenhuma a dupla destoar positivamente do resto do time, especialmente Willians. Além de roubar diversas bolas na defesa, ele ainda corrigiu simultaneamente outra grave deficiência do Fla, a criação de jogadas. Pelo lado direito, imprimiu muita correria e disposição, mas com a bola no pé, não é lá grande coisa. Ainda assim, criou a jogada do gol rubro-negro, na qual cortou a defesa cearense pelo flanco direito e foi derrubado por Anderson dentro da área.

Outro ponto positivo do Flamengo no jogo foi a consistência defensiva, o que não pode ser baseado apenas na inoperância ofensiva do Ceará, mas sim pelas atuações recentes. A dupla de zaga Ronaldo Angelim e Wellinton transmitiu relativa segurança, assim como Marcelo Lomba na meta, novamente sem sofrer gols. Nas laterais, o grande problema. Pela direita, Leo Moura fez uma de suas piores partidas na temporada, enquanto nenhum outro jogador irritou tanto a massa rubro-negra quanto Michael na outra lateral.

O Flamengo encontrou o caminho das vitórias, mas não o seu estilo de jogo ideal. Quanto ao Ceará, as estatísticas falam por si só: um time que sofre e marca poucos gols. Depois da saída de PC Gusmão, que colocou o alvinegro na vice-liderança, o Vozão ainda não achou seu rumo. Pelo que vem jogando, a tendência é continuar ladeira abaixo, o que pode ressuscitar o que era inevitável antes do campeonato, mas que ficou em xeque nas primeiras rodadas: a briga contra o rebaixamento.

Curtinhas:

- Em franca ascensão no campeonato, o Botafogo derrotou o lanterna Atlético Goianiense fora de casa por 2 a 0 e assumiu o terceiro lugar. Os gols da vitória foram marcados por Somália e Jóbson, que colocam dois cariocas no G-4 pela primeira vez desde novembro de 2007.

- Na Arena Barueri, Felipão venceu a primeira sob o comando do Palmeiras. O alviverde bateu o Atlético Paranaense por 2 a 0, gols de Danilo e Ewerthon, este que entrou no segundo tempo. Valdivia assistiu a partida das tribunas, e Scolari foi expulso por reclamação na etapa final.

sábado, 14 de agosto de 2010

Galo finalmente convence

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Por Leonardo Martins


Na abertura da 14ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Atlético-MG recebeu o Guarani em Ipatinga querendo se recuperar dentro da competição. A vitória por 3 a 1 finalmente deu esperanças a torcida de recuperação, mas a zona de rebaixamento continua sendo uma realidade.

Para a partida, Luxemburgo escalou o Atlético no ataque com Neto Berola e Diego Tardelli. O Atlético-MG começou estudando o Guarani, que saía mais para o jogo. Porém, aos poucos o Galo começou a dar trabalho para o goleiro Douglas, principalmente com Diego Souza. Aos nove minutos, o camisa 1 alvinegro chutou forte, da entrada da área, e a bola caprichosamente bateu na trave. O ataque do Galo funcionava bem, com boas tabelas entre Diego Souza e Neto Berola.

Mas o Guarani respondeu à altura. O time paulista adiantou um pouco a marcação e complicou bastante a saída de bola alvinegra. Os três zagueiros - Werley, Lima e Cáceres - tinham problemas para ajudar o meio-campo a armar os contra-ataques.

Assim, sempre com Mazola, o Guarani tentava o gol. Em uma saída errada de João Pedro, o atacante chutou forte, mas para fora, assustando Fábio Costa. O Bugre chegou a acertar uma bola na trave do Galo, mas o auxiliar já havia marcado posição de impedimento.

Outro que incomodava bastante era Ricardo Xavier. O atacante bugrino chutou com perigo em duas oportunidades, quase surpreendendo o goleiro atleticano. O resultado parcial de empate fez justiça às duas equipes.

O segundo tempo foi completamente diferente. O Galo voltou mais ligado, com Rafael Jataí no lugar de João Pedro, que não vinha bem. E quase abriu o placar logo de cara, com Diego Tardelli, que pegou de voleio um belo cruzamento de Neto Berola. Douglas fez defesa espetacular ao espalmar para a linha de fundo.

Mas aos 20 minutos o torcedor soltou o grito de gol da garganta. Após vários jogos sem marcar, Tardelli, impedido, recebeu belo passe do estreante Rafael Cruz e chutou por baixo do goleiro Douglas. Logo depois, aos 25, Tardelli fez o segundo. Ricardinho pegou a defesa bugrina de surpresa na cobrança rápida de falta. O meia lançou na área para o atacante, que, novamente em posição irregular, driblou o marcador e tocou na saída do goleiro para ampliar.

Os jogadores do Guarani se irritaram bastante com a arbitragem, que validou os dois gols. Os bugrinos reclamaram com veemência, e o zagueiro Fabão foi expulso. A partir daí, o Guarani se tornou uma presa fácil. Tanto que Obina, mesmo fora de ritmo de jogo, marcou o seu. Aos 32, Diego Souza cruzou na cabeça do atacante, que só escorou para fazer o terceiro. O Bugre ainda fez o gol de honra, aos 48, com Mazola, que recebeu bola em profundidade e tocou na saída de Fábio Costa.

E o Galo finalmente convenceu a torcida com uma boa atuação, mas o sinal vermelho continua ligado no time mineiro, já que o time continua no Z-4.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Copa Sul-Americana 2010 – segunda semana de jogos brasileiros

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Por Leonardo Martins


A Copa Sul-Americana conheceu seus dois primeiros classificados na fase brasileira neste meio de semana. Além disto, os outros jogos começaram a ser definidos. O Esporte é Vida traz um resumo destes quatro jogos.

Jogos de Volta

Atlético-MG 1x0 Prudente

Foi no sufoco, mas o Galo reencontrou o caminho da vitória e seguiu adiante na Sul-Americana ao derrotar o Prudente pelo placar mínimo, em Ipatinga. O jogo já estava indo para os pênaltis quando Ricardinho, aos 48 do segundo, fez o gol do alivio e da classificação atleticana para a fase internacional.

Grêmio 0x2 Goiás

A zebra desta semana aconteceu em Porto Alegre, onde o Grêmio perdeu a vaga para o Goiás por 2 a 0 e saiu da Sul-Americana. Mesmo empolgado pela chegada do novo treinador, Renato Gaúcho, as fragilidades do time gremista falaram mais alto e a desclassificação em casa aconteceu. Amaral e Everton Santos marcaram os gols da classificação goiana.

Jogos de ida

Vitória 2x0 Palmeiras

O Palmeiras continua sua sina sem vitórias com Felipão no comando. O Porco foi a Salvador enfrentar o Vitória e saiu com um péssimo resultado ao perder por 2 a 0. O Verde precisa vencer por três gols de diferença, no jogo de volta, para seguir adiante na Competição Internacional. Ramón e Neto Coruja fizeram os gols da ótima vitória do Rubro-Negro baiano.

Santos 1x3 Avaí

Mesmo atuando com reservas, o Santos decepcionou a torcida e se complicou na Sul-Americana ao perder por 3 a 1 para o Avaí no Pacaembu. Agora o Peixe precisa vencer por 3 gols de diferença para eliminar os catarinenses. Rudnei e Vandinho, que marcou por duas vezes, marcaram para o Azurra e Zé Eduardo fez o de honra para os santistas.

Estes jogos de volta acontecem na próxima semana.

Outros jogos

Universidad San Martin-PER 2x1 Deportivo Quito-EQU – San Martin classificado
Universidad César Vallejo-PER 1x2 Barcelona-EQU

Inter abre vantagem na final

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Por Leonardo Martins


O Internacional deu um enorme passo rumo ao bi da Libertadores ao derrotar o Chivas no México no jogo de ida da final. O Colorado gaúcho não tomou conhecimento da torcida e fez uma bela partida, vencendo por 2 a 1 de virada e abrindo ótima vantagem para o jogo de volta.

O Inter atuou com o bom Giuliano na vaga do expulso Tinga, de resto, foi a mesma equipe que atuou no Morumbi. Já o Chivas, também, contou com a mesma equipe que venceu no Chile.

O estádio é novo em Guadalajara, a grama é sintética e a torcida mexicana lotou as dependências do Volcano, mas nada disto tirou os gaúchos do foco e desde os primeiros minutos dominou o jogo, consequentemente, a posse de bola. Aos 6, Kleber invadiu a área e chutou, a bola passou por Alecsandro e beijou a trave de Luis Michel.

Os brasileiros jogavam a la Fúria com bastante posse de bola e marcação eficiente, mas as chances não apareciam porque faltava mais capricho no último passe. Aos 29, falta em D’Alessandro na entrada da área e Alecsandro cobrou forte e, novamente, a trave salvou o time mexicano. O Camisa 9 sentiu contusão e deu lugar a Everton.

E o Chivas, não atacou? Atacou sim e, por ironia, fez o gol. Era o último lance da etapa quando Arellano achou Bautista na área e o cabelo loiro do atacante tocou a bola e encobriu Renan. 1 a 0 e festa mexicana.

No segundo tempo, o Inter seguiu melhor em campo e decidiu arriscar chutes de longe. Giuliano tentou, mas a bola foi nas arquibancadas, já o Camisa 10 tirou tinta da trave esquerda em um belo chute de longe.

Tentando segurar o resultado, o técnico mexicano tirou o atacante Arellano e colocou o volante Araújo e os mandantes quase marcaram, a sorte brasileira foi que Fabian completou errado.

Todos no Colorado obedeciam aos pedidos de Celso Roth, a exceção de Everton, que entrou desligado no jogo e pouco tentou. Depois de muitas cobranças, o técnico resolveu colocar o talismã de 2006, Rafael Sóbis, no lugar do que havia entrado. Aí coube ao talismã dessa campanha, Giuliano, aparecer de novo, como havia feito contra Estudiantes e São Paulo. Aos 28, Kleber cruzou na cabeça do camisa 11 testar longe do alcance de Luis Michel. Jogo empatado e festa colorada.

O que já era bom, virou ótimo com a virada brasileira em Guadalajara. Quatro minutos depois, D’Alessandro cruzou, Índio escorou e o capitão Bolívar testou para o gol. Virada do Inter em pleno Estádio Volcano.

A partir daí, coube aos gaúchos acalmar a pressão que poderia vir por parte do time da casa e conseguiu com extrema tranqüilidade, assim o Inter leva uma ótima vantagem para o Brasil. Faltam 90 minutos para o Bi da América, está contando o torcedor do Inter.

No jogo de Porto Alegre, o Colorado joga por um simples empate para ir ao Mundial como é de costume, como Campeão da Libertadores. Vitória mexicana por um gol, leva a decisão para a Prorrogação e qualquer outra vitória mexicana dá o título ao Chivas.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Série B – 13ª rodada

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Por Leonardo Martins

Na noite da Seleção, a bola rolou, também, pela segundona do Brasil e com rodada completa que movimentou os gramados brasileiros. O Esporte é Vida traz um resumo desta rodada.

O líder Coritiba foi surpreendido e perdeu uma invencibilidade de onze jogos ao ser derrotado pelo São Caetano por 2 a 1. O Coxa só não perdeu a liderança porque o Náutico também perdeu na rodada e foi para o Guaratinguetá por 1 a 0 com gol nos acréscimos da partida. O resultado foi péssimo para o Timbu que caiu para o 5º lugar. Quem entrou no G-4 foi o já citado São Caetano. A Portuguesa assumiu a vice-liderança ao derrotar o ASA por 2 a 0 e o Figueirense foi para o 3º posto mesmo com a derrota por 2 a 1 para o Sport, na estréia de Geninho no comando técnico do Leão.

O Bahia, na despedida de Renato Gaúcho que foi para o Grêmio, derrotou o decadente Paraná por 2 a 1 e encostou no G-4. O irregular América-MG perdeu mais uma fora de casa, 3 a 0 contra o Santo André e viu a zona de elite se distanciar. O Vila Nova continua seu calvário, mais uma derrota em casa, desta vez para a Ponte Preta por 2 a 1. Duelo no Z-4 entre Ipatinga e América-RN que terminou empatado em um gol e situação das duas equipes na mesma.

Para finalizar, o Icasa faturou mais uma no Romeirão e subiu na classificação, fez 3 a 0 no Brasiliense. E o Duque de Caxias, em uma ótima recuperação dentro do Campeonato, conseguiu vencer o Bragantino por 2 a 1.

Classificação

1º Coritiba – 27
2º Portuguesa – 26
3º Figueirense, São Caetano e Náutico – 24
6º Bahia – 23
7º América-MG e Guaratinguetá – 21
9º Ponte Preta – 20
10º Paraná – 19
11º Icasa e Brasiliense – 17
13º ASA – 16
14º Duque de Caxias, Sport e Santo André – 15
17º Bragantino – 13
18º Ipatinga e América-RN – 9
20º Vila Nova – 4

Voltou o futebol arte

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Por Leonardo Martins


Claro que foi o primeiro jogo de Mano Menezes no comando da Seleção, mas a julgar o jogo de ontem contra os EUA, as palavras do novo técnico se confirmaram. Mano prometeu a volta do futebol arte e cumpriu neste primeiro jogo, aliado a isto, uma defensiva competente. Resultado disto, vitória por 2 a 0 e resgate do prazer do torcedor em assistir a Seleção.

Muito desta volta do futebol arte a Seleção deveu-se a escalação do trio do Santos, Neymar, Ganso e Robinho, os dois primeiros estrearam na Seleção principal e pareciam que já estavam ali a anos, o “rei das pedaladas” assumiu a condição de capitão por ser o único do grupo que já disputou duas Copas do Mundo. Completando o setor ofensivo, Mano decidiu dar uma nova chance a Alexandre Pato, jogador talentoso, mas que deveu uma boa atuação com o antigo treinador, e ontem se encaixou perfeitamente com o trio.

Vamos ao jogo que começou nervoso para a jovem seleção, os EUA, que tinham uma base que disputou a última Copa, assustou nos primeiros quinze minutos. Mas depois, o quarteto se soltou e começou a dar show, ótimas trocas de passes, belos dribles e muita objetividade.

Atrás, a defesa estava bem protegida com Lucas e Ramires, volantes bastante técnicos e que saíam para o jogo. O único que destoava um pouco foi Daniel Alves, muito impreciso nos passes. O primeiro gol apareceu aos 27, bela triangulação entre Robinho e André Santos e o lateral cruzou para Neymar cabecear e vencer Howard, um gol com cara de Mano.

Depois do gol, as chances apareceram aos montes, assim como o futebol de Ganso, um autentico camisa 10 que joga com extrema classe. Alexandre Pato fez o segundo, mas que não valeu , pois o atacante fez falta em Howard. Mas aos 47, Pato teve outra chance e fez. O atacante do Milan recebeu belo passe de Ramires e driblou o goleiro para fazer o gol. Final do primeiro tempo, mas o show continuaria.

Os norte-americanos fizeram algumas alterações no intervalo, a se destacar a saída de Howard para a entrada de Guzan no gol. Mas o Brasil manteve um ritmo forte no segundo tempo e as chances foram muitas e tudo na base do toque de bola. Pato acertou a rede pelo lado de fora, Robinho acertou a trave e Neymar exigiu boa defesa de Guzan.

Primeira alteração de Mano, André entrou no lugar de Pato e o trio do Santos virou quarteto por alguns minutos, porque Neymar saiu para a estreia de Éderson. O jogador do Lyon fez apenas uma jogada, pois machucou e deu lugar a Carlos Eduardo, a partir daí, o jogo permaneceu em ritmo lento. Mas novas chances apareceram, o meia que trabalhou com o treinador no Grêmio, apareceu livre na cara do gol após passe de André e exigiu ótima defesa do goleiro americano. Um pouco depois, Ganso acertou a trave em chute de longe.

Tardelli entrou no lugar de Robinho, Hernanes no de Ramires e Jucilei no de Ganso, estas foram as três últimas alterações de Mano Menezes. Vale, também, ressaltar a atuação de David Luiz, que também fazia a sua estreia na equipe canarinho, foi quase perfeito. A única defesa de Victor no jogo foi em uma cabeçada de Gómez.

O resultado do jogo foi altamente positivo, mas o melhor foi o futebol apresentado, que surpreendeu até o técnico Mano Menezes. Porém, é bom sabermos que nem sempre o Brasil jogará assim, com leveza, mas foi bom que toda a torcida, inclusive Eu, gostou do futebol apresentado pelo novo técnico e seus comandados em campo.