quinta-feira, 15 de julho de 2010

Corinthians e Ceará empatam

Share |

Por Leonardo Martins


A volta do Campeonato era aguardada pelas torcidas de Ceará e Corinthians, pois os líderes da competição se enfrentariam no Castelão. Foi um grande jogo com clima de decisão, palco cheio e bons lances, só faltou o gol para coroar o belo jogo, mas o empate mantêm os dois invictos e na frente, pelo menos até hoje.

No Timão, muitos problemas, especialmente no ataque, os três “titulares”, Ronaldo, Dentinho e Jorge Henrique, estão machucados, por isto, Mano Menezes escalou Iarley e Defederico no ataque. Já no Ceará, estreava o técnico Estevam Soares, mas o time era o mesmo que surpreendeu antes da Copa.

Quando o jogo rolou, as duas equipes foram para cima, com os paulistas possuindo mais a posse de bola e o Vovô apostando na velocidade de seu ataque. Aos 5, Mizael, baixnho e habilidoso, exigiu boa defesa de Júlio César, mas o Timão logo respondeu com Roberto Carlos, Diego defendeu tranquilamente.

As duas equipes ficaram no ataque, mas pouco criavam chances até os 22 minutos, Oziel cruzou e Hernandes, atrapalhado por Alessandro, perdeu o gol mais feito da partida. Roberto Carlos voltou a aparecer, mas quase marcou um gol contra.

Se Iarley e Defederico pouco apareciam, coube, então, a Bruno César criar boa chance para os visitantes. Aos 34, Iarley ajeitou para o meia soltar a bomba no ângulo, Diego saltou e salvou o time cearense. O outro meia corintiano, Danilo, também exigiu boa defesa do camisa 1 cearense. Os times foram para o vestiário com o empate.

Se faltou ataque ao Corinthians na primeira etapa, o panorama não alterou muito na segunda etapa, tanto que Mano Menezes tirou o apático Defederico e entrou com o jovem William Morais. A movimentação do time melhorou, mas esbarrava na vontade cearense de seguir na frente do Campeonato. O Ceará também mudou, Geraldo deu lugar a Tony e o meia entrou querendo jogo ao chutar de longe e exigir boa defesa do goleiro paulista.

Iarley saiu aplaudido pela torcida do Ceará (o atacante foi ídolo do Vovô e é torcedor declarado) para a entrada do atacante Souza. Danilo também saiu para a entrada de Tcheco, que logo assustou o goleiro Diego.

Nos últimos minutos, o Vovô foi para o ataque e chegou por três vezes. Aos 39, Washington chutou e a bola passou a esquerda de Júlio César, dois minutos depois foi a vez de Careca bater por cima do travessão. Mas foi Mizael que quase abriu o placar, o atacante desceu pela esquerda e colocou a bola no ângulo, só não foi gol porque o arqueiro fez linda defesa. Realmente, não era dia dos gols no Ceará.

O empate foi melhor para o Fluminense, que pode passar a liderança se vencer o Prudente nesta quinta. O Corinthians volta a campo em casa contra o Atlético-MG e o Vovô atravessa o Brasil e vai a Porto Alegre enfrentar o Internacional.

Curtinhas

- Outro empate sem gols aconteceu entre Goiás e Vasco no Serra Dourada. Foi um bom jogo entre as duas equipes, mas o gol não veio, pior para os Cariocas que continuam na zona vermelha.

- O Internacional conseguiu uma ótima vitória em Campinas e venceu o Guarani. O técnico Celso Roth estreou com vitória por 3 a 0 e subiu na classificação do Campeonato. Os gols saíram na segunda etapa com Sandro, Alecsandro e Taison.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

No clássico da rodada, Flamengo vence Botafogo

Share |

Por Gabriel Seixas

- Não há outra forma de encarar o clássico entre Flamengo e Botafogo a não ser como um choque de realidade. Dizer que esperava-se um futebol de alto nível é blasfêmia, mas ainda criávamos falsas esperanças de que o mês inteiro que essas duas equipes (e todas as outras brasileiras) tiveram para se preparar para o reinício do Brasileirão fosse convertido em qualidade e entrosamento a elas. Pelo menos nesta largada, faltou futebol e sobraram lamentações pelo fim da Copa do Mundo. Não é fácil ver Xavi, Iniesta, Sneijder e Robben numa grande final, e três dias depois, se “readaptar” a Wellinton, Vinicius Pacheco, Fabio Ferreira, Sandro Silva e outras brincadeiras de mau gosto.

- Em contrapartida, existe um porém que ajuda a explicar este panorama: alguns dos grandes reforços dessas equipes nessa janela de transferências, como Correa, Renato Abreu e Val Baiano pelo Flamengo, e Maicosuel pelo Botafogo, só poderão atuar a partir de Agosto, quando está liberada a utilização de jogadores oriundos do futebol europeu, ou simplesmente fora do Brasil. Ou seja, dos jogadores que entraram em campo, a grande maioria (pra não dizer todos) eram ‘figurinhas carimbadas’.

- Antes que você esteja se perguntando: o vencedor foi o Flamengo, 1 a 0, gol do suplente Paulo Sérgio. Mas poderia ser o Botafogo. Nenhuma das equipes desempenhou um papel digno de merecer três pontos, principalmente no primeiro tempo, onde o Fla até foi ligeiramente melhor. Na primeira avaliação da equipe após as “eras” de Bruno, Vagner Love e Adriano, mais pontos positivos do que negativos, claro. Maldonado também fez falta na contensão, e dos reforços que chegaram (e estão chegando) à Gávea, nenhum entrou em campo.

- Em suma, isso fez com que a torcida rubro-negra tivesse de aturar nomes como Wellinton na zaga, Rômulo no meio-campo e uma dupla de ataque formada por Vinicius Pacheco e Diego Mauricio. Das novidades, apenas Marcelo Lomba no gol agradou. Ponto para a diretoria do Fla, que dá indícios de que o jovem deve ser o titular da meta até o fim da temporada. Quanto ao Botafogo, restou lamentar as ausências do recém-contratado Maicosuel e de ‘Loco’ Abreu, 4º lugar da Copa com o Uruguai.

- Os primeiros minutos mostravam que o Botafogo era a equipe mais organizada, até pelo entrosamento de um elenco que perdeu poucos atletas durante a parada para o Mundial. Em cobrança de falta, Lucio Flavio exibiu boa defesa de Marcelo Lomba. Entretanto, até os 44 minutos do primeiro tempo, foi só. Quem passou a ter o domínio do jogo foi o Flamengo, que teve boa oportunidade com Vinicius Pacheco, que obrigou Jefferson a fazer linda defesa, e Petkovic, que recebeu cruzamento de Kleberson e completou com estilo, pra fora.

- Faltava qualidade técnica aos dois times. Em 45 minutos, os dois times erraram 77 passes. Isso mesmo, SETENTA E SETE passes errados em QUARENTA E CINCO minutos. Só de lembrar que há três dias vimos duas seleções com indiscutível qualidade no passe (Espanha e Holanda), bate um desespero. Nada mais justo do que um 0 a 0 na etapa inicial, que poderia ser 1 a 0 para o Botafogo, se Caio não tivesse perdido um gol feito no minuto final. Não tão feito quanto aquele da final do Campeonato Carioca contra o mesmo Fla, mas digno de revolta da torcida alvinegra.

- Na volta para o segundo tempo, Joel Santana assumiu o risco: trocou o volante Sandro Silva por Edno, alternando esquemas táticos como 3-5-2 e 3-4-3. Assim como no primeiro tempo, nos primeiros minutos deu certo, e num chute de fora da área de Herrera, Marcelo Lomba fez grande defesa. Rogério Lourenço percebeu a apatia de seu time e trocou Diego Mauricio, mais uma grande promessa da base que parece estar naufragando junto com o time, por Paulo Sérgio – que passou por essa mesma fase. Do outro lado, Joel promoveu a reestreia de Jobson, substituindo Caio.

- E no duelo dos técnicos, Lourenço foi mais feliz. Com maestria, Petkovic deu um lindo passe em profundidade para Vinicius Pacheco na esquerda, que emendou um cruzamento rasteiro e Paulo Sergio, livre, completou pras redes. Depois do gol, o Botafogo não criou um lance que mereça registro para uma possível reação, nem mesmo com a entrada de Renato Cajá (não que seja grande coisa, é claro).

- A tendência é que as equipes do Brasileirão comecem a evoluir apenas a partir do próximo mês, consequentemente aumentando o nível técnico do nosso campeonato nacional. Enquanto isso, só nos resta lamentar, até mesmo aqueles que ousavam a pedir a volta da Série A. Para um clássico do tamanho de Fla e Bota, foi muito pouco. Por que não estou surpreso?

Cruzeiro vence na Arena

Share |

Por Leonardo Martins


Com o fim da Copa do Mundo, o Brasileirão volta a cena com a 8ª rodada do Campeonato e na abertura dela, o Cruzeiro foi a Arena da Baixada e venceu o Atlético-PR por 2 a 0 e iniciou a era Cuca com vitória.

O time azul promovia a estreia do técnico Cuca e o novo treinador mudou a maneira do time atuar em campo e “imitou” a campeã mundial, Espanha, ao colocar o time no 4-2-3-1. Já o Furacão, promoveu a estreia de Jean e Paulinho, mas o time dependia dos ataques de Paulo Baier.

Quando a bola rolou, o que se viu foi um jogo corrido e bom, com as duas equipes buscando o gol. Os celestes aproveitando a velocidade de Thiago Ribeiro e Gilberto nas pontas neste novo esquema, mas a defesa continua frágil e deu muitos espaços para o ataque paranaense. Aos 10, Thiago Ribeiro pegou bom chute de primeira que Neto defendeu e a bola ainda foi a trave.

Os mineiros estavam melhores, mas quem marcou gol foram os paranaenses, Fransergio chutou, Fábio defendeu e Alex Mineiro tocou para o gol, porém o juiz anulou, erradamente, ao marcar impedimento do camisa 9. Aos 32, Paulo Baier surgiu na cara de Fábio, chegou a dribla-lo mas o goleiro salvou.

O jogo diminuiu o ritmo e só voltou a criar chances no último lance do primeiro tempo. Aos 46, trangulação entre Gil, Jonathan e Thiago Ribeiro, que cruzou na cabeça do artilheiro Wellington Paulista testar para o gol e abrir o placar. 1 a 0 e intervalo.

No segundo tempo, o Atlético-PR voltou em cima do Cruzeiro e com alterações, entraram Branquinho e Eli Sabiá e o time melhorou. O time atleticano pressionou e, aproveitando falhas do time azul, chegou por muitas vezes ao gol cruzeirense, Bruno Mineiro e Alex Mineiro exigiram milagres de Fábio.

A Raposa tentava os contra-ataques, mas ficou acuado em seu campo, criando poucas chances. Para reforçar a marcação, Cuca tirou os meias Roger e Gilberto para as entradas de Marquinhos Paraná e Fabinho, além disto, o ataque foi trocado Thiago Ribeiro por Robert.

O Furacão chegou a empatar, mas, desta vez, o juiz acertou ao marcar impedimento de Rhodolfo em falta cobrada por Paulo Baier. E quem marcou de verdade foi o Cruzeiro, bela tabela entre Robert e Wellington Paulista e o novato ficou na cara de Neto e não perdoou, primeiro gol de Robert com a camisa azul. 2 a 0 e jogo definido.

Foi uma boa atuação cruzeirense que coroou a estreia de Cuca, o time azul volta a campo no domingo quando enfrenta o Goiás na Arena do Jacaré. Já o Furacão enfrenta o Vasco no Rio em um confronto direto para sair do Z-4.

Curtinhas

- O São Paulo foi surpreendido pelo Avaí no Morumbi ao perder por 2 a 1. Os gols da partida saíram na segunda etapa, Roberto e Vandinho abriram dois gols e Hernanes diminuiu para o Tricolor, mas foi pouco e a vitória ficou com os catarinenses.

- Grêmio e Vitória voltaram da parada com um empate em um gol no Olímpico. Wallace abriu o placar no primeiro tempo para o Rubro-Negro e o artilheiro Borges, mais uma vez, salvou o time gremista ao empatar na segunda etapa.

Série B – 8ª Rodada

Share |

Por Leonardo Martins


A Série B voltou após a parada para a Copa do Mundo do jeito que parou, com muitos gols e emoções dentro dos jogos e na tabela de classificação. Foram 10 jogos disputados na noite desta terça-feira e um novo líder surgiu.

Este novo líder é o Náutico, o Timbu derrotou o ASA no sufoco por 2 a 1, com o gol da vitória saindo no final do jogo. Outro time que subiu na competição foi o Figueirense, novo vice-líder, que venceu tranqüilo o lanterna Vila Nova por 2 a 0. O ex-líder Paraná caiu para a terceira colocação ao perder para o surpreendente Icasa por 3 a 0, o Icasa assumiu a 7ª colocação. O G-4 é fechado pelo São Caetano, que fez o clássico do ABC contra o Santo André e venceu por 3 a 2.

O Azulão é seguido de perto pelo Coelho, o América-MG jogou mal, mas conseguiu arrancar um empate no final do jogo diante do Brasiliense por 1 a 1. O que chamou a atenção neste jogo foi o uniforme usado pela equipe brasiliense, um azul com caveiras estampadas, a alegação foi que era comemorado o dia mundial do rock. Outro destaque da rodada foi o bom jogo entre Duque de Caxias e Portuguesa, onde brilhou a estrela do veterano Somália, autor dos três gols do time carioca na vitória por 3 a 2. O Coxa decepcionou a torcida ao empatar sem gols com o Bragantino

O Guaratinguetá, outra surpresa deste inicio, venceu bem o tradicional Bahia por 4 a 2 e subiu. Outro paulista que subiu na classificação foi a Ponte Preta que derrotou o América-RN por 3 a 0. Após um inicio mal, o Sport cresceu e venceu a 3ª seguida na competição ao derrotar o Ipatinga por 3 a 1, destaque para o gol bonito de Ciro.

Classificação

1º Náutico – 17
2° Figueirense – 16
3° Paraná, São Caetano, América-MG, Guaratinguetá e Coritiba – 15
8° Icasa, Portuguesa e Bahia – 13
11° Brasiliense – 11
12° Sport e ASA – 10
14° Ponte Preta e Bragantino – 9
16° Santo André – 7
17° Duque de Caxias e América-RN – 6
19° Ipatinga e Vila Nova – 3

terça-feira, 13 de julho de 2010

Volta o Brasileirão

Share |

Por Leonardo Martins


Depois das emoções da Copa do Mundo na África do Sul, as atenções do futebol brasileiro voltam-se para o Brasileirão, que retoma a sua disputa neste meio de semana. Durante a parada para o Mundial, os clubes se movimentaram e trouxeram reforços, mas também aconteceram amistosos. O Esporte É Vida traz um resumo de tudo.

A grande contratação do período da Copa foi a volta de Luiz Felipe Scolari ao Palmeiras. Felipão volta ao clube após 10 anos com o intuito de repetir o sucesso obtido de 1997 a 2000, onde conquistou vários títulos, inclusive a Libertadores. Apesar de estar contratado desde junho, o treinador só começa a dirigir o time esta semana, pois Scolari estava comentando a Copa por um canal sul-africano. Mas o seu eterno fiel escudeiro, Flávio Murtosa, começou a treinar o time como Felipão quer. Outra volta comemorada pelo torcedor palmeirense foi a de Kleber após um ano e meio no Cruzeiro. O camisa 30 volta para tentar solucionar o problema do ataque, mas ainda falta o camisa 9, que na volta, será ocupada por Tadeu, adquirido junto ao Prudente. O Palmeiras disputou um amistoso contra o Boca Juniors, a partida simbolizou o encerramento do velho Palestra Itália, mas a festa armada foi um pouco manchada pela derrota por 2 a 0.

O líder do Brasileirão, o Corinthians, espera manter o inicio bom no brasileirão, o Clube foi um dos que menos mudaram na parada, só contratou o experiente goleiro Bobadilla, paraguaio que disputou algumas copas pela equipe Guarani. O Timão perdeu o torneio de Londrina para o Atlético-PR, mas ganhou do Operário em Campo Grande por 6 a 0. Ainda em São Paulo, o Tricolor só pensa na semifinal da Libertadores contra o Internacional, por isto, o clube não se movimentou muito neste período, não houve nenhuma grande contratação e ainda perdeu o lateral Cicinho, cujo empréstimo não foi renovado junto a Roma. No período, o time só disputou um jogo-treino contra o Paulista no qual venceu por 1 a 0.

Na Vila Belmiro, os Meninos da Vila, sensação do futebol brasileiro no 1º semestre, se movimentaram pouco e ainda sofreram assédio de clubes europeus. O menos badalado do quarteto de frente, André, vai ser o primeiro a ir embora, foi vendido ao Dínamo Kiev, mas continua até o jogo final da Copa do Brasil, assim como Robinho, mas a diretoria luta para renovar o empréstimo do “Rei das Pedaladas”. Mas para o lugar de André, o Santos trouxe, também por empréstimo, Keirrison, artilheiro do Brasileiro em 2008. Neymar e Ganso continuam até surgir uma proposta ótima da Europa. O Peixe disputou um amistoso, fez 3 a 0 na Ferroviária de Araraquara.

O Fato que estarreceu, não só o esporte brasileiro, mas toda a população, foi o envolvimento do Goleiro Bruno, ex-Flamengo, no assassinato da sua ex-amante, a modelo Eliza Samúdio. O caso em si, acho desnecessário falar aqui, pois todo mundo já sabe. Mas a carreira do capitão do Flamengo ficou manchada e o clube suspendeu o contrato do jogador, que está preso em Contagem na Região Metropolitana de BH. A boa notícia deste período na Gávea foi a chegada do maior ídolo do clube, Zico, para ser diretor de futebol, mas além de Bruno, o time perdeu Adriano que foi para a Roma e Vagner Love que voltou a Rússia. Para o gol chegou o desconhecido Vinicius, oriundo do Duque de Caxias e para o ataque, veio o colombiano Borja e Val Baiano, destaque do Barueri no inicio do Brasileiro passado. Sem as estrelas, cabe a Petkovic comandar o time em campo.

Nos rivais Botafogo e Fluminense, a parada não teve grandes mudanças. No Flu, Muricy Ramalho espera manter o bom inicio de Campeonato, onde a equipe ocupa a terceira colocação, mas contratou o ex-flamenguista Emerson, que chega para dividir o ataque com Fred. Já o Bota, o clube recontratou o atacante Jóbson, destaque na campanha do ano passado e que ficou suspenso por dopping.

O outro clube carioca, o Vasco, foi envolvido numa troca de técnico. Celso Roth trocou o Rio por Porto Alegre e treinar o Inter, semifinalista da Libertadores. O time Cruz-maltino foi ao Ceará e pegou o treinador vice-lider do Campeonato, PC Gusmão. A meta do novo treinador é tirar o Vasco da incômoda zona de rebaixamento e o clube ainda trouxe de volta o meia Felipe de boas passagens no próprio Vasco e nos rivais Flamengo e Fluminense. O Vasco ganhou a Copa da Hora em Florianópolis, em um torneio disputado contra Grêmio, Avaí e Coritiba.

O já citado Inter se movimentou bastante, além de Celso Roth, o Colorado repatriou Rafael Sóbis e Tinga, jogadores fundamentais na campanha do título da Libertadores em 2006, conseguirão repetir o feito? Alem destes dois, o Inter repatriou o goleiro Rennan, de grande sucesso pelo clube. Mas o clube vai perder um grande jogador após a disputa da competição sul-americana, Sandro, que já foi vendido ao Tottenham da Inglaterra. Entre os amistosos, destaca-se o disputado contra o Peñarol, mas o time ficou no empate por 1 a 1. O rival Grêmio, teve poucas mudanças, e ainda dependem bastante da dupla Borges e Jonas para fazer os gols.

Os clubes mineiros se movimentaram bastante na parada para o Mundial. O Cruzeiro teve troca de treinadores, saiu Adilson Batista após 2 anos e meio no comando técnico e entrou Cuca. Além de Cuca, o time azul trouxe bons reforços casos de Robert (ex-palmeiras), Rômulo (ex-Santo André) e Everton (ex-Flu), mas o destaque ficou por conta da contratação do argentino Montillo, destaque da Universidad do Chile na Libertadores, mas o meia só vai estrear quando o time chileno sair da Libertadores. A Raposa viajou para dois amistosos nos EUA e ganhou os dois, 4 a 2 contra o Red Bull New York, e 3 a 0 contra o New England Revolution. Além disto, o Cruzeiro realizou um jogo-treino contra o Tupi e venceu por 3 a 0.

Já o Galo, mudou a equipe e contratou bons reforços, casos de Mendez, ex-LDU, e Daniel Carvalho, mas o principal nome contratado foi o meia Diego Souza, destaque do Palmeiras em 2009, mas que saiu por divergências com a torcida. Mas Diego Tardelli, principal nome do time, pode sair a qualquer momento se chegar uma proposta do exterior, como aconteceu com o atacante Muriqui, que foi para a China. O técnico Vanderley Luxemburgo espera tirar o clube da Zona de Rebaixamento. Dentre os jogos disputados, destaca-se o jogo-treino contra o América-MG, em que o time perdeu por 1 a 0 e o amistoso contra o Bragantino, que ficou sem gols.
Troca de técnico no Avaí (sai Péricles Chamusca e entra Antônio Lopes), no Atlético-GO (sai Geninho e entra Roberto Fernandes) e o substituto de PC Gusmão no Ceará é Estevam Soares. Para finalizar, o Prudente, nesta parada, perdeu três pontos por escalar irregularmente o zagueiro Paulão, com isto, o time paulista entrou na zona vermelha no lugar do Atlético-PR.

8ª rodada

Quarta – 14/07
19h30
São Paulo (6º) x Avaí (13º)
Grêmio (12º) x Vitória (14º)
Atlético-PR (16º) x Cruzeiro (11º)

21h
Flamengo (9º) x Botafogo (8º)

21h50
Ceará (2º) x Corinthians (1º)
Goiás (7º) x Vasco (19º)
Guarani (5º) x Internacional (15º)

Quinta – 15/07
21h
Atlético-MG (17º) x Atlético-GO (20º)
Palmeiras (10º) x Santos (4º)
Fluminense (3º) x Prudente (18º)

- Série B volta com muita emoção

A Série B volta nesta terça-feira. Durante a parada para o mundial, os clubes treinaram muito para melhorarem suas posições. Os clubes nordestinos jogaram algumas rodadas do torneio regional, o Nordestão, com suas equipes principais. Destaques de hoje: Icasa x Paraná, Brasiliense x América-MG, Coritiba x Bragantino e Náutico x ASA.

Todos os detalhes do Brasileirão aqui no Esporte é Vida.

domingo, 11 de julho de 2010

E a vida continua...

Share |

Por Leonardo Martins


Com o título da Espanha no Mundial, o ciclo de mais uma Copa do Mundo se renova, o Mundo do futebol, agora, se voltará para nosso país, palco da próxima Copa em 2014. Mas a Copa na África do Sul, a primeira no Continente Negro, mostrou uma especialidade que nunca se viu na história das Copas.

Muito se falou que a África do Sul não conseguiria realizar o Mundial, por ser um país em desenvolvimento, mas a força do povo africano conseguiu fazer com que a Copa fosse boa e, principalmente, que a África fosse vista sob outros olhos, sem aquele olhar de inferioridade, que sempre atrapalhou o pleno desenvolvimento do Continente.

Quando a Copa começou no mesmo Soccer City, que hoje, coroou o Campeão do Mundo, estava se realizando um sonho, que para muitos era impossível, realizar uma Copa do Mundo dentro de um país com muitos problemas sociais, semelhantes aos nossos. É claro que não seria uma copa perfeita, como foi a anterior na Alemanha, mas os sul-africanos deram o máximo de si para realizar uma Copa dentro da suas especificidades. E este objetivo foi conquistado com louvor, não tivemos nenhum problema sério de segurança e de transportes, só pequenos casos isolados.

Foi a Copa diferente de todas as outras que já havia acontecido. O show da torcida africana com suas barulhentas vuvuzelas e sua alegria de receber uma Copa do Mundo foi um dos destaques do torneio.

Outras coisas que chamaram a atenção do mundo, coisas até curiosas. Teve um polvo que acertou tudo, inclusive o jogo final. Teve pé-frio nos estádios (caso de Mick Jagger), mulher bonita saindo nua em revistas e com belos dotes peitorais (AHH Larissa!!), mulher de jogador enfeitiçando em campo, mas que saiu da África feliz (caso da Namorada do Capitão Campeão Casillas, Sara Carbonero). Teve país campeão mundial saindo na primeira fase, casos de Itália e França.

Mas o grande ressurgimento acontecido na Copa de 2010, foi o Uruguai, os uruguaios chegaram a Copa sem favoritismo e chegou, com um time bem uruguaio, as semifinais, lugar que não ocupava desde a decada de 70. Este ressurgimento da Celeste olímpica foi coroado com a eleição de Diego Forlan como craque do Campeonato, este foi o principal troféu uruguaio.

Enfim, coisas que só a Copa do Mundo consegue fazer, um torneio com dimensões e atenções mundiais. Agora o bastão está com a gente, cabe a nós realizar um torneio fantástico, dentro de nossas limitações, construir e reformar bons estádios e cuidar da infra-estrutura do país.

Também aproveito em nome da equipe do Esporte é Vida para agradecer pelo carinho e força que vocês nos deram nesta cobertura da Copa do Mundo, muito trabalho e o sucesso veio com 100% dos jogos cobertos. E a vida continua com a cobertura do Brasileirão e dos outros eventos, continuem nos prestigiando.

Enfim, Campeã Mundial

Share |

Por Gabriel Seixas


- Após 12 anos, voltamos a presenciar um campeão mundial inédito. É bem verdade que alguns apontaram a Espanha como favorita antes mesmo do início da Copa, mas sempre com um pé atrás. É o tal receio de acreditar numa seleção sem que ela já tenha conquistado o Mundial em alguma oportunidade, que a partir de hoje, não existirá mais com os espanhois. Foi a coroação da maior geração futebolística da história do país, que tem sua base no atual maior time do continente europeu, o Barcelona. Contando com o recém-contratado Villa, foram sete blaugranas em campo desde o início.

- Em todos os sentidos, a Espanha fez história. Já não bastasse ganhar pela primeira vez uma Copa do Mundo, também foi a primeira seleção europeia a vencer um Mundial fora do continente. Durante toda a sua jornada na África do Sul, disputando sete partidas, foram apenas dois gols sofridos. Dentre todos os esquadrões campeões mundiais, é a segunda melhor defesa da história. Em contrapartida, com apenas oito gols marcados, a Fúria agora é a campeã que ostenta o pior ataque. Pouco importa. Esse elenco encantou o mundo, com um toque de bola mágico e uma objetividade incomum para times que se preocupam mais com as virtudes do adversário do que com as próprias.

- Tudo isso é fruto de um ótimo trabalho liberado pelo técnico Vicente del Bosque, que assumiu a Fúria após o título da Eurocopa em 2008, manteve a base e integrou vários jovens ao elenco, desde os titulares Piqué, Busquets e Pedro até o suplente Javi Martinez e Jesús Navas, por exemplo. Fazendo justiça, também se faz necessário exaltar o elenco holandês, que teve a chance de ser campeão mundial vencendo todas as suas partidas nas eliminatórias e na Copa, mas tropeçou no duelo final. A invencibilidade de 26 jogos chegou ao fim.

- Quanto ao jogo, é incoerente compará-lo a disputa pelo 3º lugar. Tudo bem que o jogo de ontem entre Alemanha e Uruguai foi tecnicamente melhor, mas muito pelo fato das duas equipes jogarem soltas, sem tanta responsabilidade pelo resultado. Espanha e Holanda se preocuparam mais em neutralizar o adversário, principalmente a segunda, que via a sua estratégia defensiva naufragar com o toque de bola envolvente dos espanhois. Na melhor chance de abrir o placar, Stekelenburg fez grande defesa em cabeçada de Sergio Ramos.

- A partir daí, a Holanda fez o que só a Suíça teve a competência de fazer frente aos espanhois neste Mundial: pressionar a saída de bola. A estratégia era excelente, mas poderia prejudicar o time na parte física em uma eventual prorrogação, por exemplo. Até o fim da etapa inicial, tudo saiu dentro dos conformes, com a Oranje até mesmo saindo para o ataque em algumas ocasiões. Com dificuldade, claro, já que Sneijder era bem marcado por Xabi Alonso e Busquets, e Robben não estava nos seus melhores dias.

- Na parte técnica, o segundo tempo ficou muito aquém das expectativas. O suficiente para que tantas pessoas viessem com a mesma conversa de ‘a pior final da história’, que sempre aparece de quatro em quatro anos desde 1994, ou creditando o baixo rendimento até mesmo a falta de tradição das duas equipes em finais. Tudo balela. Espanhois e holandeses sentiram o nervosismo, o que refletiu no alto número de faltas cometidas. No total, foram 47, com nada mais, nada menos do que 13 cartões amarelos distribuídos.

- Se não havia nenhum destaque individual em campo, sobrou para o árbitro Howard Webb roubar a cena. Logo o ‘lord’ inglês, que foi um dos melhores árbitros durante o Mundial, e merecidamente recebeu a responsabilidade de apitar a grande final, acabou fugindo de suas características. Acostumado a apresentar poucos cartões amarelos, acabou encontrando neles uma forma de conter a rispidez das equipes, principalmente dos holandeses. Resultado: amarelou ‘incontrolavelmente’ vários jogadores e poderia até ter expulsado alguns, casos de van Bommel e principalmente De Jong, após solada violenta em Busquets.

- Para dar movimentação ao time, Vicente del Bosque colocou Jesús Navas e Fabregas nas vagas de Pedro e Xabi Alonso. O holandês van Marwijk respondeu na mesma moeda, trocando o inoperante Kuyt por Elia. Nenhuma das alterações resolveu o jogo no segundo tempo, que teve como protagonistas, Robben e Casillas. Quando o holandês saiu cara a cara com o goleiro espanhol, foi Casillas quem se adiantou, mandando a Jo’bulani para escanteio com os pés. Que me desculpe Luis Suarez, mas esta foi a defesa da Copa.

- Na prorrogação, o cansaço venceu o time holandês. Marwijk tentou as entradas de van der Vaart e Braafheid, mas del Bosque também tinha sua carta na manga: Fernando Torres. Heroi do título da Eurocopa em 08 e titular no início da Copa, ele recebeu a missão de substituir David Villa, logo ele que posteriormente se consagraria como um dos artilheiros da Copa, marcando cinco dos oito gols da Fúria no continente africano.

- Pouca gente entendeu, mas Torres cumpriu bem sua missão. Aos 12 minutos do segundo tempo, Jesús Navas começou a jogada do gol do título. Ele arrancou com velocidade pela direita e passou para Iniesta, que de calcanhar, entregou para Fabregas. A partir daí, Iniesta só apareceria no complemento da jogada. Isso porque Fabregas serviu Torres, que tentou inverter o jogo da ponta esquerda para a direita, mas van der Vaart, desajeitado, fez o corte. A bola sobrou limpa na frente de Fabregas, que deu um tapa para Iniesta na direita, e em posição legal, o meia acertou um chute forte e preciso, sem a menor chance de defesa para Stekelenburg.

- Àquela altura, a Holanda já estava sem Heitinga, expulso. Mas esse é o detalhe menos importante da história. Aquele era o gol do título, o mais importante da história da seleção espanhola. Iniesta, assim como seus companheiros Casillas, Puyol e Xavi, já pode dizer que conquistou tudo em sua vida: Champions League, Campeonato Espanhol, Copa do Rei, Eurocopa e Copa do Mundo. Mas ao contrário dos outros três, ele também se dá ao luxo de dizer (bem alto) que foi o autor do gol do título mundial. Justo, muito justo.

- O gol poderia ser de Xavi, que acertou quase 600 passes nesse Mundial. Poderia ser de Villa, o artilheiro isolado da Fúria no torneio. Poderia ser de Piqué ou Puyol, a dupla de zaga que mistura (com qualidade) elementos como técnica e raça, e por isso pode ser considerada a melhor do mundo. Poderia ser até de Casillas, o melhor goleiro desta Copa, e o único arqueiro a realizar uma exibição memorável na África do Sul. Poderia ser de qualquer um, mas ele teria de ser necessariamente espanhol. Parabéns, Espanha! Tanto na teoria, quanto na prática, é a melhor seleção do mundo.

- Melhores da Copa


- A FIFA acertou em cheio nas premiações individuais. Apontou Casillas como o melhor goleiro, Müller como a revelação e o uruguaio Diego Forlán como o craque da Copa do Mundo. Quem leu o texto anterior, que conta a derrota da Celeste para a Alemanha, sabe que eu concordo em gênero, número e grau com a escolha de Forlán. Quanto a chuteira de ouro, Sneijder, Villa, Forlán e Müller ficaram empatados na ponta com cinco gols marcados, mas como Müller deu três assistências, e esse era o primeiro critério de desempate, levou o prêmio.

- Minha seleção da Copa: Casillas (Espanha); Lahm (Alemanha), Piqué (Espanha), Lúcio (Brasil), Fucile (Uruguai); Schweinsteiger (Alemanha), Xavi (Espanha), Sneijder (Holanda), Müller (Alemanha); Forlán (Uruguai), Villa (Espanha). Técnico: Oscar Tabarez (Uruguai). E a sua?

- Esse é o terceiro Mundial que acompanho, e sem dúvida, no geral, foi o mais agradável. Não caiam na conversa de que esta Copa foi a pior de todos os tempos na parte técnica, e que ela será marcada apenas por personagens como Polvo (100% em seus palpites nos jogos), Larissa Riquelme (sem palavras), Vuvuzela e Jabulani. A Copa na África merece seus créditos, principalmente pelo legado que deixou. Na minha opinião, é a melhor desde 86, menos para aqueles que acham que o Mundial acaba quando o Brasil é eliminado...

- Copa do Mundo? Só daqui a quatro anos, aqui no Brasil. A crise de abstinência será inevitável. Em compensação, a CBF não deu descanso, e o Campeonato Brasileiro já estará de volta na quarta-feira. Para quem, assim como eu, ficou “mal acostumado” a ver grandes jogos com Holanda, Alemanha, Espanha e outras em campo, certamente terá dificuldades em se readaptar com a realidade do nosso futebol. Volta logo, Copa! Afinal, num momento como esse, Fernando Vanucci diria “o Brasil é logo ali”. Pensando bem, é logo aqui mesmo.