sábado, 15 de maio de 2010

Sob forte chuva, Vitória e Flamengo empatam no Barradão

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Por Gabriel Seixas

- Em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro, Vitória e Flamengo se enfrentaram em Salvador e empataram em 1 a 1. O Fla começou na frente, com um gol relâmpago de Vagner Love, mas aos 40 minutos da etapa final, Elkeson, cobrando falta, marcou para os baianos. Ambos os times ainda não venceram no Brasileirão.

- O técnico do Vitória, Ricardo Silva, decidiu poupar jogadores para o jogo da volta das semifinais da Copa do Brasil, contra o Atlético Goianiense, nesta quarta-feira. Pelo lado do Flamengo, Rogério Lourenço optou por mandar a campo todos os titulares, mesmo com o jogo de volta das quartas-de-final da Libertadores, contra a Universidad de Chile,

- Enquanto o gramado ainda permitia uma certa correria e alguns toques de bola, o Flamengo fez uma blitz pra cima do Vitória. A pressão deu resultado, já que o gol saiu logo aos dois minutos. Adriano recebeu pela esquerda, cruzou, e o goleiro Vinicius saiu atabalhoado do gol para dar um soco na bola. O que o arqueiro do Vitória não contava é que a bola fosse bater em Vagner Love, e morrer no fundo das redes.

- A partir daí, a bola parou de rolar. O jogo começou a ficar muito truncado, com muitos erros de passes e chutões pra frente, e poucas finalizações. Um cenário parecido com o confronto entre Flamengo e Corinthians no Maracanã, pelas oitavas-de-final da Libertadores. Controlar a bola era praticamente impossível.

- Desentrosado, o mistão do Vitória parecia perdido em campo. Assustou aos 32, numa cabeçada de Uelliton, mas quase sofreu o segundo gol no minuto seguinte, quando Vagner Love fez jogada individual, driblou um zagueiro e bateu pro gol, rente a trave de Vinicius.

- Só que no segundo tempo os baianos voltaram mais ligados para o jogo. Não contaram com a ajuda do gramado, que ficava ainda mais impraticável à medida que a chuva caía no Barradão, mas ainda assim criaram algumas oportunidades. Aos oito minutos, Uelliton recebeu cruzamento e desviou de cabeça, rente a trave de Bruno.

- Com Lenilson e Kleiton nos lugares de Uelliton e Neto Berola, o time ficou relativamente mais criativo, no esquema 4-2-3-1, com Júnior isolado na frente. O zagueiro Gabriel, que entrou no intervalo, quase empata o jogo, mas o chute “apenas” tirou tinta da trave de Bruno.

- O Flamengo estava absolutamente desligado da partida. Kleberson, recém-convocado para a Copa do Mundo, pouco (pra não dizer nada) fez na partida, assim como Michael, que ganhou uma nova oportunidade no time titular, e foi substituído pelo inoperante Fierro, que está na lista dos pré-convocados para o Chile.

- O Império do Amor estava isolado. Adriano jogou muito recuado, mas ao menos demonstrou vontade. Vagner Love, visivelmente desgastado, foi inexplicavelmente substituído por Petkovic aos 29 minutos. Explico: as características do sérvio (no caso, controle e toque de bola) dificilmente seriam exercidas num campo absolutamente encharcado. Mas Rogério Lourenço cedeu à pressão da torcida, que pedia por Pet desde o início da etapa final.

- Com isso, o Vitória cresceu no jogo. Os baianos já goleavam em alguns scouts, como nos escanteios a favor (14 a 3), mas para fazer justiça ao placar, mereciam um gol, que veio aos 40 minutos. Elkeson bateu falta da entrada da área com força e categoria, no ângulo de Bruno, que ainda tocou na bola, mas não evitou o gol.

- O Flamengo ainda criou uma última oportunidade nos acréscimos, com Petkovic, que desperdiçou uma oportunidade claríssima de gol. O placar fez justiça ao que foi o jogo: o Vitória, mesmo com um time reserva, superou suas limitações e foi em busca do placar. Já o Fla se limitou a covardia, explícita no esquema tático montado por Rogério Lourenço no fim do jogo, com quatro volantes, e poderia muito bem ter saído de campo derrotado.

Gremio Prudente goleia o Galo

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Por Leonardo Martins


Na abertura da segunda rodada do Brasileirão, o Grêmio Prudente, vindo de uma goleada ao perder para o Avaí, recebeu o Atlético-MG em Presidente Prudente. Com um primeiro tempo impecável, o Prudente goleia o time mineiro por 4 a 0 e se recupera na competição.

O Atlético começou o jogo com 3 zagueiros, mas o Prudente foi surpreendente com esta defesa. Logo no segundo minuto, a goleada começara a se desenhar. João Vitor deu ótimo passe para Araújo tocar na saída de Aranha. 1 a 0 e o show de horrores da defesa atleticana só estava começando.

Os alvinegros estavam desligados na defesa, mas estavam bem no ataque. Jairo Campos apareceu na área e cabeceou para a defesa de Márcio. Mas os prudentinos voltaram a ser eficientes. Escanteio cobrado e Flavinho se antecipou a zaga para desviar de cabeça e fazer o segundo, aos 16

Com dois a zero contra, o Galo substituiu pela primeira vez, Ricardinho entrou no lugar do zagueiro Benítez, voltando aos dois zagueiros. O jogo deu uma acalmada e só voltou a se animar com um pênalti. Aos 41, Marcelo Oliveira foi derrubado por Jairo Campos, pênalti marcado. Na cobrança, Henrique Dias bateu bem e fez o terceiro dos paulistas. No último lance da etapa, nova falha da defesa mineira e o Grêmio fez o quarto. Diego aproveitou nova cobrança de escanteio e colocou a bola no fundo das redes.

Na volta do intervalo, Luxemburgo fez duas modificações. Leandro e Evandro entraram nos lugares de Júnior e Correa. O meia entrou querendo jogo, mas não teve competência para finalizar, as 3 chances foram nas mãos de Márcio, que fez defesas difíceis durante todo o jogo.

Márcio, que depois foi substituído por Giovanni, foi um dos destaques da goleada e a garantiu. O Galo tinha dificuldades para penetrar a defesa do time mandante e o Prudente jogava só nos contra-ataques e quase marcou o quinto no chute de Marcelo Oliveira. No mais, restou ao Prudente passar o tempo e consumar a goleada reabilitadora.

O Grêmio Prudente volta a campo no Maracanã quando enfrenta o Flamengo e o Galo recebe, na próxima rodada, o seu xará do Paraná em Belo Horizonte.

Curtinha

- O Fluminense se reabilitou da derrota na estreia e venceu com dificuldades o Atlético-GO no Maracanã pelo placar mínimo. Foi a primeira vitória de Muricy Ramalho no comando da equipe tricolor. O gol foi marcado pelo armador Marquinho na segunda etapa

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Inter guerreiro derruba o campeão

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Por Leonardo Martins


Fechando os jogos de ida das quartas de final da Libertadores, o Internacional recebeu o atual Campeão da Competição, o Estudiantes, no Beira-Rio com grande público. Não foi um jogo bom, mas o Colorado com muita vontade conseguiu a vitória no finalzinho por 1 a 0, abrindo vantagem para o jogo de volta.

O Internacional começou o jogo tentando furar a retranca do time argentino, que vinha com 3 zagueiros e apenas um na frente, mas não conseguindo, principalmente porque os argentinos tinham a fera Verón, comandando, mais uma vez, o ritmo do time em campo.

O carequinha, craque do título ano passado, cadenciava o jogo como ninguém sabe fazer, ao Inter restava tentar ficar com a bola para acelerar o jogo. Aos 15, Sandro perdeu bola e propiciou contra-ataque para Pérez chutar por cima. Os brasileiros responderam com Alecsandro que, também, chutou por cima.

Os gaúchos ensaiaram uma blitz, Andrezinho apareceu na cara de Orión, mas a bola foi para o lado. Alecsandro, novamente, arriscou chute de longe, mas que foi para fora do gol.

A melhor chance argentina na primeira etapa aconteceu aos 30. Verón tabelou com Sosa e cruzou, se não fosse Bolívar, que desviou o cruzamento, o artilheiro Boselli teria aberto o placar no Beira-Rio. Para quem esperava bons lances na primeira etapa se decepcionou, pois as duas equipes não fizeram um bom primeiro tempo.

Na segunda etapa, as duas equipes continuaram com o mesmo jogo do primeiro tempo. O Colorado na pressão e os argentinos saindo na boa. Pérez chutou com perigo aos 16 minutos

Para tentar animar o Colorado gaúcho, Jorge Fossati colocou Taison no lugar de Walter e o time melhorou mesmo, quase chegando ao gol. D”Alessandro tocou, Nei cruzou para Alecsandro cabecear e o goleiro Orión fez linda defesa. Andrezinho pegou o rebote e chutou para nova defesa do goleiro hermano.

O jogo voltou a dar uma esfriada e só esquentou quando Guiñazu caiu na área e pediu pênalti, não dado pelo árbitro. Nos últimos minutos, os argentinos cansaram e os brasileiros aproveitaram para, finalmente, chegar ao gol. Aos 42, Andrezinho cobrou falta e Sorondo se antecipou a Orión e marcou, explodindo o Beira-Rio. 1 a 0 e primeira batalha vencida.

Mas a guerra está longe de estar vencida. Mas o Inter pode empatar ou até perder por um gol de diferença, desde que faça um gol em terras argentinas na próxima semana que chegará a semifinal.

Outro jogo

Chivas-MEX 2x0 Libertad-PAR

A Defesa calou o Mineirão

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Por Leonardo Martins


Sabe aquele ditado futebolístico “A defesa é o melhor ataque”, foi isto que se viu no Mineirão na noite de hoje. Se enfrentaram a melhor defesa da Libertadores, o São Paulo, e o melhor ataque, o Cruzeiro. Foi um bom jogo, que a defesa são-paulina, praticamente, garantiu a vaga do São Paulo as semifinais da Libertadores com a vitória no Magalhães Pinto (o Mineirão) por 2 a 0.

Da forma tática dos times, o Cruzeiro iniciou com o mesmo esquema de sempre e que vinha dando certo, mas o São Paulo mudou o esquema de 2 zagueiros para 3 e conseguiu neutralizar as jogadas azuis. Ainda teve a estréia de Fernandão, que era muito aguardada pelos tricolores.

Quando a bola rolou, os mineiros partiram para cima, mas encontrou a melhor defesa da competição pela frente e teve inúmeras dificuldades para atacar. Nas poucas chances do time azul, Henrique cabeceou para o gol e Rogério Ceni fez ótima defesa no canto. Kleber também voltou a exigir boa defesa do capitão tricolor.

Mas aí apareceu a eficiência são-paulina no ataque, somado a isto, a péssima defesa do Cruzeiro formada por Gil e Thiago Heleno. Os tricolores com rapidez e Fernandão atuando como pivô, armaram boas jogadas. Em uma dessas, saiu o 1º gol tricolor, tabela rápida entre Fernandão e Marlos, o camisa 12 cruzou para Dagoberto concluir para o gol. 1 a 0, aos 24.

O gol não desanimou os anfitriões, que foram para o ataque buscar o empate, mas esbarraram na ótima defesa dos visitantes. Kleber recebeu bom passe de Fabrício, driblou dois zagueiro e cruzou, mas Rogério Ceni cortou. Aos 40, Thiago Ribeiro cabeceou para fora e o segundo tempo aguardava grandes emoções.

A pressão azul continuava na troca de lado, mas a defesa tricolor estava impecável, quando não era os zagueiros quem aparecia era Rogério, como na chance em que ele defendeu bom chute do artilheiro da Libertadores.

Adilson resolveu abrir a defesa são-paulina ao colocar um terceiro atacante, Guerrón no lugar de Diego Renan, assim ele deslocou o convocado Gilberto para a esquerda. Aliás o camisa 10 azul fez uma partida discretíssima. Mas o time azul foi surpreendido por um momento de pressão tricolor, Fábio salvou o time ao tirar a bola dos pés de Marlos. Nova mexida de AB, tirou Fabrício para colocar Fábio Santos, a torcida começou a pedir Roger.

A eficiência do ataque paulista apareceu de novo aos 20. Rápido contra-ataque e a bola passou por Fernandão, que deu lindo passe de calcanhar para Hernanes concluir com perfeição. Festa tricolor no terreiro azul e 2 a 0.

O gol fez com que os azuis de Minas atacarem como nunca a área tricolor, cada vez mais fechada. A torcida perdia a paciência. Aos 30, Thiago Ribeiro fez o gol, mas foi anulado erradamente, pois o atacante estava na mesma linha. O lance mostrou que o dia era dos tricolores. Roger, finalmente, entrou na vaga de Gilberto e o Cruzeiro foi para o abafa. A melhor chance foi em um chute do meia que acertou as duas traves e saiu. O dia era dos visitantes para a frustração de 48 mil pessoas que compareceram ao Estádio.
O placar mostrou que nem sempre ter um melhor ataque funciona, mas ter um time equilibrado tecnicamente e emocionalmente é a chave de um time vencedor e o São Paulo mostrou isso no jogo de hoje.

Mas nem tudo está perdido para o time azul, na partida de volta, semana que vem, o Tricolor pode perder até por um gol de diferença que avança a mais uma semifinal de Libertadores. Aos mineiros restam a vitória por 2 a 0 para levar a decisão aos penais ou ganhar de 3 a 1 ou mais para se classificar de forma direta.
- Fábio Santos surpreende
O volante Fábio Santos, recém-chegado ao Cruzeiro, anunciou de forma surpreendente que está se aposentando do futebol. O anúncio foi feito no vestiário do Mineirão após o jogo de ontem e o volante alegou que não consegue se curar de um problema no joelho.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Flamengo é surpreendido pela Universidad de Chile no Maracanã

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Por Gabriel Seixas

- Flamengo e Universidad de Chile fizeram um jogo movimentadíssimo no Maracanã. Fatalmente não são em todos os jogos que se perdem oportunidades de gols tão claras como as desperdiçadas hoje por parte dos dois times. A partida, que terminou 3 a 2 para os chilenos, poderia ter sido muito bem 6 a 5 ou 7 a 6. Mas o fato é que o Flamengo vai com uma grande desvantagem para o jogo da volta, em Santiago, precisando vencer por dois gols de diferença se quiser a classificação.

- Ao menos um gol de Juan nos minutos finais fez com que a torcida rubro-negra ainda tenha esperanças de o time reverter a desvantagem no Chile. Bem, mas isso certamente depende de uma mudança de postura da equipe, principalmente defensiva – que repetiu a apatia dos primeiros 45 minutos do jogo contra o Corinthians, pelas oitavas-de-final da Libertadores.

- O presságio da partida já não era bom. O elenco do Flamengo precisou encarar um trânsito na Barra da Tijuca antes de chegar ao Maracanã, apenas 35 minutos antes do início da partida. Na chegada ao estádio, antes mesmo da bola rolar, a torcida já pedia raça ao time.

- Raça talvez não tenha faltado, mas no quesito organização defensiva, o Fla simplesmente zerou nos primeiros minutos. Aos 2 minutos, Olivera arriscou da entrada da área e mandou pra fora, chegando perto de abrir o placar para a Universidad de Chile. No minuto seguinte, Iturra aproveitou erro bobo de Rômulo na saída de bola e rolou para Montillo, que arriscou pro gol, mas Bruno fez excelente defesa.

- No lance seguinte, os chilenos abriram o placar. Montillo cruzou da direita, a defesa do Flamengo falhou coletivamente, e a bola sobrou para o zagueiro Victorino, que estará com o Uruguai na Copa do Mundo, mandar pras redes. Nem o mais pessimista torcedor rubro-negro esperava um início tão ruim do time, mesmo jogando em casa. Aos 12 minutos, o Fla esboçou uma reação e chegou pela primeira vez à frente, quando Vagner Love mandou uma cabeçada na trave.

- Mas era pouco. A Universidad de Chile continuava chegando ao ataque como queria, e desperdiçou mais uma oportunidade com o centroavante Olivera (fraquíssimo, por sinal), que parou no goleiro Bruno. Percebendo a apatia de seu time, Rogério Lourenço promoveu uma alteração logo aos 20 minutos de jogo, colocando o meia Michael na vaga de Rômulo.

- Mais uma vez, não adiantou. Aos 24, os chilenos marcaram o segundo gol. Após cruzamento de Montillo pra área, Olarra ganhou do goleiro Bruno no jogo aéreo e cabeceou pras redes. Os jogadores rubro-negros reclamaram exaustivamente de falta do chileno em Bruno na hora da cabeçada. O certo é que foi preciso sair com dois gols de desvantagem para o Flamengo acordar pro jogo.

- Aos 38 minutos, o Fla descontou. Kleberson, convocado pra Copa do Mundo, cruzou da direita, e Adriano, apagado até então, de cabeça, completou pro gol. Não se sabe até que ponto a não-convocação do Imperador pra Copa influenciou no seu desempenho, mas o fato é que ele foi pouco acionado em toda a partida, e ao menos marcou um gol. Já Kleberson foi aquele velho conhecido da torcida rubro-negra: mal na marcação, e pouco notado no sistema ofensivo.

- Vagner Love poderia ter empatado o jogo aos 40 minutos, mas perdeu um gol feito. Bem, não tão feito quanto o que Adriano perdeu aos 43 minutos, com o gol escancarado, quando recebeu assistência de Leo Moura. O pior é que o pesadelo não parou por aí: aos 45 minutos, Vargas tocou na saída de Bruno, e a bola saiu caprichosamente pra fora.

- Mas acreditem: o primeiro tempo ainda não havia acabado. Aos 46, no último minuto da etapa inicial, Iturra cometeu falta dura em Willians e foi expulso. Adriano bateu a falta, a zaga afastou mal e a bola sobrou limpa para Vagner Love. O artilheiro matou no peito, e quando bateu pro gol, a bola saiu por cima.

- Apesar das seguidas frustrações, o Flamengo havia diminuído a desvantagem. Estava com um jogador a mais. Era o início de uma reação? Não, porque a volta para o intervalo não teve influência alguma na melhoria do sistema defensivo do time. Aos três minutos, Montillo cruzou da esquerda, a zaga e Bruno falharam mais uma vez, e a bola sobrou limpa para Fernandez tocar pras redes.

- Antes disso, Rogério Lourenço havia colocado Petkovic no lugar de Maldonado. Com apenas um volante, o time ficou exposto, mas àquela altura, era a única coisa que se poderia fazer. A desvantagem de 3 a 1 incomodou a torcida rubro-negra (mais de 70 mil pessoas no Maracanã), que começou a pressionar o time.

- O Flamengo reagiu, e poderia ter diminuído o placar quando Petkovic avançou pela esquerda e cruzou. Adriano, com o gol livre, cabeceou no travessão. A torcida não acreditava no que via. Rogério Lourenço, que minutos depois lançou Denis Marques no lugar de Kleberson, também não.

- E quando o jogo já se encaminhava para uma vitória por 3 a 1 dos chilenos, o Flamengo descontou aos 44 minutos. Juan arriscou de fora da área, a bola desviou na zaga e enganou o goleiro Miguel Pinto, que engoliu um frangaço. O gol não evitou a derrota, mas coloca o Flamengo de novo na briga por uma vaga nas semifinais da Libertadores.

- Mas é bom não se iludir muito. Com o futebol que vem apresentando, as chances do Flamengo se classificar são quase nulas. Nada que um ajuste no sistema defensivo e na finalização (sobretudo do Império do Amor) ajude a equipe a derrotar a Universidad de Chile, que não é nenhuma máquina, por dois gols de diferença, na próxima quinta-feira.

Atlético de Madrid conquista a Liga Europa

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Por Gabriel Seixas

- A torcida do Atlético de Madrid implorava por um título. O último havia sido conquistado há 14 anos, e o jejum aumentava para 48 anos quando se tratava de títulos europeus. Intitulado como ‘primo pobre’ da capital espanhola, hoje o Atlético pode se orgulhar por ser o único espanhol que conquistou uma competição europeia nesta temporada. Na prorrogação, os colchoneros venceram o Fulham por 2 a 1, em Hamburgo (Alemanha), e sagraram-se campeões da Liga Europa.

- O Atlético começou muito melhor em campo. Nos primeiros dez minutos, viu-se uma pressão intensa dos espanhois, que eram maioria no estádio Hamburgo Arena. Aos 11 minutos, Forlán chutou cruzado e a bola triscou na trave. Minutos depois, foi a vez de Simão assustar em cobrança de falta, obrigando Schwarzer a fazer grande defesa.

- Premiado pela grande atuação, o Atlético de Madrid abriu o placar aos 32 minutos. Agüero chutou da entrada da área, mas não pegou bem na bola. Por sorte, o chute serviu como um passe para Forlán, que recebeu e tocou no canto de Schwarzer, abrindo o placar.

- O Fulham estava bastante acuado em campo. Os wingers Duff e Gera chegavam pouco, deixando o artilheiro Zamora muito isolado na frente. Apesar da fraca atuação, na primeira boa chance dos Cottages no jogo, o time conseguiu o empate. Gera cruzou da direita e Davies, de primeira, marcou um golaço.

- O gol foi um balde de água fria na ótima atuação do Atlético. Ao menos os espanhois envolviam bastante os ingleses, inspirados na ótima atuação da dupla de ataque, Forlán e Agüero, que confundia a zaga adversária. Apesar da superioridade, o primeiro tempo terminou mesmo empatado.

- Na etapa final, nenhuma equipe conseguiu exercer uma superioridade que a credenciasse para sair com o título no tempo normal. O Fulham sofreu uma grande perda com a saída de Zamora, contundido, e substituído por Dempsey. Quique Flores, técnico do Atlético de Madrid, mexeu aos 23 minutos, colocando Jurado na vaga de Simão, quando a equipe estava dominada pela falta de criatividade.

- O Atlético melhorou relativamente, mas Quique Flores não estava satisfeito: tirou Reyes e colocou o jovem argentino Salvio em campo. Um chute de fora da área de Raul Garcia foi a última chance do Atlético de decidir a parada no tempo normal.

- Na prorrogação, o jogo voltou a ficar bom. Pra variar, o Atlético estava mais próximo do gol, perdendo um feito no primeiro tempo da prorrogação. Forlán cruzou da esquerda e a bola chegou até Agüero, que livre na área, completou pra fora. A torcida colchonera não acreditava no que via.

- Fruto da persistência, o Atlético de Madrid conseguiu o gol do título a três minutos do fim da partida. Agüero foi ao fundo e cruzou para o artilheiro Forlán, que de letra, completou pro gol. Foi o sexto gol do uruguaio na Liga Europa, artilheiro e principal jogador do time na competição. Há quem diga que Forlán foi o craque desta edição da UEL.

terça-feira, 11 de maio de 2010

A lista saiu

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Por Leonardo Martins



Nesta tarde, em entrevista coletiva, saiu a mais aguardada lista dos últimos tempos, a lista dos convocados para a Seleção Brasileira na Copa de 2010, na África do Sul. Os 23 nomes que foram convocados para tentar o hexa em terras africanas são velhos conhecidos do técnico Dunga.



Dunga praticamente repetiu a convocação do último amistoso contra a Irlanda, só colocou o goleiro Gomes, que fez ótima campanha no Tottenham. As dúvidas da torcida eram entre Victor e Gomes no gol, deu o ex-cruzeirense. Na lateral esquerda, dois jogadores que, em seus clubes atuam como meia, Gilberto (Cruzeiro) e Michel Bastos (Lyon), foram convocados.



No meio-campo, o técnico não quis arriscar e convocou a base, deixando de fora os meias Ronaldinho Gaúcho e Paulo Henrique Ganso, este último com forte carisma popular e vivendo grande fase no Santos.



No setor de ataque, a única grande surpresa da lista, a ausência de Adriano. O Imperador, que se meteu em diversas polêmicas nos últimos tempos, perdeu a vaga para Grafite, vindo de uma temporada apagada no Wolfsburg. Outro que poderia ocupar a vaga do flamenguista era o jovem Neymar do Santos, mas a juventude do atacante pesou na escolha.



fira os 23 convocados:



Goleiros: Júlio César (Internazionale-ITA); Gomes (Tottenham-ING); Doni (Roma-ITA)



Laterais: Maicon (Internazionale-ITA); Daniel Alves (Barcelona-ESP); Gilberto (Cruzeiro); Michel Bastos (Lyon-FRA)



Zagueiros: Lúcio (Internazionale-ITA); Juan (Roma-ITA); Luisão (Benfica-POR); Thiago Silva (Milan-ITA)



Volantes: Gilberto Silva (Panathinaikos-GRE); Josué (Wolfsburg-ALE); Felipe Melo (Juventus-ITA); Kleberson (Flamengo)



Meias: Kaká (Real Madrid-ESP); Elano (Galatasaray-TUR); Ramires (Benfica-POR); Júlio Baptista (Roma-ITA)



Atacantes: Luís Fabiano (Sevilla-ESP); Robinho (Santos); Grafite (Wolfsburg-ALE); Nilmar (Villareal-ESP)