segunda-feira, 21 de abril de 2008

Cruzeiro vira e também vai a final

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Por Leonardo Martins


Foi mais sofrido do que a torcida azul esperava, mas o Cruzeiro está na final do Campeonato Mineiro pela 5ª vez seguida. A Raposa recebeu o Ituiutaba na tarde deste domingo e ganhou por 3 a 1 de virada, classificando para a final do Campeonato Mineiro.

O Cruzeiro começou o jogo nervoso e ansioso, devido aos últimos jogos da equipe, e pouco criou na 1ª etapa. A equipe do triangulo aproveitou o nervosismo dos Celestes para atacar e ser melhor em campo. Aos 9 minutos, Moreno cruzou e Rodrigo não alcançou. O nervosismo cruzeirense foi o fator determinante do 1º gol do Boa. Aos 22, após cobrança de escanteio, Moreno furou o chute, mas pegou novamente a bola e cruzou, mas a bola encobriu Fábio e entrou direto. Era o fantasma da desclassificação rondando a Raposa e o gol deixou a equipe mais nervosa em campo. Aos 44, um lance polêmico. Charles chutou forte para o gol e a bola bateu no braço de Welton, mas o árbitro Ricardo Marques Ribeiro interpretou o lance como normal e mandou o jogo seguir.

O técnico Adilson Batista parece ter dado uma verdadeira bronca na equipe do Cruzeiro no vestiário. Isso por que, o time voltou com outra postura para o segundo tempo. Ajudada pela torcida, que compareceu em bom número no Mineirão, a Raposa chegou com perigo aos sete minutos. Guilherme fez grande jogada pela esquerda e cruzou para Marcelo Moreno, o atacante cabeceou com estilo, mas o goleiro Daniel se esticou todo para fazer a defesa e salvar o time. Mas aos 12 não teve jeito. Ramires cruzou rasteiro para a área, a zaga ficou parada e Espinoza finalizou para o gol agitando a arquibancada. Aos 23, o jogador Peterson do Ituiutaba levou o segundo cartão amarelo e conseqüentemente foi expulso. A ausência de mais um atleta em campo foi ruim para os visitantes que levaram a virada aos 27. Leandro Domingues, que havia acabado de entrar, avançou pelo meio e chutou forte no ângulo do goleiro Daniel que não teve chances de fazer a defesa. O Cruzeiro continuou melhor e aumentou aos 38. Marcelo Moreno cruzou forte pela direita, Guilherme pegou a bola de primeira e marcou um belo gol para a Raposa dando números finais à partida e garantindo o clube em mais uma final de Campeonato Mineiro. E alívio no Mineirão.

Agora teremos 2 clássicos entre Cruzeiro e Galo, nos dois próximos domingos, no Mineirão, valendo o título mineiro. A vantagem de 2 resultados iguais pertence ao Cruzeiro.

Galo vence e está na final do Mineiro

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Por Leonardo Martins


Na tarde de sábado, com um bom público em Juiz de Fora, Tupi e Atlético fizeram o 2º jogo das semifinais do Campeonato Mineiro. O Galo, que havia ganhado em Belo Horizonte, voltou a ganhar dos juizforanos, desta vez, por 1 a 0 e garantiu a vaga as finais do Mineiro.

O Tupi começou pressionando em busca do gol que daria a classificação e levou sufoco a defesa atleticana. Logo aos 5 minutos, Ademilson criou a 1ª chance do Galo Carijó. A partida era nervosa com muitos cartões amarelos. O Galo da capital só chegou ao gol do Tupi aos 24 minutos com Marinho e Thiago Feltri. Depois deste lance, o Tupi voltou a pressionar e protagonizou um lance incrível. Aos 32, os interioranos fizeram uma seqüência de ataques. Primeiro, Ademilson chutou cruzado. Depois, Silas acertou a trave de Juninho. E por último, Gedeon cabeceou longe do gol. O gol dos mandantes parecia questão de tempo. Mas o Atlético também criou uma boa chance com Renan que exigiu uma boa intervenção de Marcelo Cruz. O 1º tempo terminou com a vantagem nas mãos atleticanas.

O Atlético acertou sua marcação na 2ª etapa e não deixou o Tupi pressionar como havia acontecido nos primeiros 45 minutos. Os Atleticanos foram em busca do gol da vitória e criou muitas chances. Aos 22, Márcio Araújo apareceu livre na área e quase surpreendeu o goleiro Carijó. Aos 29 minutos, Marinho e Danilinho exigiram ótima defesa de Marcelo Cruz. O Tupi não desistiu e chegou aos 39 com Eraldo que Juninho salvou. Mas no final, a equipe da capital decretou a sua classificação. Aos 47 minutos, Danilinho apareceu livre pela esquerda e cruzou para a revelação atleticana, Renan Oliveira, mandar de letra, marcando um lindo gol. O sonho do bicampeonato continua para o Galo.

Na final, o Galo faz o superclássico contra o rival Cruzeiro, porém a vantagem de dois resultados iguais está com os celestes.

Choque-Rei 2008.

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Por Guilherme do Vale


Foi na tarde deste domingo chuvoso, 20 de abril, que o Palmeiras garantiu sua classificação as finais do Campeonato Paulista 2008. Com bom resultado conquistado no primeiro jogo, o São Paulo de Adriano e Muricy jogava por um empate. Já o Alviverde que havia perdido a vantagem no primeiro jogo, jogava por qualquer resultado positivo.

E o jogo não poderia ser diferente do esperado, eletrizante do começo ao fim. Com maior posse de bola, o Verdão chegava mais ao ataque, porem pouco chutava, enquanto o Tricolor apostava nos contra-ataques fixados em Adriano. E por ai a equipe do Morumbi deu o primeiro chute perigoso do jogo, aos 16 minutos. Porem, seis minutos após, o Verdão respondeu com Léo Lima. O camisa 27 da equipe Alviverde arriscou do meio da rua e Rogério Ceni –que não viu a bola- engoliu o primeiro. Com a vantagem mudando de lado, o São foi obrigado a sair e o jogou ficou lá e cá. Final de primeiro tempo. Mal haviam chegado ao vestiário, os tricolores foram obrigados a voltar a campo. O vestiário da equipe recebeu um gás altamente irritante pela tubulação.

Pelo lado do Verdão, duas mudanças: Denilson e Wendell entraram e Diego e Kleber saíram. Porem, logo na primeira oportunidade, Denilson perdeu uma chance incrível de matar o jogo. Em saída errada de Rogerio Ceni, Alex Mineiro roubou a bola, tocou para Denilson e correu em diagonal, porem não foi respondido, já que o atacante ex - Betis chutou direto ao gol.

Mantendo a dinâmica do primeiro tempo, o tricolor tentava achar um gol pelos cruzamentos de Jorge Wagner, enquanto o Verdão aproveitava os contra ataques. Curiosamente após um cruzamento de Jorge Wagner o Palmeiras fez o segundo. Com boa cortada de Martinez, Lenny recebeu a bola e lançou Wendell que teve a tranqüilidade de carregar até a entrada da área e tocar para Valdivia selar a vitória Alviverde. Logo após o gol, inicio de confusão entre Valdivia e os jogadores do S. Paulo. No escuro. Sim, no escuro, já que a luz do estádio acabou e o clima esquentou. Numa das discussões, Rogério Ceni deu um leve tapinha no rosto de Valdivia e pode ser julgado por isto. Após 16 minutos sem luz, o jogo reinicia com o São Paulo tentando pressionar, porem com uma defesa compacta o Verdão segura o ímpeto Tricolor e classifica-se a final do Campeonato Paulista.

Apesar de todas as infelicidades extra campo, o clássico ficou marcado pelo futebol envolvente e bem jogado pelas duas equipes. No próximo domingo o Verdão faz o primeiro jogo da final contra a Ponte. Esperando julgamento, o Palmeiras ainda não sabe ao certo o local da segunda partida. É esperar para ver.


Guaratinguetá 1x2 Ponte Preta

Na outra semifinal, a Ponte venceu a sensação, até então, do Campeonato Paulista, o Guartinguetá. Como na partida em Campinas, o goleiro Aranha garantiu a vitória com defesas sensacionais e, inclusive, pegando um pênalti cobrado por Michael, aos 35 minutos da 1ª etapa. O Guará, que precisava devolver a derrota sofrida em Campinas, chegou a ter a classificação nas mãos quando Nenê abriu o placar, aos 25 minutos. Mas a alegria dos mandantes durou pouco, 2 minutos depois, Luis Ricardo empatou de cabeça. A Macaca virou com Wanderley.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Fluminense vence e pode ficar em 1° lugar geral

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Por Leonardo Martins

Na noite de ontem, no Maracanã, o Fluminense recebeu os equatorianos da LDU em confronto direto pelo 1º lugar da chave 8 da Copa Libertadores. Os brasileiros fizeram bem o papel de mandante e venceram pelo placar mínimo, podendo assegurar o 1º lugar geral nesta fase da Libertadores, o que daria boas vantagens nas fases seguintes.

O Flu começou na pressão, só que a falta de um atacante de ofício atrapalhava nas finalizações. Mesmo assim, o tricolor criou boas chances. Aos 4 minutos, Conca acertou a trave de Viteri em uma cabeçada. A LDU respondeu aos 18 minutos com Larrea chutando com perigo. Mesmo com esse ataque dos equatorianos, a equipe brasileira continuou na pressão, explorando as boas chegadas de Junior César pela esquerda. E foi com uma jogada dele que o Fluminense abriu o placar. Aos 30 minutos, o lateral cruzou da esquerda e Cícero subiu mais que a zaga equatoriana para fazer o gol. Aos 38, o Flu perdeu mais uma chance de fazer o segundo gol. Junior Cesar tocou para David, que inteligentemente devolveu para o lateral. Mas, na conclusão, o baixinho da camisa 6 tentou enfeitar e perdeu o gol na frente de Viteri. Quando parecia que o Tricolor ampliaria, foi a LDU que assustou, nos minutos finais do primeiro tempo. Aos 43 minutos, Araújo chutou da entrada da área, com categoria, mas Fernando Henrique se esticou todo e mandou para a linha de fundo, tranqüilizando a torcida tricolor.

A segunda etapa começou no mesmo ritmo da primeira, com o Fluminense partindo para cima a fim de ficar mais perto do primeiro lugar geral da fase de classificação da Libertadores. Aos quatro minutos, Ygor mandou a bola para a área equatoriana, a zaga afastou mal e Tartá quase marcou. O Flu seguiu pressionando, mas sem levar perigo real a Viteri. Apenas aos 14, após boa jogada de David, é que o goleiro teve de trabalhar bem, num chute de Tartá, da marca do pênalti, que o camisa 1 da LDU defendeu com firmeza. Aos 17, Cícero mostrou a falta que um atacante de ofício faz a um time de futebol. O volante, que está improvisado na frente, recebeu livre pela direita e invadiu a área equatoriana, mas na hora do arremate se enrolou com a bola e perdeu a chance de ampliar. Aos 21 minutos, o técnico Renato Gaúcho fez sua primeira alteração na equipe, tirando David, que fazia uma boa partida, para colocar Maurício. Nove minutos depois, o Tricolor criou mais uma boa chance. Tartá avançou pela esquerda, deu belo drible em Camacho e foi derrubado. Na cobrança da falta, Cícero obrigou Viteri a fazer grande defesa. O volante Ygor, que tem alternado boas e más atuações com a camisa tricolor, protagonizou um dos melhores lances da partida aos 36 minutos. O jogador fez fila na entrada da área equatoriana e chutou rasteiro, mas o goleiro da LDU se esticou todo e evitou o golaço do volante, que seria o seu primeiro pelo clube.

O Flu pode terminar a fase em 1º lugar geral, o que daria a vantagem de decidir todas os confrontos em casa, para isso, os tricolores tem que torcer para Atlas do México e Flamengo não goleiem seus jogos.

Copa do Brasil – 1ª semana das oitavas-de-final

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Nesta quarta-feira foi aberta a fase de oitavas-de-final da Copa do Brasil. Só o Botafogo dos visitantes que conseguiu empatar. Foram 5 jogos que agitaram a competição.

Paraná-PR 2x0 Internacional-RS – Por Terry Stadtlober

Sem desmerecer a excelente vitória obtida pela equipe do Paraná, tal fato deveu-se muito mais em virtude da lambança criada pelo técnico do Internacional Abel Braga do que propriamente às virtudes da equipe paranista. Abel escalou o time colorado com a mesma formação que havia vencido o Caxias no Estádio Centenário, com uma única alteração: o ingresso de Roger no lugar de Fernandao, lesionado. Bonamigo, por sua vez, povoou o meio de campo e com isso, conseguiu obter mais volume de jogo, apesar de o primeiro tempo de partida ter terminado 0 a 0, de forma justa, pois ambas as equipes produziram muito pouco em termos de ataque.

O Internacional, equipe reconhecida pela enorme capacidade de seu poder ofensivo, praticamente não criou chances de gol, motivo pelo qual Iarley e Nilmar foram atacantes improdutivos. Mais improdutivo ainda foi o meia Roger, totalmente apagado no jogo, e o craque Alex, até então o melhor jogador do Internacional no ano de 2008. O motivo? Simples. Abel Braga escalou o meia esquerda Alex na direita e o meia direita Roger na esquerda de ataque. O resultado foram dois jogadores totalmente perdidos em suas funções, sem produzir absolutamente nada, e um ataque desmuniciado de chances de gol.

No início do segundo tempo veio logo o castigo anunciado: o estreante Ângelo, que retornava ao time do Paraná depois de um período na Europa, cobra uma falta no meio do gol, o goleiro Clemer tropeça no gramado molhado da Vila Capanema e aceita o frango. O Paraná continuou melhor no jogo e o Internacional sem criar chance alguma de gol, motivo pelo qual o técnico colorado resolve mexer na equipe. Quando todos achavam que era impossível ficar pior do que estava, anunciou-se o desastre logo que foram realizadas as substituições de Abel Braga: Gil entra no lugar de Nilmar para compor o lado esquerdo de ataque e o jovem meia Tales ingressa no lugar do lateral direito Bustus. A desorganização se tornou tão absurda que Roger foi deslocado para a lateral direita, local este, que sem marcação alguma, a equipe paranista deitou e rolou até conseguir o seu segundo gol, marcado por Fábio Luís e liquidar com a fatura. A pergunta que fica é se o Internacional terá chances de reverter em Porto Alegre ou o Paraná já pode pensar no próximo adversário da Copa do Brasil?

Vasco-RJ 1x0 Criciúma-SC – Por Matheus Mandy
Gol no fim garante vitória

O Vasco encarou o Criciúma em São Januário, e saiu com tudo para tentar conquistar a vitória. Logo no início do jogo, Allan Kardec perdeu gol feito, o Criciúma respondeu em boa jogada do atacante Jean Koral mas Tiago, fez boa defesa. Depois o primeiro tempo ficou morno e apenas no fim com um chute de Pablo a torcida se empolgou, mas a bola foi para fora.

No segundo tempo, o Criciúma perdeu Luís André expulso logo no início e deixou espaços para o Vasco atacar. A partir daí, apareceu o goleiro Zé Carlos. Edmundo que entrou no segundo tempo, bateu falta e Zé Carlos fez grande defesa. O Vasco assustava sempre pelas laterais com Wagner Diniz e Pablo. Em uma das descidas, Wagner Dinis cruzou e Allan Kardec para variar desperdiçou boa oportunidade. Jean ainda perdeu boa chance, defendida por Zé Carlos.Aos trinta e sete minutos do segundo, Wagner Diniz foi derrubado por Marcelo Rosa dentro da área e o juiz marcou pênalti. Edmundo bateu e converteu fazendo o único gol do jogo.

As duas equipes voltam a se enfrentar na próxima semana no Heriberto Hülse, em Criciúma-SC. O Vasco joga pelo empate para avançar.

Portuguesa-SP 1x1 Botafogo-RJ – Por Matheus Mandy
Bom empate para os visitantes

Mesmo de olho na final da Taça Rio domingo, o Botafogo entrou com dez titulares para a partida contra Portuguesa no Canindé. Com Wellington Paulista marcando para os visitantes e Christian empatando o jogo, as equipes ficaram empatadas para a partida de volta.

O jogo começou de forma truncada, com ambas as equipes errando muitos passes. A primeira chance de perigo, foi da Portuguesa. Após bola alçada na área por Rogério, Christian testou e a bola passou perto da meta de Castillo. Não demorou muito para o Botafogo, dar uma resposta. André Luís bateu falta com violência e o goleiro lusitano defendeu.No final da primeira etapa, após chute de Bruno Recife e rebote de Castillo, Christian em posição irregular tocou para as redes e o gol foi bem anulado.

Após o término do primeiro tempo, o clima esquentou entre Christian e Castillo, mas a arbitragem e os demais jogadores apaziguaram os ânimos.

No segundo tempo, o jogo não foi muito diferente. Com muitos erros de passes, as duas equipes pouco criavam e tentavam marcar chutando de fora da área. Em um desses chutes, a bola sobrou para o atacante Wellington Paulista que tocou para o gol e abriu o placar para os alvinegros. Logo depois, André Luís bateu falta com violência e assustou o goleiro adversário.

Aos trinta minutos, após bola alçada por Patrício, Christian tocou de cabeça e empatou a partida para os paulistas. Após o empate, a Portuguesa começou a pressionar e Diogo marcou em posição irregular, novamente a arbitragem acertou na anulação do gol. No final da partida a Portuguesa tentou com Miltinho, mas a bola foi para a fora e o Botafogo teve oportunidade desperdiçada por Lúcio Flávio batendo bisonhamente uma falta.

As equipes se enfrentam novamente na próxima quarta-feira a tarde no Engenhão. O Botafogo pode empatar sem gols que se garante nas quartas de final.

São Caetano-SP 2x1 Atlético-GO – Por Leonardo Martins

Em Ribeirão Preto, o São Caetano recebeu o Atlético Goianiense e venceu por 2 a 1, abrindo pequena vantagem para a partida de volta. O Azulão joga por um empate para chegar as quartas-de-final da competição. Os paulistas abriram 2 a 0 no primeiro tempo com Luan e Rafinha. Os goianos diminuíram na 2ª etapa com Juninho. O Dragão teve a chance de empatar, mas o goleiro Márcio bateu um pênalti para fora.

Goiás-GO 3x1 Corinthians-SP – Por Leonardo Martins

As duas equipes se encontraram pela 1ª vez após a briga que elas proporcionaram pelo rebaixamento no ano passado. Assim como no ano passado, o Goiás conseguiu uma boa vantagem ao vencer a equipe alvinegra por 3 a 1, em Goiânia. Agora, os esmeraldinos podem até perder por um gol de diferença no jogo de volta, dia 30, na capital paulista.

Os paulistas começaram melhor. Fabinho exigiu uma defesa ótima de Harlei, aos 10 minutos. Depois, os goianos melhoraram em campo e tomou o comando das ações da partida e também foi ajudado pela contusão de Dentinho, que vinha bem. Paulo Baier, velho conhecido de todas as torcidas, começou a decidir a partida a favor do Goiás. Aos 38, o meia contou com a ajuda de Bóvio, que desviou uma falta, para marcar o 1º gol. Quatro minutos mais tarde, Bóvio falhou novamente e Paulo Baier acertou no canto de Felipe. 2 a 0 Goiás.

Mano voltou do intervalo com mais uma mudança. Depois de duas lambanças, Bóvio – nem podia ser diferente – deu lugar a Lulinha – outro que não empolga faz tempo. Aos nove minutos, um ensaio de reação. Harlei rebateu cobrança de falta e Diogo Rincón, com o braço, completou para o gol. Mas o ânimo durou pouco. Aos 13, em bonita jogada, Evandro invadiu a área, driblou William e tocou fácil no canto de Felipe. Goiás, que já mandava no jogo, tomou conta completamente. Ninguém mais viu futebol dos paulistas. Literalmente. Com a fumaça dos sinalizadores da torcida local, uma nuvem se formou no Serra Dourada. Finazzi, que substituiu Herrera, ainda teve uma chance de diminuir o prejuízo nos acréscimos, mas não conseguiu.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

No estilo Libertadores, Santos garante a vaga

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Por Leonardo Martins


Foi com muita luta, suor e até sangue que o Santos conseguiu a vaga a próxima fase da Copa Libertadores. Na noite de ontem, o Peixe enfrentou o já classificado Cúcuta na Vila. Em uma partida emocionante, o Santos virou o jogo por 2 a 1 e está garantido na próxima fase da competição.

Como só a vitória interessava aos brasileiros, o Santos começou na pressão em cima da equipe colombiana. Apresentando um maior volume de jogo, os mandantes criaram muitas chances de marcar, todas desperdiçadas. O pesadelo da eliminação começaria aos 22 minutos, quando Henry cobrou falta com perfeição e abriu o placar para o Santos. Agora, o Santos torcia para um tropeço do Chivas contra o San José, na Bolívia, porém as coisas pioraram quando o Chivas marcou o 1º gol. A vitória era, então, a única forma de se classificar os brasileiros. Por isso, o Alvinegro aumentou o ritmo e partiu em busca da virada, mas esbarrava na ótima marcação exercida pelo Cucuta. O Santos só chegou em 2 chutes de longe, porém, Wesley e Kléber Pereira chutaram longe do gol. O 1º tempo terminou com o Santos fora da Libertadores, mas muita coisa viria no 2º tempo.

O 2º tempo chegou e o jogo não se alterou, o Santos tinha maior volume de jogo, mas insistia muito pelo meio e ficava preso a marcação colombiana. Quando resolveu abrir o jogo pelas laterais, os brasileiros chegaram ao empate. Aos 23 minutos, Wesley fez ótima jogada e cruzou para Kleber Pereira, que girou e chutou. Festa na Vila Belmiro e esperança de virada mais acesa do que nunca. Faltavam 20 minutos para se conseguir a virada e passar de fase e a virada era a única esperança, pois o Chivas já liquidara o jogo contra o San José ao fizer 3 a 0. Aos 27, Domingos e Henry foram expulsos após confusão. Leão também foi expulso por causa desta confusão. O Cucuta aproveitava os contra-ataques deixados pelo espaço que os santistas ofereceram. Aos 34, Urbano exigiu um milagre de Fábio Costa. Aos 37, Molina e Castelleros se chocaram em uma jogada de cabeça na área. Os dois jogadores precisaram de curativos na cabeça. Mas o colombiano Molina do Santos, não queria sair e não saiu. Logo depois, finalmente veio o gol da classificação santista. Aos 43, Kleber Pereira cruzou, mas a bola foi na trave atrapalhando o goleiro Castelleros e a bola sobrou para o argentino Tripodí encher a bomba e estufar as redes colombianas. Delírio total na Vila e vaga garantida na próxima fase da Libertadores. Agora as duas equipes esperam o término da 1ª fase para conhecer seus adversários, pois as duas equipes conseguiram a classificação no Grupo 6.

Cruzeiro é goleado na Bolívia

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Por Leonardo Martins


Foi uma noite para o Cruzeiro esquecer. A Raposa terminou a sua participação na fase de Grupos da Libertadores de forma vergonhosa, pois o time foi goleado pelo Real Potosí, na altitude de 4 mil metros da cidade boliviana, por 5 a 1 e perdeu a chance de ser 1º lugar no geral na Libertadores.

Os bolivianos aproveitaram a fragilidade do time cruzeirense, que entrou muito mal em campo, e logo fez o 1º gol. Aos 3 minutos, Espinoza falha na entrada da área e a bola sobrou para Loaiza mandar um lindo chute no ângulo de Fábio. O Cruzeiro estava perdido em campo, mas chegou em um bom chute de Marcelo Moreno que Suárez defendeu. O Potosi aproveitou mais uma falha da zaga azul para chegar ao 2º gol, aos 12, Gallegos achou Pintos que tocou na saída do goleiro brasileiro. 2 a 0 pros bolivianos. O Cruzeiro errava muitos passes e não tinha objetividade em seus ataques, mas quase diminuiu em um lance bizarro, o goleiro Suarez chutou em cima do zagueiro Eguino e a bola quase entrou. Os bolivianos assustavam em bons chutes de longe. Aos 29 minutos, uma esperança apareceu para a equipe celeste, quando Marcelo Moreno foi derrubado na área e o juiz marcou pênalti. O próprio Moreno bateu bem e diminuiu o marcador para a equipe cruzeirense. O Cruzeiro equilibrou a partida e teve duas chances de empatar ainda no 1º tempo, mas Marcelo Moreno desperdiçou. O 1º tempo e o ar azul acabaram e a goleada seria desenhada no 2º tempo.

No 2º tempo, o Cruzeiro colocou Jadilson no lugar de Jonathan para melhorar a equipe, mas as falhas da zaga continuaram no 2º tempo. A equipe brasileira foi facilmente envolvida pelos bolivianos, que logo chegaram ao 3º gol. Aos 6 minutos, Candia chutou para o gol e Fábio deu rebote para Pintos marcar seu 2º gol, abortando qualquer chance de reação da Raposa. O 4º gol veio aos 21 quando Candia acertou um bom chute no canto. O gol desanimou a equipe azul, que pedia para o jogo acabar. O Cruzeiro fez uma péssima partida, uma das piores na história dele na Libertadores. Os brasileiros cansaram por causa da altitude, isso é comprovado pelo 5º gol. Aos 41 minutos, Gatty Ribeiro chutou na trave e a bola voltou para ele driblar a zaga azul e chutar no canto. Fim do massacre do Potosí, 5 a 1.

No outro jogo do grupo 1, o San Lorenzo venceu o Caracas por 3 a 0 e também se classificou para a próxima fase. Agora o Cruzeiro espera o final da fase para conhecer seu adversário na próxima fase.