sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Inter assegura vaga na final da Libertadores e no Mundial de Clubes

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Por Gabriel Seixas

Pela quinta vez consecutiva, o futebol brasileiro garante um representante na final de uma Libertadores. Entretanto, a disputa entre Internacional e São Paulo valia algo muito além disso. Com a classificação do Chivas Guadalajara na outra semi, é sabido que os clubes mexicanos pertencem a outra federação (Concacaf) e por isso não podem “roubar” a vaga de um sul-americano no Mundial, já que são apenas convidados da Conmebol para a disputa. Com isso, a classificação entre os brazucas não só significava a manutenção do sonho da conquista da América, como também do mundo no final do ano. Venceu quem tem o melhor conjunto: o Inter.

É bom que se diga que, no campo, quem venceu foi o São Paulo: 2 a 1. Entretanto, o gol fora de casa dos gaúchos valeu como critério de desempate, após vitória colorada por 1 a 0 no Rio Grande do Sul em jogo válido pela partida de ida. Baseando-se pelo retrospecto, nenhuma novidade. Na fase final desta Libertadores, o Inter eliminou Banfield e Estudiantes anteriormente pelo mesmo critério. Coube a Alecsandro ser o heroi da vez.

Num primeiro tempo sem muito brilho técnico, o Inter adotou uma postura cautelosa, e até com certa facilidade, continha as ações ofensivas do adversário. Quando trabalhava de pé em pé, o São Paulo era insinuante. À medida em que os paulistas tentavam acelerar o jogo, os gaúchos respondiam nos contragolpes, sempre em chutes de longa distância, como os de Alecsandro e Taison.

A solidez defensiva do Colorado, dentre outras figuras, passava pelo goleiro Renan. Desde que retornara ao clube gaúcho, ele havia disputado três partidas, sem sofrer gol em todas elas. Ironia do destino, bastou uma falha gritante para que tudo que havia acontecido (ou não acontecido, no caso, sofrer gols), ser esquecido pela torcida gaúcha. Hernanes cobrou falta, o goleiro não se decidiu entre socar e encaixar a bola e deixou Alex Silva na boa para testar a pelota pro gol vazio. Não houve como deixar de relembrar aquela fatídica final da Libertadores de 2006 entre colorados e são-paulinos, quando coube ao goleiro tricolor Rogério Ceni o papel de vilão.

Na etapa final, dois gols nos primeiros oito minutos. Os gaúchos marcaram primeiro, com o artilheiro Alecsandro, desviando uma cobrança de falta executada por D'Alessandro. Dois minutos depois, Ricardo Oliveira, em posição duvidosa (porém legal), ficou cara a cara com o abatido Renan e não perdoou. O artilheiro marcou seu segundo gol em três jogos com a camisa tricolor desde seu retorno ao clube.

A partir de então, a obediência tática e a qualidade técnica do Internacional fizeram a diferença. Tudo poderia ter ido por água abaixo com a expulsão de Tinga, outro fato exatamente igual ao daquela final em 2006, mas o São Paulo não encontrou forças para reagir. Do banco, opções como Marlos, Fernandinho e Marcelinho Paraíba foram absolutamente insuficientes. No duelo dos treinadores, Roth sobrou em relação a Ricardo Gomes, este que provavelmente fez seu último jogo no comando do time paulista.

Aos gritos de “o Morumbi é nosso”, a festa foi pintada de vermelho e branco. Vale ressaltar o trabalho da diretoria do Inter, que apostou na contratação de um novo treinador e de jogadores com bastante bagagem apenas no meio do ano, o que não foi suficiente para impedir a formação de um time, e não só de um elenco. Com o foco voltado para a disputa do Mundial, o título da Libertadores parece apenas um detalhe, mas não é. O favoritismo do Inter é discutível. A ansiedade pela chegada até Abu Dhabi em dezembro, idem. Parabéns, Colorado!

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Mais um título para os meninos da Vila

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Por Leonardo Martins

O Santos é o mais novo campeão da Copa do Brasil e garantiu a primeira vaga brasileira a Libertadores. Jogando com a torcida contra num Barradão lotado, mas com a vantagem adquirida na ida (2 a 0), o Peixe soube administrar bem o resultado e, mesmo perdendo para o Vitória por 2 a 1, os Meninos da Vila conquistaram o título.

Foi uma decisão leve, sem o clima tenso de uma decisão, isto foi porque as duas equipes entraram bastante ofensivas, com 4 homens de frente (um armador e três atacantes). O Vitória, precisando de três gols, apostou num ataque pesado com dois homens de área, já o Santos escalou, pela última vez, o quarteto que encantou o Brasil no primeiro semestre, Ganso, Neymar, Robinho e André.

O jogo foi o Rubro-Negro atacando e o Peixe contra-atacando, por isso foi uma decisão leve. Aos 6, Ramon cobrou falta e Rafael fez boa intervenção. Dois minutos depois foi a vez de Júnior e seu cabelo louro aparecer e cabecear rente a trave. Esse inicio foi do time da casa, o Peixe errava muito no campo, mas a sua zaga não permitiu mais avanços do Vitória.

A partir da metade da primeira etapa, o time do litoral paulista equilibrou o jogo e o quarteto apareceu. Aos 29, Ganso achou Robinho que chutou para longe. No minuto seguinte, a jogada se repetiu, mas a zaga cortou. Aos 32, os baianos chegaram a marcar, mas Schwenk estava impedido.

O jogo mudou de lado e o Santos dominou o fim do primeiro tempo e aumentou a vantagem do primeiro jogo. Aos 44, Neymar cruzou para a área e Edu Dracena cabeceou para o gol sem chances para Viáfara. Agora, o Rubro-negro precisava de 4 gols para o título e em 45 minutos.

No segundo tempo, foi tudo ou nada para o Vitória e desespero total em busca dos gols. Conseguiu um gol com o zagueiro Wallace, o mesmo que escreveu uma carta emocionante para a torcida. Aos 12, ele recebeu cruzamento de Ramon e, de voleio, marcou um belo gol, faltavam três gols em 35 minutos.

O gol animou o time baiano, mas viu o Santos conseguir boas chances nas habilidades de seus atacantes. Aos 21, Ganso recebeu de Marquinhos, que havia entrado a poucos minutos, e exigiu ótima defesa do goleiro colombiano. Marquinhos entrou no lugar de André, que fez sua despedida no jogo de ontem (foi para o Dínamo de Kiev). O time baiano fez uma boa chance, mas Renato acertou a trave.

Mas aos 32, a esperança aumentou com mais um gol dos times da casa. Júnior recebeu ótimo passe de Neto Coruja e fez o gol da virada baiana, faltavam 2 gols em 15 minutos. Outra despedida do time Santista foi do capitão Robinho que volta ao Manchester City.

Nos últimos minutos, o Vitória foi para o ataque com tudo, mas não conseguiu os gols do milagre baiano. Coube aos meninos da Vila comemorar o segundo título no ano, já havia conquistado o Campeonato Paulista.

O Santos conquistou a vaga à Libertadores 2011, a primeira vaga brasileira na competição sul-americana.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Mais uma vitória azul no Clássico

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Por Leonardo Martins


No clássico mineiro da rodada, uma situação nova para cruzeirenses e atleticanos, torcida única no estádio em Sete Lagoas, no caso, a do Galo. Mas, a novidade parou nisso, pois o Cruzeiro ganhou por mais uma vez o Rival por 1 a 0.

As duas equipes entraram em campo com a mesma formação em campo, 3 zagueiros, mas uma diferença, no Galo eram 3 zagueiros mesmo e na Raposa, Cuca colocou Fabinho na zaga, uma tática muito utilizada pelo treinador.

Com toda a torcida a favor, o Atlético começou melhor e Diego Tardelli foi para o ataque e logo no primeiro minuto, o Camisa 9 chutou e fez o goleiro Fábio defender. Dentro da proposta de jogo, o Cruzeiro fez uma boa partida, com marcação eficiente, mas pouco atacava. Já o alvinegro, era confuso mesmo com o domínio da partida.

O time da casa só voltou ao ataque aos 24, João Pedro driblou Fabrício e chutou, mais uma vez estava o capitão azul para fazer a defesa. Os visitantes aproveitaram a única chance da etapa para marcar o seu gol. Aos 32, Wellington Paulista aproveitou rebote da zaga e, de longe, acertou um lindo chute no ângulo de Fábio Costa. Festa dos jogadores azuis no gramado.

O gol desestabilizou o Galo, Werley e Tardelli discutiram feio e quase saíram no tapa, o juiz conversou com os dois. Aos 39, Fernandinho cruzou e Diego Souza completou para o gol e, quando não foi Fábio, a trave salvou o time azul. O intervalo veio para acalmar os ânimos atleticanos.

O Luxemburgo fez alteração e colocou Obina no lugar de Werley, mas foi o Cruzeiro que quase marcou com Diego Renan, o lateral fez boa jogada e apareceu livre e chutou, Fábio Costa defendeu e a bola foi a trave. Mas os erros de finalizações continuavam do lado atleticano.

O time atleticano errava muito e, a cada minuto que passava, ficava nervoso em campo e Diego Renan voltou a assustar o gol de Fábio Costa, mas desta vez, o chute foi para fora.

Hora das alterações no jogo, o Galo tirou Diego Macedo e Ricardinho para colocar Zé Luis e Leandro, mas o time foi para o desespero e perdeu chances incríveis com Fernandinho e Diego Souza.

Já a Raposa tirou Fabrício, Thiago Ribeiro e Everton, Rômulo, Elicarlos e Robert entraram. Mas o time cruzeirense foi prejudicado pela expulsão de Gil ao dar cotovelada em Diego Tardelli, porém, não houve o empate do Galo e festa azul no caldeirão alvinegro. No fim do jogo, o expulso Gil se meteu em confusão com Obina.

Os dois times enfrentam o Grêmio Prudente. Na quarta-feira, o Galo enfrenta os paulistas pela Sul-Americana e no Domingo, é a vez do Cruzeiro pelo Brasileirão.

domingo, 1 de agosto de 2010

Palmeiras e Corinthians empatam

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Por Leonardo Martins


A rodada de clássicos neste domingo foi aberta com o clássico paulista entre Palmeiras e Corinthians no Pacaembu. Em um jogo polemico, o empate em um gol foi muito lamentado por ambas equipes.

O Corinthians tinha a estréia de Adilson Batista no lugar de Mano Menezes e como nos tempos de Cruzeiro, armou o time com 3 volantes. Iarley e Leandro Castan entraram nos lugares dos suspensos Roberto Carlos e Dentinho. Já no Palmeiras, Felipão armou o time em função de Kleber e contou com a volta de Danilo a zaga.

Querendo reassumir a liderança do Campeonato, perdida ontem para o Fluminense, o Timão iniciou o jogo na pressão. Aos 4, o novo batedor de faltas, Bruno César, exigiu boa defesa de Deola. Um pouco depois, começou a polemica, Armero colocou a mão na bola, mas o juiz não marcou o pênalti.

O Palmeiras, por sua vez, apostava nos contra-ataques e foi assim que o time criou a primeira chance. Kleber achou Ewerthon que passou para Lincoln completar para o gol, mas foi anulado ao marcar impedimento do atacante no primeiro passe.

Novo erro capital da arbitragem aconteceu aos 21. Iarley puxou contra-ataque e passou para Bruno César que cruzou para Jorge Henrique completar de letra, um golaço, mas irregular, já que o camisa 11 estava a frente da zaga no cruzamento. 1 a 0.

Com o gol, o Porco equilibrou o jogo e passou a atacar mais o gol de Júlio César e mais um erro da arbitragem. Jucilei empurrou Ewerthon na área e o juiz novamente não viu e deixou seguir o lance. Mas logo em seguida, gol dos mandantes. Danilo cruzou, Kleber cabeceou para a defesa de Júlio César e Edinho aproveitou o rebote para estufar as redes. 1 a 1 aos 33. O primeiro tempo terminou sem emoções.

No segundo tempo, o jogo continuou equilibrado e os impedimentos sendo marcados como o de Ewerthon aos três minutos. Bruno César se sucumbiu diante da marcação de Pierre e deu lugar a Defederico. Por outro lado, Lincoln deu lugar a Tinga, mas o jogo caiu em rendimento.

Mais um gol de Ewerthon foi anulado para desespero do ex-corintiano, aos 33. Ewerthon deu lugar a Patrik, mas o jovem pouco alterou o rumo do jogo, assim como os corintianos Paulinho e Souza. O Palmeiras foi melhor na etapa, mas não conseguiu achar o seu gol. E o alvinegro terminou o jogo sem a liderança.

No próximo fim de semana, os dois times voltam a campo no domingo. O Alvinegro recebe o Flamengo, às 16h (de Brasília), também no Pacaembu, enquanto os palmeirenses vão ao Serra Dourada enfrentar o Goiás no mesmo horário.

Curtinhas

- No clássico Grenal no Beira-Rio, o time reserva do Internacional segurou o empate sem gols com o rival Grêmio e subiu para o terceiro lugar na classificação do Brasileiro. Já o Grêmio continua no Z-4.

- Outra equipe que atuou com equipe reserva foi o Vitória. O Rubro-Negro recebeu o Botafogo no Barradão e saiu derrotado por 3 a 1. Os gols saíram no final do jogo. Edno e Jobson, por duas vezes, marcaram para o Fogão e Júnior descontou para o time baiano.

- O Avaí pelo segundo ano seguido vem realizando ótima campanha e isto foi reafirmado com a goleada sobre o Goiás por 4 a 1 em casa. O destaque da partida foi o meia Davi, autor de dois gols para o Azurra, Emerson e Robinho completaram a goleada catarinense. Já Bernardo fez o de honra para o Goiás.

No Clássico dos Milhões, Flamengo e Vasco não saem do zero

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Por Gabriel Seixas

Em tese, foram 90 minutos de clássico no Maracanã, mas pode-se dizer tranquilamente que apenas os dez últimos (com muita generosidade) valeram o ingresso. Cobrar uma partida de alvo nível técnico soa como inocência, mas é fato que esperava-se mais emoção no duelo, até pelo histórico dos confrontos entre Flamengo e Vasco.

Maioria nas arquibancadas, o que foi uma das poucas novidades no jogo, a torcida vascaína abraçou o time no seu principal trunfo: a motivação, que pode contradizer com a colocação que o cruzmaltino ocupa na tabela, mas coincide com as vitórias e consequentemente com a boa fase vivida desde a chegada do técnico PC Gusmão.

Como de costume, o Flamengo esbarrou nas suas próprias limitações técnicas, “premiando” a torcida apenas no quesito força de vontade. Quem ficou em casa, não perdeu nada. Entretanto, mesmo jogando mal, foram os rubro-negros que chegaram mais perto da vitória, porém existia um Fernando Prass no meio do caminho. Numa sequência de três defesas sensacionais em finalizações de Vinicius Pacheco, Borja e Juan (que você pode assistir clicando aqui) somada a outra defesa espetacular no último lance do jogo, em falta cobrada por Petkovic, o goleiro vascaíno foi o grande destaque do Clássico dos Milhões.

O jogo foi ruim, mas quem ficou surpreso? Esperava-se que o Vasco controlasse as ações do jogo pela empolgação vivida na temporada, a cada rodada ganhando posições no Brasileirão, mas de forma alguma esse fato poderia configurar um favoritismo, principalmente se tratando de um clássico. A etapa inicial foi equilibrada, mas infelizmente nivelada por baixo. Os vascaínos tinham nos estreantes Felipe e Zé Roberto as grandes válvulas de escape, e nem a falta de ritmo de jogo os impediu de atuarem muito bem, principalmente o segundo.

Desorganizado taticamente, o Flamengo errou praticamente tudo o que tentou. No meio-campo, Correa e Willians foram verdadeiros leões na contensão, mas quando a bola chegava mais na frente – ou simplesmente caía no pé do segundo -, nada mais acontecia. Borja e Val Baiano equivaleram a dois cones no ataque, sobretudo o segundo, que foi substituído nos primeiros minutos da etapa final como se nem tivesse entrado em campo. Kleberson mais uma vez foi uma negação na armação, talvez assim justificando sua presença na lista de Dunga para a Copa do Mundo.

Bem marcado e sem inspiração, Petkovic foi outro que não rendeu. Quando se trata do sérvio, esse discurso vale desde o encerramento do Brasileirão em 2009. PC Gusmão organizou o Vasco com três volantes e cedeu poucos espaços. Rafael Carioca foi o destaque na proteção à defesa, sempre muito seguro nos desarmes e efetivo na saída de bola, seguido de perto pelo garoto Rômulo, que não se intimidou com a titularidade em um clássico de tanta importância.

A partida, que já era ruim, ficou ainda mais sonolenta na etapa final. Como bem destacou o comentarista Álvaro Oliveira Filho, da Rádio CBN, o placar só permaneceu 0 a 0 porque não há como ser menos que isso. Faltou ousadia nas primeiras alterações de ambos os técnicos. Pelo Flamengo, Rogério Lourenço apostou no volante Fernando na vaga de Kleberson, enquanto o vascaíno PC Gusmão respondeu com Carlos Alberto no lugar de...Nunes, o único centroavante do time. O contra-ataque ficou mais incisivo, porém faltava uma referência na frente.

O jogo era tão igual, mas tão igual, que os técnicos decidiram corrigir os equívocos praticamente na mesma hora. Enquanto Lourenço trocou o inócuo Val Baiano por Vinicius Pacheco, que auxiliaria Juan no apoio às costas do lateral Irrazabal – muito mal defensivamente -, PC Gusmão trocou Felipe, cansado, pelo atacante Eder Luis, reorganizando o sistema tático do início da partida. A princípio, nada mudou. Mas quando o “leão” rubro-negro Willians sentiu uma pancada e pediu pra sair, inclusive provocando gritos de “burro” da torcida, o Vasco cresceu.

Fagner não conseguiu finalizar a gol porque o goleiro Marcelo Lomba se antecipou com eficiência, e no lance seguinte, Eder Luis aproveitou bobeira de Leo Moura e finalizou, mas Lomba foi novamente providencial. Foram os últimos suspiros do time vascaíno, vencido pelo cansaço. A partir dos 41 minutos, “nascia” o grande heroi da nação cruzmaltina: Fernando Prass.

No terceiro parágrafo você encontra o link para assistir a sequência inacreditável de defesas de Prass, que começou num chute cruzado de Vinicius Pacheco. O goleiro deu rebote, e na sobra, Borja teve calma para cortar o defensor, mas displicência na hora de finalizar de perna esquerda. Entretanto, o mérito foi unicamente do arqueiro, que no rebote, ainda evitou um gol de Juan numa tentativa de peixinho. Seria Rodolfo Rodrigues o responsável por abençoar Fernando Prass neste “bombardeio”?

A seção de milagres acabou apenas no último lance do jogo, numa falta cobrada por Petkovic com perfeição, que o goleiro do Vasco se esticou todo para mandar pra escanteio. Como não havia tempo pra mais nada, o árbitro Péricles Bassols apitou o fim da partida. Os minutos finais não só valeram o ingresso, como tranquilamente poderiam ter culminado na vitória do Fla. Pela mistura de incompetência nas finalizações e a noite inspiradíssima de Prass, o objetivo não foi cumprido. De qualquer forma, o zero no placar retratou com perfeição o que foi a partida.

Como bem disse Roberto Dinamite após o jogo, os reforços vascaínos agradaram no primeiro teste, e à medida que ganharem entrosamento com o elenco, serão fundamentais na manutenção da boa fase da equipe. No Fla, o sinal de alerta amarelo já deu lugar ao vermelho. O oitavo lugar não pode esconder as limitações do elenco, os sucessivos equívocos do treinador e a turbulência vivida na direção do clube.

O clássico, que era pra ser um divisor de águas, acabou não interferindo em nada na mudança de ambiente. Pelo contrário. O buraco continua cada vez mais fundo, mas ainda assim, o atual campeão brasileiro e dono da maior torcida do Brasil não merece ser subestimado. Este campeonato é tão equilibrado que nem a crise faz o Flamengo deixar de figurar na parte de cima da tabela. Por enquanto. É bom que se aproveite esse momento para criar mecanismos de forma que isso se mantenha até o fim da competição, o que a cada rodada, parece muito improvável.
Curtinha
- O Santos foi a Presidente Prudente com o time reserva e conseguiu uma importante vitória sobre o Prudente por 2 a 1. Todos os gols saíram na segunda etapa. Danilo e Rodriguinho fizeram para o Peixe e Robson descontou para os interioranos, que ainda tiveram a chance de empatar, mas perderam dois pênaltis, um com Paulo César e outro com Robson.

Série B 2010 – 11ª rodada

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Por Leonardo Martins


Pela Série B do Brasileirão, a semana foi de 11ª rodada disputada e muitas mudanças de posição nos 10 jogos, inclusive na liderança. Vamos a um resumo da rodada.

A liderança mudou de mãos e passou para o Coritiba. O Coxa foi a Goiânia e venceu o lanterna Vila Nova por 1 a 0. A equipe coxa-branca contou com a ajuda do rival Paraná, que goleou o, então líder, Náutico por 4 a 0 em casa e encostou no G-4. O terceiro colocado Figueirense conseguiu um bom empate em Salvador por dois gols diante do Bahia. Troca também no 4º lugar, a Portuguesa entrou no G-4 ao vencer o São Caetano por 3 a 1 no Canindé com direito a gol do veterano Dodô, que fizera sua estreia na equipe lusitana. Quem saiu do G-4 foi o América-MG, o Coelho foi derrotado em Alagoas pelo ASA por 2 a 1, de virada.

Na parte debaixo da tabela, o Sport vive uma crise e perdeu em casa para o Duque de Caxias por 2 a 1, Toninho Cerezo balança no cargo de técnico do Leão e os cariocas saíram do Z-4. Empate ruim para as duas equipes entre Santo André e América-RN por 2 a 2 no ABC. Quem entrou na zona vermelha foi o Bragantino, que foi derrotado pela Ponte Preta por 2 a 0 em casa, a Ponte subiu na tabela. O Ipatinga conseguiu a segunda vitória ao derrotar o Brasiliense por 2 a 0 no Ipatingão e deu uma esperança de recuperação. O único 0 a 0 da rodada foi entre Icasa e Guaratinguetá em Juazeiro do Norte.

Classificação

1º Coritiba – 24
2° Náutico – 23
3° Figueirense – 21
4° Portuguesa – 20
5° Paraná – 19
6° América-MG, São Caetano, e Guaratinguetá – 18
9° Bahia – 17
10° ASA – 16
11° Icasa, Ponte Preta e Brasiliense – 14
14° Duque de Caxias e Santo André – 12
16° Sport – 11
17° Bragantino – 10
18° Ipatinga e América-RN – 8
20° Vila Nova – 4

Fluminense bate Atlético-PR e assume provisoriamente a liderança

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Por Gabriel Seixas

Tudo nas Laranjeiras beira a perfeição. Para muitos, o Fluminense reúne elementos como o melhor elenco, o melhor técnico e o futebol mais eficiente do Brasil. Entretanto, para incrementar ainda mais a satisfação do torcedor tricolor no Brasileirão, faltava a liderança. Ela ainda é momentânea, mas é merecida. Nenhum time brasileiro tem jogado tanto quanto o Flu na volta da intertemporada. O time burocrático do primeiro semestre, que recorria frequentemente ao “Muricybol”, agora ganhou entrosamento e reforços de qualidade, como Emerson e Washington, que pelo menos no quesito gols, resolveram a partida de hoje. 3 a 1 sobre o Atlético-PR ficou de ótimo tamanho.

Grandes exibições individuais marcaram a partida, como a de Darío Conca, que não marcou gols, mas foi determinante para o triunfo. A jogada individual do argentino no terceiro gol, marcado por Washington, valeu o ingresso dos mais de 40 mil que compareceram ao Maracanã. Falando em Washington, o Coração Valente foi outro que roubou a cena, justo na sua reestreia, e justo contra um clube pelo qual fez história, consagrando-se como o maior artilheiro de uma edição de Campeonato Brasileiro. Washingol não perdoou: marcou dois e comemorou ambos, o que não é característico quando enfrenta um clube pelo qual tem tanto carinho quanto o Atlético-PR.

O seu companheiro de ataque, Emerson, é outro que só prolonga a lua-de-mel com a massa tricolor. Em seu segundo jogo pelo Flu, marcou seu segundo gol. No primeiro tempo a sintonia entre os atacantes não foi das melhores, mas na etapa final, ambos jogaram como se o artilheiro Fred, contundido, não fizesse a mínima falta. O elenco é tão qualificado que nomes como o jovem Alan e Rodriguinho, vice-campeão paulista com o Santo André, também brigam por um lugar no ataque.

Muricy não tem do que reclamar. Sua dor de cabeça é das boas – apesar de parecer contraditório -, e caso a qualidade do elenco não provoque estrelismo, o time tem tudo para confirmar o favoritismo e seguir na ponta até o final. Deco é cotado para ser apresentado nos próximos dias, mas vai brigar por espaço. Pelo que se conhece de Muricy Ramalho, todo cuidado é pouco em escalá-lo ao lado de Conca na armação para municiar dois atacantes.

Certamente, o novo esquema tático sobrecarregaria e tanto os volantes Diogo e Diguinho. Por sinal, o último foi vetado de última hora pro jogo de hoje e acabou dando lugar ao zagueiro Cássio, contrariando a teoria de que o 3-4-1-2 seria substituído pelo 4-2-2-2. No fim das contas, o defensor não teve uma boa exibição, pra variar, porém felizmente não comprometeu a vitória.

Há de se convir que o Atlético Paranaense fez uma partida bastante digna, principalmente no primeiro tempo, organizando-se bem taticamente e sofrendo um gol originado de um descuido de Bruno Costa, que perdeu bola dominada pra Conca. O meia cruzou com maestria para Washington, que de primeira, completou pras redes. Bruno vinha sido bastante elogiado durante a semana, por sua capacidade em fazer as variações de zagueiro e lateral-esquerdo com muita competência.

Expectativa mesmo ficava por conta da estreia de Guerrón, carrasco do Flu na final da Libertadores de 2008, quando defendia a LDU. No tempo em que ficou em campo, nada fez. Quando foi substituído, ganhou de presente uma sonora vaia para guardar novas recordações do Maracanã. Outros jogadores, como Paulo Baier e Bruno Mineiro, acabaram sacrificados taticamente e pouco renderam. Ao menos o último, também pra variar, deixou sua marca, com uma cabeçada certeira.

Pena que o tricolor já havia liquidado a fatura com gols de Emerson e Washington, ambos na etapa final. O objetivo inicial já foi alcançado: chegar ao topo. Tudo pode ir temporariamente por água abaixo caso o Corinthians vença o Palmeiras, mas enquanto a partida não acontece, a hora é de se concentrar em superar alguns traumas: o de Muricy, a eterna sombra da seleção brasileira; o do Fluminense, de brigar por um título brasileiro, o qual só ostenta um em toda a história. Apesar da enorme qualidade técnica individual, o segredo do plantel tricolor é o conjunto. Alguém se habilita a parar o Flu?