quinta-feira, 20 de maio de 2010

Inter se classifiica no sufoco

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Por Leonardo Martins


O Inter vai fazer a semifinal Brasileira da Libertadores contra o São Paulo. A classificação colorada foi conquistada na raça contra o atual campeão, Estudiantes, na Argentina. Os gaúchos estavam eliminados até os 43 da segunda etapa, mas fez o gol da classificação e perdeu por 2 a 1.

Precisando fazer dois gols de diferença, os argentinos partiram para cima e, como sempre, Verón comandava o meio campo e subia ao ataque. Aos 9, o carequinha arriscou de longe e o goleiro Abbondanzieri fez ótima defesa.

Os brasileiros eram tímidos e fechados no meio campo, com apenas um atacante. E em dois minutos, quase a classificação fora pelo espaço e em lances comandados por La Brujita. Aos 19, Verón deu aqueles lançamentos que todos sabem que ele é capaz, mas a zaga colorada deu um branco e deixou Gonzalez livre para marcar o primeiro. Dois minutos depois, outro branco da defesa gaúcha. Enzo Perez acertou um belo chute no ângulo de Pato e fez enlouquecer a torcida no pequeno Estádio do Quilmes. 2 a 0 e vantagem revertida.

Mesmo com a vaga indo embora, o Internacional continuava sem grandes emoções para a torcida. Só aos 30, quando Andrezinho cruzou para Alecsandro concluir a gol e Orión defender. No mais da etapa, os hermanos cozinhavam o jogo e os brasileiros precisariam melhorar se queriam classificar.

Na segunda etapa, o Inter precisava de apenas um gol para garantir a vaga, mas o panorama do jogo permanecia o mesmo. O Estudiantes cozinhando o jogo e o Inter com enormes dificuldades para penetrar a zaga argentina. O segundo tempo, praticamente, não teve chances de gols.

Mesmo colocando mais ofensividade na equipe com as entradas de Walter e Giuliano, o Colorado não dava esperanças de que ia conseguir o gol da classificação. Mas quando ninguém imaginava que o gol pudesse sair, o gol do alívio saiu. Eram 43 minutos da segunda etapa e Giuliano recebeu livre na entrada da área, o meia olhou e chutou cruzado, vencendo Orión. Era o milagre colorado saindo e a classificação para as semi chegando.

Depois do gol, foi a vez do time colorado cozinhar o jogo e soltar o grito de alivio pela classificação. A nota triste do jogo foi que, quando o juiz terminou o jogo, o zagueiro Desabato deu um soco em Abbondanzieri, que revidou o soco. O que causou uma confusão generalizada, mas nada que tirasse o brilho da classificação vermelha para as semifinais.

O Colorado vai disputar uma vaga na Final contra o São Paulo, os jogos acontecem depois da Copa do Mundo da África do Sul.

São Paulo repete placar do Mineirão

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Por Leonardo Martins


O São Paulo é o segundo semifinalista da Libertadores 2010. O Tricolor, com enorme tranqüilidade, segurou o Cruzeiro em jogo disputado no Morumbi e o time paulista repetiu o placar feito na ida no Mineirão ao fazer 2 a 0.

O Cruzeiro prometeu ir para o ataque com o time titular, mas a proposta de jogo foi por água abaixo logo no segundo minuto de jogo quando Kleber foi expulso de campo ao acertar a cara de Richarlyson. A expulsão foi considerada injusta, mas o gladiador foi para o chuveiro mais cedo.

Com um a menos, o Cruzeiro viu o tricolor crescer no jogo. Os paulistas foram para cima em busca do gol que mataria o confronto, o gol que quase saiu nas conclusões de Marlos e Fernandão, que Fábio fez ótimas defesas. A Raposa era tímida em campo e pouco concluía a gol.

O gol são-paulino saiu aos 23, Júnior César fez ótima jogada e cruzou para Hernanes concluir com perfeição. 1 a 0 e festa tricolor no Morumbi. Mesmo com a vantagem, o São Paulo continuou no ataque e exigindo belas defesas de Fábio, como foi na cabeçada de Miranda. Richarlyson quase fez um golaço do meio campo, mas a bola passou por cima.

Outras chances de gol do São Paulo aconteceram com Cicinho, que tentou chapelar o goleiro azul, mas foi para fora, e Marlos que exigiu nova bela defesa de Fábio. E final de primeiro tempo no Morumbi.

O segundo tempo veio e a pressão paulista continuava. Fernandão, que foi peça principal na ida, resolveu aparecer no jogo e foi de forma decisiva. Aos seis, ele ajeitou de cabeça para Dagoberto tocar por cima e marcar um belo gol. classificação garantida com os 2 a 0 no placar.

No restante do tempo, a torcida são-paulina fez a festa, gritou olé, cantou hino do clube e o time em campo se limitava a passar o tempo. Até criou algumas chances de gol, mas que não foram aproveitadas. Já o time azul, sem chances de reversão, tentava criar chances, mas não conseguia jogar devido a desvantagem no campo de jogo.

A vaga são-paulina veio e com ela uma esperança no Tetra da competição sul-americana. Mas a torcida terá que aguardar um pouco para saber seu destino, já que as fases finais serão disputadas após o Mundial da África do Sul em Julho e Agosto. E o seu adversário nas semifinais só será conhecido após os jogos desta quinta-feira.

Santos e Vitória farão a final da Copa do Brasil

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Por Gabriel Seixas

- Já estão definidos os times que farão a final da Copa do Brasil: Santos e Vitória. Independente de quem seja campeão, teremos um vencedor inédito na competição que está na sua 22ª edição, e dá vaga direta para a Libertadores do ano que vem. O Santos derrotou o Grêmio por 3 a 1, enquanto o Vitória bateu o Atlético Goianiense por 4 a 0.

- O fato é que tanto paulistas, quanto baianos, foram superiores em seus respectivos jogos, principalmente o Vitória, que atropelou o Atlético Goianiense no jogo de volta da semifinal: 4 a 0. O Leão tem uma grande oportunidade de disputar pela primeira vez a Libertadores, mas antes precisa quebrar outro tabu: o de nunca ter vencido a Copa do Brasil.

- A festa da torcida rubro-negra no Barradão foi linda, e o Vitória foi no embalo. Só no primeiro tempo, os baianos já haviam revertido a vantagem de 1 a 0 obtida pelo Atlético Goianiense no jogo da ida: com gols de Uelliton e Junior, os donos da casa já venciam por 2 a 0.

- O Atlético sentia os desfalques de Elias e Robston, dois dos principais jogadores do time, mas conseguiu criar boas oportunidades na etapa final, porém não as converteu. Restou ao Vitória matar o jogo nos minutos finais: aos 45, Júnior marcou o terceiro, e no último minuto dos acréscimos, o goleiro Viáfara, cobrando pênalti, fechou a conta.

- Aliás, foi no penal cobrado pelo goleiro colombiano que foi gerada a maior polêmica do jogo: Viáfara utilizou do método do “paradão” na cobrança, recentemente proibido pela FIFA, mas que só entra em vigor a partir de Junho. Mas o árbitro Heber Roberto Lopes fez questão de “antecipar” a determinação, punindo o arqueiro com cartão amarelo, e consequentemente tirando-o do primeiro jogo da final da Copa do Brasil, já que estava suspenso.

- Mas o grande jogo da noite foi mesmo entre Santos e Grêmio – não à toa que são intitulados os principais times do Brasil. Os Meninos da Vila aprontaram mais uma, e no fator individualidade, garantiram a vitória dos donos da casa por 3 a 1, e consequentemente uma vaga na final.

- É bom destacar que o Santos fez um 1º tempo abaixo da média, em vários momentos sendo pressionado pelo Grêmio, que havia vencido na ida por 4 a 3. Paulo Henrique Ganso, maestro do time, estava sumido. Neymar também ficou abaixo da crítica, e Robinho era um dos poucos que chamava a responsabilidade pra si.

- O panorama no 2º tempo era o mesmo, mas aí entrou em ação o fator individualidade. Mais uma vez, Ganso provou que merecia ser lembrado na lista de Dunga para a Copa do Mundo, desta vez com um petardo da intermediária, que morreu no ângulo de Victor. Golaço! Digno de craque.

- E só a partir do gol o Santos começou a se soltar na partida. E mais uma vez um Menino da Vila chamou a responsabilidade para si: era chegada a hora de Robinho. Ele recebeu passe de André, saiu na cara de Victor, e fez o que era fácil de imaginar, mas difícil de fazer: deu um lindo toque por cima do goleiro.

- No melhor estilo “temos um jogo”, o Grêmio descontou com Rafael Marques – aproveitando falha do inconstante goleiro Felipe -, e no desespero pelo empate, único resultado que colocaria o tricolor gaúcho na final, foi surpreendido. Wesley, outro Menino da Vila, provou que tem muito futebol, apesar de não ter grife: deu um drible da vaca em Adilson, avançou, driblou o goleiro Victor e tocou para o gol vazio.

- Tantos talentos individuais fazem o Santos adquirir uma outra virtude: o conjunto. Há quem diga que esta final é “barbada”, mas também devemos considerar o momento: os dois jogos da finalíssima só serão disputados após a Copa do Mundo. E o time do Peixe tem suas deficiências, principalmente na defesa, na qual ainda deixa muitos espaços, e também não conta com um goleiro confiável. Felipe tem potencial, mas está acumulando falhas.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Noite de grandes emoções pelo Brasil

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Por Leonardo Martins


A noite de hoje guarda grandes emoções para a torcida e para quem gosta do bom futebol jogado em nosso país. Três decisões ocorrerão no mesmo horário (às 21h50) e valendo vaga para fases seguintes da Libertadores e da Copa do Brasil.

Primeiramente, falemos da Copa do Brasil, onde seus finalistas serão conhecidos nesta noite. No Barradão, as duas surpresas da competição, Vitória e Atlético-GO, jogam para ver quem irá a decisão e, conseqüentemente, ficar próximo da Libertadores 2011. No jogo de ida, em Goiânia, o Dragão venceu pelo placar mínimo e tem boa vantagem. Ao rubro-negro baiano resta a vitória por 2 ou mais gols de diferença, vitória baiana por 1 a 0 leva a decisão aos pênaltis.

Na Vila Belmiro, o time sensação da temporada, o Santos, terá que reverter a vantagem contra o ótimo time do Grêmio, que conseguiu uma virada espetacular no jogo de ida e venceu por 4 a 3. Para reverter a vantagem e ir a final, o Peixe precisa de uma vitória simples por até 3 a 2, repetindo o placar da ida, decisão nos pênaltis. Os dois times contam com ataques avassaladores na temporada, promessa de jogão.

Pela Libertadores, certeza de Morumbi lotado para a volta entre São Paulo e Cruzeiro. No jogo de ida, o Tricolor abriu boa vantagem ao vencer o time mineiro em Belo Horizonte por 2 a 0. Com isto, os mandantes poderão perder por até um gol de diferença. Vitória celeste por 2 a 0 leva a decisão para os pênaltis, qualquer outra vitória mineira por 2 ou mais gols de diferença da a vaga as semifinais a Raposa.

E amanhã tem as decisões envolvendo Internacional e Flamengo pela Libertadores contra Estudiantes e Universidad do Chile. Todos estes jogos terão cobertura completa do Esporte é Vida.

Chivas perde, mas leva

O primeiro semifinalista da Libertadores 2010 é o Chivas Guadalajara. A equipe mexicana jogou com o regulamento debaixo do braço e perdeu por 2 a 0 para o Libertad no Paraguai. O Chivas havia vencido na ida por 3 a 0 no México e, por isto, conseguiu a vaga as semifinais.

domingo, 16 de maio de 2010

Vasco e Palmeiras fazem péssimo jogo e empatam sem gols

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Por Gabriel Seixas

- Em uma das partidas que fechou a segunda rodada do Brasileirão, Vasco e Palmeiras decepcionaram. Sem dúvida alguma, fizeram um dos piores (ou pelo menos mais decepcionantes) jogos da rodada, empatando em 0 a 0 numa partida sem a menor emoção ou bom nível técnico.

- Se o futebol de hoje for uma prévia daquilo que Vasco e Palmeiras pretendem mostrar no Brasileirão, certamente vão brigar para não cair. O Palmeiras chegou aos quatro pontos em seis disputados, mas está longe de convencer. Já o Vasco tem só um pontinho na conta, e mais uma série de problemas para resolver: a reformulação de um elenco, a manutenção de um técnico e a reconciliação com a torcida. Tudo isso com o campeonato em andamento.

- No primeiro tempo, o Vasco foi melhor que o Palmeiras. Os jogadores pareciam dispostos em minimizar os protestos dos mais de 11 mil torcedores em São Januário, mas não criavam oportunidades efetivas de gol. A principal novidade do técnico Gaúcho na escalação foi a entrada de Caique no lugar de Dodô, mas o ex-bugrino sequer conseguiu melhorar a movimentação do time. Pior: aos 32 minutos, não completou um cruzamento de Elton, e perdeu uma grande chance de abrir o placar.

- Se o Vasco estava ruim, o Palmeiras estava pior ainda. Cleiton Xavier, o único jogador “pensante” no meio-campo, estava apagado. Vitor, que fazia seu segundo jogo pelo Verdão na lateral-direita, também foi pouco acionado, assim como Armero do outro lado. Resultado: só uma finalização em todo o primeiro tempo, e sem o menor perigo.

- Enquanto o Palmeiras fazia de tudo para perder, o Vasco não fazia nada. Mais uma vez faltou criatividade ao time, que não consegue ao menos tirar proveito da qualidade técnica de jogadores como Ramon e Philippe Coutinho, ambos discretíssimos em campo. Caíque foi uma aposta naufragada no ataque, fazendo com que Elton brigasse sozinho no ataque – arrisco a dizer que o centroavante cruzmaltino foi o melhor, quer dizer, o menos pior em campo.

- Na etapa final, o Palmeiras equilibrou o jogo, mas pode-se dizer que foi o Vasco que conseguiu diminuir o ritmo da etapa inicial. As alterações promovidas pelo técnico alviverde Antônio Carlos Zago, colocando Bruno Paulo e Marquinhos em campo, surtiram algum efeito, mas isso pouco foi convertido em finalizações. Apenas uma cabeçada de Robert, ainda no início, que Fernando Prass defendeu no susto.

- Não poderia haver outro resultado para esse jogo: o zero no placar contou exatamente o que foi a partida. No fim do jogo, a torcida vascaína fez aquilo que se viu obrigada a fazer: protestou contra time e diretoria, e pediu a saída do técnico Gaúcho. A situação está tão crítica que o “protegido” dos torcedores no jogo de hoje foi o zagueiro Dedé.

- A situação do Palmeiras não deixa pra menos, apesar dos quatro pontos somados. Os problemas internos parecem estar abalando a confiança do time, que já não é bom, e está sentindo a pressão.

Cruzeiro busca empate no Mineirão

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Por Leonardo Martins


No Mineirão, o Cruzeiro recebeu o Avaí para jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Em um jogo polemico e bom, os catarinenses abriram 2 gols, mas a Raposa buscou o empate e teve chances de virar o jogo, porém, foi prejudicado pela arbitragem.

O Cruzeiro começou em cima, Wellington Paulista desperdiçou chance incrível de marcar ao cabecear para longe, isso aos 4 minutos. O Avaí respondeu com Davi, aos 12, que foi desarmado pela zaga azul.

Zaga azul que ficou desfalcada quando Leonardo Silva entrou duro em Davi e foi expulso de campo. O lance desestabilizou o time azul e os visitantes foram para cima e o gol saiu. Aos 24, Caio fez boa jogada e tocou para o estreante Pará, que driblou Elicarlos e chutou forte. 1 a 0 e liderança a vista.

A zaga azul estava desligada e se não fosse os erros do auxiliar, os catarinenses marcariam o segundo gol. Aos 39, Patric chegou a driblar Rafael, mas chutou para fora. Mas aos 45, o segundo gol catarinense saiu. Roberto conseguiu vencer a marcação de Henrique e saiu na cara do goleiro azul, dando um belo toque por cima e 2 a 0, vaias para a Raposa na saída do intervalo.

Vaias que repercutiram no vestiário, pois o time azul voltou outro para a segunda etapa. Thiago Heleno recompôs a zaga ao entrar no lugar de Diego Renan e o espírito também foi outro. Wellington Paulista exigiu boa defesa de Zé Carlos. Logo em seguida, o atacante fez. Thiago Ribeiro cruzou com perfeição e o camisa 9 concluiu com perfeição. 2 a 1 Avaí, mas Cruzeiro animado para buscar o empate.

Os mineiros chegaram na pressão, a essa altura, não tinha esquema tático, era todos no ataque e a pressão deu certo. Aos 14, Gilberto foi derrubado por Zé Carlos na área, resultado: pênalti e expulsão do goleiro catarinense. Na cobrança, Wellington Paulista chutou forte e os azuis chegaram ao empate e tinha tudo para conseguir a vitória.

Se no primeiro tempo, o Cruzeiro foi ajudado pela arbitragem, mas no segundo, foi prejudicado. Henrique fez o gol mal anulado pelo auxiliar. Thiago Ribeiro chutou para fora e Wellington Paulista quase fez a tripla ao acertar a trave. Trave que Thiago Heleno também acertou a trave em um cabeceio.

Com o time para frente, o Cruzeiro deixou o contra-ataque livre para os Avaíanos e aproveitaram. Roberto acertou a trave e quase fez o terceiro gol dos catarinenses. O time azul de Minas foi, novamente, prejudicado pela arbitragem. Gil chutou e Emerson desviou com o braço, o juiz não marcou a penalidade e o empate veio com felicidade para os mandantes devido ao mal primeiro tempo.

O Cruzeiro, na próxima rodada, tem o Guarani em Campinas e o Avaí recebe o Vasco em Florianópolis.

Curtinha

- Atlético-PR e Guarani fizeram um jogo bom em Curitiba e empataram em dois gols. Roger abriu o placar para os bugrinos, Netinho empatou para os curitibanos, na primeira etapa. No segundo tempo, Roger, de novo, voltou a colocar o Guarani na frente e Alex Mineiro empatou para o Atlético-PR.

Botafogo quebra jejum e surpreende o São Paulo no Morumbi

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Por Gabriel Seixas

- Em jogos de Campeonatos Brasileiros, o Botafogo não vencia o São Paulo desde 1995. Contando jogos oficiais, independentemente da competição, o jejum diminuía para dez anos (desde 2000). Os números parecem ter sido apenas um dos aliados para a motivação do Botafogo, que mais uma vez ficou devendo no aspecto técnico, mas superou suas limitações em campo e derrotou o São Paulo, em pleno Morumbi, por 2 a 1.

- Como já virou rotina nas primeiras rodadas do Brasileirão, a partida foi nivelada por baixo em nível técnico. O Botafogo mais uma vez se limitou a lançar bolas pra área e explorar cobranças de falta e escanteio, e sentiu a ausência do uruguaio Abreu no ataque. O São Paulo, com um time praticamente inteiro reserva, não deixou pra menos. Parecia estar com a cabeça na Libertadores, mesmo com jogadores de qualidade que deveriam estar motivados para conquistar um espaço no time titular.

- As aparências enganam: o primeiro tempo foi relativamente bom, com muitas oportunidades de gol criadas pelos times. Washington teve boa chance de abrir o placar para o São Paulo aos sete minutos, mas se enrolou na área ao driblar o goleiro Jefferson, e facilitou o trabalho do zagueiro adversário Antônio Carlos, que afastou a bola.

- Só que a frustração pelo gol perdido durou apenas um minuto. Jorge Wagner dominou na esquerda e cruzou pra área, onde estava Leo Lima, que se antecipou à zaga e cabeceou no cantinho de Jefferson, abrindo o placar.

- O Botafogo passou a ensaiar uma pressão na defesa são-paulina, mas só chegava efetivamente em bolas paradas. Quase sofreu o segundo gol aos 25 minutos, quando Washington dominou na área, e com ótimas condições para finalizar, bateu por cima do gol.

- E como quem não faz leva, o Botafogo empatou o jogo aos 28 minutos. Lucio Flavio, que voltara ao time titular, cobrou falta da esquerda, e o zagueiro Antônio Carlos, de cabeça, mandou a bola pro gol. Foi o 3º gol do defensor até aqui, artilheiro do campeonato ao lado de outro zagueiro, Emerson, do Avaí.

- O movimentado primeiro tempo deu lugar a uma insossa etapa final. Os times estavam absolutamente descompromissados, parecendo satisfeitos com o empate. Ricardo Gomes mexeu no São Paulo aos 19 minutos, tirando o inoperante Washington para a entrada de Fernandinho, buscando velocidade no ataque. Joel Santana respondeu pelo Fogão, colocando Edno na vaga de Sandro Silva, deixando o time na base do tudo ou nada.

- Mas o Botafogo voltou mesmo ao jogo só com as entradas de Marcelo Cordeiro e Renato Cajá nas vagas de Alessandro e Lucio Flavio. O time passou a distribuir mais o jogo pelas pontas, e quase virou o placar aos 35 minutos: Caio aproveitou falha de Rogério Ceni na saída do gol e testou com firmeza, mas a bola saiu por cima.

- Aos 37, foi a vez de Renato Cajá acertar um petardo de fora da área, mas Rogério Ceni fez grande defesa. Fruto da insistência, o Bota conseguiu o merecido segundo gol a três minutos do fim. Renato Cajá começou a jogada e serviu Herrera, que dentro da área, fez o pivô para o próprio Cajá. O meia dominou na área e tocou na saída de Rogério Ceni, dando números finais a partida.

Curtinhas:

- De virada, o Internacional venceu o Goiás por 3 a 2 e conquistou sua primeira vitória no Brasileirão. Com time misto, os Colorados tomaram um susto no primeiro tempo, quando os goianos abriram 2 a 0 com gols de Everton Santos e Amaral. Só que a etapa final foi toda do Inter, que empatou com dois gols de Walter, e virou com o meia Giuliano, cobrando pênalti.

- Na Vila Belmiro, uma das grandes zebras da rodada: o Santos recebeu o Ceará e não passou de um empate em 1 a 1. Mesmo com praticamente todos os titulares, o Peixe teve dificuldades, e sofreu um gol através do estreante Washington. Ainda no primeiro tempo, Neymar, de pênalti, deixou tudo igual. Os cearenses ainda reclamaram muito da arbitragem do jogo, que anulou um gol legal do Ceará, e marcou um pênalti inexistente para o Santos.