domingo, 6 de setembro de 2009

Brasil vence Argentina e carimba passaporte pra África 2010

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Por Gabriel Seixas

O maior clássico da América do Sul era decisivo para as duas seleções. O Brasil, com a combinação de resultados obtida, precisava apenas de uma vitória para, com três rodadas de antecedência, garantir passaporte antecipado para a Copa de 2010. Já os hermanos precisavam recuperar a confiança e se isolar no grupo dos quatro que vão a próxima Copa. Porém, nossa seleção foi mais eficiente, e venceu com superioridade por 3 a 1, sem se intimidar com a pressão feita pelos torcedores no acanhado estádio de Rosario. O zagueiro Luisão, que ganhou espaço na equipe titular com a contusão de Juan, e o artilheiro Luís Fabiano, duas vezes, marcaram para o Brasil – aliás, nosso camisa 9 se isolou na artilharia das eliminatórias, com nove gols. Dátolo fez um bonito gol para os argentinos, insuficiente para deixar o estádio com a vitória prometida pelo técnico Maradona.

Os escolhidos para o duelo...

O técnico Dunga tinha apenas duas dúvidas para escalar nossa seleção contra a Argentina: Na zaga, sem o titular Juan, Luisão foi o escolhido para ser o companheiro de Lúcio. E, no meio-campo, Elano confirmou o favoritismo e ganhou a vaga de Ramires.

Maradona vivia a angústia de escalar uma seleção desfigurada contra o Brasil, sobretudo na zaga. Sebá e Otamendi fizeram a dupla de zaga, que se mostrou desentrosada e muito lenta. O meia Dátolo, que fazia sua segunda partida pela seleção – e foi uma das novidades que Maradona lançou e deu certo -, atuou desde o início. Verón também começou como titular, mas não fez sua presença ser notada em campo.

Brasil tem paciência e abre boa vantagem

O jogo começou muito truncado, com as duas seleções buscando o primeiro gol, que em tese, daria mais tranquilidade durante a sequência do jogo. A Argentina começou assustando de início, aos 12 minutos quando a defesa brasileira deu espaço para Messi chutar de fora da área, rente ao ângulo de Júlio César. Aliás, esse foi o problema da seleção brasileira durante o jogo: Deixar espaço para os argentinos arriscarem chutes de longa distância com faclidade.

Com sete dos onze titulares pendurados com dois cartões amarelos, a chance de jogadores deixarem de enfrentar o Chile era periclitante. Lúcio e Kaká receberam cartões amarelos, e como estavam pendurados, não jogam a partida deste meio de semana em Salvador. Mais tarde, Luís Fabiano e Ramires também foram "amarelados", somando quatro desfalques para o jogo contra o Chile.

Mas o foco tinha que estar na partida que estava sendo disputada, e o Brasil não deu sopa para o azar. Aos 23 minutos, os dois jogadores que não tinham suas escalações confirmadas construíram a jogada do gol. Elano cobrou falta com perfeição da direita, e Luisão, livre, cabeceou no canto esquerdo de Andújar.

A bola parada era mesmo um pesadelo para os argentinos. Aos 30, Elano cobrou falta da ponta esquerda, de longe. Na tentativa de encobrir a barreira, acabou acertando-a. A bola respingou para Kaká, que foi até a linha de fundo e cruzou rasteiro, pra trás, para Maicon. O lateral-direito acertou um chute rasteiro de perna esquerda, que Andújar espalmou nos pés de Luís Fabiano, que não perdoou: 2 a 0 Brasil na casa dos hermanos. Silêncio total em Rosario.

Antes do intervalo, mais uma oportunidade de gol para cada lado. Aos 37 minutos, Tévez fez boa jogada pela direita e cruzou rasteiro para Maxi Rodríguez, que estava cara a cara com Júlio César. Mas o goleiro brasileiro provou que é o melhor do mundo, e fechou o ângulo do argentino, fazendo uma defesa sensacional de pé esquerdo. O Brasil teve oportunidade clara de marcar o terceiro gol, novamente na bola parada. Elano cobrou falta da esquerda e Luisão cabeceou para o gol, obrigando Andújar a fazer uma defesa espetacular.

Maradona mexe, Argentina reage, mas Brasil mata o jogo

Maradona estava angustiado, nervoso, sabia que precisava agir para seu time buscar o resultado. Então, fez uma troca de jogadores que atuam no Atlético de Madrid: Tirou o meia Maxi Rodríguez para a entrada do atacante – e seu genro – Agüero, mudando o esquema para o ousado 4-3-3.

Então, os hermanos passaram a ter o controle do jogo, mas não convertiam posse de bola em finalizações. E, quando conseguiram, acertaram o gol de Júlio César. Dátolo recebeu bola na esquerda, e encontrou tempo para avançar, ajeitar e mandar uma bomba de fora da área, no ângulo de Júlio César. O melhor goleiro do mundo não evitou um chute indefensável, que colocava a Argentina novamente no jogo.

Quem pensou que o Brasil fosse recuar para segurar a vitória, se enganou. A jogada de dois craques decidiu, definitivamente o jogo. Kaká recebeu no círculo do meio-campo, e esperou o momento certo para dar um passe em profundidade para Luís Fabiano, nas costas de Otamendi. O camisa 9 da seleção brasileira dominou e deu um toque sutil por cima de Andújar, fazendo a festa da pequena torcida brasileira que estava presente.

Então Maradona jogava suas últimas cartadas, colocando Diego Milito na vaga de Tévez. E o atacante da Inter teve duas oportunidades de diminuir o placar, todas evitadas por Júlio César, companheiro de clube de Milito. Dunga também mexeu, colocando Daniel Alves, Adriano (que voltava a seleção) e Ramires. Este último poderia ter feito o quarto gol se tivesse chegado a tempo num cruzamento forte e rasteiro de Daniel Alves pela direita. Ele se esticou, mas não alcançou. E nem precisou. O Brasil garantiu vaga na próxima Copa com três rodadas de antecedência, e de quebra, saiu com aplausos da fanática torcida argentina. Por essa, nem Maradona esperava.

Os outros jogos e a classificação das Eliminatórias da América do Sul você confere num giro especial do Esporte é Vida, que acompanhou todas as partidas que agitaram o planeta bola neste fim de semana. Não perca!

Sport vence Botafogo em “jogo de seis pontos”

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Por Gabriel Seixas

Sport e Botafogo entraram em campo com missões semelhantes. O time pernambucano buscava diminuir a diferença de pontos para os outros times – eram sete pontos para o Santo André, o primeiro fora da zona -, enquanto para o Botafogo, só a vitória interessava para deixar a degola. Mas o Leão da Ilha começou avassalador: Nos primeiros sete minutos marcou 2 gols e segurou a vantagem, tendo sua retranca furada apenas por uma boa cobrança de falta de Juninho. Fabiano e Wilson marcaram para o Sport.

Jogar pra frente para aliviar a pressão

Péricles Chamusca montou um esquema ousado para enfrentar o Botafogo. Um 4-2-2-2 clássico, com dois meias armadores que chegam muito bem na frente – o habilidoso Luciano Henrique e o artilheiro Fabiano -, e dois jogadores que se completam na frente: O boliviano Arce, que incomodou atuando pelas pontas, e Wilson, a figura do centroavante na equipe. A bola parada era a principal opção para sair com a vitória: Afinal, para chutar direto ao gol, Andrade se mostrou eficiente. E para mandar um “chuveirinho” pra área, vários jogadores que tem, nos seus pontos fortes, o jogo aéreo, sobretudo os zagueiros.

Pelo lado alvinegro, Estevam Soares buscava a sua primeira vitória no comando do Botafogo. O técnico havia feito cinco jogos, com três empates e duas derrotas. Para isso, apostou na única novidade na equipe: O armador Michael, que esteve em condições de jogar, mas acabou saindo, contundido, ainda no primeiro tempo. Sem Reinaldo no ataque, a contestada dupla André Lima e Victor Simões permaneceu no onze inicial.

Sete minutos para derrubar o Alvinegro

De fato, Péricles Chamusca armou um time ofensivo, que dava toda a pinta de que ia jogar pra frente. Mas não se esperava um time tão avassalador, que em sete minutos, pudesse praticamente decidir a partida. Logo aos quatro, Luciano Henrique apareceu na ponta esquerda e cruzou para Fabiano, que apareceu livre na área para cabecear forte pro fundo das redes de Flávio.

Não deu nem tempo para o Botafogo se reestruturar na partida, em busca do empate. Três minutos depois, novamente Luciano Henrique, o principal articulador de jogadas e que caía pelos dois flancos constantemente, apareceu no meio e deu um passe rasteiro nas costas da zaga do Botafogo, que encontrou Wilson livre. O atacante só bateu na saída de Flávio, que aceitou o chute.

Os cariocas demoraram, mas pareciam ter acordado na partida, quando Leandro Guerreiro recebeu bom passe na área, mas chutou em cima de Magrão. Aliás, Magrão operou um milagre na última chance clara de gol do primeiro tempo: Lúcio Flávio cobrou escanteio, André Lima escorou de cabeça, no cantinho, mas o goleiro do Sport voou para salvar o gol. O rubro-negro permambucano saía com uma boa vantagem para o intervalo, enquanto Estevam Soares quebrava a cabeça para fazer o trio Lúcio Flávio, André Lima e Victor Simões jogar – sobretudo os dois últimos, que estavam muito mal -, e como se não bastasse, ainda perdeu Michael no primeiro tempo. Ele era um dos poucos que tentava participar do jogo, mas acabou tendo que ceder lugar a Jônatas, que acerta passes difíceis, mas é bastante acomodado dentro das quatro linhas e não mostra nenhuma vibração.

Botafogo acerta o pé, mas sai derrotado

Precisando buscar o resultado para não terminar a rodada na zona do rebaixamento, o time do Botafogo parecia ter ouvido os apelos de Estevam Soares e voltou ligado para a etapa final. Aos quatro minutos, Jônatas chutou de fora da área e Magrão fez boa defesa. Foi uma das raras oportunidades que o jogador do Botafogo criou durante o jogo.

Aos nove minutos, o Botafogo se utilizou de uma jogada característica nos últimos jogos: A bola parada, que não era só privilégio do Sport. Juninho se preparou para cobrar falta da ponta-esquerda, da entrada da área e bateu muito forte, em cima de Magrão. O goleiro aceitou e viu a bola morrer nas redes.

Para buscar o 12º empate em 23 jogos no campeonato, o Botafogo sentia a falta de um articulador, ou de jogadas envolventes pelas laterais. Alguns jogadores tentavam aparecer como elemento surpresa, caso de Leandro Guerreiro, que cruzou para Victor Simões na área. Porém, o atacante cabeceou fraco e não dificultou para Magrão.

O time do Sport não era mais o mesmo da primeira etapa, e com as alterações feitas durante o jogo, quebrou o ritmo. E isso quase lhe custou caríssimo nos minutos finais, quando o Botafogo tomava conta do jogo, mas por sorte, não concluía em gol. Os dois times permanecem na zona e rebaixamento: O Sport em situação mais complicada, em penúltimo com apenas 20 pontos. O Botafogo está uma posição a frente, com 23 pontos.

Curtinhas:

- O Palmeiras recebeu o Barueri no Palestra Itália. E não foi fácil manter a liderança, porque o caçula paulista deu trabalho, sobretudo no primeiro tempo – onde dominou as ações da partida. Porém, o Verdão conseguiu abrir o placar no segundo tempo, numa cabeçada de Diego Souza. Outro destaque positivo da partida era a reestreia de Vagner Love com a camisa do Palmeiras, e ele também deixou sua marca. Num pênalti marcado de Daniel Marques em Obina – que, por sinal, o atacante alviverde escorregou -, Love bateu com força no meio e aumentou a vantagem. Leandro Castan descontou para o Barueri, mas o placar ficou mesmo em 2 a 1 para o alviverde (que está cada vez menos alviverde com seu uniforme azul).

- No Olímpico, o Grêmio por pouco não viu sua série invicta em casa no Brasileirão ir por água abaixo. Isso porque o Vitória entrou em campo com um propósito de explorar contra-ataques, e em um deles, marcou com Neto Berola. O Grêmio evitou a derrota nos minutos finais do segundo tempo, quando Tcheco (que começou na reserva) cruzou da direita e Jonas, acertou, com o pé direito, um lindo chute de primeira no canto de Viáfara. Os gaúchos alcançaram uma marca histórica: um ano sem derrota no alçapão gaúcho.

Série B: Vasco deixa vitória escapar, mas permanece na ponta

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Por Gabriel Seixas

A 22ª rodada da Série B reservou o confronto entre os dois líderes do campeonato, Atlético-GO e Vasco. Os goianos abriram 2 a 0, os cariocas empataram e só não saíram com a vitória porque Carlos Alberto desperdiçou um pênalti. Guarani e Ceará permanecem mais firme do que nunca no G-4, enquanto Duque de Caxias e Fortaleza perderam mais uma e desperdiçaram chance de sair da zona do rebaixamento. Confira um panorama dos resultados que agitaram a segunda divisão:

Portuguesa 3x1 Figueirense

O reencontro da Lusa com o torcedor após os incidentes lamentáveis envolvendo seguranças armados ameaçando jogadores no vestiário não poderia ser melhor. Com a presença do técnico Vagner Benazzi a beira do gramado, substituindo René Simões, que pediu o boné, o time da Portuguesa bateu o Figueirense por 3 a 1 e volta a almejar uma vaga no G-4 da Série B. O time catarinense também estreava novo treinador, Márcio Araújo, que ainda não resolveu os problemas do time de imediato. Marco Antônio marcou o primeiro da Lusa após cruzamento de Anderson Paim. Ainda no primeiro tempo, Egídio empatou para os catarinenses. Porém, a expulsão de Jeovânio freou a reação do Figueira, que ainda tomou gols de Preto Costa e Zé Carlos, que marcou seu primeiro gol desde quando foi contratado junto ao Cruzeiro.

Duque de Caxias 0x1 Bragantino

A situação do Duque de Caxias piora a cada rodada. Mesmo agora sob o comando de Gilson Kleina, os cariocas não superaram suas limitações técnicas e foram derrotados pelo Bragantino por 1 a 0. Com o resultado, o Duque permanece com 24 pontos, ainda na zona do rebaixamento, em 17º. O gol da vitória foi de Lúcio, e com a expulsão de Mário para o Bragantino no fim do primeiro tempo, os paulistas foram precisos ser valentes para segurar o resultado.

Guarani 3x0 Campinense

O Guarani espantou a zebra e bateu fácil o Campinense, no Brinco de Ouro por 3 a 0. Os paulistas confirmaram a boa campanha em casa, e marcaram rapidamente com um golaço de Fabinho. Ney Paraíba e Eduardo completaram o placar, que deixaram o Bugre ainda mais firme na terceira posição, com 40 pontos. Os paraibanos tiveram sua série de cinco jogos e cinco vitórias interrompida – que incluía o 100% de aproveitamento no returno –, e com a vitória do ABC, caíram para a lanterna com 20 pontos.

Ipatinga 0x0 Ponte Preta

Outro time que estreou novo técnico foi a Ponte Preta, agora assumida por Márcio Bittencourt. Porém, o time continuou bastante previsível, e não passou de um frustrante empate sem gols contra o Ipatinga, que deixa o time ainda mais longe do G-4 – a oito pontos do 4º colocado, Ceará. O Tigre mineiro continua na posição intermediária da tabela, porém em número de pontos está bem mais próximo da zona do rebaixamento.

Paraná 2x1 América-RN

O Paraná interrompeu a série de três jogos sem derrota e bateu o América-RN, em casa por 2 a 1, melhorando a irregular campanha do time como mandante. Para isso, o time contou com uma atuação inspirada de Davi, autor dos dois gols do tricolor – sendo um de pênalti. Max descontou para os potiguares, que fizeram sua primeira partida sem o craque do time, Fábio Neves – negociado com o Fluminense. Nem a vitória sobre o Guarani na rodada passada fez o time embalar, deixando os potiguares numa situação complicada com 26 pontos, apenas dois a mais que o Duque de Caxias, o primeiro da zona do rebaixamento. O Paraná está em situação menos desesperadora, em 12º com 28 pontos.

Atlético-GO 2x2 Vasco

Um jogo digno de duas equipes de Série A. Atlético-GO e Vasco protagonizaram uma partida repleta de emoções, que terminou no empate em 2 a 2. Foi também um jogo de muita polêmica, dentro e fora de campo. Erros de arbitragem nas quatro linhas, e promoção para quem fosse com a camisa do Flamengo (rival do Vasco e das mesmas cores do Atlético) para o estádio. O Vasco esteve próximo de abrir o placar em cobrança de falta de Amaral, mas em três minutos, vacilou e sofreu dois gols. O primeiro foi do zagueiro Jairo, de cabeça após cobrança de escanteio, contando com a falha do goleiro Fernando Prass, que saiu mal do gol. O segundo foi originado de uma bela jogada de Pituca pela esquerda, que cortou vários defensores vascaínos, chegou ao flanco e cruzou rasteiro pra trás, para Juninho tirar do alcance de Fernando Prass. No fim do primeiro tempo, Élton cruzou e a bola resvalou no braço de Antônio Carlos. O juiz viu pênalti, que Carlos Alberto converteu. Na etapa final, Paulo Sérgio cobrou escanteio na direita e Fábio Gomes, que dividiu com o atacante vascaíno Élton, acabou cabeceando contra o próprio gol. O árbitro deu gol para Élton. Nos minutos finais, Carlos Alberto teve a chance de fazer o gol da vitória em cobrança de pênalti, mas se atrapalhou na paradinha e chutou fraco para defesa do goleiro Márcio, que por sinal, se adiantou bastante na cobrança.

São Caetano 3x1 Vila Nova

O São Caetano sofreu, mas venceu o Vila Nova e segue firme em busca de uma vaga no G-4 da Série B. Mas quase que o Vila coloca água no chope do Azulão, quando saiu na frente com um gol de cabeça de Otacílio. Antes do intervalo, o São Caetano virou o jogo, com gols de Anderson Marques e um golaço de falta de Adriano. Na etapa final os paulistas se impuseram no jogo, e Everton Ribeiro fechou o caixão dos goianos, que ainda tiveram o zagueiro Leonardo expulso. O São Caetano continua em 5º, a quatro pontos do Ceará.

ABC 2x1 Juventude

O ABC conseguiu uma vitória importante, em casa, sobre o Juventude. Os potiguares deixaram a lanterna para o Campinense, e podem sair, mesmo que numa combinação improvável de resultados, da zona do rebaixamento na próxima rodada. Audálio botou o ABC na frente, mas logo Léo Dias empatou. Na etapa final, Júnior Negão girou na área e bateu de canhota no ângulo do goleiro Juninho, para alegria da torcida abcdista. O Juventude continua a um passo da zona da degola, em 16º com 24 pontos, mesmo número do Duque de Caxias, o primeiro da zona.

Ceará 2x1 Bahia

E o Ceará continua impossível! Depois de surpreender o Vasco em pleno Maracanã, o Vovô se impôs e bateu o Bahia, em casa, por 2 a 1. Geraldo, de pênalti, começou a botar ordem na casa. Mota marcou o segundo. Aliás, o atacante em três partidas pelo Ceará, já marcou três gols. Nádson tentou colocar os baianos no jogo, mas já era tarde. O Bahia está cada vez mais longe do G-4, em 10º com 30 pontos, dez a menos que o Ceará, o último dos quatro times que garantiriam acesso para a primeirona do ano que vem.

Brasiliense 1x0 Fortaleza

O Brasiliense se recuperou do trauma sofrido no tapetão com a perda de três pontos, vencendo o ameaçado Fortaleza, em casa, pelo placar mínimo. Iranildo fez o gol salvador dos candangos, que deixaram o time em 13º, com 27 pontos. O tricolor cearense permanece na zona do rebaixamento, em 18º com apenas 22 pontos em 22 jogos.

Classificação:

1º Vasco – 43
2º Atlético/GO – 41
3º Guarani – 40 (12 vitórias)
4º Ceará – 40 (11 vitórias)
5º São Caetano – 36
6º Portuguesa – 34
7º Figueirense – 33 (10 vitórias)
8º Bragantino – 33 (9 vitórias)
9º Ponte Preta – 32
10º Bahia – 30
11º Ipatinga – 29
12º Paraná – 28
13º Brasiliense – 27
14º América-RN – 26 (8 vitórias)
15º Vila Nova – 26 (7 vitórias)
16º Juventude – 24 (6 vitórias, saldo -3)
17º Duque de Caxias – 24 (6 vitórias, saldo -11)
18º Fortaleza – 22
19º ABC - 21
20º Campinense - 20

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Um clássico, muitas emoções

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Por Leonardo Martins

Na noite deste sábado, em Rosário, acontece o maior clássico entre Seleções do Planeta. Brasileiros e argentinos se enfrentam pela 15ª rodada das Eliminatórias, desta vez em um palco diferente, porém não estranho para o futebol do Brasil. O jogo pode ser um divisor de águas para Maradona e seus comandados.

Rosário, no interior argentino, é uma das cidades mais importantes do país e tem duas torcidas fanáticas, a do Rosário Central e do Newell’s Old Boys, os clubes da cidade e figurinhas carimbadas de edições de Libertadores. Por conta do fanatismo da cidade, Maradona, técnico da equipe albiceleste, resolveu transferir o jogo de amanhã da capital Buenos Aires para a cidade interiorana. Segundo o maior jogador da história argentina, a tática de distribuir os jogos por outras cidades motivam os jogadores, ele até citou o Brasil, que faz isso durante as Eliminatórias.

O que justifica mais essa mudança, é que os hermanos vem jogando mal nas Eliminatórias e correm riscos de ficar fora da Copa do Mundo. Por isto, o Gigante de Arroyito, estádio do Rosário Central, foi o escolhido para o jogão de amanhã. Estádio que é um caldeirão. Mas não é a 1ª vez que Brasil e Argentina se enfrentam no Estádio. Em 1978, na Copa do Mundo promovida pela Argentina, houve um empate por 1 a 1, futuramente, a Copa seria ganha pelos hermanos.

Dentro de campo, promete-se um grande jogo. Muitos jogadores famosos se enfrentarão. Do lado argentino, Maradona precisa ganhar o jogo para ter chances de continuar no comando técnico, para isto precisa da maior estrela do futebol argentino no momento, Lionel Messi. Messi, segundo Maradona, terá toda a liberdade absoluta no campo para tentar confundir a marcação brasileira. Maradona ainda contará com a experiência de Verón, empolgado com o título da Libertadores com o Estudiantes, e com a velocidade do ex-corintiano, Tevez, para fazer os gols.

O Brasil vai tentar aproveitar o desespero argentino para vencer e afundar o rival em uma crise. Dunga vai repetir o time que foi campeão da Copa das Confederações com André Santos. Só trocou o velocista Ramires pelo contestado Elano. O Brasil conta com o atacante mais eficiente das Seleções mundiais, Luis Fabiano, que já fez 9 gols em 10 jogos em 2009 com a Amarelinha. Ingredientes para este jogão não faltam.

Escalações prováveis

Argentina:
Andújar; Zanetti, Sebá Dominguez, Otamendi e Heinze; Mascherano, Verón, Maxi Rodriguez e Dátolo; Messi e Tevez

Brasil: Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luis Fabiano.

Sábado as 21h30 com transmissão de Globo, Band, Sportv, ESPN Brasil e Bandsports

Outros jogos das Eliminatórias Sul-Americanas todos no sábado

17h30 – Peru x Uruguai
17h30 – Colômbia x Equador
19h30 – Paraguai x Bolívia
22h30 – Chile x Venezuela

O Blog Esporte é Vida trará um texto completo no fim de semana contando como foi o clássico de Rosário.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Reservas do Botafogo seguram o Furacão

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Por Leonardo Martins

Na noite desta quarta-feira, Atlético-PR e Botafogo estrearam na Copa Sul-Americana em Curitiba. Em um jogo fraco tecnicamente, os reservas da Estrela Solitária seguraram o empate sem gols com o furacão.

A torcida do Atlético viu um time veloz em campo, mas pobre de recursos técnicos de ataque. O Botafogo, errava pouco, mas era pouco incisivo ao ataque. No 1º tempo, a melhor chance do 1º tempo aconteceu aos 31. Alex Mineiro driblou Eduardo e chutou, o goleiro Flávio fez boa defesa no ângulo.

No segundo tempo, o jogo ficou no mesmo panorama, os paranaenses dominando o jogo e o Bota esperando erros do Furacão e ele veio em duas oportunidades. Aos 31, Victor Simões cruzou para Renato cabecear rente a trave de Galatto. A melhor veio aos 47, Jônatas deu ótimo lançamento para o garoto Laio, só era tirar de Gallato que fazia o gol, mas chutou em cima do goleiro atleticano. Era noite de 0 a 0 mesmo.

O Botafogo levou a decisão da vaga para o Rio onde precisa da vitória para se classificar. Aos rubro-negros o empate com gols interessa. Novo 0 a 0 leva aos pênaltis.

Fiel festeja aniversário no melhor estilo Fiel

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Por Leonardo Martins

Um dia após completar 99 anos, o Corinthians abriu a 23ª rodada do Campeonato Brasileiro ao fazer o clássico paulista contra o Santos no Pacaembu. A Fiel, que encheu o estádio, viu um jogo como gosta, com muito sofrimento, mas no final vitória corintiana por 2 a 1 de virada.

O Corinthians contou com a volta do goleiro Felipe e do capitão Chicão que estavam machucados e pôs o atacante Souza junto com Dentinho e Jorge Henrique no ataque. Já pelo lado santista, Luxemburgo contou com as voltas de Kleber Pereira e Fabão, suspensos na última partida.

Contando com um bom público, o Corinthians ficou em cima do Santos, mas foi da equipe do litoral que houve a 1ª boa chance da partida. Aos 12, triangulação entre George Lucas e Kleber Pereira, mas o atacante santista chegou atrasado no cruzamento. No mais, amplo domínio corintiano.

A velocidade de Elias, Jorge Henrique e Dentinho desnorteava a defesa pesada do Santos como aos 15, se não fosse o goleiro santista, Souza abriria o placar no Pacaembu. Como o Santos não atacava, os volantes se aproximavam e viraram armadores no Corinthians. Já pelo lado do Peixe, madson pouco produzia na armação, o que fazia com que Fabão e Eli Sabiá dessem chutões da zaga procurando o artilheiro Kleber Pereira. O Corinthians chegou aos 38, Elias tocou para o criticado Souza que errou mais uma vez o gol.

Luxemburgo promoveu duas substituições no intervalo, sacou Emerson e colocou Pará e colocou o jovem Neymar no lugar do improdutivo Madson. O jogo melhorou na segunda etapa e ganhou em emoção, pois o Santos ficou mais atrevido no ataque. Aos 6, George Lucas cruzou e Eli Sabiá completou de cabeça para o gol, a bola ainda bateu em Chicão antes de entrar. 1 a 0 Peixe.

O gol tornou o Corinthians nervoso em campo e os erros de passes apareceram. As jogadas que fluíam paravam no goleiro Felipe do Santos. Antes, a equipe da casa teve o técnico Mano Menezes expulso por reclamação. Mesmo fora de campo, o técnico corintiano mudou a equipe. Tirou Souza e Moradei para colocar Bill e Marcelo Oliveira.

Voltando as jogadas do Corinthians, aos 31, Paulo André cabeceou para a defesa de Felipe. Mas 2 minutos depois, a pressão paulistana deu certo. Cruzamento da direita, Paulo André cabeceou na trave e antes da bola entrar Bill completou e empatou o jogo.

Era o que faltava para a Fiel explodir e ajudar o time na virada. O Santos, a essa altura do jogo, já se contentava com o empate. Mas a virada veio no melhor estilo Fiel, no final do jogo e com sofrimento. Aos 42, Elias cruzou, Balbuena escorou de cabeça e Chicão também de cabeça, completou para o gol. Virada e festa Corintiana no Pacaembu ao som de “parabéns a você“.

O Corinthians volta a jogar daqui 15 dias contra o Coritiba, na capital paranaense. E o Santos pega o Santo André daqui a 10 dias na Vila Belmiro.

Inter vence Atlético-MG, conquista o 1º turno e encosta no líder

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Por Gabriel Seixas

Passadas três rodadas do returno do Campeonato Brasileiro, apenas nesta Quarta-Feira decidiu-se o campeão do 1º turno. Isto porque o Internacional teve a realização de seu último jogo adiado, da 17ª rodada contra o Atlético-MG – a partida foi adiada porque o colorado disputava a Copa Suruga, no Japão. Bastava uma vitória para o time confirmar o título do primeiro turno, pois ultrapassaria o Palmeiras em número de vitórias (11 a 10). Não deu outra: Inter 3 a 0, numa noite inspirada de Edu, que marcou seus primeiros dois gols com a camisa do Colorado, e D’Alessandro, que entrou no segundo tempo, marcou seu gol e decidiu com passes precisos. O Atlético está cada vez mais longe do título – que parece irreal há um bom tempo -, e deve focar suas atenções numa vaga para a Libertadores do ano que vem.

Em esquema que está dando certo...

Tite decidiu manter o esquema 3-5-2, que fez uma avalanche no Goiás no fim de semana passado. O zagueiro Sorondo voltou de suspensão na vaga de Índio, enquanto D’Alessandro, mesmo recuperado, foi poupado e ficou no banco. O garoto Giuliano ganhou mais uma (merecida) oportunidade entre os titulares. A dupla de ataque, Taison e Alecsandro, e o meia Andrezinho continuavam desfalcando a equipe, que ainda ganhou a baixa do volante Sandro, que se juntou ao elenco da seleção brasileira principal. A nova sensação do time gaúcho, o atacante Marquinhos, também foi mantido no time principal.

Do outro lado, já virou rotina dos times brasileiros: Celso Roth quebrava a cabeça para se virar com os desfalques. Eram sete jogadores, sendo que cinco - Jonílson, Aranha, Marcos Rocha, Márcio Araújo e Serginho – eram por contusão. Welton Felipe se juntou a essa lista anteontem, e foi mais um a desfalcar o Galo. Evandro estava suspenso. Com isso, a estreia do volante Correa foi antecipada, bem como a escalação do jovem Felipe Cordeiro na zaga do alvinegro, que é lateral-direito.

Galo assusta em busca do G-4

Ao contrário do que se esperava, o Atlético-MG assumiu uma postura melhor em campo. Conseguiu encaixar uma marcação eficiente e era perigoso nos contra-ataques. Logo aos dois minutos, uma chance clara de gol: Rentería recebeu de Diego Tardelli pela esquerda e tocou por cima de Lauro, e por cima do gol. O colombiano esteve muito perto de fazer seu primeiro gol pelo Galo, e justo contra a última equipe pelo qual atuou aqui no Brasil.

Rentería estava com fome de gol, e aos 12 minutos, assustou de novo. Ele tirou Bolívar do lance e bateu cruzado, acertando a rede...pelo lado de fora.

As chances continuavam surgindo, e Correa, cobrando falta, assustou novamente. Aliás, este fazia uma ótima estreia pelo Galo, mostrando que será importante para a equipe nas próximas partidas. A última foi com Diego Tardelli: Fabiano Eller saiu mal com a bola, Rentería roubou a bola e lançou o atacante, que fintou Sorondo e bateu forte, mas a bola espirrou em Bolívar e foi pra fora. A falta de pontaria complicava o Atlético, que estava muito mais próximo de fazer o primeiro gol.

E o Inter? Pois bem, o colorado fez pouquíssimo no primeiro tempo. Os garotos estavam bem marcados, e a única jogada que funcionava era pelo lado esquerdo, com Kleber. Edu também incomodou, e foi este que reclamou de pênalti cometido por Werley. De fato, houve o puxão de camisa, mas fora da área. O juiz mandou seguir.

Tite coloca D’Alessandro, que muda o jogo


O Inter precisava mudar seu ímpeto na partida, já que foi sufocado pelo Galo na primeira etapa. Então, Tite decidiu colocar D’Alessandro na partida, na vaga do lateral Danilo Silva – que deixou espaços na marcação e pouco fez no ataque, assim como o resto do time.

Não demorou muito para o argentino chamar a responsabilidade. Aos cinco minutos, ele girou no meio-campo e lançou para Kleber, sem marcação, na esquerda. O camisa 6 avançou com a bola, chegou a linha de fundo e cruzou para Edu, que cabeceou no contrapé de Bruno e marcou seu primeiro gol com a camisa do Inter.

Era o que o Inter precisava para embalar na partida. A jogada do segundo gol foi construída numa tabela entre Bolívar e Giuliano pela direita. O segundo tocou para D’Alessandro, que de fora da área, arriscou para o gol. Ele chutou muito forte, e Bruno espalmou. Na sobra, Edu, na ponta direita, cruzou para Kleber do outro lado, que tentou um chute de primeira, mas errou. Como a sorte desta vez estava a favor do Colorado, a bola sobrou limpa para D’Alessandro, que esperou a bola quicar para chutar forte no canto do goleiro Bruno.

Foi o suficiente para o Galo entregar a partida. E o colorado estava com fome de gol, fazendo o terceiro logo aos 15 minutos. Novamente Kleber, sempre pela ponta esquerda, cruzou na cabeça de Edu, que se desvencilhou da marcação e mandou de cabeça pro fundo das redes.

A situação ficou tão complicada para o Atlético que, com o time perdendo por 3 a 0, Celso Roth optou pela saída do atacante Rentería para a entrada do zagueiro (!) Thiago Cardoso. O jogo estava ganho, e Tite só administrou. Aproveitou para fazer a estreia do atacante Léo no campeonato, no lugar do cansado e aplaudido Edu. Kleber também foi poupado nos minutos finais.

Balanço Final

Com o resultado, o Atlético soma seu sétimo jogo sem vencer, incluindo o empate na Sul-Americana contra o Goiás. A campanha de um dos melhores visitantes quase ffez valer no Beira-Rio. Já o Inter aposta no retrospecto de que o campeão do 1º turno geralmente termina com o título do Brasileiro. Desde a implantação do sistema de pontos corridos, apenas no ano passado o campeão do 1º turno não manteve a ponta até o final – e foi justamente o rival Grêmio. Jogar no Rio Grande do Sul não é tarefa fácil para os adversários. A dupla Gre-Nal faz a melhor campanha em casa dentre todos os times da Série A. O Colorado agora soma 40 pontos, um a menos que o Palmeiras.