sábado, 22 de maio de 2010

Palmeiras vence na despedida do Palestra

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Por Leonardo Martins


O Palmeiras se despediu do Palestra Itália, que será reformulado, com um grande jogo contra o Grêmio pela 3ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time alviverde fez uma boa partida e venceu os gaúchos por 4 a 2, amenizando a crise que rondava os lados do Palestra.

Foi um belo primeiro tempo, com o Grêmio com maior posse de bola e o Palmeiras usando a velocidade para contra-atacar e foi certeiro no seu objetivo de jogo. Aos 15, Armero cobrou lateral, Cleiton Xavier deu lindo passe de calcanhar para Ewerthon, que contou com o escorregão de Rodrigo para fuzilar Victor.

Com a vantagem no placar, essa proposta palmeirense de usar os contra-ataques se fez mais presente no jogo. Tanto que foi assim que o Porco chegou ao segundo gol. Aos 29, saída rápida verde e Vitor cruzou para o jovem Vinicius chutar para a defesa do goleiro Victor, que deu rebote, bem aproveitado por Ewerthon que fez o seu segundo gol na partida. 2 a 0. O atacante paulista quase fez o terceiro ao tentar encobrir o goleiro gremista que se recuperou e segurou a bola.

O Grêmio estava apático em campo, tinha maior posse de bola, mas não atacava e quando o fez, marcou o gol. Aos 31, Leandro acertou belo passe para Jonas concluir no canto de Marcos. 2 a 1 e grande jogo no Palestra.

Aos 45, Douglas e Marcos Assunção trocaram empurrões e foram expulsos pela arbitragem. Arbitragem que já havia deixado de dar um pênalti para o Grêmio e validado o segundo gol do Palmeiras.

Veio o segundo tempo e com ele os gaúchos pressionando em busca do empate e ele veio logo aos quatro minutos. Fábio Rochemback cruzou para a área e Hugo apareceu para cabecear e vencer Marcos. 2 a 2 e tensão no Palestra.

Mas os verdes não se abateram com o gol de empate gremista e foram para o ataque e o gol de desempate logo saiu. Aos 16, Vítor cobrou escanteio e Maurício Ramos, que havia entrado no lugar de Léo, cabeceou para colocar os mandantes de novo na frente.

Silas colocou ofensividade no time ao colocar William e Maylson, mas este último que complicou a situação gremista no jogo. Aos 25, ele perdeu a bola para Cleiton Xavier que saiu em velocidade e tocou para Vinicius, o jovem atacante foi a linha de fundo e fez o cruzamento bem aproveitado pelo camisa 10. 4 a 2 e festa na despedida do Velho Palestra.

Aos 28, Armero foi derrubado na área por Rodrigo, mas, novamente, o juiz não marcou o pênalti. Mas nada que fizesse falta e os três pontos foram garantidos com uma boa exibição.

O Palmeiras, na próxima rodada, enfrenta o São Paulo no clássico paulista e o Grêmio recebe o Avaí em Porto Alegre

Curtinha

O Santos, sem suas estrelas, foi a Goiânia e conseguiu a primeira vitória no Campeonato ao derrotar o Atlético por 2 a 1. O Dragão continua com um único ponto no Brasileirão. Zé Eduardo, por duas vezes, marcou os gols do Peixe e Boka descontou para os goianos.

Bota goleia o Goiás

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Por Leonardo Martins


Na abertura da 3ª rodada do Campeonato Brasileiro, o Botafogo recebeu o Goiás no Engenhão querendo manter a boa fase. Apresentando um bom futebol, o time da Estrela Solitária venceu por 3 a 0 e está entre os líderes do Campeonato

Com 0 ponto ganhado, o Goiás queria fazer os primeiros pontos e, mesmo jogando no Rio, partiu para cima do Bota. Aos 3, o estreante Bernardo obrigou Jefferson a fazer ótima defesa em cobrança de falta. O outro estreante do Esmeraldino, Hugo, assustou o goleiro botafoguense aos 9. Bernardo voltou a arriscar de longe, mas dessa vez, o chute foi para longe.

O Botafogo estava acuado e Antonio Carlos, na jogada predileta sua, o chuveirinho, cabeceou com perigo. Aos 30, bombardeio goiano na área botafoguense, Everton Santos e Marcão desperdiçaram boas chances.

Quem desperdiça chances, quase sempre é castigado e foi isso que aconteceu com o Verde. Aos 41, falta para o Fogo e Lúcio Flávio acertou a cobrança. 1 a 0 Bota. No lance seguinte, novo gol do Bota. Herrera cruzou para Caio dividir com o goleiro Fábio e a bola sobrou para Somália que chutou forte e fez o segundo do Botafogo.

O goleiro Fábio reclamou veementemente do lance do gol e foi expulso por Alicio Pena Júnior. Emerson Leão teve que colocar Rodrigo Calaça e tirou o meia Hugo.

No segundo tempo, o Botafogo aproveitou que os goianos se abriram e foram para o ataque. Resultado, pressão do time mandante. Herrera e Antonio Carlos perderam chances ótimas. Aos 22, os refletores do estádio se apagaram e o jogo teve que ser parado por 18 minutos.

Na volta da luz, os cariocas continuaram em cima e Caio tentou encobrir Calaça, mas o chute foi ruim. Quem não perdoou foi Herrera. Aos 27, Lúcio Flávio fez ótimo passe para o atacante fazer o terceiro gol. 3 a 0.

Nos últimos minutos, destacaram as expulsões. Primeiro, a dupla de ataque alvinegra, Caio e Herrera, se desentenderam em campo e foram expulsos. Mas não mudou nada, pois Wellington Saci também foi para o chuveiro mais cedo.

O Botafogo chega aos sete pontos e está na parte de cima da tabela. O Goiás permanece com nenhum ponto e é o lanterna da competição. Na próxima rodada, o alvinegro vai ao Mineirão enfrentar o Cruzeiro e os goianos recebem o Ceará no Serra Dourada.

Inter faz História e volta a Conquistar a Europa

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Por Gabriel Seixas


- Depois de 45 anos de espera, a Internazionale volta a conquistar a Champions League, maior competição de clubes do planeta. Os nerrazurri derrotaram o Bayern de Munique por 2 a 0 na final disputada no estádio Santiago Bernabéu, em Madri, e de quebra, garantiram a tríplice coroa na temporada: além da UCL, a Inter conquistou também a Copa da Itália e o Campeonato Italiano. É o terceiro título europeu da Internazionale na história, cujo último havia sido conquistado na temporada 64/65.

- Os dois gols do jogo foram marcados pelo atacante argentino Diego Milito, que chegou aos 30 tentos na temporada. De quebra, o ‘Príncipe de Milão’ ainda alcançou um novo recorde: não bastassem os dois gols do título marcados hoje, ele também fez o gol da conquista do Campeonato Italiano (vitória por 1 a 0 sobre o Siena) e da Copa da Itália (1 a 0 sobre a Roma).

- No comando está o português José Mourinho, agora o terceiro treinador na história a conquistar duas vezes a Champions League por dois times diferentes (o outro havia sido com o Porto, na temporada 03/04). O futebol italiano também teve muito que comemorar neste sábado: além de ter se igualado ao futebol espanhol no número de títulos da Champions (12), também garantiu que o Campeonato Italiano da próxima temporada continue disponibilizando quatro vagas para a Champions da outra temporada, número que seria reduzido para 3 caso o Bayern conquistasse o título.

- O jogo foi fantástico. Nos primeiros minutos, os times se estudaram bastante, e era o Bayern que se soltava um pouco mais, trocando passes de um lado pro outro, até conseguir uma infiltração. Numa dessas jogadas, Robben arrancou pela direita e cruzou para Olic, que dividiu com Samuel e concluiu torto. Por sinal, era com Robben pela direita que o Bayern procurava mais articular suas jogadas, nas costas do lento Chivu.

- Sempre paciente, a Inter só chegava com perigo em jogadas de bola parada. Em lances muito parecidos, Sneijder teve oportunidades de abrir o placar em cobranças de falta: aos 17, a bola desviou na cabeça de Altintop e obrigou Butt a espalmar pro lado. Aos 25, o goleiro alemão encaixou a bola, sem maiores dificuldades.

- Só que na primeira oportunidade efetiva de gol criada pelos italianos, o placar foi aberto. O lance envolveu a genialidade dos dois principais jogadores de linha da Inter, Sneijder e Milito. A jogada começou com um chutão do goleiro Júlio César, que Milito amorteceu de cabeça, desviando curto para Sneijder. O holandês dominou a bola, e com calma, passou rasteiro para o argentino, que passou entre os zagueiros, e na cara de Butt, chutou com força. Golaço! O Santiago Bernabéu foi dominado pelos gritos de ‘Milito’, em forma de reverência ao Príncipe.

- Então a Inter passou a jogar do jeito que gosta, na base do contra-ataque. Aos 42 minutos, Milito avançou pela esquerda e tocou para Sneijder, devolvendo o presente do primeiro gol. Só que o holandês chutou em cima de Butt, perdendo uma grande chance de ampliar a vantagem. O Bayern até assustou num chute de van Bommel no último minuto da etapa inicial, mas foi pouco.

- Na etapa final, o Bayern voltou com todo o gás. Com pouco mais de 30 segundos, quase empatou o jogo, quando Müller recebeu de Altintop, e na cara do gol, chutou firme. Porém na meta dos nerrazurri estava Julio César, que fez grande defesa. A Inter respondeu um minuto depois, num lindo chute de Pandev, que Butt foi buscar no ângulo, salvando o segundo gol.

- O Bayern pressionava, mas era pouco efetivo. Julio César fez boa intervenção em chute de Robben, mas foi Diego Milito, o nome do jogo, que decidiu novamente. Ele recebeu do camaronês Eto’o (pouco notado em campo), encarou o zagueiro van Buyten, driblou o belga e concluiu com perfeição pras redes.

- E como tem um time monstruoso essa tal de Internazionale. Julio César, o melhor goleiro do mundo, mais uma vez mostrando segurança no gol. Lucio e Samuel repetiram as atuações seguras na defesa, ainda mais quando se tem jogadores de tanta qualidade como Cambiasso e Zanetti na proteção, ambos argentinos, ambos preteridos por Maradona, e ambos grandes jogadores. Pandev e Eto’o taticamente foram importantes ao longo da campanha, mas hoje o primeiro foi muito mais ativo que o segundo. Sneijder, melhor “passador” da Champions, e Milito, o artilheiro da competição, foram irretocáveis. E não podemos esquecer de José Mourinho, melhor estrategista (e porque não técnico) do planeta na atualidade. Errou ao colocar Chivu para dar combate a Robben, mas teve acertos de sobra para compensar.

- Louis van Gaal tentou colocar o Bayern de novo na partida, com as entradas de Klose e Mario Gomez, mas o time sentiu o baque. Com muitos méritos, a Inter garantiu o título, após fazer uma campanha meia-boca na fase de grupos, e perfeita na fase final. Foi a coroação de uma temporada perfeita dos nerrazurri, e um aquecimento sensacional para a disputa da Copa do Mundo. A festa no Bernabéu, além de linda, foi inesquecível. Deu a lógica.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Flamengo derrota Universidad de Chile, mas está eliminado

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Por Gabriel Seixas

- O Flamengo foi valente do início ao fim. Entre “moedadas” e bolas de golfe na cara, venceu a Universidad do Chile por 2 a 1, mas acabou eliminado pelos critérios de desempate – os chilenos venceram por 3 a 2 no Maracanã, e pelos gols marcados fora de casa, estão nas semifinais. O Império do Amor, ou Império do Colesterol, como foi carinhosamente apelidado durante a semana a dupla formada por Vagner Love e Adriano, caiu de pé. Os vacilos defensivos da equipe carioca foram menos constantes, mas ficou a sensação de que o time poderia ter sido um pouco mais ousado.

- Sendo assim, o Fla encerra oficialmente o primeiro semestre sem títulos, e vê no Campeonato Brasileiro a única oportunidade de salvar a temporada. No jogo de hoje, ficou a sensação de que o rubro-negro poderia sim ter se classificado. A iniciativa do time foi boa desde o início, tanto que Vagner Love teve a primeira oportunidade de marcar aos dois minutos, porém mandou a bola pra fora.

- A partir daí o jogo ficou morno, muito abaixo da crítica, e só voltou ao ritmo alucinante com um chutaço de Montillo que parou no travessão do goleiro Bruno (isso aos 36 minutos). Aliás, pra variar, era o camisa 10 do time chileno o principal articulador de jogadas da La U, que nem parecia o mesmo time compacto e objetivo do primeiro jogo (e da fase de grupos também).

- Montillo fazia inveja do outro lado. O Flamengo sentia a falta de um articulador competente. Michael errou praticamente todos os passes que tentou, e a atuação pífia de Kleberson (pra variar) deve ter deixado Dunga mais uma vez com uma pulga atrás da orelha. Isso fez com que Adriano voltasse bastante para criar jogadas, e em um de seus bons lances, Michael recebeu do Imperador e arriscou de fora da área, mas o goleiro Pinto espalmou.

- Mas a pressão não havia acabado por aí. No lance seguinte, após a cobrança do escanteio, Leo Moura acertou um lindo chute de longa distância, mas a bola caprichosamente estremeceu o travessão. Fruto da insistência, o Fla conseguiu o que queria no último minuto da etapa inicial: Adriano recebeu de Kleberson, e de bicicleta, serviu Vagner Love, que escorou de cabeça para o fundo do gol.

- Contudo, não se pode dizer que o Flamengo foi para o intervalo sossegado. Isso porque os jogadores rubro-negros foram intimidados pelos torcedores chilenos no acanhado estádio Santa Laura, que atiraram pedras, moedas e até bolas de golfe nos flamenguistas. Ronaldo Angelim foi uma das vítimas, ferido no rosto.

- Rogério Lourenço fez o que poderia fazer: trocou Michael por Petkovic no intervalo, e o time melhorou ainda mais. O sérvio participou ativamente pela primeira vez no jogo aos dois minutos, quando serviu Juan, e o lateral cruzou para Vagner Love, que testou pra fora.

- Em uma das esporádicas jogadas da Universidad do Chile no ataque, o centroavante Olivera exigiu boa defesa do goleiro Bruno. O Fla respondeu à altura, talvez na sua melhor oportunidade no jogo além dos gols: Willians cruzou, Adriano cabeceou bonito, mas o goleiro Pinto fez melhor ainda: se esticou todo e fez belíssima defesa.

- Só que o sonho rubro-negro foi por água abaixo aos 29 minutos, num lance totalmente dele, Montillo, o cara da Universidad do Chile. Ele driblou Juan, arrancou, e na hora da conclusão, deu um lindo toque com maestria por cima do goleiro Bruno, mal posicionado. Já diriam vascaínos, tricolores e botafoguenses: “tentei ligar para o Montillo, mas só dá fora da área de cobertura”.

- Precisando fazer dois gols, o Flamengo demorou quatro minutos para reagir. Leo Moura e Adriano trocaram passes de calcanhar, e o Imperador, um dos melhores do time no jogo, chutou forte de perna esquerda e recolocou o Fla na frente. Aliás, também recolocou o Flamengo no jogo, diga-se de passagem.

- Rogério Lourenço pôs o time no tudo ou nada, com Vinicius Pacheco e Bruno Mezenga nas vagas de Toró e Kleberson. Willians, aos 44 minutos, foi expulso e complicou ainda mais a vida dos flamenguistas. No último minuto, a cena que retratou o desespero rubro-negro: Vinicius Pacheco, dentro da área, podendo dar sequência ao lance, preferiu cavar um pênalti “à brasileira” – claro, sem sucesso. No máximo, conseguiu uma vaga em Passione.

- Uma vitória inglória, mas que diminui o vexame rubro-negro. A Universidad do Chile fez por merecer a vaga, premiada pela regularidade nos dois jogos. Ainda que não seja um time técnico, é favorito para chegar à final, agora que enfrenta os mexicanos do Chivas. Ao Flamengo, ficou a sensação de o time superou os seus limites técnicos e internos, mas não há como ignorar a sensação do “quero mais”.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Inter se classifiica no sufoco

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Por Leonardo Martins


O Inter vai fazer a semifinal Brasileira da Libertadores contra o São Paulo. A classificação colorada foi conquistada na raça contra o atual campeão, Estudiantes, na Argentina. Os gaúchos estavam eliminados até os 43 da segunda etapa, mas fez o gol da classificação e perdeu por 2 a 1.

Precisando fazer dois gols de diferença, os argentinos partiram para cima e, como sempre, Verón comandava o meio campo e subia ao ataque. Aos 9, o carequinha arriscou de longe e o goleiro Abbondanzieri fez ótima defesa.

Os brasileiros eram tímidos e fechados no meio campo, com apenas um atacante. E em dois minutos, quase a classificação fora pelo espaço e em lances comandados por La Brujita. Aos 19, Verón deu aqueles lançamentos que todos sabem que ele é capaz, mas a zaga colorada deu um branco e deixou Gonzalez livre para marcar o primeiro. Dois minutos depois, outro branco da defesa gaúcha. Enzo Perez acertou um belo chute no ângulo de Pato e fez enlouquecer a torcida no pequeno Estádio do Quilmes. 2 a 0 e vantagem revertida.

Mesmo com a vaga indo embora, o Internacional continuava sem grandes emoções para a torcida. Só aos 30, quando Andrezinho cruzou para Alecsandro concluir a gol e Orión defender. No mais da etapa, os hermanos cozinhavam o jogo e os brasileiros precisariam melhorar se queriam classificar.

Na segunda etapa, o Inter precisava de apenas um gol para garantir a vaga, mas o panorama do jogo permanecia o mesmo. O Estudiantes cozinhando o jogo e o Inter com enormes dificuldades para penetrar a zaga argentina. O segundo tempo, praticamente, não teve chances de gols.

Mesmo colocando mais ofensividade na equipe com as entradas de Walter e Giuliano, o Colorado não dava esperanças de que ia conseguir o gol da classificação. Mas quando ninguém imaginava que o gol pudesse sair, o gol do alívio saiu. Eram 43 minutos da segunda etapa e Giuliano recebeu livre na entrada da área, o meia olhou e chutou cruzado, vencendo Orión. Era o milagre colorado saindo e a classificação para as semi chegando.

Depois do gol, foi a vez do time colorado cozinhar o jogo e soltar o grito de alivio pela classificação. A nota triste do jogo foi que, quando o juiz terminou o jogo, o zagueiro Desabato deu um soco em Abbondanzieri, que revidou o soco. O que causou uma confusão generalizada, mas nada que tirasse o brilho da classificação vermelha para as semifinais.

O Colorado vai disputar uma vaga na Final contra o São Paulo, os jogos acontecem depois da Copa do Mundo da África do Sul.

São Paulo repete placar do Mineirão

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Por Leonardo Martins


O São Paulo é o segundo semifinalista da Libertadores 2010. O Tricolor, com enorme tranqüilidade, segurou o Cruzeiro em jogo disputado no Morumbi e o time paulista repetiu o placar feito na ida no Mineirão ao fazer 2 a 0.

O Cruzeiro prometeu ir para o ataque com o time titular, mas a proposta de jogo foi por água abaixo logo no segundo minuto de jogo quando Kleber foi expulso de campo ao acertar a cara de Richarlyson. A expulsão foi considerada injusta, mas o gladiador foi para o chuveiro mais cedo.

Com um a menos, o Cruzeiro viu o tricolor crescer no jogo. Os paulistas foram para cima em busca do gol que mataria o confronto, o gol que quase saiu nas conclusões de Marlos e Fernandão, que Fábio fez ótimas defesas. A Raposa era tímida em campo e pouco concluía a gol.

O gol são-paulino saiu aos 23, Júnior César fez ótima jogada e cruzou para Hernanes concluir com perfeição. 1 a 0 e festa tricolor no Morumbi. Mesmo com a vantagem, o São Paulo continuou no ataque e exigindo belas defesas de Fábio, como foi na cabeçada de Miranda. Richarlyson quase fez um golaço do meio campo, mas a bola passou por cima.

Outras chances de gol do São Paulo aconteceram com Cicinho, que tentou chapelar o goleiro azul, mas foi para fora, e Marlos que exigiu nova bela defesa de Fábio. E final de primeiro tempo no Morumbi.

O segundo tempo veio e a pressão paulista continuava. Fernandão, que foi peça principal na ida, resolveu aparecer no jogo e foi de forma decisiva. Aos seis, ele ajeitou de cabeça para Dagoberto tocar por cima e marcar um belo gol. classificação garantida com os 2 a 0 no placar.

No restante do tempo, a torcida são-paulina fez a festa, gritou olé, cantou hino do clube e o time em campo se limitava a passar o tempo. Até criou algumas chances de gol, mas que não foram aproveitadas. Já o time azul, sem chances de reversão, tentava criar chances, mas não conseguia jogar devido a desvantagem no campo de jogo.

A vaga são-paulina veio e com ela uma esperança no Tetra da competição sul-americana. Mas a torcida terá que aguardar um pouco para saber seu destino, já que as fases finais serão disputadas após o Mundial da África do Sul em Julho e Agosto. E o seu adversário nas semifinais só será conhecido após os jogos desta quinta-feira.

Santos e Vitória farão a final da Copa do Brasil

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Por Gabriel Seixas

- Já estão definidos os times que farão a final da Copa do Brasil: Santos e Vitória. Independente de quem seja campeão, teremos um vencedor inédito na competição que está na sua 22ª edição, e dá vaga direta para a Libertadores do ano que vem. O Santos derrotou o Grêmio por 3 a 1, enquanto o Vitória bateu o Atlético Goianiense por 4 a 0.

- O fato é que tanto paulistas, quanto baianos, foram superiores em seus respectivos jogos, principalmente o Vitória, que atropelou o Atlético Goianiense no jogo de volta da semifinal: 4 a 0. O Leão tem uma grande oportunidade de disputar pela primeira vez a Libertadores, mas antes precisa quebrar outro tabu: o de nunca ter vencido a Copa do Brasil.

- A festa da torcida rubro-negra no Barradão foi linda, e o Vitória foi no embalo. Só no primeiro tempo, os baianos já haviam revertido a vantagem de 1 a 0 obtida pelo Atlético Goianiense no jogo da ida: com gols de Uelliton e Junior, os donos da casa já venciam por 2 a 0.

- O Atlético sentia os desfalques de Elias e Robston, dois dos principais jogadores do time, mas conseguiu criar boas oportunidades na etapa final, porém não as converteu. Restou ao Vitória matar o jogo nos minutos finais: aos 45, Júnior marcou o terceiro, e no último minuto dos acréscimos, o goleiro Viáfara, cobrando pênalti, fechou a conta.

- Aliás, foi no penal cobrado pelo goleiro colombiano que foi gerada a maior polêmica do jogo: Viáfara utilizou do método do “paradão” na cobrança, recentemente proibido pela FIFA, mas que só entra em vigor a partir de Junho. Mas o árbitro Heber Roberto Lopes fez questão de “antecipar” a determinação, punindo o arqueiro com cartão amarelo, e consequentemente tirando-o do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, já que estava suspenso.

- Mas o grande jogo da noite foi mesmo entre Santos e Grêmio – não à toa que são intitulados os principais times do Brasil. Os Meninos da Vila aprontaram mais uma, e no fator individualidade, garantiram a vitória dos donos da casa por 3 a 1, e consequentemente uma vaga na final.

- É bom destacar que o Santos fez um 1º tempo abaixo da média, em vários momentos sendo pressionado pelo Grêmio, que havia vencido na ida por 4 a 3. Paulo Henrique Ganso, maestro do time, estava sumido. Neymar também ficou abaixo da crítica, e Robinho era um dos poucos que chamava a responsabilidade pra si.

- O panorama no 2º tempo era o mesmo, mas aí entrou em ação o fator individualidade. Mais uma vez, Ganso provou que merecia ser lembrado na lista de Dunga para a Copa do Mundo, desta vez com um petardo da intermediária, que morreu no ângulo de Victor. Golaço! Digno de craque.

- E só a partir do gol o Santos começou a se soltar na partida. E mais uma vez um Menino da Vila chamou a responsabilidade para si: era chegada a hora de Robinho. Ele recebeu passe de André, saiu na cara de Victor, e fez o que era fácil de imaginar, mas difícil de fazer: deu um lindo toque por cima do goleiro.

- No melhor estilo “temos um jogo”, o Grêmio descontou com Rafael Marques – aproveitando falha do inconstante goleiro Felipe -, e no desespero pelo empate, único resultado que colocaria o tricolor gaúcho na final, foi surpreendido. Wesley, outro Menino da Vila, provou que tem muito futebol, apesar de não ter grife: deu um drible da vaca em Adilson, avançou, driblou o goleiro Victor e tocou para o gol vazio.

- Tantos talentos individuais fazem o Santos adquirir uma outra virtude: o conjunto. Há quem diga que esta final é “barbada”, mas também devemos considerar o momento: os dois jogos da finalíssima só serão disputados após a Copa do Mundo. E o time do Peixe tem suas deficiências, principalmente na defesa, na qual ainda deixa muitos espaços, e também não conta com um goleiro confiável. Felipe tem potencial, mas está acumulando falhas.