quarta-feira, 7 de maio de 2008

Cuca Hermana Legal

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Por Matheus Mandy


Com dois gols de cabeça do argentino Herrera, Corinthians derrota Azulão

Jogando no estádio do Morumbi, pela abertura das quartas de final da Copa do Brasil, o Corithians recebeu o São Caetano com o apoio de mais de quarenta mil torcedores. Com dois gols de cabeça marcados pelo argentino Herrera, o time da capital derrotou o São Caetano por dois a um, o gol azulino foi marcado por Luan.

O jogo começou quente e com muitas faltas violantas, principalmente por parte do São Caetano. A primeira boa chance de gol foi do Corinthians. Após bola alçada na área a zaga falhou e Chicão por pouco não abriu o placar. O São Caetano, tentava surpreende nos contra-ataques e em um deles, a bola foi lançada para Rafinha. O jogador dominou e chutou a bola para fora, passando perto do gol de Felipe.

O Corinthians era ameaçada sempre pela direita, mas o time foi beneficiado com a expulsão de Wilton Goiano, lateral direito do adversário ainda no primeiro tempo. A partir daí, a equipe se comportou melhor na parte ofensiva e Herrera lançou para Dentinho chutar em cima de Luiz. Herrera ainda perdeu boa chance ao cabecear torto no final do primeiro tempo.

No início do segundo tempo, o Corinthians voltou com alterações. Uma delas foi a entrada de Acosta. Em seu primeiro lance, o uruguaio aproveitou cruzamento da direita e tocou de cabeça, Luiz defendeu e a bola ainda tocou na trave. Na nova cobrança, Lulinha escorou, mas a bola saiu pela direita.

De tanto tentar jogadas aéreas, o Corinthians conseguiu o seu gol. Lulinha cruzou bola de direita e o argentino Herrera aproveitou falha de Luiz, para de cabeça abrir o placar para o alvinegro.

O Corinthians ainda desperdiçava grandes chances de ampliar. Em uma delas, Chicão, William e Lulinha chutaram em confusão na área, nos chutes de Chicão e Lulinha, o goleiro Luiz fez duas defesas milagrosas, já William sem goleiro, isolou a bola.

Aos trinta e oito do minutos do segundo tempo, após chutão de Neto Gaúcho, Luan ganhou na corrida de William e chutou cruzado sem chances para Felipe, um a um no placar.

Quando todos esperavam o empate, novamente apareceu a bola aérea. Dentinho cruzou da esquerda, o goleiro Luiz ameaçou sair e ficou parado, Herrera penetrou-se na zaga e testou com firmeza para as redes do São Caetano, dois a um para o Corinthians.

A partir daí, o Timão ficou se segurando e garantiu a vitória. No entanto o gol marcado fora de casa animou os jogadores do São Caetano.


Os times voltam a se enfrentar na próxima terça-feira pelo jogo de volta da Copa do Brasil, em Ribeirão Preto, mas, antes o Corinthians receberá o CRB e o São Caetano a Ponte Preta pela abertura da Série B.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Cruzeiro ganha o caneco em Minas

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Por Leonardo Martins


Muitos encaravam o 2º jogo da Final do Campeonato Mineiro como uma festa azul, devido ao placar feito pelo Cruzeiro no 1º jogo. A festa só ficou por conta da torcida cruzeirense, que foi ao Mineirão em quase sua totalidade. Aos poucos atleticanos que compareceram ao estádio na tarde deste domingo, restavam um pouco de esperança na improvável vitória por 6 gols de diferença sobre o rival, que lhe daria o bicampeonato. Mas o Cruzeiro ganhou mais uma vez do rival, desta vez por 1 a 0, e levantou a taça de Campeão Estadual pela 34ª vez.

O Cruzeiro, sabendo da ótima vantagem conquistada no 1º jogo, entrou com um time misto, poupando para a partida de 4ª feira contra o Boca pela Libertadores. Enquanto o Atlético se lançava ao ataque, acreditando no que era quase impossível, fazer 6 gols no rival. Por isso tivemos um jogo franco e cheio de oportunidades no 1º tempo. O Galo chegou logo no primeiro minuto de jogo com Gérson. 4 minutos mais tarde, Marcelo Moreno respondeu para a raposa em um chute por cima do gol. As duas equipes alternaram chances de gols. O Galo chegou com Danilinho e Eduardo, que assustaram o gol de Fábio. A Raposa chegou em uma chance incrível. O goleiro Juninho falhou em um cruzamento de Wagner, mas o atacante Marcinho chegou atrasado na bola e ela passou.

O título estava longe dos atleticanos, mas o Galo queria terminar o campeonato de forma honrosa. Por isto, o Galo voltou querendo a vitória na 2ª etapa. O Lateral Coelho tentou 2 vezes, sem sucesso. O próprio Coelho saiu minutos mais tarde por contusão, assim como Jadilson, da Raposa. A vitória atleticana começaria a se complicar quando Renan, que havia entrado na 2ª etapa, se desentendeu com o árbitro e foi expulso. A partir daí, quem ficou mais próximo da vitória foram os azuis. Tanto que o técnico celeste tirou o volante Fabrício para a entrada de Guilherme e logo deu resultado. Aos 30 minutos, Wagner cruzou da esquerda para a entrada do artilheiro Marcelo Moreno fazer o gol que explodiu o Mineirão.

Cenas lamentáveis ocorreram a partir daí, aos 38. Danilinho revidou uma provocação de Charles com um tapa na cara e foi expulso. O fato gerou um princípio de confusão generalizada, foram 5 minutos com o jogo parado. Depois da confusão, o volante cruzeirense também foi expulso. Porém, este fato não diminuiu a festa azul no Mineirão e após o jogo, o Cruzeiro comemorou e muito este título.

Passado o Campeonato Estadual, os dois finalistas voltam a campo neste meio de semana e no Mineirão. Os celestes enfrentam o Boca da Argentina, precisando vencer para continuar na Copa Libertadores. E os alvinegros fazem o jogo de ida pelas quartas-de-final da Copa do Brasil contra o Botafogo.

sábado, 3 de maio de 2008

Santos abre ótima vantagem no 1º jogo das oitavas

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Por Leonardo Martins


No jogo que fechou os jogos de ida das oitavas-de-final da Libertadores, o Santos voltou a receber os colombianos do Cucuta. Assim como na fase anterior, os brasileiros venceram os colombianos, desta vez, por 2 a 0 e abriu ótima vantagem rumo as quartas de final.

Ao contrário do que aconteceu no último jogo contra o Cúcuta, o Santos buscou o jogo pelas laterais, tentando abrir o bloqueio colombiano. O time estrangeiro joga com duas linhas de quatro jogadores marcando implacavelmente pelo meio. O jeito então era abrir o jogo. Por incrível que pareça, quem fez as melhores jogadas pela ala foi o zagueiro Betão, jogando improvisado na direita. Kléber, que costuma acertar cruzamentos perfeitos pela esquerda, preferiu jogar pelo meio, armando jogadas. No início, o Peixe conseguiu abrir espaços e a cruzar bolas na área. Mas a zaga do Cúcuta limpava a área. A pressão alvinegra, porém, era tão intensa que os colombianos não resistiram. Aos 18 minutos, Betão cruzou da direita. Kléber Pereira não alcançou, mas Lima estava bem posicionado e empurrou para a rede. O estreante prometeu mostrar seu cartão de visitas e cumpriu. Após abrir o placar, o time santista continuou em cima, dominando a posse de bola e tentando criar jogadas. No entanto, a partir dos 25 minutos diminuiu o ritmo. A não ser por um chute de Lima, de direita, que passou perto da trave esquerda, o Peixe não criou nenhuma outra chance. O Cúcuta, por sua vez, chegou pouco. Sempre em jogadas armadas pelo habilidoso Torres. No entanto, a zaga santista esteve atenta, sobretudo na marcação do argentino Urbano, que foi bem vigiado por Marcelo.

O Santos começou o segundo tempo dominando, mas aos oito minutos um grupo de torcedores santistas abusou da fumaça provocada por sinalizadores e parou o jogo por cinco minutos. A fumaça era tanta que ficou impossível enxergar o campo. A paralisação esfriou o time santista, que passou a ser ameaçado. Aos 18, Amarilla avançou pelo meio e deu um toque para tentar encobrir Fábio Costa. O goleiro se esticou todo para fazer uma grande defesa.Quando os colombianos apertavam, veio a canhota certeira de Molina dar um pouco mais de tranqüilidade ao Peixe. O meia cobrou falta pela direita direto para o gol. Mas essa tranqüilidade durou pouco tempo. Aos 29, Wesley chutou a bola em cima de um adversário, com a jogada parada, e acabou levando um vermelho infantil. Com um a menos, o Santos passou a ser ainda mais pressionado. O Cúcuta dominava a posse de bola, tentava ora pelo meio, ora pela esquerda, em investidas de Pajoy. Acuado, o Peixe tentava achar espaço para um contra-ataque, mas faltava acertar o passe. O time colombiano, por sua vez, dava à partida um ritmo mais forte, virava a bola, mas encontrava alguma dificuldade para passar pelos defensores santistas. À medida que o tempo foi passando, o Cúcuta partia para o desespero e errava passes, deixando a zaga alvinegra mais sossegada.

O resultado deixou os santistas perto das quartas-de-final da competição. O Peixe poderá até perder por um gol de diferença na partida de volta em terras colombianas.

Outros resultados da Libertadores

Lanús-ARG 0x1 Atlas-MEX
LDU-EQU 2x0 Estudiantes-ARG
San Lorenzo-ARG 2x1 River Plate-ARG
Atlético Nacional-COL 1x2 Fluminense-BRA
Nacional-URU 0x0 São Paulo-BRA

As partidas de Volta acontecerão na próxima semana e todos os detalhes dos jogos dos brasileiros estarão aqui no Esporte é Vida.

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Fla vence no México e praticamente garante a vaga

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Por Leonardo Martins


Na seqüência das oitavas de final da Libertadores, o Flamengo foi ao Estádio Azteca, na Cidade do México, enfrentar o América. Os brasileiros fizeram uma ótima partida e ganharam por 4 a 2, praticamente garantindo a vaga as quartas-de-final da competição.

Com duas alterações em relação ao time que iniciou o jogo contra o Botafogo no último domingo - Luizinho no lugar de Leo Moura, e Jaílton na vaga de Toró -, o Flamengo não se intimidou por estar na casa do adversário e buscou o ataque. Logo aos dois minutos, a equipe carioca teve excelente chance de abrir o placar. Após escanteio cobrado por Luizinho, Marcinho cabeceou da risca da pequena área e mandou a bola por cima do gol. Mesmo sem Leo Moura, poupado, o Fla manteve a força pelas laterais. Luizinho avançou bastante ao ataque na primeira metade da etapa inicial, assim como Juan pela esquerda. Aos 20 minutos, a equipe perdeu nova chance. Luizinho cobrou escanteio da esquerda, Souza desviou de cabeça, e a bola sobrou para Kléberson, sem marcação. O meia chutou forte, e a bola explodiu em Cervantes, que salvou.

O goleiro do Flamengo somente foi exigido aos 21. Com o time mexicano com dificuldades para superar o bloqueio rubro-negro na entrada da área, Villa arriscou um chute de longe, e Bruno defendeu com firmeza. Após dar um susto na torcida ao ser atendido em campo reclamando de dores na coxa direita, o goleiro Bruno voltou a ser exigido aos 36, em novo chute de fora da área, desta vez de Cervantes.Se perdeu uma chance com dois minutos de jogo, Marcinho não desperdiçou outra a dois do encerramento do tempo regulamentar. Aos 43, Bruno fez um lançamento longo, Rodriguez não conseguiu cortar, e o atacante rubro-negro dominou, driblou Sebá Dominguez e chutou. Um pouco adiantado, Ochoa não conseguiu defender. Mas a festa rubro-negra no Azteca durou apenas dois minutos. Após cobrança de escanteio, Mosqueda aplicou um belo drible em Luizinho e cruzou. Cervantes se antecipou a Fábio Luciano e desviou de cabeça, colocando a bola no canto esquerdo, longe do alcance de Bruno.

Para a segunda etapa, Joel fez duas alterações na equipe rubro-negra, colocando Leo Moura no lugar de Juan (Luizinho passou a jogar deslocado pela esquerda) e Obina na vaga de Souza. Consciente de que o empate em casa era um resultado que não interessava, o América iniciou a etapa final com mais disposição e assustou Bruno nos dois primeiros minutos com chutes de fora da área. Mas o Fla respondeu no terceiro minuto. Obina recebeu na entrada da área, e a bola sobrou para Ibson, que chutou para Ochoa espalmar para córner.Mesmo improvisado, Luizinho não deixou de avançar e criou excelente chance pela esquerda, aos 12. O lateral superou a marcação e cruzou. Obina completou forte e, Ochoa defendeu com dificuldade. Dois minutos depois, do outro lado, Bruno falhou ao sair do gol depois de escanteio. Cervantes cabeceou para baixo, e Leo Moura salvou em cima da linha. O jogo ficou aberto, com as duas equipes procurando o gol de desempate. Se teve sorte de estar no lugar certo para evitar o segundo gol mexicano, Leo Moura deu azar aos 18. O lateral arrancou pelo meio driblando e ficou cara a cara com o goleiro. O rubro-negro teve tempo de olhar e colocar. Venceu o arqueiro, mas parou na trave esquerda. As chances rubro-negras se sucederam. Aos 19, Leo Moura cruzou forte, Obina se esticou, mas não alcançou. No minuto posterior, o atacante recebeu um presente de Cervantes na entrada da área, mas chutou mal. O que estava desenhado se concretizou aos 24. Kléberson acionou Obina pela direita, que lançou Marcinho. O atacante chutou cruzado e desempatou. Mas para a tristeza dos rubro-negros, o que ocorreu na primeira etapa se repetiu no período final: o América empatou dois minutos depois. Cabañas recuperou uma bola quase perdida na linha de fundo e cruzou. A zaga do Fla ficou indecisa, e Mosqueda completou na pequena área, empatando.

Diante da facilidade encontrada pelos brasileiros em superar a defesa do time mexicano, Joel decidiu trocar o volante Cristian pelo atacante Diego Tardelli aos 35. A estrela do treinador mais uma vez brilhou, como ocorreu no domingo. Aos 42, Obina chutou da entrada da área e acertou a trave esquerda. A bola sobrou para Leo Moura, que cruzou para Diego Tardelli completar para o gol vazio. Um dos destaques da partida, o lateral teve o privilégio de fechar o marcador ao 46. Com muito fôlego, Leo Moura avançou pela direita, tabelou com Ibson e encobriu o goleiro. 4 a 2. Para alívio de Joel Santana, que respirou fundo no banco de reservas após o último gol do time em seu penúltimo jogo no comando do time carioca. Alívio por saber que deixou a classificação para as quartas bem encaminhada para o seu sucessor. Isso se não conseguir convencer os sul-africanos e ficar no Fla até o fim da Libertadores.

Com essa goleada, o Flamengo poderá até perder por 2 a 0 ou 3 a 1 na partida de volta no Rio, quarta-feira que vem, que passará as quartas-de-final da Libertadores.

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Blues comemoram ida histórica para a final da UCL

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Por Fernando Murilo


Em uma partida excepcional, o time do Chelsea bateu ontem, em Londres, a equipe do Liverpool pelo placar de 3 a 2 e garante pela sua primeira vez na história uma vaga para a final da competição européia mais histórica.

A Partida:

Desde o começo da semana, o treinador Rafa Benítez vinha fazendo fortes declarações sobre o adversário da noite de ontem em Londres, causando um certo frisson em todos os jornais da terra da Rainha. O principal criticado dentre os citados pelo treinador dos Reds, o atacante Didier Drogba, entrou em campo com uma vontade fora do comum, para rebater as críticas dentro das quatro linhas.

Porém, mais experiente, os Reds buscavam os meandros do campo para matar a equipe londrina com as já tradicionais jogadas do capitão Gerrard. Entretanto, esse astro ficou totalmente apagado, ajudando muito pouco na criação das jogadas, sobretudo pela forte marcação da cabeça-de-área dos Blues.

Diante disso, a marcação foi a tônica deste espetáculo, com os volantes tendo uma participação destacada. Claude Makélele pelo lado dos Blues e Javier Mascherano pelo Liverpool se mostravam bem eficientes em seus setores. E num tipo de jogo como este, a técnica individual é o que pode decidir.Pois bem, Kalou em uma jogada individual driblou Abreloua e mandou um balaço de fora da ares, Pepe Reina espalmou e Didier Drogba estava lá para empurrar o rebote, abrindo o marcador.

Após o intervalo, os Reds ajustaram a criatividade do meio-campo, provocando um retraimento natural dos Blues. Porém, após uma linda jogada individual de Benayoun, este rolou para El Niño Torres pegar de bate-pronto e balançar as redes do arqueiro Peter Cech.

A partir do empate, as jogadas começaram a ser mais ousadas, com o meia improvisado na lateral Essien fazendo brilhantes arrancadas pelo flanco direito. Entretanto, o resultado permaneceu igual, levando o jogo para prorrogação.

Na prorrogação é que o jogo esquentou! Após uma jogada individual, a bola sobrou na entrada da área para Essien marcar, mas como Drogba estava a frente do arqueiro Pepe Reina em posição irregular, o gol foi invalidado. No lance seguinte, Michael Ballack, meio sumido em campo, fez jogada na entrada da área, onde Hyppia o derrubou, causando um pênalti que o meia Lampard, que na quinta-feira passada perdeu a mãe fazendo inclusive uma comemoração emocionada, conferiu para os Blues: 2 a 1.

Os Reds se jogaram ao ataque desenfreadamente, com as entradas de Babel e Pennant forçando o jogo pelas pontas. Porém, essa exposição causou o golpe final. Em jogada pela direita, Ballack rolou para Anelka, que havia entrado há poucos instantes, rolar rasteiro para Drogba marcar seu segundo tento na partida.

De nada adiantou o golaço de Ryan Babel, acertando um pombo sem asa de longe, vencendo o arqueiro Cech, pois com os 3 a 2, os Blues estão pela primeira vez na história disputando uma final do campeonato europeu de clubes. É aguardar o grande confronto em Moscou!

Galo Mineiro derrota o Náutico pela Copa do Brasil

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Por Fernando Murilo

Em partida realizada no dia 30 de Abril, em pleno Mineirão, o Atlético-MG derrotou a equipe alvirrubra pelo placar de 1 x 0 , gol anotado pelo atacante Danilinho.

A partida

O treinador da equipe pernambucana Roberto Fernandes resolveu jogar de acordo com a vantagem obtida pela primeira partida, no Recife. Ao invés de utilizar o esquema 3-5-2, tática habitualmente utilizada pelo treinador, ele resolveu optar pelo esquema 3-6-1, reforçando assim a marcação do meio-campo com Alex Sandro.

Já pelo lado da equipe mineira, o treinador Geninho, que, segundo fontes, está em vias de negociação com o Flamengo-RJ, ousou bastante em sua formação, utilizando 4 homens de frente que não possuem como preocupação inicial a marcação, tendo como principal destaque na armação Dejan Petkovic.

O time mineiro vinha passando por uma crise, já que veio de um resultado insatisfatório sobre o maior rival no estado (Cruzeiro) e precisava acima de tudo passar de fase.

Pois bem, o que se viu foi um jogo sem muita criatividade e uma equipe alvirrubra mais bem postada pelo reforço na marcação, buscando sempre a articulação pelo meio-campo com o meia Geraldo. O atacante Felipe, isolado, pouco produziu na primeira etapa, deixando a sensação clara q a equipe do alvirrubro de Rosa e Silva buscava o empate.

Já pelo lado atleticano, o meia sérvio Petkovic mostrava as principais oportunidades para a equipe, criando boas jogadas seja com a bola rolando, seja por bolas paradas. Porém a ineficiência do trio de atacantes, composto por Marques, Danilinho e Almir, prejudicou a equipe mineira.
Veio a segunda etapa e o Náutico realizou de cara a entrada do atacante Warley, para melhorar o combate e a posse de bola do setor ofensivo.

Porém, mais bem postado e pressionando bastante, o Atlético tentou em várias bolas alçadas na área as chances do tão esperado gol que garantiria a classificação. E ele veio através de uma jogada de linha de fundo do jovem atacante Renan Oliveira, que tocou rasteiro para Danilinho de carrinho abrir a contagem.

O que se viu a partir daí foi um jogo bastante emocionante, pois enquanto o Náutico buscava um gol para garantir a vaga para a próxima fase, chegando a colocar bolas na trave com Warley, Ruy e o zagueiro Vágner. Enquanto isso, o Atlético-Mg usava o contra-ataque como arma para matar a partida, porém sem muita objetividade.

E mesmo com todo o esforço ofensivo da equipe pernambucana, o placar terminou mesmo no 1 a 0, provocando sua eliminação.

Outros Resultados e Próximos confrontos - Por Saimon Nouh e Leonardo Martins

Sport-PE 4x1 Palmeiras-SP - Sport Classificado
Romerito (3) e Dutra; Alex Mineiro

Corinthians-SP 4x0 Goiás-GO - Corinthians-SP classificado
Diogo Rincón (2), André Santos e Herrera

Atlético-GO 1x2 São Caetano-SP - São Caetano classificado
Lindomar; Wellington e Hernani

Juventude-RS 3x1 Corinthians-AL - Corinthians-AL classificado
Mendes (2) e Michel; Fabio Neves

Quartas de Final

Atlético-MG x Botafogo-RJ
Corinthians-SP x São Caetano-SP
Inter-RS x Sport-PE
Vasco-RJ x Corinthians-AL

Cruzeiro perde mas sai no lucro em La Bombonera

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Por Leonardo Martins


Na noite desta quarta-feira, no caldeirão de La Bombonera, o Cruzeiro abriu as oitavas-de-final da Libertadores para os clubes brasileiros ao enfrentar o atual campeão da competição, o Boca Juniors. O Cruzeiro fez uma péssima partida e perdeu por 2 a 1, mas este gol fez a equipe celeste continuar na disputa.

O técnico Adilson Batista colocou o volante Fabrício no lugar de Jadilson na escalação da equipe azul. Com essa escalação, o Cruzeiro ficou perdido em campo no 1º tempo. O Boca incentivado por sua fanática torcida, foi para cima dos brasileiros e logo chegou ao gol. Aos 6 minutos, Riquelme tabelou com Gonzáles e livre de marcação, mandou no canto de Fábio. Os argentinos viram que os brasileiros estavam desarrumados em campo e continuaram em cima dos celestes. Aos 15 minutos, após bela troca de passes, Palermo chutou com perigo. Os brasileiros não criavam chances, erravam muitos passes e permitia o Boca atacar. A única chegada eficiente da equipe mineira na etapa inicial foi com Ramires que chutou alto, aos 29 minutos. O Boca chegou novamente tabelando e Palermo errou o gol. Aos 45 minutos, o Cruzeiro reclamou de pênalti de Maidana que colocou a mão na bola, mas o juiz não marcou. O resultado de 1 a 0 já era considerado bom devido as circunstancias do jogo. Os argentinos foram muito superiores mas pecaram nas finalizações.

O panorama do jogo não se alterou na 2ª etapa. Os portenhos mandando no jogo e criando muitas oportunidades para matar o jogo, porém perdendo muitas destas chances. A raposa melhorou um pouco, mas continuava acuada em campo e errava muitos passes. O segundo gol boquense quase saiu com os atacantes Palácio e Palermo, este último abusava do direito de perder gol. aos 15 minutos, Adilson mexeu no time ao tirar o atacante Guilherme para a entrada de Jonathan, para reforçar a marcação do lado direito do campo. Mas foi por aquele lado que o Boca chegou ao gol. Aos 19 minutos, em mais uma boa trama Argentina, Riquelme lançou Datolo e o atacante driblou Thiago Heleno e chutou. 2 a 0 Boca e a vaga ficava longe. O goleiro Caranta trabalhou pela 1ª vez na partida aos 21, Charles acertou um bom chute de esquerda e o goleiro argentino fez boa defesa. O Boca perdeu a chance mais inacreditável do jogo. Aos 27 minutos, Palermo surgiu livre e chutou na saída de Fábio, mas a bola bateu na trave. Como diz o ditado: “Quem não faz, leva”, o Cruzeiro chegou ao gol salvador. Aos 32, Fabrício pegou um bom chute
de longe, a bola desviou em Gonzáles e enganou Caranta. Após o gol, as duas equipes ficaram satisfeitas com o resultado da partida e esperaram o final do jogo. final que foi antecipado por causa da pedra que acertou o bandeirinha, o objeto foi jogado da torcida Argentina. O lance foi posto na sumula da partida e será julgado amanhã na sede da Conmebol. O resultado da partida poderá ser alterado com vitória cruzeirense por 3 a 0.

Caso o resultado do jogo seja mantido, o Cruzeiro precisa de uma vitória simples na semana que vem no Mineirão para seguir adiante na Libertadores.