quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Em jogo polemico, Palmeiras vira e se isola na liderança

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Por Leonardo Martins


Depois de 10 dias de muitas polemicas entre Palmeiras e Cruzeiro, as duas equipes enfim entraram em campo pelo fechamento da 25ª rodada no Mineirão. As polemicas só aumentaram quando a bola rolou no Mineirão, o Brasil, exceto os torcedores palmeirenses, era Cruzeiro para que o líder não se distanciasse. Mas o Palmeiras foi mais objetivo e venceu por 2 a 1 de virada e se isola na liderança do Campeonato.

As polemicas tomaram conta do clima criado para o jogo. Primeiro, foi o cruzeirense Fabrício dizendo que o palmeirense Diego Souza era violento em campo. Depois, a maior de todas. Kleber visitou uma festa da torcida do Palmeiras, Mancha Verde, fato que enfureceu a torcida do Cruzeiro, pois as torcidas são rivais. O jogo começou e a polemica que se criou foi outra.

Mas antes, devemos falar como se configuraram os times. O Cruzeiro contou com uma mudança da equipe que venceu o Inter no Sul, a volta do próprio Kleber no lugar de Soares. O Palmeiras contou com a volta de Diego Souza e uma nova dupla de ataque, Robert e Vagner Love.

Quando a bola rolou, outra pessoa entrou para polemizar mais ainda o jogo. O árbitro Evandro Rogério Roman começou a interferir no andamento do jogo. Aos 4, Wendel derrubou Kleber, mas não foi marcado o pênalti. Primeiro dos 4 penais não dados para o Cruzeiro. Mas empurrado pela torcida, o clube celeste marcou. Aos 8, Thiago Ribeiro aproveitou falha de Jumar e Marcão e tocou na saída de Marcos. 1 a 0 Cruzeiro.

Porém, na saída de bola, Marquinhos Paraná fez falta frontal em Vagner Love. Na cobrança, Diego Souza acertou uma linda trivela que enganou Fábio e morreu no fundo das redes cruzeirenses para empatar a partida. O goleiro azul foi enganado pela curva da bola, mas falhou no gol.

O Cruzeiro sentiu o gol de empate e o Palmeiras mostrou certa calma dentro do jogo, mas Roman apareceu de novo para ajudar o líder. Aos 16, após jogada de Gilberto e Diego Renan, Jumar acertou Fabrício em um carrinho violento, outro pênalti não marcado e esse foi o mais claro de todos.

Aos poucos, a equipe azul retomava o controle do jogo, mas tinha um problema grave. Elicarlos estava na lateral direita improvisado e Armero fazia a festa por ali como aos 31, quando o colombiano aproveitou a falha de marcação e chutou para a única defesa de Fábio no jogo. E Kleber, alvo de uma polemica, estava sumido no jogo, mas apareceu na melhor chance após o gol na 1ª etapa. Aos 41, o camisa 30 deu ótimo passe para Diego Renan cortar Wendel e chutar em cima do goleiro Marcos, que fez uma ótima defesa. Esse foi um primeiro tempo de muita luta e força de ambas equipes.

No intervalo, o técnico palmeirense mudou o estilo de jogo. Colocou o jovem Mauricio no lugar de Robert, um zagueiro no lugar de um atacante. Muricy resolveu mudar por causa das falhas de Marcão que não se adaptou ao esquema com 2 zagueiros. Com esta alteração, Diego Souza passou a ser companheiro de Love no ataque.

Quando a bola rolou na segunda etapa, os azuis foram para o ataque, mas um erro poderia ocasionar a derrota e a frustração das outras torcidas e este erro apareceu. Aos 5, Diego Renan errou passe no ataque e Cleiton Xavier deu ótimo passe para Vagner Love entrar em velocidade na área, driblar Fábio e completar para o gol. Virando o jogo para a equipe líder. Foi o 13º passe para gol do meia palmeirense, líder disparado dentro da competição.

Antes do gol, Adilson Batista desfez o erro do inicio do jogo e colocou um lateral direito de oficio. Tirou Fabrício e colocou Jonathan. Aos 10 minutos, Armero fez falta em Jonathan e foi expulso, dificultando as coisas para os palmeirenses. Um pouco depois, Kleber deu uma cotovelada em Wendel e o lateral se machucou e teve que dar lugar a estréia do chileno Figueroa.

Com um a mais, o Cruzeiro colocou mais um atacante, Guerrón no lugar de Elicarlos. Mas aí começou a esbarrar no ferrolho de Muricy. Era um jogo de ataque contra defesa, o Porco se concentrava a frente da sua área e a Raposa não conseguia criar chances. Nas únicas chances que o time teve para empatar, o time foi incompetente para finalizar. Aos 25, Guerrón achou Kleber livre, mas o atacante foi parado por Marcos, que fez milagre, e pela trave, pois a bola bateu na trave depois da defesa do goleiro. Um pouco depois, Leonardo Silva conseguiu cabecear com perigo uma bola.

A chuva caiu com intensidade no Mineirão e com ela trouxe a tona de volta a polemica do atacante Kleber com a torcida do Cruzeiro. O atacante saiu para a entrada de Wellington Paulista e foi muito vaiado pela torcida azul. Já a torcida do Palmeiras, o ovacionou e na saída de campo, o camisa 30 acenou para a Mancha Verde. Era o que faltava para a torcida cruzeirense o xingar de todas as formas. Parece que foi a última partida do jogador no clube mineiro, já que Kleber afirmou, depois do jogo, querer sair do clube por causa desta perseguição da torcida com ele.

No fim do jogo, foi um desespero para os mineiros, já que o ferrolho verde continuava e a equipe mineira começou a arriscar chutes sem direção. No último lance de jogo, Roman volta a aparecer no jogo ao não marcar o pênalti de Figueroa em Diego Renan e marcou o fim de um jogo eletrizante e cheio de polemicas. O Palmeiras deu um passo importante ao título brasileiro

Classificação após 25 rodadas

1º Palmeiras – 47pts
2º São Paulo – 44pts
3º Internacional – 43pts
4º Goiás – 42pts
5º Atlético-MG – 41pts
6º Grêmio – 39pts
7º Avaí – 37pts (7SG)
8º Flamengo – 37pts (2SG)
9° Corinthians – 37pts (-1SG)
10º Vitória – 36pts (10V)
11° Barueri – 36pts (9V e 8SG)
12° Santos – 36pts (9V e 2SG)
13° Cruzeiro – 32pts
14º Atlético-PR – 31pts
15º Coritiba – 27pts
16º Náutico – 26pts
17º Santo André – 25pts (6V)
18º Botafogo – 25pts (4V)
19º Sport – 20pts
20º Fluminense – 18pts

Próximos jogos

26/09 – 18h30
Palmeiras x Atlético-PR
Barueri x Cruzeiro

27/09 – 16h
São Paulo x Corinthians
Fluminense x Avaí
Goiás x Grêmio
Internacional x Flamengo
Coritiba x Náutico

18h30
Botafogo x Vitória
Atlético-MG x Santos
Sport x Santo André

Campeonatos Europeus – Meio de semana

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Por Gabriel Seixas

O Esporte É Vida está de volta com a melhor cobertura dos principais campeonatos nacionais da Europa. Estreando a nova fase, preparamos um resumo especial com tudo o que aconteceu na última rodada dos campeonatos Italiano e Espanhol, que tiveram rodada no meio de semana, entre terça e quinta. No Calcio, Inter e Juventus dividem a liderança, enquanto os times de Gênova, Genoa e Sampdoria, aparecem como sombra as duas equipes. Milan e Roma decepcionam até o momento. Pela La Liga, poucas surpresas: Como esperado, Barcelona e Real Madrid comandam a ponta da tabela. Só não se esperava que Villarreal e Atlético de Madrid, dois times de tradição na Espanha e no continente, estivessem ocupando a zona de rebaixamento. Leia o que aconteceu de melhor nos dez jogos de cada campeonato, e confira a classificação de ambos.

Campeonato Italiano (Calcio)

Pelos gramados italianos, tivemos o encerramento da 5ª rodada do Calcio. Foram nove jogos na quarta, e Genoa e Juventus completando a rodada na quinta-feira.

A atual campeã e líder da Série A, a Internazionale, não teve dificuldades para vencer o Napoli, em casa, por 3 a 1. Isso porque os nerrazurri marcaram dois gols nos primeiros cinco minutos. A dupla de ataque formada por Eto’o e Diego Milito deixou a equipe em vantagem. Aos 32 minutos, o zagueiro brasileiro Lúcio aumentou a diferença. Ainda no primeiro tempo, Lavezzi descontou para o Napoli, que largou mal no campeonato e aparece na parte de baixo da tabela, sendo o primeiro time fora da zona do rebaixamento.

Com Ronaldinho Gaúcho no banco, o Milan perdeu a segunda partida no campeonato. Jogando fora de casa contra a Udinese, o time rossoneri foi derrotado com um gol de Di Natale, que aproveitou sobra de um chute cruzado do lateral chileno Isla.

Em um dos jogos mais emocionantes da rodada, o Palermo começou perdendo, reagiu e esteve perto de vencer, mas a Roma empatou no fim e decretou o placar em 3 a 3. Brighi, impedido, aproveitou passe de calcanhar de Totti e abriu o placar para a Roma. Budan aproveitou falha de Burdisso, que prejudicado pelo campo molhado, tentou cortar um chute de Miccoli e entregou no pé do croata, que empatou o jogo. Mas Burdisso se redimiu no finzinho do primeiro tempo, colocando a Roma novamente na frente. O que a Roma não esperava era que ainda desse tempo de Miccoli empatar na primeira etapa. E Miccoli foi mesmo o pesadelo do time romano: Ele pedalou pra cima de Cassetti, chutou, mas parou em Júlio Sérgio. No rebote, Nocerino colocou o Palermo em vantagem pela primeira vez no jogo. A dois minutos do fim, Totti cobrou pênalti e igualou novamente o placar, ruim para os dois times.

Uma das surpresas da competição é o Parma. O time não se intimidou em enfrentar a Lazio fora de casa, e venceu por 2 a 1. Com isso, o time alcançou o 6º lugar, com 10 pontos. Os recém-promovidos a Série A marcaram com Bojinov, mas Zárate, de pênalti, empatou. Antes do intervalo, Kolarov cometeu pênalti e foi expulso. Na cobrança, Amoruso colocou o Parma novamente em vantagem, que se perdurou até o fim do jogo.

A maior surpresa desse início empolgante de Série A, a Sampdoria, não resistiu a Fiorentina fora de casa e foi derrotada por 2 a 0. Jovetic, que barrou o craque do time, Mutu, aproveitou cruzamento de Marchionni e abriu o placar. Na segunda etapa, Gilardino, também de cabeça, deu números finais ao jogo. A Fiore reagiu e já está em quinto, com 10 pontos. A Sampdoria tem 12, e surpreendentemente, está no 3º lugar.

O duelo entre duas das três equipes que ainda não venceram no Calcio, entre Atalanta e Catania, terminou sem gols. A outra equipe que permanece sem vitória, o Livorno, perdeu para o Bologna por 2 a 0. Portanova e Di Vaio fizeram os gols. Outro jogo sem gols foi protagonizado por Siena e Chievo, este último que figura até o momento em oitavo, superando as expectativas. O atacante Nenê, artilheiro do último campeonato português quando ainda jogava pelo Nacional, deu a vitória ao Cagliari sobre o Bari, fora de casa, pelo placar mínimo. Foi a primeira vitória do time na temporada.

No último jogo da rodada, Genoa e Juventus empataram em 2 a 2, resultado que não foi nada mal para os dois times, afinal, o Genoa continua na zona de classificação para a Champions League, em 4º lugar, enquanto a Juve divide a liderança com a Inter, mas perde no saldo de gols. A Juventus, mesmo desfalcada de vários titulares, como Cannavaro e Diego, começou melhor e abriu o placar com Iaquinta, que aproveitou cruzamento de Marchisio que ainda contou com um lindo corta-luz de Camoranesi. Ainda no primeiro tempo, Sculli cruzou para Mesto, de cabeça, igualar o placar. O time de Gênova aproveitou as chances perdidas pelo adversário, e virou o placar, na segunda etapa com Crespo, que havia entrado no lugar de Floccari. Foi mais um gol de cabeça. Pra não deixar por menos, o gol de empate da Juve também foi de cabeça. Marchisio cobrou falta, Iaquinta desviou e Trezeguet completou pras redes. Antes do gol, o time de Turim já havia tido dois gols anulados.

Classificação:

1º Internazionale - 13
2º Juventus - 13
3º Sampdoria - 12
4º Genoa - 10
5º Fiorentina - 10
6º Parma - 10
7º Udinese - 8
8º Roma - 7
9º Lazio - 7
10º Chievo - 7
11º Milan - 7
12º Bari - 6
13º Palermo - 5
14º Bologna - 5
15º Siena - 4
16º Cagliari - 4
17º Napoli - 4
18º Catania - 2
19º Livorno - 2
20º Atalanta - 1

Campeonato Espanhol (La Liga)

Pela quarta rodada da La Liga, os líderes Barcelona e Real Madrid continuam reinando absolutos. Ambos venceram a quarta partida, dividindo a liderança com 12 pontos – o Barça leva vantagem no número de gols marcados. Os catalães venceram o Racing Santander, fora de casa, por 4 a 1. O destaque da goleada foi Messi, autor de dois gols. O sueco Ibrahimovic e o zagueiro Piqué completaram o placar. Óscar Serrano fez o gol de honra do Racing.

No El Madrigal, o Real Madrid manteve o 100% de aproveitamento, e fora de casa, bateu o Villarreal por 2 a 0, com gols dos dois principais ‘galácticos’ do time: Cristiano Ronaldo, no primeiro tempo, avançou da linha do meio-campo pela esquerda, chegou na intermediária, puxou pra perna direita e bateu no canto de Diego López. Golaço! No segundo tempo, um gol 100% brasileiro: Marcelo cruzou, mas Angel López botou a mão na bola na tentativa de carrinho, dentro da área. Pênalti convertido por Kaká, que deslocou o goleiro.

A equipe que faz o mínimo de sombra aos grandes é o Sevilla, que aparece em terceiro, com nove pontos. Na volta de Luís Fabiano, o time venceu o Mallorca, que vem fazendo boa campanha, por 2 a 0. O zagueiro Squillaci e o jovem meia Diego Perotti resolveram o jogo ainda no primeiro tempo. Quem também tem nove pontos é o Athletic Bilbao, que perdeu sua invencibilidade na derrota para o Tenerife, fora de casa, por 1 a 0. O gol da vitória foi de Mikel Alonso, faltando três minutos para o fim do jogo. O resultado foi justo, pois o Tenerife dominou amplamente o jogo, tanto que finalizou dez vezes contra duas ocasiões de gol do time basco.

Quem também perdeu a primeira no campeonato foi o Valencia, superado fora de casa pelo Getafe por 3 a 1. David Villa bem que tentou, colocando o Valencia na frente, mas com dois gols de Del Moral, e outro de Pedro León, os mandantes conseguiram confirmar a vitória.

Assim como o Villarreal, o Atlético de Madrid tem apenas dois pontos, e seguramente, é a maior decepção deste início de temporada. Em casa, o time só empatou com o Almería em 2 a 2. Forlán desperdiçou pênalti aos 18 minutos, e como castigo, oito minutos depois, Piatti colocou o Almería na frente. O brasileiro Cléber Santana, e Forlán, se redimindo do pênalti perdido, colocaram ordem na casa. Mas Piatti apareceu novamente, e no último minuto do tempo regulamentar, empatou o jogo. E o Almería só não venceu o jogo porque desperdiçou uma chance nos acréscimos.

Quem ganhou a segunda seguida foi o Espanyol, que de virada, venceu o Málaga por 2 a 1. Os visitantes assustaram com um gol de Fernando, no primeiro tempo, em chute desviado pelo zagueiro do Espanyol, Juan Forlin. Ben Sahar, no início da segunda etapa, e Iván Alonso deram a vitória aos catalães. O time que o Espanyol havia vencido na rodada passada, o Deportivo La Coruña, venceu o lanterna Xerez, fora de casa, por 3 a 0. O time do brasileiro Filipe Luís marcou com outro brasileiro, Juca, cobrando falta, Gioda contra e Riki. O Deportivo agora soma seis pontos, enquanto o Xerez continua sendo o único dos vinte times da competição que ainda não marcou nenhum ponto.

Em um jogo repleto de polêmica, o Osasuna venceu fora de casa o Valladolid por 2 a 1. Pandiani, aos 25 da primeira etapa, deixou o Osasuna em vantagem. Antes do intervalo, o Valladolid ficou com um homem a menos, pois Luis Prieto foi expulso. Nada que impedisse que Diego da Silva, o melhor do time, empatasse o jogo. Mas quem saiu vencedor foi mesmo o Osasuna, com gol de Galán. Arzo ainda foi expulso pouco depois do gol, após falta em Galán, deixando o Valladolid com apenas nove homens em campo. A reação dos mandantes ficou ainda mais comprometida.

Completando a rodada, na quinta-feira, o Sporting Gijón não passou de um empate com o Zaragoza, em casa, por 1 a 1. No primeiro tempo o Gijón saiu em vantagem, com gol de Castro, em chute de longa distância que foi desviado pela zaga. No segundo tempo, Aguilar completou cobrança de escanteio, e de cabeça, empatou para o Zaragoza. As duas equipes estão em posições intermediárias na tabela, brigando contra o rebaixamento.

Classificação:

1º Barcelona - 12
2º Real Madrid - 12
3º Sevilla - 9
4º Athletic Bilbao - 9
5º Mallorca - 7
6º Valencia - 7
7º Getafe - 6
8º Espanyol - 6
9º Deportivo - 6
10º Tenerife - 6
11º Almería - 5
12º Sporting Gijón - 5
13º Osasuna - 4
14º Valladolid - 4
15º Zaragoza - 4
16º Racing Santander - 4
17º Málaga - 3
18º Villarreal - 2
19º Atlético Madrid - 2
20º Xerez - 0

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Show goiano no Pacaembu

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Por Leonardo Martins


Na volta de Ronaldo a equipe do Corinthians, o time recebeu o Goiás querendo entrar de vez na briga pelo título. Mas quem deu show foi o time esmeraldino que goleou por 4 a 1 em pleno Pacaembu e entrou na briga pelo título brasileiro.

O Corinthians entrou com uma formação diferente, 3 zagueiros, e o time em campo sentiu a mudança, pois ficou perdido na marcação do time rápido do Goiás. O 1º gol esmeraldino não demorou a sair. Aos 8, Júlio César cruzou e Iarley apareceu entre os zagueiros para completar. 1 a 0.

Apoiado pela Fiel que mais uma vez compareceu em peso, o time alvinegro assustou em dois chutes de longe. Primeiro, Balbuena arriscou de longe e Harlei fez uma defesa esquisita. Depois, Elias chutou e passou perto. Mas aos 23, o Goiás voltou a marcar. Aproveitando erro de Diego, Júlio César cruzou novamente, Fernandão dominou com o peito e chutou, fazendo um lindo gol. 2 a 0.

O Goiás envolvia os paulistas com boas jogadas e aproveitando de erros corintianos quase chegou ao 3º. Júlio César cruzou e Fernandão cabeceou para a defesa de Felipe. Os paulistas pediram para o Intervalo chegar para tentar melhorar a equipe em campo.

No intervalo, Chicão saiu machucado para a entrada de Bill, outro atacante para se juntar a Dentinho e Ronaldo. Mas o time continuava perdido em campo e a goleada goiana se desenharia. Aos 3, Júlio César fez Felipe operar um milagre. Porém, no lance seguinte, os esmeraldinos fizeram o 3º. Iarley se livrou de Balbuena e tocou na saída de Felipe, 3x0 Goiás.

O Corinthians tentou reagir. Bill tocou para Dentinho chutar longe. Logo depois, foi a vez de Marcelo Mattos arriscar de longe e Harlei defender. Ronaldo, visivelmente fora de ritmo, pouco produzia, mas quando conseguiu, ajudou o Timão a fazer o gol de honra. Ronaldo e Jucilei acertaram a trave seguidamente e a bola sobrou para Dentinho fazer o gol. aos 29.

O gol acordou a torcida no Estádio, mas os erros voltaram a atrapalhar o time em campo e o Goiás voltou a marcar. Aos 34, após cobrança de falta, João Paulo subiu sozinho e marcou o 4º, fechando a goleada surpreendente do Goiás.

O Goiás voltou ao G-4 e na próxima rodada, recebe o Grêmio em Casa. Já o Corinthians faz o clássico contra o São Paulo no Morumbi

Outro Jogo

Santos 0x0 Botafogo

Na Vila Belmiro, o Santos desperdiçou uma boa chance de subir na tabela ao empatar com o desesperado Botafogo em 0 a 0. O Botafogo continuou na zona vermelha. A partida demorou para começar devido a problemas na energia e parece que a falta de luz interferiu no futebol, pois o jogo foi fraco e com poucas chances de gols.

Flamengo faz nova vítima no Maracanã: o Coritiba

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Por Gabriel Seixas

A esperança de uma boa campanha de um time carioca na primeira divisão está depositada em um único time: o Flamengo. O rubro-negro conseguiu uma ascensão sensacional no segundo turno, e já engatou o quarto jogo sem derrota, e a segunda vitória consecutiva. A vítima foi o Coritiba, com o placar de 3 a 0. Petkovic, cobrando falta, o artilheiro Adriano e Willians marcaram os gols – por sinal, todos golaços. Para quem gosta de números, foi o terceiro jogo consecutivo do time sem sofrer gols, e a terceira vitória consecutiva em casa pelo mesmo placar. O time já havia vencido por 3 a 0 o Santo André, e na rodada passada o Sport. O Coritiba apostava num bom resultado para se distanciar da zona do rebaixamento. Pelo que jogou hoje, merecia uma sorte melhor. Mas nada que tirasse o mérito da vitória do Fla na partida.

Manter a base para vencer

O técnico Andrade, acostumado a viver problemas para escalar o Flamengo, dessa vez se deu ao luxo a escolher entre jogadores de bom nível técnico para iniciar a partida. Willians, que voltava de suspensão, acabou ficando como opção no banco de reservas – apesar de ser o maior ladrão de bolas no campeonato, ficou pra trás com a boa fase de Maldonado e de Airton. Fierro foi o escolhido para ser o titular, deixando o time mais ofensivo. De resto, foi o mesmo time que venceu o Sport.

Já o Coxa não contava com o zagueiro Cleiton, suspenso. Mas acabou nem fazendo falta, já que outros defensores voltavam ao time. Apesar de jogar fora de casa, Ney Franco apostou num esquema bastante ofensivo, com dois armadores – Carlinhos Paraíba e Pedro Ken – e dois atacantes – Ariel e Marcelinho Paraíba, este que enfrentou pela primeira vez seu ex-clube.

Coritiba dificultou, mas saiu derrotado pro intervalo

Quem apostou num Coritiba fechado, dependendo apenas dos erros do adversário, se equivocou. Os paranaenses estavam determinados a conquistarem a vitória, e deram as caras logo aos três minutos. Pedro Ken, de fora da área, acertou um chute forte, que Bruno rebateu. Ariel pegou a sobra e carimbou a trave.

O Flamengo tinha dificuldades para sair pro jogo, e não conseguia chutar ao gol de Edson Bastos. Quando teve a oportunidade de arriscar, não conseguiu. Adriano cruzou na medida para Denis Marques, que ao invés de chutar, tentou tocar pro lado. Ninguém apareceu para concluir.

Enquanto o Fla não conseguia encontrar seu esquema de jogo, o Coritiba aproveitava para assustar Bruno. Carlinhos Paraíba, um dos jogadores mais perigosos do Coxa, arriscou de longe, tirando tinta do gol de Bruno.

A partir dos 26 minutos, o jogo ficou totalmente aberto. O Flamengo finalmente conseguiu acertar o pé, quando Petkovic recebeu de Fierro e chutou de primeira. Edson Bastos fez ótima defesa. No minuto seguinte, o Coxa respondeu com Marcelinho Paraíba. Ele bateu no cantinho de Bruno, que desviou para escanteio. Por sinal, Marcelinho foi vaiado durante toda a partida pela torcida flamenguista, que não o perdoou pela passagem do atacante pelo time, na qual ele deixou o clube em março reclamando de salários atrasados e do banco de reservas.

Com um jogo tão equilibrado, faltava um lance para as equipes desequilibrarem e abrirem o placar. O Flamengo foi mais rápido, quando aos 33 minutos, Everton sofreu falta na meia lua. Com maestria, Petkovic tocou por cima da barreira e fez um golaço, acertando a trave antes de ver a bola morrer no fundo das redes.

Quando o ponteiro marcava 38 minutos, as duas equipes tiveram chances de marcar gol. O Coritiba assustou primeiro, quando Rodrigo Heffner chutou cruzado e exigiu ótima defesa de Bruno, que deu rebote. De frente pro gol, Marcelinho Paraíba bateu pra fora. Dessa vez, ele ganhou aplausos da torcida...flamenguista.

O Flamengo respondeu com velocidade. Adriano, na pequena área, chutou cruzado e também carimbou a trave. Assim como Marcelinho Paraíba, quem perdeu gol feito dessa vez foi Denis Marques. O primeiro tempo estava chegando ao fim. Ao contrário de muitos jogos, este chamou a atenção de quem o assistiu. Movimentado do início ao fim, ambos os times buscaram o gol, do jeito que todos os times deveriam jogar.

Mais dois golaços, e vitória do Fla

Sem alterações, as equipes voltaram determinadas para a etapa final. Mas no quesito eficiência, quem se deu bem foi mesmo o Flamengo. Aos onze minutos, um verdadeiro gol de placa. Petkovic acertou um passe em profundidade primoroso para Adriano, que com classe, encobriu Edson Bastos. O gol foi importante para o camisa 10, que se manteve como um dos artilheiros da competição, ao lado de Jonas, do Grêmio. E é claro, para o Flamengo, que precisava de uma boa vantagem para administrar o placar com mais tranquilidade.

Ney Franco colocou o Coritiba pra frente, com a entrada de dois atacantes: Marcos Aurélio substituiu o volante Jaílton, e Rômulo foi acionado para estrear pelo clube, substituindo o argentino Ariel. Andrade respondeu, colocando Willians no lugar de Fierro, deixando o Fla com mais pegada na marcação no meio-campo.

Os paranaenses assustaram pouco, e na melhor chance de descontar o placar, Marcos Aurélio cruzou e Petkovic só não marcou um gol contra porque Bruno salvou no cantinho.

Andrade deu nova prioridade ao sistema defensivo, colocando o zagueiro David no lugar de Denis Marques, que devido a má atuação, saiu num misto de vaias e aplausos da torcida rubro-negra. No minuto seguinte, quem ganhou muitos aplausos foi Willians. Petkovic tocou curto pra Adriano, que foi desarmado por Dirceu. Na sobra, Willians acertou um belo chute, com violência, no ângulo de Edson Bastos. As poucas esperanças do Coxa de conseguir o empate foram por água abaixo.

Festa dos mais de 50 mil torcedores que foram ao Maracanã. A torcida rubro-negra fez um duelo particular contra a torcida vascaína, que também encheu o estádio contra o Guarani, na tarde de sábado, pela Série B. Praticamente todos os que compareceram ao estádio, no fim do jogo, aplaudiram Petkovic, substituído por Erick Flores no último minuto. Vitória sem nenhuma contestação, que faz o Fla continuar sonhando com a Libertadores.

O Coritiba permanece ameaçado na parte de baixo da tabela, mas tem a oportunidade de, nos próximos dois jogos seguidos em casa, contra Náutico e Internacional, marcar seis pontos que seriam importantíssimos para as pretensões da equipe. O Fla tem compromisso difícil contra o Inter, fora de casa. Depois, joga o Fla-Flu no Maraca.

Flu não resiste a avalanche gremista no Olímpico

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Por Gabriel Seixas

O Grêmio confirmou a ampla superioridade técnica e goleou o Fluminense, em casa, por 5 a 1. Defendendo uma invencibilidade de mais de um ano sem perder jogando no seu estádio, o tricolor gaúcho não teve dificuldades para superar os cariocas. Souza foi o destaque do jogo, marcando dois gols. Tcheco de pênalti, Cássio contra e um dos artilheiros do campeonato com 13 gols, Jonas, completaram o festival. Kieza diminuiu para o Flu, em uma das raras oportunidades de gol do time na partida. A esperança de disputar a Libertadores do ano que vem foi reascendida pelo time gremista, enquanto o tricolor carioca permanece afundado na última colocação. Já são dez jogos sem conquistar uma vitória, contando os dois duelos da Sul-Americana contra o Flamengo.

Objetivos diferentes em xeque

Paulo Autuori teve uma semana nada tranquila para escalar o Grêmio. De última hora, ganhou dois desfalques, ambos nas laterais. Pela direita, Mário Fernandes, e pela esquerda, Lúcio, foram vetados pelo departamento médico. Maxi López, expulso contra o Náutico, também ficou de fora. Com isso, o argentino Herrera voltou ao time titular no ataque, enquanto o zagueiro Thiego teve de ser improvisado na lateral-direita. O jovem Bruno Collaço iniciou na ala esquerda. Já o trio Souza, Tcheco e Jonas era presença certa. Azar do Fluminense.

Do lado carioca, Diguinho era o principal desfalque, suspenso. Fábio Santos, que seria o substituto, foi vetado minutos antes da partida. Com isso, a ameaça de Cuca de escalar o time num 3-6-1 foi por água abaixo. Adeílson e Kieza fizeram uma nova dupla de ataque, enquanto o equatoriano Urrutia fazia sua estreia pelo time. Aliás, ele era apenas um dos três estrangeiros no meio-campo tricolor, que contou ainda com os argentinos Equi González e Conca.

23 minutos para decidir o jogo

A partida começou muito equilibrada, ligeiramente a favor do time gremista. Coincidência ou não, foi do time mandante a primeira chance real de gol da partida: aos 6 minutos, Souza cobrou falta, e aproveitando confusão na área, Rever bateu pro gol, mas Rafael espalmou pro meio da área. Herrera, esperto, dominou sozinho e também arriscou, mas Rafael estava lá e fez outra grande defesa.

À sua maneira, o Fluminense também tentava ameaçar o gol de Victor. Após saída de bola errada de Rochemback, Ruy roubou bola e tocou curto pra Conca. O argentino avançou, entrou na área e chutou no cantinho de Victor, que desviou com a ponta dos dedos. Depois disso, se viu um bombardeio do Grêmio durante todo o primeiro tempo.

Os gremistas acharam um gol aos 11 minutos, que já faziam por merecer. Souza cobrou falta do lado direito do campo, do lado da pequena área, e Adeílson desviou contra o próprio gol. Apesar do gol contra clássico, o juiz anotou o tento para o meia gremista. O mais importante era que o Grêmio abria o placar naquele momento. Foi o suficiente para que o time confirmasse a superioridade técnica gritante, que interferiu diretamente no resultado do jogo.

Dois minutos depois, o time teve a chance de marcar o segundo, quando Jonas invadiu a área, mas teve seu chute travado por Luiz Alberto, e Rafael encaixou a bola. Porém, aos 15 minutos, um lance infantil resultou no segundo gol. Herrera se antecipou a Gum para cabecear para o gol, mas teve sua camisa puxada e caiu na área. Pênalti claro. Jonas, que buscava a artilharia isolada da competição, pediu para bater. Se houve consenso ou não, o fato é que o camisa 9 bateu fraco e permitiu a defesa de Rafael. Mas o assistente viu que o goleiro se adiantou na cobrança, e mandou voltar. O lance gerou confusão, mas foi bem marcado.

Então o cobrador de pênaltis oficial, Tcheco, chamou a responsabilidade. Com direito a paradinha, ele chutou rasteiro no canto de Rafael, que foi na bola, mas não alcançou.

Com 2 a 0 a favor, o jogo ficou ainda mais fácil. O Fluminense não conseguia neutralizar as jogadas pelo lado direito do ataque gremista, comandado por Tcheco e Souza. E foram eles que construíram a jogada do terceiro gol: Tcheco cruzou da ponta direita, e Souza, como um autêntico centroavante, desviou pro gol mesmo estando entre dois zagueiros.

Os cariocas não esboçaram nenhuma reação. A defesa estava perdida, sobretudo com Paulo César na ala esquerda. Os armadores não tinham nenhum lampejo, e quando um deles, no caso Conca, finalmente criou uma boa jogada, faltou a presença de um centroavante. O argentino girou para cima de Adílson, dentro da área, e cruzou pro meio. Nem Kieza, nem Adeílson e nem ninguém apareceu para concluir. Foi o retrato do ataque do Flu na primeira etapa.

Artilheiro marca e Grêmio consolida a goleada

Cuca ainda tinha esperanças de ver seu time reagir, então, promoveu duas alterações: O zagueiro Cássio entrou na vaga de Paulo César, enquanto Marquinho substituiu o apagado González. Com as alterações, o time passou a jogar com três zagueiros, passando Marquinho para a ala esquerda. Pelo menos a marcação por aquele lado melhorou, mas a essa altura, o Grêmio já explorava a deficiência do lado direito de marcação do Flu.

O nome do segundo tempo, sem dúvida, foi Jonas. Ele apareceu no primeiro ataque gremista do segundo tempo, quando cruzou para Herrera, que ao tentar driblar Rafael, perdeu a bola para o goleiro.

Ligeiramente, o Flu passou a equilibrar as ações, principalmente explorando o lado esquerdo com Marquinho. Sem qualidade no sistema ofensivo, a saída para encontrar o caminho do gol era a bola parada. E foi assim que o time descontou o placar: Conca cobrou falta na cabeça de Kieza, que desviou no canto esquerdo de Victor, que nem se mexeu.

Mas a reação foi passageira. Bastou um minuto para o Grêmio retomar o controle do jogo novamente. Depois de um cruzamento da esquerda, Jonas ajeitou de peito para Herrera, que na pequena área, cruzou pro meio. Na tentativa de abafar o perigo, Cássio mandou de cabeça contra o próprio gol. Quando a fase é ruim...

Desestabilizado emocionalmente, o Flu abriu mão de uma possível reação. Cuca colocou Fábio Neves em campo, que pelo que fez nos treinamentos, merecia uma oportunidade no time titular. Mas ele manteve o nível do time, ou seja, não apareceu em campo. O tricolor gaúcho aproveitou para buscar o quinto gol, e Jonas, na meia-lua, driblou Luiz Alberto e chutou no canto, mas Rafael fez linda defesa.

A partir daí, o Grêmio passou a forçar menos o jogo, afinal, o 4 a 1 já lhe satisfazia perfeitamente. Os cariocas não aproveitaram para reagir, e ameaçaram apenas com Urrutia, que aos 33 minutos, chutou no ângulo do goleiro Victor. Mas o arqueiro fez uma defesa digna de quem defende a seleção brasileira, que é o seu caso.

Já com Léo e Túlio em campo, nas vagas de Souza (que saiu ovacionado) e de Adílson, o Grêmio nem forçou muito para marcar o quinto e derradeiro gol. Cássio falhou novamente, e entregou bola de bandeja para Jonas, que entrou na área, driblou Rafael e (finalmente) marcou seu gol. Foi um prêmio para quem, a todo custo, buscava manter a artilharia do Brasileirão. E como Adriano, do Flamengo também marcou nessa rodada, o gremista não se isolou na artilharia.

O Fluminense teve chances de diminuir o placar, mas àquela altura, não faria muita diferença. O Grêmio ampliou ainda mais sua invencibilidade no Olímpico, que já ultrapassa a marca de um ano. São 32 jogos sem derrota em casa. Já o Fluminense precisa de um milagre para escapar da segunda divisão do ano que vem. E como milagres acontecem, as esperanças ainda não morreram.

domingo, 20 de setembro de 2009

Santo André: o carrasco tricolor

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Por Leonardo Martins

Mais uma vez, o Santo André aprontou com o São Paulo. Neste domingo, as duas equipes se enfrentaram em Ribeirão Preto, o Ramalhão levou o jogo para o interior paulista para ganhar dinheiro com a torcida tricolor da região. Em um jogo fraco, a equipe do ABC atrapalhou o objetivo são-paulino de chegar a liderança ao empatar em um gol.

O jogo começou com um lance polemico, o volante Fernando foi derrubado na área por Miranda e o juiz nada marcou. Quem esperava um Santo André encolhido, se enganou, pois a equipe branca marcava a saída de jogo do São Paulo. Mas na primeira chance, o São Paulo marcou. Aos 7, Júnior César cruzou e Jean pegou um chute de primeira, abrindo o placar no Santa Cruz.

O gol deu mais tranqüilidade aos tricolores, tranqüilidade até demais, pois a equipe pouco atacou depois. O Ramalhão tinha em Marcelinho Carioca a chance de reagir no jogo através de suas eficientes cobranças de falta como aos 17. A equipe tricolor também dependia das bolas paradas, mas não assustou.

Só assustou quando Jorge Wagner cruzou, Neneca cortou de soco e Dagoberto pegou o rebote e mandou para longe. Aos 45, o camisa 25 chutou para a defesa de Neneca. O intervalo chegou e a liderança estava a caminho do tricolor.

O jogo piorou na segunda etapa, o Tricolor continuava administrando e Junior César e Jorge Wagner tentaram ampliar o placar, mas sem sucesso. Fernando assustou Rogério Ceni ao acertar a rede pelo lado de fora. O Santo André perdeu seu principal jogador quando Marcelinho sentiu dores na coxa, em seu lugar entrou Pablo Escobar.

Com o boliviano no campo, a equipe do ABC se animou em campo. Ricardo Gomes tirou Richarlyson e Borges para colocar Zé Luis e Washington. O Camisa 9 até teve uma chance, mas não dominou a bola. O castigo para a moleza são-paulina aconteceu aos 26. Nunes cabeceou mal a bola, mas ela sobrou livre para Pablo Escobar tocar por baixo de Rogério Ceni. 1 a 1 em Ribeirão Preto.

O gol de empate não era esperado pelo São Paulo, que iniciou uma pressão tímida, mas não teve jeito e não foi hoje que o Tricolor venceu o Ramalhão.

O São Paulo faz o clássico contra o Corinthians e o Santo André enfrenta o Sport fora de casa.

Outro jogo

Avaí 4x0 Barueri

Após 3 derrotas seguidas, o Avaí reencontrou com a vitória e em grande estilo. A equipe catarinense goleou o Barueri por 4 a 0 e subiu na classificação. Muriqui, Eltinho, William e Léo Gago fizeram os gols da vitória da equipe de Guga,

Vitória atrapalha mais um candidato ao título, o Internacional

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Por Gabriel Seixas

O Internacional deixou escapar mais uma oportunidade de assumir a liderança, mesmo que provisória, da Série A. O “intruso” foi novamente o Vitória, que já havia derrotado o líder Palmeiras na rodada passada, também no Barradão. Hoje, os baianos venceram o Inter por 2 a 0, com dois gols no segundo tempo. Uelliton e o artilheiro Roger, de pênalti, fizeram os gols. O Vitória assumiu momentaneamente a oitava posição, com 36 pontos, sendo que 30 deles foram conquistados em casa – o único time a derrotar o Leão no Barradão foi o São Paulo. O Inter permanece na vice-liderança, mas caso o São Paulo marque algum ponto amanhã, terminará a rodada em terceiro.

Dúvidas de um lado, certezas do outro

Vagner Mancini teve uma semana tranquila para montar o time que enfrentaria o Colorado. Com todos os jogadores a disposição, o técnico repetiu o time que venceu o Palmeiras no último domingo. O único mistério surgiu em torno da escalação do volante Magal no lugar de um dos armadores, Leandro Domingues e Ramon. Mas, no fim, ficou tudo como estava.

Já o técnico Tite teve problemas para montar o Inter pro jogo. Na defesa, Bolívar desfalcou o time por suspensão. E o técnico ainda se deu ao luxo de optar por dois zagueiros de qualidade, Indio ou Sorondo para começar o jogo ao lado de Fabiano Eller. O primeiro foi o escolhido. No meio-campo, Magrão desfalcava o time também por suspensão – e não deve mais voltar ao time, afinal, está sendo negociado com o futebol do Oriente Médio. Andrezinho voltou ao time titular, mas não jogou bem. Giuliano, servindo a seleção Sub-20, também ficou de fora.

Inter joga melhor, mas esbarra em Viáfara

Os gaúchos começaram a partida sufocando os baianos. Alecsandro escorregou na área e desperdiçou boa chance de abrir o placar, ainda aos dois minutos. Foi o que bastou para os baianos equilibrarem as ações, e Leandro Domingues assustar Lauro com um chute rente ao gol do goleiro colorado.

O jogo continuou equilibrado, e as duas equipes tiveram novas chances de marcarem o primeiro gol. Andrezinho, aos 25 minutos, exigiu boa defesa de Viáfara em chute no cantinho do goleiro. O meia Ramon, do Vitória respondeu em lance parecido, mas o goleiro Lauro “tirou” a bola do gol com os olhos.

Porém, no fim do primeiro tempo, quem assustou de verdade foi o Internacional, em pelo menos três momentos claríssimos de abrir o marcador. O primeiro foi aos 37, quando Taison acertou um ótimo chute de fora da área, que Viáfara pegou. Cinco minutos depois, Taison deu passe açucarado para Alecsandro, que chutou forte, mas parou novamente na muralha colombiana. Taison bem que tentou mais uma vez, no último minuto da primeira etapa, mas novamente parou em Viáfara. O dia era mesmo dos baianos.

Carrasco dos líderes entra em ação

Certamente, o time do Vitória recebeu um bom puxão de orelha do técnico Mancini, e voltou mais atento para o jogo. Aos seis minutos, o atacante Roger conseguiu acertar um chute que ultrapassasse Lauro. Mas Indio, em cima da linha, evitou o gol do rubro-negro.

Roger assustou novamente o goleiro Lauro, quando aos 10 minutos, recebeu na área e acertou um bom chute rasteiro, mas pra fora. Porém, quatro minutos depois, o gol finalmente saiu: Ramon cobrou escanteio e o volante Uelliton, que vem aparecendo nos últimos jogos como elemento surpresa na bola aérea, marcou o primeiro gol do jogo.

Depois do gol, o Inter teve apenas mais uma chance de igualar o marcador. E foi no minuto seguinte: Taison, de frente para o gol, cabeceou mal e errou o alvo. Tite tentou mudar o time, sacando o apagado D’Alessandro para a entrada de Wagner Libano, mas nada mudou. Vagner Mancini fechou o time com a entrada do volante Magal no lugar de Leandro Domingues. Com três volantes, os alas ganharam mais liberdade, sobretudo Apodi, que ganhou praticamente todas nas costas de Kleber.

O Vitória nem precisou forçar tanto para marcar o segundo gol. Aos 31 minutos, Indio cometeu pênalti em Roger. O atacante converteu o pênalti sofrido por ele mesmo, e igualou Adriano, do Flamengo e Jonas, do Grêmio, na artilharia do torneio com doze gols.

Edu e Marquinhos entraram para mudar o ímpeto do Inter no jogo, mas já era tarde demais. Os baianos já haviam se consolidado como carrasco dos líderes. E é bom ficar de olho: quem jogar contra o Vitória, sobretudo no Barradão, vai ter trabalho, independente de sua colocação na tabela. O Colorado conta com uma dose de sorte para continuar na cola do líder Palmeiras, torcendo para tropeço do mesmo neste domingo.