segunda-feira, 15 de outubro de 2007

A Copa começou na América do Sul na África e na Ásia

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Por Saimon Nouh

Neste meio de semana começou na Ásia as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2010 que será realizada na África do Sul. No fim de semana começou a Copa na África e na América do Sul. No total são 204 seleções que buscam vagas na Copa. Muitas delas com poucas chances, mas todas com o mesmo sonho, conseguir uma vaga entre as 32 melhores.


ÁSIA
Na Ásia estavam previstas que 43 seleções jogassem. Mas a seleção de Guam desistiu de jogar e a Indonésia passa para a segunda fase diretamente. Desta forma, na primeira fase serão realizados 18 confrontos de ida e volta. Os 10 vencedores com melhor colocação no ranking na FIFA se juntam à Indonésia, Austrália, Irã, Japão, Arábia Saudita e Coréia do Sul, pré-classificados. As outras oito seleções vencedoras, mas com pior ranking serão divididas em quatro confrontos, dos quais saem mais quatro classificados. Ao todo, 20 países estarão na terceira fase, na qual serão formados cinco grupos com quatro integrantes. Após partidas dentro da chave nos sistema ida e volta os dois melhores colocados se classificam para fase final, que será formada por dois grupos de cinco seleções que jogarão entre si. Os dois primeiros de cada chave avançam à Copa do Mundo. Os terceiros colocados ainda terão a chance de classificação. Após se enfrentarem em partidas de ida e volta, o vencedor joga contra o vencedor das Eliminatórias da Oceania. Confira os jogos dessa primeira fase eliminatória.
Tailândia 6x1 Macau (28/10)
Vietnã 0x1 Emirados Árabes Unidos (28/10)
Síria 3x0 Afeganistão (28/10)
Iêmen 3x0 Ilhas Maldivas (28/10)
Bangladesh 1x1 Tadjiquistão (28/10)
Omã 2x0 Nepal (28/10)
Palestina 0x4 Cingapura (28/10)
Líbano 4x1 Índia (28/10)
Camboja 0x1 Turcomenistão (28/10)
Uzbequistão 9x0 Taiwan (28/10)
Quirguistão x Jordânia (18/10) (28/10)
Sri Lanka x Catar (20/10) (28/10)
Timor Leste x Hong Kong (21/10) (28/10)
China x Myanmar (21/10) (28/10)
Mongólia x Coréia do Norte (21/10) (28/10)
Bahrein x Malásia (21/10) (28/10)
Paquistão x Iraque (22/10) (28/10)

AMÉRICA DO SUL

Na América do Sul o regulamento é o mesmo de todos os anos. Sempre as mesmas dez seleções (Brasil, Argentina, Equador, Paraguai, Uruguai, Colômbia, Chile, Venezuela, Peru e Bolívia) disputam cinco vagas. As quatro primeiras vagas levam a seleção a Copa diretamente. A seleção que terminar em quinto terá que disputar a repescagem contra a seleção que terminar em quarto na América do Norte. Todos jogam contra todos em jogos de ida e volta e ao final dos 18 jogos conheceremos as seleções classificadas. Confira os resultados da primeira rodada e os jogos da segunda rodada.
1ª Rodada
Uruguai 5x0 Bolívia
Argentina 2x0 Chile
Equador 0x1 Venezuela
Peru 0x0 Paraguai
Colômbia 0x0 Brasil
2ª Rodada
Venezuela x Argentina (16/10)
Bolívia x Colômbia (17/10)
Chile x Peru (17/10)
Paraguai x Uruguai (17/10)
Brasil x Equador (17/10)

ÁFRICA
A Eliminatória da África será disputada por 53 países, incluindo a África do Sul, que tem vaga garantida na Copa do Mundo por ser país-sede. O motivo é que a competição também serve de classificação para a Copa das Nações Africanas. Na primeira fase eliminatória, as seis equipes com pior colocação no ranking da Fifa jogarão confrontos de ida e volta. Eles já estão definidos e serão jogados ainda em 2007. Os confrontos são os seguintes:
Serra Leoa x Guiné Bissau (17/10) (17/11)
Madagascar 6x2 Ilhas Comores (17/11)
Djibuti x Somália (17/11, jogo único)
Na etapa seguinte, 48 seleções serão divididas em 12 grupos com quatro seleções cada. Após partidas de ida e volta, o melhor de cada chave e os oito segundos colocados com melhor desempenho avançam à terceira fase. As 20 seleções restantes formarão cinco grupos de quatro. O vencedor de cada um estará classificado para a Copa do Mundo da África do Sul.

OCEANIA
Ao todo, 11 seleções disputam a classificatória para a Copa do Mundo, mas Tuvalu, por não ser associado à Fifa, faz papel de figurante. A primeira fase foi à disputa do título dos Jogos do Pacífico. Dez equipes disputaram o torneio, que classificou os três primeiros à segunda rodada, na qual a Nova Zelândia já está classificada. Os classificados foram as seguintes seleções: Nova Zelândia, Nova Caledônia, Vanuatu e Ilhas Fiji. As quatro equipes jogarão entre si em partidas de ida e volta, sendo que as duas melhores voltam a se enfrentar na final, também definida em duas partidas. O vencedor enfrentará o quinto colocado da Eliminatória da Ásia por uma vaga na Copa do Mundo da África do Sul. O quadrangular final começará na quarta rodada, pois o jogo entre Nova Zelândia x Ilhas Fiji foi adiado devido a problemas da entrada de jogadores de Ilhas Fiji na Nova Zelândia. Veja a tabela completa.
1ª Rodada
Vanuatu x Nova Zelândia (17/11/07)
Ilhas Fiji x Nova Caledônia (17/11/07)
2ª Rodada
Nova Zelândia x Vanuatu (21/11/07)
Nova Caledônia x Ilhas Fiji (21/11/07)
3ª Rodada
Nova Zelândia x Ilhas Fiji (Adiado)
Vanuatu x Nova Caledônia (14/06/08)
4ª Rodada
Ilhas Fiji x Nova Zelândia (17/10/07)
Nova Caledônia x Vanuatu (21/06/08)
5ª Rodada
Nova Caledônia x Nova Zelândia (06/09/08)
Ilhas Fiji x Vanuatu (06/09/08)
6ª Rodada
Nova Zelândia x Nova Caledônia (10/09/08)
Vanuatu x Ilhas Fiji (10/09/08)

AMÉRICA DO NORTE E CARIBE
As eliminatórias da Concafaf terão 35 seleções. Serão várias fases até conhecermos os três ou quatro classificados.
Na primeira fase, as 22 piores seleções no ranking da Fifa serão divididas em 11 grupos. Serão jogos de ida e volta até conhecermos os 11 classificados e os outros eliminados. Os vencedores se juntam a mais 13 seleções pré-classificadas em novos confrontos com o mesmo sistema da rodada anterior. As 12 equipes restantes após a disputa das duas primeiras fases serão divididas em três grupos. Após partidas de ida e volta, os dois melhores passam adiante. Na fase final, as seis equipes se enfrentam entre si em partidas de ida e volta. Os três melhores se classificam para a Copa do Mundo, enquanto o quarto colocado enfrenta na repescagem o quinto colocado da Eliminatória da América do Sul. A competição terá início em fevereiro de 2008, mas a tabela ainda não foi divulgada.


EUROPA
Ao todo, 53 países participarão das Eliminatórias da Europa. Na primeira fase, serão formados oito grupos de seis integrantes e um de cinco seleções. Após confrontos de ida e volta entre as seleções da mesma chave, os campeões se classificam para a Copa do Mundo. Os oito melhores segundos colocados vão para a repescagem. Eles serão sorteados em quatro chaves e se enfrentarão em jogos de ida e volta. Os quatro vencedores vão para a Copa. Já os quatro perdedores não terão mais chances e serão eliminados. As eliminatórias começarão em agosto do ano que vem, mas os grupos serão sorteados em novembro deste ano. As eliminatórias só começarão em 2008 porque ainda temos eliminatórias para a Eurocopa de 2008 que será jogada na Áustria e na Suíça.


Copa Africana das Nações
Neste fim de semana foram conhecidas as 16 seleções que disputarão a CAN (Copa Africana das Nações) em janeiro e fevereiro de 2008. Confira a lista das classificadas e o porquê da classificação.
Gana (País-sede)
Costa do Marfim (Campeão do Grupo A)
Egito (Campeão do Grupo B)
Nigéria (Campeão do Grupo C)
Sudão (Campeão do Grupo D)
Camarões (Campeão do Grupo E)
Angola (Campeão do Grupo F)
Senegal (Campeão do Grupo G)
Guiné (Campeão do Grupo H)
Mali (Campeão do Grupo I)
Namíbia (Campeão do Grupo J)
Zâmbia (Campeão do Grupo K)
Marrocos (Campeão do Grupo L)
Tunísia (Melhor 2° lugar)
Benin (2° Melhor 2° lugar)
África do Sul (3° Melhor 2° lugar)

O sorteio dos grupos acontece nesta quinta-feira (18). As grandes zebras dessa fase foram às eliminações de Togo e R.D.Congo. Aliás, a torcida de Togo ganha nota 0. Após perder em casa para Mali por 2x0 e ficar de fora da CAN, torcedores de Togo agrediram torcedores e jogadores de Mali. Sessenta torcedores e dois jogadores se machucaram na invasão de campo por torcedores locais. O atacante Frédéric Kanouté, do Sevilla, foi agredido com um cinto e precisou receber pontos, e Mahamadou Sidibé, do Stoke City, foi esfaqueado no braço.

Estréia decepcionante de Colômbia e Brasil nas Eliminatórias

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Por Leonardo Martins


Foi uma estréia que todos não queriam mas que era até esperado da seleção brasileira. Na noite deste domingo, em Bogotá, Colômbia e Brasil estrearam nas Eliminatórias da Copa de 2010. Em um jogo fraco, as duas equipes empataram sem gols.

O jogo teve um atraso de 45 minutos no seu inicio, devido a uma tempestade que caiu no Estádio El Campín e prejudicou o gramado. Por isso, o jogo começou bom tecnicamente e com a Colômbia um pouco melhor, arriscando chutes e dominando o jogo. O Brasil ficava tocando a bola e esperando algum erro colombiano. O trio Kaká, Ronaldinho e Robinho pouco criava em campo, estando muito preso a marcação. O ataque colombiano dava trabalho a defesa brasileira, principalmente com Rentería, que acertou duas cabeçadas exigindo ótimas defesas do goleiro brasileiro. O Brasil chegou com Robinho acertando um chute de longe que fez o goleiro colombiano trabalhar. Uma coisa a destacar no 1º tempo foi a enorme quantidade de erros de passe do Brasil, principalmente com Mineiro.

O 2º tempo veio e com ele uma piora significativa do nível da partida. O jogo ficou péssimo. A Colômbia passou a tocar a bola e parecia satisfeita com o resultado. O Brasil continuava apresentando os mesmos erros do 1º tempo, erros de passe e muito preso a marcação. O técnico Dunga mudou o time colocando Josué, Afonso e Júlio Baptista, mas nada alterou o andamento do time. A Colômbia também fez alterações, mas estas fizeram mais efeitos que as do Brasil, elas melhoraram um pouco a seleção colombiana. No final, a Colômbia fez uma pressão, mas não conseguiu o gol. O resultado ficou a quem da atuação que se espera da seleção brasileira.

Agora a Seleção vai ao Maracanã para enfrentar o Equador na quarta pela 2ª rodada das Eliminatórias e a Colômbia enfrenta a Bolívia em La Paz.

Vasco vence Botafogo e reaproxima-se da zona da Libertadores

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Por Gabriel Seixas



- Na reestréia de Cuca no comando do Botafogo, não teve surpresa: Com um gol nos minutos finais da partida, anotado por Jorge Luiz, o alvinegro foi derrotado pelo Vasco por 2 a 1, no Maracanã. Enquanto o Botafogo acumula a sua sexta derrota seguida na competição – fato que deixa o Fogão como a pior equipe do Rio no campeonato -, o Vasco volta a ter sonhos mais altos na competição. Com um jogo a menos em relação aos demais (que será disputado nessa Quinta, contra o Flamengo), o Vasco está a oito pontos do 4º colocado (Grêmio), diferença que pode ser reduzida para cinco, caso a equipe obtenha vitória no clássico carioca, neste meio de semana. A equipe cruzmaltina agora soma 43 pontos e está na sétima posição, enquanto o Botafogo é apenas o 11º, com um ponto a menos.

- Celso Roth inovou na escalação cruzmaltina. Após a confirmação de Perdigão como titular – o mesmo foi barrado contra o América do México, pela Copa Sul-Americana -, o treinador também improvisou o jovem Eduardo na lateral-esquerda, sendo que dispunha de Guilherme para a posição. No ataque, Marcelinho fez companhia a Leandro Amaral, desbancando o antigo titular Alan Kardec, que acumulava partidas pífias com a camisa do Vasco. Já pelo lado do Botafogo, o céu e o inferno estavam bem pertos, um do outro. Enquanto uma vitória reaproximaria a equipe da zona da Libertadores, uma derrota aumentaria as chances do Fogão lutar contra o rebaixamento. Cuca foi o encarregado de levar a equipe ao topo, e sem contar com o zagueiro capitão Juninho, lançou Luciano Almeida como zagueiro pela esquerda, e Coutinho como titular da equipe – enfrentando seu ex-clube.

- O início de jogo do Vasco foi avassalador. Tanto que, aos 8 segundos de jogo, Marcelinho teve ótima oportunidade para abrir o placar. A persistência obteve êxito, e o gol saiu. E que gol! Perdigão deu um leve toque de calcanhar para Marcelinho, que cruzou para Leandro Amaral arrematar de primeira, sem chances para Júlio César: 1 a 0 Vasco. Porém, o lance mais curioso da partida aconteceu aos 24 minutos: Lúcio Flávio arriscou da entrada da área, e a bola bateu nas duas traves, caprichosamente. A “pelota” voltou para o camisa 10 alvinegro, que com o gol vazio, acertou a rede pelo lado de fora.

- A insatisfação de Cuca com a equipe era notória no início do segundo tempo. Tanto que, em poucos minutos, o técnico lançou o lateral Alessandro no lugar de Coutinho – que já tinha cartão amarelo -, e o atacante Reinaldo no lugar de Jorge Henrique, machucado. As alterações surtiram, e o Bota só não empatou porque Sílvio Luiz contou com a sorte em chute de Zé Roberto, que bateu no pé na trave. A mesma sorte não foi suficiente aos 29 minutos, quando Dodô lançou Reinaldo, que de frente para o gol, chutou cruzado e empatou. O atacante desencantou com a camisa alvinegra, já que não marcava desde a partida contra o Corinthians, pela Sul-Americana.

- Celso Roth voltou a mexer mal na equipe. Darío Conca, que acertou a trave de Júlio César, foi substituído por Enílton, aos 31 do segundo tempo. A situação ficou complicada para a equipe cruzmaltina, após a expulsão de Amaral, sete minutos depois. Porém, para tranqüilizar a torcida, Jorge Luiz – o melhor em campo na tarde de hoje - subiu mais alto que a defesa do Botafogo e testou firme, marcando o gol da vitória do Vasco. Até o fim da partida, ainda deu tempo de Enílton fechar com chave de lata a sua participação no jogo, dando uma tesoura em Leandro Guerreiro e sendo expulso.

domingo, 14 de outubro de 2007

Paraná é derrotado pelo Flamengo e vê o rebaixamento inevitável

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Por outro lado, rubro-negro carioca soma sua segunda vitória fora de casa e se aproxima da zona da Libertadores

Por Gabriel Seixas

- Não foi dessa vez que o Paraná conseguiu respirar na competição. Contando com o apoio da torcida e enfrentando um adversário -até então – direto na briga contra o rebaixamento, o tricolor paranaense foi derrotado por 1 a 0, após uma seqüência de erros do árbitro Alicio Pena Júnior, que favoreceu o tricolor. O calvário da equipe da Vila Capanema, que parece não ter fim, se estendeu ainda mais, e após este revés, parece inevitável o rebaixamento pelos ares da equipe. Do outro lado, a equipe do Flamengo, que somou sua segunda vitória fora de casa na competição – a primeira sob o comando de Joel -, pode voltar a sonhar com a Copa Libertadores, caso vença o Vasco no meio de semana, no único jogo adiado restante da competição.

- O técnico do Paraná, Saulo de Freitas, apostava no ferrolho defensivo e no seu ponto de equilíbrio (ou desequilíbrio) para sair com a vitória: o meio-campo. Goiano era o encarregado a ser o cabeça de área da equipe, enquanto Batista e Adriano flutuavam um pouco mais a frente, e Everton era o encarregado de municiar os dois atacantes – o veloz Vinicius Pacheco, e o artilheiro Josiel. Já o técnico Joel Santana veio com uma proposta totalmente defensiva para o confronto. Com a efetivação de Rômulo como um terceiro zagueiro, e o trio de volantes formado por Cristian, Toró e Ibson, os alas da equipe – Leonardo Moura e Juan – eram os encarregados de auxiliar Maxi Biancucchi na criação da equipe, municiando o único centroavante, o limitadíssimo Souza (que teve uma péssima atuação na tarde de ontem).

- O jogo começou morno, com a Paraná atuando na base do “abafa”, e o Flamengo explorando os contra-ataques, principalmente pelo lado esquerdo, com Juan e Maxi. Quem começou assustando foi o tricolor paranaense, após uma cabeçada fraca de Josiel, que passou rente ao gol de Bruno. A resposta veio com Souza, que completou cruzamento de Juan e exigiu boa defesa de Flávio. Esbarrando em suas limitações, as duas equipes não passaram do zero na primeira etapa.

- Tudo o que não aconteceu no primeiro tempo, ocorreu no segundo. As duas equipes vieram dispostas como nunca em busca do gol, e o Paraná teve a chance de o fazer primeiro: Paulo Rodrigues avançou pela esquerda e cruzou para Adriano, que perdeu na dividida com Léo Medeiros e se jogou. O árbitro Alicio Pena Júnior, equivocadamente, marcou pênalti. Já que em pênalti mal marcado a bola não entra, Josiel bateu muito mal e Bruno fez a defesa, para alívio dos rubro-negros e desespero dos tricolores. Para piorar a situação, o mesmo Adriano que havia sofrido o pênalti, trocou “gentilezas” com Cristian e acabou sendo expulso.

- O Flamengo começou a ter o controle da partida, em todos os sentidos. A superioridade rubro-negra foi comprovada aos 18 minutos, quando Juan cruzou, Flávio saiu mal da sua meta e Fábio Luciano desviou de cabeça, abrindo o placar para o Flamengo. Saulo de Freitas lançou sua equipe a frente, colocando dois homens de referência no ataque (Giuliano e Lima), sacando o meia armador da equipe – Everton, e o apagado Vinicius Pacheco. Do outro lado, Joel Santana, que já havia colocado Léo Medeiros na vaga de Maxi (reforçando o meio-campo), também sacou Luizinho para a entrada de Ibson, passando Léo Moura para o meio-campo e recolocando-o no jogo. Joel também aproveitou para lançar o garoto Thiago Sales na partida, já que Fábio Luciano está suspenso para o jogo contra o Vasco, na próxima quinta-feira.

Empate deixa São Paulo mais perto do título

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Por Saimon Nouh


O jovem goleiro Fabiano substituiu o machucado Rogério Ceni e evitou a quarta derrota consecutiva do São Paulo. Na tarde deste sábado, no estádio do Maracanã no Rio de Janeiro, o jogador titular pela primeira vez no ano defendeu um pênalti mal marcado em cima de Gabriel. Ele mesmo cobrou e Fabiano defendeu o que deixou Rogério Ceni muito feliz. Com este resultado, a equipe do Morumbi chega a 64 pontos e mantém 11 pontos de diferença para o Cruzeiro. O Fluminense, por sua vez, vai a 48 pontos e segue logo abaixo da zona da Libertadores, para a qual já tem vaga, pois venceu a Copa do Brasil.

O Fluminense aproveitou que o São Paulo estava desfigurado em virtude de desfalques por suspensão e contusão e dominou a equipe paulista no primeiro tempo. Sem dar chance de o adversário chegar ao ataque com perigo, os donos da casa pressionaram com chutes de longa distância de Gabriel e tabelas entre Alex Dias e Somália. Em uma delas, aos 16min, Gabriel recebeu de Ivan na esquerda da grande área e chutou colocado. Atento, o goleiro Fabiano, substituto de Rogério Ceni, machucado, fez excelente defesa. O jogador, porém, não teve a mesma sorte aos 34min, quando fez pênalti em Adriano Magrão. Na cobrança, aos 35min, Thiago Neves fez 1x0 para o Fluminense. O São Paulo foi tão dominado na etapa inicial que o primeiro chute a gol da equipe saiu apenas aos 18min, com Jorge Wagner. Depois foi levar perigo a Fernando Henrique aos 43min, quando Diego Tardelli cruzou da direita e Leandro apareceu livre para cabecear e ver o goleiro o goleiro Fernando Henrique fazer brilhante defesa.

A equipe do técnico Muricy Ramalho, no entanto, mudou de postura no segundo tempo e partiu para o ataque em busca do empate, que não demorou a acontecer. Aos 6min, após cobrança de escanteio da esquerda, Breno desviou de cabeça, Fernando Henrique deu rebote e André Dias chutou da pequena área: 1 a 1. Aos 20min, no entanto, o Fluminense teve a chance de voltar a ficar em vantagem. O árbitro marcou pênalti inexistente de Hernanes em Gabriel que caiu sozinho. O próprio lateral-direito foi para a cobrança, mas o goleiro Fabiano saltou bem para fazer boa defesa. O São Paulo, que no segundo tempo vinha melhor que o Fluminense na partida, se complicou aos 30min, quando Aloísio foi expulso por ter cometido falta em Arouca. Ele levou o segundo amarelo e o juiz o expulsou. Depois disso, o time carioca pressionou, mas não conseguiu chegar ao segundo gol. A nota triste do jogo é que o atacante Somália ficará fora dos gramados por 6 meses e só deve voltar na Libertadores de 2008.

Na próxima rodada do Campeonato Brasileiro, o Fluminense encara o Goiás, fora de casa, no sábado, às 18h10. No dia seguinte, às 16h, o líder São Paulo enfrenta o segundo colocado Cruzeiro, no estádio do Morumbi.

FLUMINENSE
Fernando Henrique; Gabriel, Thiago Silva, Luiz Alberto e Ivan; Fabinho (Cícero), Arouca, Romeu (Soares) e Thiago Neves; Alex Dias e Somália (Adriano Magrão)
Técnico: Renato Gaúcho

SÃO PAULO
Fabiano; Breno, André Dias e Miranda; Jackson (Fernando), Hernanes, Jorge Wagner, Leandro e Júnior; Aloísio e Diego Tardelli (Thiago)
Técnico: Muricy Ramalho

Clássico termina empatado e Palmeiras deixa o G-4

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Por Saimon Nouh


Santos e Palmeiras repetiram neste sábado na Vila Belmiro o placar que é mais comum na história do clássico paulista. Pela 50ª vez em 284 confrontos, os rivais empataram por
1 a 1. O terceiro empate entre eles no ano deixa o Santos em terceiro e tira o Palmeiras do G-4. O time da capital caiu para o quinto lugar com a vitória do Grêmio sobre o Goiás. Já o Santos perdeu a oportunidade de assumir pela primeira vez a vice-liderança do Campeonato Brasileiro. Se ganhasse, ultrapassaria o Cruzeiro, que só empatou com o Náutico na sexta-feira e agora soma 53 pontos. Além disso, o clube alvinegro completou sete partidas sem perder para o rival. A última vez que o Palmeiras triunfou sobre o rival foi em 2005, no primeiro turno do Brasileiro (2 a 1, no Parque Antarctica). Na Vila Belmiro, o Santos não perde desde 2004.

As duas equipes tiveram desempenhos distintos nos dois tempos do clássico. Na etapa inicial, o Palmeiras foi muito superior e chegou ao gol com Caio. Na etapa final, as substituições do técnico Vanderlei Luxemburgo surtiram efeito, os donos da casa cresceram e igualaram o marcador com Renatinho, que entrou na partida durante o intervalo.

O primeiro tempo do clássico foi de um time só. O Palmeiras dominou o jogo e como sempre criou boas chances de gol, mas como sempre o time errou a maioria delas. O meia Caio assustou duas vezes Fabio Costa. Na terceira ele cobrou um escanteio sem pretensão alguma e conseguiu um gol olímpico. Segundo o próprio meia foi o primeiro dele. O goleiro Fabio Costa tentou se justificar, mas é só olhar o lance e ver que ele foi muito infeliz na jogada.

Com uma nova postura após o intervalo, o Santos empatou aos 13min do segundo tempo. Alessandro cruzou pela direita, Kléber Pereira cabeceou, Diego Cavalieri espalmou e o Renatinho balançou as redes no rebote. Diego Cavalieri teve que trabalhar em mais dois lances de perigo do Santos no segundo tempo: em um chute de Pedrinho e em outro de Renatinho. O Palmeiras assustou Fábio Costa com Luís e Valdivia.

SANTOS
Fábio Costa; Baiano, Domingos, Marcelo e Thiago; Adoniran, Rodrigo Souto, Petkovic (Rodrigo Tabata) e Vítor Júnior (Pedrinho); Kléber Pereira e Moraes (Renatinho)
Técnico: Vanderlei Luxemburgo

PALMEIRAS
Diego Cavallieri, Paulo Sérgio, Gustavo, Dininho e Valmir (Leandro); Pierre, Makelele, Valdivia e Caio (Luís); Luiz Henrique e Rodrigão (Francis)
Técnico: Caio Júnior

Sport e Figueirense empatam sem gols na Ilha do Retiro

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Por Gabriel Seixas


- Desta vez, nem a mística da torcida leonina prevaleceu em campo. Esbarrando no bom sistema defensivo do Figueirense – e nas boas defesas de Wilson -, o Sport não soube superar as suas limitações e empatou sem gols com o Figueira, jogando na Ilha do Retiro, nesta Sexta-Feira. Os gols perdidos podem fazer diferença na reta final da competição, já que, com este empate, o Sport ficou ainda mais longe de uma das quatro vagas para a Libertadores da América, em 2008. Para o Figueirense, o resultado não foi tão desesperador, já que a equipe manteve a nona posição, com 42 pontos – quatro pontos a mais que o Corinthians, primeira equipe da zona de rebaixamento -, enquanto o Leão da Ilha é sétimo, com um ponto a mais.

- Visando uma aproximação ao grupo dos quatro melhores no Brasileirão, o Sport entrou em campo com uma postura, e uma escalação bem ofensiva. Geninho surpreendeu a todos e escalou o Leão no 4-2-2-2, com Romerito e Adriano Gabirú no setor de criação, e apenas dois zagueiros (César e Durval). Sem Da Silva e Carlinhos Bala, o técnico também modificou a dupla de ataque, escalando o jovem Anderson Aquino e o centroavante Fabiano, ex-Santos.

- Do outro lado, o técnico Alexandre Gallo manteve o estilo de jogo do Figueirense, e escalou a equipe catarinense no 3-4-1-2. Ruy e André Santos, antes escalados como meias, agora jogam como alas, enquanto Thiago Gentil ganhou vaga cativa no ataque, desbancando Frontini e fazendo companhia a Jean Carlos no setor de frente (a escalação do veterano também foi forçada devido a suspensão automática de Otacílio Neto). Fernandes era o responsável pela ligação entre a defesa e o ataque, enquanto a principal esperança de gols estava lá atrás: O zagueiro Chicão, que surpreendentemente, marcou oito vezes na competição e é o artilheiro do Figueira no torneio.

- O Sport começou o jogo avassalador, e teve boa chance de marcar com Adriano Gabirú, que tentou encobrir o goleiro Wilson, mas mandou pra fora. No fim do primeiro tempo, Anderson Aquino teve nova chance de marcar, mas o goleiro do Figueira estava atento e fez boa defesa. Mesmo com o desfalque de sua dupla de ataque titular, o Sport criava mais chances, porém esbarrava na falta de pontaria. O Figueirense, jogando nos contra-ataques, levou perigo em um chute forte de Thiago Gentil, que passou perto do gol de Magrão.

- No início do segundo tempo, os dois técnicos voltaram com propostas diferentes para a partida. Geninho, pelo lado rubro-negro, lançou o meia Rosembrick e o atacante Jéferson Madeira (estreante) nas vagas de Adriano Gabirú e Fabiano. Já o técnico Alexandre Gallo sacou a dupla de ataque titular (Jean Carlos e Thiago Gentil), e lançou o também atacante Frontini, além do lateral César Prates, deslocando Ruy para o meio.

- O jogo começou quente, e o Sport reclamou de dois lances bastante polêmicos: O primeiro foi o “escorão” de Felipe Santana em Romerito, que na ótica dos torcedores no estádio, viu pênalti – menos o juiz. Dois minutos depois, o assistente Márcio Eistáquio Santiago anulou um gol de Jéferson Madeira (depois do jogo, ficou claro que o atacante estava em impedimento). Não se abalando com os lances polêmicos, o Leão foi pra cima e Anderson Aquino só não marcou o gol da vitória porque Chicão salvou em cima da linha, de cabeça. No fim da partida, em uma das raras chances do Figueira, Frontini recebeu livre na área, porém Magrão salvou a pátria rubro-negra. O empate foi ruim para as pretensões das duas equipes, que devem brigar por uma vaga na Copa Sul-Americana do ano que vem.