terça-feira, 31 de agosto de 2010

Uma nação centenária

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Por Leonardo Martins


O clube que desperta todas as emoções na torcida do Brasil chega ao seu centenário nesta quarta. É o Sport Club Corinthians Paulista, clube da segunda maior torcida do País, o mais novo integrante do grupo de clubes centenários no futebol brasileiro. Pode ter todas as emoções possíveis, amor, ódio, indiferença, mas a contribuição deste clube ao futebol brasileiro é inegavelmente grande.

A fundação do time aconteceu depois de uma visita do Corinthian-Casuals, clube inglês, a São Paulo e a partir daí, nascia uma bela história de amor, para com sua torcida, e ódio, para as outras torcidas.

O primeiro jogo do Timão aconteceu dez dias depois da sua fundação ao enfrentar um time amador da cidade, o União da Lapa, a derrota veio, mas depois viria muitas vitórias e conquistas. O primeiro campeonato veio em 1914 com o primeiro dos 26 títulos paulistas conquistados pelo Alvinegro.

Na década de 20, o Corinthians viu o nascimento dos seus futuros rivais São Paulo e Palmeiras e alguns títulos vieram, assim como a torcida que começara a ser Fiel, apelido que a caracteriza até hoje. O Timão conquistou o tri-paulista em 1922/23/24.e mais títulos na década de 30.

Neste período, o Parque São Jorge foi adquirido e lá viraria o coração da Nação Corintiana. Em 1940, o Pacaembu é inaugurado e marca uma década ruim do Corinthians, onde o clube só conquistou um título, 1941. Os títulos vieram na primeira metade de década de 50, 3 títulos em 4 anos. Sendo um importante, o de Campeão do Quadrcentenário da Cidade de São Paulo conquistado em 1954 diante do rival Palmeiras.

Aí começaria uma das páginas mais sofridas da história do Timão, uma seqüência inimaginável de anos sem títulos. Nessa década, o torcedor corintiano viu nascer um dos seus principais carrascos, o Rei Pelé. O Corinthians teve 12 anos de sofrimento sem vitórias sobre o Santos até o gol de Flávio, em 1968, decretou o fim do tabu diante da equipe do Rei.

Se o Santos já fora batido, o jejum de títulos incomodava bastante a torcida corintiana. Neste período, o futebol brasileiro ganha um presente do time de Parque São Jorge, o nascimento de um craque, Rivellino, o Reizinho do Parque, como era chamado, tinha uma canhota sensacional. Rivellino, ainda jovem, foi um dos pilares do Tricampeonato Mundial conquistado por nossa Seleção em1970.

Na década de 70, o título era perseguido a todo custo, mas ele não vinha. Uma das principais chances de saída da fila aconteceu em 1974, onde o Time chegou a final do Campeonato Paulista, mas perdeu para o rival Palmeiras. A derrota foi tão traumática que o ídolo Rivellino saiu para jogar no Fluminense.

Fluminense, que protagonizou uma das histórias mais lindas da história centenária do Corinthians em 1976. As duas equipes disputavam a semifinal do Campeonato Brasileiro e se enfrentariam no Maracanã em jogo único, e a torcida corintiana, literalmente, dividiu o gigante com a torcida tricolor. Foram 70 mil corintianos na chamada “Invasão Corintiana” que deram o seu apoio ao time para derrotar o favorito Fluminense, de Rivellino, e garantir a passagem para uma inédita final do Brasileiro. Mas na final, o Corinthians sucumbiu-se diante do bicampeão Internacional, mas a fila de títulos estava por terminar.

E a fila terminou em 1977 com o título paulista. Era o dia 13 de outubro, uma quarta-feira, o Estádio do Morumbi estava lotado para soltar o grito de campeão, mas do outro lado estava a Ponte Preta, fortíssima equipe. O jogo foi sofrido até os 36 do segundo tempo, quando, após tentativas de Vaguinho e Wladimir, Basílio colocou a bola no fundo do gol da Macaca. Era o fim do jejum tão aguardado pela Nação.

E o gol de Basílio iniciou tempos de ouro no Corinthians. Na década de 80, o Corinthians, em tempos de Ditadura, instituiu a Democracia Corintiana, onde os jogadores tinham liberdades jamais vistas no futebol até então. Comandados por Sócrates e Casagrande, a Democracia ganhou o bicampeonato paulista em 82/83. Mas a Democracia acabou com a venda de alguns jogadores para o futebol europeu.

No inicio da década passada, o Corintiano se queixava da ausência do título nacional e ele veio em grande estilo. Um jogador de rara qualidade, principalmente nas cobranças de faltas, chegou para carregar o time até o título brasileiro, este era Neto, um craque-problemático. O Xodó da Fiel, como é conhecido, foi fundamental na conquista brasileira em 1990 diante do rival São Paulo. O gol do primeiro título brasileiro foi marcado por Tupãzinho.

A década de 90 foi marcada por altos e baixos, alternando campanhas boas e ruins no Paulista e no Brasileiro, o Corinthians já nas mãos de Alberto Dualib, conquistava títulos e dívidas. O ano de 1995 foi especial para o corintiano com os títulos paulista e da Copa do Brasil e a vaga na Libertadores, mas o título sul-americano não veio diante do Grêmio.

Em 1997, um quase rebaixamento para a segunda divisão só fortaleceu o time. Em 1998, o embrião do timaço que levaria as maiores glorias da história do clube nasceu e com um representante da primeira conquista, Dinei, no time ao lado das estrelas Rincón, Vampeta e Marcelinho Carioca, o Time alvinegro derrotou o Cruzeiro e conquistou o segundo título brasileiro. No ano seguinte, o Timão repetiu a dose diante de outro mineiro, o Galo, e chegou ao bicampeonato seguido.

Estas duas conquistas credenciaram ao Corinthians a disputar o Mundial da Fifa, disputado em 2000 no Brasil. O Corinthians venceu o poderoso Real Madrid e chegou a final do torneio numa decisão caseira contra o Vasco. No pênalti perdido por Edmundo, o mundo era Alvinegro. Muitos torcedores rivais contestam este título mundial porque o Corinthians não ganhou a vaga como Campeão da Libertadores, mas o que vale é que o Corinthians é campeão mundial.

Mas a não-conquista da Libertadores ainda incomoda a torcida Fiel. As eliminações seguidas para o rival Palmeiras em 99 e 2000 ainda doem. Assim como as derrotas para River Plate em 2003 e 2006 em casa.

Na atual década, o Timão foi do céu ao inferno e voltou ao céu em apenas 4 anos. Em 2005, um grande time foi montado pela parceira MSI que trouxe craques como Roger, Carlos Alberto, Nilmar e os argentinos Mascherano e Tevez, este virou ídolo rapidamente. Em um campeonato conturbado pelas suspeitas de manipulação de resultados, o Timão conquistou seu quarto título brasileiro.

Mas a MSI que colocou tantos craques no Timão foi investigada por transações irregulares e os donos saíram do país e deixaram o clube numa situação financeira caótica. Resultado, o rebaixamento da equipe a Segunda Divisão após uma campanha pífia no Brasileirão em 2007. Foi um dos períodos mais tristes da história corintiana, mas que serviu para reerguer o gigante.

A Fiel não abandonou o time na segundona e o Timão montou uma equipe de Série A que levou com facilidade a equipe a Elite. Em 2009, o ano começou com uma contratação bombástica, a volta de Ronaldo, o Fenômeno, ao futebol brasileiro mostrou que o Corinthians voltava com tudo. Comandados por Mano Menezes, o Timão repetiu 1995 e conquistou o Campeonato Paulista, de forma invicta, e a Copa do Brasil. Consequentemente, a volta a Competição mais desejada pela Fiel, a Libertadores, no ano do Centenário.

Então chegou 2010 e veio outro pentacampeão mundial para tentar o título inédito, Roberto Carlos, mas o sonho acabou num duelo caseiro contra o Flamengo. Só restou a tentativa do quinto título brasileiro para salvar o ano do centenário e o time vem brigando com o Fluminense pela liderança.

Mas o Centenário marca o inicio de uma nova era com a construção do tão sonhado estádio que, provavelmente, será sede da abertura da Copa de 2014 no Brasil e um clube próspero com isto.

Esta foi a história e um pouco da paixão de uma grande nação por seu time. Um clube amado por muitos e odiado por outros muitos, mas que é um patrimônio do futebol brasileiro.

Parabéns CORINTHIANS PELO SEU ANIVERSÁRIO

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Brasil guerreiro perde para os EUA

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Por Leonardo Martins


O grande duelo do Grupo B do mundial de Basquete aconteceu nesta segunda entre Brasil e os Estados Unidos. Para quem achava que veria mais um show americano, se enganou, pois o time de Ruben Magnano endureceu o jogo, mas no fim, vitória americana por apenas dois pontos de diferença, 70 a 68.

O Brasil ainda não pôde contar com o ala/pivô Anderson Varejão, que estreia na quarta-feira contra a Eslovênia. Os americanos mantiveram o mesmo time das vitórias nas primeiras rodadas.

Quando a bola subiu, os brasileiros surpreenderam os norte-americanos com uma marcação forte e bom ritmo de jogo. No primeiro quarto, o Brasil começou o jogo com a mão afiada e com boas cestas, Leandrinho e Thiago Splitter comandando a equipe. Resultado, um placar bom 28 a 22 e festa da torcida brasileira em Istanbul.

Do lado americano, só Kevin Durant tentava furar a marcação e no inicio do segundo quarto, o Brasil chegou a maior vantagem no jogo, 33 a 25. Mas aí entrou os erros bobos e os EUA encostaram no placar, só não fomos para o intervalo atrás, graças as cestas de três de Marcelinho Huertas. Placar no intervalo: 46 a 43.

No terceiro quarto, o técnico Mike K deu uma chacoalhada no time americano e o time voltou ao ritmo normal, o Brasil continuava bem, dentro de suas possibilidades, mas Derrick Rose e Durant começaram a dar show e viraram o jogo para os ianques. Leandrinho não deixava o placar se dilatar. Fomos para o último quarto com 61 a 59, pró-EUA.

No 4° período, o jogo ficou truncado e equilibrado com poucas chances de marcar pontos e isto se seguiu até os últimos segundos. Faltando 10 segundos, o placar marcava 70 a 68 e Huertas teve a chance de empatar em dois lances livres, mas errou os dois arremessos. Leandrinho também errou o arremesso que levaria o jogo a prorrogação. Mas o resultado foi bem visto pelos brasileiros e dá moral para o time ir longe dentro do Campeonato Mundial.

Giro Esportivo – 30/08/10

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Por Leonardo Martins

- Resumo das duas primeiras rodadas do Mundial de Basquete

O Mundial de Basquete começou na Turquia e já apresentou algumas surpresas. As favoritas Sérvia e Espanha já perderam nos seus grupos para Alemanha e França, respectivamente. O Brasil ganhou tranquilamente de Irã e Tunísia, assim como os EUA de Eslovênia e Croácia, hoje, os dois se enfrentam pelo Grupo B. Donos da casa, os turcos também venceram os dois jogos.

- Hamilton vence na Bélgica

O Inglês Lewis Hamilton venceu o tumultuado GP da Bélgica, o piloto da McLaren se aproveitou da chuva e venceu a corrida. A chuva complicou a vida dos pilotos. O inglês lidera o Campeonato com 182, e superou o australiano Mark Webber, segundo na prova, em três pontos. O polonês Robert Kubica completou o pódio. O brasileiro Felipe Massa chegou em 4°.

- Brasil é vice no Grand Prix

O Grand Prix de Vôlei terminou neste domingo com a vitória dos EUA. As americanas conseguiram o título com uma vitória sobre o Japão por 3 sets a 0, com o título americano assegurado, coube ao Brasil conseguir o vice-campeonato. E as meninas conseguiram com uma vitória sobre as donas da casa, a China, também por 3 sets a 0.

- Bons resultados na areia

O Brasil conseguiu bons resultados na Etapa de Haia/Holanda do Circuito Mundial de Vôlei de Praia. No Feminino, um título com Maria Elisa e Talita que venceram a dupla chinesa Chen Xue e Zhang Xi por 2 sets a 0. No masculino, um vice-campeonato com a dupla Bruno e Benjamim que foram derrotados pelos americanos Jennings e Wong por 2 sets a 1.

Igualdade no duelo dos tricolores

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Por Gabriel Seixas


A contagem regressiva para o fechamento do Maracanã continua. Neste domingo, o maior do mundo foi “abençoado” com o duelo entre Fluminense e São Paulo, que protagonizaram um jogo tão igual que o resultado não poderia ser diferente: empate. Com gols, claro, mesmo porque os duelos entre os tricolores sempre resultam em jogos agradabilíssimos.


Não só por ser o mandante, o Flu largou como franco favorito. O contraste da fase iluminada dos comandados de Muricy Ramalho com o ambiente pesado no Morumbi era gritante, logo esperava-se que os cariocas assumissem o controle da partida. Alguns fatores foram determinantes para que isso não acontecesse, como um desfalque que abalou bastante o sistema tático dos cariocas: contundido, Emerson foi substituído por Belletti. O 4-2-3-1, com Belletti, Deco e Conca na armação, não funcionou.


Mesmo criando mais oportunidades, o São Paulo esbarrava no azar. Aos oito minutos, mesmo sem brilhou, foi o Flu quem abriu o placar. Conca achou Julio César livre na esquerda, que cruzou rasteiro para Deco completar para as redes, marcando seu primeiro gol com a camisa tricolor. O gol não abalou os comandados de Sergio Baresi, este que já começa a implementar suas idéias no sistema tático da equipe.


Baresi foi inteligente ao explorar o lado direito defensivo do Flu, que hoje contou com Mariano e Belletti. Com Richarlyson, Junior César e Fernandinho frequentemente caindo por aquele setor, o São Paulo aos poucos passou a se achar na partida. Como de costume, os cariocas acharam seu gol e limitaram-se a apostar na postura do contra-ataque. Os hexacampeões brasileiros não perdoaram. Em dois minutos, o iluminado Rogério Ceni empatou cobrando falta, no seu primeiro gol no Maracanã e 90º na carreira, e virou com Fernandão, que aproveitou falha de Fernando Henrique.


Muricy Ramalho compreendeu aquilo que todos já sabiam ao longo dos primeiros 45 minutos: o Flu não se adaptou ao 4-2-3-1, e Belletti ainda não mostrou a que veio. O experiente meia deu lugar a Rodriguinho, e o time instantaneamente cresceu de produção na etapa final. A pressão deu resultado aos 14, quando Conca, sempre ele – muito provavelmente o craque do Brasileirão até aqui – colocou a bola na cabeça de Leandro Euzébio, que testou pras redes.


Com Cleber Santana e Marlos nas vagas da dupla Fernandão e Fernandinho, o São Paulo não conseguiu equilibrar o jogo. Aliás, por pouco não sofreu a virada. Em pênalti inexistente marcado por Leandro Vuaden, alegando toque de mão de Richarlyson dentro da área, coube a Washington efetuar a cobrança. Justo ele, que coleciona uma passagem recente – e frustrante – pelo tricolor paulista. A responsabilidade pessoal acabou falando mais alto. O Coração Valente bateu mal, e o iluminado Rogério Ceni fez a defesa.


No auge de seus 37 anos, Rogério Ceni coleciona mais uma atuação que silencia aqueles que pedem a sua aposentadoria. Não é qualquer goleiro que pega um pênalti e marca gol no mesmo jogo, se é que já existiu tal. No entanto, arqueiro que marca 90 gols na carreira, indiscutivelmente só ele. Muitos garotos se sentiriam satisfeitos com tal marca, como o jovem Marcelinho, que segue em busca de seu primeiro gol como profissional. Hoje o são paulino teve a sua grande chance, mas só conseguiu vaga no Inacreditável Futebol Clube.


Em tese, foi um bom resultado para o São Paulo, um time que ainda não se acostumou com as derrotas. Mesmo diante de uma situação desesperadora, ainda existem torcedores que fazem cálculos para o título, visando superar o mesmo Fluminense. Dentro de campo não deu, e na tabela, a missão é ainda mais difícil. O Flu segue líder, mas a cada rodada vê o Corinthians mais perto no retrovisor. Campeonato Brasileiro é equilíbrio. E especialmente nessa edição, em todos os cantos da tabela, haja equilíbrio.
Curtinhas

- O Grêmio continua seu calvário na Zona de rebaixamento, mas conseguiu um ponto em Curitiba diante do Atlético-PR no empate por 1 a 1. Maikon Leite abriu o placar para os mandantes, mas Vilson empatou para os gremistas.

- O Atlético-GO está em expansão no Campeonato, conseguiu um empate diante do Avaí em casa por 2 a 2 e chegou ao terceiro jogo sem derrotas. Depois de três gols no Palmeiras, Elias marcou mais dois no jogo de ontem para o Dragão, mas Vandinho também fez dois gols e empatou.
Classificação

1° Fluminense – 37
2° Corinthians – 34
3° Santos, Internacional e Botafogo – 27
6° Cruzeiro e Ceará – 25
8° Avaí, Palmeiras, Guarani e Vasco – 23
12° Atlético-PR, Flamengo e Vitória – 21
15° São Paulo – 19
16° Prudente e Grêmio – 16
18° Atlético-MG e Atlético-GO – 14
20° Goiás – 13

domingo, 29 de agosto de 2010

Palmeiras afunda mais o Galo

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Por Leonardo Martins


Em Ipatinga, vários duelos e coincidências marcaram o jogo entre Atlético e Palmeiras. As duas equipes têm bons jogadores, técnicos consagrados e campanhas irregulares dentro do Campeonato Brasileiro. Melhor para o Palmeiras que venceu fora de casa ao derrotar por 2 a 1, afundando mais o seu rival no Brasileirão.

Com a necessidade de ganhar, o Galo entrou em campo bastante ofensivo com 2 meias e dois atacantes. Já o Palmeiras queria se recuperar do fiasco em casa contra o Atlético-GO e para isto, tinha a volta de Kleber.

O primeiro tempo teve boas chances das duas equipes. Logo aos 3 minutos, Neto Berola acertou o travessão de Marcos. O Verde respondeu com Valdívia que tomou a bola de Rever e foi derrubado, mas a cobrança foi sem sucesso.

O jogo permaneceu movimentado e com as duas equipes explorando a velocidade de seus atacantes, mas os visitantes permaneciam mais organizados e indo mais ao ataque. Aos 24, jogada ótima da dupla verde e El Mago achou o Gladiador que driblou Fábio Costa, mas parou em Rever.

O Galo estava sentindo a pressão da situação em que está e não se encontrava em campo e permitia ao Porco atacar. Fabrício aproveitou nova falha da zaga alvinegra e tentou, mas perdeu gol inacreditável e sozinho.

No segundo tempo, Serginho entrou no lugar de Mendez e foram dos pés dele que nasceu o gol atleticano. Aos 9, o volante deu ótimo passe para Neto Berola chutar na saída de Marcos. 1 a 0. Aos 13, o atacante teve outra chance de cabeça, mas cabeceou por cima do gol.

Quase que o volante Serginho fez o segundo, mas o zagueiro Danilo e Marcos atrapalharam o volante em sua conclusão. Felipão mexeu no time palmeirense e tirou Valdívia e Fabrício para as entradas de Luan e Tinga. Logo, as alterações deram resultado. Aos 21, o Camisa 21 chutou e Fábio Costa não segurou a bola e Marcos Assunção completou com perfeição. 1 a 1.

Os paulistas melhoraram no jogo e foram mais ao ataque, a equipe de Felipão viu que dava para ganhar o jogo e usou a força de Kleber para conseguir a virada. Aos 27, o Gladiador exigiu grande defesa de Fábio Costa, mas aos 31 não teve jeito e o ex-cruzeirense, em jogada parecida, fez o gol.

O lance desestabilizou o alvinegro mineiro que parou de atacar mesmo com as entradas de Ricardo Bueno e Fabiano e coube ao Porco atacar com firmeza e a vitória reabilitadora veio.

O Galo continua no Z-4 e tem confronto de 6 pontos contra o lanterna Goiás em Goiânia. Já o Palmeiras se aproximou da zona da Libertadores e joga contra o líder Fluminense no Rio.

Curtinhas

- O Corinthians segue na cola do líder Fluminense e venceu o Vitória em casa por 2 a 1. O jogo marcou a volta de Ronaldo aos gramados após quase quatro meses fora de atuação. Iarley e Paulinho, ainda no primeiro tempo, fizeram os gols corintianos. O veterano Kleber Pereira descontou para a equipe baiana.

- Flamengo e Guarani realizaram um jogo movimentado até no fim. O jogo terminou com uma virada bugrina nos acréscimos e a vitória por dois a um, aliviando um pouco a vida dos campineiros. Jean abriu o placar para o rubro-negro no primeiro tempo. Mas no final do jogo, Alison e o estreante Reinaldo viraram para os verdes.

Inter quebra invencibilidade do Botafogo e sobe na tabela

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Por Gabriel Seixas

A vitória do Internacional sobre o Botafogo serviu para desvendar alguns mistérios que cercavam o ambiente do Colorado após a conquista da Libertadores. O primeiro – e talvez o principal deles – era o comprometimento da equipe com o Campeonato Brasileiro, o que parece estar sendo o maior possível. Como já está garantido na próxima Libertadores, o Inter faz contas apenas para alcançar o primeiro lugar. No momento, são nove pontos a menos e um jogo a mais que o Fluminense.

Já o outro, não menos importante, é o desmanche que o elenco já começa a sofrer. Peças importantes como o volante Sandro e o atacante Taison partiram para Tottenham e Metalist Kharkiv, respectivamente. Entretanto, a qualidade do plantel parece suprir estas e quaisquer outras ausências. Sem Guiñazu e Wilson Mathias, Derley foi o homem de contensão do time e correspondeu as expectativas. O iluminado Leandro Damião entrou no ataque e marcou o gol da vitória por 1 a 0.

O resultado obviamente não foi o ideal, mas não é nada que deva abalar o ambiente do Botafogo. Muito pelo contrário. Um dia a sequência de oito jogos de invencibilidade, cinco vitórias seguidas e quatro partidas consecutivas sem sofrer gols seria quebrada. Quis o destino que fosse no mesmo jogo.

Sem alguns titulares, o Botafogo sentiu a improvisação em alguns setores, principalmente na ala esquerda. O zagueiro Edson foi acionado para suprir a ausência de Marcelo Cordeiro e foi facilmente superado pela dupla Nei e D’Alessandro. Desde o início o Colorado foi melhor, e na base da pressão, abriu o placar com Leandro Damião, que ainda teve diversas oportunidades de ampliar ainda no primeiro tempo.

Desorganizado, o Bota mais uma vez sentiu a falta de uma referência. Somália e Maicosuel demoraram a encaixar o ritmo no meio-campo, e os cariocas só cresceram na partida nos minutos finais da primeira etapa. Nada feito. Renan e o azar impediram que os visitantes chegassem ao empate.

Além dos sustos desnecessários na defesa, o Botafogo também estava com a bruxa. Jobson, o melhor do time até então, sentiu dores na coxa e deu lugar a Edno. Caio já havia substituído Fahel, e poucos minutos depois, foi a vez de Loco Abreu (ainda recuperando a forma física pós-Copa!!!) entrar na vaga de Herrera. Joel Santana fez o que pôde, mas o time não reagiu. Mais tranquilo, o Inter limitou-se a apostar nos contra-ataques, mas pouco ameaçou Jefferson. A cota foi esgotada na etapa inicial.

Ainda deu tempo para Caio ser expulso após falta dura e desnecessária em Andrezinho, mas nada que influenciasse na história do jogo. Dentro de seus limites, o Botafogo se mantém firme no campeonato, figurando no “G-6”. Quem também não está pra brincadeira é o Inter. Ainda não estamos nem mesmo na metade do Brasileirão, então é bom não duvidar da capacidade dos gaúchos em chegar ao topo. Só o tempo vai dizer se isso é possível. Ao que parece, sim.
Curtinhas

- Vasco e Cruzeiro fizeram jogo cheio de chances em São Januário e o empate por um gol fez justiça ao apresentado pelas duas equipes. Zé Roberto abriu o placar num golaço de longe, mas, rapidamente, Fernando, em gol contra, empatou para os mineiros.

- O Santos, se recuperando do baque feito pela contusão de Ganso, venceu o lanterna Goiás no Pacaembu por dois a zero e subiu na classificação. Zé Eduardo e Alan Patrick fizeram os gols santistas já nos últimos minutos de jogo.

- No Castelão, Ceará e Prudente fizeram um ótimo jogo e o empate por dois gols foi comemorado pelas duas equipes. Washington e Careca, ambos de cabeça, marcaram para os cearenses e Wesley, que balançou as redes por duas vezes, fez os gols do time paulista.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Fechamento da 16ª Rodada

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Por Gabriel Seixas

Na noite desta quinta-feira, três jogos complementaram a 16ª rodada da Série A. O nível técnico dos jogos foi tão ruim que o destaque ficou por conta do ex-lanterna Atlético Goianiense, que foi até o Pacaembu visitar o Palmeiras e sapecou 3 a 0. Na noite de comemoração dos 96 anos de existência do clube alviverde, quem roubou a cena foi Elias, marcando todos os gols da partida. Em seu primeiro jogo diante da torcida, Valdivia pouco fez. O Atlético empurra o rival Goiás pra lanterna.

Já no Maracanã, um atentado ao futebol nacional. Flamengo e Atlético-MG protagonizaram uma partida ridícula, com o placar refletindo bem o nível do duelo: 0 a 0. Nem a estreia de Diogo animou o ambiente na Gávea, e a pressão sobre o técnico Rogério Lourenço aumenta a cada dia. O Galo vive uma situação ainda pior, amargando a zona de rebaixamento.

Fechando a rodada, Vitória e Guarani não passaram de um empate em 1 a 1 no Barradão. Os baianos abriram o placar com o artilheiro Júnior, mas no finzinho da etapa final, Rômulo deixou tudo igual. O Vitória segue na zona da Sul-Americana, em 11° com 21 pontos, enquanto o Guarani está três posições atrás, com 20 pontos.