terça-feira, 22 de junho de 2010

Argentina joga pelo gasto e fatura o 1° lugar do grupo

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Por Gabriel Seixas

- Três jogos, três vitórias, sete gols marcados e apenas um sofrido. Esse é o saldo da Argentina na primeira fase da Copa do Mundo, na qual a albiceleste se deu ao luxo de encerrar com 100% de aproveitamento, e consequentemente consolidar a liderança isolada do Grupo B. Mesmo com time misto, os argentinos não sofreram sustos, derrotando a Grécia por 2 a 0. Maradona optou por escalar sete reservas, mantendo apenas Romero, Otamendi, Verón e Messi do costumeiro onze inicial.

- Aliás, Lionel Messi, camisa 10 e melhor do mundo, foi mais uma vez o nome do jogo. Com 22 anos, tornou-se o jogador mais jovem a ostentar a braçadeira de capitão na história da Argentina em Mundiais. Em compensação, os deuses do futebol não parecem conspirar com o craque no quesito gols. Hoje marcaram Demichelis (!) e Palermo (!!), e nunca é demais lembrar que na primeira rodada até Heinze (!!!) deixou o dele. Mas pelo que o menino do Barcelona vem jogando no Mundial, o gol é só um detalhe.

- Quanto à Grécia, nem parecia um time que precisava vencer para avançar de fase. Em toda a partida, jogaram como se estivessem satisfeitos com um empate, que não levaria a lugar nenhum. Ou melhor, até levaria: para o caminho de volta pra casa. Otto Rehhagel escalou o time no 4-4-1-1, com Karagounis isolado na armação, e Samaras mais abandonado ainda no comando de ataque. Resultado: nenhum chute a gol em todo o primeiro tempo.

- Limitando-se a defender, a Grécia procurava ao máximo encurtar os espaços para o adversário jogar, apostando em marcação individual e até dupla. A Argentina, com muitas caras novas, foi melhor no jogo desde o início. Na primeira boa oportunidade, Sergio Agüero (uma das novidades), que fez companhia a Messi e Milito no comando de ataque, fez boa jogada individual, avançou pelo flanco esquerdo e bateu, mas Tzorvas fez a defesa. O goleiro grego foi forçado a trabalhar novamente em chute de longa distância de Verón, espalmando pra escanteio.

- Maradona gostava do que via. O 4-3-3 da albiceleste envolvia o adversário, com supremacia na posse de bola, porém sem capricho na hora de finalizar. Messi, aberto pelo flanco direito, tentou resolver em sua jogada característica: dominou pela direita, cortou pro meio e bateu com perfeição, mas Tzorvas novamente estava lá pra fazer boa defesa. A atuação firme do goleiro certamente lhe rendeu o prêmio de personagem do primeiro tempo, sempre com ótimas intervenções.

- A Grécia voltou com Spyropoulos na vaga de Karagounis, o que significava um time ainda mais defensivo (com quatro defensores e cinco volantes). O time se limitava a dar chutões pra frente buscando Samaras, e de tanto insistir na jogada, uma hora acabou dando certo. Na falha de Demichelis, o atacante grego entrou livre na área e bateu forte, mas ela saiu pela linha de fundo. Foi o único momento em que a torcida argentina precisou se preocupar em Polokwane.

- Pra furar a retranca dos gregos, os laterais argentinos começaram a se soltar, principalmente Clemente Rodriguez pelo lado esquerdo. E foi justamente ele que arriscou um bom chute de fora da área, que passou rente a meta de Tzorvas. Se com bola rolando nada estava dando certo, a alternativa foi explorar exaustivamente as bolas paradas. Messi cobrou falta direta pro gol, obrigando Tzorvas a fazer grande intervenção.

- Os escanteios também significavam pesadelo para a defesa grega. Em um deles, Verón mandou pra área, Demichelis desviou e Bolatti, sozinho, concluiu na pequena área, mas Tzorvas encaixou. E como água mole em pedra dura tanto bate até que fura, a “invencibilidade” do goleiro da Grécia foi por água abaixo depois de 77 minutos. Nova cobrança de escanteio e Demichelis completou, mas a bola bateu no companheiro Diego Milito. Por sorte, ela sobrou limpa para Demichelis, que encheu o pé e não deu chances para Tzorvas.

- Nem a entrada de Ninis na vaga de Katsouranis foi o suficiente para a Grécia ter alguma inspiração do meio pra frente. A Argentina continuou controlando as ações da partda, já com Di Maria, Pastore e Palermo em campo. Messi, o nome do jogo, estava louco para deixar o dele. Aos 40 minutos, em grande jogada individual, soltou um petardo na trave.

- Três minutos depois, ele iniciou a jogada do segundo gol: dominou na entrada da área, cortou pra perna esquerda e bateu forte, mas Tzorvas defendeu. Oportunista, Palermo tocou pras redes no rebote, fazendo jus a aposta de Maradona em levá-lo para o Mundial, mesmo aos 36 anos. No dia em que o épico gol de Diego Maradona na Copa de 1986 completava 24 anos, Messi não marcou, mas foi o melhor em campo. Ninguém brilhou mais que ele no gramado do Peter Mokaba.

- Nas oitavas-de-final, a Argentina tem pela frente o México, no domingo. O outro classificado do Grupo B é a Coreia do Sul, que segurou um empate com a Nigéria em 2 a 2. Uche colocou os nigerianos na frente, mas Lee Chun-Soo e Park Chu-Young viraram para os sul-coreanos. Nem o gol de pênalti de Yakubu (que perdeu um gol inacreditável, embaixo da trave e sem goleiro) foi o suficiente para estragar a festa dos sul-coreanos, que encaram o Uruguai no sábado, no primeiro jogo da fase oitavas-de-final.

- O jogo da Coréia foi marcado pelos erros de gols da Nigéria, que poderiam ter mudado a história do jogo e da classificação sul-coreana a próxima fase, além do gol perdido por Yakubu, já citado, Oba-Oba Martins desperdiçou chance clara ao tocar por cima do goleiro. Sorte asiática e azar africano.

- Agenda para amanhã

A Copa apresenta uma quarta-feira emocionante com equipes grandes correndo risco de eliminação. As 11h, pelo grupo C, a Inglaterra tem jogo de vida ou morte contra a Eslovênia e os Estados Unidos pegam a Argélia, todas as equipes tem chances de classificação. A mesma situação veremos no Grupo D, as 15h30, a Alemanha pega a melhor seleção africana desta Copa, Gana, só pensando na vitória. Sérvia e Austrália também se enfrentam de olho em uma vaga.

Uruguai vence México e os dois times seguem adiante

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Por Leonardo Martins



O jogo entre Uruguai e México era visto com desconfiança, pois o empate classificava as duas equipes e eliminaria África do Sul e França, que estavam se enfrentando e Bloemfontein. Mas o que se viu em Rustemburgo, ficou longe de uma armação, as duas equipes jogaram um bom futebol, que terminou com a vitória uruguaia por 1 a 0. E no outro jogo do Grupo A, a África do Sul terminou de forma honrosa sua participação na Copa com uma vitória por 2 a 1, pouco para conseguir a classificação que ficou com Mexicanos e uruguaios.

Além da classificação, o jogo de Rustemburgo valia o primeiro lugar da chave, significando uma fuga de um confronto contra a poderosa Argentina. Para isto, as duas equipes entraram em campo bastante ofensivas.

O jogo começou com muito equilíbrio e poucas chances. Aos 17, Victorino cabeceou para fora a chance uruguaia. Enquanto isto, no outro jogo, as duas equipes desperdiçavam chances de marcar os gols que dariam esperança de classificação. Voltando a Rustemburgo, Guardado quase abriu o marcador para o México ao arriscar belo chute de longe que acertou o travessão.

Em Bloemfontein, euforia da torcida aos 23. Tshabalala cobrou escanteio e Khumalo cabeceou para o gol. 1 a 0 Àfrica. O gol dos Bafana-Bafana não alterou o ritmo de mexicanos e uruguaios. Novo lance importante na capital judiciária, Gorcouff acertou o cotovelo na cara de Sibaya e foi expulso, facilitando, um pouco, a vida dos africanos.

O lance esquentou a torcida no Free State, mas no Royal Bafokeng, as duas equipes diminuíram o ritmo e o jogo ficou sem graça. Voltando ao Free State, aos 37, Mphela dividiu com a zaga e o goleiro e marcou o segundo dos donos da casa. Faltava mais um gol do Uruguai e dois gols deles para a África seguir adiante na Copa e eliminar o México.

Os uruguaios fizeram o gol logo em seguida, Cavani cruzou e Suarez apareceu para empurrar a bola, de cabeça, para o gol de Pérez. 1 a 0 e esperança sul-africana mais viva do que nunca.

No segundo tempo, pressão da África do Sul na França e do México no Uruguai. Os treinadores deixaram os times mais ofensivos. Quase os africanos fizeram o terceiro com Mphela, mas o chute acertou a trave. E em Rustemburgo, foi o Uruguai quem quase ampliou oi marcador na cabeçada de Lugano que Pérez salvou.

O México carecia de criatividade e, na melhor chance mexicana na partida, Hernandez cabeceou para fora. Em Bloemfontein, pressão total africana, mas os atacantes ficavam presos a marcação francesa, Henry entrou para alterar o ataque francês, mas pouco alterou. Então coube ao craque Ribery acabar com as chances de classificação dos donos da casa, aos 24, o camisa 7 francês deu ótimo passe para Malouda vencer Josephs. Era o gol da tristeza africana e o gol do alívio mexicano.

Quando o anuncio do gol francês chegou a Rustemburgo, os mexicanos diminuíram bastante o ritmo. Os dois jogos se arrastaram até o fim e festa de México e Uruguai no Royal Bafokeng com a classificação. Já em Bloemfontein, vergonha francesa com a campanha pífia e orgulho sul-africano com o futebol apresentado diante dos franceses. Esta eliminação dos Bafana-Bafana é a primeira de um país-sede ainda na primeira fase de uma Copa do Mundo.

Classificação final – Grupo A

1º Uruguai – 7pts
2º México – 4pts (1SG)
3º África do Sul – 4pts (-2SG)
4º França – 1pt

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Espanha vence Honduras e segue na briga pela classificação

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Por Gabriel Seixas


- O adversário não era dos melhores, é bem verdade, mas a boa atuação não deixa dúvidas: a Espanha está firme e forte na luta pelo título mundial. Não só porque venceu Honduras por 2 a 0, mas porque tem a melhor seleção do mundo no papel, se dá ao luxo de ter jogadores do calibre de Fabregas e David Silva no banco, e por ser a atual campeã europeia. Jogadores como Xavi, Fernando Torres e David Villa podem decidir uma partida a qualquer momento. Hoje a noite foi de Villa, que marcou os dois gols da partida.

- Iniesta, um dos homens de armação do time (talvez o mais importante), era desfalque por lesão. A derrota para a Suíça na estreia também custou a David Silva uma vaga no time titular, abrindo espaço para Jesus Navas e Fernando Torres no onze inicial. Com isso, Del Bosque configurava um 4-3-3 na Fúria, com Fernando Torres centralizado, Jesus Navas aberto pela direita (nada mais característico) e Villa pela esquerda, um pouco incomum para o ótimo centroavante que é.

- Os hondurenhos em nenhum momento ameaçaram o triunfo espanhol. Demonstraram limitações técnicas, erros infantis na defesa e sequer chutaram uma bola em direção ao gol de Casillas em toda a partida. Palacios, um dos jogadores mais técnicos do time, foi um dos poucos a procurar jogo, mas ficou devendo. Suazo, o craque da seleção (e o único centroavante do 4-3-2-1), pouco foi acionado.

- A Espanha jogou seu futebol característico: muita troca de passes (em sua maioria certos), finalizações com perigo e muitos, muitos cruzamentos. É o time que mais tira proveito deste quesito nesta Copa. Foram mais de cem bolas alçadas na área em dois jogos, sendo que Navas protagonizou nada mais, nada menos do que 38. Também foi o time que mais finalizou aqui. Logo no início, David Villa foi mostrando logo a que veio, mandando uma pancada no travessão.

- O gol não demorou a sair. Aliás, o primeiro gol da Fúria na Copa foi uma verdadeira obra-prima. Villa recebeu na esquerda, e com um drible, entortou Mendoza e Guevara. Dentro da área, ainda driblou Chávez antes de concluir no ângulo de Valladares, mesmo caído. Antes disso, o árbitro japonês Yuichi Nishimura já havia deixado de marcar um pênalti, após toque de mão de Izaguirre dentro da área.

- Mesmo com David Villa participando ativamente do jogo pela esquerda, as jogadas mais insinuantes eram originadas do outro lado, com Sergio Ramos e Jesus Navas. No meio-campo, Xabi Alonso e Busquets protegeram com maestria a retaguarda espanhola e saíram bem pro ataque, assim como Xavi, que como de costume, distribuiu com maestria o jogo. A decepção ficou por conta de Fernando Torres, que ainda na etapa inicial, desperdiçou duas chances claras de marcar. A primeira em cruzamento de Sergio Ramos, e a segunda dentro da área, sem marcação, mandando por cima.

- Na etapa final, bastaram cinco minutos para a Espanha matar o jogo. Xavi iniciou a jogada lançando Jesus Navas pela direita, que controlou a bola e tocou curto para David Villa. Na entrada da área, o atacante ajeitou pra perna direita e bateu forte. O desvio em Maynor Figueroa não deu chances para Valladares, que acabou encoberto. Outro golaço no Ellis Park.

- Era um presságio de uma goleada, sobretudo quando Jesus Navas sofreu pênalti de Izaguirre aos 18 minutos. David Villa, o iluminado da noite, foi para a cobrança. Era a chance de se igualar a Higuaín com três gols na artilharia da Copa, mas elas saíram junto com a bola que passou à esquerda da meta do goleiro Valladares. Nada que manchasse a inquestionável vitória da Fúria.

- Fabregas substituiu Xavi minutos depois e deu sangue novo ao time. Querendo mostrar serviço, o armador do Arsenal não demorou a procurar jogo, quando recebeu lançamento em profundidade, entrou na área, driblou o goleiro Valladares, e quando concluiu em direção ao gol vazio, Chávez evitou o 3 a 0 em cima da linha.

- Del Bosque ainda aproveitou para lançar Arbeloa e Juan Mata em campo. O time respondeu de forma natural, ou seja, diminuindo o ritmo e cadenciando o jogo até o apito final. Ainda não é a atuação ideal, mas serviu para dar confiança ao time, que agora tem a difícil missão de parar o ataque do Chile na última rodada. Só a vitória interessa para carimbar a classificação e o primeiro lugar do grupo, possivelmente fugindo do Brasil nas oitavas. Só não dá pra fugir da pressão: com o time que tem e pela expectativa que criou, passar de fase é mais do que obrigação.


Amanhã começa a terceira rodada da Copa 2010. As 11h, pelo Grupo A teremos África do Sul x França e México x Uruguai. As 15h30, pelo Grupo B, se enfrentam Grécia x Argentina e Coréia do Sul x Nigéria.

Chile consegue furar retranca suíça

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Por Leonardo Martins

Enfim, a defesa suíça foi vazada em mundiais nesta segunda-feira, o autor desta façanha foi o Chile, que enfrentou a Suíça em Porto Elizabeth. Mas antes, os suíços bateram o recorde de mais tempo sem levar gol na Copa. A vitória por 1 a 0 deixou o Chile perto da vaga.

O jogo começou equilibrado, mas com os chilenos tomando a iniciativa de atacar, porém, esbarravam na defesa suíça, como a Espanha na estréia. Aos 10, Vidal chutou e Benaglio defendeu com dificuldade, o jogo era sem graça devido a retranca européia. Os suíços esperavam um erro chileno para chegar ao gol e quase ele veio aos 28, quando Nkufo quase aproveitou erro de Isla, o goleiro Bravo cortou antes do atacante concluir.

Aos 30, Behrami foi expulso de campo ao acertar o braço na cara de dois chilenos e facilitou a vida dos chilenos. Ainda no primeiro tempo, Frei, atacante suíço, deu lugar a Barnetta, aumentando a retranca. Beausejour cruzou e Sanchez exigiu boa defesa de Benaglio, aos 40.

Na volta do intervalo, Bielsa colocou Valdívia na vaga de Suázo para tentar aumentar a movimentação ofensiva. Aos três minutos, o Chile ameaçou a invencibilidade defensiva da Suíça: Sanchez recebeu a bola na intermediária, em jogada ensaiada de cobrança de falta, e bateu de primeira, marcando o gol. Gonzáles, dentro da área, correu na direção da bola e, mesmo sem tocá-la, caracterizou impedimento, suficiente para anular o tento.

A pressão chilena aumentou, enquanto a Suíça, acuada, sequer conseguia passar do meio-campo. Aos 10 minutos, Gritching perdeu bola na intermediária, deixando para Alexis Sánchez. O atacante invadiu a área, mas Benaglio saiu bem do gol e bloqueou a finalização. Três minutos depois, Gonzáles subiu bem em cobrança de escanteio, mas cabeceou por cima da meta.

Aos 29 minutos, quando a Suíça já havia quebrado o recorde de tempo sem levar gols em Copas do Mundo - superou a Itália, que foi invencível defensivamente por 550 minutos - o gol finalmente saiu. Valdívia, um dos mais acionados durante o segundo tempo, fez belo lançamento para Paredes, que invadiu a área e driblou Benaglio. Sem ângulo, cruzou na segunda trave para Gonzáles cabecear para o gol vazio.

A Suíça, que havia substituído o atacante Frei no final do primeiro tempo, se viu obrigada a lidar com sua falta de eficiência ofensiva. Nas poucas vezes em que arriscou finalizações, sequer conseguiu acertar a meta. O Chile quase ampliou em contra-ataque aos 38, quando Gonzáles lançou e Paredes, cara a cara com Benaglio, chutou forte demais, por cima do gol

Paredes perdeu a oportunidade de 'matar o jogo' aos 44 minutos, quando recebeu pela direita em rápido contra-ataque. Com a defesa suíça escancarada, invadiu a área e cortou para o meio, mas pegou mal de perna esquerda. Um susto aos 45: a zaga chilena vacilou, perdeu a bola na intermediária e Jabuku teve a chance de empatar, mas bateu para fora ao receber cruzamento rasteiro, na marca do pênalti.

O Chile joga pelo empate contra a Espanha e a Suíça enfrenta Honduras de olho neste outro jogo.

Portugal Trucida a Coréia do Norte

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Por Leonardo Martins


Se o Brasil teve dificuldades para vencer a Coréia do Norte, Portugal teve enormes facilidades para detonar os norte-coreanos na Cidade do Cabo. Foi a maior goleada da Copa até agora, um 7 a 0 para colocar os portugueses com um pé na próxima fase do Mundial

Portugal fez alterações na equipe da estréia, Danny, Paulo Ferreira, Deco e Liédson deram lugar a Simão, Miguel, Tiago e Hugo Almeida. Então coube ao craque da equipe, Cristiano Ronaldo, criar várias chances de gols, aos dois, o atacante chutou e foi atrapalhado pela zaga. Aos 6, Ricardo Carvalho cabeceou na trave.

A Coréia do Norte chegou em três chutes de longe, inclusive de Tae Se, o “Rooney” Asiático, mas que não assustaram Eduardo. O primeiro gol português saiu aos 29, Tiago lançou Raúl Meireles que tocou na saída do goleiro. 1 a 0.

O jogo, no primeiro tempo, terminou com mais pressão portuguesa, porém, sem chances de gols. Gols que viriam aos montes na segunda etapa chuvosa no belíssimo Green Point.

O passeio português na segunda etapa começou aos oito minutos. Simão aproveitou trama do ataque português e ampliou o marcador. Aos 9, Fábio Coentrão, que fez boa partida na lateral esquerda, cruzou e Hugo Almeida cabeceou para o gol. 3 a 0 e ainda viria mais.

Cristiano Ronaldo fazia seu jogo belo plasticamente e buscava o fim do jejum, enquanto não marcava, os outros jogadores iriam marcando. O camisa 7 deu ótimo passe para Tiago marcar o gol. 4 a 0. Ronaldo tentava a qualquer custo o gol, acertou a trave em lindo chute de longe.

Mas os gols apareciam, Liédson, que entrou no lugar de Hugo Almeida, fez um belo gol ao chutar de primeira. 5 a 0 aos 35. A Coréia do Norte só via os portugueses jogarem e marcarem os gols. Aos 42, o gol tão procurado por Cristiano Ronaldo apareceu, dividiu com o goleiro norte-coreano e tocou para o gol vazio. Foi o primeiro gol de Ronaldo pela Seleção Portuguesa em dois anos.

O Sétimo, que fechou a vitória, veio com o meia Tiago que acertou um bom chute de longe e a classificação a próxima fase está próxima. A Seleção Portuguesa só perde a vaga se perder para o Brasil e a Costa do Marfim vencer a Coréia do Norte, além disto, os marfinenses tem que tirar uma enorme diferença de 9 gols no saldo.

domingo, 20 de junho de 2010

Fabuloso comanda classificação brasileira

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Por Leonardo Martins


O futebol brasileiro finalmente apareceu na copa do Mundo. Depois de uma atuação ruim na estreia, a Seleção Brasileira foi ao Soccer City querendo dar uma resposta aos críticos ao enfrentar a forte Costa do Marfim e conseguiu. Em uma atuação convincente, a Seleção conseguiu uma ótima vitória por 3 a 1 com ótima noite de Luis Fabiano e classificação assegurada para a próxima fase.

O Brasil entrou em campo com a mesma formação que venceu no sufoco a Coréia do Norte, mas com outra cabeça, querendo jogar como futebol brasileiro. Já a Costa do Marfim, fez uma alteração em relação a estreia, tirou Gervinho para a entrada de seu líder, capitão e craque, Didier Drogba.

A Seleção canarinho começou o jogo atacando e animando a torcida, logo aos dois minutos, Robinho tentou encobrir Barry, mas a bola subiu. Mas logo, os africanos melhoraram a marcação e os brasileiros voltaram a atuação apática da estreia, sorte nossa que a equipe verde (hoje estavam de verde os elefantes) só cruzavam a bola na área para a excelente zaga brasileira cortar de cabeça.

Na primeira vez que os brasileiros conseguiram colocar a bola no chão, o gol brasileiro saiu. Eram 25 minutos e um jogo apertado, Kaká fez sua primeira excelente jogada na Copa e driblou o marcador e tocou para o artilheiro Luis Fabiano encher o pé e vencer Barry, festa da torcida brasileira no Soccer City. O gol pôs fim a um jejum de 6 jogos sem marcar do camisa 9.

O gol fez a equipe africana voltar a marcar em seu campo, antes do gol eles estavam pressionando a saída de bola brasileira, o que dificultou muito o jogo brasileiro, para tentar furar o bloqueio, os Canarinhos tentavam virar o jogo, mas a Jabulani e o gramado castigado pelo frio não deixavam. O jogo perdeu em emoção por causa destes erros, mas o que importava era a vitória parcial no intervalo.

O segundo tempo veio sem alterações nas equipes, mas com um Brasil melhor e mais objetivo. Essa objetividade fez com que Luis Fabiano, o Fabuloso, fizesse o gol mais bonito da copa até agora. Aos 6, o artilheiro brasileiro, fez de tudo, chapéus, toques na mão (o que foi confirmado pelo próprio jogador como toque “involuntário”) e a bela jogada foi finalizada com um belo chute de primeira. 2 a 0 Brasil. Jogo tranqüilo.

Sven Gora-Erikson mudou o time africano ao colocar o habilidoso Gervinho no lugar do sumido Dindane. Por falar no ataque marfinense, Drogba não havia feito nada sendo facilmente marcado por Juan e Lúcio. Mas o Brasil voltou ao ataque, Robinho, sem a mesma inspiração da estreia, achou Kaká que chutou para a defesa de Barry.

O camisa 10 voltou a fazer excelente jogada que culminou em gol aos 17. O jogador do Real Madrid fez jogada de ponta, driblou Demel e cruzou para Elano aparecer como centroavante e marcar o seu segundo gol na Copa. 3 a 0 e show brasileiro a vista.

O camisa 7 brasileiro foi o primeiro a sofrer com a violência imposta pela Costa do Marfim após o terceiro gol. Elano sofreu dura entrada de Tioté e foi substituído por Daniel Alves. Depois Keita, que havia entrado no lugar de Kalou, acertar Michel Bastos, mas, por sorte, o lateral voltou a campo.

Finalmente, Drogba apareceu em cabeçada que assustou Júlio César, mas a violência marfinense continuava. Estrela do time brasileiro, Kaká, era o mais caçado em campo e ficava nervoso a cada entrada dura que recebia, especialmente, de Yaya Toure. Em meio a violência, o gol do artilheiro do Campeonato Inglês, Drogba, apareceu. Aos 35, Yaya cruzou com perfeição e o camisa 11 da Seleção africana e do Chelsea cabeceou livre para fazer o de honra do time de Abdjian.

Nem com o gol, a violência verde diminuiu e o arbitro era conivente com o anti-futebol praticado pela Costa do Marfim. Cansado de tanto apanhar dos africanos, Kaká se estranhou por duas vezes com Yaya e foi expulso, fazendo falta no último jogo desta fase.

Nos últimos minutos, coube aos brasileiros tocar a bola e garantir a classificação de forma antecipada à próxima fase do Mundial. O Brasil joga pelo empate, na última rodada contra Portugal, para garantir a primeira colocação do Grupo G, ou poderá garantir essa posição nesta segunda-feira se os portugueses empatarem com a Coréia do Norte, as 8h30 na Cidade do Cabo.

- Agenda da Copa

Amanhã, além do já citado Portugal x Coréia do Norte, temos a segunda rodada do Grupo H. 11h em Porto Elizabeth, se enfrentam Chile x Suíça. E as 15h30, no Ellis Park, a Espanha tenta a recuperação contra Honduras, como sempre, com cobertura do Esporte É Vida.

Itália decepciona e não passa de um empate contra a Nova Zelândia

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Por Gabriel Seixas

- A Itália não é uma exceção (positiva) entre as grandes equipes europeias no Mundial. Assim como Espanha, Alemanha, França, Inglaterra, por exemplo, faz uma campanha decepcionante, e o ambiente não é bom muito antes do início da Copa. Das 32 seleções participantes, a Azzurra foi a única que ainda não venceu em 2010. As ausências de Totti, Cassano, Rossi e Balotelli da lista convocatória final, somada a contusão de Pirlo, claramente pesam negativamente a este limitado time comandado por Marcelo Lippi.

- A título de curiosidade, não há registros na FIFA de um campeão em uma Copa anterior passar os dois primeiros jogos no Mundial seguinte sem vitória. A Itália acumula dois empates, incluindo um na tarde de hoje, contra a Nova Zelândia, em 1 a 1. A atuação foi sofrível, pífia, principalmente no primeiro tempo, no qual o time não teve objetividade e muito menos inspiração.

- Entretanto, ainda existem algumas exceções nesta equipe. De Rossi mais uma vez foi o melhor do time, inclusive sendo eleito como o melhor em campo pela votação popular da FIFA. Na criação de jogadas, Montolivo conseguiu ditar um bom ritmo, principalmente arriscando chutes de fora da área. Na meta, Marchetti substituiu o lesionado Buffon, e na única vez em que teve seu ‘sono’ atrapalhado, sofreu o gol.

- Atualmente, bolas paradas tem sido um grande tormento para a defesa italiana. O que um dia já foi um ponto forte, hoje é um verdadeiro desastre. Elliot cobrou falta, a defesa italiana bateu cabeça, e Reid desviou de cabeça. Cannavaro falhou no corte, e Smeltz, impedido, completou pras redes. A zebra começava a se desenhar em Nelspruit.

- Com posse de bola superior a 60%, a Itália passou a ser figura constante no ataque, porém sempre de forma desorganizada. Montolivo era uma exceção no meio-campo, construindo boas jogadas, inclusive arriscando um chute aos 21 minutos que bateu na trave. No ataque, Iaquinta era uma figura nula, e Gilardino conseguiu ser pior ainda, se omitindo completamente da partida.

- E já que a Nova Zelândia foi beneficiada pela arbitragem em seu gol, o juizão Carlos Batres retribuiu a gentileza, marcando um pênalti inexistente de Smith em De Rossi. Iaquinta, com categoria, deslocou o goleiro e empatou. Sem colocar a bola no chão, as melhores chances vinham em chutes de longa distância, aproveitando a “sobrenaturalidade” (como diria Luis Fabiano) da Jabulani. De Rossi, aos 45, exigiu que Paston trabalhasse muito bem para evitar a virada.

- No intervalo, Marcelo Lippi fez o que deveria ter feito antes do início do jogo: colocar Camoranesi e Di Natale nas vagas de Pepe e Gilardino. O time claramente cresceu de produção, e Di Natale, artilheiro do último Campeonato Italiano, fez Paston trabalhar logo aos cinco minutos.

- E aí você me pergunta: e a Nova Zelândia? No segundo tempo se limitou a defender, e nem poderia ser diferente. Mas quando foi ao ataque, levou muito, mas muito perigo. Em uma de suas aventuras no ataque, o volante Vicelich acertou um chute perigoso rente a meta de Marchetti. Montolivo respondeu sete minutos depois, mas novamente errou o alvo, e por muito pouco.

- A entrada do centroavante Pazzini na vaga do apagado Marchisio ilustrou o “tudo ou nada” italiano, desesperado a procura de um gol. A busca incessante pela vitória quase se transforma em tragédia, quando Wood, aos 37 minutos, driblou Cannavaro com facilidade pela esquerda e chutou cruzado, com muito perigo. A bola tirou tinta da meta de Marchetti, que certamente não trará boas lembranças de sua primeira partida como titular em Copas.

- Os italianos ainda dependem de si para se classificarem, mas precisarão superar suas limitações se quiserem passar pela Eslováquia. Praticamente sem chances de terminar como líder do grupo, a Itália deve ter pedreira logo nas oitavas-de-final: a Holanda. É aí que fica em xeque a lenda de que a Itália se arrasta na fase de grupos, mas atropela tudo e todos na fase final.

- Um gol ilegal da Nova Zelândia, um gol ilegal da Itália, e um jogo bem fraco (ou ilegal, risos) em Nelspruit. Pirlo precisa urgentemente voltar ao time para dar um toque de maestria no meio-campo, que necessita de um jogador que distribua bem o jogo.

- Enquanto isso, a Nova Zelândia festeja. Sem tradição alguma no futebol, já arrancaram dois empates em dois jogos, incluindo um contra a atual campeã mundial. Festa na capital Wellington, cabendo até um feriado. Se vencer o Paraguai, os neozelandeses se classificam sem depender de outros resultados. Será possível? Para uma equipe que já quebrou uma infinidade de desconfianças, sim.