domingo, 27 de setembro de 2009

Empate no Clássico Paulista ajuda o Palmeiras

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Por Leonardo Martins

O Clássico teve como maior atração a estréia do Argentino Defederico, pelo lado são-paulino, Rogério Ceni foi a principal ausência, voltou a sentir a coxa, Bosco defendeu a meta mandante.

Quando a bola rolou, o que se viu foi um jogo bem disputado como um bom clássico. Aos 3, Jorge Wagner cabeceou e Felipe defendeu com tranqüilidade. Para seguir o mal desempenho dos árbitros nos últimos dias, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro, de Minas, errou ao não ver faltas de William em Richarlyson e Renato Silva em Dentinho.

As chances eram poucas devido ao jogo truncado de ambas equipes. Aos 14, Marcinho cobrou escanteio e Paulo André exigiu boa defesa de Bosco. O São Paulo respondeu com Hernanes que assustou Felipe.

Em um lance esquisito saiu o gol corintiano. Dentinho teve a mão pisada por Renato Silva, mas o juiz nada marcou. O camisa 31 voltou do atendimento e roubou a bola de Jean. Logo em seguida, André Dias fez a segurança da bola, porém se atrapalhou com Bosco e a bola passou direto. O Fenômeno Ronaldo aproveitou a falha bizarra da defesa e marcou. 1 a 0 Corinthians aos 22.

Hernanes acertou a trave logo em seguida em um chute de longe. Fora isso, muita reclamação e provocação entre os jogadores.

Não houve modificações nas equipes no intervalo, mas o São Paulo voltou querendo a virada para não se distanciar do líder Palmeiras. Mas dava espaços ao Corinthians atacar com o Trio Dentinho, Ronaldo e Jorge Henrique. Em um desses lances, Dentinho chegou a marcar, mas o juiz anulou o lance alegando falta de Ronaldo em Renato Silva.

Em nova oportunidade, Ronaldo aproveitou vacilo de Richarlyson e apareceu na cara de Bosco, mas o volante se recuperou a tempo de evitar o segundo gol alvinegro. Defederico saiu para a entrada de Moradei, Jucilei foi adiantado para a armação corintiana. Do lado são-paulino, aconteceu a previsível substituição de Borges por Washington.

A alteração funcionou aos 25, Dagoberto achou Washington, impedido, e o atacante tocou na saída de Felipe e empatando a partida no Morumbi. Com o gol de empate, o tricolor foi para cima do Corinthians, mas não obteve chances. E o empate acabou sendo excelente para o Palmeiras que continua folgado na liderança.

O Tricolor joga contra o Náutico em Recife e o Corinthians enfrenta o Atlético-PR no Pacaembu, na próxima rodada.

Outros jogos

Coritiba 2x0 Náutico

O Coxa se desgrudou da zona vermelha ao derrotar o desesperado Náutico por 2 a 0 em Curitiba. O jogo foi muito disputado, mas a melhor categoria dos paranaenses falou mais alto. Rômulo marcou na 1ª etapa, Marcelinho Paraíba errou pênalti, mas ampliou na segunda etapa.

Goiás 2x1 Grêmio

A fase boa do Goiás foi consolidada com uma boa vitória sobre o Grêmio de virada. O resultado deixou os goianos na vice-liderança do Campeonato. O Grêmio saiu na frente com o regular Souza, Leo Lima empatou na 1ª etapa. Felipe virou na segunda etapa e garantiu a segunda colocação aos esmeraldinos.

Gramado encharchado atrapalha Inter e Fla, que não marcam gols

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Por Gabriel Seixas

Internacional e Flamengo tinham potencial para fazer um dos melhores jogos da rodada. Afinal, antes dos jogos iniciarem, o colorado estava em 3º lugar, enquanto os ascendentes cariocas ocupavam o 8º posto. Mas uma forte chuva antes do jogo quebrou a possibilidade de qualquer boa jogada individual ou controle de bola das duas equipes. Com um campo extremamente encharcado, aconteceu aquilo que se previa: Os times não saíram do zero. Com o resultado, o colorado caiu uma posição, mas permanece no G-4. O pontinho fora de casa não foi nada mal para os cariocas, que subiram para sétimo, com 38 pontos, seis a menos que o Inter.

Antes do jogo (além da chuva...)

Tite escondeu a escalação do Internacional até o momento que pôde. Com muitas dúvidas do meio pra frente, não foram muitas surpresas. Sem poder contar com D’Alessandro e Giuliano na armação, e agora sem Magrão, vendido, Maycon foi o escolhido para fazer a trinca de volantes com Sandro e Guiñazu. Andrezinho foi o único armador, enquanto Taison ganhou a briga com Edu para ser o companheiro de Alecsandro no ataque.

Para segurar o ímpeto colorado, Andrade apostou no esquema com três zagueiros e dois volantes. David fez o trio de zaga com os titularíssimos Álvaro e Ronaldo Angelim, barrando o meia chileno Fierro. Sem o goleiro Bruno, que havia jogado todas as partidas do campeonato, Diego assumiu o gol. Denis Marques e Willians também não jogavam, por estarem contundido e suspenso, respectivamente. Zé Roberto formou a dupla de ataque com Adriano, que se lesionou na sexta, e virou dúvida. Mas acabou sendo liberado e foi pro jogo.

Muitas poças, pouco futebol

A adaptação das duas equipes ao gramado encharcado não poderia ser pior. Nos primeiros minutos, os times até conseguiram criar boas chances. Logo aos três minutos, Adriano cobrou falta da entrada da área, com força. Com o gramado encharcado, Lauro tentou segurar, mas acabou espalmando pra área. Antes que David chegasse pra concluir, a zaga afastou.

Dois minutos depois, o Inter respondeu, também com perigo. Kleber cruzou da esquerda, e Alecsandro se antecipou a defesa, cabeceando no cantinho. Diego caiu atrasado, mas conseguiu, com dificuldades, encaixar a bola.

Depois disso, não houve mais nenhum perigo real de gol aos dois goleiros. O gramado encharcado prejudicava as equipes, que tinham uma única alternativa: o famoso “chutão”. Controlar a bola, impossível. Restava depender das bolas paradas. O Inter teve chances desse tipo, com Andrezinho, que acertou a barreira, e Kleber, que mandou por cima do gol de Diego.

Replay do primeiro tempo

Na ida para o vestiário, Taison avisou que o caminho para a vitória era pela bola parada. Adriano dizia que não havia condições para praticar futebol. De fato, os dois estavam certos. Os jogadores continuaram apanhando das poças, e as chances de gol passaram a ficar cada vez mais escassas.

Maldonado apareceu aos seis minutos. O chileno do Flamengo, que foi um dos melhores em campo, aproveitou bola espirrada na intermediária e arriscou um chute que passou rente a trave de Lauro. Os técnicos, desesperados, resolveram modificar: Andrade colocou Juan no lugar de Petkovic, que teve seu futebol comprometido. O time melhorou, pois o camisa 6 apareceu em várias oportunidades em jogadas tramadas com Everton.

Tite decidiu lançar primeiro Edu, no lugar de Taison – que era um dos mais perigosos os times -, e depois Marquinhos na vaga de Andrezinho. Não mudou muita coisa.

O Inter tinha mais posse de bola, mas o Flamengo criava mais oportunidades. Aliás, o time carioca achava mais oportunidades, porque foi impossível criar alguma coisa na partida. Juan cobrou escanteio e a bola passou pela defesa, sobrando pro zagueiro David. Ele dominou, e de frente pro goleiro Lauro, chutou pra fora. Foi a melhor chance do jogo.

Com Fierro no lugar de Everton, o Fla ainda teve uma última oportunidade, quando aos 41 minutos, Adriano teve uma chance em cobrança de falta. Na hora de chutar, ele escorregou, mas conseguiu mandar por cima do gol.

Curtinha:

- Jogando no Maracanã, o Fluminense quebrou um jejum de onze jogos sem vitória e bateu o Avaí, de virada, por 3 a 2. Muriqui aproveitou cochilo de Paulo César, roubou a bola e tocou para Willian fazer o primeiro dos catarinenses. Fábio Neves, que fazia sua primeira partida como titular do Flu, cruzou para Alan empatar o jogo. O Avaí tomou novamente o controle da partida, quando Muriqui marcou o segundo. Mas os cariocas eram valentes, e numa jogada parecida com o primeiro gol do Avaí, só que do outro lado, Conca roubou a bola de Anderson Luís e tocou para Fábio Neves marcar seu primeiro gol com a camisa tricolor. No segundo tempo, Alan fez o gol da virada, que minimiza a situação vexatória do Flu no campeonato.

Mundial Sub-20: Brasil arrasa Costa Rica na abertura

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Por Leonardo Martins

A 17ª Edição do Mundial Sub-20 começou para o Brasil na manhã deste domingo. Atuando na cidade egípcia de Port Said, os meninos arrasaram a Costa Rica com uma ótima goleada por 5 a 0.

A velocidade da trinca de meias formada por Ganso, Giuliano e Alex Teixeira era o ponto forte da equipe desde o inicio de jogo. Contando com a frágil equipe costarriquenha, o Brasil foi criando boas chances. Por duas vezes, o santista Ganso ajeitou para o colorado Giuliano chutar. Na primeira, foi fraco no meio do gol, mas na segunda, o meia acertou a trave. A equipe da América Central assustou com Oviedo que driblou Douglas e chutou, a bola passou raspando a trave de Rafael.

O gol que tranqüilizou o Brasil veio aos 23. Douglas fez boa jogada pela direita e cruzou na cabeça de Alan Kardec que completou para o gol, mas Alvarado evitou o gol mandando para escanteio. Na cobrança, Giuliano repetiu o cruzamento de Douglas e botou na cabeça do camisa 9, desta vez a bola entrou.. 1 a 0 Brasil.

A partir daí, a equipe canarinha dominou as ações, mas levou algum tipo de sufoco como aos 32, mas Diogo salvou em cima da linha. Aos 35, Giuliano concluiu um belo contra-ataque com um toque por cobertura. 2 a 0. No minuto seguinte, a Costa Rica voltou a assustar, mas, novamente, a pontaria estava péssima e Martinez errou. Aos 44, Giuliano cobrou falta e a bola bateu na zaga da equipe branca, sobrando livre para Kardec completar para o gol. 3 a 0 e vantagem tranqüila para a segunda etapa.

Na segunda etapa, os brasileiros começaram a administrar o jogo, mesmo assim, o Brasil marcou dois gols. Aos 30 minutos, Douglas tocou para Alex Teixeira que fuzilou Alvarado, fazendo o 4º. O quinto saiu aos 44, Boquita mandou um lindo chute de longe e contou com a ajuda de Alvarado para fechar. Final 5x0 Brasil, a melhor estréia brasileira em mundiais.

A Seleção volta a campo na 4ª feira para enfrentar a República Tcheca, atuais vice-campeãs da competição.

F1: Hamilton confirma a pole; Button se aproxima do título

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Por Gabriel Seixas

No circuito de rua realizado à noite em Cingapura, o inglês Lewis Hamilton confirmou a pole position e marcou sua segunda vitória na temporada. O valente Timo Glock, da Toyota, conseguiu um excepcional 2º lugar. Alonso completou o pódio, mais uma vez, minimizando os problemas extra-pista da Renault. Rubens Barrichello, que largou na frente do rival pelo título e companheiro de equipe, Jenson Button, errou na estratégia e acabou terminando em 6º lugar, atrás do inglês, que completou a prova em quinto.

Com as atenções voltadas para os pilotos da Brawn, Hamilton teve poucas dificuldades para vencer o GP. A maior ameaça se traduziu no nome de Sebastian Vettel, da RBR, que quando se aproximava do inglês, excedeu o limite de velocidade nos boxes e acabou punido.

Timo Glock e Fernando Alonso fizeram corridas excepcionais. Sem serem notados, foram ficando em boas posições e conquistaram uma vaguinha no pódio. Nico Rosberg tinha tudo pra terminar entre os três primeiros, chegou até a assumir a vice-liderança, mas também foi punido e acabou em 11º.

A Ferrari voltou a decepcionar novamente. O carro definitivamente não é competitivo como em outros anos, e os pilotos Kimi Raikkonen e Giancarlo Fisichella sequer marcaram pontos.

Voltando ao foco principal, Barrichello e Button travaram uma batalha particular emocionante do início ao fim. O brasileiro largaria em 10º, e o inglês em 12º. Mas como Nick Heidfeld teve de trocar o câmbio, ele perdeu posições e os dois pilotos da Brawn avançaram uma posição na largada.

Barrichello estava numa vantagem considerável sobre Button, até a 21ª volta, quando Adrian Sutil atingiu Nick Heidfeld e provocou a entrada do safety car na pista. Foi aí que houve o erro estratégico: Barrichello acabou parando antes do safety, enquanto Button, na bandeira amarela, colocou mais gasolina. E isso foi determinante para a arrancada.

Barrichello era o quinto, enquanto Button estava em sétimo. Mas como havia abastecido, o inglês ganhou força nas últimas voltas e ultrapassou o brasileiro, terminando a prova à sua frente. Quando menos se esperava, Jenson parece ter carimbado o título.

Classificação do GP de Cingapura:

1º Lewis Hamilton (McLaren)
2º Timo Glock (Toyota)
3º Fernando Alonso (Renault)

4º Sebastian Vettel (RBR)
5º Jenson Button (Brawn GP)
6º Rubens Barrichello (Brawn GP)
7º Heikki Kovalainen (McLaren)
8º Robert Kubica (BMW Sauber)
9º Kazuki Nakajima (Williams)
10º Kimi Raikkonen (Ferrari)
11º Nico Rosberg (Williams)
12º Jarno Trulli (Toyota)
13º Giancarlo Fisichella (Ferrari)
14º Vitantonio Liuzzi (Force India)
15º Jaime Alguersuari (STR, abandonou)
16º Sebastien Buemi (STR, abandonou)
17º Mark Webber (RBR, abandonou)
18º Adrian Sutil (Force India, abandonou)
19º Nick Heidfeld (BMW Sauber, abandonou)
20º Romain Grosjean (Renault, abandonou)

Legenda:

Pódio
Marcaram pontos
Completaram a prova sem pontos
Abandonaram

Classificação dos Pilotos:

1º Jenson Button (ING, Brawn GP) - 84 pontos
2º Rubens Barrichello (BRA, Brawn GP) – 69 pontos
3º Sebastian Vettel (ALE, RBR) - 59 pontos
4º Mark Webber (AUS, RBR) – 51,5 pontos
5º Kimi Raikkonen (FIN, Ferrari) - 40 pontos
6º Lewis Hamilton (ING, McLaren) - 37 pontos
7º Nico Rosberg (ALE, Williams) – 30,5 pontos
8º Fernando Alonso (ESP, Renault) - 26 pontos
9º Timo Glock (ALE, Toyota) - 24 pontos
10º Jarno Trulli (ITA, Toyota) – 22,5 pontos
11º Felipe Massa (BRA, Ferrari) - 22 pontos
12º Heikki Kovalainen (FIN, McLaren) - 22 pontos
13º Nick Heidfeld (ALE, BMW Sauber) - 12 pontos
14º Robert Kubica (POL, BMW Sauber) - 9 pontos
15º Giancarlo Fisichella (ITA, Ferrari) – 8 pontos
16º Adrian Sutil (ALE, Force India) - 5 pontos
17º Sebastien Buemi (SUI, STR) - 3 pontos
18º Sebastien Bourdais (FRA, STR) - 2 pontos
19º Kazuki Nakajima (JAP, Williams) - 0 pontos
20º Jaime Alguersuari (ESP, STR) - 0 pontos
21º Romain Grosjean (FRA, Renault) - 0 pontos
22º Vitantonio Liuzzi (ITA, Force India) - 0 pontos

Classificação dos construtores:

1º Brawn GP – 153 pontos
2º RBR – 110,5 pontos
3º Ferrari – 62 pontos
4º McLaren – 59 pontos
5º Toyota – 46,5 pontos
6º Williams – 30,5 pontos
7º Renault – 26 pontos
8º BMW Sauber – 21 pontos
9º Force India – 13 pontos
10º STR – 5 pontos

Em novo jogo polemico, Cruzeiro vence o Barueri

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Por Leonardo Martins


Três dias após a polemica arbitragem de Evandro Rogério Roman em Cruzeiro e Palmeiras, um juiz volta a influir na partida do Clube mineiro. Só que desta vez, o erro foi a favor dos celestes. Foi na noite deste sábado, onde a Raposa enfrentou o Barueri na casa dos paulistas. O árbitro Djalma Beltrani validou o gol irregular que deu a vitória azul sobre a equipe da Grande SP por 1 a 0.

Em meio a Polemica Kleber e torcida, Adilson Batista resolveu dar mais uma chance ao Camisa 30 e o manteve no ataque. Mudanças só na lateral, Jonathan voltou a lateral e Elicarlos foi para o meio substituir o suspenso Henrique. O Barueri estava sem dois zagueiros, Daniel Marques e André Luis.

A bola rolou e o jogo foi fraco tecnicamente. Apesar de jogar como visitante, Raposa se impôs em campo e não deu espaços a veloz equipe paulista atacar. A única chance aconteceu aos 5, quando Éder subiu e cabeceou rente a trave, no mais deu só Cruzeiro na 1ª etapa e foram poucas chances de gol. Uma com Thiago Ribeiro, aproveitando falha de Xandão, o atacante apareceu na cara e chutou em cima de Rene.

Jonathan também assustou Renê ao arriscar um chute de esquerda que passou perto. Na jogada mais bem trabalhada da 1ª etapa, Diego Renan tabelou com Thiago Ribeiro, mas na hora da Conclusão foi atrapalhado pela defesa branca e chutou para fora.

O panorama se manteve o mesmo no inicio da segunda etapa, até o Barueri promover a reestréia de Fernandinho, que renovou o contrato e voltou a equipe após um mês fora, no lugar de Flavinho. Mas o atacante, destaque até sair do time, estava fora de ritmo e era presa fácil para os marcadores mineiros.

O domínio azul era muito grande, mas não tinha objetividade em suas jogadas e abusava dos chutes de longe, que na maioria das vezes eram fracos e fáceis para a defesa de Renê. Guerrón entrou na equipe mineira no lugar de Thiago Ribeiro e pouco acrescentou. Com isto, o gol só aparecia em algum erro de arbitragem ou em falhas da defesa.

Aí que surgiu o árbitro Djalma Beltrani, famoso por suas lambanças, e hoje ele deu mais uma. Aos 27, Jonathan cruzou e Gilberto, a frente da zaga, tocou na saída de Renê. Gol irregular validado para os azuis de Minas. Foi o quinto gol do Camisa 10. Com o gol, Adilson resolveu segurar o time colocando mais um zagueiro, Thiago Heleno, no lugar de Jonathan.

O Barueri pressionou e foi novamente prejudicado. Aos 43, Fernandinho fez boa jogada e bateu para o gol, porem, a bola bateu no braço de Gil e Beltrami ignorou. Revoltando os paulistas, Fernandinho foi expulso por reclamação.

Para finalizar, reparem que Kleber não foi citado no jogo, pois bem, o polemico atacante do Cruzeiro não atuou bem e pouco participou do jogo. Uma atuação que faz com que a torcida fique mais nervosa com o jogador.

O Cruzeiro volta a atuar no domingo que vem quando vai a Florianópolis atuar contra o Avaí. Já o Barueri, volta a enfrentar mineiros, o Galo no Mineirão.

Série B – G-4 permanece intacto; nordestinos comandam Z-4

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Por Gabriel Seixas

Pela 26ª rodada da Série B, dois times começam a se consolidar como francos favoritos a conquistar vaga antecipada para a Série A do ano que vem. O ascendente Guarani, que está mais firme do que nunca na vice-liderança, e principalmente o Vasco, que abriu seis pontos de vantagem na liderança e treze sobre o quinto colocado. Na parte de baixo, o América-RN teve a chance de sair da zona de rebaixamento, mas perdeu do ABC e está lado a lado com o rival na parte de baixo. O paraibano Campinense e o Fortaleza completam o Z-4, e também se enfrentaram nesta rodada. Melhor para os cearenses, que golearam por 3 a 0. A briga pela última vaga no G-4 também está emocionante, e ganhou um novo concorrente: O Figueirense, que com a goleada sobre o Paraná, entrou de vez na briga. Confira o tradicional resumo sobre os dez jogos da rodada:

Bragantino 3x2 Juventude

Em jogo de dois pênaltis, viradas e gol nos minutos finais, o Bragantino quebrou uma série de três derrotas consecutivas e venceu o Juventude, em casa, por 3 a 2. O primeiro tempo foi ruim, mas o Braga marcou com Diego Macedo, nos últimos cinco minutos. O frenético segundo tempo começou a pegar fogo aos 31 minutos, quando Mendes, que aos poucos reconquista seu espaço como titular no Juventude, empatou. O próprio Mendes, três minutos depois, converteu pênalti e virou. Em novo pênalti, dessa vez pro Bragantino, o estreante Frontini tratou de empatar. Com um a mais, já que Da Silva foi expulso pelos gaúchos, o Braga desempatou com Juninho, aos 43 do segundo tempo. Os paulistas, além de confirmarem a boa campanha em casa, também somam pontos importantes para se distanciar ainda mais da zona do rebaixamento. Já o Juventude continua muito próximo da zona da degola.

Ipatinga 0x0 Bahia

Ipatinga e Bahia não poderiam receber um prêmio melhor do que um 0 a 0 pelo péssimo futebol apresentado por ambos. Os times vivem momentos distintos, afinal, o Ipatinga está a três jogos sem perder, enquanto os baianos não vencem há cinco jogos, e por pouco não entraram na zona de rebaixamento nesta rodada. Ameaçado, o técnico Sérgio Guedes mantém temporariamente o comando do time.

Fortaleza 3x0 Campinense

Agora sob o comando de Roberto Fernandes, o Fortaleza resolveu o jogo nos primeiros 40 minutos de jogo, quando abriu 3 a 0 de vantagem sobre o Campinense e apenas administrou o placar até o fim do jogo. O time começou a todo vapor, e marcou logo aos 11 minutos com Luiz Carlos. Minutos mais tarde, o zagueiro Gilmak aproveitou cobrança de escanteio de Élton para ampliar. Aos 40 minutos, Cristian decretou a goleada. O Campinense não esboçou reação, mesmo porque ainda passou a jogar com um a menos na metade do segundo tempo, quando Leandro Camilo foi expulso. As equipes dividem a lanterna, ambas com 26 pontos. Os paraibanos levam vantagem no número de vitórias, oito contra sete dos cearenses.

Brasiliense 3x2 Portuguesa

Mesmo ficando por duas vezes na frente do placar, a Portuguesa vacilou, perdeu o jogo para o Brasiliense e se distanciou ainda mais do G-4. Os lusitanos começaram na frente, quando Fellype Gabriel cavou um pênalti. Polêmicas à parte, Zé Carlos converteu e abriu o placar. Moacri empatou para os candangos, mas ainda na primeira etapa, Fellype Gabriel recolocou os visitantes em vantagem. O Brasiliense foi valente, e aos 12 do segundo tempo, empatou com Gustavo. E aos 36, o meia Thiaguinho sofreu pênalti de Ygor, que recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Júlio César foi para a cobrança, e não desperdiçou. Com a vitória, o time da capital federal está apenas a um ponto da própria Portuguesa, mas continua distante do G-4.

São Caetano 0x0 Ceará

Em jogo direto pela última vaga do G-4, o São Caetano jogou ligeiramente melhor, mas o Ceará soube se fechar e segurou o empate em 0 a 0. O resultado favoreceu os cearenses, que mantiveram o 4º posto com 44 pontos. O Azulão foi ultrapassado pelo Figueirense e agora está em 6º, com 41. Na próxima rodada, o São Caetano joga novamente em casa, em outro jogo direto pelo acesso, contra o Guarani. O Ceará faz sua segunda partida consecutiva longe de seus domínios, enfrentando o Campinense, adversário difícil de ser batido na Paraíba, no estádio Amigão.

Atlético-GO 2x1 Vila Nova

O Atlético Goianiense venceu o clássico goiano da Série B contra o Vila Nova, por 2 a 1, e voltou a se firmar no G-4. Mais que o resultado, o time manteve uma invencibilidade que agora é de 13 jogos contra o Vila, além de confirmar a melhor campanha dos 20 clubes participantes jogando em casa. O maior destaque do jogo foi o goleiro Márcio, do Atlético. Além de fazer defesas importantes, ele ainda marcou o primeiro gol do jogo, cobrando falta. No segundo tempo, Antônio Carlos ampliou, mas Dida, cobrando pênalti, diminuiu. A blitz do Vila em busca do empate não deu resultado, e o Atlético manteve a vitória.

Guarani 2x1 Ponte Preta

O dérbi campineiro foi o jogo mais eletrizante da rodada. A boa fase do Guarani foi o diferencial para que o time vencesse a Ponte, por 2 a 1, num jogo de três expulsões. O Bugre começou na frente com Ricardo Xavier, mas Evando empatou para a Macaca. Antes do intervalo, Deda foi expulso pelos visitantes, mas Léo Mineiro tratou de igualar o número de jogadores dos times, quando foi expulso e deixou o Guarani com 10. O jogo continuou aberto, e foi decidido numa cobrança de falta de Fabinho, que colocou na cabeça de Bruno Aguiar, para testar pra rede e desempatar o jogo. Com o resultado, o Guarani é vice-líder e está caminhando uma das vagas para a Série A do ano que vem. A Ponte, que não vence há três jogos, continua ladeira abaixo e já está em 10º, a oito pontos do grupo de acesso.

Paraná 0x4 Figueirense

O Figueirense entrou de vez na briga por uma das vagas para a primeirona do ano que vem. Sem dó nem piedade, o time massacrou o Paraná, fora de casa por 4 a 0, assumiu a quinta posição e pode entrar no G-4 já na próxima rodada. Fernandes, de pênalti, deixou o Figueira em vantagem no primeiro tempo. Na etapa complementar, entre 11 e 13 minutos, os catarinenses marcaram com Egídio e Lucas. Com Luiz Henrique expulso pelos paranistas, Schwenck só precisou ampliar, em nova cobrança de pênalti.

Duque de Caxias 0x1 Vasco

Pressionado pela torcida, o Vasco teve um de seus jogos mais sofridos em toda a edição da Série B deste ano. O time vascaíno teve mais dificuldades que o previsto, mas conseguiu vencer o Duque de Caxias, por 1 a 0, com gol de Carlos Alberto. Como o time jogou mal na primeira etapa, não escapou das vaias dos torcedores enquanto deixava o campo para o vestiário, no intervalo. No segundo tempo o time voltou mais esperto – e eficiente -, marcando logo aos quatro minutos com Carlos Alberto, pegando rebote de um chute cruzado de Ramon. O Duque teve algumas chances, e levou perigo. Tudo porque o Vasco adotou uma postura defensiva após o gol marcado, e também quase não chegou ao gol de Vinícius. Com os três pontos, o cruzmaltino está mais líder do que nunca, com 55 pontos – nada menos que 13 pontos de vantagem sobre o quinto colocado, Figueirense, próximo adversário da equipe. O Duque permanece fora da zona do rebaixamento, em 16º com 30 pontos.

ABC 1x0 América-RN

No jogo que completou a 26ª rodada, o ABC venceu o clássico potiguar contra o América, quebrou um tabu de 14 jogos sem vencer contra o rival, e de quebra, deixou a lanterna da competição. Mesmo estreando o técnico Artur Neto, o Mecão voltou a jogar mal, aumentando seu jejum de vitórias para cinco jogos. O gol da vitória abcdista foi marcado no segundo tempo, com o ala esquerdo Sandro, que passou por vários marcadores antes de completar pra rede. Somália foi expulso pouco depois pelo América. No finzinho, o ala Jackson, do América, e o meia Selmir, do ABC, trocaram farpas e também foram para o chuveiro mais cedo. As equipes somam 28 pontos, mas o América tem um saldo de gols “menos pior”.

Classificação (após 26 rodadas):

1º Vasco – 55
2º Guarani – 49
3º Atlético/GO – 47
4º Ceará – 44

5º Figueirense – 42
6º São Caetano – 41
7º Portuguesa – 38
8º Brasiliense – 37
9º Bragantino – 36 (10 vitórias)
10º Ponte Preta – 36 (9 vitórias, saldo 8)
11º Ipatinga – 36 (9 vitórias, saldo 2)
12º Paraná – 32 (9 vitórias, saldo -11)
13º Vila Nova – 32 (9 vitórias, saldo -14)
14º Juventude – 31 (8 vitórias, saldo 0)
15º Bahia – 31 (8 vitórias, saldo -6)
16º Duque de Caxias – 30
17º América-RN – 28 (8 vitórias, saldo -14)
18º ABC - 28 (8 vitórias, saldo -18)
19º Campinense – 26 (8 vitórias)
20º Fortaleza – 26 (7 vitórias)

sábado, 26 de setembro de 2009

Palmeiras joga mal, mas vence Atlético-PR e dispara na liderança

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Por Gabriel Seixas

O Palmeiras estava recheado de desfalques, sofreu pressão no 2º tempo, mas ao que tudo indica, está tendo a famosa “sorte de campeão”. Mesmo com todas as dificuldades, o alviverde (ou celeste, já que jogou novamente de azul) venceu o Atlético-PR, por 2 a 1, e abriu uma vantagem de seis pontos para o vice-líder São Paulo, que joga nesse domingo. Todos os gols foram marcados por jogadores de defesa: O lateral Figueroa e o zagueiro Danilo, pelo Palmeiras, e Chico, também zagueiro, para o Furacão. O Verdão agora tem 50 pontos, enquanto o Atlético permanece com 31, e não sairá do 14º lugar independente de qualquer resultado na rodada deste domingo.

Esquemas táticos e aspirações distintas

Como já é rotina nos times do Brasileirão, o técnico alviverde Muricy Ramalho teve vários problemas para escalar o Palmeiras. Wendel, que sofreu um corte na boca no jogo contra o Cruzeiro, foi vetado. Armero, expulso na mesma partida, também era desfalque. Além dos dois laterais, o time ainda jogou sem o armador Cleiton Xavier, um dos principais jogadores do time, suspenso. O zagueiro Danilo era outro desfalque praticamente certo, já que o jogador pertence ao Atlético-PR, e não poderia jogar por uma cláusula com o time paranaense. Mas a mesma liberava o jogador caso houvesse um pagamento de cem mil reais. O Palmeiras depositou, e certamente, não se arrependeu.

Para segurar o ímpeto do líder do campeonato, Antônio Lopes montou seu ferrolho com três zagueiros e dois volantes. Fransérgio e Manoel, ambos volantes, foram improvisados na zaga. Wesley, que é atacante de origem, mas joga constantemente como ala direito, dessa vez atuou de ala esquerdo, substituindo Márcio Azevedo. Sem Alex Mineiro e Wallyson, a esperança de gols ficou por conta do jovem Patrick, que atuou ao lado de Marcinho e não correspondeu.

Melhores chances do Atlético, gol do Palmeiras

As duas equipes mostraram um equilíbrio que contradizia com as respectivas posições de cada equipe na tabela. O Palmeiras arriscava pouco, e testou Galatto aos sete minutos, num chute sem muito perigo de Souza. No mesmo minuto, Marcinho respondeu pelo Furacão à altura. Em chute da entrada da área, o atacante tirou tinta do gol de Marcos. A partir daí, os paranaenses passaram a sair mais pro jogo nos contra-ataques, e ameaçaram por várias vezes o gol palmeirense.

Quatro minutos depois, Marcinho apareceu novamente. Dessa vez em cobrança de falta, que o atacante soltou uma bomba e exigiu linda defesa de ‘São’ Marcos, operando o primeiro ‘milagre’ do jogo. Não satisfeito, o Atlético chegou mais uma vez, quando Paulo Baier apareceu de surpresa no ataque e quase marcou um gol de carrinho.

Pressionado, o Palmeiras ganhou outro baque. O zagueiro Maurício Ramos, com muitas dores, deu lugar a Maurício Nascimento ainda aos 20 minutos.

Aos 28, o Palmeiras criou sua primeira chance real de perigo a Galatto. Jumar, que ganhou novamente a condição de titular, arriscou de fora da área com força, mas Galatto defendeu. E quando o jogo começava a ficar monótono, com passes errados e muitas faltas, o Verdão marcou. Danilo, a surpresa na escalação do Palmeiras, lançou Figueroa na ponta direita. O chileno entrou na área, dominou e tocou no canto direito de Galatto, marcando seu primeiro gol pelo clube no seu primeiro jogo como titular. A eficiência dos paulistas fez com que o time deixasse o campo vitorioso.

Atlético pressiona, empata, mas sai derrotado

Os paranaenses mostraram que não fizeram um bom primeiro tempo por acaso. Logo no primeiro minuto de jogo, Marcinho cabeceou rente a trave alviverde, desperdiçando boa chance de empatar. O Palmeiras respondeu aos oito minutos, com o bom volante Souza, que de fora da área (o principal caminho do time para tentar o gol), levou perigo a Galatto.

Jogando com mais vontade, porém sem ameaçar tanto quanto no primeiro tempo, o Atlético chegou ao empate. Chico aproveitou cobrança de escanteio e desviou de cabeça. A bola resvalou em Danilo e enganou Marcos.

E o Palmeiras só escapou da virada por causa do goleiro Marcos. Marcinho avançou pela intermediária e deu um chute forte, mas Marcos operou novo milagre. Era o desenho do jogo: O gol de empate deixou os paulistas ainda mais nervosos, e os paranaenses com muito mais chances no contra-ataque. Até Antônio Lopes resolver recuar o time, sacando Patrick e colocando Alex Sandro.

Então, entrou em ação o personagem do jogo: Danilo. O Palmeiras precisou de cem mil reais para escalá-lo, ele correspondeu com assistência para o primeiro gol, deu azar no gol de empate do Furacão, mas deu a vitória ao Verdão. Em cobrança de escanteio da ponta direita, o zagueirão desviou de carrinho, rasteiro, no sem chances para Galatto. Como não existe justiça no futebol, Palmeiras novamente na frente.

Antônio Lopes corrigiu a alteração, escalando Netinho, que foi reintegrado ao elenco após longo tempo afastado, no lugar de Rafael Miranda. E foi ele que aos 35 minutos quase marcou o gol de empate: Da entrada da área, ele acertou um belo chute, que Marcos novamente salvou.

Aí apareceu novamente Danilo, para provar que ele tinha que ser o personagem do jogo, ofuscando até mesmo Marcos. Quando Wesley avançou pela esquerda e cruzou para Paulo Baier, o xerife salvou o chute do jogador atleticano, que tinha o gol aberto. Foi a última chance do merecido empate, que não veio.

De fato, se o Atlético jogasse com a mesma pegada em todas as partidas, estaria em situação bem mais confortável. O time teve atuação razoável individualmente. Além de Marcinho, o mais perigoso, destaque para Manoel, que simplesmente anulou Vagner Love, e Wesley, que não foi bem defensivamente, mas foi perigoso na ponta esquerda e só precisa corrigir a finalização.

E se o Palmeiras contar sempre com a sorte para vencer, pode se dar mal. Hoje, além dela, Danilo e Marcos apareceram. E decidiram o jogo. Outros jogadores destoaram das grandes atuações, como por exemplo, Marcão, Jumar e até mesmo Edmílson, que já não é mais o xerife de tempos atrás. Menção honrosa para Figueroa, que com um gol e uma assistência, se candidata a ser o próximo ídolo da lateral-direita palmeirense depois do lendário Arce. Mas há de ter calma, pois o chileno fez apenas dois jogos.